Climatempo Astronomia por Marcos Calil
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EFEMÉRIDES ASTRONÔMICAS - JANEIRO 2015

 

Edição número 96 - Ano 7

 

Seu guia de observação do céu noturno a olho nu para a sua cidade (Brasil)

 

 


TODOS OS HORÁRIOS APRESENTADOS AQUI NÃO CONSIDERAM O HORÁRIO DE VERÃO

 

Horário de Verão Brasil 2014/2015: DECRETO Nº 6.558, de 08 de setembro de 2008.
Início à 00h de 19 de outubro de 2014 - Término à 00h de 15 de fevereiro de 2015.
Estados brasileiros envolvidos (decreto nº 8.112, de 2013): Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro,
Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal
.
Links oficiais: Decreto N. 6.558
e Decreto N. 8.112


 

 

Informações diárias

 

COMETA LOVEJOY

 

Fases da Lua

 

Mercúrio

 

Vênus

 

Marte

 

Júpiter

 

Saturno

 

Luz Cinérea

 

Ocultação de estrela pela Lua

 

Chuvas de meteoros

 

Constelação do Touro

 

Constelação de Órion

 

Aglomerado Estelar M35

 

Aglomerado Estelar M44

 

Constelação do Leão

 

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CLIMA NO CÉU

 

Climatempo News

Gravado em 08 de janeiro de 2015

 

O cometa Lovejoy é um cometa periódico e que já pode ser observado até a olho nu.
A meteorologista Josélia Pegorim conversa com o professor e astrônomo Marcos Calil
que explica como observar o cometa..

 

 

 

Veja a trajetória do cometa Lovejoy (C/2014 Q2) para poder observá-lo durante esse mês..


 

 

Siga Marcos Calil no Twitter e no Youtube

 

 


 

Acerte seu relógio

 

Horário de acordo com a hora legal brasileira, fornecida pelo Observatório Nacional.

 

Horário de acordo com o horário de verão brasileiro.

 

As informações contidas nesse site NÃO consideram o horário de verão.

 

Para os demais fusos no Brasil, acesse o site http://pcdsh01.on.br/

 

É importante ajustar seu relógio para otimizar suas observações.

 

 

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Adquira já o livro de Iara Jardim e Marcos Calil

 


 

Céu Noturno - Uma introdução para crianças. A história das estrelas, dos planetas e das cosntelações e informações sobre como localizá-los no céu

 

Adquira o livro de Michael Driscoll com consultoria de Marcos Calil

 


 

Solicitações de palestras ou consultoria de Astronomia com Marcos Calil

 


 

Marcos Calil recomenda:

 

 

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Informações Diárias - Brasil

 

 

 

Dia

Evento - Horário de Brasília (UTC –3h)

01- Quinta-feira

Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela delta1 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.7).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela gamma Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.6).
Após ~21:00 é possível observar a Lua próxima da estrela epsilon Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.5).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela theta1 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.8).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela theta2 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.3).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Híades (magnitude 0.5) - Comentário 9.
Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Aldebaran da constelação do Touro (magnitude 0.8).
Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Plêiades (magnitude 1.4) - Comentário 9.
Após ~21:00 é possível observar o máximo da chuva de meteoros January zeta Aurigids (JZA) - Comentário 8.

02- Sexta-feira

--

03- Sábado

Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar M35 (magnitude 5.5) - Comentário 11.

04- Domingo

Após ~03:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Quadrantids (QUA) - Comentário 8.
03:36 a Terra estará no periélio. Menor distância do centro da Terra com centro do Sol com 0.9833 U.A. (147.099.586 km).
Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Mekbuda da constelação de Gêmeos (magnitude 4.0).
Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Alhena da constelação de Gêmeos (magnitude 1.9).

05- Segunda-feira

01:53 - é possível observar a Lua na fase Cheia.
Após ~22:00 é possível observar o máximo da chuva de meteoros gamma Velorids (GVE) - Comentário 8.

06- Terça-feira

Após ~21:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Asellus Australis da constelação do Caranguejo (magnitude 3.9).
Após ~21:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar M44 (magnitude 4.0) - Comentário 12.

07- Quarta-feira

Após ~22:00 é possível observar a Lua próxima de Júpiter (magnitude -2.5) - Comentário 4.
Após ~22:00 é possível observar a Lua próxima da estrela omicron Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.5).

08- Quinta-feira

Após ~22:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3) - Comentário 13.
Após ~23:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros rho Geminids (RGE) - Comentário 8.

09- Sexta-feira

15:17 - Lua no apogeu. Maior distância do centro da Terra com centro da Lua com 405408 km.

10- Sábado

Após ~19:00 é possível observar Mercúrio próximo de Vênus - Comentários 1 e 2.
Após ~22:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Zavijava da constelação da Virgem (magnitude 3.5).

11- Domingo

Após ~23:59 é possível observar a Lua próxima da estrela Zaniah da constelação da Virgem (magnitude 3.8).
Após ~23:59 é possível observar a Lua próxima da estrela Porrima da constelação da Virgem (magnitude 2.7).

12- Segunda-feira

Após ~00:01 é possível observar a Lua próxima da estrela Zaniah da constelação da Virgem (magnitude 3.8).
Após ~00:01 é possível observar a Lua próxima da estrela Porrima da constelação da Virgem (magnitude 2.7).

13- Terça-feira

06:46 - é possível observar a Lua na fase do Quarto Minguante.
Após ~01:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Spica da constelação da Virgem (magnitude 0.9).

14 a 19

É possível observar a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

14- Quarta-feira

Após ~01:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Syrma da constelação da Virgem (magnitude 4.0).
17:30 - Mercúrio em máxima elongação a leste - Comentário 1.

15- Quinta-feira

Após ~02:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Zubenelgenubi da constelação da Virgem (magnitude 2.7).

16- Sexta-feira

Após ~03:00 é possível observar a Lua próxima de Saturno (magnitude 0.5) - Comentário 5.
Após ~03:00 é possível observar a Lua próxima da estrela gamma Librae da constelação da Balança (magnitude 3.9).
Após ~03:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Graffias da constelação do Escorpião (magnitude 2.5).

17- Sábado

Após ~04:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Sabik da constelação do Ofiúco (magnitude 2.4).
Após ~04:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Antares da constelação do Escorpião (magnitude 1.0) - Comentário 14.
Após ~22:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros delta Cancrids (DCA) - Comentário 8.

18- Domingo

Após ~04:30 é possível observar a Lua próxima da estrela xi Serpentins da constelação da Serpente (magnitude 3.5).

19- Segunda-feira

21:08 - Aproximação entre Marte e Netuno - Comentário 3.
Após ~21:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros alpha Hydrids (AHY) - Comentário 8.

20- Terça-feira

10:13 - Lua entra na fase Nova.

21 a 26

É possível observar a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

21- Quarta-feira

17:06 - é possível observar a Lua no perigeu. Menor distância do centro da Terra com centro da Lua com 359645 km.
Após ~19:00 é possível observar, com dificuldade, a Lua próxima de Mercúrio (magnitude 0.6) - Comentário 1.
Após ~19:00 é possível observar a Lua próxima de Vênus (magnitude -3.9) - Comentário 2.
Após ~21:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros eta Carinids (ECR) - Comentário 8.

22- Quinta-feira

Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima de Marte (magnitude 1.1) - Comentário 3.

23- Sexta-feira

Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela gamma Piscium da constelação de Peixes (magnitude 3.6).

24- Sábado

--

25- Domingo

Após ~20:30 é possível observar, com dificuldade a olho nu ou com “certa facilidade” através do telescópio, a Lua próxima de Urano (m. 5.8).
Ás 21:06 é possível observar a ocultação da estrela zeta Piscium A pela Lua - Comentário 7.

26- Segunda-feira

--

27- Terça-feira

01:48 - Lua na fase do Quarto Crescente.

28- Quarta-feira

Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima da estrela lambda Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.4).
Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Plêiades (magnitude 1.4) - Comentário 9.
Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Híades (magnitude 0.5) - Comentário 9.

29- Quinta-feira

Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima da estrela epsilon Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.5).
Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Aldebaran da constelação do Touro (magnitude 0.8).
Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Híades (magnitude 0.5) - Comentário 9.
Ás 22:39 é possível observar a ocultação da estrela zeta Piscium A pela Lua - Comentário 7.

30- Sexta-feira

Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima da estrela zeta Tauri da constelação do Touro (magnitude 2.9).
Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar M35 (magnitude 5.5) - Comentário 11.
Após ~21:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros alpha Carinids (ACN) - Comentário 8.

31- Sábado

Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Alhena da constelação de Gêmeos (magnitude 1.9).
Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Tejat Posterior da constelação de Gêmeos (magnitude 2.8).

01/02- Domingo

Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima da estrela lambda Geminorum da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).
Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Wasat da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).

 

 

NOTAS:

 

As aproximações da Lua com as estrelas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para estrela de magnitude inferior a 4.0;
2- distância entre Lua e estrela com separação angular máxima de 5 graus;
3- a estrela mais brilhante da constelação (alpha) ou aglomerados e nebulosas observáveis a olho nu, quando próximos da Lua, não consideram o item 2;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

As aproximações da Lua com planetas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para os planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno;
2- observação realizada com telescópio para os planetas Urano e Netuno;
3- máxima aproximação entre Lua e planeta quando visível no céu noturno;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

Vale lembrar que:

 

A magnitude utilizada é a visual, ou seja, o brilho aparente do objeto celeste. É necessário saber que quanto maior for o número apresentado, menor será o brilho do objeto celeste.

 

O limite de observação a olho nu em condições ideais de observação, ou seja, numa noite sem a interferência da Lua, com baixa umidade relativa do ar e sem a interferência da poluição luminosa é 6.0 de magnitude (aproximada). Abaixo desse número, o objeto celeste pode ser observado a olho nu, porém acima desse número, somente mesmo com uso de telescópio ou binóculo. Porém, objetos acima de 8.0 são difíceis de serem observados, mesmo com uso de telescópio.

 

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Trajetória do Cometa Lovejoy

 

 

 

A imagem abaixo ilustra a trajetória do cometa Lovejoy (C/2014 Q2) para o mês de janeiro. Essa figura foi concebida para às 22h (aproximadamente), de acordo com o horário de verão (-2h UTC) e não considera a posição da Lua entre os dias 26 e 31 de janeiro. Para essas noites, a Lua irá atrapalhar a observação do cometa. Por essa razão, procure contemplar o cometa nas noites de 09 e 22 de janeiro, quando a Lua não irá atrapalhar a observação.

 

Vale saber que, apesar da carta celeste ser concebida para, aproximadamente, 22 horas, a observação do cometa poderá ser realizada logo após o anoitecer até às 23 horas (aproximadamente). O que difere, em relação a figura abaixo, será a posição das constelações se comparadas com os horizontes norte e nordeste. Para às 23 horas, as constelações referências para localização do cometa como, por exemplo, Órion e Touro, estarão a noroeste e próximas da linha do horizonte.

 

 

Trajetória do cometa Lovejoy para janeiro de 2015.

 

Figura. Trajetória do cometa Lovejoy para janeiro de 2015.

 

Até o relato descrito nesse momento, em 19 de janeiro, a magnitude desse cometa é de 4.0, o que significa que a observação do Lovejoy poderá ser realizada a olho nu nas cidades com baixa poluição luminosa. Para as cidades com poluição luminosa será necessário o uso de um simples binóculo ou telescópio. Alguns observadores localizados nas cidades com poluição luminosa estão conseguindo fotografar com facilidade o cometa, utilizando-se cerca de 20 segundos de exposição. Outros, localizados nas cidades com pouca poluição luminosa, estão conseguindo fotografar o cometa utilizando uma simples câmera de celular.

 

Assista a entrevista realizada com Marcos Calil para saber mais detalhes sobre a observação desse cometa.

 

Vídeo. Como observar o cometa Lovejoy, em janeiro de 2015.

 

 

Fases da Lua

 

 

 

O horário determinado foi calculado para às 12 horas (meio-dia do Tempo Legal do Distrito Federal - TDF), desconsiderando o horário de verão.

 

A parte branca da ilustração da Lua representa a parte iluminada pelo Sol e a porcentagem descrita indica a fração do disco lunar iluminado pelo Sol com erro de até + ou - 2% para para todo Brasil.

 

 

Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

Figura 1. Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

LUA AGORA

 

 

Aspecto atual do disco lunar no hemisfério sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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1- Como observar Mercúrio

 

 

 

Durante esse mês, logo após o ocaso do Sol, Mercúrio poderá ser contemplado pouco acima do horizonte oeste até 25 de janeiro (aproximadamente). O melhor período de observação desse belo planeta prateado ocorrerá entre 05 e 20 de janeiro (aproximadamente), com destaque para o anoitecer de 14 de janeiro, quando Mercúrio irá atingir sua máxima elongação a leste. Esse evento ocorrerá às 17h30min, quando Mercúrio atingirá 18 graus 54 minutos e 30 segundos de altura. Porém, como nesse horário não poderemos contemplar Mercúrio a olho nu, resta esperar esse belo planeta despontar no céu, poucos instantes após o ocaso do Sol. A figura 2, concebida para 10 de janeiro, por volta das 19h15min, ilustra as posições aparentes de Mercúrio, Vênus, Marte e Netuno.

 

 

 

 

Figura 2. Posições aparentes de Mercúrio, Vênus, Marte e Netuno, em 10 de janeiro de 2015, por volta das 19h15min.

 

 

Perceba na figura 2, que logo após o ocaso do Sol, os planetas Mercúrio e Vênus poderão ser observados a olho nu próximos do horizonte oeste. Por essa razão, para a observação desses dois planetas será necessário que o observador tenha um horizonte oeste livre da interferência de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que poderá impedir a contemplação desses planetas. Pouco acima de Mercúrio e Vênus, o planeta Marte poderá ser observado a olho nu, porém será necessário esperar alguns minutos a mais do indicado na figura 2 para a contemplação desse planeta. Leia os comentários sobre Marte para saber mais sobre a observação desse planeta e da sua aproximação com Netuno. Vale saber que não é possível observar Netuno a olho nu.

 

Ainda sobre a figura 2, em especial, no anoitecer de 10 de janeiro, teremos a aproximação de Mercúrio com Vênus. Esses planetas estarão com uma separação angular de 38 graus, fato que, dependendo do telescópio e da ocular utilizada, será possível observá-los num mesmo campo de visão o que proporcionará belíssimas fotos. Independente do uso do telescópio vale observar esses dois planetas a olho nu.

 

Como Mercúrio e Vênus estarão no mesmo local de observação durante esse mês, para poder diferenciá-los, vale saber que Mercúrio possui um brilho muito mais fraco, se comparado com Vênus. Outro fator interessante de saber é que Mercúrio estará localizado abaixo de Vênus durante esse mês de observação.

 

Para o anoitecer de 21 de janeiro, teremos outro belo evento. Será possível contemplar a olho nu a Lua próxima de Mercúrio e Vênus. A figura 3 ilustra os planetas Mercúrio e Vênus próximos da Lua, em 21 de janeiro, por volta das 19h15min. Perceba que Mercúrio, Vênus e a Lua estarão próximos da linha do horizonte oeste, por essa razão, existe a necessidade de um horizonte oeste sem a interferência de prédios, montanhas ou qualquer outro objeto que impede a visualização desse horizonte. Para quem gosta de astrofotografia esse será um belo momento de ser registrado.

 

 

Aproximação de Mercúrio, Vênus e Lua, em 21 de janeiro de 2015, por volta das 19h15min.

 

 

Figura 3. Aproximação de Mercúrio, Vênus e Lua, em 21 de janeiro de 2015, por volta das 19h15min.

 

 

Aproveite ainda esse momento de observação de 21 de janeiro, para contemplar a Luz Cinérea da Lua. Durante essa aproximação de Mercúrio e Vênus, a Lua estará com apenas 2,7% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea.

 

 

AS FASES DE MERCÚRIO

 

Assim como a Lua, o planeta Mercúrio também possue fases. As fases de Mercúrio podem ser observadas através de um simples telescópio. As figuras 4 e 5 ilustram o aspecto do planeta Mercúrio para 01 e 20 de janeiro e a porcentagem do disco iluminado.

 

Mercúrio em fase, com 89% do seu disco iluminado, em 01 de janeiro.

 

Figura 4. Mercúrio em fase, com 89% do seu disco iluminado, em 01 de janeiro.

Mercúrio em fase, com 29% do seu disco iluminado, em 20 de janeiro.

 

Figura 5. Mercúrio em fase, com 29% do seu disco iluminado, em 20 de janeiro.

 

Como as observações a olho nu de Mercúrio, Vênus e Marte ocorrem logo após o ocaso do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá se pôr na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar suas observações. Recomendamos também a leitura das informações referente a Vênus e Marte para otimizar as suas observações.

 

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2- Como observar Vênus

 

 

 

Logo após o ocaso do Sol, no horizonte oeste, durante todo esse mês de janeiro será possível observar o planeta Vênus a olho nu. Esse belo planeta de cor prateada é muito brilhante e, por muitas vezes é chamado de "Estrela D´Alva". Mas, não se trata de uma estrela e, sim, do planeta Vênus. Como Vênus estará próximo do hoizonte oeste, será necessário ter um horizonte oeste livre da interferência de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que poderá impedir a contemplação desse planeta.

 

No primeiro anoitecer de janeiro, Vênus irá se pôr 1h11min após o ocaso do Sol. Com o avançar dos dias, em 15 de janeiro, o ocaso de Vênus irá ocorrer 1h18min após o pôr do Sol. No anoitcer de 31 de janeiro, o planeta Vênus irá se 1h22min após o ocaso do Sol. Perceba que, quanto mais os dias avançam no mês de dezembro, maior será o intervalo de tempo para observar Vênus. Como o planeta Mercúrio estará próximo de Vênus, até o dia 20 de janeiro, os horários aqui fornecidos para Vênus também servirão de parâmetros aproximados para saber o intervalo de tempo de observação de Mercúrio. Como as observações de Vênus e Mercúrio dependem do ocaso do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá se pôr na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar suas observações.

 

No anoitecer de 10 de janeiro, teremos a aproximação entre Vênus e Mercúrio. Além desse belo evento, no anoitecer de 21 de janeiro, teremos a Lua próxima dos planetas Mercúrio e Vênus. Será uma bela configuração no céu, digna de ser fotografada. Leia as informações descritas nos comentários sobre Mercúrio para saber mais informações sobre esses dois belos eventos.

 

A figura 6 ilustra as posições aparentes dos planetas Vênus, Mercúrio, Marte e Netuno, por volta das 19h15min, em 25 de janeiro. Compare a figura 6, com as figuras 2 e 3, presentes nos comentários sobre Mercúrio para entender as posições aparentes desses planetas.

 

 

Posições aparentes de Mercúrio, Vênus, Marte e Netuno, em 25 de janeiro de 2015, por volta das 19h15min

 

 

Figura 6. Posições aparentes de Mercúrio, Vênus, Marte e Netuno, em 25 de janeiro de 2015, por volta das 19h15min.

 

 

Não deixe de ler os comentários sobre Mercúrio e Marte para otimizar suas observações.

 

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3- Como observar Marte

 

 

 

Durante o mês de janeiro, logo após o ocaso do Sol, pouco acima do horizonte oeste, será possível contemplar o planeta Marte a olho nu. Além disso, nessa mesma região do céu, durante todo esse mês será possível observar a olho nu o planeta Vênus e, até 20 de janeiro (aproximadamente), o planeta Mercúrio. Por essa razão, além dos comentários descritos sobre Marte, aconselhamos as leituras relacionados a Vênus e Mercúrio para otimizar as suas observações.

 

Na noite de 19 de janeiro, o planeta Marte estará próximo de Netuno. A separação angular entre esses dois planetas será de 12 minutos e 48 segundos, para às 21h08min. É importante saber que para esse horário ambos os planetas estarão abaixo da linha do horizonte oeste. Portanto, a observação desses planetas só poderá ocorrer entre o anoitecer até, aproximadamente, às 21 horas. Além disso, destacamos que não é possível observar Netuno a olho nu, sendo que sua observação só poderá ser realizada através de um telescópio. Sendo assim, para quem possui um telescópio será uma oportunidade de observar Netuno, tomando como referência o planeta Marte que pode ser observado facilmente a olho nu, mesmo nas grandes cidades com poluição luminosa. Para quem conhece as coordenadas equatoriais (J2000), temos como referência para Netuno,ascensão reta de 22h 31min e declinação igual a -10º 5,5'. Outra forma de localizar Netuno pelo telescópio é analisar a figura 7, tomando como referência o planeta Marte e a estrela sigma Aquarii de magnitude 4.8. A figura 7 foi concebida para 19 de janeiro, por volta das 20 horas.

 

 

 

 

Figura 7. Aproximação de Marte e Netuno, em 19 de janeiro de 2015, por volta das 20 horas.

 

 

Outro belo evento que irá envolver Marte ocorrerá na noite de 22 de janeiro, quando esse belo planeta vermelho estará próximo da Lua. Para essa noite a Lua estará com apenas 8% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea. Sem dúvida será um belo espetáculo para ser apreciado a olho nu e fotografado. A figura 8, concebida para 22 de janeiro, por volta das 19h30min, ilustra essa aproximação.

 

 

 

Aproximação de Marte com a Lua, em 22 de janeiro de 2015, por volta das 19h30min

 

 

Figura 8. Aproximação de Marte com a Lua, em 22 de janeiro de 2015, por volta das 19h30min.

 

 

Aproveite para obter belas fotos de Marte. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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4- Como observar Júpiter

 

 

 

Durante todo o mês de janeiro, o planeta Júpiter poderá ser observado a olho nu surgindo no horizonte leste. No primeiro dia de janeiro, Júpiter irá nascer, por volta das 21h20min. Para 10 de janeiro, esse belo planeta irá nascer por volta das 20h45min. Em 20 de janeiro, por volta das 20 horas e para 31 de janeiro, por volta das 19h15min. Esse horários não consideram o horário brasileiro de verão e podem variar alguns minutos, de acordo com a latitude e longitude do observador. Porém, ajustado para o fuso horário do observador e, quando necessário, para o horário de verão, de forma aproximada, os horários mencionados servem como um belo referencial para iniciar a observação desse planeta. Para todo o mês, após o nascer de Júpiter, esse planeta ganha altura, atingindo seu ponto mais alto do céu, por volta das 1h30min. Com o avançar das horas, Júpiter caminha de forma aparente para o horizonte oeste, quando seu brilho será ofuscado pelos primeiros raios solares antes de chegar a linha do horizonte.

 

Em especial, em 7 de janeiro, teremos a aproximação da Lua e Júpiter. Para essa noite, a Lua estará com 92% do seu disco iluminado. Será uma bela observação, digna de ser fotografada. A figura 9, concebida para 7 de janeiro, por volta das 23 horas, ilustra essa bela aproximação entre Júpiter e a Lua, além de alguns belos objetos celestes dignos de serem observados.

 

 

Aproximação de Júpiter e Lua, em 7 de janeiro de 2015, por volta das 23 horas.

 

 

Figura 9. Aproximação de Júpiter e Lua, em 7 de janeiro de 2015, por volta das 23 horas.

 

 

Perceba ainda, na figura 9, que será possível contemplar os aglomerados estelares M35 e M44. Leia os comentários sobre M35 e M44 para poder otimizar as suas observações.

 

 

AS LUAS DE JÚPITER

 

 

O que é interessante de ser observado com auxílio de um simples instrumento óptico como telescópio são as luas Galileanas. Tratam-se de Io, Europa, Calisto e Ganimedes. Essas luas podem ser observadas girando em torno de Júpiter numa única noite. Para tanto, é interessante que o observador faça um desenho das luas no início da sua primeira observação e depois outro desenho após uma hora e assim, sucessivamente. Esse tipo de observação poderá ser realizada hora após hora e até dia após dia. É muito interessante ver, por exemplo, a ocultação de uma das luas por Júpiter. A figura 10 demonstra o movimento das 4 luas Galileanas durante esse mês. Do interior para o exterior temos: Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

 

 

Outra dica preciosa é o site Sky View Cafe. Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. Atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário. A figura 11 apresenta a inteface do Sky View Cafe e a posição das luas galileanas, para 16 de janeiro de 2015, às 23 horas.

 

 

Posição das luas galileanas, para 16 de janeiro de 2015, às 23 horas.

 

Figura 11. Posição das luas galileanas, para 16 de janeiro de 2015, às 23 horas.

 

 

O freeware Stellarium também é uma grande ajuda para localizar os objetos celestes no céu e as luas de Júpiter. Vale também conferir o site Neave Planetarium que fornece a posição dos planetas de forma on-line. Leia os comentários sobre Softwares Astronômicos para saber mais sobre esse assunto.

 

 

Aproveite todos os eventos descritos para obter várias fotos. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos envie para nós pelo Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

O movimento das luas Galileanas.

 

Figura 10. O movimento das luas Galileanas.

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5- Como observar Saturno

 

 

 

Durante todo o mês de janeiro, o planeta Saturno poderá ser observado a olho nu, surgindo no horizonte leste, na alta madrugada. No primeiro dia de janeiro, Saturno irá nascer 2h40min antes do Sol. Para 10 de janeiro, o gigante dos anéis irá nascer 3h18min antes do Sol. Em 20 de janeiro, 4 horas antes do nascer do Sol e para 31 de janeiro, 4h49min. Como podemos perceber, o tempo de observação será muito maior no final do mês, se comparado com o início do mês. Como a observação de Saturno depende do nascer do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá nascer na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar suas observações.

 

 

Na madrugada de 16 de janeiro, poderemos contemplar e fotografar a Lua próxima de Saturno. Para esse momento a Lua estará com apenas 22% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea. Será uma bela observação. A figura 12, concebida para 16 de janeiro, por volta das 3 horas da manhã, ilustra essa bela aproximação entre Saturno e a Lua.

 

 

Aproximação de Saturno e Lua, em 16 de janeiro de 2015, por volta das 3 horas.

 

 

Figura 12. Aproximação de Saturno e Lua, em 16 de janeiro de 2015, por volta das 3 horas.

 

 

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6- Luz Cinérea da Lua

 

 

 

A Luz Cinérea da Lua pode ser observada em dois momentos:

 

Caso 1- até no máximo um dia depois da Lua Quarto Minguante até um ou dois dias antes da Nova.

 

Caso 2- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Nova até no máximo poucas horas antes do Quarto Crescente.

 

 

Para entender o fenômeno, basta sabermos que a luz do Sol que incide sobre a Terra é refletida para Lua, iluminando sua parte escura. Dessa forma, o que podemos observar é algo parecido com a foto ao lado.

 

Por causa da configuração Sol-Terra-Lua, no primeiro caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez mais acentuada, enquanto no segundo caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez menos acentuada e, portanto, menos visível.

 

 

Os momentos de observação irão ocorrer entre 14 e 19 de janeiro e 21 a 26 de janeiro. De acordo com os casos 1 e 2, as melhores possibilidades de observações irão ocorrer entre as noites de 14 a 18 janeiro e 22 a 26 de janeiro. Para o amanhecer de 14 a 19 de janeiro a Lua irá nascer poucos instantes antes do nascer do Sol no horizonte leste. Para o anoitecer de 21 a 26 de janeiro, a Lua irá se pôr poucos instantes depois do pôr do Sol no horizonte oeste.

 

Acesse o site da Climatempo para saber os horários do nascer e do ocaso do Sol para sua cidade e assim se programar melhor para poder contemplar e fotografar a luz cinérea da Lua.

 

Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

Foto. Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

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7- Ocultação de Estrelas pela Lua

 

 

 

 

Ocultação é o fenômeno que ocorre quando um astro de diâmetro aparente maior passa à frente de outro astro com diâmetro aparente menor.

 

Durante o mês ocorrerão diversas ocultações de estrelas pela Lua, porém visíveis a olho nu, são poucas as ocultações que podem ser facilmente observadas. Vale lembrar que o olho humano consegue observar no máximo magnitudes inferiores a 6.0 e o quanto o disco iluminado da Lua irá refletir a luz solar são fatores importantes que devem ser considerados para conseguir ou não observar o fenômeno. No caso do uso de telescópios, lunetas ou binóculos, quando a Lua estiver próxima da fase cheia, será necessário utilizar filtros para bloquear o excesso de luz lunar.

 

A ocultação máxima de uma estrela chega a 70 minutos, quando a imersão e emersão se verificam em pontos diametralmente opostos da Lua. Uma ocultação de planeta pela Lua é algo mais raro de ocorrer durante o ano.

 

Sabendo desses fatores, podemos observar na tabela 2 a magnitude de cada estrela, a quantidade que o disco da Lua estará iluminado no momento da ocultação e o horário aproximado da ocultação.

Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

Foto. Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

 

 

DATA
ESTRELA/PLANETA
MAGNITUDE
CONSTELAÇÃO
ILUMINAÇÃO DO DISCO LUNAR*
HORÁRIO IMERSÃO**
HORÁRIO EMERSÃO**
COMENTÁRIOS
25/01

zeta Piscium A

(180WA7)

5.2
Peixes
+36%
21:06
21:52
7.1
29/01

97 Tauri

(730WA7)

5.1
Touro
+78%
21:45
22:39
7.2

 

 

Tabela 2. Ocultação visível durante a noite de estrelas e/ou planetas.

 

Legenda da tabela:

 

*O sinal de menos na columa "Iluminação do disco lunar" indica que a Lua está na fase decrescente e o sinal de mais na sua fase crescente.

 

** De forma muito simplificada, imersão é a entrada da estrela atrás da Lua e emersão é sua saída. Os horários calculados de imersão e emersão são para observadores localizados na cidade de São Paulo durante o início (imersão) e fim (emersão) do evento de acordo com o horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão. Para observadores localizados fora dessa latitude e longitude de São Paulo, o início do fenômeno poderá ocorrer até 1 hora antes ou depois e seu término até uma hora antes ou depois do horário descrito dependendo da sua localização. Também deverá ser considerado o fuso horário do local de acordo com o horário de Brasília.

 

 

Legenda do mapa:

 

- Região vermelha à esquerda - ocultação que ocorre próximo anoitecer;


- Região vermelha à direita - ocultação que ocorre próximo amanhcer;

 

- Região azul à esquerda - ocultação que ocorre próximo do horizonte leste, instantes próximo do nascer da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Região azul à direita - ocultação que ocorre próximo do horizonte oeste, instantes próximo do pôr da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Faixa branca - local que é possível realizar a observação da ocultação. Deve-se saber que quanto mais próximo da linha branca o observador se localiza, mais à “borda” da Lua a estrela será ocultada.

 

 

Segue abaixo os comentários das ocultações de estrelas pela Lua que são mais fáceis de serem observadas durante esse mês:

 

 

7.1- Zeta Piscium A (180WA7)

 

A estrela zeta Piscium A será ocultada pela Lua na noite de 25 de janeiro, às 21h06min. Logo na sequência, às 21h07min, a estrela zeta Piscium B também será ocultada pela Lua. Em ambas as ocultações, a imersão se dará pela parte não iluminada da Lua. O reaparecimento dessas estrelas, ou seja, a emersão, irá ocorrer às 21h52min e 21h53min, na parte iluminada da Lua.

 

Vale lembrar que o horário da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

A estrela zeta Piscium A possui magnitude de 5.2 e a estrela zeta Piscium B, magnitude de 6.3. Sendo assim, como a Lua estará com 38% do seu disco iluminado, para as cidades com baixa poluição luminosa, será possível observar a ocultação da estrela zeta Piscium A a olho nu. Porém, será impossível de observar a olho nu a ocultação da estrela zeta Piscium B. Nesse caso, se o observador deseja contemplar a ocultação desses duas estrelas, se faz necessário o uso de um telescópio. Para os observadores localizados nas cidades com poluição luminosa, ambas as ocultações só poderão ser contempladas com auxílio de um telescópio.

 

De acordo com a figura 13, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicada no mapa. Para os observadores localizados fora dessa faixa de observação, será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 13. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.2- 97 Tauri (730WA7)

 

A ocultação da estrela 97 Tauri ocorrerá na noite de 29 de janeiro, às 21h45min, pela parte não iluminada da Lua (imersão). O reaparecimento da estrela 97 Tauri ocorrerá às 22h39min (emersão), na parte iluminada da Lua.

 

Vale lembrar que o horário da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Para essa noite da ocultação a Lua estará com 78% do seu disco iluminado, ofuscando um pouco o brilho da estrela 97 Tauri que possui magnitude 5.1. Por esses fatores do brilho lunar e do baixo brilho da estrela, infelizmente, não será possível contemplar essa ocultação a olho nu. Somente mesmo com uso de um telescópio será possível observar essa ocultação.

 

De acordo com a figura 14, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado abaixo da linha branca, indicada no mapa. Para os observadores localizados acima dessa linha branca, só será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 14. Faixa de observação da ocultação.

 

 

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8- Chuva de Meteoros

 

 

 

Os meteoros, popularmente chamados de "estrelas cadentes" são os rastros luminosos proporcionados pela rápida passagem de corpos variados na alta atmosfera terrestre. Esses meteoros são produzidos por pequenos corpos que, gravitando em torno do Sol, ao atingirem em grande velocidade a atmosfera terrestre, tornam-se incandescentes pelo choque com as moléculas de ar, reduzindo-se na maioria a pó antes de alcançarem o solo. Porém, alguns corpos conseguem vencer o calor da fricção e associado a seu tamanho considerável ou uma entrada na atmosfera com velocidade baixa, produzem um aspecto similar a uma bola incandescente no céu. Como resultado, durante a sua passagem, produzem um som intenso e após a sua passagem deixam um rastro de fumaça. Esses corpos são chamados de Bólidos. Por ser chamado de "fireball" em inglês, a tradução popular para o português se tornou "bola de fogo", porém o termo científico correto é Bólido. Os corpos que conseguem atingir o chão são chamados de meteoritos. Com uma certa experiência, pode-se encontrar diversos meteoritos após a ocorrência de um meteoro e, principalmente, após a ocorrência de um bólido. O valor do grama de um meteorito pode variar de acordo com sua composição química e procedência.

 

Os meteoros podem ser: esporádicos, ou seja, que ocorrem sem nenhuma previsão, porém sendo muito comuns ou; provenientes das chuvas de meteoros, sendo previstos com datas praticamente fixas. Relacionamos aqui as chuvas de meteoros previsíveis para esse mês, tendo como base os históricos das chuvas dos anos anteriores.

 

 

Chuva
P
HORÁRIO
M
C
CCT
THZ
r
V
LUA (%)
FONTE
COMENTÁRIO
January zeta Aurigids (JZA)

11/12

21/01

21:00
01/01
Cocheiro

a = 04:41

d = +60

?
-
-
90%
IAU
Melhor observável no norte do Brasil. A Lua atrapalha a observação.

Quadrantids (QUA)

01/01

12/01

03:30
04/01

Boieiro

a = 15:18

d = +49

120
2.6
42
s/l
IMO / IAU / AMS
8.1
gamma Velorids (GVE)

01/01

17/01

22:00
05/01
Vela

a = 8:20

d = -47

02
2.8
35
99%
IAU / AMSL
Meteoros com cores laranjas, amarelos, azuis e brancos. A Lua atrapalha a observação.
rho Geminids (RGE)

28/12

28/01

23:30
08/01
Gêmeos

a = 7:43

d = +25

?
-
-
86%
IAU
Entre 1961 e 1965, com THZ = 25. A Lua atrapalha a observação.
delta Cancrids (DCA)

01/01

31/01

22:30
17/01

Caranguejo

a = 8:40

d = +20

04
-
28
s/l
AMSL / IMO
--
alpha Hydrids (AHY)

05/01

14/02

21:30
19/01
Hidra

a = 8:30

d = -07

02
-
44
s/l
IAU / AMSL
8.2
eta Carinids (ECR)

14/01

27/01

21:30
21/01
Carina

a = 10:40

d = -60

02 a 03
3.7 a 2.0
-
s/l
IAU
8.2
alpha Carinids (ACN)

24/01

09/02

21:30
30/01
Carina

a = 6:20

d = -54

2
-
25
86% - s/l
AMSL
--

 

Tabela 3. Chuva de meteoros desse mês.

 

 

Legenda:

 

CHUVA - indica o nome da chuva em questão;

 

P - Período em que ocorrerá a chuva;

 

M - Momento máximo que irá ocorrer a chuva. Essa é a melhor data para observar de acordo com o horário de observação proposto para o Brasil. Porém, vale saber que o observador poderá contemplar a chuva entre 2 ou 3 dias antes ou depois do momento máximo;

 

HORÁRIO - Horário que leva em consideração o momento que o radiante da chuva estará cerca de 30 graus acima da linha do horizonte. Isso não significa o melhor horário de observação. Alguns meteoros podem surgir antes ou depois do aparecimento do radiante;

 

C - Constelação associada a chuva;

 

CCT - Posição sugerida de observação dadas em coordenadas equatoriais (J2000), sendo:
a: ascensão reta;
d: declinação.

 

THZ - Taxa Horária Zenital - um número máximo calculado de meteoros que um observador pode apreciar, numa noite sem a inferência da Lua, com o céu perfeitamente limpo e com radiante na sua máxima altura. Quando ocorrer uma chuva periódica, ou seja, sem previsão da taxa por hora, a mesma será representada por "?". Quando aparecer o termo "VAR" significa que a chuva tem histórico de variação da quantidade de meteoros observados, sendo difícil de prever a quantidade;

 

r - Índice provável de magnitude da chuva. Quanto menor o valor mais fácil será sua observação. Como parâmetro, para as cidades com poluição luminosa, são indicados valores menores do que 3.0;

 

V - Velocidade de entrada atmosférica do meteoro, dada em km/s. As velocidades variam entre 11 km/s (muito lento), 40 km/s (médio) e 72 km/s (muito rápido).

 

LUA (%) - Porcentagem do disco iluminado para o melhor momento de observação da chuva. No caso sem influência da Lua durante a chuva de meteoros é atribuído o símbolo s/l. Lua próxima da fase cheia e do radiante atrapalha a observação dos meteoros;

 

FONTE - Referências das informações obtidas. Quando mais de uma, foram realizadas comparações entre as informações e/ou adições das informações, quando não existente numa determinada fonte, porém apresentada na outra. Siglas: UAI - Meteor Data Center; IMO - International Meteor Organization; AMSL - Alpo Meteor Shower List; CS - CalSky e; AMS - The American Meteor Society.

 

COMENTÁRIO - Quando existir o número, a chuva será comentada no seu respectivo número.

 

 

Comentários:

 

 

8.1 - 04/01 - Quadrantids (QUA)

 

Essa chuva não é fácil de ser contemplada para grande parte dos observadores localizados no Brasil ou qualquer pessoa localizada no hemisfério sul. Para os amantes da Astronomia que estiverem nas regiões sul, sudeste e centro oeste do Brasil será praticamente impossível contemplar essa chuva. Sendo assim, no território brasileiro, a observação dessa chuva só poderá ser realiazada para as pessoas localizadas nas regiões norte e nordeste do Brasil. Em resumo, no Brasil, o melhor local de observação da chuva Quadrantids ocorrerá no extremo norte, ou seja, cidades localizadas próximas ou acima da linha do equador.

 

A chuva Quadrantids possui uma taxa horária zenital de meteoros muito variável. A quantidade de meteoros que aparecem no céu a cada uma hora varia entre 60 e 200 meteoros por hora, com uma média de 120. São meteoros relativamente brilhantes e com velocidade média.

 

Para os observadores localizados na região norte do Brasil, ou seja, os observadores que terão a oportunidade de apreciar essa chuva com facilidade, será necessário localizar a constelação do Boieiro para encontrar o radiante da chuva Quadrantids. A constelação do Boieiro surgirá no horizonte nordeste, por volta da 1h30min da manhã. Porém, o melhor horário para contemplar a chuva Quadrantids será à partir das 3h30min (aproximadamente), na qual o observador deverá estar orientado para o horizonte nordeste.

 

Para esse ano de 2015, a Lua não irá atrapalhar a observação.

 

 

8.2 - 19 e 21/01 - alpha Hydrids e eta Carinids

 

Apesar dessas duas chuvas possuírem uma taxa horária zenital pequena, com apenas 2 meteoros a cada uma hora, a aproximação entre elas poderia causar um bom espetáculo no céu.

 

As constelações da Hidra e Carina estão relativamente próximas entre si. Como todas as observações das chuvas de meteoros devem ser realizadas a olho nu, será possível observar essas duas chuvas no mesmo instante e quase na mesma região do céu. A figura 15 ilustra a região do céu que irão ocorrer as chuvas alpha Hydrids e eta Carinids, nas noites de 19 a 21 de janeiro, por volta das 22 horas.

 

 

Chuvas de meteoros Eta Carinids e Alpha Hydrids.

 

Figura 15. Chuvas de meteoros eta Carinids e alpha Hydrids.

 

 

Escolhemos esse horário, ilustrado na figura 15, por causa da fácil localização da estrela Canopus, que pertence a constelação da Carina. Por volta das 22 horas, essa estrela estará localizada acima do ponto cardeal sul. Assim, para poder localizar a região que irá ocorrer a chuva de meteoros eta Carinids, basta esperar esse horário e se orientar pelo ponto cardeal sul. Bem acima da linha desse horizonte será possível observar a brilhante estrela de cor branca: Canopus. Utilize também o Cruzeiro do Sul para poder se localizar nessa região do céu. A constelação da Hidra Fêmea, onde ocorre a chuva alpha Hydrids, se localiza a leste da constelação da Carina. Assim, para o observador que encontrar a estrela Canopus ou a constelação do Cruzeiro do Sul, deverá olhar para seu lado esquerdo, na qual, por volta das 22 horas a estrela Alphard (estrela alfa da constelação da Hidra) estará localizada acima do ponto cardeal leste.

 

Felizmente, para esse ano, a Lua não irá atrapalhar a observação, pois quando os radiantes dessas chuvas estiverem visíveis no céu do Brasil, a Lua não estará presente.

 

Para os mais aficionados que desejam obter algumas fotos dessas chuvas, a recomendação é utilizar uma filmadora (pode ser de câmera fotográfica digital). Apoiada num tripé, apontada para essa região, deixe-a gravando e espere capturar diversos meteoros passando e depois no computador ou na TV passe o filme e veja o resultado. Aproveite para nos enviar suas imagens no nosso Twitter para fazermos um RT.

 

 

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09- Constelação do Touro

 

 

 

A constelação do Touro pode ser facilmente observada no céu, mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. A estrela mais brilhante dessa constelação, localizada no olho do Touro, chama-se Aldebaran. Seu nome provém da palavra árabe al-dabarān que significa "aquela que segue", referência à forma como a estrela parece seguir o aglomerado das Plêiades durante o seu movimento aparente ao longo do céu. Aldebaran é uma estrela gigante vermelha-laranja, o que lhe proporciona uma cor alaranjada quando observada. Sua distância da Terra é de 65 anos-luz, tendo uma luminosidade 150 vezes maior do que o Sol e sua magnitude aparente (brilho do astro) é de 0.84, o que lhe confere a décima terceira estrela mais brilhante do céu noturno. Por essa razão, a estrela Aldebaran pode ser facilmente observada nas grandes e pequenas cidades com alto ou baixo índice de poluição luminosa.

 

Nessa constelação temos dois aglomerados estelares fáceis de serem observados. Trata-se das Híades e das Plêiades. O aglomerado aberto das Híades têm um formato em "V" simbolizando a cabeça do Touro. É importante saber que apesar da estrela Aldebaran se localizar de forma aparente na mesma região das Híades, essa estrela não pertence a esse aglomerado aberto. Isso porque Aldebaran está à 65 anos-luz de nós e as Híades está à 150 anos-luz. Por uma questão de perspectiva quando visto da Terra, temos a impressão que Aldebaran faz parte desse aglomerado, porém é apenas uma ilusão.

 

 

O aglomerado estelar das Plêiades é um aglomerado aberto podendo ser facilmente contemplado a olho nu. Esse aglomerado é muito apreciado pelos astrônomos por sua beleza e fácil localização. As Plêiades também são conhecidas por vários outros nomes tais como: "As sete irmãs", "A galinha e os setes pintinhos" no interior do Brasil ou como "Subaru" no Japão. Mas, pelo termo mais técnico, esse aglomerado aberto de estrelas é chamado de M45 pela classificação do catálogo Messier e está localizada na constelação do Touro. Seis das estrelas nas Plêiades são visíveis sem o auxílio de qualquer instrumento óptico, se o observador estiver num local sem poluição luminosa. Aproximadamente 500 estrelas pertencem ao aglomerado estelar aberto das Plêiades e a maioria delas são fracas. Munido de um simples instrumento óptico, o aglomerado poderá ser apreciado com mais facilidade, principalmente com o auxílio de binóculos.

 

Observe na foto o aspecto das Plêiades que podemos observar com o uso de telescópio ou binóculo. Essa foto foi obtida remotamente por Marcos Calil de São Paulo (Brasil) com acesso ao observatório localizado nas Ilhas Canárias (África) obtida com auxílio de um telescópio com 85mm de abertura e uma CCD Kodak KAI-2020M na madrugada de 09 de setembro de 2008 à 01:06 (hora local - São Paulo).

 

 

 

 

 

 

O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

 

Na primeira noite de janeiro, logo após o ocaso do Sol, será possível contemplar a Lua próxima dos aglomerados estelares das Plêiades e das Híades, além da brilhante estrela Aldebaran. Para essa noite a Lua estará com 89% do seu disco iluminado ofuscando o brilho desses objetos celestes. Com o avançar dos dias a aproximação da Lua com esses objetos celestes se repete. Isso ocorrerá no anoitecer de 28 de janeiro, quando a Lua estará próxima das Plêiades e das Híades e no anoitecer de 29 de janeiro, quando a o nosso satélite natural estará próximo da estrela Aldebaran. Para 28 de janeiro a Lua estará 68% do seu disco iluminado e para 29 de janeiro, com 77% do seu disco iluminado. Em ambos os casos a Lua irá ofuscar o brilho desses e de outros objetos celestes. Por essa razão, independente da aproximação da Lua com as Plêiades, Híades e Aldebaran, não deixe de observar a constelação do Touro nas outras noites, pois sem a interferência do brilho da Lua, o observador poderá contemplar diversos objetos celestes com mais nitidez.

 

A figura 16 ilustra o aspecto do céu, para 28 de janeiro, às 20h30min, com o asterismo da constelação do Touro, os nomes das principais estrelas, a localização das Plêiades (M45) e das Híades, além das populares "Três Marias", localizadas na Constelação de Órion e da constelação do Cão Maior, com sua estrela mais brilhante do céu noturno: Sírius.

 

 

O asterismo da constelação do Touro e os nomes das principais estrelas, em 28 de janeiro de 2015, às 20h30min.

 

Figura 15. O asterismo da constelação do Touro e os nomes das principais estrelas, em 28 de janeiro de 2015, às 20h30min.

 

 

Na figura 16, temos o mesmo aspecto do céu para o mesmo horário, porém aproximando a constelação do Touro. Vale tentar desenhar no céu essa terrível fera e localizar as Plêiades, as Híades e a estrela Aldebaran.

 

 

A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação, asterismo e concepação artística, em 28 de janeiro de 2015, às 20h30min.

 

Figura 16. A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação, asterismo e concepação artística, em 28 de janeiro de 2015, às 20h30min.

 

 

A figura 17 ilustra a mesma região do céu para o mesmo horário, porém sem a concepção artística do Touro.

 

 

A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação e asterismo, em 28 de janeiro de 2015, às 20h30min.

 

Figura 17. A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação e asterismo, em 28 de janeiro de 2015, às 20h30min.

 

 

Finalmente, a figura 18 ilustra a mesma região do céu para o mesmo horário, porém como vemos no céu da natureza. Compare as figuras 15, 16 e 17 com a figura 18 e depois observe essa constelação. Tente imaginar o Touro no céu.

 

 

A constelação do Touro, em 28 de janeiro de 2015, às 20h30min.

 

Figura 18. A constelação do Touro, em 28 de janeiro de 2015, às 20h30min.

 

 

Perceba ainda nas figuras 15 a 18 que estão apresentados o aglomerado estelar M35 e a nebulosa M42. Leia os comentários referentes a M35 e M42 para otimizar as suas observações.

 

 

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10- Constelação de Órion

 

 

 

A constelação do gigante caçador Órion é a constelação símbolo do verão para os moradores no hemisfério sul e do inverno para os moradores do hemisfério norte. Em determinadas latitudes do Brasil, essa constelação pode ser observada a partir de meados de julho, poucos instantes do amanhecer no horizonte leste. Com o avançar dos meses, os brasileiros podem contemplar essa constelação cada vez mais cedo até a chegada do verão, quando essa constelação pode ser contemplada no horizonte leste logo no início do anoitecer. Em contrapartida, quando inicia o outono, para o hemisfério sul ou primavera, para o hemisfério norte, essa constelação se localizará próxima do horizonte oeste, poucos instantes depois do ocaso do Sol e seu tempo de observação será curto.

 

Como o verão no hemisfério sul iniciou em 21 de dezembro de 2014, às 20h03min, a constelação do Órion poderá ser observada facilmente pouco acima do horizonte leste, logo após o ocaso do Sol. Com o avançar das horas essa constelação ganha altura e atinge seu ponto mais alto no céu, em relação ao observador, às 22 horas. Após isso, essa constelação se dirige para o horizonte oeste e seu ocaso ocorrerá poucos instantes antes do surgimento dos primeiros raios solares.

 

Sem dúvida é uma bela constelação para ser observada e fácil de ser localizada. Suas estrelas principais, que fazem parte do corpo do guerreiro, podem ser observadas mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. Além disso, é nessa constelação que se localizam as populares "Três Marias" e a bela nebulosa de Órion (M42), observada a olho nu em locais distantes da poluição luminosa. Essa nebulosa, pode ser observada também com auxílio de um simples telescópio ou binóculo apoiado num tripé, mesmo nas grandes cidades com poluição luminosa. Geralmente, quando visível no céu, essa é a primeira constelação observada pelos iniciantes na Astronomia Observacional.

 

Observe na figura 16, apresentada na Constelação do Touro a bela Constelação de Órion. Perceba, ainda na figura 16, que próxima da constelação do Órion temos outra bela constelação para ser observada, mesmo nas cidades com poluição luminosa. Trata-se da constelação do Cão Maior, que possui a estrela mais brilhante do céu noturno: Sírius.

 

A figura 19 ilustra a constelação de Órion, com sua concepção artística, seu asterismo e os nomes dos principais objetos celestes. Essa ilustração foi concebida para 15 de janeiro, às 20h30min.

 

 

A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 15 de janeiro, às 20h30min.

 

Figura 19. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 15 de janeiro, às 20h30min.

 

 

A figura 20 representa o mesmo aspecto do céu da figura 19, porém sem a concepção artística do gigante caçador Órion.

 

 

A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 15 de janeiro, às 20h30min.

 

Figura 20. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 15 de janeiro, às 20h30min.

 

 

Por fim, a figura 21 representa o mesmo aspecto do céu apresentadas nas figuras 19 e 20, porém como vemos na natureza. Vale tentar desenhar essa bela constelação no céu e identificar seus principais objetos celestes.

 

 

A constelação do Órion, em 15 de janeiro, às 20h30min.

 

Figura 21. A constelação do Órion, em 15 de janeiro, às 20h30min.

 

 

Perceba ainda nas figuras 19 a 21 que temos a presença do aglomerado estelar M35. Além desse aglomerado que pode ser observado facilmente a olho nu, existe também o aglomerado M44. Sendo assim, recomendamos a leitura dos comentários referentes a M35 e M44 para otimizar as suas observações.

 

 

A NEBULOSA DE ÓRION (M42)

 

 

Para localizar a nebulosa de Órion basta localizar as populares "Três Marias". Essas três estrelas formam um grupo aparentemente alinhados que representam o cinturão do guerreiro Órion. Quase que perpendicular as "Três Marias" pode ser observada a nebulosa de Órion. Essa nebulosa pode ser contemplada a olho nu em locais que não possuem poluição luminosa, apresentando uma tênue mancha no céu ou com uso de telescópio ou binóculos apoiados em tripé mesmo nas grandes cidades que possuem poluição luminosa. Vale lembrar ainda que esse aglomerado está próximo da constelação do Touro que possui um aglomerado estelar aberto, chamado de Híades (na forma de V que simboliza a cabeça do Touro) e também das constelações do Cão Maior e do Cão Menor. Todas essas possuem estrelas muito brilhantes e são fáceis de serem identificadas no céu.

 

 

Sem dúvida essa é uma das nebulosas mais observadas e contempladas pelos astrônomos profissionais e amadores. Possivelmente registrada pela primeira vez em 1610 por Nicholas-Claude Fabri de Peiresc, foi descrita por Galileo Galilei em 1617.

 

A Nebulosa de Órion, catalogada como M42 do catálogo de Messier e NGC 1976 é a nebulosa mais brilhante do céu e também um dos objetos profundos mais brilhantes. Com magnitude de 4.0 esse objeto pode ser visível a olho nu em boas condições de observação (sem a interferência do brilho da Lua por perto e fora da poluição luminosa) e demonstra ser umas das mais lindas imagens quando observada através de telescópios de todos os tamanhos, desde os maiores até os de pequenos portes, bem como os que estão no espaço como, por exemplo, Telescópio Espacial Hubble. É também um grande objeto no céu, que se estende com mais de 1 grau de diâmetro.

Essa nebulosa fica a uma distância de cerca de 1600 (ou talvez 1500) anos-luz. Em sua extremidade norte, a nebulosa é dividida por uma faixa escura conspícua, bem visível na nossa fotografia. Esta imagem foi obtida por Marcos Calil localizado em São Paulo, operando remotamente um telescópio localizado nas Ilhas Canárias na África. O telescópio possui 85mm de abertura acoplado numa CCD Kodak KAI-2020M.

 

 

 

 

 

A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Foto. A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Para saber mais sobre a constelação do Órion e as "Três Marias" assista o vídeo gravado e roterizado por Marcos Calil na Climatempo. Esse vídeo possui 4min16s de duração.

 

 

Vídeo. A constelação de Órion por Marcos Calil.

 

 

 

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11- Aglomerado Estelar M35

 

 

 

O aglomerado estelar aberto M35, também classificado como NGC 2168, é um belo aglomerado que pode ser observado a olho nu em condições ideais de observação. Com sua magnitude equivalente a 5.5, esse aglomerado requer uma certa habilidade do observador quando observado a vista desarmada. Numa noite sem a interferência da Lua é possível ver uma "mancha" muito tênue no céu noturno em locais onde não possuem poluição luminosa. Porém, o mais indicado é que o observador utilize um binóculo para poder contemplar todas as estrelas desse aglomerado aberto, sendo essa maneira contemplado, mesmo em cidades com poluição luminosa. Por ser um aglomerado aberto o uso de um telescópio não é a melhor pedida, pois o observador apreciará apenas parte desse aglomerado, uma vez que seu tamanho angular é de 0,57 graus. A distância desse aglomerado é de 2800 anos-luz e está localizado na constelação do Gêmeos.

 

Durante esse mês, M35 poderá ser observado após às 20h30min (aproximadamente), pouco acima do horizonte nordeste. Com o avançar das horas, esse aglomerado estelar caminha de forma aparente para o horizonte norte até antigir sua máxima altura, por volta das 23 horas. Após isso, esse aglomerado estelar caminha para o horizonte oeste e seu ocaso ocorre, por volta das 3h30min.

 

Em especial, nesse mês de janeiro, teremos duas aproximações da Lua com M35. A primeira ocorrerá na noite de 03 de janeiro, quando a Lua estará com 96% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho de M35. A segunda aproximação da Lua com M35 ocorrerá na noite de 30 de janeiro, quando o nosso satélite natural estará com 85% do seu disco iluminado, ofuscando novamente o brilho de M35. Por essa razão, vale contemplar esse belo aglomerado nas outras noites na qual a Lua não ofusca o brilho de M35.

 

A figura 22 ilustraa constelação de Gêmeos, em 30 de janeiro, por volta das 20h30min, além de apresentar os nomes das estrelas mais brilhantes dessa região do céu e a localização de M35. Perceba que a constelação de Gêmeos está localizada próxima das constelações de Órion (onde se localizam as "Três Marias"), do Touro e do Cão Maior. Com base nessas constelações será possível encontrar a constelação de Gêmeos e, em seguida, o aglomerado M35. Leia os comentários sobre Órion e Touro para otimizar a observação dessa região do céu.

 

 

Lua próxima de M35, em 30 de janeiro de 2015, por volta das 20h30min.

 

Figura 22. Lua próxima de M35, em 30 de janeiro de 2015, por volta das 20h30min.

 

 

Perceba ainda, na figura 22, que temos outros objetos celestes que valem ser observados a olho nu ou com auxílio de um telescópio ou binóculo. Por essa razão, recomendamos as leituras dos comentários sobre Júpiter, M44, M42 presente na constelação de Órion, as Plêiades e Híades, presentes na constelação do Touro.

 

 

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12- Aglomerado Estelar M44

 

 

 

Fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa é possível observar esse aglomerado a olho nu. Por causa do seu forte brilho esse aglomerado é conhecido desde tempos pré-históricos.

 

Algumas antigas escrituras estão associadas a esse objeto: gregos e romanos viram essa "nebulosa" como a manjedoura. Ptolomeu menciona como uma das sete "nebulosas" que ele observou, na sua obra Almagesto. Galileu relatou que este objeto "nebuloso" não era apenas uma estrela como os antigos pensavam, mas uma massa de mais de 40 pequenas estrelas.

 

A dúvida se esse objeto era uma só estrela ou um conjunto de estrelas foi resolvido (possivelmente) por Peiresc em 1611, o descobridor da Nebulosa do Orion (M42). Um ano mais tarde, após a observação de Peiresc, em 1612 esse mesmo objeto foi observado  e relatado como um aglomerado estelar por Simon Marius. Charles Messier adicionou-o no seu catálogo em 4 de março de 1769, como o objeto de número 44, por essa razão M44.

 

 

 

 

O aglomerado da Colméia por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado da Colmeia por Marcos Calil.

 

Sabemos e aceitamos atualmente que mais de 200 das 350 estrelas na área do aglomerado foram confirmadas como membros. Algumas outras são estrelas de primeiro ou segundo plano, ou seja, que estão à frente ou atrás desse aglomerado. De acordo com a nova determinação da ESA, utilizando o satélite Hipparcos, o aglomerado está 577 anos-luz distante da Terra (estimativas anteriores davam o número de 522 anos-luz), e sua idade foi estimada a cerca de 730 milhões de anos. Curiosamente, tanto nesta idade e à orientação de uma boa resolução de M44 coincide com as das Híades, outro aglomerado estelar famoso e observável a olho nu, porém, que não foi incluída na lista Messier e nem no catálogo NGC e IC, que está atualmente estimada numa idade de cerca de 790 milhões de anos. Provavelmente estes dois objetos, embora agora separados por centenas de anos-luz, têm uma origem comum, em algumas grandes nebulosas gasosas difusas que existiram entre 700 a 800 milhões de anos atrás. Por conseguinte, também a população estelar são semelhantes, ambos contendo gigantes vermelhas (M44, pelo menos, 5 delas) e algumas anãs brancas.(fonte: http://www.seds.org/MESSIER/M/m044.html)

 

Na noite de 06 de janeiro, após às 21h30min (aproximadamente), poderemos iniciar a contemplação da Lua com o aglomerado da Colmeia (M44). Com o avançar das horas, M44 e a Lua ganham altura, até atingirem o ponto mais alto do céu. Fato que irá ocorrer por volta das 2 horas da manhã de 07 de janeiro. Após isso, M44 se dirige para o horizonte oeste, quando seu brilho será ofuscado com os primeiros raios solares. Para a noite de 06 de janeiro, a Lua estará com 96% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho de M44. Apesar da Lua ser um ótimo referência para localizar M44, em 06 de janeiro, aconselhamos a observação de M44 nas outras noites que a Lua não atrapalha a observação. A figura 23 ilustra a região do céu para 06 de janeiro, por volta das 22 horas.

 

 

Lua próxima de M44, em 06 de janeiro, por volta das 22 horas

 

Figura 23. Lua próxima de M44, em 06 de janeiro, por volta das 22 horas.

 

 

Não é difícil localizar esse belo aglomerado no céu. Para todas as noites utilize as estrelas Pollux e Castor da constelação de Gêmeos para poder se orientar e encontrar o aglomerado da Colmeia (M44). Perceba ainda, na figura 23, que o planeta Júpiter poderá ajudar na localização de M44, porém vale saber que todos os planetas possuem um movimento próprio, que quando vistos da Terra, se modificam rapidamente com o passar dos dias. Sendo assim, o método de utilizar Júpiter para localizar M44 poderá ser aplicado com ressalvas, conforme a ilustração da figura 23. Por essa razão, preferimos utilizar as estrelas como auxiliadoras para encontrar outros objetos celestes. Leia o comentário 4 sobre Júpiter, para otimizar suas observações. Aproveite para observar também o aglomerado estelar M35.

 

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13- Constelação do Leão

 

 

 

A constelação do Leão é a constelação típica do outono para os observadores do hemisfério Sul. Isso porque, quando inicia essa estação do ano a constelação do Leão surge durante o anoitecer na linha do horizonte leste. Com o avançar dos meses, quando inicia o inverno, a constelação do Escorpião surge na linha do horizonte leste no anoitecer (representando a constelação dessa estação), enquanto que a constelação do Leão estará próxima do horizonte oeste. Para a primavera, a constelação de Pégaso estará presente no horizonte leste, após o ocaso do Sol. Isso porque, essa constelação representa a primavera e, durante essa estação, o Leão pode ser observado surgindo no horizonte leste, na alta madrugada.

 

Algumas das estrelas da constelação do Leão podem ser observadas mesmo nas cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa e com um pouco de atenção o desenho do Leão se fará presente no céu. Logicamente, para quem estiver fora das grandes cidades, ou seja, em locais sem a influência das luzes, a constelação se mostrará mais nítida. As estrelas Regulus, Denebola, Zosma e Algieba são as estrelas que podem ser facilmente contempladas e marcam parte do desenho do Leão. É interessante saber os nomes das principais estrelas que compõe essa constelação, onde Regulus significa "pequeno rei", Denebola a "cauda do leão", Algieba "do sul" e Zosma significa "quadril".

 

Durante esse mês, o Leão se fará presente no horizonte leste, à partir das 23 horas. Com o avançar das horas essa bela constelação ganha altura no céu. Sua máxima altura ocorrerá por volta das 3h30min. O Leão continuará sua trajetória pelo céu, se dirigindo para o horizonte noroeste. Quando os primeiros raios solares surgiram, as estrelas que compõem a constelação do Leão serão ofuscadas antes que ocorra o seu ocaso.

 

A figura 24, concebida para 08 de janeiro, por volta das 23h59min, ilustra a constelação do Leão com suas estrelas mais brilhantes, a delimitação dessa constelação, seu asterismo e sua concepção artística. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Regulus.

 

 

A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo, delimitações e concepação artística, em 08 de janeiro, por volta das 23h59min.

 

Figura 24. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo, delimitações e concepação artística, em 08 de janeiro, por volta das 23h59min.

 

 

Perceba na figura 24, que teremos o planeta Júpiter e a Lua localizada nessa constelação. A aproximação entre a Lua e Júpiter acontecerá em 07 de janeiro e a aproximação da Lua com a estrela Regulus acontecerá em 08 de janeiro. Para a noite de 08 de janeiro a Lua estará com 86% do seu disco iluminado. Leia os comentários sobre Júpiter para otimizar as suas observações.

 

A figura 25 foi concebida para o mesmo momento da figura 24, porém sem a ilustração artística do Leão. Vale tentar imaginar essa terrível fera no céu.

 

 

A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo e delimitação, em 08 de janeiro, por volta das 23h59min.

 

Figura 25. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo e delimitação, em 08 de janeiro, por volta das 23h59min.

 

 

Finalmente, a figura 26 foi concebida para o mesmo momento das figuras 24 e 25, porém como realmente observamos no céu. Vale comparar as figuras e identificar os principais objetos celestes que estão localizados nessa constelação.

 

 

A constelação do Leão, em 08 de janeiro, por volta das 23h59min.

 

Figura 26. A constelação do Leão, em 08 de janeiro, por volta das 23h59min.

 

 

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14- Constelação do Escorpião

 

 

 

Sem dúvida, para quem está começando na Astronomia Observacional essa é uma das constelações mais fácil de ser encontrada no céu.

 

A constelação do Escorpião representa a constelação do inverno para o hemisfério sul. Por essa razão, durante esse mês de janeiro, somente após às 4 horas da manhã (aproximadamente), a observação do Escorpião poderá ser realizada próxima do horizonte leste. A constelação do Escorpião poderá ser contemplada com facilidade, mesmo para os observadores que residem nas cidades que sofrem com a poluição luminosa. A única implicação para esse mês é a necessidade de um horizonte leste livre da interferência de prédios, montanhas, árvores ou qualquer outro objeto que impede a contemplação desse horizonte. A foto abaixo foi obtida com auxílio de uma simples câmera digital, numa cidade com baixa poluição luminosa. Podemos observar na primeira foto a constelação do Escorpião, enquanto que, na foto montagem temos o desenho imaginário do Escorpião com seus principais objetos celestes.

 

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto: A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto montagem. A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Perceba nas fotos acima obtidas com uma simples câmera digital 4.1 mega pixel, duas manchas bem claras chamadas de M6 e M7. Tratam-se de dois aglomerados abertos de estrelas que distam 2.000 e 1.000 anos luz, respectivamente. O aglomerado aberto M6, popularmente chamado de Aglomerado da Borboleta tem magnitude aparente de 4.5, enquanto que o aglomerado aberto M7, popularmente chamado de Aglomerado de Ptolomeu possui magnitude de 3.5. Isso significa que o aglomerado M7 pode ser localizado mais facilmente, por causa seu brilho aparente, que é mais forte se comparado com o aglomerado M6. Lembrando que a magnitude aparente de um astro é o valor dado para seu brilho aparente, numa razão inversamente proporcional. Isso explica afirmação referente a M7 possuir um brilho aparente maior que M6. Nas cidades onde o índice de poluição luminosa é muito fraca é possível observar esses dois aglomerados mesmo a olho nu, onde M7 é mais fácil de ser localizado.

 

Em 17 de janeiro, cerca de 1h30min antes do nascar do Sol, a Lua poderá ser contemplada próxima da estrela mais brilhante dessa constelação: Antares. Para essa noite, o nosso satélite natural estará com apenas 13% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea da Lua. Como a observação da Constelação do Escorpião estará próxima do nascer do Sol, recomendamos o acesso no site da Climatempo para saber o horário do nascer do Sol para sua cidade e, dessa forma, programar melhor as suas observações dessa região do céu.

 

A figura 27 ilustra a constelação do Escorpião, em 17 de janeiro, por volta das 4 horas da manhã, apresentando seus principais aglomerados estelares, as estrelas mais brilhantes, a delimitação da constelação. a concepção artística e as linhas dessa bela constelação. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Antares.

 

 

A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, delimitação, concepção artística e suas linhas, em 17 de janeiro de 2015, por volta das 4 horas.

 

Figura 27. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, delimitação, concepção artística e suas linhas,

em 17 de janeiro de 2015, por volta das 4 horas.

 

 

A figura 28 foi concebida para o mesmo momento da figura 27, porém sem a delimitação e a ilustração artística do Escorpião. Vale tentar imaginar esse terrível aracnídeo no céu.

 

 

A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes e suas linhas, em 17 de janeiro de 2015, por volta das 4 horas.

 

Figura 28. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes e suas linhas, em 17 de janeiro de 2015, por volta das 4 horas.

 

 

A figura 29 foi concebida para o mesmo momento das figuras 27 e 28, porém como vemos no céu da natureza. Compare as três figuras e procure o Escorpião no céu da sua cidade.

 

 

A constelação do Escorpião, em 17 de janeiro de 2015, por volta das 4 horas.

 

Figura 29. A constelação do Escorpião, em 17 de janeiro de 2015, por volta das 4 horas.

 

 

Perceba ainda, nas figuras 27, 28 e 29 que temos a presença do planeta Saturno na constelação do Escorpião. Por essa razão, aconselhamos a leitura dos comentários sobre Saturno para otimizar suas observações.

 

 

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15- Estação Espacial Internacional

 

 

 

Diversos satélites artificiais podem ser observados a olho nu passando pelo céu. Na maioria das vezes esses satélites podem ser contemplados durante o anoitecer ou amanhecer. Entre eles estão os Iridiums, o Telescópio Espacial Hubble, Genesis-1 e 2 entre tantos outros. Para observá-los não é necessário telescópio ou binóculo. Basta saber o dia, horário e local certo para observar um ponto prateado cruzando o céu. O mapa abaixo indica a passagem da Estação Espacial ISS.

 

 

 

 

No mapa, o traço azul indica a trajetória da Estação Espacial Internacional (ISS) e o sinal de "+" na cor preta indica a posição atual da ISS.

 

Para quem deseja obter informações mais detalhadas sobre a passagem da ISS e outros satélites artificiais recomendamos o site Heavens-above. Após o acesso no site o observador deve apenas preencher o nome da sua cidade no campo específico e apertar ENTER. Clique sobre sua cidade relacionada com seu estado e boas observações. Caso você tenha dificuldades ou deseja aprender mais sobre observações de satélites artificiais a olho nu acesse a palestra/oficina de Marcos Calil.

 

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16- Softwares Astronômicos

 

 

 

Alguns softwares podem auxiliar o observador quanto o reconhecimento dos objetos celestes no céu. Esses softwares podem apresentar mais ou menos recursos que vão desde os nomes das estrelas até a conexão com telescópio direcionando esse equipamento para o objeto que é mostrado na tela do computador. Além disso, alguns chegam a custar US$ 600,00 e outros são gratuítos e não perdem em nada comparado com os softwares pagos. Relaciono abaixo alguns softwares simuladores do céu:

 

 

Stellarium - Sem dúvida, entre todos os softwares gratuítos a melhor opção é o freeware Stellarium que pode ser instalado no seu computador sem a necessidade de ficar conectado na internet. Como esse software é opensource, ou seja, código aberto onde os usuários podem programar coisas novas, sempre existem novas versões. Porém, para o usuário que não domina a linguagem de máquina o indicado é ter sempre uma versão anterior em relação a última que foi lançada. Isso evite os famosos bugs no software, uma vez que alguns usuários se dedicam somente para arrumar os problemas das últimas versões.

 

 

Sky View Cafe - Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu e os horários exatos do nascer e ocaso dos planetas para sua cidade. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. É necessário ter uma conexão em alta velocidade.

 

 

Neave Planetarium - Outro site que apresenta uma carta celeste no seu computador, necessitando que você esteja conectado com uma internet em alta velocidade. Para todos os softwares de simulação do céu, atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário.

 

 

Planisfério - Caso seja complicado levar um notebook a campo, "baixar" o software Stellarium ou se conectar na internet em banda larga a opção mais simples, barata e funcional é usar um planisfério. A única desvantagem é que esse "equipamento" não representa os planetas, uma vez que esses objetos celestes não são "fixos" no céu como as estrelas (sabemos que as estrelas possuem movimento próprio, mas para o uso de um planisfério didático isso não importa). Você pode optar em construir e levar um planisfério de papel a campo e realizar suas observações com tranquilidade. O planisfério é uma espécie de carta celeste que mostra as constelações numa folha de papel de acordo com sua latitude sendo válida para todos os anos de sua vida. Como o planisfério depende da localização do observador (mais especificamente da latitude), recomendo que você monte o seu. A professora Maria de Fátima Saraiva junto com seus orientandos ensina como montar e usar um planisfério para as latitudes de 10, 20 e 30 graus que respondem bem para diferentes estados do Brasil.

 

 

Para saber mais sobre softwares de Astronomia que auxiliam no reconhecimento do céu assista os vídeos gravados e roterizados por Marcos Calil.

O primeiro vídeo possui 5min47s e o segundo vídeo possui 7min44s de duração.

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 1 de 2.

 

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 2 de 2.

 

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17- Carta Celeste Online

 

 

 

Disponibilizamos duas cartas celeste on line.

 

1- Fourmilab.ch - insira os parâmetros desejados e clique em Update:

 

Data e Horário
Tempo Universal:
Local de Observação
Opção de Exibições

         Limites
Estrelas:
        Mostrar estrelas com magnitude de até
         Nomes para magnitude
         Bayer/Flamsteed códigos para magnitude
Inverter Norte e Sul
Tamanho da imagem: pixels    Imagem dinâmica
Tamanho da fonte:
Esquema de cores:

Asteróides e

passagens de cometas


Insira elementos orbitais:

 

 

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18- Qual telescópio comprar?

 

 

 

Por diversas vezes os amantes da Astronomia Observacional se questionam qual o melhor telescópio ou binóculo comprar. Não é uma decisão fácil, pois existem muitas variantes que determinam um bom telescópio ou binóculo, além das opções existentes no mercado. Sem falar das diferenças enormes de preços. Por essa razão, a meteorologista Josélia Pegorin, da Climatempo, entrevistou Marcos Calil para saber qual o melhor telescópio ou binóculo deve ser comprado. Assista as entrevistas:

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher o melhor binóculo para observações astronômicas.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor binóculo comprar?

 

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você comprar seu primeiro telescópio sem ser enganado.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor telescópio comprar?

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher um bom tripé para seu telescópio.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor tripé para telescópio?

 

 

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Bons céus para todos nós...

Marcos Calil


 

Interações com Marcos Calil

 

 

 

Você pode interagir conosco através do:

 

Site: www.climatempo.com.br > ASTRONOMIA (Shortlink: http://bit.ly/dW16UU)

 

Twitter: http://twitter.com/marcoscalil

 

Além de assistir nossos programas Momento Astronômico e Observatório no nosso site http://www.momentoastronomico.com.br/programas/programas.html

(Shortlink: http://bit.ly/hc0O8P)

 

Conteúdo e ilustrações: Marcos Calil

 


 

Fontes

 

 

 

METEOROS

 

Meteor Data Center (UAI) - http://www.astro.amu.edu.pl/~jopek/MDC2007/Roje/roje_lista.php?corobic_roje=0&sort_roje=0

 

International Meteor Organization (IMO) - http://www.imo.net/files/data/calendar/cal2015.pdf

 

Alpo Meteor Shower List - http://www.tvcomm.co.uk/radio/metshwr.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Meteors/

 

The American Meteor Society - http://www.amsmeteors.org/meteor-showers

 

Meteoroid Environment Office - http://www.nasa.gov/offices/meo/home/#.VD_pLmddUW4

 

Brazilian Meteor Observation Network (BRAMON) - http://www.bramon.org/

 

Meteor Showers On Line - http://meteorshowersonline.com/calendar.html (dados não atualizados, desde 07/03/2007)

 

 

COMETAS

 

Seiichi Yoshida´s Home Page - http://www.aerith.net/index.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Comets/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/cometas/

 

 

OCULTAÇÕES

 

International Occultation Timing Association (IOTA) - http://iota.jhuapl.edu/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/ocultacoes/

 

 

ECLIPSES

 

Eclipse Web Site (NASA) - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/eclipse.html

 

 

ANUÁRIOS

 

Anuário do Observatório Nacional (ON) - http://www.on.br/conteudo/modelo.php?endereco=servicos/servicos.html

 

Anuário Interativo do Obeservatório Nacional (ON) - http://euler.on.br/ephemeris/index.php

 

Almanaque Astronômico Brasileiro 2014 (CEAMIG) - http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2014.pdf

 

 

EFEMÉRIDES

 

Institut de mécanique céleste et de calcul des éphémérides (IMCCE) - http://www.imcce.fr/en/ephemerides/

 

Solar System Dynamics (NASA) - http://ssd.jpl.nasa.gov/?ephemerides

 

U.S. Naval Observatory - Astronomical Applications Department - http://aa.usno.navy.mil/data/

 

IN-The-Sky.org - http://in-the-sky.org/newscal.php?

 

 

APOIO PARA MONITORAMENTO

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://www.rea-brasil.org/

 

 

EXTRA HEMISFÉRIO SUL

 

Royal Astronomical Society of New Zealand - http://www.rasnz.org.nz/SolarSys

 

 

APOIO GERAL (Aos mestres com carinho!!!)

 

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - Anuário de Astronomia e Astronáutica

 

Uranometria Nova - Irineu G. Varella & Priscila D. C. F. de Oliveira - http://www.uranometrianova.pro.br/

 

 

OBSERVATÓRIOS COM TRANSMISSÕES ONLINE DE FENÔMENOS ASTRONÔMICOS

 

Slooh - http://events.slooh.com/ (Telescópios na Austrália, Ilhas Canárias e Chile)

 

The Virtual Telescope Project 2.0 - http://www.virtualtelescope.eu/webtv/ (Itália - Bellatrix Astronomical Observatory)

 

Marcos Calil - https://www.youtube.com/marcoscalil (São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil)

 

Ciência e Astronomia - https://www.youtube.com/user/cienciaeastronomia (Sistema colaborativo com telescópios no Brasil)

 

NASA Marshall Space Flight Center (MSFC) - http://www.ustream.tv/channel/nasa-msfc (Huntsville, Alabama, Estados Unidos)

 

Coca-Cola Space Science Center - http://www.ccssc.org/rtmn/default.aspx (Columbus, Georgia, Estados Unidos)

 

 


Softwares

 

 

 

2000 Space.com Canada Inc - Observatório Astronômico Atlas Estelar (Starry Night)

 

D. Herald - OCCULT Predictions v. 3.6.0

 

Ephemeris 2.0 - Jonathan Sachs

 

Stellarium - versão 0.11.4

 

Stephen Michael Schimpf - CyberSky 4.0

 

Skymap Pro

 

Cartas du Ciel

 

TOPO

 

 

Agradecimentos

 

 

Para minha filha Isabel que está na barriguinha da minha esposa!!!

 

Fernanda Calipo Calil, minha amada esposa.

 

 

 

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