Climatempo Astronomia por Marcos Calil
Climatempo
Gerenciar favoritos

Suas cidades:

Nenhum favorito encontrado

Suas praias:

Nenhum favorito encontrado

Seus aeroportos:

Nenhum favorito encontrado

Suas cidades internacionais:

Nenhum favorito encontrado

Enviar Previsão por E-mail
Digite abaixo seu nome e email

 Aguarde, enviando...

E-mail enviado com sucesso!
Obrigado

Ocorreu um erro

Verifique se os Cookies do seu navegador estão habilitados e tente novamente.

Adicionar a Climatempo como página inicial

Deseja deixar a Climatempo como página inicial do seu navegador?

SIM NÃO

 

 

EFEMÉRIDES ASTRONÔMICAS - MAIO 2015

 

EDIÇÃO NÚMERO 99 - Ano 8

 

Seu guia de observação do céu noturno a olho nu para a sua cidade (Brasil)

 


 

 

Informações diárias

 

Fases da Lua

 

Mercúrio

 

Vênus

 

Marte

 

Júpiter

 

Saturno

 

Luz Cinérea

 

Ocultação de estrela pela Lua

 

Chuvas de meteoros

 

Aglomerado Estelar M35

 

Aglomerado Estelar M44

 

Constelação do Leão

 

Constelação do Escorpião

 

Constelação do Sagitário

 

Constelação de Pégaso

 

Satélites Artificiais

 

Softwares Astronômicos

 

Carta Celeste Online

 

Qual telescópio comprar?

 

Contatos

 

Fontes

 

 

 

Quem nos visita agora:

 

 

 

 

CLIMA NO CÉU

 

Climatempo News

Gravado em 19 de maio de 2015

Neste Clima no Céu, o professor Marcos Calil fala sobre como observar Vênus e Júpiter.

 

 

 

Climatempo News

Gravado em 19 de maio de 2015

Neste Clima no Céu, o professor Marcos Calil fala sobre a oposição de Saturno de 22 de maio de 2015.

 

 

 


 

 

Siga Marcos Calil no Twitter e no Youtube

 

 


 

Acerte seu relógio

 

Horário de acordo com a hora legal brasileira, fornecida pelo Observatório Nacional.

 

Horário de acordo com o horário de verão brasileiro.

 

As informações contidas nesse site NÃO consideram o horário de verão.

 

Para os demais fusos no Brasil, acesse o site http://pcdsh01.on.br/

 

É importante ajustar seu relógio para otimizar suas observações.

 

 

Adquira já seu livro Uma Aventura no Espaço de Marcos Calil e Iara Jardim

 

Adquira já o livro de Iara Jardim e Marcos Calil

 


 

Céu Noturno - Uma introdução para crianças. A história das estrelas, dos planetas e das cosntelações e informações sobre como localizá-los no céu

 

Adquira o livro de Michael Driscoll com consultoria de Marcos Calil

 


 

Solicitações de palestras ou consultoria de Astronomia com Marcos Calil

 


 

Marcos Calil recomenda:

 

BRAMON

 

Brazilian Meteor

Observation Network

 


 

Passe uma temporada no


 

Currículo Lattes

Marcos Calil

 


 

 

Informações Diárias - Brasil

 

 

 

Dia

Evento - Horário de Brasília (UTC –3h)

01- Sexta-feira

--

02- Sábado

Após ~01:00 observe o máximo da chuva de meteoros Omega Capricornids (OMC) - Comentário 8.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Spica da constelação da Virgem (magnitude 0.9).

03- Domingo

Após ~19:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Zubenelgenubi da constelação da Balança (magnitude 2.7).

04- Segunda-feira

00:42 - observe a Lua na fase Cheia, com 100% do seu disco iluminado.
Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela gamma Librae da constelação da Balança (magnitude 3.9).

05- Terça-feira

Às 04:30 (horário para São Paulo) observe com telescópio ou binóculo a ocultação da estrela eta Librae pela Lua - Comentário 7.
Após ~20:30 observe a Lua próxima de Saturno (magnitude 0.1) - Comentário 5.
Após ~20:30 observe a Lua próxima da estrela nu Scorpii da constelação do Escorpião (magnitude 4.0) - Comentário 12.
Após ~20:30 observe a Lua próxima da estrela Antares da constelação do Escorpião (magnitude 1.0) - Comentário 12.

06- Quarta-feira

Após ~04:00 observe o máximo da chuva de meteoros Eta Aquarids (ETA) - Comentário 8.
Após ~21:30 observe a Lua próxima da estrela Sabik da constelação de Ofiúco (magnitude 2.4).
Após ~21:30 observe a Lua próxima da estrela xi Serpentis da constelação de Ofiúco (magnitude 3.5).

07- Quinta-feira

01:49 - Mercúrio em máxima elongação a leste - Comentário 1.
Após ~22:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M25 da constelação de Sagitário (magnitude 4.9) - Comentário 13.
Após ~22:30 observe a Lua próxima da estrela mu Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.8).

08- Sexta-feira

Após ~02:30 observe o máximo da chuva de meteoros Eta Lyrids (ELY) - Comentário 8.
Após ~23:00 observe a Lua próxima da estrela rho1 Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.9).
Após ~23:00 observe a Lua próxima da estrela Albaldah da constelação de Sagitário (magnitude 2.8).

09- Sábado

Após ~23:59 observe a Lua próxima da estrela Dabih da constelação de Capricórnio (magnitude 3.0).
Após ~23:59 observe a Lua próxima da estrela Al Giedi da constelação de Capricórnio (magnitude 3.5).

10- Domingo

Após ~00:01 observe a Lua próxima da estrela Dabih da constelação de Capricórnio (magnitude 3.0).
Após ~00:01 observe a Lua próxima da estrela Al Giedi da constelação de Capricórnio (magnitude 3.5).
Às 02:20 (horário para São Paulo) observe com telescópio ou binóculo a ocultação da estrela Dabih Major pela Lua - Comentário 7.

11- Segunda-feira

07:36 - observe a Lua na fase do Quarto Minguante, com 50% do seu disco iluminado.

11 a 16

É possível observar a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

12- Terça-feira

Após ~02:30 é possível observar, com telescópio, a Lua próxima de Netuno (magnitude 7.9).

13- Quarta-feira

Após ~22:00 observe o máximo da chuva de meteoros Southern May Ophiuchids (SOP) - Comentário 8.

14- Quinta-feira

21:18 - Lua no perigeu. Menor distância do centro da Terra com centro da Lua com 366024 km.

15- Sexta-feira

Após ~05:00 é possível observar, com telescópio, a Lua próxima de Urano (magnitude 5.9).

16- Sábado

Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros Alpha Scorpiids (ASC) - Comentário 8.
Após ~22:30 observe o máximo da chuva de meteoros Beta Coronae Australids (CAU) - Comentário 8.

17- Domingo

--

18- Segunda-feira

01:13 - Lua entra na fase Nova, com 0% do seu disco iluminado.
Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros Northern May Ophiuchids (NOP) - Comentário 8.
22:55 - Mercúrio estacionário - Comentário 1.

19 a 25

É possível observar a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

19- Terça-feira

--

20- Quarta-feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Tejat Prior da constelação de Gêmeos (magnitude 3.2).
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Tejat Posterior da constelação de Gêmeos (magnitude 2.8).
Após ~19:00 observe, com dificuldade, a Lua próxima do aglomerado estelar M35 (magnitude 5.5) - Comentário 9.

21- Quinta-feira

Após ~18:00 observe a Lua próxima de Vênus (magnitude -4.2) - Comentário 2.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela lambda Geminorum da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Mekbuda da constelação de Gêmeos (magnitude 4.0).
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Wasat da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).

22- Sexta-feira

22:34 - Saturno em oposição - Comentário 5.

23- Sábado

Após ~18:00 observe a Lua próxima de Júpiter (magnitude -2.0) - Comentário 4.
Após ~19:00 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M44 (magnitude 4.0) - Comentário 10.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Asellus Australis da constelação do Caranguejo (magnitude 3.9).

24- Domingo

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela omicron Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.5).
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3) - Comentário 11.

25- Segunda-feira

14:19 - observe a Lua na fase do Quarto Crescente, com 50% do seu disco iluminado.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela rho Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.8).

26- Terça-feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela sigma Leonis da constelação do Leão (magnitude 4.0).
19:11 - observe a Lua no apogeu. Maior distância do centro da Terra com centro da Lua com 404244 km.

27- Quarta-feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Zavijava da constelação da Virgem (magnitude 3.5).

28- Quinta-feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Porrima da constelação da Virgem (magnitude 2.7).

29- Sexta-feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Spica da constelação da Virgem (magnitude 0.9).
19:14 - Vênus próximo da estrela Pollux da constelação de Gêmeos - Comentário 2.

30- Sábado

Às 01:40 (horário para São Paulo) observe com telescópio ou binóculo a ocultação da estrela 82 Virginis pela Lua - Comentário 7.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Syrma da constelação da Virgem (magnitude 4.0).

31- Domingo

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Zubeneschamali da constelação da Balança (magnitude 2.6).
Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros Northern omega Scorpiids (NSC) - Comentário 8.
Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros Southern omega Scorpiids (SSC) - Comentário 8.

01/06- Segunda-feira

Após ~18:30 observe a Lua próxima de Saturno (magnitude 0.0) - Comentário 5.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Graffias da constelação do Escorpião (magnitude 2.5) - Comentário 12.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela nu Scorpii da constelação do Escorpião (magnitude 4.0) - Comentário 12.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela omega1 Scorpii da constelação do Escorpião (magnitude 3.9) - Comentário 12.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Antares da constelação do Escorpião (magnitude 1.0) - Comentário 12.

 

 

NOTAS:

 

As aproximações da Lua com as estrelas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para estrela de magnitude inferior a 4.0;
2- distância entre Lua e estrela com separação angular máxima de 5 graus;
3- a estrela mais brilhante da constelação (alpha) ou aglomerados e nebulosas observáveis a olho nu, quando próximos da Lua, não consideram o item 2;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

As aproximações da Lua com planetas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para os planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno;
2- observação realizada com telescópio para os planetas Urano e Netuno;
3- máxima aproximação entre Lua e planeta quando visível no céu noturno;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

Vale lembrar que:

 

A magnitude utilizada é a visual, ou seja, o brilho aparente do objeto celeste. É necessário saber que quanto maior for o número apresentado, menor será o brilho do objeto celeste.

 

O limite de observação a olho nu em condições ideais de observação, ou seja, numa noite sem a interferência da Lua, com baixa umidade relativa do ar e sem a interferência da poluição luminosa é 6.0 de magnitude (aproximada). Abaixo desse número, o objeto celeste pode ser observado a olho nu, porém acima desse número, somente mesmo com uso de telescópio ou binóculo. Porém, objetos acima de 8.0 são difíceis de serem observados, mesmo com uso de telescópio.

 

TOPO

 

 

Fases da Lua

 

 

 

O horário determinado foi calculado para às 12 horas (meio-dia do Tempo Legal do Distrito Federal - TDF), desconsiderando o horário de verão.

 

A parte branca da ilustração da Lua representa a parte iluminada pelo Sol e a porcentagem descrita indica a fração do disco lunar iluminado pelo Sol com erro de até + ou - 2% para para todo Brasil.

 

 

Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

Figura 1. Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

LUA AGORA

 

 

Aspecto atual do disco lunar no hemisfério sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOPO

 

 

1- Como observar Mercúrio

 

 

 

Para esse mês, Mercúrio poderá ser contemplado a olho nu, até 18 de maio (aproximadamente). Para observar esse planeta de cor prateada será necessário ter um horizonte oeste livre da interferência de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que poderá impedir a contemplação de Mercúrio. Tendo esse horizonte oeste livre de interferência, o observador deverá esperar o Sol se pôr e poucos minutos depois procurar um ponto brilhante surgindo próximo ao horizonte oeste. Este será o planeta Mercúrio. Vale saber que quanto após 18 de maio (aproximadamente), Mercúrio será cada vez mais difícil de ser observado, pois aparentemente esse planeta estará cada vez mais próximo do horizonte oeste, quando começar a se despontar no céu. Por essa razão, procure contemplar Mercúrio no início do mês.

 

Em especial, em 07 de maio, às 01h49min, Mercúrio estará em máxima elongação a leste. Porém, para esse horário como é impossível de contemplar Mercúrio, o observador deverá contemplar Mercúrio no anoitecer de 6 ou 7 de maio, momentos que teremos as melhores possibilidades de contemplação de Mercúrio para esse mês. A figura 2, concebida para 19 de maio, por volta das 18 horas, ilustra as posições aparentes de Mercúrio, Vênus e Lua.

 

 

Posições aparentes de Mercúrio, Vênus e Lua, em 19 de maio de 2015, por volta das 18 horas.

 

Figura 2. Posições aparentes de Mercúrio, Vênus e Lua, em 19 de maio de 2015, por volta das 18 horas.

 

 

Perceba pela figura 2 que teremos a presença da Lua e Vênus nessa mesma região do céu. Para esse mês de maio, Vênus estará se destacando no céu com seu forte brilho prateado. Por essa razão, aconselhamos a leitura sobre Vênus para otimizar as suas observações. Além disso, como as observações a olho nu de Mercúrio irão ocorrer poucos instantes após o Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá se pôr na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar o tempo das suas observações.

 

Ainda sobre a figura 2, perceba que a Lua estará próxima de Mercúrio, em 19 de maio. Não será uma ibservação fácil de ser realizada, pois esses dois objetos celestes estarão muito próximos da linha do horizonte quando aparecerem no céu. Mas, vale tentar observá-los, lembrando da necessidade de um horizonte oeste livre de árvores, montanhas, prédios e outros. Para esse anoitecer de 19 de maio, a Lua estará com 3,5% do seu disco iluminado, apresentando um belo espetáculo no céu e a luz cinérea.

 

AS FASES DE MERCÚRIO

 

Assim como a Lua, os planetas Mercúrio e Vênus também possuem fases. As fases de Mercúrio podem ser observadas através de um simples telescópio. As figuras 3 e 4 ilustram o aspecto do planeta Mercúrio para 01 e 18 de maio e a porcentagem do disco iluminado.

 

Mercúrio em fase, com 53% do seu disco iluminado, em 01 de maio.

 

Figura 3. Mercúrio em fase, com 53% do seu disco iluminado, em 01 de maio.

Mercúrio em fase, com 11% do seu disco iluminado, em 18 de maio.

 

Figura 4. Mercúrio em fase, com 11% do seu disco iluminado, em 18 de maio.

 

Aproveite para obter belas fotos de Mercúrio. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

 

TOPO

 

 

 

2- Como observar Vênus

 

 

 

Logo após o ocaso do Sol, no horizonte oeste, durante todo esse mês será possível observar a olho nu o planeta Vênus. Esse belo planeta de cor prateada é muito brilhante e, por muitas vezes é chamado de "Estrela D´Alva". Mas, não se trata de uma estrela, mas do planeta Vênus. Como Vênus estará próximo do horizonte oeste, será necessário ter um horizonte oeste livre da interferência de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que poderá impedir a contemplação desse planeta.

 

No primeiro anoitecer de maio, Vênus irá se pôr 2h35min após o ocaso do Sol. Com o avançar dos dias, em 15 de maio, o ocaso de Vênus irá ocorrer 2h55min após o pôr do Sol. No anoitcer de 31 de maio, o planeta Vênus irá se pôr 3h14min após o ocaso do Sol. Com base nesses horários, podemos concluir que: a observação de Vênus poderá ser realizada a olho nu durante todo o mês; com o avançar dos dias, Vênus poderá ser observado durante um período maior de tempo e; a contemplação a olho nu de Vênus poderá até se iniciar cerca de 15 a 30 minutos após o ocaso do Sol. Como as observações de Vênus dependem do ocaso do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá se pôr na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar suas observações.

 

No anoitecer de 21 de maio, teremos a Lua próxima de Vênus. Será uma bela configuração no céu, digna de ser fotografada. Para essa noite a Lua estará com apenas 15% do seu disco iluminado, proporcionando um belo e fino luar, além da possibilidade de contemplaçãoda luz cinérea. A figura 3, concebida para 21 de maio, por volta das 18 horas, ilustra a aproximação da Lua com Vênus.

 

 

 

Posições aparentes de Vênus, Mercúrio e Lua, em 21 de maio de 2015, por volta das 18 horas.

 

 

Figura 5. Posições aparentes de Vênus, Mercúrio e Lua, em 21 de maio de 2015, por volta das 18 horas.

 

 

Pereceba pela figura 5 que apresentamos os planetas Vênus e Mercúrio, além da Lua. Esses dois planetas estarão nessa região do céu, porém o planeta Mercúrio possui suas particularidades de observação para esse mês de maio. Por essa razão, aconselhamos a leitura sobre o planeta Mercúrio para otimizar as suas observações.

 

Em especial, em 29 de maio, teremos uma bela aproximação entre a Vênus e a estrela Pollux da constelação de Gêmeos. Vale a pena contemplar essa aproximação, na qual, o momento máximo de aproximação irá ocorrer às 19h14min, com apenas 3 graus, 59 minutos e 54 segundos de separação angular entre esses dois objetos celestes. Dependendo do telescópio e da oculcar utilizada será possível contemplar esses dois objetos no mesmo campo de visão, além de conseguir contemplar Vênus com 54% do seu disco iluminado. Se optar por usar um binóculo como, por exemplo, 10x50 ou 15x70, com certeza será possível observar Vênus e Pollux no mesmo campo de visão, porém não será possível de observar Vênus em fase.

 

 

AS FASES DE VÊNUS

 

Assim como a Lua, os planetas Mercúrio e Vênus também possuem fases. As fases de Vênus podem ser observadas através de um simples telescópio. As figuras 6 e 7 ilustram o aspecto do planeta Vênus para 01 e 31 de maio e a porcentagem do disco iluminado.

 

Vênus em fase, com 67% do seu disco iluminado, em 01 de maio.

 

Figura 6. Vênus em fase, com 67% do seu disco iluminado, em 01 de maio.

Vênus em fase, com 53% do seu disco iluminado, em 31 de maio.

 

Figura 7. Vênus em fase, com 53% do seu disco iluminado, em 31 de maio.

 

Aproveite para obter belas fotos de Vênus. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

TOPO

 

 

3- Como observar Marte

 

 

 

Para esse mês, a observação do planeta Marte não será possível de ser realizada. Isso porque, logo após o ocaso do Sol, esse planeta estará localizado muito próximo do horizonte oeste. Fato que impedirá a contemplação de Marte durante esse mês. Resta esperar julho para podermos contemplar novamente o planeta Marte.

 

 

TOPO

 

 

4- Como observar Júpiter

 

 

 

Durante todo o mês de maio, logo após o ocaso do Sol, o planeta Júpiter poderá ser observado a olho nu entre o horizonte norte e o ponto mais alto do céu, em relação ao observador. Com o avançar das horas, Júpiter caminha lentamente até o horizonte oeste, quando seu ocaso ocorrerá por volta das 23h30min.

 

Em especial, em 23 de maio. teremos a aproximação da Lua e Júpiter. Para essa noite, a Lua estará com 32% do seu disco iluminado. Será uma bela observação, porém não deixe de contemplar Júpiter na demias noites, quando a Lua não estará próxima desse planeta gigante e gasoso. A figura 8, concebida para 23 de maio, às 19 horas, ilustra a bela aproximação entre Júpiter e a Lua, além de Vênus e alguns belos objetos celestes dignos de serem observados.

 

 

Aproximação de Júpiter e Lua, em 23 de maio de 2015, às 19 horas.

 

Figura 8. Aproximação de Júpiter e Lua, em 23 de maio de 2015, às 19 horas.

 

 

Perceba ainda, na figura 8, que será possível contemplar os aglomerados estelares M35 e M44. Leia os comentários sobre M35 e M44 para poder otimizar as suas observações.

 

 

AS LUAS DE JÚPITER

 

 

O que é interessante de ser observado com auxílio de um simples instrumento óptico como telescópio são as luas Galileanas. Tratam-se de Io, Europa, Calisto e Ganimedes. Essas luas podem ser observadas girando em torno de Júpiter numa única noite. Para tanto, é interessante que o observador faça um desenho das luas no início da sua primeira observação e depois outro desenho após uma hora e assim, sucessivamente. Esse tipo de observação poderá ser realizada hora após hora e até dia após dia. É muito interessante ver, por exemplo, a ocultação de uma das luas por Júpiter. A figura 9 demonstra o movimento das 4 luas Galileanas durante esse mês. Do interior para o exterior temos: Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

 

 

Outra dica preciosa é o site Sky View Cafe. Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. Atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário. A figura 8 apresenta a inteface do Sky View Cafe e a posição das luas galileanas, para 15 de maio de 2015, às 19 horas.

 

 

Posição das luas galileanas, para 15 de maio de 2015, às 19 horas.

 

Figura 10. Posição das luas galileanas, para 15 de maio de 2015, às 19 horas.

 

 

O freeware Stellarium também é uma grande ajuda para localizar os objetos celestes no céu e as luas de Júpiter. Vale também conferir o site Neave Planetarium que fornece a posição dos planetas de forma on-line. Leia os comentários sobre Softwares Astronômicos para saber mais sobre esse assunto.

 

 

Aproveite todos os eventos descritos para obter várias fotos. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos envie para nós pelo Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

O movimento das luas Galileanas

 

Figura 9. O movimento das luas Galileanas.

TOPO

 

 

5- Como observar Saturno

 

 

 

Durante todo o mês de maio, logo no início da noite, o planeta Saturno poderá ser observado a olho nu, surgindo no horizonte leste.Com o avançar das horas esse belo planeta de cor amarelada ganha altura e atinge seu ponto mais alto no céu, por volta da meia noite. Após isso, ele caminha lentamente para o horizonte oeste, quando seu ocaso ocorre quase junto com os primeiros raios solares. Em especial, Saturno estará em oposição em 22 de maio às 22h34min. Isso significa que teremos o maior tempo de observação possível nesse mês de Saturno, ou seja, durante toda a noite será possível observar esse belo planeta dos anéis. Para quem possui um simples telescópio, será uma grande oportunidade para contemplar o movimento aparente da inclinação dos anéis de Saturno. A figura 11 ilustra a posição dos anéis para às 19 horas, para a meia noite e para às 5 horas, entre 22 e 23 de maio.

 

Posições aparentes dos anéis de Saturno próximo da oposição de 22 de maio de 2015.

 

Figura 11. Posições aparentes dos anéis de Saturno próximo da oposição de 22 de maio de 2015.

 

 

 

Outro belo evento que envolverá Saturno será sua aproximação com a Lua. Nas noites de 05 de maio e 01 de junho, poderemos contemplar e fotografar a Lua próxima de Saturno. Para 05 de maio, a Lua estará com 96% do seu disco iluminado e para a noite de 1 de junho, com 99% do disco iluminado. Em ambas as noites a Lua irá ofuscar o brilho de Saturno, atrapalhando sua observação. Por essa razão, procure contemplar Saturno nas outras noites, na qual a Lua não atrapalha a observação. A figura 12 concebida para 05 de maio, por volta das 20 horas, ilustra essa bela aproximação entre Saturno e a Lua.

 

 

 

Aproximação de Saturno e Lua, em 05 de maio de 2015, por volta das 20 horas.

 

Figura 12. Aproximação de Saturno e Lua, em 05 de maio de 2015, por volta das 20 horas.

 

 

Perceba pela figura 12, que Saturno está localizado na constelação do Escorpião. Durante todo esse mês esse belo planeta estará nessa constelação que possui diversos objetos celestes interessantes de serem contemplados. Leia o comentário sobre a Constelação do Escorpião para otimizar as suas observações.

 

TOPO

 

 

6- Luz Cinérea da Lua

 

 

 

A Luz Cinérea da Lua pode ser observada em dois momentos:

 

Caso 1- até no máximo um dia depois da Lua Quarto Minguante até um ou dois dias antes da Nova.

 

Caso 2- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Nova até no máximo poucas horas antes do Quarto Crescente.

 

 

Para entender o fenômeno, basta sabermos que a luz do Sol que incide sobre a Terra é refletida para Lua, iluminando sua parte escura. Dessa forma, o que podemos observar é algo parecido com a foto ao lado.

 

Por causa da configuração Sol-Terra-Lua, no primeiro caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez mais acentuada, enquanto no segundo caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez menos acentuada e, portanto, menos visível.

 

 

Os momentos de observação irão ocorrer entre 11 e 16 de maio e 19 a 25 de maio. De acordo com os casos 1 e 2, as melhores possibilidades de observações irão ocorrer entre as noites de 12 a 15 de maio e 20 a 24 de maio. Para o amanhecer de 11 a 16 de maio a Lua irá nascer poucos instantes antes do nascer do Sol no horizonte leste. Para o anoitecer de 19 a 25 de maio, a Lua irá se pôr poucos instantes depois do pôr do Sol no horizonte oeste.

 

Acesse o site da Climatempo para saber os horários do nascer e do ocaso do Sol para sua cidade e assim se programar melhor para poder contemplar e fotografar a luz cinérea da Lua.

 

Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

Foto. Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

TOPO

 

 

7- Ocultação de Estrelas pela Lua

 

 

 

 

Ocultação é o fenômeno que ocorre quando um astro de diâmetro aparente maior passa à frente de outro astro com diâmetro aparente menor.

 

Durante o mês ocorrerão diversas ocultações de estrelas pela Lua, porém visíveis a olho nu, são poucas as ocultações que podem ser facilmente observadas. Vale lembrar que o olho humano consegue observar no máximo magnitudes inferiores a 6.0 e o quanto o disco iluminado da Lua irá refletir a luz solar são fatores importantes que devem ser considerados para conseguir ou não observar o fenômeno. No caso do uso de telescópios, lunetas ou binóculos, quando a Lua estiver próxima da fase cheia, será necessário utilizar filtros para bloquear o excesso de luz lunar.

 

A ocultação máxima de uma estrela chega a 70 minutos, quando a imersão e emersão se verificam em pontos diametralmente opostos da Lua. Uma ocultação de planeta pela Lua é algo mais raro de ocorrer durante o ano.

 

Sabendo desses fatores, podemos observar na tabela 2 a magnitude de cada estrela, a quantidade que o disco da Lua estará iluminado no momento da ocultação e o horário aproximado da ocultação.

Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

Foto. Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

 

 

DATA
ESTRELA/PLANETA
MAGNITUDE
CONSTELAÇÃO
ILUMINAÇÃO DO DISCO LUNAR*
HORÁRIO IMERSÃO**
HORÁRIO EMERSÃO**
COMENTÁRIOS
05/05

eta Librae

(2247 A6)

5.4
Balança
-99%
04:30
--
7.1
10/05

Dabih Major

(2969SA5)

3.1
Capricórnio
-63%
02:20
03:15
7.2
30/05

82 Virginis

(1962 M2)

5.0
Virgem
+87%
01:40
02:47
7.3

 

 

Tabela 2. Ocultação visível durante a noite de estrelas e/ou planetas.

 

Legenda da tabela:

 

*O sinal de menos na columa "Iluminação do disco lunar" indica que a Lua está na fase decrescente e o sinal de mais na sua fase crescente.

 

** De forma muito simplificada, imersão é a entrada da estrela atrás da Lua e emersão é sua saída. Os horários calculados de imersão e emersão são para observadores localizados na cidade de São Paulo durante o início (imersão) e fim (emersão) do evento de acordo com o horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão. Para observadores localizados fora dessa latitude e longitude de São Paulo, o início do fenômeno poderá ocorrer até 1 hora antes ou depois e seu término até uma hora antes ou depois do horário descrito dependendo da sua localização. Também deverá ser considerado o fuso horário do local de acordo com o horário de Brasília.

 

 

Legenda do mapa:

 

- Região vermelha à esquerda - ocultação que ocorre próximo anoitecer;


- Região vermelha à direita - ocultação que ocorre próximo amanhcer;

 

- Região azul à esquerda - ocultação que ocorre próximo do horizonte leste, instantes próximo do nascer da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Região azul à direita - ocultação que ocorre próximo do horizonte oeste, instantes próximo do pôr da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Faixa branca - local que é possível realizar a observação da ocultação. Deve-se saber que quanto mais próximo da linha branca o observador se localiza, mais à “borda” da Lua a estrela será ocultada.

 

 

Segue abaixo os comentários das ocultações de estrelas pela Lua que são mais fáceis de serem observadas durante esse mês:

 

 

7.1- eta Librae (2247 A6)

 

A estrela eta Librae será ocultada (imersão) pela Lua na madrugada de 05 de maio, às 04h30min. Como a Lua estará com 99% do seu disco iluminado, não será possível definir de forma visual qual é a parte iluminada ou não iluminada que ocorrerá essa ocultação. O seu reaparecimento (emersão) não poderá ser contemplado, pois os raios solares irão impedir a observação desse momento. Vale lembrar que o horário da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

A estrela eta Librae possui magnitude de 5.4. Como a Lua estará com 99% do seu disco iluminado será impossível de realizar essa observação a olho nu. Somente mesmo com o uso de um telescópio que a ocultação da estrela eta Librae poderá ser observada. Mesmo assim, aconselhamos o uso de um filtro lunar ou a tampa do telescópio com o uso do pequeno orifício, muitas vezes presentes nos telescópios.

 

De acordo com a figura 13, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores localizados fora dessa faixa de observação, será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 13. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.2- Dabih Major (2969SA5)

 

A estrela Dabih Major, que é a estrela beta da constelação do Capricórnio, será ocultada pela Lua às 02h20min na parte iluminada da Lua. Sua saída, ou seja, sua emersão, ocorrerá às 03h15min pela parte não iluminada da Lua, Vale lembrar que o horário da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Para essa noite da ocultação, a Lua estará com 63% do seu disco iluminado, não ofuscando o brilho da estrela Dabih Major. Como a magnitude dessa estrela é de 3.1, a contemplação a olho nu poderá ser realizada para os observadores localizados nas cidades sem poluição luminosa. Porém, para os observadores que estiverem localizados nas cidades com poluição luminosa será necessário o uso de um telescópio ou binóculo. Se bem que, dependendo do local de observação, essa ocultação poderá ser observada a olho nu, mesmo nas cidades com média poluição luminosa. Vale tentar.

 

De acordo com a figura 14, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores localizados fora dessa faixa de observação, será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 14. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.3- 82 Virginis (1962 M2)

 

Em 30 de maio, à 01h40min a estrela 82 Virginis será ocultada na parte não iluminada da Lua. Seu reaparecimento irá ocorrer às 02h47min pela parte iluminada da Lua. Vale lembrar que o horário da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Para essa noite da ocultação, a Lua estará com 87% do seu disco iluminado. A magnitude da estrela 82 Virginis é de 5.0. Sendo assim, com a junção do disco iluminado da Lua e a magnitude da estrela, podemos afirmar que não será possível realizar essa observação a olho nu, mesmo nas cidades sem poluição luminosa. Resta então utilizar um binóculo ou telescópio para contemplar essa ocultação.

 

De acordo com a figura 15, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores localizados fora dessa faixa de observação, será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 15. Faixa de observação da ocultação.

 

TOPO

 

8- Chuva de Meteoros

 

 

 

Os meteoros, popularmente chamados de "estrelas cadentes" são os rastros luminosos proporcionados pela rápida passagem de corpos variados na alta atmosfera terrestre. Esses meteoros são produzidos por pequenos corpos que, gravitando em torno do Sol, ao atingirem em grande velocidade a atmosfera terrestre, tornam-se incandescentes pelo choque com as moléculas de ar, reduzindo-se na maioria a pó antes de alcançarem o solo. Porém, alguns corpos conseguem vencer o calor da fricção e associado a seu tamanho considerável ou uma entrada na atmosfera com velocidade baixa, produzem um aspecto similar a uma bola incandescente no céu. Como resultado, durante a sua passagem, produzem um som intenso e após a sua passagem deixam um rastro de fumaça. Esses corpos são chamados de Bólidos. Por ser chamado de "fireball" em inglês, a tradução popular para o português se tornou "bola de fogo", porém o termo científico correto é Bólido. Os corpos que conseguem atingir o chão são chamados de meteoritos. Com uma certa experiência, pode-se encontrar diversos meteoritos após a ocorrência de um meteoro e, principalmente, após a ocorrência de um bólido. O valor do grama de um meteorito pode variar de acordo com sua composição química e procedência.

 

Os meteoros podem ser: esporádicos, ou seja, que ocorrem sem nenhuma previsão, porém sendo muito comuns ou; provenientes das chuvas de meteoros, sendo previstos com datas praticamente fixas. Relacionamos aqui as chuvas de meteoros previsíveis para esse mês, tendo como base os históricos das chuvas dos anos anteriores.

 

 

 

Chuva
P
M
HORÁRIO
C
CCT
THZ
r
V
LUA(%)
FONTE
Comentário
Omega Capricornids (OMC)

19/04

15/05

02/05
01:00
Sagitário

a = 21:00

d = -30

2
?
64
96% - s/l
UAI / AMSL
No registro do AMSL a abreviação se dá como WCA, a declinação é igual a -22 graus e a velocidade é de 50 km/s. Lua em Virgem não atrapalha observação.
Eta Aquariids (ETA)

19/04

28/05

06/05
04:00
Aquário

a = 22:36

d = -01

45
2.4
65
95% - s/l
UAI / AMSL
8.1

Eta Lyrids (ELY)

03/05

12/05

08/05
02:30

Cisne

a = 19:30

d = +39

3
3.0
45
82%
UAI / MSO
Lua atrapalha a observação.

Southern May Ophiuchids (SOP)

21/04

04/06

13/05
22:00

Ofíuco

a = 17:12

d = -24

?
?
28
s/l - 18%
UAI / MSO
Lua não atrapalha a observação.
Alpha Scorpiids (ASC)

01/05

31/05

16/05
21:00
Escorpião

a = 16:27

d = -29

5
?
31
s/l
UAI / AMSL / CS
No CS o período está entre 21/4 e 26/5, RA em 16:30 e o THZ é de 3 meteoros por hora. No AMSL a RA está em 16:12, declinação em -21 graus e THZ é de 5.
Beta Coronae Australids (CAU)

23/04

30/05

16/05
22:30
Coroa Austral

a = 19:00

d = -40

3
?
56
s/l
UAI / AMSL
No AMSL a RA está em 18:56 e a velocidade em 45 km/s.
Northern May Ophiuchids (NOP)

08/04

16/06

18/05
21:00
Ofiúco

a = 16:36

d = -14

3
?
28
s/l
UAI / MSO
Lua atrapalha a observação.
Northern omega Scorpiids (NSC)

?

31/05
21:00
Ofiúco

a = 16:32

d = -15

5
?
19
96%
UAI / CS
No CS o RA é de 16:20 e a declinação está em 16 graus e 19 minutos. Lua atrapalha a observação.
Southern omega Scorpiids (SSC)

?

31/05
20:00
Escorpião

a = 16:14

d = -15

5
?
23
96%
UAI / CS
No CS o RA é de 16:06 e a velocidade de 25,5 km/s. Lua atrapalha a observação.

 

 

 

 

Tabela 3. Chuva de meteoros desse mês.

 

 

Legenda:

 

CHUVA - indica o nome da chuva em questão. Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI;

 

P - Período em que ocorrerá a chuva. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

M - Momento máximo que irá ocorrer a chuva. Essa é a melhor data para observar de acordo com o horário de observação proposto para o Brasil. Porém, vale saber que o observador poderá contemplar a chuva entre 2 ou 3 dias antes ou depois do momento máximo. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

HORÁRIO - Horário que leva em consideração o momento que o radiante da chuva estará cerca de 30 graus acima da linha do horizonte. Isso não significa o melhor horário de observação. Alguns meteoros podem surgir antes ou depois do aparecimento do radiante. Informações nossas;

 

C - Constelação associada a chuva. Informações nossas, de acordo com o CCT adquirido;

 

CCT - Posição para observação dadas em coordenadas equatoriais (J2000), sendo: a: ascensão reta e; d: declinação. Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI.

 

THZ - Taxa Horária Zenital - um número máximo calculado de meteoros que um observador pode apreciar, numa noite sem a inferência da Lua, com o céu perfeitamente limpo e com radiante na sua máxima altura. Quando ocorrer uma chuva periódica, ou seja, sem previsão da taxa por hora, a mesma será representada por "?". Quando aparecer o termo "VAR" significa que a chuva tem histórico de variação da quantidade de meteoros observados, sendo difícil de prever a quantidade. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

r - Índice provável de magnitude da chuva. Quanto menor o valor mais fácil será sua observação. Como parâmetro, para as cidades com poluição luminosa, são indicados valores menores do que 3.0. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

V - Velocidade de entrada atmosférica do meteoro, dada em km/s. As velocidades variam entre 11 km/s (muito lento), 40 km/s (médio) e 72 km/s (muito rápido). , Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI.

 

LUA (%) - Porcentagem do disco iluminado para o melhor momento de observação da chuva. No caso sem influência da Lua durante a chuva de meteoros é atribuído o símbolo s/l. Lua próxima da fase cheia e do radiante atrapalha a observação dos meteoros. Informações nossas;

 

FONTE - Referências das informações obtidas. Quando mais de uma, foram realizadas comparações entre as informações e/ou adições das informações, quando não existente numa determinada fonte, porém apresentada na outra. Siglas: UAI - Meteor Data Center; IMO - International Meteor Organization; AMSL - Alpo Meteor Shower List; CS - CalSky; AMS - The American Meteor Society e; MSO - Meteor Showers Online.

 

COMENTÁRIO - Quando existir o número, a chuva será comentada no seu respectivo número. Informações nossas.

 

 

Comentário

 

8.1 - 06/05 - Chuva de meteoros Eta Aquarídeos

 

Sem dúvida será uma bela chuva digna de ser contemplada, pois para essa noite a Lua não irá atrapalhar a observação. Apesar da Lua estar com 95% do seu disco iluminado, na madrugada de 07 de maio, ela estará localizada na constelação do Ofiúco, ou seja, afastada do radiante da chuva.

 

De acordo com os históricos dessa chuva de meteoros, em 2010, a International Meteor Organization (IMO) apresentou uma taxa horária zenital de 85 meteoros a cada uma hora. Em 2014, a mesma instituição apresentou a taxa de 45 meteoros, com periodicidade entre 40 e 85 meteoros a cada uma hora. Para esse ano de 2015, a Alpo Meteor Shower List (AMSL) informa que a taxa horária zenital será de 60 meteoros a cada uma hora, enquanto que a CalSky (CS) nos informa que serão 28 meteoros a cada uma hora.Seja como for, será uma bela chuva de meteoros digna de ser observada, mesmo nas cidades com média poluição luminosa, pois estima-se meteoros com magnitude de 2.4. Melhor ainda para os observadores que estiverem afastados da poluição luminosa produzida pelas grandes cidades. O que se poderá observar são meteoros relativamente rápidos, pois a estimativa de velocidade é de 65 km/s e que deixam longos rastros.

 

Durante o mês de maio, a constelação do Aquário irá nascer por volta da 00h30min no horizonte leste. O radiante da chuva, ou seja, local mais propício que surgirá os meteoros, irá nascer por volta da 01h30min. Porém, o melhor horário para observação será após às 4 horas da manhã, quando o radiante na constelação de Aquário atinge a altura suficiente para contemplação de todos os meteoros possíveis. A figura 16 ilustra a região do radiante para São Paulo, em 06 de maio, ás 3h30min. Para as demais regiões do Brasil, a diferença que ocorre em relação a figura 17, exatamente para esse horário, estará na distância dos objetos celestes e do radiante da chuva em relação a linha do horizonte.

 

 

Chuva de meteoros eta Aquarídeos em 06 de maio.

.

Figura 16. Chuva de meteoros eta Aquarídeos, em 06 de maio.

 

Vale saber que a contemplação de uma chuva de meteoros pode (e deve) ser realizada a olho nu. Assim, mesmo que o observador tenha dificuldade de localizar a constelação do Aquário, basta olhar para o céu no lado leste, na noite de 06 de maio, por volta das 3h30min e contemplar algumas "estrelas cadentes" riscando o céu. Porém, a contemplação de uma chuva de meteoros não ocorre somente na data indicada do máximo do radiante. Geralmente é possível contemplar uma chuva de meteoros 3 noites antes ou depois da data indicada, dentro do horário apresentado.

 

Para os mais aficionados que desejam obter algumas fotos dessas chuvas, a recomendação é utilizar uma filmadora (pode ser de câmera fotográfica digital). Apoiada num tripé, apontada para essa região, deixe-a gravando e espere capturar diversos meteoros passando e depois no computador ou na TV passe o filme e veja o resultado. Aproveite para nos enviar suas imagens no nosso Twitter para fazermos um RT.

 

 

Histórico (Fonte: Meteor Showers On-line http://meteorshowersonline.com/eta_aquarids.html)

 

Os primeiros relatos dessa chuva de meteoros ocorreram em 1863 com atividades no final de abril e no início de maio, quando HA Newton analisou as datas das antigas chuvas e sugeriu uma série de períodos que mereceram a atenção dos observadores. Um desses períodos foi em 28 de abril e incluiu as observações de chuvas de 401 d.C, 839 d.C, 927 d.C, 934 d.C. e 1009 d.C.

 

A Eta Aquarídeos foi oficialmente descoberta em 1870 pelo Tenente-Coronel GL Tupman (enquanto navega no mar Mediterrâneo). Ele observou 15 meteoros em 30 de Abril e 13 meteoros na noite de2 e 3 Maio. Numa data posterior, WF Denning analisando os registros da Associação Italiana meteórica identificou 45 meteoros que foram plotados durante o período de 29 de abril a 5 de maio de 1870. Finalmente, a primeira confirmação da chuva veio em 29 de abril de 1871, quando Tupman observou 8 meteoros.

 

Observações do Eta Aquarídeos foram raros, mas, durante 1876 Herschel descobriu algo que, pelo menos, começou a gerar um maior interesse pela chuva. Ele realizou um inquérito para descobrir a matemática dos cometas que foram mais aptos a produzir chuvas de meteoros. O Cometa Halley foi encontrado como o mais próximo da Terra, em 4 de maio, momento em que o radiante estava em Aquário. Herschel imediatamente notou que as observações de Tupman de 1870 e 1871 foram muito perto destas previsões.

 

A Eta Aquarídeos permaneceu pouco observada devido a falta de observadores no hemisfério sul. Apenas ocasionalmente registros de uma atividade da chuva foram notificados, dos observadores do norte que tiveram que enfrentar a observações do radiante próximo da linha do horizonte leste. No entanto, H. Corder detectou a atividade na manhã do dia 4 de maio de 1878, com 3 meteoros plotados revelando uma radiante próximo à estrela Eta Aquarii. Durante este mesmo ano, Herschel examinou todas as observações disponíveis e inferiu que o radiante da chuva parecia mover-se mais a leste, uma vez que cada dia se passava.

 

WF Denning finalmente conseguiu determinar com mais exatidão essa chuva entre 30 de abril 30 a 6 de maio de 1886. Um total de 11 meteoros foram plotados para revelar uma radiante próximo à estrela Eta Aquarii. A partir dessas observações, ele afirmou que o radiante parecia 5 graus a 7 graus de diâmetro. Ele acrescentou que a aparente proximidade de sua radiante com a previsão realizada por Herschel colocou a identidade dessa chuva para o cometa Halley "sem margem para dúvidas."

 

Felizmente, vários bons observadores de meteoros apareceram no hemisfério sul durante os anos 20 e o conhecimento vindo do Sul aumentou e muito. Um dos mais prolíficos observadores foi RA McIntosh (Auckland, Nova Zelândia). Ele publicou um dos mais importantes estudos da Eta Aquarids durante 1929. McIntosh afirmou que as suas observações desse ano mostraram uma atividade entre os dias de 22 de abril a 13 de maio. Ele afirmou que o máximo da chuva surgiu definitivamente no início de maio, apesar do mau tempo que impediu de ser analisado, no entanto, ele constatou que a chuva manteve taxas horária entre 10 a 20 meteoros durante o período de 2 a 11 de maio. A área do radiante foi consistentemente com cerca de 5 graus. Além disso McIntosh's realizou cálculos orbitais que mostraram excelentes proximidades com a órbita do Cometa Halley.

 

Durante 1935, McIntosh publicou outro inquérito da Eta Aquarids. Utilizando observações feitas por Murray Geddes (Nova Zelândia) e ele próprio durante 1928 a 1933 planejou a observações da atividade dessa chuveira e desenvolveu uma curva da atividade que revelou que a chuva começou com taxas de 1 por hora em 28 de abril, em seguida, passou rapidamente a um limite máximo de 10 por hora durante o mês de maio entre os dias 3 e 6. Finalmente, essa curva desceu lentamente a taxa de 1 por hora em 16 maio.

 

No início de 1947, a Eta Aquarids aderiu às fileiras dos primeiros fluxos a ser detectadas por técnicas de rádio. Durante 1 a 10 de maio, um rádio telescópio no Jodrell Bank viu picos de 12 meteoros. Poucos dados adicionais sobre este fluxo foi recolhida pelo Banco Jodrell durante o resto dos anos de 1940 e durante toda a década de 1950. Na verdade, o fluxo foi praticamente ignorado o equipamento de rádio raramente foi operada durante a primeira metade de maio Felizmente, os observadores utilizando o equipamento de radar em Springhill Meteor Observatory (Ottawa, Canadá) e, posteriormente, pelo Observatório Ondrejov (Checoslováquia), foram capazes de fornecer alguns das mais extensa série de dados já acumulados sobre este fluxo.

 

Os dados de Springhill abrangeu o período de 1 a 10 de maio e um fato revelado por A. Hajduk (Instituto Astronómico da Academia de Ciências da Eslováquia, Bratislava, Checoslováquia), foi a complexidade das taxas ativas. Utilizando uma média elaborada para o período de 1958-1967, observou-se que duas máximas detectadas por radar ocorreram: uma em 4 de maio e a outra em 7 maio.

 

Os números acima representam uma média de 10 anos e, apesar de mostrarem algumas características interessantes para os níveis de atividades da ETA Aquarídeos, os níveis anuais de atividade indicadas no mesmo documento são ainda mais interessantes - especialmente quando são comparados com o inusitado vales e picos da forma de onda que notarem a atividade de curvas semelhantes da Orionids. Hajduk estudando a chuva Orionids concluiu que existe uma atividade anormal de níveis que se formaram devidos a ocasionalidade da primeira ou secunda máximas atividades dadas em datas diferentes do que geralmente se aceitava como uma única data com máximo. O mesmo é verdade também para a Eta Aquarids. De fato, dos 10 anos analisados pelo Observatório Springhill, representou apenas 3 anos o que poderia ser considerada uma atividade da curva normal. Alguns exemplos dos desencontros sobre o estudo de fluxos da chuva Eta Aquarídeos podem ser encontrados no estudo de Hajduk, que não só revelou detalhes interessantes sobre este fluxo, mas também sobre o Orionids de outubro - em tempo conhecida como irmã próxima da Eta Aquarídeos. Embora exista uma clara semelhança entre as características dos meteoros e níveis de atividades dos dois fluxos, uma característica interessante mostrada nos dados de Springhill se dão às distâncias de cada trajetória existente a órbita da Terra. Usando a órbita do cometa Halley como representando o centro do associado meteoro, Hajduk notou que a Eta Aquarídeos ocorrem quando a Terra está 0,065 UA do fluxo de base, enquanto o Orionids ocorre quando a Terra está 0,15 UA de distância. De acordo com os dados Springhill, há uma menor variação entre as taxas anuais de atividade para o Eta Aquarídeos do que existe para a Orionids.

 

A evolução deste fluxo foi discutido durante 1983, pela BA McIntosh (Herzberg Instituto de Astrofísica, Otava, Canadá) e Hajduk. São publicados os detalhes de uma proposta de modelo de fluxo produzidas por meteoros do cometa Halley. Utilizando um estudo publicado em 1981 DK Yeomans e Tao Kiang, que analisou a órbita do cometa Halley datada em 1404 BC, McIntosh e Hajduk teorizou que "os meteoróides simplesmente existem em órbitas que o cometa realizou durante muitas revoluções atrás". Outras perturbações que agiram para moldar o fluxo em um reservatório contém numerosos restos de meteoros agregados. Estes aglomerados são considerados a explicação sobre o motivo por que tanto o Orionids e Eta Aquarídeos experimentam grandes variações de atividades de um ano para o outro.

 

Astrônomos amadores fizeram observações significativas desta chuva de meteoros durante os últimos 30 anos. Com base nas informações de organizações amadores dos Estados Unidos, Inglaterra, Japão, Austrália e Nova Zelândia, é sabido que existe uma enorme diferença nas taxas de atividade desta chuva entre os hemisférios norte e sul. Quando as taxas horárias podem chegar a 20 por hora para os observadores nos Estados Unidos, Europa e Japão, as taxas podem saltar para 30 a 40 por hora para os observadores na Austrália e Nova Zelândia. A razão é simples: a constelação do Aquário ocupa uma área maior de observação quando vista pelos observadores do hemisfério sul. Estas organizações têm também revelado que cerca de um terço da Eta Aquarídeos produz de forma contínua rastros luminosos deixados pelos meteoros que duram pelo menos um segundo.

 

Durante a aparição de 1985-1986 do Cometa Halley, várias organizações em todo o mundo colocou em alerta os seus membros para verificar o possível aumento na atividade Eta Aquarídeos (e os Orionids). Relatórios dos grupos na Austrália, Nova Zelândia, Bolívia, América do Norte e Japão geralmente indicam que a atividade não foi reforçada.

 

 

TOPO

 

 

09- Aglomerado Estelar M35

 

 

 

O aglomerado estelar aberto M35, também classificado como NGC 2168, é um belo aglomerado que pode ser observado a olho nu em condições ideais de observação. Com sua magnitude equivalente a 5.5, esse aglomerado requer uma certa habilidade do observador quando observado a vista desarmada. Numa noite sem a interferência da Lua é possível ver uma "mancha" muito tênue no céu noturno em locais onde não possuem poluição luminosa. Porém, o mais indicado é que o observador utilize um binóculo para poder contemplar todas as estrelas desse aglomerado aberto, sendo essa maneira contemplado, mesmo em cidades com poluição luminosa. Por ser um aglomerado aberto o uso de um telescópio não é a melhor pedida, pois o observador apreciará apenas parte desse aglomerado, uma vez que seu tamanho angular é de 0,57 graus. A distância desse aglomerado é de 2800 anos-luz e está localizado na constelação do Gêmeos.

 

Até 20 de maio (aproximadamente), M35 poderá ser observado após às 19 horas, pouco acima do horizonte noroeste. Com o avançar das horas, esse aglomerado estelar caminha de forma aparente para o horizonte oeste até ocorrer seu ocaso, por volta das 21 horas para o primeiro dia do mês e, por volta das 19h30min, para 20 de maio. No último dia do mês, o ocaso do aglomerado estelar M35 ocorrerá por volta das 19 horas, logo após o ocaso do Sol. Como visto, o ocaso de M35 irá ocorrer cada vez mais cedo e esse aglomerado estará cada vez mais perto do horizonte oeste. Dessa forma, prefira contemplar M35 no início do mês e procure um horizonte oeste livre da interferência de prédios e objetos que atrapalham a visualização desse horizonte. Para as cidades com poluição luminosa, devida a proximidade de M35 com o horizonte, a contemplação a olho nu será praticamente impossível de ser realizada. Somente mesmo com o telescópio que esse aglomerado poderá ser contemplado nas cidades grandes e mesmo assim, com certa dificuldade.

 

Em 20 de maio teremos a aproximação da Lua com M35. Para essa noite a Lua estará com 8% do seu disco iluminado proporcionando a contemplação da Luz Cinérea da Lua. No caso de M35 será uma observação muito difícil de ser realizada nas grandes cidades. Lembrando que o uso de um telescópio ou binóculo é muito bem vindo, porém não será possível observar esses dois objetos celestes no mesmo campo de visão. Idenpendente dessa bela aproximação, vale contemplar esse belo aglomerado no início desse mês.

 

A figura 17 ilustra a constelação de Gêmeos para 20 de maio, por volta das 19 horas com os nomes das estrelas mais brilhantes e a localização de M35. Perceba que a constelação de Gêmeos está localizada próxima das constelações de Órion (onde se localizam as "Três Marias"), da constelação do Cão Menor e Caranguejo (Câncer). Com base nessas constelações será possível encontrar a constelação de Gêmeos, as estrelas Pollux e Castor e, em seguida, o aglomerado M35. Leia os comentários sobre Órion, M44, Vênus e Júpiter para otimizar a observação dessa região do céu.

 

 

Lua próxima de M35, em 20 de maio de 2015, por volta das 19 horas.

 

Figura 17. Lua próxima de M35, em 20 de maio de 2015, por volta das 19 horas.

 

 

TOPO

 

 

 

10- Aglomerado Estelar M44

 

 

 

Fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa é possível observar esse aglomerado a olho nu. Por causa do seu forte brilho esse aglomerado é conhecido desde tempos pré-históricos.

 

Algumas antigas escrituras estão associadas a esse objeto: gregos e romanos viram essa "nebulosa" como a manjedoura. Ptolomeu menciona como uma das sete "nebulosas" que ele observou, na sua obra Almagesto. Galileu relatou que este objeto "nebuloso" não era apenas uma estrela como os antigos pensavam, mas uma massa de mais de 40 pequenas estrelas.

 

A dúvida se esse objeto era uma só estrela ou um conjunto de estrelas foi resolvido (possivelmente) por Peiresc em 1611, o descobridor da Nebulosa do Orion (M42). Um ano mais tarde, após a observação de Peiresc, em 1612 esse mesmo objeto foi observado  e relatado como um aglomerado estelar por Simon Marius. Charles Messier adicionou-o no seu catálogo em 4 de março de 1769, como o objeto de número 44, por essa razão M44.

 

 

 

 

O aglomerado da Colméia por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado da Colmeia por Marcos Calil.

 

Sabemos e aceitamos atualmente que mais de 200 das 350 estrelas na área do aglomerado foram confirmadas como membros. Algumas outras são estrelas de primeiro ou segundo plano, ou seja, que estão à frente ou atrás desse aglomerado. De acordo com a nova determinação da ESA, utilizando o satélite Hipparcos, o aglomerado está 577 anos-luz distante da Terra (estimativas anteriores davam o número de 522 anos-luz), e sua idade foi estimada a cerca de 730 milhões de anos. Curiosamente, tanto nesta idade e à orientação de uma boa resolução de M44 coincide com as das Híades, outro aglomerado estelar famoso e observável a olho nu, porém, que não foi incluída na lista Messier e nem no catálogo NGC e IC, que está atualmente estimada numa idade de cerca de 790 milhões de anos. Provavelmente estes dois objetos, embora agora separados por centenas de anos-luz, têm uma origem comum, em algumas grandes nebulosas gasosas difusas que existiram entre 700 a 800 milhões de anos atrás. Por conseguinte, também a população estelar são semelhantes, ambos contendo gigantes vermelhas (M44, pelo menos, 5 delas) e algumas anãs brancas.(fonte: http://www.seds.org/MESSIER/M/m044.html)

 

Na noite de 23 maio, após às 19 horas (aproximadamente), poderemos iniciar a contemplação da aproximação da Lua com o aglomerado da Colmeia (M44), pouco acima do horizonte noroeste. Com o avançar das horas, M44 se dirige para o horizonte oeste, quando seu ocaso ocorrerá, por volta, das 22 horas. Para a noite de 23 de maio, a Lua estará com 32% do seu disco iluminado, proporcionando a observação da Luz Cinérea. Apesar da Lua ser um ótimo referência para localizar M44, na noite de 23 de maio, aconselhamos a observação de M44 nas outras noites na qual a Lua não atrapalha a observação. A figura 18 ilustra a região do céu para 23 de maio, por volta das 19 horas.

 

 

Lua próxima de M44, em 23 de maio, por volta das 19 horas.

 

Figura 18. Lua próxima de M44, em 23 de maio, por volta das 19 horas.

 

 

Não é difícil localizar esse belo aglomerado no céu. Para todas as noites utilize as estrelas Pollux e Castor da constelação de Gêmeos para poder se orientar e encontrar o aglomerado da Colmeia (M44). Perceba ainda, na figura 18, que o planeta Júpiter poderá ajudar na localização de M44, porém vale saber que todos os planetas possuem um movimento próprio, que quando vistos da Terra, se modificam rapidamente com o passar dos dias. Sendo assim, o método de utilizar Júpiter para localizar M44 poderá ser aplicado com ressalvas, conforme a ilustração da figura 18. Por essa razão, preferimos utilizar as estrelas como auxiliadoras para encontrar outros objetos celestes. Leia o comentário 4 sobre Júpiter, para otimizar suas observações. Aproveite para observar também o aglomerado estelar M35, a Constelação do Leão e o planeta Vênus.

 

TOPO

 

 

11- Constelação do Leão

 

 

 

A constelação do Leão é a constelação típica do outono para os observadores do hemisfério Sul. Isso porque, quando inicia essa estação do ano a constelação do Leão surge durante o anoitecer na linha do horizonte leste. Com o avançar dos meses, quando inicia o inverno, a constelação do Escorpião surge na linha do horizonte leste no anoitecer (representando a constelação dessa estação), enquanto que a constelação do Leão estará próxima do horizonte oeste. Para a primavera, a constelação de Pégaso estará presente no horizonte leste, após o ocaso do Sol. Isso porque, essa constelação representa a primavera e, durante essa estação, o Leão poderá ser observado surgindo no horizonte leste, na alta madrugada. No verão, a constelação do Órion poderá ser observada surgindo no horizonte leste, logo após ocaso do Sol. Isso porque, essa constelação representa a estação do Verão. Como a constelação do Leão representa o outono, que inicia em 20 de março, às 19h44min, essa constelação poderá ser observada surgindo no horizonte leste, poucos instantes após o ocaso do Sol.

 

Algumas das estrelas da constelação do Leão podem ser observadas mesmo nas cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa e com um pouco de atenção o desenho do Leão se fará presente no céu. Logicamente, para quem estiver fora das grandes cidades, ou seja, em locais sem a influência das luzes, a constelação se mostrará mais nítida. As estrelas Regulus, Denebola, Zosma e Algieba são as estrelas que podem ser facilmente contempladas e marcam parte do desenho do Leão. É interessante saber os nomes das principais estrelas que compõe essa constelação, onde Regulus significa "pequeno rei", Denebola a "cauda do leão", Algieba "do sul" e Zosma significa "quadril".

 

Para esse mês, logo após o ocaso do Sol, a constelação do Leão irá despontar acima do horizonte norte-nordeste. Com o avançar das horas, por volta das 23h30min, o Leão estará se pondo no horizonte oeste. Em especial, na noite de 24 de maio, a Lua estará localizada próxima da estrela mais brilhante dessa constelação: Regulus. Para essa noite a Lua estará com 42% do seu disco iluminado, proporcionando a observação da Luz Cinérea. Contemple também a constelação do Leão nas outras noites, se a proposta for observar suas estrelas e imaginar essa terrível fera no céu.

 

A figura 19, concebida para 24 de maio, às 19 horas, ilustra a constelação do Leão com suas estrelas mais brilhantes, a delimitação dessa constelação, seu asterismo e sua concepção artística. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Regulus.

 

 

A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo, delimitações e concepação artística, em 24 de abril, às 19 horas.

 

Figura 19. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo, delimitações e concepação artística, em 24 de abril, às 19 horas.

 

 

Perceba na figura 19, que teremos o planeta Júpiter nessa região do céu. Por essa razão, aconselhamos a leitura sobre Júpiter para otimizar as suas observações.

 

A figura 20 foi concebida para o mesmo momento da figura 19, porém sem a ilustração artística do Leão. Vale tentar imaginar essa terrível fera no céu.

 

 

A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo e delimitação, em 24 de abril, às 19 horas.

 

Figura 20. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo e delimitação, em 24 de abril, às 19 horas.

 

 

Finalmente, a figura 21 foi concebida para o mesmo momento das figuras 19 e 20, porém como realmente observamos no céu. Vale comparar as figuras e identificar os principais objetos celestes que estão localizados nessa constelação.

 

 

A constelação do Leão, em 24 de abril, às 19 horas.

 

Figura 21. A constelação do Leão, em 24 de abril, às 19 horas.

 

 

TOPO

 

12- Constelação do Escorpião

 

 

 

Sem dúvida, para quem está começando na Astronomia Observacional essa é uma das constelações mais fácil de ser encontrada no céu.

 

A constelação do Escorpião representa a constelação do inverno para o hemisfério sul. Por essa razão, durante esse mês de abril, somente após às 22h30min (aproximadamente), a observação do Escorpião poderá ser realizada próxima do horizonte leste. Com o avançar das horas essa constelação ganha altura, até que, por volta das 3h30min, estará na região mais alto do céu, em relação ao observador. Após isso, essa constelação caminha para o horizonte leste e antes do seu ocaso suas estrelas serão ofuscadas pelos raios solares.

 

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto: A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto montagem. A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Perceba nas fotos acima obtidas com uma simples câmera digital 4.1 mega pixel, duas manchas bem claras chamadas de M6 e M7. Tratam-se de dois aglomerados abertos de estrelas que distam 2.000 e 1.000 anos luz, respectivamente. O aglomerado aberto M6, popularmente chamado de Aglomerado da Borboleta tem magnitude aparente de 4.5, enquanto que o aglomerado aberto M7, popularmente chamado de Aglomerado de Ptolomeu possui magnitude de 3.5. Isso significa que o aglomerado M7 pode ser localizado mais facilmente, por causa seu brilho aparente, que é mais forte se comparado com o aglomerado M6. Lembrando que a magnitude aparente de um astro é o valor dado para seu brilho aparente, numa razão inversamente proporcional. Isso explica afirmação referente a M7 possuir um brilho aparente maior que M6. Nas cidades onde o índice de poluição luminosa é muito fraca é possível observar esses dois aglomerados mesmo a olho nu, onde M7 é mais fácil de ser localizado.

 

Em 05 de maio, após às 21 horas (aproximadamente), será possível observar a Lua próxima da estrela mais brilhante dessa constelação: Antares. Após esse horário essa constelação ganha altura até atingir o ponto mais alto, em relação ao observador, por volta das 2 horas da manhã. Depois disso, o Escorpião se dirige para o horizonte oeste e antes de ocorrer o seu ocaso, os raios solares irão despontar no horizonte leste. Para essa noite, o nosso satélite natural estará com 96% do seu disco iluminado, ofuscando os obsjetos celestes a sua volta. Por essa razão, observe a constelação do Escorpião nas outras noites que a Lua não atrapalha sua observação dos demais objetos celestes à sua volta.

 

A figura 22 ilustra a constelação do Escorpião, em 05 de maio, por volta das 21 horas, apresentando seus principais aglomerados estelares, as estrelas mais brilhantes, a delimitação da constelação. a concepção artística e as linhas dessa bela constelação. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Antares.

 

 

A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, delimitação, concepção artística e suas linhas,em 05 de maio de 2015, por volta das 21 horas.

 

Figura 22. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, delimitação, concepção artística e suas linhas,

em 05 de maio de 2015, por volta das 21 horas.

 

 

A figura 23 foi concebida para o mesmo momento da figura 22, porém sem a delimitação e a ilustração artística do Escorpião. Vale tentar imaginar esse terrível aracnídeo no céu.

 

 

A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes e suas linhas, em 05 de maio de 2015, por volta das 21 horas.

 

Figura 23. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes e suas linhas, em 05 de maio de 2015, por volta das 21 horas.

 

 

A figura 24 foi concebida para o mesmo momento das figuras 22 e 23, porém como vemos no céu da natureza. Compare as três figuras e procure o Escorpião no céu da sua cidade.

 

 

A constelação do Escorpião, em 05 de maio de 2015, por volta das 21 horas.

 

Figura 24. A constelação do Escorpião, em 05 de maio de 2015, por volta das 21 horas.

 

 

Perceba ainda, nas figuras 22, 23 e 24 que temos a presença do planeta Saturno na constelação do Escorpião. Por essa razão, aconselhamos a leitura dos comentários sobre Saturno para otimizar suas observações.

 

 

TOPO

 

13- Constelação de Sagitário

 

 

 

Essa região da constelação de Sagitário é riquíssima em aglomerados de estrelas e nebulosas. Algumas são visíveis até a olho nu, numa noite sem a interferência da Lua e fora da poluição luminosa. Porém, se o observador estiver munido de um simples telescópio ou binóculo, poderá contemplar várias nebulosas e aglomerados estelares dessa região.

 

A contemplação da constelação do Sagitário poderá ser realizada durante todo esse mês, no horizonte leste após às 23 horas (aproximadamente). Com o avançar das horas essa constelação ganha "altura" até atingir o ponto mais do céu, em relação ao observador. Isso irá ocorrer, por volta das 3h30min. Após esse horário, a constelação do Sagitário caminha para o horizonte oeste e antes que seu ocoso ocorra, suas estrelas serão ofuscadas pelos raios solares.

 

Para esse mês, a Lua poderá ser observada nessa constelação entre as noites 07 e 08 de maio. As figuras 25, 26 e 27 ilustram o aspecto do céu, por volta das 23h59min, em 07 de maio. Nessa noite a Lua estará com 83% do seu disco iluminado, próxima do aglomerado estelares M25, porém ofuscando esse belo objeto celeste. Por essa razão, vale contemplar essa região do céu nas outras noites do mês, quando a Lua não ofusca os objetos celestes pertencentes a constelação do Sagitário.

 

Constelação do Sagitário com os principais nomes dos objetos celestes, sua concepção artística e seu asterismo, em 07 de maio, às 23h59min.

 

Figura 25. Constelação do Sagitário com os principais nomes dos objetos celestes, sua concepção artística e seu asterismo, em 07 de maio, às 23h59min.

 

A figura 26 ilustra a mesma região do céu, para o mesmo horário, porém sem a ilustração artística da constelação do Sagitário. Vale tentar desenhar no céu essa constelação.

 

Constelação do Sagitário sem concepção artística, em 07 de maio, às 23h59min.

 

Figura 26. Constelação do Sagitário sem concepção artística, em 07 de maio, às 23h59min.

 

Por fim, a figura 27 ilustra o mesmo aspecto do céu para o mesmo horário, porém como vemos no céu da natureza. Compare a figura 27 com as figuras 25 e 26 para localizar os objetos celestes.

 

Constelação do Sagitário, em 07 de maio, às 23h59min.

 

Figura 27. Constelação do Sagitário, em 07 de maio, às 23h59min.

 

Analise as figuras 25, 26 e 27 e aponte seu instrumento óptico para essa região. Você terá belas surpresas! Vale lembrar que essas figuras valem para todo o mês, porém sem a presença da Lua (exceto nos dias 07 e 08 de maio).

 

 

AGLOMERADOS E NEBULOSAS NA CONSTELAÇÃO DO SAGITÁRIO

 

Vale saber que o brilho do astro é importante para poder observá-lo. Para tanto, utilizamos um número que representa a magnitude do astro. Quanto maior esse número menor será seu brilho, numa razão inversamente proporcional. Assim, partindo da observação mais fácil para mais difícil, inserimos abaixo os nomes populares das nebulosas e aglomerados estelares, seguido da sua especificação pelo catálogo de Messier, indica pela letra M e, finalmente, sua magnitude.

 

Aglomerado estelar  - M25 - magnitude = 4.9 (Visível a olho nu)
Aglomerado de Trifid  - M20 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Nebulosa da Lagoa  - M8 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Aglomerado estelar  - M23 - magnitude = 6.0
Aglomerado estelar  - M22 - magnitude = 6.5
Aglomerado estelar  - M21 - magnitude = 7.0
Nebulosa de Ômega  - M17 - magnitude = 7.0
Aglomerado estelar  - M55 - magnitude = 7.0

 

Vale ressaltar ainda que os objetos que são sugeridos para serem observados a olho nu devem ser feitos fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa, além de uma noite sem a interferência da Lua. Porém, esses objetos são possíveis de serem observados nas grandes cidades com auxílios de telescópios ou binóculos, onde o binóculo é a melhor opção. Os objetos que possuem magnitude próximos e até 6.0 de magnitude são possíveis de serem observados nas grandes cidades, porém muito difusos mesmo com auxílio de telescópio e binóculo. Ainda, esses objetos que possuem magnitude abaixo de 6.0 podem ser observados a olho nu mesmo em cidades com médio índice de poluição luminosa, porém com certa dificuldade. Somente mesmo o aglomerado estelar M7 da constelação do Escorpião (que se localiza próxima da constelação do Sagitário) que possui magnitude de 3.5 pode ser contemplado a olho nu com certa facilidade nas cidades onde a poluição luminosa é considerada média para baixo.

 

 

TOPO

 

14- Constelação do Pégaso

 

 

 

A constelação do cavalo alado Pégaso é a constelação típica da estação da Primavera. Localizada na região onde se encontram as constelações boreais, ou seja, para o lado norte do céu, essa constelação pode ser facilmente contemplada se o observador encontrar o asterismo chamado "Quadrilátero de Pegasus". Esse quadrilátero é formado por quatro estrelas, onde uma delas pertence a constelação de Andrômeda. São as estrelas Scheat, Markab, Algenib e a estrela Alpheratz da constelação de Andrômeda.

 

Para esse mês, o cavalado alado Pégaso poderá ser observado nascendo no horizonte nordeste, por volta das 3 horas da manhã. Depois, com o avançar das horas, antes que essa constelação atinja o ponto mais alto no céu, em relação ao observador, as estrelas do Pégaso serão ofuscadas pelos primeiros raios solares.

 

A figura 28, que foi concebida para 15 de maio, por volta das 4 horas da manhã, ilustra a delimitação da constelação do Pégaso, sua concepção artística, o asterismo do cavalo alado e os nomes das principais estrelas (inlcuindo a estrela Alpheratz da constelação de Andrômeda). Para esse momento, procure o horizonte nordeste e tente localizar as estrelas do quadrilátero do Pégaso, para depois desenhar seu asterismo no céu.

 

 

A constelação do Pégaso com seus principais objetos celestes, seu asterismo, sua concepação artística e a delimitação da constelação,em 15 de maio, por volta das 4 horas.

 

Figura 28. A constelação do Pégaso com seus principais objetos celestes, seu asterismo, sua concepação artística e a delimitação da constelação,

em 15 de maio, por volta das 4 horas.

 

 

A figura 29 representa o mesmo aspecto do céu da figura 28, porém sem a concepção artística do cavalo alado Pégaso.

 

 

 

A constelação do Pégaso com seus principais objetos celestes sem a concepção artística, em 15 de maio, por volta das 4 horas.

 

Figura 29. A constelação do Pégaso com seus principais objetos celestes sem a concepção artística, em 15 de maio, por volta das 4 horas.

 

Por fim, a figura 30 representa o mesmo aspecto do céu apresentadas nas figuras 28 e 29, porém como vemos na natureza. Vale tentar desenhar essa bela constelação no céu e identificar seus principais objetos celestes.

 

 

A constelação do Pégaso, em 15 de maio, por volta das 4 horas.

 

Figura 30. A constelação do Pégaso, em 15 de maio, por volta das 4 horas.

 

 

 

 

TOPO

 

 

15- Satélites artificiais

 

 

 

Diversos satélites artificiais podem ser observados a olho nu passando pelo céu. Na maioria das vezes esses satélites podem ser contemplados durante o anoitecer ou amanhecer. Entre eles estão os Iridiums, o Telescópio Espacial Hubble (HST), a Estação Espacial Internacional (ISS), Genesis-1 e 2, entre tantos outros. Para observá-los não é necessário telescópio ou binóculo. Basta saber o dia, horário e local certo para observar um ponto prateado cruzando o céu.

 

Para quem deseja obter informações mais detalhadas sobre a passagem da ISS e outros satélites artificiais recomendamos o site Heavens-above. Após o acesso no site o observador deve apenas preencher o nome da sua cidade no campo específico e apertar ENTER. Clique sobre sua cidade relacionada com seu estado e boas observações. Caso você tenha dificuldades ou deseja aprender mais sobre observações de satélites artificiais a olho nu acesse a palestra/oficina de Marcos Calil.

 

TOPO

 

 

16- Softwares Astronômicos

 

 

 

Alguns softwares podem auxiliar o observador quanto o reconhecimento dos objetos celestes no céu. Esses softwares podem apresentar mais ou menos recursos que vão desde os nomes das estrelas até a conexão com telescópio direcionando esse equipamento para o objeto que é mostrado na tela do computador. Além disso, alguns chegam a custar US$ 600,00 e outros são gratuítos e não perdem em nada comparado com os softwares pagos. Relaciono abaixo alguns softwares simuladores do céu:

 

 

Stellarium - Sem dúvida, entre todos os softwares gratuítos a melhor opção é o freeware Stellarium que pode ser instalado no seu computador sem a necessidade de ficar conectado na internet. Como esse software é opensource, ou seja, código aberto onde os usuários podem programar coisas novas, sempre existem novas versões. Porém, para o usuário que não domina a linguagem de máquina o indicado é ter sempre uma versão anterior em relação a última que foi lançada. Isso evite os famosos bugs no software, uma vez que alguns usuários se dedicam somente para arrumar os problemas das últimas versões.

 

 

Sky View Cafe - Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu e os horários exatos do nascer e ocaso dos planetas para sua cidade. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. É necessário ter uma conexão em alta velocidade.

 

 

Neave Planetarium - Outro site que apresenta uma carta celeste no seu computador, necessitando que você esteja conectado com uma internet em alta velocidade. Para todos os softwares de simulação do céu, atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário.

 

 

Planisfério - Caso seja complicado levar um notebook a campo, "baixar" o software Stellarium ou se conectar na internet em banda larga a opção mais simples, barata e funcional é usar um planisfério. A única desvantagem é que esse "equipamento" não representa os planetas, uma vez que esses objetos celestes não são "fixos" no céu como as estrelas (sabemos que as estrelas possuem movimento próprio, mas para o uso de um planisfério didático isso não importa). Você pode optar em construir e levar um planisfério de papel a campo e realizar suas observações com tranquilidade. O planisfério é uma espécie de carta celeste que mostra as constelações numa folha de papel de acordo com sua latitude sendo válida para todos os anos de sua vida. Como o planisfério depende da localização do observador (mais especificamente da latitude), recomendo que você monte o seu. A professora Maria de Fátima Saraiva junto com seus orientandos ensina como montar e usar um planisfério para as latitudes de 10, 20 e 30 graus que respondem bem para diferentes estados do Brasil.

 

 

Para saber mais sobre softwares de Astronomia que auxiliam no reconhecimento do céu assista os vídeos gravados e roterizados por Marcos Calil.

O primeiro vídeo possui 5min47s e o segundo vídeo possui 7min44s de duração.

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 1 de 2.

 

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 2 de 2.

 

TOPO

 

 

17- Carta Celeste Online

 

 

 

Disponibilizamos duas cartas celeste on line.

 

1- Fourmilab.ch - insira os parâmetros desejados e clique em Update:

 

Data e Horário
Tempo Universal:
Local de Observação
Opção de Exibições

         Limites
Estrelas:
        Mostrar estrelas com magnitude de até
         Nomes para magnitude
         Bayer/Flamsteed códigos para magnitude
Inverter Norte e Sul
Tamanho da imagem: pixels    Imagem dinâmica
Tamanho da fonte:
Esquema de cores:

Asteróides e

passagens de cometas


Insira elementos orbitais:

 

 

TOPO

 

 

18- Qual telescópio comprar?

 

 

 

Por diversas vezes os amantes da Astronomia Observacional se questionam qual o melhor telescópio ou binóculo comprar. Não é uma decisão fácil, pois existem muitas variantes que determinam um bom telescópio ou binóculo, além das opções existentes no mercado. Sem falar das diferenças enormes de preços. Por essa razão, a meteorologista Josélia Pegorin, da Climatempo, entrevistou Marcos Calil para saber qual o melhor telescópio ou binóculo deve ser comprado. Assista as entrevistas:

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher o melhor binóculo para observações astronômicas.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor binóculo comprar?

 

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você comprar seu primeiro telescópio sem ser enganado.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor telescópio comprar?

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher um bom tripé para seu telescópio.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor tripé para telescópio?

 

 

TOPO

 

 

 

Siga Marcos Calil no Twitter
Não deixe de seguir Marcos Calil no Twitter para poder acompanhar os belíssimos fenômenos desse mês.

 


Bons céus para todos nós...

Marcos Calil


 

Interações com Marcos Calil

 

 

 

Você pode interagir conosco através do:

 

Site: www.climatempo.com.br > ASTRONOMIA (Shortlink: http://bit.ly/dW16UU)

 

Twitter: http://twitter.com/marcoscalil

 

Além de assistir nossos programas Momento Astronômico e Observatório no nosso site http://www.momentoastronomico.com.br/programas/programas.html

(Shortlink: http://bit.ly/hc0O8P)

 

Conteúdo e ilustrações: Marcos Calil

 


 

Fontes

 

 

 

METEOROS

 

Meteor Data Center (UAI) - http://www.astro.amu.edu.pl/~jopek/MDC2007/Roje/roje_lista.php?corobic_roje=0&sort_roje=0

Pela ordem de classificação: http://fireballs.ndc.nasa.gov/cmor-radiants/iau-mdc/

 

International Meteor Organization (IMO) - http://www.imo.net/files/data/calendar/cal2015.pdf

 

Alpo Meteor Shower List - http://www.tvcomm.co.uk/radio/metshwr.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Meteors/

 

The American Meteor Society - http://www.amsmeteors.org/meteor-showers

 

Meteoroid Environment Office - http://www.nasa.gov/offices/meo/home/#.VD_pLmddUW4

 

Univerzita Komenského V Bratislave - http://www.daa.fmph.uniba.sk/files/Matlovic_2013.pdf

 

Brazilian Meteor Observation Network (BRAMON) - https://www.facebook.com/groups/bramon/?__mref=message_bubble

 

United Kingdom Meteor Observation Network (UKMON) - http://www.ukmeteorwatch.co.uk/archive/stats

 

Meteor Showers On Line - http://meteorshowersonline.com/calendar.html (dados não atualizados, desde 07/03/2007)

 

 

 

COMETAS

 

Seiichi Yoshida´s Home Page - http://www.aerith.net/index.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Comets/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/cometas/

 

 

OCULTAÇÕES

 

International Occultation Timing Association (IOTA) - http://iota.jhuapl.edu/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/ocultacoes/

 

 

ECLIPSES

 

Eclipse Web Site (NASA) - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/eclipse.html

 

 

ANUÁRIOS

 

Anuário do Observatório Nacional (ON) - http://www.on.br/conteudo/modelo.php?endereco=servicos/servicos.html

 

Anuário Interativo do Obeservatório Nacional (ON) - http://euler.on.br/ephemeris/index.php

 

Almanaque Astronômico Brasileiro 2014 (CEAMIG) - http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2014.pdf

 

 

EFEMÉRIDES

 

Institut de mécanique céleste et de calcul des éphémérides (IMCCE) - http://www.imcce.fr/en/ephemerides/

 

Solar System Dynamics (NASA) - http://ssd.jpl.nasa.gov/?ephemerides

 

U.S. Naval Observatory - Astronomical Applications Department - http://aa.usno.navy.mil/data/

 

IN-The-Sky.org - http://in-the-sky.org/newscal.php?

 

 

APOIO PARA MONITORAMENTO

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://www.rea-brasil.org/

 

 

EXTRA HEMISFÉRIO SUL

 

Royal Astronomical Society of New Zealand - http://www.rasnz.org.nz/SolarSys

 

 

APOIO GERAL (Aos mestres com carinho!!!)

 

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - Anuário de Astronomia e Astronáutica

 

Uranometria Nova - Irineu G. Varella & Priscila D. C. F. de Oliveira - http://www.uranometrianova.pro.br/

 

 

OBSERVATÓRIOS COM TRANSMISSÕES ONLINE DE FENÔMENOS ASTRONÔMICOS

 

Slooh - http://events.slooh.com/ (Telescópios na Austrália, Ilhas Canárias e Chile)

 

The Virtual Telescope Project 2.0 - http://www.virtualtelescope.eu/webtv/ (Itália - Bellatrix Astronomical Observatory)

 

Marcos Calil - https://www.youtube.com/marcoscalil (São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil)

 

Ciência e Astronomia - https://www.youtube.com/user/cienciaeastronomia (Sistema colaborativo com telescópios no Brasil)

 

NASA Marshall Space Flight Center (MSFC) - http://www.ustream.tv/channel/nasa-msfc (Huntsville, Alabama, Estados Unidos)

 

Coca-Cola Space Science Center - http://www.ccssc.org/rtmn/default.aspx (Columbus, Georgia, Estados Unidos)

 

 


Softwares

 

 

 

2000 Space.com Canada Inc - Observatório Astronômico Atlas Estelar (Starry Night)

 

D. Herald - OCCULT Predictions v. 3.6.0

 

Ephemeris 2.0 - Jonathan Sachs

 

Stellarium - versão 0.11.4

 

Stephen Michael Schimpf - CyberSky 4.0

 

Skymap Pro

 

Cartas du Ciel

 

TOPO

 

 

Agradecimentos

 

 

Para minha filha Isabel que nasceu, em 27 de janeiro de 2015!!! A melhor efemérides que me ocorreu na vida!

 

Fernanda Calipo Calil, minha amada esposa.

 

 

 

X

Renomear apelido

Entre com o novo apelido para a localidade

X
Adicione uma nova cidade:

Insira um apelido para a localidade (opcional) Ex: Casa, trabalho, praia...

Twitter Siga Marcos Calil no Youtube