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ESPECIAL - 06/05 SUPER LUA
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INTRODUÇÃO
As efemérides astronômicas produzidas por Marcos Calil servem de guia para os apaixonados pela observação astronômica. Aqui são relatados e explicados os principais eventos observáveis a olho nu e alguns que podem ser contemplados utilizando telescópios, lunetas ou binóculos. Também são apontados alguns eventos dignos de fotos que poderão ou não ocorrer no próximo mês.
No caso de eventos significativos que irão se repetir no próximo mês é fornecido a sugestão de obter algumas fotos, mesmo com câmeras digitais simples. Essas astrofotos poderão ser enviadas pelo observador, através do e-mail momentoastronomico@climatempo.com.br, para que publiquemos nas efemérides do mês seguinte com seus devidos créditos.
Para facilitar a compreensão dos fenômenos astronômicos aqui relatados, além das explicações detalhadas, utilizamos algumas letras antes das datas referente às informações dos principais eventos durante o mês. São letras que representam os seguintes critérios:
F - Evento facilmente de ser observado por qualquer pessoa;
M - Evento que requer uma noção simples de Astronomia para contemplação do fenômeno;
D - Evento de difícil observação com nível avançado em astronomia observacional;
O - Evento que pode ser contemplado a olho nu;
T - Evento que necessita a utilização de um telescópio, luneta ou binóculo;
A - Evento que poderá ser fotografado com auxílio de uma simples câmera digital acoplada no telescópio ou não. Aproveite suas astrofotos e envie para publicação nesse site (momentoastronomico@climatempo.com.br)
Quando nenhuma referência é apresentada na frente da data o evento não poderá ser observado.
Siga-me no Twitter para receber informações diárias.
A figura 1 ilustra as fases da Lua para todo o mês. O horário determinado foi calculado para São Paulo de acordo com o horário de Brasília às 12 horas (meio-dia do Tempo Legal do Distrito Federal - TDF), desconsiderando o horário de verão. A parte branca da ilustração da Lua representa a parte iluminada pelo Sol e a porcentagem descrita indica a fração do disco lunar iluminado pelo Sol com erro de até + ou - 2% para São Paulo ou outras regiões do Brasil.

Figura 1. Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.
TOPO
Mercúrio - No amanhecer, visível até 10 de maio (aproximadamente) no horizonte leste - Comentário 1.
Vênus - Visível próximo do horizonte oeste logo após o anoitecer - Comentário 2.
Marte - Surgindo no início da noite no horizonte nordeste e norte - Comentário 3.
Júpiter - Não visível no mês de maio - Comentário 4.
Saturno - Surgindo no início da noite no horizonte leste - Comentário 5.
TOPO
NOTAS:
Horários mencionados de acordo com o horário de Brasília (GMT-3h), desconsiderando o horário de verão;
As aproximações da Lua com estrelas e outros objetos celestes mencionadas levam em consideração a possibilidade de serem observadas a olho nu tendo como magnitudes inferiores a 4.0 e com separação angular até 5 graus. Os horários de contemplação dos fenômenos são apenas sugestões do início do evento para observação calculados de forma aproximada;
A magnitude utilizada é a visual, que significa o brilho aparente do astro. É necessário saber que quanto maior for o número dado, menor será o brilho do astro. O limite de observação a olho nu em condições ideais de observação, ou seja, numa noite sem a interferência da Lua e em ambiente sem poluição luminosa é de magnitude aproximada de 6.0.
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Legenda:
F - Fácil observação. Não requer conhecimento de Astronomia Observacional, bastando olhar para o céu e ver o evento;
M- Média observação. Requer conhecimento básico de Astronomia Observacional;
D- Difícil observação. Requer conhecimento de coordenadas astronômicas e de Astronomia Observacional.
O - Evento que pode ser observado a olho nu, dê preferência fora da poluição luminosa;
T - Evento que necessita o uso de telescópio ou binóculo apoiado num tripé;
A - Evento que pode ser facilmente fotografado com câmeras digitais simples ou até com celulares.
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01- Terça-feira |
FOA - 19:00 - Lua próxima de Marte (magnitude -0.01) - Comentário 3. |
02- Quarta-feira |
FOA - 19:00 - Lua próxima da estrela Zavijava da constelação da Virgem (magnitude 3.5). |
03- Quinta-feira |
DTA - 18:38 (emersão) - Ocultação da estrela chi Virginis pela Lua - Comentário 7. |
04- Sexta-feira |
FOA - 19:00 - Lua próxima da estrela Spica da constelação da Virgem (magnitude 0.9).
FOA -19:00 - Lua próxima de Saturno (magnitude 0.34) - Comentário 5. |
05- Sábado |
FOA - 19:00 - Lua próxima da estrela Zubenelgenubi da constelação da Balança (magnitude 2.7). |
06- Domingo |
FOA - 00:33 - Lua no perigeu. Menor distância do centro da Terra com centro da Lua com 356.955km.
FOA - 00:35 - Lua cheia.
MO - Máximo da chuva de meteoros Eta Aquarídeos (ETA) - Comentário 8.
DO - Máximo da chuva de meteoros Librídeos de Maio - Comentário 8.
FOA - 19:30 - Lua próxima da estrela Dschubba da constelação do Escorpião (magnitude 2.2).
FOA - 19:30 - Lua próxima da estrela omega1 Scorpii da constelação do Escorpião (magnitude 3.9).
FOA - 19:30 - Lua próxima da estrela Graffias do Escorpião (magnitude 2.5) - Comentário 11. |
07- Segunda-feira |
DTA - 01:24 - Ocultação da estrela 2282 B3 pela Lua - Comentário 7.
FOA - 22:00 - Lua próxima da estrela Antares da constelação do Escorpião (magnitude 1.0). |
08 a 10 (visível) |
Lua localizada na constelação do Sagitário, região rica em aglomerados - Comentário 12. |
08- Terça-feira |
MTA - 21:30 - Lua próxima de M22 da constelação do Sagitário (magnitude 7.0) - Comentário 12.
FTA - 21:30 - Lua próxima de M20 da constelação do Sagitário (magnitude 5.0) - Comentário 12.
FTA - 21:30 - Lua próxima de M23 da constelação do Sagitário (magnitude 6.0) - Comentário 12.
FTA - 21:30 - Lua próxima de M8 da constelação do Sagitário (magnitude 5.0) - Comentário 12.
FOA - 21:30 - Lua próxima da estrela mu Sagittarii da constelação do Sagitário (magnitude 3.8). |
09- Quarta-feira |
DO - Máximo da chuva de meteoros eta Lirídeos (ELY) - Comentário 8.
FOA - 22:30 - Lua próxima da estrela Albaldah da constelação do Sagitário (magnitude 2.8).
FOA - 22:30 - Lua próxima da estrela xi2 Sagittarii da constelação do Sagitário (magnitude 3.5).
FOA - 22:30 - Lua próxima da estrela omicron Sagittarii do Sagitário (magnitude 3.7).
FOA - 22:30 - Lua próxima da estrela rho1 Sagittarii da constelação do Sagitário (magnitude 3.9).
DOT - 22:30 - Lua próxima do planeta anão Plutão (magnitude 14.08). Não é possível observar Plutão a olho nu. |
10- Quinta-feira |
FOA - 23:30 - Lua próxima da estrela Dabih da constelação do Carneiro (magnitude 3.0).
FOA - 23:30 - Lua próxima da estrela Al Giedi da constelação do Carneiro (magnitude 3.5). |
11- Sexta-feira |
FOA - 00:01 - Lua próxima da estrela Dabih da constelação do Carneiro (magnitude 3.0).
FOA - 00:01 - Lua próxima da estrela Al Giedi da constelação do Carneiro (magnitude 3.5). |
12- Sábado |
FOA - 00:30 - Lua próxima da estrela Al Bali da constelação do Aquário (magnitude 3.7).
18:47 - Lua quarto minguante. |
13 a 19 |
FOA - Luz Cinérea da Lua - Comentário 6. |
13- Domingo |
FOA - 01:30 - Lua próxima da estrela Sadal Suud da constelação do Aquário (magnitude 2.8).
DOT - 01:30 - Lua próxima de Netuno (magnitude 7.94). Não é possível observar Netuno a olho nu.
DO - Máximo da chuva de meteoros Ophiuchídeos do Sul de Maio - Comentário 8. |
14- Segunda-feira |
FOA - 02:30 - Lua próxima da estrela eta Aquarii da constelação do Aquário (magnitude 4.0).
FOA - 02:30 - Lua próxima da estrela zeta1 Aquarii da constelação do Aquário (magnitude 3.6).
FOA - 02:30 - Lua próxima da estrela Sadachbia da constelação do Aquário (magnitude 3.8). |
15- Terça-feira |
FOA - 03:30 - Lua próxima da estrela gamma Piscium da constelação de Peixes (magnitude 3.6). |
16- Quarta-feira |
FOA - 04:30 - Lua próxima da estrela omega Piscium da constelação de Peixes (magnitude 4.0).
FTA -04:30 - Lua próxima de Urano (magnitude 5.93). Não é possível observar Urano a olho nu. |
17- Quinta-feira |
-- |
18- Sexta-feira |
FOA - 05:30 - Lua próxima da estrela eta Piscium da constelação de Peixes (magnitude 3.6).
FOA - 05:30 - Lua próxima da estrela Mesarthim da constelação de Carneiro (magnitude 3.8).
DO - Máximo da chuva de meteoros Ophiuchídeos do Norte de Maio - Comentário 8. |
19- Sábado |
13:13 - Lua no apogeu. Maior distância do centro da Terra com centro da Lua com 406.448km.
MO - Máximo da chuva de meteoros Sagitarídeos - Comentário 8. |
20- Domingo |
20:53 - Eclipse Solar Anular - NÃO visível no Brasil.
20:47 - Lua nova. |
21- Segunda-feira |
-- |
22 a 27 |
FOA - Luz Cinérea da Lua - Comentário 6. |
22- Terça-feira |
MOA - 18:30 - Lua próxima de Vênus (magnitude -4.26) - Comentário 2.
MOA - 18:30 - Lua próxima da estrela zeta Tauri da constelação do Touro (magnitude 2.9).
FOA - 22:00 - Mínima distância angular entre Saturno e a estrela Spica da Virgem - Comentário 5. |
23- Quarta-feira |
FOA - 18:30 - Lua próxima da estrela Tejat Posterior da constelação de Gêmeos (magnitude 2.8).
FOA - 18:30 - Lua próxima da estrela Tejat Prior da constelação de Gêmeos (magnitude 3.2).
MTA - 19:00 - Lua próxima do aglomerado estelar M35 (magnitude 5.5) - Comentário 14. |
24- Quinta-feira |
FOA - 18:30 - Lua próxima da estrela Mekbuda da constelação do Gêmeos (magnitude 4.0).
FOA - 18:30 - Lua próxima da estrela lambda Geminorum da constelação do Gêmeos (mag. 3.5).
FOA - 18:30 - Lua próxima da estrela Wasat da constelação do Gêmeos (magnitude 3.5). |
25- Sexta-feira |
FTA - 18:32 - Ocultação da estrela 5 Cancri pela Lua - Comentário 7. |
26- Sábado |
FTA - 19:00 - Lua próxima do aglomerado estelar da Colméia (M44) - Comentário 13. |
27- Domingo |
FOA - 18:30 - Lua próxima da estrela omicron Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.5).
FOA - 18:30 - Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3). |
28- Segunda-feira |
FOA - 17:16 - Lua quarto crescente.
FOA - 18:30 - Lua próxima de Marte (magnitude 0.46) - Comentário 3. |
29- Terça-feira |
-- |
30- Quarta-feira |
-- |
31- Quinta-feira |
FOA - 18:30 - Lua próxima da estrela Spica da constelação da Virgem (magnitude 0.9).
FOA -18:30 - Lua próxima de Saturno (magnitude 0.52) - Comentário 5. |
Tabela 1. Relação dos principais eventos observados em todo o Brasil
TOPO
Durante esse mês o planeta Mercúrio poderá ser observado a olho nu surgindo no horizonte leste poucos instantes antes do nascer do Sol até 10 de maio (aproximadamente). Como a observação de Mercúrio depende do horário do nascer do Sol, vale acessar o site da Climatempo para saber o horário do nascer do Sol para sua cidade. Sabendo que horas o Sol irá nascer, o observador deverá procurar o horizonte leste cerca de 1 hora a 1h30min antes desse horário e esperar o nascer do planeta Mercúrio. Com avançar dos minutos, o planeta Mercúrio irá subir lentamente no céu (de forma aparente) até quando os raios solares ofuscam seu brilho. Como exemplo, vamos usar o dia 5 de maio para cidade de São Paulo. Para esse dia o Sol irá nascer às 06h30min. Dessa forma é interessante o observador olhar para o horizonte leste por volta das 5 horas, onde Mercúrio irá nascer às 04h52min.
Uma dica preciosa para observação de Mercúrio é procurar o horizonte leste que não possua árvores, montanhas, prédios ou qualquer outro objeto que impede a observação desse belo planeta, pois assim o observador poderá contemplar o nascer desse planeta com mais facilidade.
A figura 2 ilustra o movimento aparente de Mercúrio para esse mês.
Vale saber que a figura 2 foi concebida para cidade de São Paulo às 05h30min nos dias citados. Para as demais cidades do Brasil o que poderá mudar é a distância aparente dos objetos celestes em relação a linha do horizonte leste para extamente esse horário.
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Figura 2. Movimento aparente de Mercúrio em maio de 2012. |
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Foto: Lua e Mercúrio por . |
Durante todo o mês o planeta Vênus poderá ser contemplado a olho nu ou com telescópio próximo do horizonte noroeste poucos instantes após o pôr do Sol. Com seu forte brilho prateado esse belíssimo planeta se destaca de todos os outros objetos celestes próximos. Para localizar a "deusa da beleza e do amor" o observador deverá saber que logo após o pôr do Sol, o planeta Vênus irá despontar pouco acima da linha do horizonte noroeste.
Como a observação de Vênus depende do horário do pôr do Sol, vale acessar o site da Climatempo para saber o horário do ocaso do Sol para sua cidade. Sabendo que horas o Sol irá se pôr, o observador deverá procurar o horizonte oeste ou noroeste cerca de 30 minutos antes desse horário e esperar o planeta Vênus surgir no céu. Com avançar dos minutos, Vênus irá descer lentamente no céu (de forma aparente) até quando o seu ocaso irá ocorrer. Como exemplo, vamos usar o dia 15 de maio para cidade de São Paulo. Para esse dia o Sol irá se pôr às 17h31min. Dessa forma é interessante o observador olhar para o horizonte noroeste por volta das 18 horas, onde Vênus irá despontar próximo desse horário. Com o avançar das horas, às 19h14min (para dia 15 de maio em São Paulo) o planeta Vênus irá se pôr entre o horizonte oeste e noroeste. Vale lembrar que essa forma de pensar vale para todo Brasil, porém com os horários diferenciados. Daí a necessidade de saber o horário do ocaso do Sol para sua cidade pelo site da Climatempo.
A figura 3 ilustra o movimento aparente de Vênus durante alguns dias do mês, para cidade de São Paulo às 18h.
Perceba na figura 3 que a Lua estará próxima de Vênus em 22 de maio. Para essa noite a Lua estará com apenas 3% do seu disco iluminado, proporcionando um fino e belo luar. Aproveite também para contemplar a Luz Cinérea da Lua. Leia o comentário 6 sobre esse belo fenômeno.
É interessante saber que (de forma aparente) durante todo mês de maio o planeta Vênus estará próximo da estrela El Nath da constelação do Touro. Em 06 de maio às 22h59min esses dois objetos celestes atingirão sua mínima distância angular, horário que não poderemos vê-los no céu, mas que poderão ser contemplados no anoitecer desse mesmo dia. Tendo essa estrela próxima o observador deverá tomar um certo cuidado para não confundir Vênus com El Nath. Para distiguir um do outro, basta saber que o objeto celeste mais brilhante é Vênus. Além disso, retratamos na figura 3 a constelação do Órion onde se localizam as populares "Três Marias". Vale ler o comentário 11 sobre a constelação de Órion.
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Foto: Lua e Vênus por Jean Michel. |

Figura 4. Vênus com 26% do seu disco aparente iluminado em 01/05/2012. |

Figura 5. Vênus com 2% do seu disco aparente iluminado em 29/05/2012. |
Vênus é um planeta que pode ser fotografado facilmente. Basta apoiar sua câmera num tripé ou se desejar acoplar num telescópio. A câmera do celular pode obter belas fotos, porém não é possível acoplar esse objeto num tripé e sem o uso desse equipamento o astrofotógrafo terá que ter "pulso firme" para não tremer e ter bons resultados com as fotos. Normalmente nas câmeras digitais existem o modo manual (representado muitas vezes com a letra M). Aproveite esse recurso e depois de obter as fotos, utilize um software de edição de imagens usando o brilho e contraste. Você terá belas surpresas! Se você obter algumas fotos envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT. Se preferir, envie para nosso e-mail momentoastronomico@climatempo.com.br para publicarmos no site principal ou nessa página das efemérides.
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Foto: Júpiter e Vênus por Flávia Regina. |
O planeta vermelho Marte poderá ser contemplado a olho nu ou com telescópio durante todo o mês. Para o início do mês, logo após o pôr do Sol o observador deverá encontrar o horizonte nordeste e procurar um pouco acima desse horizonte um ponto vermelho no céu. Esse será o planeta Marte. Com o avançar das horas esse belo planeta estará cada vez mais acima da linha do horizonte, até que por volta das 21 horas atingirá sua máxima altura. Depois disso, com o avançar das horas o "deus da guerra" se dirige lentamente para o horizonte oeste. Para o final do mês, Marte estará visível após o pôr do Sol acima do horizonte norte, onde no meio da noite antigirá sua máxima altura por volta das 20 horas. Como a observação de Marte depende do horário do pôr do Sol, vale acessar o site da Climatempo para saber o horário do ocaso do Sol para sua cidade. Sabendo que horas o Sol irá se pôr, o observador deverá procurar o horizonte nordeste ou norte cerca de 1 hora depois e esperar o planeta Marte despontar com seu brilho vermelho no céu. A figura 6, que foi concebida para cerca de 1 hora após o pôr do Sol, ilustra a aproximação de Marte com a Lua que ocorrerá em 28 de maio.

Figura 6. Marte, Lua e a constelação do Leão em 28 de maio de 2012.
Para a noite de 28 de maio a Lua estará com 50,7% do seu disco iluminado. Além dessa aproximação da Lua com Marte, teremos para noite de 01 de maio outra aproximação desses dois objetos celestes. Para 01 de maio a Lua estará com 76% do seu disco iluminado ofuscando em partes o brilho de Marte. Apesar da beleza do fenômeno e das belas fotos que poderá render, procure contemplar Marte nas noites que a Lua não estiver perto, pois o brilho aparente de Marte será maior.
Perceba ainda na figura 6 que Marte estará localizado na constelação do Leão. Leia o comentário 9 para saber mais sobre a constelação do Leão para otimizar suas observações.
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Foto: Marte por Thiago Silva. |
TOPO
Durante todo esse mês o planeta Saturno poderá ser observado surgindo no horizonte leste no início da noite. Dessa forma, o observador deverá esparar o Sol se pôr, localizar o horizonte leste e contemplar o despontar de Saturno no céu. Como a observação de Saturno depende do horário do pôr do Sol, vale acessar o site da Climatempo para saber o horário do ocaso do Sol para sua cidade. Sabendo que horas o Sol irá se pôr, o observador deverá procurar o horizonte leste cerca de 30 minutos depois desse horário e esperar o planeta Saturno surgir no céu pouco acima da linha do horizonte. Com o avançar das horas Saturno ganha altura no céu (de forma aparente) até que atinge sua máxima altura por volta das 22 horas. Depois, com avançar das horas esse gigantes dos anéis caminha lentamente para o horizonte oeste, onde seu ocaso ocorrerá cerca de 1 hora a 2 horas antes do nascer do Sol.
Saturno pode ser contemplado a olho nu, mesmo nas grandes cidades que possuem poluição luminosa (assim como Mercúrio, Vênus, Marte e Júpiter). Porém, quem possui um simples telescópio poderá apreciar os anéis de Saturno. Com uma simples câmera acoplada no telescópio é possível obter fotos de Saturno e seus anéis durante qualquer noite de maio para qualquer horário e local do Brasil. Caso o observador não tenha uma câmera simples para fotografar, poderá desenhar Saturno e seus anéis.
Figura 7. Saturno, Lua e a constelação da Virgem em 04 de maio de 2012.
Ainda sobre a figura 7 perceba que teremos a estrela Spica próxima de Saturno. A estrela Spica é a estrela mais brilhante da constelação da Virgem e possui uma cor azulada. Assim, não tem como confundir essa estrela com o planeta Saturno, pois Saturno possui uma cor marrom. Em 22 de maio às 22 horas teremos a mínima distância angular entre esses dois objetos celestes, ou seja, será quando Saturno e a estrela Spica estarão muito próximos entre si (de forma aparente - quando vistos da Terra). Vale tentar ainda desenhar o asterismo da constelação da Virgem no céu.
TOPO
A
Luz Cinérea da Lua pode ser observada em dois momentos:
Caso 1- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Quarto Minguante até um ou dois dias antes da Nova.
Caso 2- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Nova até um ou dois dias antes do Quarto Crescente.
Para
entender o fenômeno, basta sabermos que a luz do Sol que incide
sobre a Terra é refletida para Lua, iluminando sua parte escura.
Dessa forma, o que podemos observar é algo parecido com a foto abaixo.
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Foto. Luz Cinérea da Lua por Ricardo Cavallini. |
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Foto. A Lua por Fátima Santos. |
TOPO
Ocultação
é o fenômeno que ocorre quando um astro de diâmetro
aparente maior passa à frente de outro astro com diâmetro
aparente menor. Durante o mês ocorrerão diversas ocultações
de estrelas pela Lua, porém visíveis a olho nu, são
poucas as ocultações que podem ser facilmente observadas.
Vale lembrar que o olho humano consegue observar no máximo magnitudes
inferiores a 6.0 e o quanto o disco iluminado da Lua irá refletir
a luz solar são fatores importantes que devem ser considerados
para conseguir ou não observar o fenômeno. No caso do uso
de telescópios, lunetas ou binóculos, quando a Lua estiver
próxima da fase cheia, será necessário utilizar
filtros para bloquear o excesso de luz lunar. A ocultação
máxima de uma estrela chega a 70 minutos, quando a imersão
e emersão se verificam em pontos diametralmente opostos da Lua. Uma ocultação de planeta pela Lua é algo mais raro de ocorrer durante o ano.
|

|
Sabendo
desses fatores, podemos observar na tabela 2 a magnitude de cada estrela,
a quantidade que o disco da Lua estará iluminado no momento da ocultação e o horário
aproximado da ocultação.
DATA |
|
MAGNITUDE |
CONSTELAÇÃO |
ILUMINAÇÃO DO DISCO LUNAR |
|
HORÁRIO EMERSÃO |
03/05 |
Chi Virginis
(1815SK2) |
4.7 |
Virgem |
+93% |
-- |
18:38 |
Emersão na parte iluminada da Lua. Brilho da Lua atrapalha observação.
|
07/05 |
2282 B3 |
5.8 |
Escorpião |
-98% |
01:24 |
02:11 |
Brilho da Lua atrapalha observação.
|
25/05 |
5 Cancri
(2307 B1) |
6.0 |
Caranguejo |
+21% |
18:32 |
19:48 |
|
Tabela 2. Ocultação visível durante a noite
de estrelas e/ou planetas.
*
Horário calculado para os observadores localizados em São
Paulo durante o início e fim do evento de acordo com o horário
de Brasília, desconsiderando o horário de verão. Para os observadores localizados em outras regiões
o início do fenômeno
poderá ocorrer até 1 hora antes do evento em relação ao horário dado para São Paulo. Também deverá ser considerado o fuso horário do local de acordo com o horário de Brasília. O sinal de menos na columa "Iluminação do disco lunar" indica que a Lua está na fase decrescente e o sinal de mais na sua fase crescente. De forma muito simplificada, imersão é a entrada da estrela atrás da Lua e emersão é sua saída.
Legenda para os mapas:
- Região vermelha à esquerda - ocultação que ocorre próximo anoitecer;
- Região vermelha à direita - ocultação que ocorre próximo amanhcer;
- Região azul à esquerda - ocultação que ocorre próximo do horizonte leste, instantes próximo do nascer da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;
- Região azul à direita - ocultação que ocorre próximo do horizonte oeste, instantes próximo do pôr da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;
- Faixa branca - local que é possível realizar a observação da ocultação. Deve-se saber que quanto mais próximo da linha branca o observador se localiza, mais à “borda” da Lua a estrela será ocultada.
7.1. 5 Cancri (2307 B1)
A ocultação da estrela 5 Cancri poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas indicadas na figura 8. No caso para os observadores localizados entre as linhas vermelhas o início da ocultação (imersão) ocorrerá quando a Lua estiver próxima do horizonte oeste e, por essa razão, será necessário ter um horizonte oeste livre da interferência de árvores, prédios, casas ou outros objetos que impedem a contemplação desse horizonte.
O início da ocultação (imersão) da estrela 5 Cancri ocorrerá às 18h32min pela parte não iluminada da Lua. Seu término (emersão) irá ocorrer às 19h48min tendo a estrela "saindo" pela parte iluminada da Lua. Como a estrela 5 Cancri possui uma magnitude de 6.0 e a Lua estará com 21% do seu disco iluminado a observação a olho nu dessa ocultação poderá ser realizada com certa dificuldade para quem estiver longe da poluição luminosa. Para os observadores localizados nas cidades com poluição luminosa a contemplação deverá ser realizada com auxílio de telescópio ou binóculo apoiado num tripé. Sendo assim, idependente das condições luminosa que observador estiver inserido, recomenda-se o uso de um telescópio.
Vale lembrar que os horários aqui mencionados foram calculados para São Paulo (SP). Para as demais regiões do Brasil que poderão apreciar esse fenômeno a observação deverá se iniciar cerca de 1 hora antes. |

Figura 8. Faixa de observação da ocultação.
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|

Foto: Ocultação da Lua por Thiago. |
TOPO
Os
meteoros, popularmente chamados de estrelas cadentes são traços
luminosos proporcionados pela rápida passagem de corpos variados
na alta atmosfera terrestre. Esses corpos são chamados meteoróides
e atingem diâmetros na ordem entre alguns microns ou milímetros.
Da palavra meteoróide temos a expressão "orbitando
o Sol" onde ocasionalmente, esses fragmentos que estão circulando
no espaço reencontram a Terra em sua passagem. No momento que
penetram na atmosfera terrestre, sofrem os efeitos do atrito atingindo
velocidades entre 12 a 72 km/s numa altitude aproximada de 120 km (no
seu aparecimento) a 60 km (no seu desaparecimento), produzindo a sua
incandescência e volatilização. Em conseqüência
desse choque, a grande maioria se desagrega antes de atingir o solo.
Alguns dos meteoróides atingem o solo, dando origem ao que chamamos
de Bólidos ou bolas de fogo. Assim, aqueles meteoróides
que ao entrarem em atrito com a atmosfera não se consumindo completamente
e chocam-se com a superfície terrestre são chamados de
Bólidos. Para estes fragmentos rochosos ou ferrosos originados
do espaço que impactaram com o solo, chamamos de meteorito.
Na tabela 3 são informados os principais dados referentes as chuvas de meteoros desse mês.
Chuva |
P |
M |
C |
CCT |
THZ |
r |
V |
|
Comentário |
Eta Aquarídeos (ETA) |
|
06/05 |
Aquário |
|
70 |
2.4 |
66 |
98% |
8.1 |
Librídeos de Maio |
|
06/05 |
Libra |
|
2 a 7 |
? |
? |
99% |
Lua atrapalha a observação. |
|
|
09/05 |
|
|
3 |
3.0 |
43 |
78% |
Lua atrapalha a observação. |
Ophiuchideos do Sul de Maio
|
|
13/05 |
|
|
? |
? |
? |
s/l - 46% |
-- |
Ophiuchideos do Norte de Maio |
|
18/05 |
Ofiúco |
|
3 |
? |
? |
s/l |
-- |
Sagitarídeos |
|
19/05 |
Sagitário |
|
5 |
? |
30 |
s/l |
Conjunto de diversas chuvas. |
Tabela 3. Chuva de meteoros desse mês.
Legenda:
CHUVA
- indica o nome da chuva em questão;
P
- Período em que ocorrerá a chuva;
M
- Momento máximo que irá ocorrer a chuva. Essa é
a melhor data para observar;
C
- Constelação associada a chuva;
CCT
- Posição sugerida de observação dadas em coordenadas equatoriais, sendo:
a: ascensão reta;
d: declinação.
THZ
- Taxa Horária Zenital - um número máximo calculado
de meteoros que um observador pode apreciar, numa noite sem a inferência
da Lua, com o céu perfeitamente limpo e com radiante sobre a
cabeça do observador (zênite). Quando ocorrer uma chuva
periódica, ou seja, sem previsão da taxa por hora, a mesma
será representada pela letra P;
r
- Índice provável de magnitude da chuva. Quanto menor
o valor mais fácil será sua observação;
V
- Velocidade de entrada atmosférica do meteoro, dada em km/s.
As velocidades variam entre 11 km/s (muito lento), 40 km/s (médio)
e 72 km/s (muito rápido);
LUA (%) - Porcentagem do disco iluminado para o melhor momento de observação da chuva. No caso sem influência da Lua durante a chuva de meteoros é atribuído o símbolo s/l.
COMENTÁRIO
- Quando existir o número, a chuva será comentada no seu
respectivo número.
Comentário:
8.1 - 06/05 - Chuva de meteoros Eta Aquarídeos
Sem dúvida poderia ser uma bela chuva digna de ser contemplada, se não tivéssemos a presença da Lua com 98% do seu disco iluminado atrapalhando em partes a contemplação dessa chuva. Para esse ano, quando a constelação do Aquário surgir no horizonte leste a Lua estará na constelação do Escorpião, ou seja, relativamente distante, mas que mesmo assim irá ofuscar o brilho de alguns meteoros. Para 2010, a incidência era de até 30 meteoros (dados Meteor Showers Online) ou até 85 meteoros (dados International Meteor Organization) a cada uma hora. Para esse ano, são previstos 70 meteoros (dados Meteor Showers Online) ou até 30 meteoros (dados International Meteor Organization) a cada uma hora. Independentemente da quantidade ser 70 ou 30 meteoros a cada uma hora, mesmo com a presença da Lua no céu, poderemos ter um belo espetáculo na noite de 06 de maio.
Durante o mês de maio, a constelação do Aquário irá nascer por volta da 00h30min no horizonte leste. O radiante da chuva, ou seja, local mais propício de onde surgirá os meteoros, irá nascer por volta da 1h30min. Porém, o melhor horário para observação será após às 3h30min quando o radiante na constelação de Aquário atinge uma altura suficiente para contemplação de todos os meteoros possíveis. A figura 9 ilustra a região do radiante para São Paulo em 06 de maio ás 3h30min. Para as demais regiões a diferença apresentada na figura 9 (exatamente) para esse horário se dará pela distância dos astros e do radiante da chuva em relação a linha do horizonte.
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Figura 9. Chuva de meteoros eta Aquarídeos em 06 de maio de 2012.
Vale saber que a contemplação de uma chuva de meteoros pode (e deve) ser realizada a olho nu. Assim, mesmo que o observador tenha dificuldade de localizar a constelação do Aquário, basta olhar para o céu no lado leste na noite de 06 de maio por volta das 3h30min que poderá contemplar algumas "estrelas cadentes" riscando o céu. Melhor ainda para os observadores que estiverem afastados da poluição luminosa produzida pelas grandes cidades. Os meteoros dessa chuva tem a característica de serem rápidos e deixam longos rastros.
Para os mais aficionados que desejam obter algumas foto dessas chuvas a recomendação é utilizar uma filmadora (pode ser de câmera fotográfica digital). Apoiada num tripé, apontada para essa região, deixe-a gravando e espere capturar diversos meteoros passando e depois no computador ou na TV passe o filme e veja o resultado. Aproveite para nos enviar suas imagens pelo nosso e-mail momentoastronomico@climatempo.com.br ou no nosso Twitter para publicarmos no nosso site ou no programa Momento Astronômico.
Histórico (Fonte: Meteor Showers On-line http://meteorshowersonline.com/eta_aquarids.html)
Os primeiros relatos dessa chuva de meteoros ocorreram em 1863 com atividades no final de abril e no início de maio, quando HA Newton analisou as datas das antigas chuvas e sugeriu uma série de períodos que mereceram a atenção dos observadores. Um desses períodos foi em 28 de abril e incluiu as observações de chuvas de 401 dC, 839 dC, 927 dC, 934 dC e 1009 dC.
A Eta Aquarídeos foi oficialmente descoberta em 1870 pelo Tenente-Coronel GL Tupman (enquanto navega no mar Mediterrâneo). Ele observou 15 meteoros em 30 de Abril e 13 meteoros na noite de2 e 3 Maio. Numa data posterior, WF Denning analisando os registros da Associação Italiana meteórica identificou 45 meteoros que foram plotados durante o período de 29 de abril a 5 de maio de 1870. Finalmente, a primeira confirmação da chuva veio em 29 de abril de 1871, quando Tupman observou 8 meteoros.
Observações do Eta Aquarídeos foram raros, mas, durante 1876 Herschel descobriu algo que, pelo menos, começou a gerar um maior interesse pela chuva. Ele realizou um inquérito para descobrir a matemática dos cometas que foram mais aptos a produzir chuvas de meteoros. O Cometa Halley foi encontrado como o mais próximo da Terra, em 4 de maio, momento em que o radiante estava em Aquário. Herschel imediatamente notou que as observações de Tupman de 1870 e 1871 foram muito perto destas previsões.
A Eta Aquarídeos permaneceu pouco observada devido a falta de observadores no hemisfério sul. Apenas ocasionalmente registros de uma atividade da chuva foram notificados, dos observadores do norte que tiveram que enfrentar a observações do radiante próximo da linha do horizonte leste. No entanto, H. Corder detectou a atividade na manhã do dia 4 de maio de 1878, com 3 meteoros plotados revelando uma radiante próximo à estrela Eta Aquarii. Durante este mesmo ano, Herschel examinou todas as observações disponíveis e inferiu que o radiante da chuva parecia mover-se mais a leste, uma vez que cada dia se passava.
WF Denning finalmente conseguiu determinar com mais exatidão essa chuva entre 30 de abril 30 a 6 de maio de 1886. Um total de 11 meteoros foram plotados para revelar uma radiante próximo à estrela Eta Aquarii. A partir dessas observações, ele afirmou que o radiante parecia 5 graus a 7 graus de diâmetro. Ele acrescentou que a aparente proximidade de sua radiante com a previsão realizada por Herschel colocou a identidade dessa chuva para o cometa Halley " sem margem para dúvidas."
Felizmente, vários bons observadores de meteoros apareceram no hemisfério sul durante os anos 20 e o conhecimento vindo do Sul aumentou e muito. Um dos mais prolíficos observadores foi RA McIntosh (Auckland, Nova Zelândia). Ele publicou um dos mais importantes estudos da Eta Aquarids durante 1929. McIntosh afirmou que as suas observações desse ano mostraram uma atividade entre os dias de 22 de abril a 13 de maio. Ele afirmou que o máximo da chuva surgiu definitivamente no início de maio, apesar do mau tempo que impediu de ser analisado, no entanto, ele constatou que a chuva manteve taxas horária entre 10 a 20 meteoros durante o período de 2 a 11 de maio. A área do radiante foi consistentemente com cerca de 5 graus. Além disso McIntosh's realizou cálculos orbitais que mostraram excelentes proximidades com a órbita do Cometa Halley.
Durante 1935, McIntosh publicou outro inquérito da Eta Aquarids. Utilizando observações feitas por Murray Geddes (Nova Zelândia) e ele próprio durante 1928 a 1933 planejou a observações da atividade dessa chuveira e desenvolveu uma curva da atividade que revelou que a chuva começou com taxas de 1 por hora em 28 de abril, em seguida, passou rapidamente a um limite máximo de 10 por hora durante o mês de maio entre os dias 3 e 6. Finalmente, essa curva desceu lentamente a taxa de 1 por hora em 16 maio.
No início de 1947, a Eta Aquarids aderiu às fileiras dos primeiros fluxos a ser detectadas por técnicas de rádio. Durante 1 a 10 de maio, um rádio telescópio no Jodrell Bank viu picos de 12 meteoros. Poucos dados adicionais sobre este fluxo foi recolhida pelo Banco Jodrell durante o resto dos anos de 1940 e durante toda a década de 1950. Na verdade, o fluxo foi praticamente ignorado o equipamento de rádio raramente foi operada durante a primeira metade de maio Felizmente, os observadores utilizando o equipamento de radar em Springhill Meteor Observatory (Ottawa, Canadá) e, posteriormente, pelo Observatório Ondrejov (Checoslováquia), foram capazes de fornecer alguns das mais extensa série de dados já acumulados sobre este fluxo.
Os dados de Springhill abrangeu o período de 1 a 10 de maio e um fato revelado por A. Hajduk (Instituto Astronómico da Academia de Ciências da Eslováquia, Bratislava, Checoslováquia), foi a complexidade das taxas ativas. Utilizando uma média elaborada para o período de 1958-1967, observou-se que duas máximas detectadas por radar ocorreram: uma em 4 de maio e a outra em 7 maio.
Os números acima representam uma média de 10 anos e, apesar de mostrarem algumas características interessantes para os níveis de atividades da ETA Aquarídeos, os níveis anuais de atividade indicadas no mesmo documento são ainda mais interessantes - especialmente quando são comparados com o inusitado vales e picos da forma de onda que notarem a atividade de curvas semelhantes da Orionids. Hajduk estudando a chuva Orionids concluiu que existe uma atividade anormal de níveis que se formaram devidos a ocasionalidade da primeira ou secunda máximas atividades dadas em datas diferentes do que geralmente se aceitava como uma única data com máximo. O mesmo é verdade também para a Eta Aquarids. De fato, dos 10 anos analisados pelo Observatório Springhill, representou apenas 3 anos o que poderia ser considerada uma atividade da curva normal. Alguns exemplos dos desencontros sobre o estudo de fluxos da chuva Eta Aquarídeos são:
O estudo de Hajduk não só revelou detalhes interessantes sobre este fluxo, mas também sobre o Orionids de outubro - em tempo conhecida como irmã próxima da Eta Aquarídeos. Embora exista uma clara semelhança entre as características dos meteoros e níveis de atividades dos dois fluxos, uma característica interessante mostrada nos dados de Springhill se dão às distâncias de cada trajetória existente a órbita da Terra. Usando a órbita do cometa Halley como representando o centro do associado meteoro, Hajduk notou que a Eta Aquarídeos ocorrem quando a Terra está 0,065 UA do fluxo de base, enquanto o Orionids ocorre quando a Terra está 0,15 UA de distância. De acordo com os dados Springhill, há uma menor variação entre as taxas anuais de atividade para o Eta Aquarídeos do que existe para a Orionids.
A evolução deste fluxo foi discutido durante 1983, pela BA McIntosh (Herzberg Instituto de Astrofísica, Otava, Canadá) e Hajduk. São publicados os detalhes de uma proposta de modelo de fluxo produzidas por meteoros do cometa Halley. Utilizando um estudo publicado em 1981 DK Yeomans e Tao Kiang, que analisou a órbita do cometa Halley datada em 1404 BC, McIntosh e Hajduk teorizou que "os meteoróides simplesmente existem em órbitas que o cometa realizou durante muitas revoluções atrás". Outras perturbações que agiram para moldar o fluxo em um reservatório contém numerosos restos de meteoros agregados. Estes aglomerados são considerados a explicação sobre o motivo por que tanto o Orionids e Eta Aquarídeos experimentam grandes variações de atividades de um ano para o outro.
Astrónomos amadores fizeram observações significativas desta chuva de meteoros durante os últimos 30 anos. Com base nas informações de organizações amadores dos Estados Unidos, Inglaterra, Japão, Austrália e Nova Zelândia, é sabido que existe uma enorme diferença nas taxas de atividade desta chuva entre os hemisférios norte e sul. Quando as taxas horárias podem chegar a 20 por hora para os observadores nos Estados Unidos, Europa e Japão, as taxas podem saltar para 30 a 40 por hora para os observadores na Austrália e Nova Zelândia. A razão é simples: a constelação do Aquário ocupa uma área maior de observação quando vista pelos observadores do hemisfério sul. Estas organizações têm também revelado que cerca de um terço da Eta Aquarídeos produz de forma contínua rastros luminosos deixados pelos meteoros que duram pelo menos um segundo.
Durante a aparição de 1985-1986 do Cometa Halley, várias organizações em todo o mundo colocou em alerta os seus membros para verificar o possível aumento na atividade Eta Aquarídeos (e os Orionids). Relatórios dos grupos na Austrália, Nova Zelândia, Bolívia, América do Norte e Japão geralmente indicam que a atividade não foi reforçada.
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A constelação do Leão é a constelação típica do outono para os observadores do hemisfério Sul. Isso porque, quando inicia essa estação do ano a constelação do Leão surge durante o anoitecer na linha do horizonte leste. Com o avançar dos meses, para esse mesmo momento (no anoitecer) essa constelação se apresenta no horizonte oeste anunciando o fim dessa estação.
Algumas das estrelas da constelação do Leão podem ser observadas mesmo nas cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa e com um pouco de atenção o desenho do Leão se fará presente no céu. Logicamente, para quem estiver fora das grandes cidades, ou seja, em locais sem a influência das luzes, a constelação se mostrará mais nítida. As estrelas Regulus, Denebola, Zosma e Algieba são as estrelas que podem ser facilmente contempladas e marcam parte do desenho do Leão. É interessante saber os nomes das principais estrelas que compõe essa constelação, onde Regulus significa "pequeno rei", Denebola a "cauda do leão", Algieba "do sul" e Zosma significa "quadril". Observe na ilustração 10 as principais estrelas que compõe a figura do Leão cerca de 1h30min após o início do anoitecer de 01 de maio. A mesma ilustração servirá para os outros dias do mês com pequenas alterações em relação a Lua e a posição do planeta Marte.

Figura
10. A constelação do Leão com os principais nomes das estrelas e seu asterismo.
Perceba ainda na figura 10 que temos o planeta Marte localizado nessa constelação durante esse mês. Vale ler o comentário 3 sobre esse belo planeta para otimizar sua observação nessa região do céu. Além disso, em especial nas noites de 1 e 28 de maio teremos a Lua próxima de Marte.
Vale lembrar que para esse mês, no início do anoitecer essa constelação estará localizada na parte norte do céu. Com o avançar das horas, por volta da meia noite, a constelação do Leão poderá ser contemplada próxima do horizonte oeste. A figura 11 foi concebida para o mesmo momento da figura 10, porém com a ilustração artística do Leão. Vale tentar imaginar essa fera no céu.

Figura
11. A constelação do Leão e sua concepção artística.
Aproveite para obter algumas fotos da constelação do Leão e do planeta Marte. Se você obter alguma astrofoto envie pelo nosso e-mail momentoastronomico@climatempo.com.br para publicarmos no site da Climatempo-Astronomia ou no nosso Twitter.
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A constelação do gigante caçador Órion (Orion) é a constelação símbolo do verão para os moradores no Hemisfério Sul e do inverno para os moradores do Hemisfério Norte. Em determinadas latitudes do Brasil essa constelação pode ser observada a partir de meados de julho poucos instantes do amanhecer no horizonte leste. Com o avançar dos meses os brasileiros podem contemplar essa constelação cada vez mais cedo até a chegada do verão, quando essa constelação pode ser contemplada no horizonte leste logo no início do anoitecer. Sem dúvida é uma constelação bela de ser observada e fácil de ser localizada. Suas estrelas principais que fazem parte do corpo do guerreiro podem ser observadas mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. Além disso, é nessa constelação que se localizam as populares "Três Marias" e a bela nebulosa de Órion (M42) observada a olho nu em locais distantes da poluição luminosa ou com auxílio de um simples telescópio ou binóculo apoiado num tripé mesmo nas grandes cidades com poluição luminosa. Geralmente, quando visível no céu, essa é a primeira constelação observada pelos iniciantes em Astronomia. A figura 12 ilustra a constelação do Órion para esse mês logo após o anoitecer. Perceba que próximo do Órion nós temos as constelações do Touro e de Gêmeos com suas duas estrelas brilhantes: Pollux e Castor. Vale tentar localizar essas constelações, lembrando que logo após o pôr do Sol e com o avançar dos dias desse mês de maio a constelação do Órion estará cada vez mais próxima do horizonte oeste e a constelação do Touro praticamente não poderá ser mais contemplada no final do mês. Sendo assim, aproveite o início desse mês para poder contemplar Órion e Touro.

Figura 12. A constelação do Touro, Órion e Gêmeos com seus principais objetos celestes logo após o anoitecer em 06 de maio de 2012.
A figura 13 ilustra em detalhes a constelação do Órion com seus principais objetos celestes e seus respectivos nomes.

Figura 13. A constelação do Órion.
Para localizar a nebulosa de Órion basta localizar as populares "Três Marias". Essas três estrelas formam um grupo aparentemente alinhados que representam o cinturão do guerreiro Órion. Quase que perpendicular as "Três Marias" pode ser observada a nebulosa de Órion. Essa nebulosa pode ser contemplada a olho nu em locais que não possuem poluição luminosa, apresentando uma tênue mancha no céu ou com uso de telescópio ou binóculos apoiados em tripé mesmo nas grandes cidades que possuem poluição luminosa. Vale lembrar ainda que esse aglomerado está próximo da constelação do Touro que possui um aglomerado estelar aberto, chamado de Híades (na forma de V que simboliza a cabeça do Touro) e também das constelações do Cão Maior e do Cão Menor. Todas essas possuem estrelas muito brilhantes e são fáceis de serem identificadas no céu.
Sem dúvida essa é uma das nebulosas mais observadas e contempladas pelos astrônomos profissionais e amadores. Possivelmente registrada pela primeira vez em 1610 por Nicholas-Claude Fabri de Peiresc, foi descrita por Galileo Galilei em 1617.
A Nebulosa de Órion, catalogada como M42 do catálogo de Messier e NGC 1976 é a nebulosa mais brilhante do céu e também um dos objetos profundos mais brilhantes. Com magnitude de 4.0 esse objeto pode ser visível a olho nu em boas condições de observação (sem a interferência do brilho da Lua por perto e fora da poluição luminosa) e demonstra ser umas das mais lindas imagens quando observada através de telescópios de todos os tamanhos, desde os maiores até os de pequenos portes, bem como os que estão no espaço como, por exemplo, Telescópio Espacial Hubble. É também um grande objeto no céu, que se estende com mais de 1 grau de diâmetro.
Essa nebulosa fica a uma distância de cerca de 1600 (ou talvez 1500) anos-luz. Em sua extremidade norte, a nebulosa é dividida por uma faixa escura conspícua, bem visível na nossa fotografia. Esta imagem foi obtida por Marcos Calil localizado em São Paulo, operando remotamente um telescópio localizado nas Ilhas Canárias na África. O telescópio possui 85mm de abertura acoplado numa CCD Kodak KAI-2020M.
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Foto. A nebulosa de Órion por Marcos Calil. |
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Foto: Região de Órion por Tiago Cristian Motta. |
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Apesar da constelação do Escorpião representar a constelação do inverno para nós moradores do Hemisfério Sul sua observação já é possível de ser realizada em todo Brasil. Essa constelação pode ser facilmente observada mesmo nas grandes cidades onde a poluição luminosa é intensa. Na foto abaixo obtida com auxílio de uma simples câmera digital - numa cidade com baixa poluição luminosa - podemos observar a constelação do Escorpião, enquanto que, na foto montagem temos o desenho imaginário do Escorpião.

Foto. Constelação do Escorpião por Marcos Calil. |

Foto. Constelação do Escorpião e os nomes das suas estrelas. |
Perceba nas fotos acima obtidas com uma simples câmera digital 4.1 mega pixel, duas manchas bem claras chamadas de M6 e M7. Tratam-se de dois aglomerados abertos de estrelas que distam 2.000 e 1.000 anos luz, respectivamente. O aglomerado aberto M6, popularmente chamado de Aglomerado da Borboleta tem magnitude aparente de 4.5, enquanto que o aglomerado aberto M7, popularmente chamado de Aglomerado de Ptolomeu possui magnitude de 3.5. Isso significa que o aglomerado M7 pode ser localizado mais facilmente, por causa seu brilho aparente, que é mais forte se comparado com o aglomerado M6. Lembrando que a magnitude aparente de um astro é o valor dado para seu brilho aparente, numa razão inversamente proporcional. Isso explica afirmação referente a M7 possuir um brilho aparente maior que M6. Nas cidades onde o índice de poluição luminosa é muito fraca é possível observar esses dois aglomerados mesmo a olho nu, onde M7 é mais fácil de ser localizado.
A Lua estará próxima da estrela mais brilhante dessa constelação - Antares - em 07 de maio podendo ser contemplada no horizonte leste cerca de duas horas após o pôr do Sol. Para as demais noites desse mês a localização do Escorpião poderá ser realizada da mesma forma, ou seja, cerca de duas horas após o ocaso do Sol, porém sem a presença da Lua. Após o nascer do Escorpião essa constelação "caminhará" de forma aparente no céu, atingindo sua máxima altura em relação o observador (chamado de zênite) por volta da 1 hora. Finalmente, durante a alvorada essa bela constelação não apresentará mais os brilhos das estrelas visíveis para os observadores terrestres, onde estará localizada próxima do horizonte oeste.
A figura 14 ilustra a constelação do Escorpião para 07 de maio por volta das 20 horas com seus principais aglomerados estelares e as estrelas mais brilhantes. Tente desenhar esse aracnídeo no céu e localizar a estrela mais brilhante dessa constelação: a estrela Antares.

Figura 14. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes por volta das 20 horas em 07 de maio de 2012.
A figura 15 foi concebida para o mesmo momento da figura 14, porém com a ilustração artística do Escorpião. Vale tentar imaginar essa terrível aracnídeo no céu.

Figura 15. A concepção artística da constelação do Escorpião por volta das 20 horas em 07 de maio de 2012.
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Essa região da constelação do Sagitário é riquíssima em aglomerados de estrelas e nebulosas. Algumas são visíveis até a olho nu, numa noite sem a interferência da Lua e fora da poluição luminosa. Porém, se o observador estiver munido de um simples telescópio ou binóculo, poderá contemplar várias nebulosas e aglomerados estelares dessa região. A contemplação da constelação do Sagitário poderá ser realizada durante todo esse mês no horizonte leste após às 23 horas (aproximadamente). Com o avançar das horas essa constelação ganha "altura" até quando os despontar dos raios solares ofuscam suas estrelas. Para esse mês de maio a Lua poderá ser observada nessa constelação entre as noites de 08 a 10 de maio. A figura 16 ilustra o aspecto do céu para 23 horas de 08 de maio. Nessa noite a Lua estará com 87% do seu disco iluminado próxima dos aglomerados estelares M21, M20, M23 e M8.

Figura 16. Constelação do Sagitário com os principais nomes dos objetos celestes.
A figura 17 ilustra a mesma região do céu para o mesmo horário, porém somente com o asterismo da constelação do Sagitário. Vale tentar desenhar no céu essa constelação.

Analise as figuras 16, 17 e 18 e aponte seu instrumento óptico para essa região. Você terá belas surpresas! Vale lembrar que essas figuras valem para todo o mês, porém sem a presença da Lua (exceto nos dias 08 a 10 de maio).
Vale saber que o brilho do astro é importante para poder observá-lo. Para tanto, utilizamos um número que representa a magnitude do astro. Quanto maior esse número menor será seu brilho, numa razão inversamente proporcional. Assim, partindo da observação mais fácil para mais difícil, inserimos abaixo os nomes populares das nebulosas e aglomerados estelares, seguido da sua especificação pelo catálogo de Messier, indica pela letra M e, finalmente, sua magnitude.
Aglomerado estelar - M25 - magnitude = 4.9 (Visível a olho nu)
Aglomerado de Trifid - M20 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Nebulosa da Lagoa - M8 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Aglomerado estelar - M23 - magnitude = 6.0
Aglomerado estelar - M22 - magnitude = 6.5
Aglomerado estelar - M21 - magnitude = 7.0
Nebulosa de Ômega - M17 - magnitude = 7.0
Aglomerado estelar - M55 - magnitude = 7.0
Vale ressaltar ainda que os objetos que são sugeridos para serem observados a olho nu devem ser feitos fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa, além de uma noite sem a interferência da Lua. Porém, esses objetos são possíveis de serem observados nas grandes cidades com auxílios de telescópios ou binóculos, onde o binóculo é a melhor opção. Os objetos que possuem magnitude próximos e até 6.0 de magnitude são possíveis de serem observados nas grandes cidades, porém muito difusos mesmo com auxílio de telescópio e binóculo. Ainda, esses objetos que possuem magnitude abaixo de 6.0 podem ser observados a olho nu mesmo em cidades com médio índice de poluição luminosa, porém com certa dificuldade. Somente mesmo o aglomerado estelar M7 da constelação do Escorpião (que se localiza próxima da constelação do Sagitário) que possui magnitude de 3.5 pode ser contemplado a olho nu com certa facilidade nas cidades onde a poluição luminosa é considerada média para baixo.
TOPO
Fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa é possível observar esse aglomerado a olho nu. Por causa disso esse aglomerado é conhecido desde tempos pré-históricos. Algumas antigas escrituras estão associadas a esse objeto: gregos e romanos viram essa "nebulosa" como a manjedoura. Ptolomeu menciona como uma das sete "nebulosas" que ele observou, na sua obra Almagesto. Galileu relatou que este objeto "nebuloso" não era apenas uma estrela como os antigos pensavam, mas uma massa de mais de 40 pequenas estrelas. Essa dúvida se esse objeto era uma só estrela ou um conjunto de estrelas foi resolvido (possivelmente) por Peiresc em 1611, o descobridor da Nebulosa do Orion (M42). Um ano mais tarde, após a observação de Peiresc, em 1612 esse mesmo objeto foi observado e relatado como um aglomerado estelar por Simon Marius. Charles Messier adicionou-o no seu catálogo em 4 de março de 1769, como o objeto de número 44.
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Foto. O aglomerado da Colméia. |
Sabemos e aceitamos atualmente que mais de 200 das 350 estrelas na área do aglomerado foram confirmadas como membros. Algumas outras são estrelas de primeiro ou segundo plano, ou seja, que estão à frente ou atrás desse aglomerado. De acordo com a nova determinação da ESA, utilizando o satélite Hipparcos, o aglomerado está 577 anos-luz distante da Terra (estimativas anteriores davam o número de 522 anos-luz), e sua idade foi estimada a cerca de 730 milhões de anos. Curiosamente, tanto nesta idade e à orientação de uma boa resolução de M44 coincide com as das Hyades, outro aglomerado estelar famoso e observável a olho nu, porém, que não foi incluída na lista Messier e nem no catálogo NGC e IC, que está atualmente estimada numa idade de cerca de 790 milhões de anos. Provavelmente estes dois objetos, embora agora separados por centenas de anos-luz, têm uma origem comum, em algumas grandes nebulosas gasosas difusas que existiram entre 700 a 800 milhões de anos atrás. Por conseguinte, também a população estelar são semelhantes, ambos contendo gigantes vermelhas (M44, pelo menos, 5 delas) e algumas anãs brancas. (fonte: http://www.seds.org/MESSIER/M/m044.html)
Na noite de 26 de maio logo após o anoitecer será possível contemplar a Lua próxima de M44. Para a noite de 26 de maio a Lua estará com 30% do seu disco iluminado, ofuscando em partes o brilho de M44. Por causa do brilho da Lua e da sua proximidade com M44, tente contemplar esse aglomerado nas outras noites do mês onde a Lua não ofusca o brilho de M44. A figura 19 ilustra a região do céu para noite de 26 de maio às 19 horas. É importante lembrar que para esse horário representado na figura 19 a constelação do Caranguejo (Cancer) estará no lado noroeste do céu e com o avançar das horas essa constelação caminhará de forma aparente em direção ao horizonte oeste.

Figura 19 . O aglomerado da colméia M44 e a Lua em 26 de maio às 19 horas.
Para todas as noites e horários utilize as estrelas Pollux e Castor da constelação de Gêmeos para poder se orientar e encontrar o aglomerado da Colméia (M44) ou a estrela Regulus da constelação do Leão (leia o comentário 9 para saber mais sobre a constelação do Leão). Além disso, outra forma de localizar a constelação do Caranguejo e M44 durante todo o mês é saber que próximo das 19 horas teremos M44 acima do ponto cardeal noroeste. Deve-se lembrar que essa é uma forma aproximada de localizar M44 e que por meio desse método facilita também a localização das estrelas Pollux e Castor.
Vale lembrar que M44 poderá ser observado a olho nu nas cidades que possuem um baixo índice de poluição luminosa ou então com auxílio de um simples telescópio ou binóculo (melhor pedida) para cidades com poluição luminosa.
TOPO
O aglomerado estelar aberto M35, também classificado como NGC 2168, é um belo aglomerado que pode ser observado mesmo a olho nu em condições ideais de observação. Com sua magnitude equivalente a 5.5 esse aglomerado requer uma certa habilidade do observador quando observado a vista desarmada. Numa noite sem a interferência da Lua é possível ver uma "mancha" muito tênue no céu noturno em locais onde não possuem poluição luminosa. Porém, o mais indicado é que o observador utilize um binóculo para poder contemplar todas as estrelas desse aglomerado aberto, sendo dessa maneira contemplado mesmo em cidades com poluição luminosa. Por ser um aglomerado aberto o uso de um telescópio não é a melhor pedida, pois o observador apreciará apenas parte desse aglomerado, uma vez que seu tamanho angular é de 0,57 graus. A distância desse aglomerado é de 2800 anos-luz e está localizado na constelação do Gêmeos.
Para localizar M35 com facilidade o observador poderá esperar o anoitecer de 23 de maio quando a Lua estará próxima desse aglomerado. Para essa noite a Lua estará com 7,3% do seu disco iluminado proporcionando um belo e fino luar. A figura 21 ilustra a região que compreende a constelação de Gêmeos para 23 de maio às 19 horas com os nomes das estrelas mais brilhantes e a localização de M35. Perceba que próxima da região onde se localiza a constelação de Gêmeos temos as constelações de Órion (onde se localizam as "Três Marias" - leia o comentário 10), do Cão Menor e Caranguejo (Cancer - leia o comentário 13). Com base nas estrelas mais brilhantes dessas constelações que são ilustradas na figura 21 será possível encontrar a constelação de Gêmeos com as estrelas Pollux e Castor e, em seguida, o aglomerado M35.

Figura 21. A lua próxima de M35 em 23 de maio de 2012.
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Diversos satélites artificiais podem ser observados a olho nu passando pelo céu. Na maioria das vezes esses satélites podem ser contemplados durante o anoitecer ou amanhecer. Entre eles estão os Iridiums, o telescópio Hubble, Genesis-1 e 2 entre tantos outros. Para observá-los não é necessário telescópio ou binóculo. Basta saber o dia, horário e local certo para observar um ponto prateado cruzando o céu. O mapa abaixo indica a passagem da Estação Espacial ISS.
No mapa, o traço azul indica a trajetória da Estação Espacial Internacional (ISS) e o sinal de "+" na cor preta indica a posição atual da ISS.
Para quem deseja obter informações mais detalhadas sobre a passagem da ISS e outros satélites artificiais recomendamos o site Heavens-above. Após o acesso no site o observador deve apenas preencher o nome da sua cidade no campo específico e apertar ENTER. Clique sobre sua cidade relacionada com seu estado e boas observações. Caso você tenha dificuldades ou deseja aprender mais sobre observações de satélites artificiais a olho nu acesse a palestra/oficina de Marcos Calil.
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As cartas celestes apresentadas tem como base a latitude e longitude de São Paulo com suas respectivas datas e horários indicados nas lengendas. Para as demais regiões do Brasil a posição dos astros para as datas e horários definidos poderão sofrer pequenas alterações. Com exceção dos planetas e da Lua essa carta serve como referência para todo o mês.

Figura 22. Carta celeste para São Paulo em 15 de maio às 19 horas.

Figura 23. Carta celeste para São Paulo em 15 de maio às 23 horas.

Figura 24. Carta celeste para São Paulo em 16 de maio às 2 horas.

Figura 25. Carta celeste para São Paulo em 16 de maio às 5 horas.
Alguns softwares podem auxiliar o observador quanto o reconhecimento dos objetos celestes no céu. Esses softwares podem apresentar mais ou menos recursos que vão desde os nomes das estrelas até a conexão com telescópio direcionando esse equipamento para o objeto que é mostrado na tela do computador. Além disso, alguns chegam a custar US$ 600,00 e outros são gratuítos e não perdem em nada comparado com os softwares pagos. Relaciono abaixo alguns softwares simuladores do céu:
Stellarium - Sem dúvida, entre todos os softwares gratuítos a melhor opção é o freeware Stellarium que pode ser instalado no seu computador sem a necessidade de ficar conectado na internet. Como esse software é opensource, ou seja, código aberto onde os usuários podem programar coisas novas, sempre existem novas versões. Porém, para o usuário que não domina a linguagem de máquina o indicado é ter sempre uma versão anterior em relação a última que foi lançada. Isso evite os famosos bugs no software, uma vez que alguns usuários se dedicam somente para arrumar os problemas das últimas versões.
Sky View Cafe - Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu e os horários exatos do nascer e ocaso dos planetas para sua cidade. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. É necessário ter uma conexão em alta velocidade.
Neave Planetarium - Outro site que apresenta uma carta celeste no seu computador, necessitando que você esteja conectado com uma internet em alta velocidade. Para todos os softwares de simulação do céu, atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário.
Planisfério - Caso seja complicado levar um notebook a campo, "baixar" o software Stellarium ou se conectar na internet em banda larga a opção mais simples, barata e funcional é usar um planisfério. A única desvantagem é que esse "equipamento" não representa os planetas, uma vez que esses objetos celestes não são "fixos" no céu como as estrelas (sabemos que as estrelas possuem movimento próprio, mas para o uso de um planisfério didático isso não importa). Você pode optar em construir e levar um planisfério de papel a campo e realizar suas observações com tranquilidade. O planisfério é uma espécie de carta celeste que mostra as constelações numa folha de papel de acordo com sua latitude sendo válida para todos os anos de sua vida. Como o planisfério depende da localização do observador (mais especificamente da latitude), recomendo que você monte o seu. A professora Maria de Fátima Saraiva junto com seus orientandos ensina como montar e usar um planisfério para as latitudes de 10, 20 e 30 graus que respondem bem para diferentes estados do Brasil.
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A Super Lua ocorre quando temos a máxima aproximação da Terra com a Lua junto com a Lua Cheia ou Lua Nova.
À 00:33 de 06 de maio, a Lua atinge seu perigeu, ou seja, menor aproximação com a Terra. Sua distância será de 356.955km. Além disso, à 00:35 a Lua estará com 100% do seu disco iluminado, ou seja, entrará na sua fase cheia. A ocorrência desses dois fenômenos astronômicos contribui muito para apreciarmos uma Super Lua no céu e que poderá ser contemplado por todos os brasileiros.
Quando é melhor observar?
No anoitecer de 05 de maior, logo após o pôr do Sol será possível contemplar do outro lado do horizonte o nascer da Lua. Esse será um belo momento para contemplar e fotografar a Lua. Por estar muito próximo da linha do horizonte e com a ocorrência do fenômeno da Super Lua, teremos a impressão que o nosso satélite natural irá nascer com tamanho aparente muito maior que o convencional. Com o avançar das horas, a Lua estará cada vez mais alta no céu e exatamente à 00:33 teremos a maior aproximação da Lua com a Terra e à 00:35 a Lua entrará na sua fase cheia. Nesse momento, quando a Lua estará localizada quase no lugar mais alto do céu (chamado de zênite) ocorrerá o fenômeno da Super Lua. É nesse momento que o disco lunar terá uma aparência de aproximadamente 14% maior e 30% mais brilhante se comparado com as demais fases cheias da Lua de 2012. Depois disso, vale apreciar o belo luar e poucos instantes antes do nascer do Sol, a Lua estará se pondo no horizonte oeste, proporcionando novamente um belo momento para contemplar e fotografar. Assim como o nascer, durante o ocaso da Lua teremos a impressão de uma enorme Lua no céu.
O que mais observar no céu?
Além do fenômeno da Super Lua, vale tentar observar os planetas Marte, Saturno e Vênus que podem ser contemplados a olho nu. Vênus possui um forte brilho prata e pode ser observado facilmente no horizonte oeste, logo após o pôr do Sol. Para esse mesmo horário, o planeta Marte com sua cor vermelha poderá ser observado bem alto no céu. Além disso, Saturno que possui uma cor marrom também poderá ser contemplado, porém próximo do horizonte leste.Com o avançar das horas, quando ocorrer o fenômeno da Super Lua, o planeta Marte estará muito próximo do horizonte oeste e Saturno estará localizado pouco acima, praticamente entre a Lua e Marte. Após isso, próximo do amanhecer quando a Lua estará se pondo, do outro lado do horizonte o planeta Mercúrio irá nascer com sua bela cor prateada. Aproveite para contemplar durante toda noite esses quatro planetas. Leia os comentários 1 sobre Mercúrio, 2 sobre Vênus, 3 sobre Marte e 5 sobre Saturno.
É possível contemplar a Super Lua nas outras noites?
Mesmo que o observador perca esse fenômeno entre os dias 05 a 06 de maios, ainda será possível contemplar um belo nascer da Lua nos próximos 4 dias. Mas é importante saber que, por exemplo, se num dia qualquer a Lua nasceu às 18h50min,no dia seguinte irá nascer por volta das 18h, ou seja, cerca de 50 minutos a menos em relação ao dia anterior.
O que muda na minha vida?
Existem muitas superstições que envolvem a Lua. Mas, cientificamente provado,o único efeito que a Lua exerce sobre a Terra é o Efeito de Marés. No caso, com a ocorrência da Super Lua esse efeito será muito pequeno nas regiões que ocorrem as marés. Teremos uma incidência entre 1 a 15cm do aumento das marés se comparado com a não ocorrência da Super Lua. Além disso, estão descartadas todas as relações entre possíveis terremotos, tsunamis, furacões, atividades vulcânicas e outros fenômenos naturais com a Super Lua.
Na verdade, o que teremos é um belo espetáculo no céu que inspira os poetas, empolga os apreciadores do céu e fotógrafos de prontidão.
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Marcos Calil
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IMCCE - Institut de mécanique céleste et de calcul des éphémérides - http://www.imcce.fr/en/ephemerides/
IMO - International Meteor Organization - http://www.imo.net/calendar/2012
IOTA - International Occultation Timing Association - http://iota.jhuapl.edu/
Meteor Showers On Line - http://meteorshowersonline.com/calendar.html
NASA - Solar System Dynamics - http://ssd.jpl.nasa.gov/?ephemerides
NASA - Eclipse Web Site - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/OH/OH2012.html
Obeservatório Nacional - Anuário Interativo - http://euler.on.br/ephemeris/index.php
REA - Rede de Astronomia Observacional - http://www.rea-brasil.org/
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - Anuário de Astronomia e Astronáutica 2011 - Editora Letras e Magia
Royal Astronomical Society of New Zealand - http://www.rasnz.org.nz/SolarSys
Seiichi Yoshida´s Home Page - http://www.aerith.net/index.html
The American Meteor Society -
Uranometria Nova - Irineu G. Varella & Priscila D. C. F. de Oliveira - http://www.uranometrianova.pro.br/
U.S. Naval Observatory - Astronomical Applications Department - http://aa.usno.navy.mil/data/
2000 Space.com Canada Inc - Observatório Astronômico Atlas Estelar (Starry Night)
D. Herald - OCCULT Predictions v. 3.6.0
Ephemeris 2.0 - Jonathan Sachs
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