Climatempo Astronomia por Marcos Calil
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EFEMÉRIDES ASTRONÔMICAS - ABRIL 2015

 

EDIÇÃO NÚMERO 98 - Ano 8

 

Seu guia de observação do céu noturno a olho nu para a sua cidade (Brasil)

 


 

 

Informações diárias

 

Fases da Lua

 

Mercúrio

 

Vênus

 

Marte

 

Júpiter

 

Saturno

 

Luz Cinérea

 

Ocultação de estrela pela Lua

 

Chuvas de meteoros

 

Constelação do Touro

 

Constelação de Órion

 

Aglomerado Estelar M35

 

Aglomerado Estelar M44

 

Constelação do Leão

 

Constelação do Escorpião

 

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CLIMA NO CÉU

 

Climatempo News

Gravado em 14 de abril de 2015

 

Neste Clima no Céu, o professor Marcos Calil ensina como ver Saturno, Vênus e também a luz cinérea da Lua.

 

 

O professor Marcos Calil explica como observar Júpiter, o maior planeta do Sistema Solar. Ele pode ser apreciado a olho nu, mas com um binóculo para astronomia ou um telescópio, você poderá ver suas 4 maiores luas Io, Europa, Calisto e Ganímedes e o "furacão de Júpiter".

 

 

 

 

 


 

 

Siga Marcos Calil no Twitter e no Youtube

 

 


 

Acerte seu relógio

 

Horário de acordo com a hora legal brasileira, fornecida pelo Observatório Nacional.

 

Horário de acordo com o horário de verão brasileiro.

 

As informações contidas nesse site NÃO consideram o horário de verão.

 

Para os demais fusos no Brasil, acesse o site http://pcdsh01.on.br/

 

É importante ajustar seu relógio para otimizar suas observações.

 

 

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Céu Noturno - Uma introdução para crianças. A história das estrelas, dos planetas e das cosntelações e informações sobre como localizá-los no céu

 

Adquira o livro de Michael Driscoll com consultoria de Marcos Calil

 


 

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Marcos Calil recomenda:

 

 

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Informações Diárias - Brasil

 

 

 

Dia

Evento - Horário de Brasília (UTC –3h)

01- Quarta-feira

Após ~01:00 observe o máximo da chuva de meteoros delta Pavonids (DPA) - Comentário 8.
10:00 - Lua no apogeu. Maior distância do centro da Terra com centro da Lua com 406012 km.

02- Quinta-feira

Após ~04:00 observe o máximo da chuva de meteoros tau Draconids - Comentário 8.
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Zavijava da constelação da Virgem (magnitude 3.5).

03- Sexta-feira

Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Porrima da constelação da Virgem (magnitude 2.7).
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Zaniah da constelação da Virgem (magnitude 3.8).

04- Sábado

09:01 – Máximo do Eclipse Lunar Total.
09:05 - Lua na fase Cheia.
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Spica da constelação da Virgem (magnitude 0.9).

05- Domingo

Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Syrma da constelação da Virgem (magnitude 4.0).

06- Segunda-feira

Após ~21:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Zubenelgenubi da constelação da Balança (magnitude 2.7).
Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros aplha Virginids (AVB) - Comentário 8.
Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros april Virginids - Comentário 8.

07- Terça-feira

Após ~22:00 é possível observar a Lua próxima da estrela gamma Librae da constelação da Balança (magnitude 3.9).
Após ~22:00 observe a Lua próxima de Saturno (magnitude 0.2) - Comentário 5.

08- Quarta-feira

Após ~23:00 observe a Lua próxima da estrela Antares da constelação do Escorpião (magnitude 1.0) - Comentário 13.

09- Quinta-feira

Após ~23:59 observe a Lua próxima da estrela xi Serpentis da constelação de Ofiúco (magnitude 3.5).
Após ~23:59 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M23 da constelação de Sagitário (magnitude 6.0) - Comentário 14.

10- Sexta-feira

Após ~00:01 observe a Lua próxima da estrela xi Serpentis da constelação de Ofiúco (magnitude 3.5).
Após ~00:01 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M23 da constelação de Sagitário (magnitude 6.0) - Comentário 14.

11- Sábado

Após ~00:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M25 da constelação de Sagitário (magnitude 4.9) - Comentário 14.

12 a 18

É possível observar a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

12- Domingo

00:44 - observe a Lua na fase do Quarto Minguante.
Após ~01:00 observe a Lua próxima da estrela rho1 Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.9).
Às 03:36 (horário para São Paulo) observe com telescópio ou binóculo a ocultação da estrela 54 Sagittarii pela Lua - Comentário 7.
Às 04:40 (horário para São Paulo) observe com telescópio ou binóculo a ocultação da estrela 55 Sagittarii pela Lua - Comentário 7.
Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros southern gamma Virginids (SGV) - Comentário 8.

13- Segunda-feira

Após ~02:00 observe a Lua próxima da estrela Dabih da constelação de Capricórnio (magnitude 3.0).

14- Terça-feira

Após ~03:00 observe a Lua próxima da estrela Sadal Suud da constelação do Aquário (magnitude 2.8).
Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros northern gamma Virginids (NGV) - Comentário 8.

15- Quarta-feira

Após ~04:00 é possível observar, com telescópio, a Lua próxima de Netuno (magnitude 7.9).
Às 19:33 (horário para São Paulo) observe com telescópio ou binóculo a ocultação da estrela HIP 36616 pela Lua - Comentário 7.

16- Quinta-feira

--

17- Sexta-feira

00:47 - Lua no perigeu. Menor distância do centro da Terra com centro da Lua com 361023 km.
Após ~22:00 observe o máximo da chuva de meteoros Librids (LBR) - Comentário 8.

18- Sábado

15:57 - Lua entra na fase Nova.

19 a 25

É possível observar a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

19- Domingo

Após ~19:30 observe o máximo da chuva de meteoros april Ursids - Comentário 8.

20- Segunda-feira

--

21- Terça-feira

Após ~18:30 observe a Lua próxima de Vênus (magnitude -4.1) - Comentário 2.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Aldebaran da constelação do Touro (magnitude 0.8).

22- Quarta-feira

Após ~22:00 observe o máximo da chuva de meteoros april Lyrids (LYR) - Comentário 8.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela zeta Tauri da constelação do Touro (magnitude 2.9).
Após ~19:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M35 (magnitude 5.5) - Comentário 10.

23- Quinta-feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Alhena da constelação de Gêmeos (magnitude 1.9).
Após ~19:30 observe o máximo da chuva de meteoros PI Puppids (PPU) - Comentário 8.

24- Sexta-feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela lambda Geminorum da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).

25- Sábado

Após ~19:00 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M44 (magnitude 4.0) - Comentário 11.
20:55 - observe a Lua na fase do Quarto Crescente.

26- Domingo

Após ~19:00 observe a Lua próxima de Júpiter (magnitude -2.1) - Comentário 4.

27- Segunda-feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3) - Comentário 12.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela omicron Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.5).

28- Terça-feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela rho Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.8).

29- Quarta-feira

00:54 - observe a Lua no apogeu. Maior distância do centro da Terra com centro da Lua com 405082 km.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela sigma Leonis da constelação do Leão (magnitude 4.0).

30- Quinta-feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Zaniah da constelação da Virgem (magnitude 3.8).

01/05- Sexta-feira

--

 

 

NOTAS:

 

As aproximações da Lua com as estrelas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para estrela de magnitude inferior a 4.0;
2- distância entre Lua e estrela com separação angular máxima de 5 graus;
3- a estrela mais brilhante da constelação (alpha) ou aglomerados e nebulosas observáveis a olho nu, quando próximos da Lua, não consideram o item 2;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

As aproximações da Lua com planetas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para os planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno;
2- observação realizada com telescópio para os planetas Urano e Netuno;
3- máxima aproximação entre Lua e planeta quando visível no céu noturno;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

Vale lembrar que:

 

A magnitude utilizada é a visual, ou seja, o brilho aparente do objeto celeste. É necessário saber que quanto maior for o número apresentado, menor será o brilho do objeto celeste.

 

O limite de observação a olho nu em condições ideais de observação, ou seja, numa noite sem a interferência da Lua, com baixa umidade relativa do ar e sem a interferência da poluição luminosa é 6.0 de magnitude (aproximada). Abaixo desse número, o objeto celeste pode ser observado a olho nu, porém acima desse número, somente mesmo com uso de telescópio ou binóculo. Porém, objetos acima de 8.0 são difíceis de serem observados, mesmo com uso de telescópio.

 

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Fases da Lua

 

 

 

O horário determinado foi calculado para às 12 horas (meio-dia do Tempo Legal do Distrito Federal - TDF), desconsiderando o horário de verão.

 

A parte branca da ilustração da Lua representa a parte iluminada pelo Sol e a porcentagem descrita indica a fração do disco lunar iluminado pelo Sol com erro de até + ou - 2% para para todo Brasil.

 

 

Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

Figura 1. Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

LUA AGORA

 

 

Aspecto atual do disco lunar no hemisfério sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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1- Como observar Mercúrio

 

 

 

Para esse mês, Mercúrio só poderá ser contemplado a olho nu, após 20 de abril (aproximadamente). Para poder observar esse planeta de cor prata será necessário ter um horizonte oeste livre da interferência de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que poderá impedir a contemplação de Mercúrio. Tendo esse horizonte oeste possível de interferência, o observador deverá esperar o Sol se pôr e poucos minutos depois procurar um ponto brilhante surgindo próximo ao horizonte oeste. Este será o planeta Mercúrio. Vale saber que quanto mais avançado for os dias, após 20 de abril, Mercúrio será cada vez mais fácil de ser observado. Por essa razão, procure contemplar Mercúrio no final do mês. A figura 2, concebida para 30 de abril, por volta das 18 horas, ilustra as posições aparentes de Mercúrio, Marte e Vênus.

 

 

Posições aparentes de Mercúrio, Marte e Vênus, em 30 de abril de 2015, por volta das 18 horas.

 

Figura 2. Posições aparentes de Mercúrio, Marte e Vênus, em 30 de abril de 2015, por volta das 18 horas.

 

 

Perceba pela figura 2 que teremos a presença de Marte e Vênus nessa mesma região do céu. Para esse mês de abril, Marte não será possível de ser observado a olho nu, porém Vênus estará se destacando no céu. Por essa razão, aconselhamos a leitura sobre Vênus para otimizar as suas observações. Além disso, como as observações a olho nu de Mercúrio irão ocorrer poucos instantes após o Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá se pôr na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar o tempo das suas observações.

 

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2- Como observar Vênus

 

 

 

Logo após o ocaso do Sol, no horizonte oeste, durante todo esse mês será possível observar a olho nu o planeta Vênus. Esse belo planeta de cor prateada é muito brilhante e, por muitas vezes é chamado de "Estrela D´Alva". Mas, não se trata de uma estrela e, sim, do planeta Vênus. Como Vênus estará próximo do horizonte oeste, será necessário ter um horizonte oeste livre da interferência de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que poderá impedir a contemplação desse planeta.

 

No primeiro anoitecer de abril, Vênus irá se pôr 1h55min após o ocaso do Sol. Com o avançar dos dias, em 15 de abril, o ocaso de Vênus irá ocorrer 2h11min após o pôr do Sol. No anoitcer de 30 de abril, o planeta Vênus irá se pôr 2h33min após o ocaso do Sol. Dessa forma, com base nesses horários, podemos concluir que: a observação de Vênus poderá ser realizada a olho nu durante todo o mês; com o avançar dos dias, Vênus poderá ser observado durante um período maior de tempo e; a contemplação a olho nu de Vênus poderá até se iniciar cerca de 15 a 30 minutos após o ocaso do Sol. Como as observações de Vênus dependem do ocaso do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá se pôr na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar suas observações.

 

No anoitecer de 21 de abril, teremos a Lua próxima de Vênus. Será uma bela configuração no céu, digna de ser fotografada. Para essa noite a Lua estará com apenas 12% do seu disco iluminado, proporcionando um belo e fino luar, além da possibilidade de contemplaçãoda Luz Cinérea da Lua. A figura 3, concebida para 21 de abril, por volta das 18 horas, ilustra a aproximação da Lua com Vênus.

 

 

 

Posições aparentes de Vênus, Mercúrio e Marte e aproximação de Vênus e Lua, em 21 de abril de 2015, por volta das 18 horas.

 

 

Figura 3. Posições aparentes de Vênus, Mercúrio e Marte e aproximação de Vênus e Lua, em 21 de abril de 2015, por volta das 18 horas.

 

 

Pereceba que na figura 3, representamos os planetas Vênus, Mercúrio e Marte, além da Lua. Para esse mês, Marte não poderá ser observado a olho nu e também não poderá ser observado com telescópio, devido sua aproximação aparente com o Sol. Porém, Vênus e Mercúrio poderão ser contemplados a olho nu ou com um telescópio, sabendo que Mercúrio poderá ser contemplado após o anoitecer de 20 de abril (aproximadamente). Desses planetas citados, por causa do forte brilho de Vênus, esse planeta será o primeiro a despontar no céu, logo após o ocaso do Sol. Leia o comentário sobre Mercúrio para otimizar suas observações.

 

 

AS FASES DE VÊNUS

 

Assim como a Lua, os planetas Mercúrio e Vênus também possuem fases. As fases de Vênus podem ser observadas através de um simples telescópio. As figuras 4 e 5 ilustram o aspecto do planeta Vênus para 01 e 30 de abril e a porcentagem do disco iluminado.

 

Vênus em fase, com 78% do seu disco iluminado, em 01 de abril.

 

Figura 4. Vênus em fase, com 78% do seu disco iluminado, em 01 de abril.

Vênus em fase, com 67% do seu disco iluminado, em 30 de abril.

 

Figura 5. Vênus em fase, com 67% do seu disco iluminado, em 30 de abril.

 

Aproveite para obter belas fotos de Vênus. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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3- Como observar Marte

 

 

 

Para esse mês, a observação do planeta Marte praticamente será impossível de ser realizada nesse mês, pois além da magnitude aparente estar próxima de 1.4, logo após o ocaso do Sol, esse planeta estará localizado muito próximo do horizonte oeste. Fatores que irão impedir a contemplação de Marte para esse mês. Resta esperar o mês de julho para podemos contemplar novamente Marte.

 

 

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4- Como observar Júpiter

 

 

 

Durante todo o mês de abril, logo após o ocaso do Sol, o planeta Júpiter poderá ser observado a olho nu entre o horizonte norte-nordeste e o ponto mais alto do céu, em relação ao observador. Com o avançar das horas, Júpiter caminha lentamente até o horizonte oeste, quando seu ocaso ocorrerá por volta da 1 hora da manhã.

 

Em especial, em 26 de abril. teremos a aproximação da Lua e Júpiter. Para essa noite, a Lua estará com 59% do seu disco iluminado. Será uma bela observação, porém não deixe de contemplar Júpiter na demias noites, quando a Lua não estará próxima desse planeta gigante e gasoso. A figura 6, concebida para 26 de abril, às 19h30min, ilustra a bela aproximação entre Júpiter e a Lua, além de alguns belos objetos celestes dignos de serem observados.

 

 

Início da observação da aproximação de Júpiter e Lua, em 26 de abril de 2015, às 19h30min.

 

Figura 6. Início da observação da aproximação de Júpiter e Lua, em 26 de abril de 2015, às 19h30min.

 

 

Perceba ainda, na figura 6, que será possível contemplar os aglomerados estelares M35 e M44. Leia os comentários sobre M35 e M44 para poder otimizar as suas observações.

 

 

AS LUAS DE JÚPITER

 

 

O que é interessante de ser observado com auxílio de um simples instrumento óptico como telescópio são as luas Galileanas. Tratam-se de Io, Europa, Calisto e Ganimedes. Essas luas podem ser observadas girando em torno de Júpiter numa única noite. Para tanto, é interessante que o observador faça um desenho das luas no início da sua primeira observação e depois outro desenho após uma hora e assim, sucessivamente. Esse tipo de observação poderá ser realizada hora após hora e até dia após dia. É muito interessante ver, por exemplo, a ocultação de uma das luas por Júpiter. A figura 7 demonstra o movimento das 4 luas Galileanas durante esse mês. Do interior para o exterior temos: Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

 

 

Outra dica preciosa é o site Sky View Cafe. Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. Atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário. A figura 8 apresenta a inteface do Sky View Cafe e a posição das luas galileanas, para 15 de abril de 2015, às 22 horas.

 

 

Posição das luas galileanas, para 15 de abril de 2015, às 20 horas.

 

Figura 8. Posição das luas galileanas, para 15 de abril de 2015, às 20 horas.

 

 

O freeware Stellarium também é uma grande ajuda para localizar os objetos celestes no céu e as luas de Júpiter. Vale também conferir o site Neave Planetarium que fornece a posição dos planetas de forma on-line. Leia os comentários sobre Softwares Astronômicos para saber mais sobre esse assunto.

 

 

Aproveite todos os eventos descritos para obter várias fotos. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos envie para nós pelo Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

 

 

 

 

 

 

O movimento das luas Galileanas.

 

Figura 7. O movimento das luas Galileanas.

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5- Como observar Saturno

 

 

 

Durante a noite de abril, o planeta Saturno poderá ser observado a olho nu, surgindo no horizonte leste. No primeiro dia de abril, Saturno irá nascer por volta das 21 horas. Para 15 de abril, o planeta dos anéis irá nascer por volta 20 horas e para 30 de abril, por volta das 19 horas. Sendo assim, recomendamos que o observador inicie a contemplação de Saturno após, aproximadamente, uma hora após os horários apresentados.

 

Após o nascer de Saturno, esse belo planeta ganha altura, atingindo o ponto mais alto do céu. Isso ocorrerá, por volta das 2h30min. Com o avançar das horas na madrugada, Saturno será ofuscado pelos primeiros raios solares, antes mesmo que ocorra o seu ocaso.

 

Em de 07 de abril, poderemos contemplar e fotografar a Lua próxima de Saturno. Para esse momento a Lua estará com 88% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho de Saturno. Por essa razão, procure contemplar Saturno nas outras noites, na qual a Lua não atrapalha a observação. A figura 9 concebida para 07 de abril, por volta das 22 horas, ilustra essa bela aproximação entre Saturno e a Lua.

 

 

 

Aproximação de Saturno e Lua, em 07 de abril de 2015, por volta das 22 horas

 

Figura 9. Aproximação de Saturno e Lua, em 07 de abril de 2015, por volta das 22 horas.

 

 

Perceba pela figura 9, que Saturno está localizado na constelação do Escorpião. Durante todo esse mês esse belo planeta estará nessa constelação que possui diversos objetos celestes interessantes de serem contemplados. Leia o comentário sobre a Constelação do Escorpião para otimizar as suas observações.

 

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6- Luz Cinérea da Lua

 

 

 

A Luz Cinérea da Lua pode ser observada em dois momentos:

 

Caso 1- até no máximo um dia depois da Lua Quarto Minguante até um ou dois dias antes da Nova.

 

Caso 2- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Nova até no máximo poucas horas antes do Quarto Crescente.

 

 

Para entender o fenômeno, basta sabermos que a luz do Sol que incide sobre a Terra é refletida para Lua, iluminando sua parte escura. Dessa forma, o que podemos observar é algo parecido com a foto ao lado.

 

Por causa da configuração Sol-Terra-Lua, no primeiro caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez mais acentuada, enquanto no segundo caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez menos acentuada e, portanto, menos visível.

 

 

Os momentos de observação irão ocorrer entre 12 e 18 de abril e 19 a 25 de abril. De acordo com os casos 1 e 2, as melhores possibilidades de observações irão ocorrer entre as noites de 12 a 17 de abril e 20 a 24 de abril. Para o amanhecer de 12 a 18 de abril a Lua irá nascer poucos instantes antes do nascer do Sol no horizonte leste. Para o anoitecer de 19 a 25 de abril, a Lua irá se pôr poucos instantes depois do pôr do Sol no horizonte oeste.

 

Acesse o site da Climatempo para saber os horários do nascer e do ocaso do Sol para sua cidade e assim se programar melhor para poder contemplar e fotografar a luz cinérea da Lua.

 

Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

Foto. Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

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7- Ocultação de Estrelas pela Lua

 

 

 

 

Ocultação é o fenômeno que ocorre quando um astro de diâmetro aparente maior passa à frente de outro astro com diâmetro aparente menor.

 

Durante o mês ocorrerão diversas ocultações de estrelas pela Lua, porém visíveis a olho nu, são poucas as ocultações que podem ser facilmente observadas. Vale lembrar que o olho humano consegue observar no máximo magnitudes inferiores a 6.0 e o quanto o disco iluminado da Lua irá refletir a luz solar são fatores importantes que devem ser considerados para conseguir ou não observar o fenômeno. No caso do uso de telescópios, lunetas ou binóculos, quando a Lua estiver próxima da fase cheia, será necessário utilizar filtros para bloquear o excesso de luz lunar.

 

A ocultação máxima de uma estrela chega a 70 minutos, quando a imersão e emersão se verificam em pontos diametralmente opostos da Lua. Uma ocultação de planeta pela Lua é algo mais raro de ocorrer durante o ano.

 

Sabendo desses fatores, podemos observar na tabela 2 a magnitude de cada estrela, a quantidade que o disco da Lua estará iluminado no momento da ocultação e o horário aproximado da ocultação.

Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

Foto. Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

 

 

DATA
ESTRELA/PLANETA
MAGNITUDE
CONSTELAÇÃO
ILUMINAÇÃO DO DISCO LUNAR*
HORÁRIO IMERSÃO**
HORÁRIO EMERSÃO**
COMENTÁRIOS
12/04

54 Sagittarii

(2876SK1)

5.3
Sagitário
-48%
03:36
04:45
7.1
12/04

55 Sagittarii

(2880 F3)

5.1
Sagitário
-47%
04:40
--
7.2
24/04

HIP 36616

(1141dK2)

5.5
Gêmeos
+39%
19:33
20:54
7.3

 

 

Tabela 2. Ocultação visível durante a noite de estrelas e/ou planetas.

 

Legenda da tabela:

 

*O sinal de menos na columa "Iluminação do disco lunar" indica que a Lua está na fase decrescente e o sinal de mais na sua fase crescente.

 

** De forma muito simplificada, imersão é a entrada da estrela atrás da Lua e emersão é sua saída. Os horários calculados de imersão e emersão são para observadores localizados na cidade de São Paulo durante o início (imersão) e fim (emersão) do evento de acordo com o horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão. Para observadores localizados fora dessa latitude e longitude de São Paulo, o início do fenômeno poderá ocorrer até 1 hora antes ou depois e seu término até uma hora antes ou depois do horário descrito dependendo da sua localização. Também deverá ser considerado o fuso horário do local de acordo com o horário de Brasília.

 

 

Legenda do mapa:

 

- Região vermelha à esquerda - ocultação que ocorre próximo anoitecer;


- Região vermelha à direita - ocultação que ocorre próximo amanhcer;

 

- Região azul à esquerda - ocultação que ocorre próximo do horizonte leste, instantes próximo do nascer da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Região azul à direita - ocultação que ocorre próximo do horizonte oeste, instantes próximo do pôr da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Faixa branca - local que é possível realizar a observação da ocultação. Deve-se saber que quanto mais próximo da linha branca o observador se localiza, mais à “borda” da Lua a estrela será ocultada.

 

 

Segue abaixo os comentários das ocultações de estrelas pela Lua que são mais fáceis de serem observadas durante esse mês:

 

 

7.1- 54 Sagittarii (2876SK1)

 

A estrela 54 Sagittarii será ocultada (imersão) pela Lua na madrugada de 12 de abril, às 03h36min pela parte iluminada da Lua. O seu reaparecimento (emersão) ocorrerá às 04h45min pela parte não iluminada da Lua. Vale lembrar que o horário da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

A estrela 54 Sagittarii possui magnitude de 5.3. Como a Lua estará com 48% do seu disco iluminado, as cidades com baixa poluição luminosa poderão observar essa ocultação a olho nu. Porém, a melhor pedida é o uso de um telescópio. Para as cidades com poluição luminosa, a observação dessa ocultação só poderá ser realizada com o auxílio de um telescópio.

 

De acordo com a figura 10, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores localizados fora dessa faixa de observação, será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Leia o comentário sobre a ocultação da estrela 55 Sagittarii, que irá ocorrer logo após a ocultação da estrela 54 Sagittarii.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 10. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.2- 55 Sagittarii (2880 F3)

 

Logo após a ocultação da estrela 54 Sagittarii irá ocorrer a ocultação da estrela 55 Sagittarii. Sendo assim, em 12 de abril, a estrela 55 Sagittarii será ocultada às 04h40min na parte iluminada da Lua. Porém, sua saída, ou seja, sua emersão, não poderá ser contemplada, pois os primeiros raios solares desse dia irão ofuscar o brilho dessa estrela. Vale lembrar que o horário da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Para essa noite da ocultação, a Lua estará com 47% do seu disco iluminado, não ofuscando o brilho da estrela 55 Sagittarii. Como a magnitude dessa estrela é de 5.1, a contemplação a olho nu poderá ser realizada para os observadores localizados nas cidades sem poluição luminosa. Porém, para os observadores que estiverem localizados nas cidades com poluição luminosa será necessário o uso de um telescópio ou binóculo.

 

De acordo com a figura 11, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores localizados fora dessa faixa de observação, será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua. Para os observadores localizados entre as linhas azuis, a emersão será possível de ser observada próximo do amanhecer, prejudicando assim a observação.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 11. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.3- HIP 36616 (1141dK2)

 

Em 24 de abril, às 19h33min a estrela HIP 36616 será ocultada na parte não iluminada da Lua. Seu reaparecimento irá ocorrer às 20h54min pela parte iluminada da Lua. Vale lembrar que o horário da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Para essa noite da ocultação, a Lua estará com 39% do seu disco iluminado. A magnitude da estrela HIP 36616 é de 5.5. Sendo assim, com a junção do disco iluminado da Lua e a magnitude da estrela, podemos afirmar que, com certa dificuldade, os observadores localizados nas cidades com baixa poluição luminosa poderão contemplar essa ocultação a olho nu. Para os demais observadores localizados nas cidades com poluição luminosa, só poderá ser possível contemplar essa ocultação utilizando um telescópio ou binóculo.

 

De acordo com a figura 12, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores localizados fora dessa faixa de observação, será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua. Para os observadores localizados entre as linhas azuis o que poderá ser observado é a estrela sendo ocultado no início da noite, fato que poderá atrapalhar a observação do momento da imersão.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 12. Faixa de observação da ocultação.

 

TOPO

 

8- Chuva de Meteoros

 

 

 

Os meteoros, popularmente chamados de "estrelas cadentes" são os rastros luminosos proporcionados pela rápida passagem de corpos variados na alta atmosfera terrestre. Esses meteoros são produzidos por pequenos corpos que, gravitando em torno do Sol, ao atingirem em grande velocidade a atmosfera terrestre, tornam-se incandescentes pelo choque com as moléculas de ar, reduzindo-se na maioria a pó antes de alcançarem o solo. Porém, alguns corpos conseguem vencer o calor da fricção e associado a seu tamanho considerável ou uma entrada na atmosfera com velocidade baixa, produzem um aspecto similar a uma bola incandescente no céu. Como resultado, durante a sua passagem, produzem um som intenso e após a sua passagem deixam um rastro de fumaça. Esses corpos são chamados de Bólidos. Por ser chamado de "fireball" em inglês, a tradução popular para o português se tornou "bola de fogo", porém o termo científico correto é Bólido. Os corpos que conseguem atingir o chão são chamados de meteoritos. Com uma certa experiência, pode-se encontrar diversos meteoritos após a ocorrência de um meteoro e, principalmente, após a ocorrência de um bólido. O valor do grama de um meteorito pode variar de acordo com sua composição química e procedência.

 

Os meteoros podem ser: esporádicos, ou seja, que ocorrem sem nenhuma previsão, porém sendo muito comuns ou; provenientes das chuvas de meteoros, sendo previstos com datas praticamente fixas. Relacionamos aqui as chuvas de meteoros previsíveis para esse mês, tendo como base os históricos das chuvas dos anos anteriores.

 

 

Chuva
P
M
HORÁRIO
C
CCT
THZ
r
V
LUA (%)
FONTE
Comentário
delta Pavonids (DPA)

11/03

16/04

01/04
01:00
Pavão

a = 20:36

d = -63

5
3.1
58
90% - s/l
UAI / CS
Dados CCT apresentados no AMSL são extremamente discrepantes, em relação a UAI e CS. Lua não atrapalha a observação.
tau Draconids

13/05

17/04

02/04
04:00
Dragão

a = 19:00

d = +69

1
?
?
95% - s/l
MSO
Melhor observada perto ou acima da linha do equador. Precisa ser investigada se ainda ativa. Lua não atrapalha a observação.

alpha Virginids (AVB)

22/03

26/04

07 a 18/04
21:00

Virgem

a = 12:24

d = 09

5
?
20
88% a s/l
UAI / CS / MSO
7.1

april Virginids

01/04

16/04

07/04
21:00

Virgem

a = 14:12

d = -11

5
?
?
88%
MSO
7.1
Southern gamma Virginids (SGV)

?

12/04
21:00
Virgem

a = 12:12

d = -15

?
?
14
s/l - 37%
UAI
7.1
Northern gamma Virginids (NGV)

05/04

21/04

14/04
21:00
Virgem

a = 12:02

d = 17

5 a 10
?
?
s/l - 29%
UAI / MSO
7.1
Librids
(LBR)

15/04

30/04

17/04
22:00
Balança

a = 22:20

d = -15

5
?
30
s/l
AMSL / MSO
Dados CCT apresentados no AMSL (a = 15:12 e d = -18) são extremamente discrepantes. Precisa ser investigado.
april Ursids

18/03

09/05

19/04
19:30
Ursa Maior

a = 9:56

d = +55

?
?
?
s/l
MSO
Ocorrência de bólidos. Visível perto ou acima da linha do equador. Precisa ser investigada se ainda ativa.
April Lyrids (LYR)

16/04

25/04

22/04
02:00
Hércules

a = 18:08

d = +33

18 a 90
2.1
47
29%
UAI / IMO / AMSL / CS / AMS / MSO
7.2
pi Puppids (PPU)

15/04

28/04

23/04
19:30
Popa

a = 7:20

d = -45

~40
2.0
15
s/l
UAI / IMO / AMSL / MSO
7.3

 

Tabela 3. Chuva de meteoros desse mês.

 

 

Legenda:

 

CHUVA - indica o nome da chuva em questão;

 

P - Período em que ocorrerá a chuva;

 

M - Momento máximo que irá ocorrer a chuva. Essa é a melhor data para observar de acordo com o horário de observação proposto para o Brasil. Porém, vale saber que o observador poderá contemplar a chuva entre 2 ou 3 dias antes ou depois do momento máximo;

 

HORÁRIO - Horário que leva em consideração o momento que o radiante da chuva estará cerca de 30 graus acima da linha do horizonte. Isso não significa o melhor horário de observação. Alguns meteoros podem surgir antes ou depois do aparecimento do radiante;

 

C - Constelação associada a chuva;

 

CCT - Posição sugerida de observação dadas em coordenadas equatoriais (J2000), sendo:
a: ascensão reta;
d: declinação.

 

THZ - Taxa Horária Zenital - um número máximo calculado de meteoros que um observador pode apreciar, numa noite sem a inferência da Lua, com o céu perfeitamente limpo e com radiante na sua máxima altura. Quando ocorrer uma chuva periódica, ou seja, sem previsão da taxa por hora, a mesma será representada por "?". Quando aparecer o termo "VAR" significa que a chuva tem histórico de variação da quantidade de meteoros observados, sendo difícil de prever a quantidade;

 

r - Índice provável de magnitude da chuva. Quanto menor o valor mais fácil será sua observação. Como parâmetro, para as cidades com poluição luminosa, são indicados valores menores do que 3.0;

 

V - Velocidade de entrada atmosférica do meteoro, dada em km/s. As velocidades variam entre 11 km/s (muito lento), 40 km/s (médio) e 72 km/s (muito rápido).

 

LUA (%) - Porcentagem do disco iluminado para o melhor momento de observação da chuva. No caso sem influência da Lua durante a chuva de meteoros é atribuído o símbolo s/l. Lua próxima da fase cheia e do radiante atrapalha a observação dos meteoros;

 

FONTE - Referências das informações obtidas. Quando mais de uma, foram realizadas comparações entre as informações e/ou adições das informações, quando não existente numa determinada fonte, porém apresentada na outra. Siglas: UAI - Meteor Data Center; IMO - International Meteor Organization; AMSL - Alpo Meteor Shower List; CS - CalSky; AMS - The American Meteor Society e; MSO - Meteor Showers Online.

 

COMENTÁRIO - Quando existir o número, a chuva será comentada no seu respectivo número.

 

 

Comentários

 

7.1 - 07 a 18/04 - Chuvas alpha Virginids, april Virginids, southern gamma Virginids e northern gamma Virginids

 

Como essas quatro chuvas de meteoros (no popular: “estrelas cadentes”) irão ocorrer em regiões e datas próximas, sendo que: a chuva alpha Virginids irá ocorrer entre os dias 07 a 18 de abril; a april Virginids com máximo em 07 de abril; southern gamma Virginids, em 12 de abril e; northern gamma Virginids, em 14 de abril, aparentemente essas chuvas se apresentam como sendo uma única chuva. Isso significa que, para as chuvas alpha Virginids e april Virginids, em 07 de abril, as taxas horárias zenitais poderão ser maiores do que o esperado quando observadas a olho nu na região que envolvem as duas chuvas, pois existe a somatória das taxas horárias zenitais das duas chuvas. Para a alpha Virginids é estimada uma taxa de 5 a 10 meteoros por hora, enquanto que para a april Virginds a taxa estimada é de 5 meteoros a cada uma hora. Como o período inicial da chuva northern gamma Virginids ocorre poucos dias após a chuva april Virginids e se encaixa no período das chuvas alpha Virginids e southern gamma Virginids, o momento máximo dessas chuvas proporcionam a soma da incidência de meteoros. Ou seja, alguns meteoros oriundos da chuva northern gamma Virginids podem aparecer na noite de 07 de abril, assim como os meteoros das chuvas alpha, april e southern gamma Virginids podem aparecer na noite de 14 de abril, data do máximo da chuva northern gamma Virginids.

 

Vale saber que algumas dessas chuvas fazem parte de um complexo de meteoros Virgnids (Virginid Meteor Complex). Fazem parte desse complexo de chuvas de meteoros localizados na constelação da Virgem as chuvas: alpha Virginids; southern gamma Virginids; northern gamma Virginids; eta Virginids; theta Virginids; iota Virginids; lambda Virginids; mu Virginids; pi Virginids; psi Virginids; Northern March Virginids e Southern March Virginids. Essas chuvas ocorrem entre janeiro e maio, sendo que os maiores picos ocorrem entre março e abril.

 

Para 07 de abril a Lua estará presente no céu, quando a constelação da Virgem se mostrar acima da linha do horizonte. Para essa noite a Lua estará com 88% do seu disco iluminado, localizada na constelação da Balança, ou seja, próxima do início do radiante das chuvas alpha e april Virginids. Sendo assim, a observação dessas chuvas para 07 de abril será prejudicada por causa da Lua. Com o avançar das noites, a Lua se afasta cada vez mais dos radiantes das chuvas pertencentes a constelação da Virgem. Para a noite de 12 de abril a Lua estará com 37% do seu disco iluminado, porém não estará presente no céu, quando iniciar a observação da chuva southern gamma Virginids. Somente, por volta das 4 horas da manhã que a Lua estará acima da linha do horizonte leste, enquanto que a constelação da Virgem estará se pondo no horizonte oeste. Sendo assim, podemos afirmar que a Lua não atrapalhará a observação dessa chuva. Fato semelhante irá ocorrer com a chuva northern gamma Virginids, na qual a Lua não atrapalha a observação. Dentro desse panorama, em específico a chuva alpha Virginids, que possui uma data de radiante entre 07 a 18 de abril, poderá ser melhor observada noites após 07 de abril.

 

A constelação da Virgem pode ser facilmente localizada durante o anoitecer de abril. Alguns instantes após o pôr do Sol (que ocorre no horizonte oeste), olhando para o lado do horizonte leste o observador encontrará uma estrela de forte brilho e cor azulada. Trata-se da estrela Spica. Essa é a estrela mais brilhante da constelação da Virgem e será nessa região que a chuva irá ocorrer no início da noite. O melhor momento de observação será quando essa constelação estiver muito próxima do ponto mais alto do céu, em relação ao observador, por volta das 22 horas.

 

 

 

7.2 - 22/04 - Chuva april Lyrids (LYR)

 

Essa chuva possui uma taxa horária zenital prevista de 18 meteoros por hora, podendo ultrapassar a quantidade de 90 meteoros a cada uma hora, conforme publicado em 2010 na Meteor Shower Calendar e, em 2015, pela International Meteor Organization. Isso significa que poderemos ter mais de um meteoro por minuto surgindo no céu. Outro fato que torna essa chuva interessante de ser observada é a magnitude dos meteoros. A magnitude aparente prevista para os meteoros dessa chuva é de 2.1, o que possibilita observá-los até em grandes cidades (nos ambientes mais escuros).

 

Felizmente, para esse ano a Lua não irá atrapalhar a observação desse belo fenômeno. Para a noite de 22 de abril, quando ocorre o máximo da chuva, a Lua não estará presente no céu.

 

Para localizar essa constelação, basta saber que a estrela Vega possui uma cor azulada e um brilho muito forte. Por volta das 23 horas, para Fortaleza, meia-noite para São Paulo e 1 hora para Porto Alegre, a estrela Vega irá nascer no horizonte nordeste e caminhará de forma aparente para acima do ponto cardeal norte. Para contemplar a chuva, o observador terá que esperar pelo menos uma hora depois do nascer dessa estrela. A figura 13 ilustra a região que irá ocorrer essa chuva para cidade de São Paulo, à 00:01, 04:30 e 06:12. Esse último horário previsto para o "desaparecimento" da estrela por causa do nascer do Sol. Ainda sobre a figura 13, para demais regiões do Brasil o que poderá mudar é a altura dos astros em relação a linha do horizonte de acordo com os respectivos horários. Quanto mais ao sul do Brasil, mais a estrela Vega estará próxima do horizonte - dificultando a observação dessa chuva de meteoros nessa região - e, quanto mais ao norte do Brasil, mais a estrela Vega estará acima da linha do horizonte - facilitando a observação dessa chuva de meteoros para essa região. Perceba que, de acordo com a figura 13, o melhor horário de observação será por volta das 04:30, mas vale contemplar a chuva cerca de duas horas antes.

 

 

Região da chuva de meteoros Lyrids.

 

Figura 13. Região da chuva de meteoros april Lyrids.

 

 

É importante salientar que, apesar dessa chuva receber o nome april Lyrids, o radiante dela se localiza na constelação de Hércules e não na constelação da Lira. O fato é que quando ocorreu o registro dessa chuva, o radiante estava na constelação da Lira. Porém, atualmente, se localiza bem próximo do limite entre a constelação de Hércules e da Lira, porém na constelação de Hércules.

 

 

 

7.3 - 23/04 - Pi Puppids (PPU)

 

Por causa da sua alta taxa horária zenital, com cerca de 40 meteoros a cada uma hora, a chuva pi Puppids é considerada uma excelente chuva de meteoros. Felizmente, nesse ano não teremos a Lua atrapalhando a observação. A figura 14 ilustra a região do céu onde se localiza a constelação da Popa, para 22 horas da noite, em 23 de abril, visto de São Paulo. Para as demais regiões ao sul ou ao norte de São Paulo o que modificará é a distância das estrelas e do radiante da chuva em relação a linha do horizonte.

 

 

Região da chuva de meteoro pi Puppids

 

Figura 14. Região da chuva de meteoro pi Puppids.

 

 

Perceba pela figura 14 que as estrelas Sírius e Canopus são ótimos referências para encontrar a região da chuva. A estrela Sírius pertence a constelação do Cão Maior, na qual é a estrela mais brilhante do céu noturno. Essa estrela de cor azulada é fácil de ser encontrada, logo após o pôr do Sol, entre o horizonte oeste e o zênite (região mais alta em relação ao observador). Após encontrar Sírius, procure a estrela Canopus e com auxílio da figura 14 localize o radiante da chuva.

 

HISTÓRICO

 

Em 1971, M.P. Ridley examinou o período orbital para o próximo retorno do cometa periódico Grigg-Skjellerup, quando noticiou que a Terra poderia realizar uma estreita aproximação à órbita do cometa em 23 de abril de 1972. A separação entre as órbitas foi calculada com uma separação de apenas 0,004 UA, enquanto que o encontro ocorreria em apenas 50 dias após a passagem do cometa. O radiante foi predito para RA = 107,5 graus e DECL = -45 graus.

As observações feitas durante o predito aparecimento desta chuva de  meteoros revelou uma exibição muito pobre. Durante o período de 16 de abril, 17 observadores dos Estados Unidos obtiveram uma taxa média horária de apenas 1.9, com um máximo de cerca de 4 por hora sendo observado por B. Edwards (Jacksonville, Flórida) durante um intervalo de três horas no dia 18 para 19 de abril. Observadores na Austrália Ocidental observaram uma fraca atividade. De 7 observadores compilando 70 horas de buscas entre os dias 21 a 24 de abril, só conseguiram detectar três possíveis chuvas durante um período de oito horas entre as noites de 22 a 23 de abril. Uma observação mais positiva no hemisfério do sul foi feita por WJ Baggaley (Universidade de Canterbury, Nova Zelândia), que utilizou equipamento de rádio em sua busca. Ele detectou um "aumento da taxa de rádio-meteoro acima de uma atividade esporádica normal sobre os quatro dias de 21 a 24 de abril de 1972". Ele acrescentou ainda que a observação do fluxo de atividade foi consistente com um radiante em RA = 107,5 graus e DECL = -45 graus, embora as taxas foram consideradas demasiadamente baixas para uma determinação exata do radiante.

O Cometa Grigg-Skjellerup foi esperado em 1977 atingindo seu periélio. Previsão para uma possível chuva de meteoros para este ano tinha sido efetivamente à primeira feita por G. Sitarski no ano de 1964. Ele disse que em 23 de abril de 1977, a Terra iria atravessar a órbita do cometa em apenas 12 dias depois da passagem do cometa e que, provavelmente, sua atividade teria origem em RA = 109.6 graus e DECL = -44.3 graus. Mais uma vez, os observadores nos Estados Unidos não foram bem sucedidos no cumprimento da atividade, mas as circunstâncias eram diferentes no West Australia. Jeff Wood, A. Saare e G. Blencowe, observando, em Perth, oeste da Austrália, de forma individual observaram taxas máximas de 18 a 24 meteoros por hora durante um período de três horas num intervalo centrado em 23 de abril de 1977. Numerosos meteoros foram traçados, que revelou um radiante de RA = 112 graus e DECL = -43 graus, e a taxa horária zenital (ZHR) foi calculada como 36,47 ± 2,61. A duração total da atividade foi dada em 23 a 25 de abril. Os meteoros foram, em partes, brilhantes e lentos.

Um fraco retorno do Pi Puppids foi observado pelo West Australian meteor observers durante o ano de 1979, no momento que o cometa foi realmente chegando na sua maior distância do Sol. A atividade foi observada a partir de 21 a 24 de abril, atingindo o máximo ZHR de 3,54 ± 1,77 em 23 de abril. A média do radiante foi dada em RA = 112 graus e DECL = -43 graus.

A próxima passagem pelo periélio do cometa ocorreu em 14 de maio de 1982. Um forte retorno do Pi Puppids foi observado na noite de 23 e 24 de abril. A primeira detecção de um aumento da atividade foi feita por A. Gozalos Beltran (Cochabamba, Bolívia), quando 58 meteoros foram detectados durante um período de 1 hora e 35 minutos. Ele descreveu os meteoros como sendo predominantemente de cor amarela. Outro forte retorno também foi observado em West Australia. Indivíduos relatados 25 a 42 meteoros por hora, com o ZHR atingindo 22,8 em 24 de abril. Em 24 de abril o ZHR tinha caído para apenas 7,1. Os observadores do West Australian relataram que 56,5% dos meteoros eram de cor amarela, enquanto que 19,6% eram laranjas. Rastros foram observados entre os 16,1% dos meteoros e a magnitude média dos 447 meteoros foi de 1,97. É interessante perceber que um ano mais tarde, os observadores de West Australian detectaram um máximo ZHR tão elevado como os 12,7 de 23 e 24 de abril e calcularam a média da magnitude como 2,33.

Essa chuva de meteoros é definitivamente associado com períodos do cometa Grigg-Skjellerup e é muito nova, como é evidenciado pela ausência quase total da atividade em anos quando o cometa não está no periélio.

 

Fonte: Meteor Showers On-line http://meteorshowersonline.com/showers/pi_puppids.html

 

Para os mais aficionados que desejam obter algumas fotos dessas chuvas, a recomendação é utilizar uma filmadora (pode ser de câmera fotográfica digital). Apoiada num tripé, apontada para essa região, deixe-a gravando e espere capturar diversos meteoros passando e depois no computador ou na TV passe o filme e veja o resultado. Aproveite para nos enviar suas imagens no nosso Twitter para fazermos um RT.

 

 

TOPO

 

 

09- Constelação de Órion

 

 

 

A constelação do gigante caçador Órion é a constelação símbolo do verão para os moradores no hemisfério sul e do inverno para os moradores do hemisfério norte. Em determinadas latitudes do Brasil, essa constelação pode ser observada a partir de meados de julho, poucos instantes do amanhecer no horizonte leste. Com o avançar dos meses, os brasileiros podem contemplar essa constelação cada vez mais cedo até a chegada do verão, quando essa constelação pode ser contemplada no horizonte leste logo no início do anoitecer. Em contrapartida, quando inicia o outono, para o hemisfério sul ou primavera, para o hemisfério norte, essa constelação se localizará próxima do horizonte oeste, poucos instantes depois do ocaso do Sol e seu tempo de observação será curto.

 

Como o verão no hemisfério sul iniciou em 21 de dezembro de 2014, às 20h03min, para esse mês de abril, logo após o ocaso do Sol, a constelação do Órion poderá ser observada facilmente pouco acima do horizonte oeste noroeste. Com o avançar das horas essa constelação se dirige para o horizonte oeste e seu ocaso ocorrerá por volta das 21h30min.

 

Sem dúvida é uma bela constelação para ser observada e fácil de ser localizada. Suas estrelas principais, que fazem parte do corpo do guerreiro, podem ser observadas mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. Além disso, é nessa constelação que se localizam as populares "Três Marias" e a bela nebulosa de Órion (M42), observada a olho nu em locais distantes da poluição luminosa. Essa nebulosa, pode ser observada também com auxílio de um simples telescópio ou binóculo apoiado num tripé, mesmo nas grandes cidades com poluição luminosa. Geralmente, quando visível no céu, essa é a primeira constelação observada pelos iniciantes na Astronomia Observacional.

 

A figura 15 ilustra a constelação de Órion, com sua concepção artística, seu asterismo e os nomes dos principais objetos celestes. Essa ilustração foi concebida para 15 de abril, às 19h30min.

 

 

A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 15 de abril, às 19h30min.

 

Figura 15. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 15 de abril, às 19h30min.

 

 

A figura 16 representa o mesmo aspecto do céu da figura 15, porém sem a concepção artística do gigante caçador Órion.

 

 

A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 15 de abril, às 19h30min.

 

Figura 16. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 15 de abril, às 19h30min.

 

 

Por fim, a figura 17 representa o mesmo aspecto do céu apresentadas nas figuras 15 e 16, porém como vemos na natureza. Vale tentar desenhar essa bela constelação no céu e identificar seus principais objetos celestes.

 

 

A constelação do Órion, em 15 de abril, às 19h30min.

 

Figura 17. A constelação do Órion, em 15 de abril, às 19h30min.

 

 

Perceba ainda nas figuras 15 a 17 que temos a presença do planeta Vênus nessa região do céu. Aproveite para ler o comentário sobre Vênus para otimizar as suas observações.

 

 

A NEBULOSA DE ÓRION (M42)

 

 

Para localizar a nebulosa de Órion basta localizar as populares "Três Marias". Essas três estrelas formam um grupo aparentemente alinhados que representam o cinturão do guerreiro Órion. Quase que perpendicular as "Três Marias" pode ser observada a nebulosa de Órion. Essa nebulosa pode ser contemplada a olho nu em locais que não possuem poluição luminosa, apresentando uma tênue mancha no céu ou com uso de telescópio ou binóculos apoiados em tripé mesmo nas grandes cidades que possuem poluição luminosa. Vale lembrar ainda que esse aglomerado está próximo da constelação do Touro que possui um aglomerado estelar aberto, chamado de Híades (na forma de V que simboliza a cabeça do Touro) e também das constelações do Cão Maior e do Cão Menor. Todas essas possuem estrelas muito brilhantes e são fáceis de serem identificadas no céu.

 

 

Sem dúvida essa é uma das nebulosas mais observadas e contempladas pelos astrônomos profissionais e amadores. Possivelmente registrada pela primeira vez em 1610 por Nicholas-Claude Fabri de Peiresc, foi descrita por Galileo Galilei em 1617.

 

A Nebulosa de Órion, catalogada como M42 do catálogo de Messier e NGC 1976 é a nebulosa mais brilhante do céu e também um dos objetos profundos mais brilhantes. Com magnitude de 4.0 esse objeto pode ser visível a olho nu em boas condições de observação (sem a interferência do brilho da Lua por perto e fora da poluição luminosa) e demonstra ser umas das mais lindas imagens quando observada através de telescópios de todos os tamanhos, desde os maiores até os de pequenos portes, bem como os que estão no espaço como, por exemplo, Telescópio Espacial Hubble. É também um grande objeto no céu, que se estende com mais de 1 grau de diâmetro.

Essa nebulosa fica a uma distância de cerca de 1600 (ou talvez 1500) anos-luz. Em sua extremidade norte, a nebulosa é dividida por uma faixa escura conspícua, bem visível na nossa fotografia. Esta imagem foi obtida por Marcos Calil localizado em São Paulo, operando remotamente um telescópio localizado nas Ilhas Canárias na África. O telescópio possui 85mm de abertura acoplado numa CCD Kodak KAI-2020M.

 

 

 

 

 

A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Foto. A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Para saber mais sobre a constelação do Órion e as "Três Marias" assista o vídeo gravado e roterizado por Marcos Calil na Climatempo. Esse vídeo possui 4min16s de duração.

 

 

Vídeo. A constelação de Órion por Marcos Calil.

 

 

 

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10- Aglomerado Estelar M35

 

 

 

O aglomerado estelar aberto M35, também classificado como NGC 2168, é um belo aglomerado que pode ser observado a olho nu em condições ideais de observação. Com sua magnitude equivalente a 5.5, esse aglomerado requer uma certa habilidade do observador quando observado a vista desarmada. Numa noite sem a interferência da Lua é possível ver uma "mancha" muito tênue no céu noturno em locais onde não possuem poluição luminosa. Porém, o mais indicado é que o observador utilize um binóculo para poder contemplar todas as estrelas desse aglomerado aberto, sendo essa maneira contemplado, mesmo em cidades com poluição luminosa. Por ser um aglomerado aberto o uso de um telescópio não é a melhor pedida, pois o observador apreciará apenas parte desse aglomerado, uma vez que seu tamanho angular é de 0,57 graus. A distância desse aglomerado é de 2800 anos-luz e está localizado na constelação do Gêmeos.

 

Durante esse mês, M35 poderá ser observado após às 19h30min (aproximadamente), pouco acima do horizonte noroeste. Com o avançar das horas, esse aglomerado estelar caminha de forma aparente para o horizonte oeste até ocorrer seu ocaso, por volta das 21h30min.

 

Em 22 de abril teremos a aproximação da Lua com M35. Para essa noite a Lua estará com 20% do seu disco iluminado. Idenpendente dessa bela aproximação, vale contemplar esse belo aglomerado nas outras noites desse mês.

 

A figura 18 ilustra a constelação de Gêmeos, em 22 de abril, por volta das 19h30min, além de apresentar os nomes das estrelas mais brilhantes dessa região do céu e a localização de M35. Perceba que a constelação de Gêmeos está localizada próxima das constelações de Órion (onde se localizam as "Três Marias") e do Touro. Com base nessas constelações será possível encontrar a constelação de Gêmeos e, em seguida, o aglomerado M35. Leia os comentários sobre Órion e Vênus para otimizar a observação dessa região do céu.

 

 

Lua próxima de M35, em 22 de abril de 2015, por volta das 19h30min.

 

Figura 18. Lua próxima de M35, em 22 de abril de 2015, por volta das 19h30min.

 

 

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11- Aglomerado Estelar M44

 

 

 

Fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa é possível observar esse aglomerado a olho nu. Por causa do seu forte brilho esse aglomerado é conhecido desde tempos pré-históricos.

 

Algumas antigas escrituras estão associadas a esse objeto: gregos e romanos viram essa "nebulosa" como a manjedoura. Ptolomeu menciona como uma das sete "nebulosas" que ele observou, na sua obra Almagesto. Galileu relatou que este objeto "nebuloso" não era apenas uma estrela como os antigos pensavam, mas uma massa de mais de 40 pequenas estrelas.

 

A dúvida se esse objeto era uma só estrela ou um conjunto de estrelas foi resolvido (possivelmente) por Peiresc em 1611, o descobridor da Nebulosa do Orion (M42). Um ano mais tarde, após a observação de Peiresc, em 1612 esse mesmo objeto foi observado  e relatado como um aglomerado estelar por Simon Marius. Charles Messier adicionou-o no seu catálogo em 4 de março de 1769, como o objeto de número 44, por essa razão M44.

 

 

 

 

O aglomerado da Colméia por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado da Colmeia por Marcos Calil.

 

Sabemos e aceitamos atualmente que mais de 200 das 350 estrelas na área do aglomerado foram confirmadas como membros. Algumas outras são estrelas de primeiro ou segundo plano, ou seja, que estão à frente ou atrás desse aglomerado. De acordo com a nova determinação da ESA, utilizando o satélite Hipparcos, o aglomerado está 577 anos-luz distante da Terra (estimativas anteriores davam o número de 522 anos-luz), e sua idade foi estimada a cerca de 730 milhões de anos. Curiosamente, tanto nesta idade e à orientação de uma boa resolução de M44 coincide com as das Híades, outro aglomerado estelar famoso e observável a olho nu, porém, que não foi incluída na lista Messier e nem no catálogo NGC e IC, que está atualmente estimada numa idade de cerca de 790 milhões de anos. Provavelmente estes dois objetos, embora agora separados por centenas de anos-luz, têm uma origem comum, em algumas grandes nebulosas gasosas difusas que existiram entre 700 a 800 milhões de anos atrás. Por conseguinte, também a população estelar são semelhantes, ambos contendo gigantes vermelhas (M44, pelo menos, 5 delas) e algumas anãs brancas.(fonte: http://www.seds.org/MESSIER/M/m044.html)

 

Na noite de 25 abril, após às 19h30min (aproximadamente), poderemos iniciar a contemplação da Lua com o aglomerado da Colmeia (M44), pouco acima do horizonte norte-noroeste. Com o avançar das horas, M44 se dirige para o horizonte oeste, quando seu ocaso ocorrerá, por volta, das meia noite. Para a noite de 25 de abril, a Lua estará com 49% do seu disco iluminado. Apesar da Lua ser um ótimo referência para localizar M44, na noite de 25 de abril, aconselhamos a observação de M44 nas outras noites na qual a Lua não atrapalha a observação. A figura 19 ilustra a região do céu para 25 de abril, por volta das 19h30min.

 

 

Lua próxima de M44, em 25 de abril, por volta das 19h30min.

 

Figura 19. Lua próxima de M44, em 25 de abril, por volta das 19h30min.

 

 

Não é difícil localizar esse belo aglomerado no céu. Para todas as noites utilize as estrelas Pollux e Castor da constelação de Gêmeos para poder se orientar e encontrar o aglomerado da Colmeia (M44). Perceba ainda, na figura 19, que o planeta Júpiter poderá ajudar na localização de M44, porém vale saber que todos os planetas possuem um movimento próprio, que quando vistos da Terra, se modificam rapidamente com o passar dos dias. Sendo assim, o método de utilizar Júpiter para localizar M44 poderá ser aplicado com ressalvas, conforme a ilustração da figura 19. Por essa razão, preferimos utilizar as estrelas como auxiliadoras para encontrar outros objetos celestes. Leia o comentário 4 sobre Júpiter, para otimizar suas observações. Aproveite para observar também o aglomerado estelar M35 e a Constelação do Leão.

 

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12- Constelação do Leão

 

 

 

A constelação do Leão é a constelação típica do outono para os observadores do hemisfério Sul. Isso porque, quando inicia essa estação do ano a constelação do Leão surge durante o anoitecer na linha do horizonte leste. Com o avançar dos meses, quando inicia o inverno, a constelação do Escorpião surge na linha do horizonte leste no anoitecer (representando a constelação dessa estação), enquanto que a constelação do Leão estará próxima do horizonte oeste. Para a primavera, a constelação de Pégaso estará presente no horizonte leste, após o ocaso do Sol. Isso porque, essa constelação representa a primavera e, durante essa estação, o Leão poderá ser observado surgindo no horizonte leste, na alta madrugada. No verão, a constelação do Órion poderá ser observada surgindo no horizonte leste, logo após ocaso do Sol. Isso porque, essa constelação representa a estação do Verão. Como a constelação do Leão representa o outono, que inicia em 20 de março, às 19h44min, essa constelação poderá ser observada surgindo no horizonte leste, poucos instantes após o ocaso do Sol.

 

Algumas das estrelas da constelação do Leão podem ser observadas mesmo nas cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa e com um pouco de atenção o desenho do Leão se fará presente no céu. Logicamente, para quem estiver fora das grandes cidades, ou seja, em locais sem a influência das luzes, a constelação se mostrará mais nítida. As estrelas Regulus, Denebola, Zosma e Algieba são as estrelas que podem ser facilmente contempladas e marcam parte do desenho do Leão. É interessante saber os nomes das principais estrelas que compõe essa constelação, onde Regulus significa "pequeno rei", Denebola a "cauda do leão", Algieba "do sul" e Zosma significa "quadril".

 

Para esse mês, a constelação do Leão irá surgir pouco acima do horizonte leste e nordeste logo no início da noite. Com o avançar das horas, por volta das 21h30min, o Leão estará localizado próximo do ponto mais alto do céu, em relação ao observador. Depois, por volta das 2 horas, essa terrível fera estará se pondo no horizonte oeste.

 

A figura 20, concebida para 27 de abril, às 19h30min, ilustra a constelação do Leão com suas estrelas mais brilhantes, a delimitação dessa constelação, seu asterismo e sua concepção artística. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Regulus.

 

 

A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo, delimitações e concepação artística, em 27 de abril, por volta das 19h30min.

 

Figura 20. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo, delimitações e concepação artística, em 27 de abril, por volta das 19h30min.

 

 

Perceba na figura 20, que teremos o planeta Júpiter e o aglomerado estelar M44 nessa região do céu. Além disso, em 27 de abril, a Lua estará próxima da estrela Regulus, a estrela mais brilhante da constelação do Leão. Para essa noite a Lua estará com 68% do seu disco iluminado ofuscando os objetos celestes a sua volta. Por essa razão, observe essa região do céu nas outras noites, sem que a Lua interfira na contemplação dos objetos celestes à sua volta. Aconselhamos também as leituras sobre Júpiter e M44 para otimizar as suas observações.

 

A figura 21 foi concebida para o mesmo momento da figura 20, porém sem a ilustração artística do Leão. Vale tentar imaginar essa terrível fera no céu.

 

 

A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo e delimitação, em 27 de abril, por volta das 19h30min.

 

Figura 21. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo e delimitação, em 27 de abril, por volta das 19h30min.

 

 

Finalmente, a figura 22 foi concebida para o mesmo momento das figuras 20 e 21, porém como realmente observamos no céu. Vale comparar as figuras e identificar os principais objetos celestes que estão localizados nessa constelação.

 

 

A constelação do Leão, em 27 de abril, por volta das 19h30min.

 

Figura 22. A constelação do Leão, em 27 de abril, por volta das 19h30min.

 

 

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13- Constelação do Escorpião

 

 

 

Sem dúvida, para quem está começando na Astronomia Observacional essa é uma das constelações mais fácil de ser encontrada no céu.

 

A constelação do Escorpião representa a constelação do inverno para o hemisfério sul. Por essa razão, durante esse mês de abril, somente após às 22h30min (aproximadamente), a observação do Escorpião poderá ser realizada próxima do horizonte leste. Com o avançar das horas essa constelação ganha altura, até que, por volta das 3h30min, estará na região mais alto do céu, em relação ao observador. Após isso, essa constelação caminha para o horizonte leste e antes do seu ocaso suas estrelas serão ofuscadas pelos raios solares.

 

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto: A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto montagem. A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Perceba nas fotos acima obtidas com uma simples câmera digital 4.1 mega pixel, duas manchas bem claras chamadas de M6 e M7. Tratam-se de dois aglomerados abertos de estrelas que distam 2.000 e 1.000 anos luz, respectivamente. O aglomerado aberto M6, popularmente chamado de Aglomerado da Borboleta tem magnitude aparente de 4.5, enquanto que o aglomerado aberto M7, popularmente chamado de Aglomerado de Ptolomeu possui magnitude de 3.5. Isso significa que o aglomerado M7 pode ser localizado mais facilmente, por causa seu brilho aparente, que é mais forte se comparado com o aglomerado M6. Lembrando que a magnitude aparente de um astro é o valor dado para seu brilho aparente, numa razão inversamente proporcional. Isso explica afirmação referente a M7 possuir um brilho aparente maior que M6. Nas cidades onde o índice de poluição luminosa é muito fraca é possível observar esses dois aglomerados mesmo a olho nu, onde M7 é mais fácil de ser localizado.

 

Em 08 de abril, por volta das 23 horas, a Lua poderá ser contemplada próxima da estrela mais brilhante dessa constelação: Antares. Para essa noite, o nosso satélite natural estará com 80% do seu disco iluminado. A figura 23 ilustra a constelação do Escorpião, em 08 de abril, por volta das 23 horas, apresentando seus principais aglomerados estelares, as estrelas mais brilhantes, a delimitação da constelação. a concepção artística e as linhas dessa bela constelação. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Antares.

 

 

A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, delimitação, concepção artística e suas linhas, em 08 de abril de 2015, por volta das 23 horas.

 

Figura 23. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, delimitação, concepção artística e suas linhas,

em 08 de abril de 2015, por volta das 23 horas.

 

 

A figura 24 foi concebida para o mesmo momento da figura 23, porém sem a delimitação e a ilustração artística do Escorpião. Vale tentar imaginar esse terrível aracnídeo no céu.

 

 

A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes e suas linhas, em 08 de abril de 2015, por volta das 23 horas.

 

Figura 24. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes e suas linhas, em 08 de abril de 2015, por volta das 23 horas.

 

 

A figura 25 foi concebida para o mesmo momento das figuras 23 e 24, porém como vemos no céu da natureza. Compare as três figuras e procure o Escorpião no céu da sua cidade.

 

 

A constelação do Escorpião, em 08 de abril de 2015, por volta das 23 horas.

 

Figura 25. A constelação do Escorpião, em 08 de abril de 2015, por volta das 23 horas.

 

 

Perceba ainda, nas figuras 23, 24 e 25 que temos a presença do planeta Saturno na constelação do Escorpião. Por essa razão, aconselhamos a leitura dos comentários sobre Saturno para otimizar suas observações.

 

 

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14- Constelação de Sagitário

 

 

 

Essa região da constelação de Sagitário é riquíssima em aglomerados de estrelas e nebulosas. Algumas são visíveis até a olho nu, numa noite sem a interferência da Lua e fora da poluição luminosa. Porém, se o observador estiver munido de um simples telescópio ou binóculo, poderá contemplar várias nebulosas e aglomerados estelares dessa região.

 

A contemplação da constelação do Sagitário poderá ser realizada durante todo esse mês. Após às 00h30min (aproximadamente), essa bela constelação irá surgir no horizonte leste. Com o avançar das horas essa constelação ganha "altura" até atingir a sua máxima altura no céu, por volta das 5 horas. Após isso, com o avançar dos minutos suas estrelas começam a ser ofuscadas pelos raios solares.

 

Para esse mês, a Lua poderá ser observada nessa constelação nas noites de 10 a 12 de abril. As figuras 26, 27 e 28 ilustram o aspecto do céu, por volta das 2 horas, em 11 de abril. Nessa noite a Lua estará com 59% do seu disco iluminado, próxima do aglomerado estelares M25. Não deixe de contemplar essa região nas outras noites do mês, mesmo sem a presença da Lua.

 

Constelação do Sagitário com os principais nomes dos objetos celestes, sua concepção artística e seu asterismo, em 11 de abril, às 2 horas da manhã.

 

Figura 26. Constelação do Sagitário com os principais nomes dos objetos celestes, sua concepção artística e seu asterismo, em 11 de abril, às 2 horas da manhã.

 

A figura 27 ilustra a mesma região do céu, para o mesmo horário, porém sem a ilustração artística da constelação do Sagitário. Vale tentar desenhar no céu essa constelação.

 

Constelação do Sagitário sem concepção artística, em 11 de abril, às 2 horas da manhã.

 

Figura 27. Constelação do Sagitário sem concepção artística, em 11 de abril, às 2 horas da manhã.

 

Por fim, a figura 28 ilustra o mesmo aspecto do céu para o mesmo horário, porém como vemos no céu da natureza. Compare a figura 28 com as figuras 26 e 27 para localizar os objetos celestes.

 

Constelação do Sagitário, em 11 de abril, às 2 horas da manhã.

 

Figura 28. Constelação do Sagitário, em 11 de abril, às 2 horas da manhã.

 

Analise as figuras 26, 27 e 28 e aponte seu instrumento óptico para essa região. Você terá belas surpresas! Vale lembrar que essas figuras valem para todo o mês, porém sem a presença da Lua (exceto nos dias 10 a 12 de abril).

 

 

AGLOMERADOS E NEBULOSAS NA CONSTELAÇÃO DO SAGITÁRIO

 

Vale saber que o brilho do astro é importante para poder observá-lo. Para tanto, utilizamos um número que representa a magnitude do astro. Quanto maior esse número menor será seu brilho, numa razão inversamente proporcional. Assim, partindo da observação mais fácil para mais difícil, inserimos abaixo os nomes populares das nebulosas e aglomerados estelares, seguido da sua especificação pelo catálogo de Messier, indica pela letra M e, finalmente, sua magnitude.

 

Aglomerado estelar  - M25 - magnitude = 4.9 (Visível a olho nu)
Aglomerado de Trifid  - M20 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Nebulosa da Lagoa  - M8 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Aglomerado estelar  - M23 - magnitude = 6.0
Aglomerado estelar  - M22 - magnitude = 6.5
Aglomerado estelar  - M21 - magnitude = 7.0
Nebulosa de Ômega  - M17 - magnitude = 7.0
Aglomerado estelar  - M55 - magnitude = 7.0

 

Vale ressaltar ainda que os objetos que são sugeridos para serem observados a olho nu devem ser feitos fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa, além de uma noite sem a interferência da Lua. Porém, esses objetos são possíveis de serem observados nas grandes cidades com auxílios de telescópios ou binóculos, onde o binóculo é a melhor opção. Os objetos que possuem magnitude próximos e até 6.0 de magnitude são possíveis de serem observados nas grandes cidades, porém muito difusos mesmo com auxílio de telescópio e binóculo. Ainda, esses objetos que possuem magnitude abaixo de 6.0 podem ser observados a olho nu mesmo em cidades com médio índice de poluição luminosa, porém com certa dificuldade. Somente mesmo o aglomerado estelar M7 da constelação do Escorpião (que se localiza próxima da constelação do Sagitário) que possui magnitude de 3.5 pode ser contemplado a olho nu com certa facilidade nas cidades onde a poluição luminosa é considerada média para baixo.

 

 

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15- Estação Espacial Internacional

 

 

 

Diversos satélites artificiais podem ser observados a olho nu passando pelo céu. Na maioria das vezes esses satélites podem ser contemplados durante o anoitecer ou amanhecer. Entre eles estão os Iridiums, o Telescópio Espacial Hubble, Genesis-1 e 2 entre tantos outros. Para observá-los não é necessário telescópio ou binóculo. Basta saber o dia, horário e local certo para observar um ponto prateado cruzando o céu. O mapa abaixo indica a passagem da Estação Espacial ISS.

 

 

 

 

No mapa, o traço azul indica a trajetória da Estação Espacial Internacional (ISS) e o sinal de "+" na cor preta indica a posição atual da ISS.

 

Para quem deseja obter informações mais detalhadas sobre a passagem da ISS e outros satélites artificiais recomendamos o site Heavens-above. Após o acesso no site o observador deve apenas preencher o nome da sua cidade no campo específico e apertar ENTER. Clique sobre sua cidade relacionada com seu estado e boas observações. Caso você tenha dificuldades ou deseja aprender mais sobre observações de satélites artificiais a olho nu acesse a palestra/oficina de Marcos Calil.

 

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16- Softwares Astronômicos

 

 

 

Alguns softwares podem auxiliar o observador quanto o reconhecimento dos objetos celestes no céu. Esses softwares podem apresentar mais ou menos recursos que vão desde os nomes das estrelas até a conexão com telescópio direcionando esse equipamento para o objeto que é mostrado na tela do computador. Além disso, alguns chegam a custar US$ 600,00 e outros são gratuítos e não perdem em nada comparado com os softwares pagos. Relaciono abaixo alguns softwares simuladores do céu:

 

 

Stellarium - Sem dúvida, entre todos os softwares gratuítos a melhor opção é o freeware Stellarium que pode ser instalado no seu computador sem a necessidade de ficar conectado na internet. Como esse software é opensource, ou seja, código aberto onde os usuários podem programar coisas novas, sempre existem novas versões. Porém, para o usuário que não domina a linguagem de máquina o indicado é ter sempre uma versão anterior em relação a última que foi lançada. Isso evite os famosos bugs no software, uma vez que alguns usuários se dedicam somente para arrumar os problemas das últimas versões.

 

 

Sky View Cafe - Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu e os horários exatos do nascer e ocaso dos planetas para sua cidade. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. É necessário ter uma conexão em alta velocidade.

 

 

Neave Planetarium - Outro site que apresenta uma carta celeste no seu computador, necessitando que você esteja conectado com uma internet em alta velocidade. Para todos os softwares de simulação do céu, atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário.

 

 

Planisfério - Caso seja complicado levar um notebook a campo, "baixar" o software Stellarium ou se conectar na internet em banda larga a opção mais simples, barata e funcional é usar um planisfério. A única desvantagem é que esse "equipamento" não representa os planetas, uma vez que esses objetos celestes não são "fixos" no céu como as estrelas (sabemos que as estrelas possuem movimento próprio, mas para o uso de um planisfério didático isso não importa). Você pode optar em construir e levar um planisfério de papel a campo e realizar suas observações com tranquilidade. O planisfério é uma espécie de carta celeste que mostra as constelações numa folha de papel de acordo com sua latitude sendo válida para todos os anos de sua vida. Como o planisfério depende da localização do observador (mais especificamente da latitude), recomendo que você monte o seu. A professora Maria de Fátima Saraiva junto com seus orientandos ensina como montar e usar um planisfério para as latitudes de 10, 20 e 30 graus que respondem bem para diferentes estados do Brasil.

 

 

Para saber mais sobre softwares de Astronomia que auxiliam no reconhecimento do céu assista os vídeos gravados e roterizados por Marcos Calil.

O primeiro vídeo possui 5min47s e o segundo vídeo possui 7min44s de duração.

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 1 de 2.

 

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 2 de 2.

 

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17- Carta Celeste Online

 

 

 

Disponibilizamos duas cartas celeste on line.

 

1- Fourmilab.ch - insira os parâmetros desejados e clique em Update:

 

Data e Horário
Tempo Universal:
Local de Observação
Opção de Exibições

         Limites
Estrelas:
        Mostrar estrelas com magnitude de até
         Nomes para magnitude
         Bayer/Flamsteed códigos para magnitude
Inverter Norte e Sul
Tamanho da imagem: pixels    Imagem dinâmica
Tamanho da fonte:
Esquema de cores:

Asteróides e

passagens de cometas


Insira elementos orbitais:

 

 

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18- Qual telescópio comprar?

 

 

 

Por diversas vezes os amantes da Astronomia Observacional se questionam qual o melhor telescópio ou binóculo comprar. Não é uma decisão fácil, pois existem muitas variantes que determinam um bom telescópio ou binóculo, além das opções existentes no mercado. Sem falar das diferenças enormes de preços. Por essa razão, a meteorologista Josélia Pegorin, da Climatempo, entrevistou Marcos Calil para saber qual o melhor telescópio ou binóculo deve ser comprado. Assista as entrevistas:

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher o melhor binóculo para observações astronômicas.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor binóculo comprar?

 

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você comprar seu primeiro telescópio sem ser enganado.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor telescópio comprar?

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher um bom tripé para seu telescópio.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor tripé para telescópio?

 

 

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Bons céus para todos nós...

Marcos Calil


 

Interações com Marcos Calil

 

 

 

Você pode interagir conosco através do:

 

Site: www.climatempo.com.br > ASTRONOMIA (Shortlink: http://bit.ly/dW16UU)

 

Twitter: http://twitter.com/marcoscalil

 

Além de assistir nossos programas Momento Astronômico e Observatório no nosso site http://www.momentoastronomico.com.br/programas/programas.html

(Shortlink: http://bit.ly/hc0O8P)

 

Conteúdo e ilustrações: Marcos Calil

 


 

Fontes

 

 

 

METEOROS

 

Meteor Data Center (UAI) - http://www.astro.amu.edu.pl/~jopek/MDC2007/Roje/roje_lista.php?corobic_roje=0&sort_roje=0

Pela ordem de classificação: http://fireballs.ndc.nasa.gov/cmor-radiants/iau-mdc/

 

International Meteor Organization (IMO) - http://www.imo.net/files/data/calendar/cal2015.pdf

 

Alpo Meteor Shower List - http://www.tvcomm.co.uk/radio/metshwr.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Meteors/

 

The American Meteor Society - http://www.amsmeteors.org/meteor-showers

 

Meteoroid Environment Office - http://www.nasa.gov/offices/meo/home/#.VD_pLmddUW4

 

Univerzita Komenského V Bratislave - http://www.daa.fmph.uniba.sk/files/Matlovic_2013.pdf

 

Brazilian Meteor Observation Network (BRAMON) - http://www.bramon.org/

 

United Kingdom Meteor Observation Network (UKMON) - http://www.ukmeteorwatch.co.uk/archive/stats

 

Meteor Showers On Line - http://meteorshowersonline.com/calendar.html (dados não atualizados, desde 07/03/2007)

 

 

 

COMETAS

 

Seiichi Yoshida´s Home Page - http://www.aerith.net/index.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Comets/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/cometas/

 

 

OCULTAÇÕES

 

International Occultation Timing Association (IOTA) - http://iota.jhuapl.edu/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/ocultacoes/

 

 

ECLIPSES

 

Eclipse Web Site (NASA) - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/eclipse.html

 

 

ANUÁRIOS

 

Anuário do Observatório Nacional (ON) - http://www.on.br/conteudo/modelo.php?endereco=servicos/servicos.html

 

Anuário Interativo do Obeservatório Nacional (ON) - http://euler.on.br/ephemeris/index.php

 

Almanaque Astronômico Brasileiro 2014 (CEAMIG) - http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2014.pdf

 

 

EFEMÉRIDES

 

Institut de mécanique céleste et de calcul des éphémérides (IMCCE) - http://www.imcce.fr/en/ephemerides/

 

Solar System Dynamics (NASA) - http://ssd.jpl.nasa.gov/?ephemerides

 

U.S. Naval Observatory - Astronomical Applications Department - http://aa.usno.navy.mil/data/

 

IN-The-Sky.org - http://in-the-sky.org/newscal.php?

 

 

APOIO PARA MONITORAMENTO

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://www.rea-brasil.org/

 

 

EXTRA HEMISFÉRIO SUL

 

Royal Astronomical Society of New Zealand - http://www.rasnz.org.nz/SolarSys

 

 

APOIO GERAL (Aos mestres com carinho!!!)

 

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - Anuário de Astronomia e Astronáutica

 

Uranometria Nova - Irineu G. Varella & Priscila D. C. F. de Oliveira - http://www.uranometrianova.pro.br/

 

 

OBSERVATÓRIOS COM TRANSMISSÕES ONLINE DE FENÔMENOS ASTRONÔMICOS

 

Slooh - http://events.slooh.com/ (Telescópios na Austrália, Ilhas Canárias e Chile)

 

The Virtual Telescope Project 2.0 - http://www.virtualtelescope.eu/webtv/ (Itália - Bellatrix Astronomical Observatory)

 

Marcos Calil - https://www.youtube.com/marcoscalil (São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil)

 

Ciência e Astronomia - https://www.youtube.com/user/cienciaeastronomia (Sistema colaborativo com telescópios no Brasil)

 

NASA Marshall Space Flight Center (MSFC) - http://www.ustream.tv/channel/nasa-msfc (Huntsville, Alabama, Estados Unidos)

 

Coca-Cola Space Science Center - http://www.ccssc.org/rtmn/default.aspx (Columbus, Georgia, Estados Unidos)

 

 


Softwares

 

 

 

2000 Space.com Canada Inc - Observatório Astronômico Atlas Estelar (Starry Night)

 

D. Herald - OCCULT Predictions v. 3.6.0

 

Ephemeris 2.0 - Jonathan Sachs

 

Stellarium - versão 0.11.4

 

Stephen Michael Schimpf - CyberSky 4.0

 

Skymap Pro

 

Cartas du Ciel

 

TOPO

 

 

Agradecimentos

 

 

Para minha filha Isabel que nasceu, em 27 de janeiro de 2015!!! A melhor efemérides que me ocorreu na vida!

 

Fernanda Calipo Calil, minha amada esposa.

 

 

 

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