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EFEMÉRIDES ASTRONÔMICAS - FEVEREIRO 2016

 

EDIÇÃO DE ANIVERSÁRIO NÚMERO 108 - Ano 9

 

Seu guia de observação do céu noturno a olho nu para a sua cidade (Brasil)

 

 


TODOS OS HORÁRIOS APRESENTADOS AQUI NÃO CONSIDERAM O HORÁRIO DE VERÃO

 

Horário de Verão Brasil 2014/2015: DECRETO Nº 6.558, de 08 de setembro de 2008.
Início à 00h de 18 de outubro de 2015 - Término à 00h de 21 de fevereiro de 2016.
Estados brasileiros envolvidos (decreto nº 8.112, de 2013): Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro,
Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal
.
Links oficiais: Decreto N. 6.558
e Decreto N. 8.112


 

 

 

Fases da Lua

 

Mercúrio

 

Vênus

 

Marte

 

Júpiter

 

Saturno

 

Luz Cinérea

 

Ocultação de estrela pela Lua

 

Chuvas de meteoros

 

Constelação do Touro

 

Constelação de Órion

 

Aglomerado estelar M35

 

Aglomerado estelar M44

 

Constelação do Leão

 

Constelação do Escorpião

 

Constelação do Sagitário

 

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Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil explica

como observar o Cruzeiro do Sul.

 

 

 


 

 

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Acerte seu relógio

 

Horário de acordo com a hora legal brasileira, fornecida pelo Observatório Nacional.

 

Horário de acordo com o horário de verão brasileiro.

 

As informações contidas nesse site NÃO consideram o horário de verão.

 

Para os demais fusos no Brasil, acesse o site http://pcdsh01.on.br/

 

É importante ajustar seu relógio para otimizar suas observações.

 

 

 

 

 

 

 

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Céu Noturno - Uma introdução para crianças. A história das estrelas, dos planetas e das cosntelações e informações sobre como localizá-los no céu

 

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Informações Diárias - Brasil

 

 

 

Dia

Evento - Horário de Brasília (UTC –3h)

01/02 a 07/02

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

01- Segunda feira

00:28 - observe a Lua na fase do Quarto Minguante, com 50% do seu disco iluminado.
Após ~00:30 observe a Lua próxima de Marte (magnitude 0.8) - Comentário 3.
Após ~00:30 observe a Lua próxima da estrela Zubenelgenubi da constelação da Balança (magnitude 2.7).

02- Terça feira

Após ~01:30 observe a Lua próxima da estrela gamma Librae da constelação da Balança (magnitude 3.9).

03- Quarta feira

Após ~02:30 observe a Lua próxima de Saturno (magnitude 0.5) - Comentário 5.
Após ~02:30 observe a Lua próxima da estrela Antares da constelação do Escorpião (magnitude 1.0) - Comentário 14.
04:27 (horário para São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela phi Ophiuchi pela Lua - Comentário 7.

04- Quinta feira

Após ~01:00 observe o máximo da chuva de meteoros February eta Draconids (FED) - Comentário 8.
02:38 (horário para São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela HIP84792 pela Lua - Comentário 7.
Após ~03:00 observe a Lua próxima da estrela Sabik da constelação de Ofiúco (magnitude 2.4).
Após ~03:00 observe a Lua próxima da estrela xi Serpenti da constelação do Serpentário (magnitude 3.5).
Após ~03:00 observe a Lua próxima de Saturno (magnitude 0.5) - Comentário 5.

05- Sexta feira

Após ~04:00 observe a Lua próxima da estrela mu Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.8).
Após ~04:00 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M25 da constelação de Sagitário (magnitude 4.9) - Comentário 15.
Após ~04:00 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M23 da constelação de Sagitário (magnitude 6.0) - Comentário 15.
Após ~22:30 observe o máximo da chuva de meteoros delta Velorids (DVE) - Comentário 8.

06- Sábado

Após ~04:30 observe a Lua próxima da estrela rho1 Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.9).
Após ~04:30 observe a Lua próxima da estrela Albaldah da constelação de Sagitário (magnitude 2.8).
Após ~04:30 observe com telescópio a Lua próxima de Plutão (magnitude 14.2).
Após ~04:30 observe a Lua próxima de Vênus (magnitude -3.9) - Comentário 2.
Após ~04:30 observe a Lua próxima de Mercúrio (magnitude 0.0) - Comentário 1.
22:23 - Mercúrio em máxima elongação a oeste - Comentário 1.

07- Domingo

--

08- Segunda feira

Após ~00:01 observe o máximo da chuva de meteoros alpha Centaurids (ACE) - Comentário 8.
11:39 - Lua entra na fase Nova, com 0% do seu disco iluminado.

09 a 14

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

09- Terça feira

--

10- Quarta feira

23:40 - Lua no perigeu. Menor distância do centro da Terra com centro da Lua com 364360 km.

11- Quinta feira

Após ~00:01 observe o máximo da chuva de meteoros omicron Centaurids (OCE) - Comentário 8.

12- Sexta feira

Após ~20:00 observe, com telescópio, a Lua próxima de Urano (magnitude 5.8).

13- Sábado

Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela xi Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.7).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela omicron Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.6).

14- Domingo

Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Híades (magnitude 0.5) - Comentário 12.
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela gamma Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.6).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela delta1 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.7).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela theta1 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.8).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela theta2 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.4).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela epsilon Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.5).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Aldebaran da constelação do Touro (magnitude 0.8).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Plêiades (magnitude 1.4) - Comentário 12.

15- Segunda feira

04:46 - Lua na fase do Quarto Crescente, com 50% do seu disco iluminado.

16- Terça feira

--

17- Quarta feira

Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Tejat Prior da constelação de Gêmeos (magnitude 3.2).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Tejat Posterior da constelação de Gêmeos (magnitude 2.8).
Após ~20:00 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M35 (magnitude 5.5) - Comentário 14.

18- Quinta feira

Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Mekbuda da constelação de Gêmeos (magnitude 4.0).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela lambda Geminorum da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).

19- Sexta feira

--

20- Sábado

Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Asellus Australis da constelação do Caranguejo (magnitude 3.9).
Após ~20:00 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M44 (magnitude 4.0) - Comentário 15.

21- Domingo

Após ~00:01 observe o máximo da chuva de meteoros theta Centaurids (TCE) - Comentário 8.
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela omicron Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.5).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3) - Comentário 13.

22- Segunda feira

15:20 - Lua na fase Cheia, com 100% do seu disco iluminado.
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela rho Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.8).

23- Terça feira

Após ~20:30 observe a Lua próxima da estrela sigma Leonis da constelação do Leão (magnitude 4.0).
Após ~20:30 observe a Lua próxima de Júpiter (magnitude -2.4) - Comentário 4.

24- Quarta feira

Após ~21:00 observe a Lua próxima da estrela Zaniah da constelação da Virgem (magnitude 3.8).
Após ~21:00 observe a Lua próxima da estrela Zavijava da constelação da Virgem (magnitude 3.5).
Após ~22:00 observe o máximo da chuva de meteoros delta Leonids Complex (DLE) - Comentário 8.

25- Quinta feira

Após ~21:30 observe a Lua próxima da estrela Porrima da constelação da Virgem (magnitude 2.7).

26- Sexta feira

02:28 (horário para São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela 44 Virginis pela Lua - Comentário 7.
Após ~22:00 observe a Lua próxima da estrela Spica da constelação da Virgem (magnitude 0.9).

27- Sábado

00:27 - observe a Lua no apogeu. Maior distância do centro da Terra com centro da Lua com 405383 km.
Após ~22:30 observe a Lua próxima da estrela Syrma da constelação da Virgem (magnitude 4.0).

28- Domingo

Após ~23:30 observe a Lua próxima da estrela Zubeneschamali da constelação da Balança (magnitude 2.6).
Após ~23:30 observe a Lua próxima de Marte (magnitude 0.3) - Comentário 3.

29- Segunda feira

Após ~23:59 observe a Lua próxima da estrela Graffias da constelação do Escorpião (magnitude 2.5).
Após ~23:59 observe a Lua próxima da estrela nu Scorpii da constelação do Escorpião (magnitude 4.0).
Após ~23:59 observe a Lua próxima de Marte (magnitude 0.3) - Comentário 3.
Após ~23:59 observe a Lua próxima da estrela Antares da constelação do Escorpião (magnitude 1.0) - Comentário 14.

01/03- Terça feira

Após ~00:01 observe a Lua próxima da estrela Graffias da constelação do Escorpião (magnitude 2.5).
Após ~00:01 observe a Lua próxima da estrela nu Scorpii da constelação do Escorpião (magnitude 4.0).
Após ~00:01 observe a Lua próxima de Marte (magnitude 0.3) - Comentário 3.
Após ~00:01 observe a Lua próxima da estrela Antares da constelação do Escorpião (magnitude 1.0) - Comentário 14.
20:11 - Lua na fase do Quarto Minguante, com 50% do seu disco iluminado.

 

 

NOTAS:

 

As aproximações da Lua com as estrelas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para estrela de magnitude inferior a 4.0;
2- distância entre Lua e estrela com separação angular máxima de 5 graus;
3- a estrela mais brilhante da constelação (alpha) ou aglomerados e nebulosas observáveis a olho nu, quando próximos da Lua, não consideram o item 2;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

As aproximações da Lua com planetas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para os planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno;
2- observação realizada com telescópio para os planetas Urano e Netuno;
3- máxima aproximação entre Lua e planeta quando visível no céu noturno;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

Vale lembrar que:

 

A magnitude utilizada é a visual, ou seja, o brilho aparente do objeto celeste. É necessário saber que quanto maior for o número apresentado, menor será o brilho do objeto celeste.

 

O limite de observação a olho nu em condições ideais de observação, ou seja, numa noite sem a interferência da Lua, com baixa umidade relativa do ar e sem a interferência da poluição luminosa é 6.0 de magnitude (aproximada). Abaixo desse número, o objeto celeste pode ser observado a olho nu, porém acima desse número, somente mesmo com uso de telescópio ou binóculo. Porém, objetos acima de 8.0 são difíceis de serem observados, mesmo com uso de telescópio.

 

TOPO

 

 

 

Fases da Lua

 

 

 

O horário determinado foi calculado para às 12 horas (meio-dia do Tempo Legal do Distrito Federal - TDF), desconsiderando o horário de verão.

 

A parte branca da ilustração da Lua representa a parte iluminada pelo Sol e a porcentagem descrita indica a fração do disco lunar iluminado pelo Sol com erro de até + ou - 2% para para todo Brasil.

 

 

Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

Figura 1. Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

LUA AGORA

 

 

Aspecto atual do disco lunar no hemisfério sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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1- Como observar Mercúrio

 

 

 

 

Durante todo esse mês será possível contemplar Mercúrio a olho nu, próximo do horizonte leste, poucos instantes do nascer do Sol. O melhor momento de observação irá ocorrer em 6 de fevereiro, quando às 22h23min, Mercúrio atinge sua máxima elongação a oeste. Porém, como nesse horário (22h23min) não será possível contemplar Mercúrio, aconselhamos a observação poucos instantes do amanhecer de 06 de fevereiro. Isso significa, 1h55min antes do nascer do Sol, quando Mercúrio irá surgir na linha do horizonte leste. Nessa mesma noite, teremos a Lua próxima de Mercúrio e Vênus, proporcionando um belo espetáculo, além da contemplação da Luz Cinérea da Lua. A figura 2, ilustra as posições aparentes de Mercúrio, de Vênus e da Lua para 6 de fevereiro, por volta das 4h30min.

 

 

Posições aparentes de Mercúrio, de Vênus e da Lua, em 06 de fevereiro, por volta das 4h30min

 

Figura 2. Posições aparentes de Mercúrio, de Vênus e da Lua, em 06 de fevereiro, por volta das 4h30min.

 

 

Perceba ainda na figura 2 que teremos a presença de Plutão. A observação de Plutão é impossível de ser realizada a olho nu, na qual a sua contemplação requer um excelente telescópio, estando o observador num local sem poluição luminosa. Bem diferente de Mercúrio e Vênus que podem ser contemplados a olho nu, mesmo nas grandes cidades com poluição luminosa. O único cuidado que o observador deverá ter é referente a questão aos prédios, árvores, montanhas e outros objetos que podem atrapalhar a visão de Mercúrio e Vênus. Sendo assim, prefira um local onde esses objetos não obstruam a contemplação do horizonte leste.

 

Como as observações de Mercúrio irão ocorrer poucos instantes antes do nascer Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá se pôr e nascer na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar o tempo das suas observações. Além disso, como Vênus estará nessa mesma região do céu durante todo o mês, vale ler os comentários relativos a Vênus.

 

Além das informações descritas sobre Mercúrio, existe uma outra observação bem interessante de ser realizada. São as fases de Mercúrio. Assim como a Lua, os planetas Mercúrio e Vênus também possuem fases. As fases de Vênus podem ser observadas através de um simples telescópio. As figuras 3 e 4 ilustram o aspecto do planeta Mercúrio para 01 e 29 de fevereiro e a porcentagem do disco iluminado.

 

Mercúrio em fase, com 49% do seu disco iluminado, em 01 de fevereiro.

 

Figura 3. Mercúrio em fase, com 49% do seu disco iluminado, em 01 de fevereiro.

Mercúrio em fase, com 86% do seu disco iluminado, em 29 de fevereiro

 

Figura 4. Mercúrio em fase, com 86% do seu disco iluminado, em 29 de fevereiro.

 

 

Aproveite para obter belas fotos de Mercúrio. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

 

TOPO

 

 

 

2- Como observar Vênus

 

 

 

Durante esse mês, o planeta Vênus poderá ser contemplado acima do horizonte leste nascendo, por volta das 4 horas da manhã. Procure um horizonte leste livre da interferência de prédios, montanhas ou árvores, para otimizar seu tempo de contemplação desse planeta. Assim como descrito nos cometários referente a Mercúrio, em especial, na madrugada de 6 de fevereiro teremos a aproximação da Lua com Vênus e, por consequência. com Mercúrio. Para essa noite, a Lua estará com apenas 6% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea. A figura 3 ilustra as posições aparentes de Vênus e Mercúrio, sem a representação das estrelas, para esse mês de fevereiro, por volta das 5 horas.

 

 

 

Posições aparentes de Vênus e Mercúrio, sem a rerepsentação das estrelas, durante o mês de fevereiro de 2016, por volta das 5

 

Figura 5. Posições aparentes de Vênus e Mercúrio, sem a rerepsentação das estrelas, durante o mês de fevereiro de 2016, por volta das 5 horas.

 

 

De acordo com a figura 5, perceba que com o avançar dos dias e fixando o horário das 5 horas, Vênus estará cada vez mais próximo da linha do horizonte leste. Por essa razão, o tempo de contemplação de Vênus será cada vez menor com o avançar dos dias de fevereiro.

 

Como as observações de Vênus e Mercúrio irão ocorrer poucos instantes antes do nascer Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá se pôr e nascer na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar o tempo das suas observações. Além disso, como Mercúrio estará nessa mesma região do céu durante todo o mês, vale ler os comentários relativos a Mercúrio.

 

 

Assim como a Lua, os planetas Mercúrio e Vênus também possuem fases. As fases de Vênus podem ser observadas através de um simples telescópio. As figuras 6 e 7 ilustram o aspecto do planeta Vênus para 01 e 29 de fevereiro e a porcentagem do disco iluminado.

 

Vênus em fase, com 85% do seu disco iluminado, em 01 de fevereiro.

 

Figura 6. Vênus em fase, com 85% do seu disco iluminado, em 01 de fevereiro.

Vênus em fase, com 90% do seu disco iluminado, em 29 de fevereiro

 

Figura 7. Vênus em fase, com 90% do seu disco iluminado, em 29 de fevereiro.

 

Aproveite para obter belas fotos de Vênus. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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3- Como observar Marte

 

 

 

Para esse mês, o planeta Marte poderá ser contemplado a olho nu no horizonte leste nascendo, aproximadamente, entre meia noite e 22 horas e 30 minutos. Quanto mais avançarmos durante o mês de fevereiro, mais cedo irá nascer o planeta Marte. Sendo assim, aconselhamos a contemplação de Marte após meia noite. É importante saber que esses horários se modificam de acordo com a localização do observador e do dia, mas serve de referencial para iniciar as observações. Com o avançar das horas, Marte ganha altura até atingir seu ponto mais alto no céu, poucos instantes antes do nascer do Sol.

 

Em especial, nas noites de 1, 28 e 29 de fevereiro a Lua estará próxima de Marte. Para a primeira noite de fevereiro, a Lua estará com 49% do seu disco iluminado, possibilitando a contemplação da Luz Cinérea. Para as noites de 28 e 29 de fevereiro o nosso satélite artificial estará, respectivamente, com 67% e 58% do seu disco iluminado. A figura 8, concebida para 28 de fevereiro, por volta das 23h59min, ilustra a aproximação da Lua com Marte.

 

 

Posições aparentes da Lua, Marte e Saturno para 28 de fevereiro, por volta das 23h59

 

Figura 8. Posições aparentes da Lua, Marte e Saturno para 28 de fevereiro, por volta das 23h59min.

 

 

Pereceba na figura 8 a presença do planeta Saturno. Durante todo o mês, nessa mesma região do céu será possível contemplar Saturno. Por essa razão, aconselhamos a leitura sobre Saturno para otimizar as suas observações. Além disso, é interessante saber que Marte estará localizado na constelação da Balança que se localiza próxima a constelação do Escorpião. Aproveite também para ler as informações sobre o Escorpião para apreciar suas belas estrelas e seus belos aglomerados estelares.

 

Aproveite para obter belas fotos de Marte. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

 

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4- Como observar Júpiter

 

 

 

Durante esse mês, logo no início da noite, o planeta Júpiter poderá ser contemplado a olho nu nascendo no horizonte leste. Para o primeiro dia do mês, Júpiter irá nascer 2h05min após o ocaso do Sol. Para 15 de fevereiro, o gigante gasoso irá nascer 1h14min após o ocaso do Sol. Para a última noite de fevereiro, Júpiter surgirá acima da linha do horizonte leste, 25 minutos após o pôr do Sol. Como as observações de Júpiter foram descritas aqui tomando como base o ocaso do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá se pôr na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar o tempo das suas observações. Após o nascer de Júpiter, esse belo planeta de cor marrom ganha altura e atinge o seu ponto mais alto no céu. Para o primeiro dia do mês, isso ocorrerá por volta das 3 horas e, para o último dia do mês, ocorrerá por volta da 1 hora da madrugada.

 

Em especial, na noite de 23 de fevereiro, teremos a Lua próxima de Júpiter. Para essa noite a Lua estará com 98% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho de Júpiter.. A figura 9, concebida para 23 de fevereiro, por volta das 21 horas, ilustra a bela aproximação da Lua com Júpiter, além das principais estrelas da constelação do Leão.

 

 

 

Posições aparentes da Lua e Júpiter, em 23 de fevereiro, por volta das 21 horas.

 

Figura 9. Posições aparentes da Lua e Júpiter, em 23 de fevereiro, por volta das 21 horas.

 

 

 

AS LUAS DE JÚPITER

 

 

O que é interessante de ser observado com auxílio de um simples instrumento óptico como telescópio são as luas Galileanas. Tratam-se de Io, Europa, Calisto e Ganimedes. Essas luas podem ser observadas girando em torno de Júpiter numa única noite. Para tanto, é interessante que o observador faça um desenho das luas no início da sua primeira observação e depois outro desenho após uma hora e assim, sucessivamente. Esse tipo de observação poderá ser realizada hora após hora e até dia após dia. É muito interessante ver, por exemplo, a ocultação de uma das luas por Júpiter. A figura 10 demonstra o movimento das 4 luas Galileanas durante esse mês. Do interior para o exterior temos: Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

 

 

Outra dica preciosa é o site Sky View Cafe. Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. Atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário. A figura 11 apresenta a inteface do Sky View Cafe e a posição das luas galileanas, para 15 de fevereiro de 2016, às 22 horas.

 

 

Posição das luas galileanas, para 15 de fevereiro de 2016, às 22 horas.

 

Figura 11. Posição das luas galileanas, para 15 de fevereiro de 2016, às 22 horas.

 

 

O freeware Stellarium também é uma grande ajuda para localizar os objetos celestes no céu e as luas de Júpiter. Vale também conferir o site Neave Planetarium que fornece a posição dos planetas de forma on-line. Leia os comentários sobre Softwares Astronômicos para saber mais sobre esse assunto.

 

 

Aproveite todos os eventos descritos para obter várias fotos. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos envie para nós pelo Twitter para compartilharmos com todos via RT.

O movimento das luas Galileanas.

 

Figura 10. O movimento das luas Galileanas.

 

 

 

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5- Como observar Saturno

 

 

 

No início do mês, o planeta Saturno poderá ser contemplado a olho nu, surgindo no horizonte leste, por volta das 1h30min. Após o dia 10 de fevereiro, o gigante dos anéis irá nascer por volta das 00h30min. Com o passar das noites, quase no final do mês, será possível contemplar Saturno nascendo no horizonte leste, por volta da meia noite. Logicamente, que esses horários sã aproximados, pois dependem da latitude e longitude que o observador se encontra, mas servem como referência de início de observação. Após esses horários apresentados, durante todo o resto da noite será possível contemplar no céu esse planeta de cor amarelada.

 

Em especial, nas madrugadas de 3 e 4 de fevereiro será possível contemplar o planeta Saturno próximo da Lua. Para a noite de 3 de fevereiro a Lua estará com 30% do seu disco iluminado. Para a madrugada de 4 de fevereiro, o nosso satélite natural estará com 21% do seu disco iluminado. Para ambos os casos será possível contemplar a Luz Cinérea da Lua. A figura 12, concebida para 03 de fevereiro, por volta das 2h30min, ilustra esse belo evento.

 

 

 

Posições aparentes da Lua, Saturno e Marte, em 03 de fevereiro, por volta das 2h30min

 

 

Figura 12. Posições aparentes da Lua, Saturno e Marte, em 03 de fevereiro, por volta das 2h30min.

 

 

Perceba na figura 12 que teremos a presença do planeta Marte nessa mesma região do céu. Além disso, também será possível contemplar a bela constelação do Escorpião com seu aglomerados estelares M4, M6 e M7. Assim, vale ler os comentários sobre Marte e Escorpião para otimizar as suas observações.

 

 

 

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6- Luz Cinérea da Lua

 

 

 

A Luz Cinérea da Lua pode ser observada em dois momentos:

 

Caso 1- até no máximo um dia depois da Lua Quarto Minguante até um ou dois dias antes da Nova.

 

Caso 2- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Nova até no máximo poucas horas antes do Quarto Crescente.

 

 

Para entender o fenômeno, basta sabermos que a luz do Sol que incide sobre a Terra é refletida para Lua, iluminando sua parte escura. Dessa forma, o que podemos observar é algo parecido com a foto ao lado.

 

Por causa da configuração Sol-Terra-Lua, no primeiro caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez mais acentuada, enquanto no segundo caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez menos acentuada e, portanto, menos visível.

 

 

Os momentos de observação irão ocorrer entre 1 e 7 de fevereiro e 9 e 14 de fevereiro. De acordo com os casos 1 e 2, as melhores possibilidades de observações irão ocorrer entre as noites de 1 e 6 de fevereiro e 10 e 14 de fevereiro. Para o amanhecer de 1 a 7 de fevereiro a Lua irá nascer poucos instantes antes do nascer do Sol no horizonte leste. Para o anoitecer de 9 a 14 de fevereiro, a Lua irá se pôr poucos instantes depois do pôr do Sol no horizonte oeste.

 

Acesse o site da Climatempo para saber os horários do nascer e do ocaso do Sol para sua cidade e assim se programar melhor para poder contemplar e fotografar a luz cinérea da Lua.

 

Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

Foto. Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

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7- Ocultação de Estrelas pela Lua

 

 

 

Ocultação é o fenômeno que ocorre quando um astro de diâmetro aparente maior passa à frente de outro astro com diâmetro aparente menor.

 

Durante o mês ocorrerão diversas ocultações de estrelas pela Lua, porém visíveis a olho nu, são poucas as ocultações que podem ser facilmente observadas. Vale lembrar que o olho humano consegue observar no máximo magnitudes inferiores a 6.0 e o quanto o disco iluminado da Lua irá refletir a luz solar são fatores importantes que devem ser considerados para conseguir ou não observar o fenômeno. No caso do uso de telescópios, lunetas ou binóculos, quando a Lua estiver próxima da fase cheia, será necessário utilizar filtros para bloquear o excesso de luz lunar.

 

A ocultação máxima de uma estrela chega a 70 minutos, quando a imersão e emersão se verificam em pontos diametralmente opostos da Lua. Uma ocultação de planeta pela Lua é algo mais raro de ocorrer durante o ano.

 

Sabendo desses fatores, podemos observar na tabela 2 a magnitude de cada estrela, a quantidade que o disco da Lua estará iluminado no momento da ocultação e o horário aproximado da ocultação.

Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

Foto. Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

 

 

DATA
ESTRELA/PLANETA
MAGNITUDE
CONSTELAÇÃO
ILUMINAÇÃO DO DISCO LUNAR*
HORÁRIO IMERSÃO**
HORÁRIO EMERSÃO**
COMENTÁRIOS
03/02

phi Ophiuchi

(2372SG8)

4.3

Ofiúco

-29%
04:27
--
7.1
04/02

HIP84792

(2495SAO)

6.0

Ofiúco

-21%
02:38
03:05
7.2
16/02

44 Virginis

(1866SA3)

5.8

Virgem

+89%
02:28
04:08
7.3

 

 

Tabela 2. Ocultação visível durante a noite de estrelas e/ou planetas.

 

Legenda da tabela:

 

*O sinal de menos na columa "Iluminação do disco lunar" indica que a Lua está na fase decrescente e o sinal de mais na sua fase crescente.

 

** De forma muito simplificada, imersão é a entrada da estrela atrás da Lua e emersão é sua saída. Os horários calculados de imersão e emersão são para observadores localizados na cidade de São Paulo durante o início (imersão) e fim (emersão) do evento de acordo com o horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão. Para observadores localizados fora dessa latitude e longitude de São Paulo, o início do fenômeno poderá ocorrer até 1 hora antes ou depois e seu término até uma hora antes ou depois do horário descrito dependendo da sua localização. Também deverá ser considerado o fuso horário do local de acordo com o horário de Brasília.

 

 

Legenda do mapa:

 

- Região vermelha à esquerda - ocultação que ocorre próximo anoitecer;


- Região vermelha à direita - ocultação que ocorre próximo amanhcer;

 

- Região azul à esquerda - ocultação que ocorre próximo do horizonte leste, instantes próximo do nascer da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Região azul à direita - ocultação que ocorre próximo do horizonte oeste, instantes próximo do pôr da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Faixa branca - local que é possível realizar a observação da ocultação. Deve-se saber que quanto mais próximo da linha branca o observador se localiza, mais à “borda” da Lua a estrela será ocultada.

 

 

Segue abaixo os comentários das ocultações de estrelas pela Lua que são mais fáceis de serem observadas durante esse mês:

 

 

7.1- phi Ophiuchi (2372SG8)

 

Na madrugada de 3 de fevereiro, teremos a ocultação da estrela phi Ophiuchi pela Lua. Essa ocultação terá início às 04h27min (imersão) pela parte iluminada da Lua e seu reaparecimento (emersão) não poderá ser apreciado por causa dos raios solares que estarão presentes no céu. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

A estrela phi Ophiuchi possui magnitude 4.3. Mesmo a Lua apresentando 29% do seu disco iluminado, a contemplação a olho nu só será possível de ser realizada nas cidades sem poluição luminosa. Nas cidades com poluição luminosa será necessário o uso de um telescópio ou binóculo para apreciar essa ocultação.

 

De acordo com a figura 13, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicada no mapa. Para os observadores localizados abaixo ou acima dessas linhas brancas, será possível contemplar apenas a estrela passando próxima da Lua.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 13. Faixa de observação da ocultação.

 

 


 

 

7.2- HIP 84792 (2495SAO)

 

Na madrugada de 4 de fevereiro, ocorrerá a ocultação da estrela HIP 84792 pela Lua. Essa ocultação terá início às 02h38min (imersão) pela parte iluminada da Lua e seu reaparecimento (emersão) ocorrerá às 03h05min pela parte não iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Como a estrela HIP 84792 possui magnitude 6.0, ou seja, o limite de observação a olho nu de uma estrela para um local ideal de observação, mesmo a Lua apresentando apenas 21% do seu disco iluminado, a observação a olho nu será quase que impossível de ser realizada para os observadores localizados nas cidades sem poluição luminosa. Por essa razão, para quem estiver num local priveligiado de observação ou quem estiver numa cidade com poluição luminosa, o uso de um telescópio será imprescindível.

 

De acordo com a figura 14, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicada no mapa. Para os observadores localizados abaixo ou acima dessa faixa de observação, será possível contemplar apenas a estrela passando próxima da Lua. Para os observadores que estiverem localizados dentro da elipse azul, indicada no mapa da figura 14, o que poderá ser observado é a Lua próxima do horizonte leste, dificultando ainda mais essa observação.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 14. Faixa de observação da ocultação.

 

 


 

 

7.3- 44 Virginis (1866SA3)

 

Na madrugada de 26 de fevereiro, será a vez da estrela 44 Virginis ser ocultada pela Lua. Essa ocultação terá início às 02h28min (imersão) pela parte não iluminada da Lua e seu reaparecimento (emersão) ocorrerá às 04h08min pela parte não iluminada da Lua. Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

A estrela 44 Virginis possui magnitude 5.8 e como a Lua apresentará 89% do seu disco iluminado no momento da ocultação, com certeza a contemplação a olho nu será impossível de ser realizada. Sendo assim, para qual seja o local que o observador estiver será necessário o uso de um telescópio para poder contemplar esse fenômeno.

 

De acordo com a figura 15, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicada no mapa. Para os observadores localizados abaixo ou acima dessas linhas brancas, será possível contemplar apenas a estrela passando próxima da Lua.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 15. Faixa de observação da ocultação.

 

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8- Chuva de Meteoros

 

 

 

Os meteoros, popularmente chamados de "estrelas cadentes" são os rastros luminosos proporcionados pela rápida passagem de corpos variados na alta atmosfera terrestre. Esses meteoros são produzidos por pequenos corpos que, gravitando em torno do Sol, ao atingirem em grande velocidade a atmosfera terrestre, tornam-se incandescentes pelo choque com as moléculas de ar, reduzindo-se na maioria a pó antes de alcançarem o solo. Porém, alguns corpos conseguem vencer o calor da fricção e associado a seu tamanho considerável ou uma entrada na atmosfera com velocidade baixa, produzem um aspecto similar a uma bola incandescente no céu. Como resultado, durante a sua passagem, produzem um som intenso e após a sua passagem deixam um rastro de fumaça. Esses corpos são chamados de Bólidos. Por ser chamado de "fireball" em inglês, a tradução popular para o português se tornou "bola de fogo", porém o termo científico correto é Bólido. Os corpos que conseguem atingir o chão são chamados de meteoritos. Com uma certa experiência, pode-se encontrar diversos meteoritos após a ocorrência de um meteoro e, principalmente, após a ocorrência de um bólido. O valor do grama de um meteorito pode variar de acordo com sua composição química e procedência.

 

Os meteoros podem ser: esporádicos, ou seja, que ocorrem sem nenhuma previsão, porém sendo muito comuns ou; provenientes das chuvas de meteoros, sendo previstos com datas praticamente fixas. Relacionamos aqui as chuvas de meteoros previsíveis para esse mês, tendo como base os históricos das chuvas dos anos anteriores.

 

 

Chuva
P
M
Horário
C
CCT
THZ
r
V
LUA (%)
FONTE
COMENTÁRIO
February eta Draconids (FED)

22/03

08/04

04/02
Após 1h
Dragão

a = 16:15

d = +62

2
?
?
s/l - 20%
MSO
A Lua não atrapalha a observação.

delta Velorids
(DVE)

22/01

21/02

05/02
20:30
Vela

a = 8h48min

d = -56

2
1
33
s/l - 6%
IAU / AMS
A Lua não atrapalha a observação.

alpha Centaurids (ACE)

28/01

21/02

08/02
00:01

Centauro

a = 14h

d = -59

6 a 25
2.0
58
s/l
IMO / IAU / AMS / AMSL
8.1
omicron Centaurids (OCE)

31/01

19/02

11/02
00:01
Centauro

a = 11h48min

d = -56

2
--
51
s/l
AMSL
Requer experiência observacioanal. Ver comentário 8.1.
theta Centaurids (TCE)

23/01

12/03

21/02
00:01
Centauro

a = 14h

d = -41

4
--
60
97%
IAU / AMS / AMSL

Requer experiência observacioanal. Existem divergências de informações nas fontes. Base de dados aprsentados da AMSL. IAU classifica como TCN. A Lua atrapalha a observação.

February Leonids
(FLE)

01/02

28/02

?
22:00
Leão

a = 11h

d = +06

5
--
30
--
AMSL

Chuva com data incerta para seu período máximo.

delta Leonids Complex
(DLE)

15/02

10/03

24/02
22:00
Leão

a = 11h12min

d = +16

5
2.8
30
95%
IAU / AMSL
A Lua atrapalha a observação.

 

 

Tabela 3. Chuva de meteoros desse mês.

 

 

 

Legenda:

 

CHUVA - indica o nome da chuva em questão. Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI;

 

P - Período em que ocorrerá a chuva. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

M - Momento máximo que irá ocorrer a chuva. Essa é a melhor data para observar de acordo com o horário de observação proposto para o Brasil. Porém, vale saber que o observador poderá contemplar a chuva entre 2 ou 3 dias antes ou depois do momento máximo. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

HORÁRIO - Horário que leva em consideração o momento que o radiante da chuva estará cerca de 30 graus acima da linha do horizonte. Isso não significa o melhor horário de observação. Alguns meteoros podem surgir antes ou depois do aparecimento do radiante. Informações nossas;

 

C - Constelação associada a chuva. Informações nossas, de acordo com o CCT adquirido;

 

CCT - Posição para observação dadas em coordenadas equatoriais (J2000), sendo: a: ascensão reta e; d: declinação. Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI.

 

THZ - Taxa Horária Zenital - um número máximo calculado de meteoros que um observador pode apreciar, numa noite sem a inferência da Lua, com o céu perfeitamente limpo e com radiante na sua máxima altura. Quando ocorrer uma chuva periódica, ou seja, sem previsão da taxa por hora, a mesma será representada por "?". Quando aparecer o termo "VAR" significa que a chuva tem histórico de variação da quantidade de meteoros observados, sendo difícil de prever a quantidade. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

r - Índice provável de magnitude da chuva. Quanto menor o valor mais fácil será sua observação. Como parâmetro, para as cidades com poluição luminosa, são indicados valores menores do que 3.0. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

V - Velocidade de entrada atmosférica do meteoro, dada em km/s. As velocidades variam entre 11 km/s (muito lento), 40 km/s (médio) e 72 km/s (muito rápido). , Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI.

 

LUA (%) - Porcentagem do disco iluminado para o melhor momento de observação da chuva. No caso sem influência da Lua durante a chuva de meteoros é atribuído o símbolo s/l. Lua próxima da fase cheia e do radiante atrapalha a observação dos meteoros. Informações nossas;

 

FONTE - Referências das informações obtidas. Quando mais de uma, foram realizadas comparações entre as informações e/ou adições das informações, quando não existente numa determinada fonte, porém apresentada na outra. Siglas: UAI - Meteor Data Center; IMO - International Meteor Organization; AMSL - Alpo Meteor Shower List; CS - CalSky; AMS - The American Meteor Society, MET - MetBlog e; MSO - Meteor Showers Online.

 

COMENTÁRIO - Quando existir o número, a chuva será comentada no seu respectivo número. Informações nossas.

 

 

Comentário:

 

8.1 - 08/02 - alpha Centaurids (ACE)

 

Durante esse mês, três chuvas irão ocorrer na constelação do Centauro. Porém, somente a chuva alpha Centaurids poderá ser facilmente observada. A taxa horária da chuva alpha Centaurids é de, aproximadamente, 6 meteoros a cada uma hora (podendo chegar a 25, conforme a International Meteor Organization) e com previsão de meteoros com 2.0 de magnitude, ou seja, meteoros que poderão ser observados mesmo nas cidades com poluição luminosa. Logicamente, para os observadores que estiverem fora das luzes da cidade, a quantidade de meteoros observados será maior, se comparado com as observações realizadas nas grandes cidades. A figura 16 ilustra a região da chuva de meteoros alpha Centaurids, em 08 de fevereiro, por volta da 00h01min.

 

 

Região da chuva de meteoros alpha Centaurids, em 08 de fevereiro, por volta da 00h01min..

 

Figura 15. Região da chuva de meteoros alpha Centaurids, em 08 de fevereiro, por volta da 00h01min.

 

 

Perceba que de acordo com a figura 16, podemos utilizar o Cruzeiro do Sul para localizar a região onde irá ocorrer o máximo da chuva alpha Centaurids. Outra constelação que poderá servir de referência e que possui estrelas brilhantes é a constelação do Corvo. O Centauro estará entre essas duas constelações e o radiante da chuva poderá ser contemplado com facilidade a olho nu nessa região do céu. A região que ocorrerá a chuva de meteoros alpha Centaurids é bem próxima a estrela Hadar que se localiza próxima da estrela Rigel Kentaurus, a estrela mais brilhante da constelação do Centauro. Essas duas estrelas, além de serem bem brilhantes e facilmente observadas, mesmo nas cidades com poluição luminosa, são conhecidas como as "guardiãs da Cruz" ou como as "apontadoras da Cruz". Fica fácil de perceber o motivo dessas duas expressões, uma vez que elas se localizam próximas a constelação do Cruzeiro do Sul.

 

Felizmente, para esse ano, a Lua não irá atrapalhar a contemplação dessa chuva. Vale contemplar essa bela chuva de meteoros, além dos planetas Marte e Júpiter que estarão presentes nessa região do céu.

 

Para os mais aficionados que desejam obter algumas fotos dessas chuvas, a recomendação é utilizar uma filmadora (pode ser de câmera fotográfica digital). Apoiada num tripé, apontada para essa região, deixe-a gravando e espere capturar diversos meteoros passando e depois no computador ou na TV passe o filme e veja o resultado. Aproveite para nos enviar suas imagens no nosso Twitter para fazermos um RT.

 

 

TOPO

 

 

 

 

9- Constelação do Touro

 

 

 

A constelação do Touro pode ser facilmente observada no céu, mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. A estrela mais brilhante dessa constelação, localizada no olho do Touro, chama-se Aldebaran. Seu nome provém da palavra árabe al-dabarān que significa "aquela que segue", referência à forma como a estrela parece seguir o aglomerado das Plêiades durante o seu movimento aparente ao longo do céu. Aldebaran é uma estrela gigante vermelha-laranja, o que lhe proporciona uma cor alaranjada quando observada. Sua distância da Terra é de 65 anos-luz, tendo uma luminosidade 150 vezes maior do que o Sol e sua magnitude aparente (brilho do astro) é de 0.84, o que lhe confere a décima terceira estrela mais brilhante do céu noturno. Por essa razão, a estrela Aldebaran pode ser facilmente observada nas grandes e pequenas cidades com alto ou baixo índice de poluição luminosa.

 

Nessa constelação temos dois aglomerados estelares fáceis de serem observados. Trata-se das Híades e das Plêiades.

 

O aglomerado aberto das Híades têm um formato em "V" simbolizando a cabeça do Touro. É importante saber que apesar da estrela Aldebaran se localizar de forma aparente na mesma região das Híades, essa estrela não pertence a esse aglomerado aberto. Isso porque Aldebaran está à 65 anos-luz de nós e as Híades está à 150 anos-luz. Por uma questão de perspectiva quando visto da Terra, temos a impressão que Aldebaran faz parte desse aglomerado, porém é apenas uma ilusão.

 

 

O aglomerado estelar das Plêiades é um aglomerado aberto podendo ser facilmente contemplado a olho nu. Esse aglomerado é muito apreciado pelos astrônomos por sua beleza e fácil localização. As Plêiades também são conhecidas por vários outros nomes tais como: "As sete irmãs", "A galinha e os setes pintinhos" no interior do Brasil ou como "Subaru" no Japão. Mas, pelo termo mais técnico, esse aglomerado aberto de estrelas é chamado de M45 pela classificação do catálogo Messier e está localizada na constelação do Touro. Seis das estrelas nas Plêiades são visíveis sem o auxílio de qualquer instrumento óptico, se o observador estiver num local sem poluição luminosa. Aproximadamente 500 estrelas pertencem ao aglomerado estelar aberto das Plêiades e a maioria delas são fracas. Munido de um simples instrumento óptico, o aglomerado poderá ser apreciado com mais facilidade, principalmente com o auxílio de binóculos.

 

Observe na foto o aspecto das Plêiades que podemos observar com o uso de telescópio ou binóculo. Essa foto foi obtida remotamente por Marcos Calil de São Paulo (Brasil) com acesso ao observatório localizado nas Ilhas Canárias (África) obtida com auxílio de um telescópio com 85mm de abertura e uma CCD Kodak KAI-2020M na madrugada de 09 de setembro de 2008 à 01:06 (hora local - São Paulo).

O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

 

No anoitecer de 14 de fevereiro, será possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Híades e das Plêiades. Para essa noite a Lua estará com 45% do seu disco iluminado, possibilitando a contemplação da Luz Cinérea. Além dessa noite, procure contemplar esses aglomerados e as estrelas da constelação do Touro nas outras noites de fevereiro.

 

A figura 16 ilustra o aspecto do céu, para 14 de fevereiro, por volta das 20 horas, com o asterismo da constelação do Touro, os nomes das principais estrelas, a localização das Plêiades (M45) e das Híades, além das populares "Três Marias", localizadas na Constelação de Órion.

 

 

O asterismo das constelações do Touro, Órion e Cão Maior, em 14 de fevereiro, por volta das 20 horas.

 

Figura 16. O asterismo das constelações do Touro, Órion e Cão Maior, em 14 de fevereiro, por volta das 20 horas.

 

 

Na figura 17, temos o mesmo aspecto do céu para o mesmo horário, porém aproximando a constelação do Touro. Vale tentar desenhar no céu essa terrível fera e localizar as Plêiades, as Híades e a estrela Aldebaran.

 

 

A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação, asterismo e concepação artística, em 14 de fevereiro, por volta das 20 horas.

 

Figura 17. A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação, asterismo e concepação artística, em 14 de fevereiro, por volta das 20 horas.

 

 

A figura 18 ilustra a mesma região do céu para o mesmo horário, porém sem a concepção artística do Touro.

 

 

A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação e asterismo, em 14 de fevereiro, por volta das 20 horas.

 

Figura 18. A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação e asterismo, em 14 de fevereiro, por volta das 20 horas.

 

 

Finalmente, a figura 19 ilustra a mesma região do céu para o mesmo horário, porém como vemos no céu da natureza. Compare as figuras 16, 17 e 18 com a figura 19 e depois observe essa constelação. Tente imaginar o Touro no céu.

 

 

A constelação do Touro, em 14 de fevereiro, por volta das 20 horas.

 

Figura 19. A constelação do Touro, em 14 de fevereiro, por volta das 20 horas.

 

 

TOPO

 

 

10- Constelação do Órion

 

 

 

A constelação do gigante caçador Órion é a constelação símbolo do verão para os moradores no hemisfério sul e do inverno para os moradores do hemisfério norte. Em determinadas latitudes do Brasil, essa constelação pode ser observada a partir de meados de julho, poucos instantes do amanhecer no horizonte leste. Com o avançar dos meses, os brasileiros podem contemplar essa constelação cada vez mais cedo até a chegada do verão, quando essa constelação pode ser contemplada no horizonte leste logo no início do anoitecer. Em contrapartida, quando inicia o outono, para o hemisfério sul ou primavera, para o hemisfério norte, essa constelação se localizará próxima do horizonte oeste, poucos instantes depois do ocaso do Sol e seu tempo de observação será curto.

 

Como o verão no hemisfério sul iniciou em 22 de dezembro de 2015, às 01h47min, para esse mês, logo após o ocaso do Sol, a constelação do Órion poderá ser observada facilmente próxima do ponto mais alto do céu (chamado de zênite), em relação ao observador. Com o avançar das horas essa constelação se dirige para o horizonte oeste e seu ocaso ocorrerá por volta da 00h30min.

 

Sem dúvida é uma bela constelação para ser observada e fácil de ser localizada. Suas estrelas principais, que fazem parte do corpo do guerreiro, podem ser observadas mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. Além disso, é nessa constelação que se localizam as populares "Três Marias" e a bela nebulosa de Órion (M42), observada a olho nu em locais distantes da poluição luminosa. Essa nebulosa, pode ser observada também com auxílio de um simples telescópio ou binóculo apoiado num tripé, mesmo nas grandes cidades com poluição luminosa. Geralmente, quando visível no céu, essa é a primeira constelação observada pelos iniciantes na Astronomia Observacional.

 

Observe na figura 16, apresentada na Constelação do Touro a bela constelação do Órion. Perceba, ainda na figura 16, que próxima da constelação do Órion temos outra bela constelação para ser observada, mesmo nas cidades com poluição luminosa. Trata-se da constelação do Cão Maior, que possui a estrela mais brilhante do céu noturno: Sírius.

 

A figura 20 ilustra a constelação de Órion, com sua concepção artística, seu asterismo e os nomes dos principais objetos celestes. Essa ilustração foi concebida para 15 de fevereiro, às 20 horas.

 

 

A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 15 de fevereiro, por volta das 20 horas.

 

Figura 20. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 15 de fevereiro, por volta das 20 horas.

 

 

A figura 21 representa o mesmo aspecto do céu, porém sem a concepção artística do gigante caçador Órion.

 

 

 

A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 15 de fevereiro, por volta das 20 horas

 

Figura 21. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 15 de fevereiro, por volta das 20 horas.

 

 

Por fim, a figura 22 representa o mesmo aspecto do céu apresentadas nas figuras 20 e 21, porém como vemos na natureza. Vale tentar desenhar essa bela constelação no céu e identificar seus principais objetos celestes.

 

 

A constelação do Órion, em 15 de fevereiro, por volta das 20 horas

 

Figura 22. A constelação do Órion, em 15 de fevereiro, por volta das 20 horas.

 

 

 

A NEBULOSA DE ÓRION (M42)

 

 

Para localizar a nebulosa de Órion basta localizar as populares "Três Marias". Essas três estrelas formam um grupo aparentemente alinhados que representam o cinturão do guerreiro Órion. Quase que perpendicular as "Três Marias" pode ser observada a nebulosa de Órion. Essa nebulosa pode ser contemplada a olho nu em locais que não possuem poluição luminosa, apresentando uma tênue mancha no céu ou com uso de telescópio ou binóculos apoiados em tripé mesmo nas grandes cidades que possuem poluição luminosa. Vale lembrar ainda que esse aglomerado está próximo da constelação do Touro que possui um aglomerado estelar aberto, chamado de Híades (na forma de V que simboliza a cabeça do Touro) e também das constelações do Cão Maior e do Cão Menor. Todas essas possuem estrelas muito brilhantes e são fáceis de serem identificadas no céu.

 

 

Sem dúvida essa é uma das nebulosas mais observadas e contempladas pelos astrônomos profissionais e amadores. Possivelmente registrada pela primeira vez em 1610 por Nicholas-Claude Fabri de Peiresc, foi descrita por Galileo Galilei em 1617.

 

A Nebulosa de Órion, catalogada como M42 do catálogo de Messier e NGC 1976 é a nebulosa mais brilhante do céu e também um dos objetos profundos mais brilhantes. Com magnitude de 4.0 esse objeto pode ser visível a olho nu em boas condições de observação (sem a interferência do brilho da Lua por perto e fora da poluição luminosa) e demonstra ser umas das mais lindas imagens quando observada através de telescópios de todos os tamanhos, desde os maiores até os de pequenos portes, bem como os que estão no espaço como, por exemplo, Telescópio Espacial Hubble. É também um grande objeto no céu, que se estende com mais de 1 grau de diâmetro.

Essa nebulosa fica a uma distância de cerca de 1600 (ou talvez 1500) anos-luz. Em sua extremidade norte, a nebulosa é dividida por uma faixa escura conspícua, bem visível na nossa fotografia. Esta imagem foi obtida por Marcos Calil localizado em São Paulo, operando remotamente um telescópio localizado nas Ilhas Canárias na África. O telescópio possui 85mm de abertura acoplado numa CCD Kodak KAI-2020M.

 

 

 

 

 

A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Foto. A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Para saber mais sobre a constelação do Órion e as "Três Marias" assista o vídeo gravado e roterizado por Marcos Calil na Climatempo. Esse vídeo possui 4min16s de duração.

 

 

Vídeo. A constelação de Órion por Marcos Calil.

 

 

 

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11- Aglomerado Estelar M35

 

 

 

O aglomerado estelar aberto M35, também classificado como NGC 2168, é um belo aglomerado que pode ser observado a olho nu em condições ideais de observação. Com sua magnitude equivalente a 5.5, esse aglomerado requer uma certa habilidade do observador quando observado a vista desarmada. Numa noite sem a interferência da Lua é possível ver uma "mancha" muito tênue no céu noturno em locais onde não possuem poluição luminosa. Porém, o mais indicado é que o observador utilize um binóculo para poder contemplar todas as estrelas desse aglomerado aberto, sendo essa maneira contemplado, mesmo em cidades com poluição luminosa. Por ser um aglomerado aberto o uso de um telescópio não é a melhor pedida, pois o observador apreciará apenas parte desse aglomerado, uma vez que seu tamanho angular é de 0,57 graus. A distância desse aglomerado é de 2800 anos-luz e está localizado na constelação do Gêmeos.

 

Durante esse mês, M35 poderá ser observado após às 20 horas (aproximadamente), pouco acima do horizonte norte-nordeste. Com o avançar das horas, esse aglomerado estelar caminha de forma aparente para o horizonte norte até antigir sua máxima altura, por volta das 20h30min. Após isso, esse aglomerado estelar caminha para o horizonte oeste e seu ocaso ocorre, por volta da 1h30min.

 

Em 17 de fevereiro teremos a aproximação da Lua com M35. Para essa noite a Lua estará com 77% do seu disco iluminado, ofuscando em parte o brilho de M35. Por essa razão, vale contemplar esse belo aglomerado nas outras noites na qual a Lua não ofusca seu brilho.

 

A figura 23 ilustra a constelação de Gêmeos, em 17 de fevereiro, por volta das 20 horas, além de apresentar os nomes das estrelas mais brilhantes dessa região do céu e a localização de M35. Perceba que a constelação de Gêmeos está localizada próxima das constelações de Órion (onde se localizam as "Três Marias") e do Touro. Com base nessas constelações será possível encontrar a constelação de Gêmeos e, em seguida, o aglomerado M35. Leia os comentários sobre Órion e Touro para otimizar a observação dessa região do céu.

 

 

M35 próxima da Lua, em 17 de fevereiro, por volta das 20 horas

 

Figura 23. M35 próxima da Lua, em 17 de fevereiro, por volta das 20 horas.

 

 

Perceba ainda, na figura 23, que temos outros objetos celestes que valem ser observados a olho nu ou com auxílio de um telescópio ou binóculo. Por essa razão, recomendamos as leituras dos comentários sobre M44, M42 presente na constelação de Órion, as Plêiades e Híades, presentes na constelação do Touro.

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

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12- Aglomerado Estelar M44

 

 

 

Fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa é possível observar esse aglomerado a olho nu. Por causa do seu forte brilho esse aglomerado é conhecido desde tempos pré-históricos.

 

Algumas antigas escrituras estão associadas a esse objeto: gregos e romanos viram essa "nebulosa" como a manjedoura. Ptolomeu menciona como uma das sete "nebulosas" que ele observou, na sua obra Almagesto. Galileu relatou que este objeto "nebuloso" não era apenas uma estrela como os antigos pensavam, mas uma massa de mais de 40 pequenas estrelas.

 

A dúvida se esse objeto era uma só estrela ou um conjunto de estrelas foi resolvido (possivelmente) por Peiresc em 1611, o descobridor da Nebulosa do Orion (M42). Um ano mais tarde, após a observação de Peiresc, em 1612 esse mesmo objeto foi observado  e relatado como um aglomerado estelar por Simon Marius. Charles Messier adicionou-o no seu catálogo em 4 de março de 1769, como o objeto de número 44, por essa razão M44.

 

 

 

 

O aglomerado da Colméia por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado da Colmeia por Marcos Calil.

 

Sabemos e aceitamos atualmente que mais de 200 das 350 estrelas na área do aglomerado foram confirmadas como membros. Algumas outras são estrelas de primeiro ou segundo plano, ou seja, que estão à frente ou atrás desse aglomerado. De acordo com a nova determinação da ESA, utilizando o satélite Hipparcos, o aglomerado está 577 anos-luz distante da Terra (estimativas anteriores davam o número de 522 anos-luz), e sua idade foi estimada a cerca de 730 milhões de anos. Curiosamente, tanto nesta idade e à orientação de uma boa resolução de M44 coincide com as das Híades, outro aglomerado estelar famoso e observável a olho nu, porém, que não foi incluída na lista Messier e nem no catálogo NGC e IC, que está atualmente estimada numa idade de cerca de 790 milhões de anos. Provavelmente estes dois objetos, embora agora separados por centenas de anos-luz, têm uma origem comum, em algumas grandes nebulosas gasosas difusas que existiram entre 700 a 800 milhões de anos atrás. Por conseguinte, também a população estelar são semelhantes, ambos contendo gigantes vermelhas (M44, pelo menos, 5 delas) e algumas anãs brancas.(fonte: http://www.seds.org/MESSIER/M/m044.html)

 

Na noite de 20 de fevereiro, após às 20 horas (aproximadamente), poderemos iniciar a contemplação da Lua com o aglomerado da Colmeia (M44), pouco acima do horizonte leste. Com o avançar das horas, M44 e a Lua ganham altura, até atingirem o ponto mais alto do céu. Fato que irá ocorrer por volta da meia noite. Após isso, M44 se dirige para o horizonte oeste, quando seu ocaso ocorrerá, por volta, das 5 horas da manhã. Para a noite de 20 de fevereiro, a Lua estará com 96% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho de M44. Apesar da Lua ser um ótimo referência para localizar M44, em 20 de fevereiro, aconselhamos a observação de M44 nas outras noites que a Lua não atrapalha a observação. A figura 24 ilustra a região do céu para 20 de fevereiro, às 20 horas.

 

 

Lua próxima de M44, em 20 de fevereiro, por volta das 20 horas.

 

Figura 24. Lua próxima de M44, em 20 de fevereiro, por volta das 20 horas.

 

 

 

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13- Constelação do Leão

 

 

 

A constelação do Leão é a constelação típica do outono para os observadores do hemisfério Sul. Isso porque, quando inicia essa estação do ano a constelação do Leão surge durante o anoitecer na linha do horizonte leste. Com o avançar dos meses, quando inicia o inverno, a constelação do Escorpião surge na linha do horizonte leste no anoitecer (representando a constelação dessa estação), enquanto que a constelação do Leão estará próxima do horizonte oeste. Para a primavera, a constelação de Pégaso estará presente no horizonte leste, após o ocaso do Sol. Isso porque, essa constelação representa a primavera e, durante essa estação, o Leão pode ser observado surgindo no horizonte leste, na alta madrugada.

 

Algumas das estrelas da constelação do Leão podem ser observadas mesmo nas cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa e com um pouco de atenção o desenho do Leão se fará presente no céu. Logicamente, para quem estiver fora das grandes cidades, ou seja, em locais sem a influência das luzes, a constelação se mostrará mais nítida. As estrelas Regulus, Denebola, Zosma e Algieba são as estrelas que podem ser facilmente contempladas e marcam parte do desenho do Leão. É interessante saber os nomes das principais estrelas que compõe essa constelação, onde Regulus significa "pequeno rei", Denebola a "cauda do leão", Algieba "do sul" e Zosma significa "quadril".

 

Durante esse mês, o Leão se fará presente no horizonte leste, à partir das 22 horas (aproximadamente). Com o avançar das horas essa bela constelação ganha altura no céu. Sua máxima altura ocorrerá por volta da 1 hora. O Leão continuará sua trajetória pelo céu, se dirigindo para o horizonte oeste. Quando os primeiros raios solares surgirem, as estrelas que compõem a constelação do Leão serão ofuscadas durante o seu ocaso.

 

A figura 25, concebida para 21 de fevereiro, por volta das 21 horas, ilustra a constelação do Leão com suas estrelas mais brilhantes, a delimitação dessa constelação, seu asterismo e sua concepção artística. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Regulus.

 

 

A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo, delimitações e concepação artística, em 21 de fevereiro, por volta das 21 horas.

 

Figura 25. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo, delimitações e concepação artística, em 21 de fevereiro, por volta das 21 horas.

 

Perceba na figura 25, que teremos o planeta Júpiter e a Lua localizada nessa constelação. A aproximação entre a Lua e a estrela Regulus acontecerá em 21 de fevereiro, Para essa noite a Lua estará com 99% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho dos objetos celestes à sua volta. Por essa razão, prefira contemplar essa contelação e o planeta Júpiter nas noites que a Lua não ofusca os seus brilhos. Aproveite para ler os comentários sobre Júpiter para otimizar as suas observações.

 

A figura 26 foi concebida para o mesmo momento da figura 25, porém sem a ilustração artística do Leão. Vale tentar imaginar essa terrível fera no céu.

 

 

A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo e delimitação, em 21 de fevereiro, por volta das 21 horas.

 

Figura 26. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo e delimitação, em 21 de fevereiro, por volta das 21 horas.

 

 

Finalmente, a figura 27 foi concebida para o mesmo momento das figuras 25 e 26, porém como realmente observamos no céu. Vale comparar as figuras e identificar os principais objetos celestes que estão localizados nessa constelação.

 

 

A constelação do Leão, em 21 de fevereiro, por volta das 21 horas.

 

Figura 27. A constelação do Leão, em 21 de fevereiro, por volta das 21 horas.

 

 

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14- Constelação do Escorpião

 

 

 

Sem dúvida, para quem está começando na Astronomia Observacional essa é uma das constelações mais fácil de ser encontrada no céu.

 

A constelação do Escorpião representa a constelação do inverno para o hemisfério sul. Por essa razão, durante esse mês de fevereiro, somente após às 2 horas da manhã (aproximadamente), a observação do Escorpião poderá ser realizada próxima do horizonte leste. A constelação do Escorpião poderá ser contemplada com facilidade, mesmo para os observadores que residem nas cidades que sofrem com a poluição luminosa. A foto abaixo foi obtida com auxílio de uma simples câmera digital, numa cidade com baixa poluição luminosa. Podemos observar na primeira foto a constelação do Escorpião, enquanto que, na foto montagem temos o desenho imaginário do Escorpião com seus principais objetos celestes.

 

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto: A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto montagem. A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Perceba nas fotos acima obtidas com uma simples câmera digital 4.1 mega pixel, duas manchas bem claras chamadas de M6 e M7. Tratam-se de dois aglomerados abertos de estrelas que distam 2.000 e 1.000 anos luz, respectivamente. O aglomerado aberto M6, popularmente chamado de Aglomerado da Borboleta tem magnitude aparente de 4.5, enquanto que o aglomerado aberto M7, popularmente chamado de Aglomerado de Ptolomeu possui magnitude de 3.5. Isso significa que o aglomerado M7 pode ser localizado mais facilmente, por causa seu brilho aparente, que é mais forte se comparado com o aglomerado M6. Lembrando que a magnitude aparente de um astro é o valor dado para seu brilho aparente, numa razão inversamente proporcional. Isso explica afirmação referente a M7 possuir um brilho aparente maior que M6. Nas cidades onde o índice de poluição luminosa é muito fraca é possível observar esses dois aglomerados mesmo a olho nu, onde M7 é mais fácil de ser localizado.

 

Em 3 e 29 de fevereiro, por volta a Lua poderá ser contemplada próxima da estrela mais brilhante dessa constelação: Antares. Para a noite de 3 de fevereiro, o nosso satélite natural estará com apenas 29% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea da Lua. Para a noite de 29 de fevereiro a Lua estará com 57% do seu disco iluminado.

 

A figura 28 ilustra a constelação do Escorpião, em 01 de março, por volta da 1 hora, apresentando seus principais aglomerados estelares, as estrelas mais brilhantes, a delimitação da constelação. a concepção artística e as linhas dessa bela constelação. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Antares.

 

 

A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, delimitação, concepção artística e suas linhas, em 01 de março de 2016, por volta da 1 hora.

 

Figura 28. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, delimitação, concepção artística e suas linhas,

em 01 de março de 2016, por volta da 1 hora.

 

 

A figura 29 foi concebida para o mesmo momento da figura 28, porém sem a delimitação e a ilustração artística do Escorpião. Vale tentar imaginar esse terrível aracnídeo no céu.

 

 

A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes e suas linhas, em 01 de março de 2016, por volta da 1 hora.

 

Figura 29. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes e suas linhas, em 01 de março de 2016, por volta da 1 hora.

 

 

A figura 30 foi concebida para o mesmo momento das figuras 28 e 29, porém como vemos no céu da natureza. Compare as três figuras e procure o Escorpião no céu da sua cidade.

 

 

A constelação do Escorpião, em 01 de março de 2016, por volta da 1 hora.

 

Figura 30. A constelação do Escorpião, em 01 de março de 2016, por volta da 1 hora.

 

 

Perceba ainda, nas figuras 28, 29 e 30 que temos a presença dos planetas Marte e Saturno nessa região do céu. Por essa razão, aconselhamos a leitura dos comentários sobre Marte e Saturno para otimizar suas observações.

 

 

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15- Constelação de Sagitário

 

 

 

Essa região da constelação de Sagitário é riquíssima em aglomerados de estrelas e nebulosas. Algumas são visíveis até a olho nu, numa noite sem a interferência da Lua e fora da poluição luminosa. Porém, se o observador estiver munido de um simples telescópio ou binóculo, poderá contemplar várias nebulosas e aglomerados estelares dessa região.

 

A contemplação da constelação de Sagitário poderá ser realizada durante todo esse mês, no horizonte leste, após às 4 horas (aproximadamente). Com o avançar das horas essa constelação ganha "altura" e antes de atingir o ponto mais alto no céu, em relação ao observador, as estrelas que compõe essa constelação serão ofuscadas pelos primeiros raios solares do dia.

 

Para esse mês a Lua poderá ser observada nessa constelação entre as noites 5 e 7 de fevereiro. A figura 31 ilustra o aspecto do céu para 5 de fevereiro, por volta das 4h30min. Nessa noite a Lua estará com 12% do seu disco iluminado, próxima dos aglomerados estelares M25 e M23. Não deixe de contemplar essa região nas outras noites do mês.

 

 

Constelação do Sagitário com os principais nomes dos objetos celestes, sua concepção artística e seu asterismo, em 5 de fevereiro, por volta das 4h30min.

 

Figura 31. Constelação do Sagitário com os principais nomes dos objetos celestes, sua concepção artística e seu asterismo, em 5 de fevereiro, por volta das 4h30min.

 

 

A figura 32 ilustra a mesma região do céu, para o mesmo horário, porém sem a ilustração artística da constelação do Sagitário. Vale tentar desenhar no céu essa constelação.

 

 

Constelação do Sagitário sem concepção artística, em 5 de fevereiro, por volta das 4h30min.

 

Figura 32. Constelação do Sagitário sem concepção artística, em 5 de fevereiro, por volta das 4h30min.

 

 

Por fim, a figura 33 ilustra o mesmo aspecto do céu para o mesmo horário, porém como vemos no céu da natureza. Compare a figura 33 com as figuras 31 e 32 para poder localizar os objetos celestes.

 

Constelação do Sagitário, em 5 de fevereiro, por volta das 4h30min.

 

Figura 33. Constelação do Sagitário, em 5 de fevereiro, por volta das 4h30min.

 

 

Analise as figuras 27, 28 e 29 e aponte seu instrumento óptico para essa região. Você terá belas surpresas! Vale lembrar que essas figuras valem para todo o mês, porém sem a presença da Lua (exceto nos dias 5, 6 e 7 de fevereiro).

 

 

AGLOMERADOS E NEBULOSAS NA CONSTELAÇÃO DO SAGITÁRIO

 

Vale saber que o brilho do astro é importante para poder observá-lo. Para tanto, utilizamos um número que representa a magnitude do astro. Quanto maior esse número menor será seu brilho, numa razão inversamente proporcional. Assim, partindo da observação mais fácil para mais difícil, inserimos abaixo os nomes populares das nebulosas e aglomerados estelares, seguido da sua especificação pelo catálogo de Messier, indica pela letra M e, finalmente, sua magnitude.

 

Aglomerado estelar  - M25 - magnitude = 4.9 (Visível a olho nu)
Aglomerado de Trifid  - M20 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Nebulosa da Lagoa  - M8 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Aglomerado estelar  - M23 - magnitude = 6.0
Aglomerado estelar  - M22 - magnitude = 6.5
Aglomerado estelar  - M21 - magnitude = 7.0
Nebulosa de Ômega  - M17 - magnitude = 7.0
Aglomerado estelar  - M55 - magnitude = 7.0

 

Vale ressaltar ainda que os objetos que são sugeridos para serem observados a olho nu devem ser feitos fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa, além de uma noite sem a interferência da Lua. Porém, esses objetos são possíveis de serem observados nas grandes cidades com auxílios de telescópios ou binóculos, onde o binóculo é a melhor opção. Os objetos que possuem magnitude próximos e até 6.0 de magnitude são possíveis de serem observados nas grandes cidades, porém muito difusos mesmo com auxílio de telescópio e binóculo. Ainda, esses objetos que possuem magnitude abaixo de 6.0 podem ser observados a olho nu mesmo em cidades com médio índice de poluição luminosa, porém com certa dificuldade. Somente mesmo o aglomerado estelar M7 da constelação do Escorpião (que se localiza próxima da constelação do Sagitário) que possui magnitude de 3.5 pode ser contemplado a olho nu com certa facilidade nas cidades onde a poluição luminosa é considerada média para baixo.

 

 

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16- Satélites artificiais

 

 

 

Diversos satélites artificiais podem ser observados a olho nu passando pelo céu. Na maioria das vezes esses satélites podem ser contemplados durante o anoitecer ou amanhecer. Entre eles estão os Iridiums, o Telescópio Espacial Hubble (HST), a Estação Espacial Internacional (ISS), Genesis-1 e 2, entre tantos outros. Para observá-los não é necessário telescópio ou binóculo. Basta saber o dia, horário e local certo para observar um ponto prateado cruzando o céu.

 

Para quem deseja obter informações mais detalhadas sobre a passagem da ISS e outros satélites artificiais recomendamos o site Heavens-above. Após o acesso no site o observador deve apenas preencher o nome da sua cidade no campo específico e apertar ENTER. Clique sobre sua cidade relacionada com seu estado e boas observações. Caso você tenha dificuldades ou deseja aprender mais sobre observações de satélites artificiais a olho nu acesse a palestra/oficina de Marcos Calil.

 

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17- Softwares Astronômicos

 

 

 

Alguns softwares podem auxiliar o observador quanto o reconhecimento dos objetos celestes no céu. Esses softwares podem apresentar mais ou menos recursos que vão desde os nomes das estrelas até a conexão com telescópio direcionando esse equipamento para o objeto que é mostrado na tela do computador. Além disso, alguns chegam a custar US$ 600,00 e outros são gratuítos e não perdem em nada comparado com os softwares pagos. Relaciono abaixo alguns softwares simuladores do céu:

 

 

Stellarium - Sem dúvida, entre todos os softwares gratuítos a melhor opção é o freeware Stellarium que pode ser instalado no seu computador sem a necessidade de ficar conectado na internet. Como esse software é opensource, ou seja, código aberto onde os usuários podem programar coisas novas, sempre existem novas versões. Porém, para o usuário que não domina a linguagem de máquina o indicado é ter sempre uma versão anterior em relação a última que foi lançada. Isso evite os famosos bugs no software, uma vez que alguns usuários se dedicam somente para arrumar os problemas das últimas versões.

 

 

Sky View Cafe - Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu e os horários exatos do nascer e ocaso dos planetas para sua cidade. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. É necessário ter uma conexão em alta velocidade.

 

 

Neave Planetarium - Outro site que apresenta uma carta celeste no seu computador, necessitando que você esteja conectado com uma internet em alta velocidade. Para todos os softwares de simulação do céu, atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário.

 

 

Planisfério - Caso seja complicado levar um notebook a campo, "baixar" o software Stellarium ou se conectar na internet em banda larga a opção mais simples, barata e funcional é usar um planisfério. A única desvantagem é que esse "equipamento" não representa os planetas, uma vez que esses objetos celestes não são "fixos" no céu como as estrelas (sabemos que as estrelas possuem movimento próprio, mas para o uso de um planisfério didático isso não importa). Você pode optar em construir e levar um planisfério de papel a campo e realizar suas observações com tranquilidade. O planisfério é uma espécie de carta celeste que mostra as constelações numa folha de papel de acordo com sua latitude sendo válida para todos os anos de sua vida. Como o planisfério depende da localização do observador (mais especificamente da latitude), recomendo que você monte o seu. A professora Maria de Fátima Saraiva junto com seus orientandos ensina como montar e usar um planisfério para as latitudes de 10, 20 e 30 graus que respondem bem para diferentes estados do Brasil.

 

 

Para saber mais sobre softwares de Astronomia que auxiliam no reconhecimento do céu assista os vídeos gravados e roterizados por Marcos Calil.

O primeiro vídeo possui 5min47s e o segundo vídeo possui 7min44s de duração.

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 1 de 2.

 

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 2 de 2.

 

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18- Carta Celeste Online

 

 

 

Disponibilizamos duas cartas celeste on line.

 

Crédito: Fourmilab.ch - insira os parâmetros desejados e clique em Update:

 

Data e Horário
Tempo Universal:
Local de Observação
Opção de Exibições

         Limites
Estrelas:
        Mostrar estrelas com magnitude de até
         Nomes para magnitude
         Bayer/Flamsteed códigos para magnitude
Inverter Norte e Sul
Tamanho da imagem: pixels    Imagem dinâmica
Tamanho da fonte:
Esquema de cores:

Asteróides e

passagens de cometas


Insira elementos orbitais:

 

 

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19- Qual telescópio comprar?

 

 

 

Por diversas vezes os amantes da Astronomia Observacional se questionam qual o melhor telescópio ou binóculo comprar. Não é uma decisão fácil, pois existem muitas variantes que determinam um bom telescópio ou binóculo, além das opções existentes no mercado. Sem falar das diferenças enormes de preços. Por essa razão, a meteorologista Josélia Pegorin, da Climatempo, entrevistou Marcos Calil para saber qual o melhor telescópio ou binóculo deve ser comprado. Assista as entrevistas:

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher o melhor binóculo para observações astronômicas.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor binóculo comprar?

 

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você comprar seu primeiro telescópio sem ser enganado.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor telescópio comprar?

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher um bom tripé para seu telescópio.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor tripé para telescópio?

 

 

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Bons céus para todos nós...

Marcos Calil


 

Interações com Marcos Calil

 

 

 

Você pode interagir conosco através do:

 

Site: www.climatempo.com.br > ASTRONOMIA (Shortlink: http://bit.ly/dW16UU)

 

Twitter: http://twitter.com/marcoscalil

 

Além de assistir nossos programas Momento Astronômico e Observatório no nosso site http://www.momentoastronomico.com.br/programas/programas.html

(Shortlink: http://bit.ly/hc0O8P)

 

Conteúdo e ilustrações: Marcos Calil

 


 

Fontes

 

 

 

METEOROS

 

Meteor Data Center (UAI) - http://www.astro.amu.edu.pl/~jopek/MDC2007/Roje/roje_lista.php?corobic_roje=0&sort_roje=0

Pela ordem de classificação: http://fireballs.ndc.nasa.gov/cmor-radiants/iau-mdc/

 

International Meteor Organization (IMO) - http://www.imo.net/files/data/calendar/cal2015.pdf

 

Alpo Meteor Shower List - http://www.tvcomm.co.uk/radio/metshwr.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Meteors/

 

The American Meteor Society - http://www.amsmeteors.org/meteor-showers

 

Meteoroid Environment Office - http://www.nasa.gov/offices/meo/home/#.VD_pLmddUW4

 

Univerzita Komenského V Bratislave - http://www.daa.fmph.uniba.sk/files/Matlovic_2013.pdf

 

Brazilian Meteor Observation Network (BRAMON) - https://www.facebook.com/groups/bramon/?__mref=message_bubble

 

United Kingdom Meteor Observation Network (UKMON) - http://www.ukmeteorwatch.co.uk/archive/stats

 

METBlog - http://www.bootesvoid.com/list-of-meteor-showers

 

Meteor Showers On Line - http://meteorshowersonline.com/calendar.html (dados não atualizados, desde 07/03/2007)

 

 

 

COMETAS

 

Seiichi Yoshida´s Home Page - http://www.aerith.net/index.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Comets/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/cometas/

 

 

OCULTAÇÕES

 

International Occultation Timing Association (IOTA) - http://iota.jhuapl.edu/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/ocultacoes/

 

 

ECLIPSES

 

Eclipse Web Site (NASA) - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/eclipse.html

 

 

ANUÁRIOS

 

Anuário do Observatório Nacional (ON) - http://www.on.br/conteudo/modelo.php?endereco=servicos/servicos.html

 

Anuário Interativo do Obeservatório Nacional (ON) - http://euler.on.br/ephemeris/index.php

 

Almanaque Astronômico Brasileiro 2014 (CEAMIG) - http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2014.pdf

 

 

EFEMÉRIDES

 

Institut de mécanique céleste et de calcul des éphémérides (IMCCE) - http://www.imcce.fr/en/ephemerides/

 

Solar System Dynamics (NASA) - http://ssd.jpl.nasa.gov/?ephemerides

 

U.S. Naval Observatory - Astronomical Applications Department - http://aa.usno.navy.mil/data/

 

IN-The-Sky.org - http://in-the-sky.org/newscal.php?

 

 

APOIO PARA MONITORAMENTO

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://www.rea-brasil.org/

 

 

EXTRA HEMISFÉRIO SUL

 

Royal Astronomical Society of New Zealand - http://www.rasnz.org.nz/SolarSys

 

 

APOIO GERAL (Aos mestres com carinho!!!)

 

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - Anuário de Astronomia e Astronáutica

 

Uranometria Nova - Irineu G. Varella & Priscila D. C. F. de Oliveira - http://www.uranometrianova.pro.br/

 

 

OBSERVATÓRIOS COM TRANSMISSÕES ONLINE DE FENÔMENOS ASTRONÔMICOS

 

Slooh - http://events.slooh.com/ (Telescópios na Austrália, Ilhas Canárias e Chile)

 

The Virtual Telescope Project 2.0 - http://www.virtualtelescope.eu/webtv/ (Itália - Bellatrix Astronomical Observatory)

 

Marcos Calil - https://www.youtube.com/marcoscalil (São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil)

 

Ciência e Astronomia - https://www.youtube.com/user/cienciaeastronomia (Sistema colaborativo com telescópios no Brasil)

 

NASA Marshall Space Flight Center (MSFC) - http://www.ustream.tv/channel/nasa-msfc (Huntsville, Alabama, Estados Unidos)

 

Coca-Cola Space Science Center - http://www.ccssc.org/rtmn/default.aspx (Columbus, Georgia, Estados Unidos)

 

 


Softwares

 

 

 

2000 Space.com Canada Inc - Observatório Astronômico Atlas Estelar (Starry Night)

 

D. Herald - OCCULT Predictions v. 3.6.0

 

Ephemeris 2.0 - Jonathan Sachs

 

Stellarium - versão 0.11.4

 

Stephen Michael Schimpf - CyberSky 4.0

 

Skymap Pro

 

Cartas du Ciel

 

TOPO

 

 

Agradecimentos

 

 

Para minha filha Isabel que nasceu, em 27 de janeiro de 2015!!! A melhor efemérides que me ocorreu na vida!

 

Fernanda Calipo Calil, minha amada esposa.

 

 

 

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