Climatempo Astronomia por Marcos Calil
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EFEMÉRIDES ASTRONÔMICAS - NOVEMBRO 2014

 

Edição número 94 - Ano 7

 

Seu guia de observação do céu noturno a olho nu para a sua cidade (Brasil)

 

 


TODOS OS HORÁRIOS APRESENTADOS AQUI NÃO CONSIDERAM O HORÁRIO DE VERÃO

 

Horário de Verão Brasil 2014/2015: DECRETO Nº 6.558, de 08 de setembro de 2008.
Início à 00h de 19 de outubro de 2014 - Término à 00h de 15 de fevereiro de 2015.
Estados brasileiros envolvidos (decreto nº 8.112, de 2013): Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro,
Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal
.
Links oficiais: Decreto N. 6.558
e Decreto N. 8.112


 

 

Informações diárias

 

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CLIMA NO CÉU

 

Climatempo News - Edição das 12h30

Gravado em 20 de novembro de 2014

 

Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil explica quais principais

eventos astronômicos poderão ser observados entre 20 e 27 de novembro.

 

 

 


 

 

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Acerte seu relógio

 

Horário de acordo com a hora legal brasileira, fornecida pelo Observatório Nacional.

 

Horário de acordo com o horário de verão brasileiro.

 

As informações contidas nesse site NÃO consideram o horário de verão.

 

Para os demais fusos no Brasil, acesse o site http://pcdsh01.on.br/

 

É importante ajustar seu relógio para otimizar suas observações.

 

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Adquira já o livro de Iara Jardim e Marcos Calil

 


 

Céu Noturno - Uma introdução para crianças. A história das estrelas, dos planetas e das cosntelações e informações sobre como localizá-los no céu

 

Adquira o livro de Michael Driscoll com consultoria de Marcos Calil

 


 

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Informações Diárias - Brasil

 

 

 

Dia

Evento - Horário de Brasília, SEM considerar o horário de verão (UTC –3h)

01- Sábado

9:38 - Mercúrio em máxima elongação oeste.
Após ~19:30 é possível observar, com telescópio, a Lua próxima de Netuno (magnitude 7.8).

02- Domingo

21:28 - é possível observar a Lua no perigeu. Menor distância do centro da Terra com centro da Lua com 367.879 km.

03- Segunda-feira

Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela omega Piscium da constelação de Peixes (magnitude 4.0).

04- Terça-feira

Após ~19:30 é possível observar, com dificuldade a olho nu ou com “certa facilidade” através do telescópio, a Lua próxima de Urano (magnitude 5.7) - Comentário 11.

05- Quarta-feira

Após ~23:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Southern Taurids(STA) - Comentário 8.

06- Quinta-feira

19:23 - é possível observar a Lua na fase Cheia.

07- Sexta-feira

Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima da estrela lambda Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.4).
Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Plêiades (magnitude 1.4) - Comentário 12.
Às 20:59 (horário para São Paulo) é possível observar com telescópio ou binóculo a ocultação da estrela HIP 18170 pela Lua - Comentário 7.

08- Sábado

Após ~21:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Aldebaran da constelação do Touro (magnitude 0.8).
Após ~21:30 é possível observar a Lua próxima da estrela epsilon Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.5).
Após ~21:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Híades (magnitude 0.5) - Comentário 12.
Às 22:08 (horário para São Paulo) é possível observar com telescópio ou binóculo a ocultação da estrela 97 Tauri pela Lua - Comentário 7.

09- Domingo

Após ~22:30 é possível observar a Lua próxima da estrela zeta Tauri da constelação do Touro (magnitude 2.9).
Após ~23:00 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar M35 (magnitude 5.5) - Comentário 14.

10- Segunda-feira

20:05 - Conjunção entre Marte e Plutão (Plutão não é visível a olho nu).
Após ~23:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Alhena da constelação de Gêmeos (magnitude 1.9).

11- Terça-feira

Após ~23:59 é possível observar a Lua próxima da estrela lambda Geminorum da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).

12- Quarta-feira

Após ~23:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Northern Taurids(NTA) - Comentário 8.
Após ~23:59 é possível observar a Lua próxima da estrela lambda Geminorum da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).

13- Quinta-feira

Após ~01:00 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar M44 (magnitude 4.0) - Comentário 15.

14- Sexta-feira

12:15 - Lua na fase do Quarto Minguante.
Após ~20:00 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Andromedids (AND) - Comentário 8.
22:55 - Lua no apogeu. Maior distância do centro da Terra com centro da Lua com 404.336 km.
Após ~01:30 é possível observar a Lua próxima de Júpiter (magnitude -2.1) - Comentário 4.

15 a 22

É possível observar a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

15- Sábado

Após ~02:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3) - Comentário 16.
Após ~02:00 é possível observar a Lua próxima da estrela omicron Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.5).

16- Domingo

--

17- Segunda-feira

Após ~03:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Zavijava da constelação da Virgem (magnitude 3.5).
Após ~03:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Leonids (LEO) - Comentário 8.

18- Terça-feira

Após ~03:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Zaniah da constelação da Virgem (magnitude 3.8).

19- Quarta-feira

Após ~04:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Spica da constelação da Virgem (magnitude 0.9).

20- Quinta-feira

--

21- Sexta-feira

Após ~23:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Alpha Monocerotids (AMO) - Comentário 8.
Após ~05:00 é possível observar, com dificuldade, a Lua próxima de Mercúrio - Comentário 1.

22- Sábado

09:32 - Lua entra na fase Nova.

23 a 28

É possível observar a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

23- Domingo

Após ~18:45 é possível observar, com dificuldade, a Lua próxima de Vênus - Comentário 2.

24 e 25 (noite)

É possível contemplar a Lua na constelação de Sagitário. Região rica em aglomerados estelares e nebulosas - Comentário 10.

24- Segunda-feira

Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela um Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.8).
Após ~20:00 é possível observar, com telescópio, a Lua próxima do aglomerado estelar M23 (magnitude 6.0) - Comentário 10.
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da nebulosa M20 (magnitude 5.0) - Comentário 10.
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da nebulosa M8 (magnitude 5.0) - Comentário 10.

25- Terça-feira

Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela rho1 Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.9).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Albaldah da constelação de Sagitário (magnitude 2.8).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela omicron Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.7).

26- Quarta-feira

Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Al Giedi da constelação de Capricórnio (magnitude 3.5).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Dabih da constelação de Capricórnio (magnitude 3.0).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima de Marte (magnitude 1.0) - Comentário 3.

27- Quinta-feira

Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Al Bali da constelação do Aquário (magnitude 3.7).
20:11 - é possível observar a Lua no perigeu. Menor distância do centro da Terra com centro da Lua com 369.827 km.
Às 21:35 (horário para São Paulo) é possível observar a ocultação (aproximação) da estrela nu Aquarii pela Lua - Comentário 7.

28- Sexta-feira

Após ~20:00 é possível observar, com telescópio, a Lua próxima de Netuno (magnitude 7.9).

29- Sábado

07:06 - Lua na fase do Quarto Crescente.
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela lambda Aquarii da constelação do Aquário (magnitude 3.7).

30- Domingo

Após ~22:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros November Orionids (NOO) - Comentário 8.

01/12- Segunda-feira

Após ~19:30 é possível observar, com dificuldade a olho nu ou com “certa facilidade” pelo telescópio, a Lua próxima de Urano (magnitude 5.7).

 

 

NOTAS:

 

As aproximações da Lua com as estrelas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para estrela de magnitude inferior a 4.0;
2- distância entre Lua e estrela com separação angular máxima de 5 graus;
3- a estrela mais brilhante da constelação (alpha) ou aglomerados e nebulosas observáveis a olho nu, quando próximos da Lua, não consideram o item 2;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

As aproximações da Lua com planetas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para os planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno;
2- observação realizada com telescópio para os planetas Urano e Netuno;
3- máxima aproximação entre Lua e planeta quando visível no céu noturno;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

Vale lembrar que:

 

A magnitude utilizada é a visual, ou seja, o brilho aparente do objeto celeste. É necessário saber que quanto maior for o número apresentado, menor será o brilho do objeto celeste.

 

O limite de observação a olho nu em condições ideais de observação, ou seja, numa noite sem a interferência da Lua, com baixa umidade relativa do ar e sem a interferência da poluição luminosa é 6.0 de magnitude (aproximada). Abaixo desse número, o objeto celeste pode ser observado a olho nu, porém acima desse número, somente mesmo com uso de telescópio ou binóculo. Porém, objetos acima de 8.0 são difíceis de serem observados, mesmo com uso de telescópio.

 

TOPO

 

 

Fases da Lua

 

 

 

O horário determinado foi calculado para às 12 horas (meio-dia do Tempo Legal do Distrito Federal - TDF), desconsiderando o horário de verão.

 

A parte branca da ilustração da Lua representa a parte iluminada pelo Sol e a porcentagem descrita indica a fração do disco lunar iluminado pelo Sol com erro de até + ou - 2% para para todo Brasil.

 

 

Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

Figura 1. Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

LUA AGORA

 

 

Aspecto atual do disco lunar no hemisfério sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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1- Como observar Mercúrio

 

 

 

Durante esse mês de novembro, não será fácil de observar o planeta Mercúrio a olho nu. Prefira observar Mercúrio entre 01 e 10 de novembro (aproximadamente). Após isso, entre os dias 11 e 20 de novembro (aproximadamente), Mercúrio estará cada vez mais próximo do horizonte leste. Após isso, até 20 de dezembro (aproximadamente), a contemplação de Mercúrio será, praticamente, impossível de ser realizada.

 

Para o amanhecer de 01 à 10 de novembro, Mercúrio irá nascer cerca de 50 minutos antes do nascer do Sol. Isso significa que será possível contemplar o nascer de Mercúrio, por volta das 04h30min. Entre o amanhecer de 11 às 20 de novembro, esse planeta de cor prateada irá nascer cerca de 40 minutos antes do nascer do Sol. Após isso, até 30 de novembro, Mercúrio irá nascer cerca de 25 minutos antes do nascer do Sol. Como a observação de Mercúrio depende do nascer do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá nascer na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar suas observações.

 

Além dessas informações descritas é importante saber que para poder contemplar Mercúrio, será necessário ter um horizonte leste livre da interferência de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que poderá impedir a contemplação desse planeta. Como Mercúrio estará próximo desse horizonte, qualquer objeto à sua frente poderá atrapalhar a contemplação de Mercúrio. A figura 2 ilustra o planeta Mercúrio próximo da Lua, em 21 de novembro, por volta das 5 horas. Perceba que Mercúrio e a Lua estarão muito próximos da linha do horizonte leste e os primeiros raios solares estarão despontando no céu. Fatores que tornarão essa observação muito difícil de ser realizada, mas para quem gosta de desafio e conseguir observar será bem recompensado, ainda mais se obter algumas fotos.

 

 

Aproximação de Mercúrio e Lua, em 21 de novembro de 2014, por volta das 5 horas.

 

Figura 2. Aproximação de Mercúrio e Lua, em 21 de novembro de 2014, por volta das 5 horas.

 

 

Aproveite ainda esse momento de observação para contemplar a Luz Cinérea da Lua. Para essa aproximação de Mercúrio, a Lua estará com 1,5% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea.

 

MELHOR MOMENTO DE OBSERVAÇÃO:

O melhor momento para observar Mercúrio nesse mês ocorrerá no amanhecer de primeiro de novembro. Para esse dia, às 09h38min, Mercúrio estará em máxima elongação oeste. Como nesse horário não será possível contemplar Mercúrio, o observador deverá antecipar sua observação para, aproximadamente, às 5 horas da manhã.

 

 

AS FASES DE MERCÚRIO

 

Assim como a Lua, os planetas Vênus e Mercúrio também possuem fases. As fases desses dois planetas podem ser observadas através de um simples telescópio. As figuras 3 e 4 ilustram o aspecto do planeta Mercúrio para 01 e 20 de novembro e a porcentagem do disco iluminado.

 

Mercúrio em fase, com 56% do seu disco iluminado, em 01 de novembro.

 

Figura 3. Mercúrio em fase, com 56% do seu disco iluminado, em 01 de novembro.

Mercúrio em fase, com 96% do seu disco iluminado, em 20 de novembro.

 

Figura 4. Mercúrio em fase, com 96% do seu disco iluminado, em 20 de novembro.

 

 

Aproveite para obter belas fotos de Mercúrio. A dica é: apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

 

 

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2- Como observar Vênus

 

 

 

Aproximadamente, após o dia 23 de novembro, o planeta Vênus poderá ser observado a olho nu, com dificuldade, pouco acima do horizonte oeste, logo após o ocaso do Sol.

Será extremamente necessário ter um horizonte oeste livre da interferência de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que poderá impedir a contemplação desse planeta. De outra forma, esse belo planeta de cor prateada será ocultado pela interferência dos objetos que estarão a frente do observador.

 

Em especial, no anoitecer de 23 de novembro, teremos a Lua próxima do planeta Vênus. Será uma bela configuração no céu, digna de ser fotografada, porém de difícil observação, devido as informações descritas acima. Mas, para quem gosta de desafio, será um excelente momento. A figura 5, ilustra a aproximação da Lua e Vênus, de 23 de novembro, por volta das 18h45min.

 

Aproximação de Vênus e Lua, em 23 de novembro de 2014, por volta das 18h45min.

 

Figura 5. Aproximação de Vênus e Lua, em 23 de novembro de 2014, por volta das 18h45min.

 

 

Perceba na figura 5 que teremos o favorecimento da observação da Luz Cinérea da Lua. Para 23 de novembro, a Lua estará com apenas 2% do seu disco iluminado, apresentando um fino crescente e a contemplação da Luz Cinérea. Além disso, na figura 5 ilustramos o planeta Marte, que também poderá ser contemplado a olho nu, porém por volta das 19h30min. Leia os comentários sobre Marte para otimizar suas observações.

 

Como a observação de Vênus depende do ocaso do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá se pôr na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar suas observações.

 

 

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3- Como observar Marte

 

 

 

Durante o mês de novembro, logo após o ocaso do Sol, pouco acima do horizonte oeste, será possível contemplar o planeta Marte a olho nu. Nessa mesma região do céu, após 23 de novembro, aproximadamente, também será possível contemplar o planeta Vênus. Por essa razão, além dos comentários descritos aqui sobre Marte, vale ler também os comentários relacionados a Vênus para otimizar as suas observações.

 

Um belo evento que irá envolver Marte ocorrerá na noite de 26 de novembro, quando esse belo planeta vermelho estará próximo da Lua. Para essa noite a Lua estará com 22% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea. Sem dúvida será um belo espetáculo para ser apreciado a olho nu e fotografado. A figura 6, concebida para 26 de novembro, por volta das 20 horas, ilustra essa aproximação.

 

 

Aproximação de Marte com a Lua, em 26 de novembro de 2014, por volta das 20 horas.

 

Figura 6. Aproximação de Marte com a Lua, em 26 de novembro de 2014, por volta das 20 horas.

 

 

Aproveite para obter belas fotos de Marte. A dica é: apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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4- Como observar Júpiter

 

 

 

Durante todo o mês de novembro o planeta Júpiter poderá ser observado surgindo no horizonte leste na madrugada. No primeiro dia de novembro, Júpiter irá nascer por volta da 01h20min. Para 10 de novembro, esse belo planeta irá nascer por volta da 00h50min. Em 20 de novembro, por volta da 00h30min e para 30 de novembro, por volta das 23h30min. Esse horários não consideram o horário de verão (-3h UTC) e podem variar de acordo com a latitude e longitude do observador. Porém, ajustado para o fuso horário do observador e, quando necessário, para o horário de verão, de forma aproximada, os horários mencionados servem como um belo referêncial para iniciar a observação desse planeta. Após o nascer de Júpiter, esse planeta ganha altura e antes de atingir o ponto mais alto do céu, em relação ao observador, seu brilho será ofuscado pelos primeiros raios solares. Por essa razão, o tempo de observação de Jupiter, durante o mês de novembro será, aproximadamente, 5 horas.

 

Em especial, na madrugada de 14 de novembro, teremos a aproximação da Lua e Júpiter. Para essa noite, a Lua estará com 54% do seu disco iluminado. Será uma bela observação, digna de ser fotografada. A figura 7, concebida para 14 de novembro, por volta das 2 horas, ilustra essa bela aproximação entre Júpiter e a Lua.

 

 

Aproximação de Júpiter e Lua, em 14 de novembro de 2014, por volta das 2 horas

 

Figura 7. Aproximação de Júpiter e Lua, em 14 de novembro de 2014, por volta das 2 horas.

 

Perceba ainda, na figura 7, que será possível contemplar o aglomerado estelar M44. Leia o comentário sobre M44 para poder otimizar as suas observações.

 

 

AS LUAS DE JÚPITER

 

 

O que é interessante de ser observado com auxílio de um simples instrumento óptico como telescópio são as luas Galileanas. Tratam-se de Io, Europa, Calisto e Ganimedes. Essas luas podem ser observadas girando em torno de Júpiter numa única noite. Para tanto, é interessante que o observador faça um desenho das luas no início da sua primeira observação e depois outro desenho após uma hora e assim, sucessivamente. Esse tipo de observação poderá ser realizada hora após hora e até dia após dia. É muito interessante ver, por exemplo, a ocultação de uma das luas por Júpiter. A figura 8 demonstra o movimento das 4 luas Galileanas durante esse mês. Do interior para o exterior temos: Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

 

 

Outra dica preciosa é o site Sky View Cafe. Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. Atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário. A figura 9 apresenta a inteface do Sky View Cafe e a posição das luas galileanas, para 15 de novembro de 2014, às 2 horas.

 

 

Posição das luas galileanas, para 15 de novembro de 2014, às 2 horas.

 

Figura 9. Posição das luas galileanas, para 15 de novembro de 2014, às 2 horas.

 

 

O freeware Stellarium também é uma grande ajuda para localizar os objetos celestes no céu e as luas de Júpiter. Vale também conferir o site Neave Planetarium que fornece a posição dos planetas de forma on-line. Leia os comentários sobre Softwares Astronômicos para saber mais sobre esse assunto.

 

 

Aproveite todos os eventos descritos para obter várias fotos. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos envie para nós pelo Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

 

 

 

 

 

O movimento das luas Galileanas.

 

Figura 8. O movimento das luas Galileanas.

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5- Como observar Saturno

 

 

 

Durante esse mês de novembro, infelizmente, o planeta Saturno não poderá ser observado. Resta esperar o mês de dezembro para podermos observar Saturno surgindo no horizonte leste, poucos instantes antes do nascer do Sol.

 

 

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6- Luz Cinérea da Lua

 

 

 

A Luz Cinérea da Lua pode ser observada em dois momentos:

 

Caso 1- até no máximo um dia depois da Lua Quarto Minguante até um ou dois dias antes da Nova.

 

Caso 2- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Nova até no máximo poucas horas antes do Quarto Crescente.

 

 

Para entender o fenômeno, basta sabermos que a luz do Sol que incide sobre a Terra é refletida para Lua, iluminando sua parte escura. Dessa forma, o que podemos observar é algo parecido com a foto ao lado.

 

Por causa da configuração Sol-Terra-Lua, no primeiro caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez mais acentuada, enquanto no segundo caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez menos acentuada e, portanto, menos visível.

 

 

Os momentos de observação irão ocorrer entre 15 e 22 de novembro e 23 a 28 de novembro. De acordo com os casos 1 e 2, as melhores possibilidades de observações irão ocorrer entre as noites de 16 a 21 novembro e 24 a 28 de novembro. Para o amanhecer de 15 a 22 de novembro a Lua irá nascer poucos instantes antes do nascer do Sol no horizonte leste. Para o anoitecer de 23 a 28 de outubro, a Lua irá se pôr poucos instantes depois do pôr do Sol no horizonte oeste.

 

Acesse o site da Climatempo para saber os horários do nascer e do ocaso do Sol para sua cidade e assim se programar melhor para poder contemplar e fotografar a luz cinérea da Lua.

 

Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

Foto. Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

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7- Ocultação de Estrelas pela Lua

 

 

 

 

Ocultação é o fenômeno que ocorre quando um astro de diâmetro aparente maior passa à frente de outro astro com diâmetro aparente menor.

 

Durante o mês ocorrerão diversas ocultações de estrelas pela Lua, porém visíveis a olho nu, são poucas as ocultações que podem ser facilmente observadas. Vale lembrar que o olho humano consegue observar no máximo magnitudes inferiores a 6.0 e o quanto o disco iluminado da Lua irá refletir a luz solar são fatores importantes que devem ser considerados para conseguir ou não observar o fenômeno. No caso do uso de telescópios, lunetas ou binóculos, quando a Lua estiver próxima da fase cheia, será necessário utilizar filtros para bloquear o excesso de luz lunar.

 

A ocultação máxima de uma estrela chega a 70 minutos, quando a imersão e emersão se verificam em pontos diametralmente opostos da Lua. Uma ocultação de planeta pela Lua é algo mais raro de ocorrer durante o ano.

 

Sabendo desses fatores, podemos observar na tabela 2 a magnitude de cada estrela, a quantidade que o disco da Lua estará iluminado no momento da ocultação e o horário aproximado da ocultação.

Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

Foto. Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

 

 

DATA
ESTRELA/PLANETA
MAGNITUDE
CONSTELAÇÃO
ILUMINAÇÃO DO DISCO LUNAR*
HORÁRIO IMERSÃO**
HORÁRIO EMERSÃO**
COMENTÁRIOS
07/11

HIP 18170

(577 F4)

5.1
Touro
-98%
20:59
22:00
7.1
08/11

97 Tauri

(730WA7)

5.1
Touro
-94%
22:08
23:14
7.2
27/11

nu Aquarii

(3093 G8)

4.5
Aquário
+34%
21:35
21:35
7.3

 

 

Tabela 2. Ocultação visível durante a noite de estrelas e/ou planetas.

 

Legenda da tabela:

 

*O sinal de menos na columa "Iluminação do disco lunar" indica que a Lua está na fase decrescente e o sinal de mais na sua fase crescente.

 

** De forma muito simplificada, imersão é a entrada da estrela atrás da Lua e emersão é sua saída. Os horários calculados de imersão e emersão são para observadores localizados na cidade de São Paulo durante o início (imersão) e fim (emersão) do evento de acordo com o horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão. Para observadores localizados fora dessa latitude e longitude de São Paulo, o início do fenômeno poderá ocorrer até 1 hora antes ou depois e seu término até uma hora antes ou depois do horário descrito dependendo da sua localização. Também deverá ser considerado o fuso horário do local de acordo com o horário de Brasília.

 

 

Legenda do mapa:

 

- Região vermelha à esquerda - ocultação que ocorre próximo anoitecer;


- Região vermelha à direita - ocultação que ocorre próximo amanhcer;

 

- Região azul à esquerda - ocultação que ocorre próximo do horizonte leste, instantes próximo do nascer da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Região azul à direita - ocultação que ocorre próximo do horizonte oeste, instantes próximo do pôr da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Faixa branca - local que é possível realizar a observação da ocultação. Deve-se saber que quanto mais próximo da linha branca o observador se localiza, mais à “borda” da Lua a estrela será ocultada.

 

 

Segue abaixo os comentários das ocultações de estrelas pela Lua que são mais fáceis de serem observadas durante esse mês:

 

7.1- HIP 18170 (577 F4)

 

Na noite de 7 de novembro, às 20h59min, a estrela HIP 18170 será ocultada pela Lua (imersão) e seu reaparecimento ocorrerá às 22h00min (emersão). Vale lembrar que o horário da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Como a estrela HIP 18170 possui magnitude 6.0 e a Lua estará com 98% do seu disco iluminado, infelizmente, não será possível contemplar essa ocultação a olho nu. Somente mesmo com uso de um telescópio será possível observar essa ocultação. Recomenda-se o uso de um filtro lunar ou utilizar parte do telescópio tampado para bloquear a intensa luz lunar. Alguns telescópios possuem na sua tampa um pequeno orifício que pode ser colocado na parte frontal do equipamento. Utilize esse artifício, caso seu telescópio possuir esse tipo de tampa,

 

De acordo com a figura 9, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado abaixo da linha branca, indicada no mapa. Para os observadores localizados acima dessa linha, será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Leia o comentário sobre a Constelação do Touro para saber como localizar essa bela constelação no céu da sua cidade.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 9. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.2- 97 Tauri (730WA7)

 

Na noite de 8 de novembro, às 22h08min, a estrela 97 Tauri será ocultada na parte iluminada da Lua (imersão) e seu reaparecimento ocorrerá às 22h00min (emersão), pela parte não iluminada da Lua. Vale lembrar que o horário da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Como a estrela 97 Tauri possui magnitude 5.0 e a Lua estará com 94% do seu disco iluminado, infelizmente, não será possível contemplar essa ocultação a olho nu. Somente mesmo com uso de um telescópio será possível observar essa ocultação. Recomenda-se o uso de um filtro lunar ou utilizar parte do telescópio tampado para bloquear a intensa luz lunar. Alguns telescópios possuem na sua tampa um pequeno orifício que pode ser colocado na parte frontal do equipamento. Utilize esse artifício, caso seu telescópio possuir esse tipo de tampa,

 

De acordo com a figura 10, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado abaixo da linha branca, indicada no mapa. Para os observadores localizados acima dessa linha, será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Leia o comentário sobre a Constelação do Touro para saber como localizar essa bela constelação no céu da sua cidade.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 10. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.3- nu Aquarii (3093 G8)

 

Para São Paulo e regiões no Brasil que estão abaixo da linha branca do mapa, indicado na figura 11, não se trata de ocultação, mas sim da aproximação da estrela nu Aquarri pela Lua. Somente os observadores que estiverem entre as linhas brancas, indicadas no mapa da figura 11, que poderão contemplar essa bela ocultação.

 

Utilizando as informações para São Paulo, em 27 de novembro, às 21h35min, a estrela nu Aquarri passará tangente a borda lunar. Para as demais localidades que estiverem entre as linhas brancas, indicadas no mapa da figura 11, o horário de observação deverá ser antecipado cerca de uma hora (dependendo da latitude e longitude do observador). Para essas regiões que poderão contemplar a ocultação da estrela nu Aquarri pela Lua, a imersão da estrela na Lua se dará pela parte não iluminada do disco lunar e a emersão, ocorrerá na parte iluminada do disco lunar.

 

Como a estrela nu Aquarri possui magnitude 4.5, adicionado com os 34% do disco iluminado da Lua, os observadores localizados fora das cidades com poluição luminosa poderão contemplar essa ocultação a olho nu. Porém, a melhor pedida é o uso de um telescópio. Para os observadores localizados nas cidades com poluição luminosa será fundamental o uso de um telescópio para contemplar essa ocultação.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 11. Faixa de observação da ocultação.

 

 

 

TOPO

 

8- Chuva de Meteoros

 

 

 

Os meteoros, popularmente chamados de "estrelas cadentes" são os rastros luminosos proporcionados pela rápida passagem de corpos variados na alta atmosfera terrestre. Esses meteoros são produzidos por pequenos corpos que, gravitando em torno do Sol, ao atingirem em grande velocidade a atmosfera terrestre, tornam-se incandescentes pelo choque com as moléculas de ar, reduzindo-se na maioria a pó antes de alcançarem o solo. Porém, alguns corpos conseguem vencer o calor da fricção e associado a seu tamanho considerável ou uma entrada na atmosfera com velocidade baixa, produzem um aspecto similar a uma bola incandescente no céu. Como resultado, durante a sua passagem, produzem um som intenso e após a sua passagem deixam um rastro de fumaça. Esses corpos são chamados de Bólidos. Por ser chamado de "fireball" em inglês, a tradução popular para o português se tornou "bola de fogo", porém o termo científico correto é Bólido. Os corpos que conseguem atingir o chão são chamados de meteoritos. Com uma certa experiência, pode-se encontrar diversos meteoritos após a ocorrência de um meteoro e, principalmente, após a ocorrência de um bólido. O valor do grama de um meteorito pode variar de acordo com sua composição química e procedência.

 

Os meteoros podem ser: esporádicos, ou seja, que ocorrem sem nenhuma previsão, porém sendo muito comuns ou; provenientes das chuvas de meteoros, sendo previstos com datas praticamente fixas. Relacionamos aqui as chuvas de meteoros previsíveis para esse mês, tendo como base os históricos das chuvas dos anos anteriores.

 

 

CHUVA
P
M
HORÁRIO
C
CCT
THZ
r
V
LUA (%)
Comentário
Southern Taurids (STA)
25/09

25/11

05/11
23:30
Touro
a = 3h17min

d = +13

05
2.3
28
99%
8.1
Northern Taurids (NTA)
20/10

10/12

12/11
23:30
Touro
a = 3h54min

d = +22

05
2.3
28
64%
8.1
Andromedids (AND)
25/09

06/12

14/11
20:00
Andrômeda
a = 1h38min

d = +32

?
?
17
s/l - 44%
Lua não atrapalha a observação.
Leonids (LEO)
06/11

30/11

17/11
03:30
Leão
a = 10h16min

d = +22

15?
2.5
71
18%
8.2
Alpha Monocerotids (AMO)
15/11

25/11

21/11
23:30
Unicórnio
a = 7h48min

d = +01

Var ~5
2.4
63
s/l
8.1
November Orionids (NOO)
12/11

06/12

30/11
22:30
Órion
a = 06h04min

d = +15

3
2.3
44
68% - s/l
8.1

 

Tabela 3. Chuva de meteoros desse mês.

 

 

Legenda:

 

CHUVA - indica o nome da chuva em questão;

 

P - Período em que ocorrerá a chuva;

 

M - Momento máximo que irá ocorrer a chuva. Essa é a melhor data para observar. Porém, o observador poderá contemplar a chuva entre 2 ou 3 dias antes e depois do momento máximo. Após esse período, a quantidade de meteoros por hora decai muito;

 

HORÁRIO - Horário que leva em consideração o momento que o radiante da chuva estará cerca de 30 graus acima da linha do horizonte. Isso não significa o melhor horário de observação. Alguns meteoros podem surgir antes do aparecimento do radiante;

 

C - Constelação associada a chuva;

 

CCT - Posição sugerida de observação dadas em coordenadas equatoriais (J2000), sendo:
AR: ascensão reta;
DE: declinação.

 

THZ - Taxa Horária Zenital - um número máximo calculado de meteoros que um observador pode apreciar, numa noite sem a inferência da Lua, com o céu perfeitamente limpo e com radiante na sua máxima altura. Quando ocorrer uma chuva periódica, ou seja, sem previsão da taxa por hora, a mesma será representada por "?". Quando aparecer o termo "VAR" significa que a chuva tem histórico de variação da quantidade de meteoros observados, sendo difícil de prever a quantidade;

 

r - Índice provável de magnitude da chuva. Quanto menor o valor mais fácil será sua observação. Como parâmetro, para as cidades com poluição luminosa, são indicados valores menores do que 3.0;

 

V - Velocidade de entrada atmosférica do meteoro, dada em km/s. As velocidades variam entre 11 km/s (muito lento), 40 km/s (médio) e 72 km/s (muito rápido).

 

LUA (%) - Porcentagem do disco iluminado para o melhor momento de observação da chuva. No caso sem influência da Lua durante a chuva de meteoros é atribuído o símbolo s/l. Lua próxima da fase cheia e do radiante atrapalha a observação dos meteoros;

 

COMENTÁRIO - Quando existir o número, a chuva será comentada no seu respectivo número.

 

 

Comentários:

 

8.1 -Chuva de meteoros:
05/11 - Southern Taurids (STA)
12/11 - Northern Taurids (NTA)
21/11 - Alpha Monocerotids (AMO)
30/11 - November Orionids (NOO)

 

Como essas quatro chuvas irão ocorrer próximas entre si, apresentamos aqui as informações num único comentário.

 

Para esse ano, em 05 de novembro, a observação da chuva Southern Taurids (STA) será prejudicada pela Lua. Para essa noite a Lua estará com 95% do seu disco iluminado ofuscando o brilho de alguns meteoros. Apesar disso, para os que gostam de desafios na observação a olho nu ou que desejam apontar suas câmeras para o radiante dessa chuva, temos que o radiante estará numa altura considerável após às 23h30min (aproximadamente).

 

Para noite de 12 de novembro, quando ocorrerá a chuva Northern Taurids (NTA), a Lua também irá atrapalhar a observação. Porém, não de forma tão intensa como a chuva Southern Taurids (STA). Para a noite de 12 de novembro, a Lua estará com 64% do seu disco iluminado, localizada na constelação do Caranguejo. Sendo assim, será possível contemplar um pouco dessa chuva localizada na constelação do Touro, antes que ocorra o nascer da Lua. São esperados 05 meteoros por hora para essa chuva com previsão de magnitude de 2.3, ou seja, podendo ser observada até nas cidades que não possuem muita poluição luminosa.

 

Para encontrar a constelação do Touro, definir o horário inicial de observação e os locais onde irão ocorrer as chuvas Southern Taurids e Northern Taurids, o observador deverá proceder da seguinte forma:

- após observar o ocaso do Sol, encontre o horizonte leste e;

- espere cerca de 3 horas, observando o aparecimento das estrelas dessa constelação.

 

Outra forma para localizar a constelação do Touro é encontrar as populares "Três Marias", pertencentes a constelação do Órion. As "Três Marias" se localizam próximas da constelação do Touro. Leia os comentários sobre a constelação de Órion e sobre a constelação do Touro para poder se localizar no céu e, assim, otimizar suas observações.

 

A figura 12, concebida para 1 hora da manhã, ilustra a região do céu onde irão ocorrer as chuvas Southern Taurids (STA), Northern Taurids (NTA), Alpha Monocerotids (AMO) e November Orionids (NOO).

 

 

Chuvas de meteorosSouthern Taurids (STA), Northern Taurids (NTA), Alpha Monocerotids (AMO) e November Orionids (NOO).

 

Figura 12. Chuvas de meteorosSouthern Taurids (STA), Northern Taurids (NTA), Alpha Monocerotids (AMO) e November Orionids (NOO).

 

Se você tem dificuldade de encontrar as "Três Marias", utilize uma bússola para localizar o horizonte norte à 1 hora da manhã, momento que teremos a ocorrência dessas quatro chuvas de meteoros. Dessa forma, será fácil localizar os radiantes das chuvas ilustrados na figura 12.

 

Ainda sobre a figura 12, foram ilustradas as chuvas de meteoros Alpha Monocerotids (AMO) que terá seu máximo, em 21 de novembro, e November Orionids (NOO) com seu máximo, em 30 de novembro.

 

Para o caso da chuva Alpha Monocerotids (AMO), como a taxa horária zenital é variável, ou seja, ela varia durante seu histórico de anos em anos, não sabemos ao certo a quantidade que irá aparecer. Pelo histórico, em 1995 a taxa horária zenital foi igual a 800!!! Imagine que, na época, surgiram cerca de 13 meteoros a cada uma hora!!! Para poder localizar o radiante dessa chuva, em 21 de novembro, por volta da 1 hora da manhã, utilize as populares "Três Marias" e olhe para à sua direita. Quando encontrar um estrela azulada e brilhante (estrela Procyon do Cão Menor) você encontrará a região do radiante. Porém, o observador poderá iniciar suas observações, por volta das 23h30min. Felizmente, para esse ano a Lua não irá atrapalhar a contemplação dos meteoros dessa chuva.

 

Para a chuva November Orionids (NOO), a Lua também não irá atrapalhar a observação. São previstos apenas 3 meteoros por hora nessa chuva. Apesar disso, vale observar essa chuva que poderá ser contemplada nas cidades com média poluição luminosa.

 

 

 

8.2 - 18/11 - Chuva de meteoros Leonids (LEO)

 

Sem dúvida será uma excelente chuva para ser observada. Na noite do máximo da chuva Leonids, em 17 de novembro, a Lua irá nascer por volta das 2 horas e estará localizada exatamente na constelação do Leão. Apesar disso, a Lua estará com apenas 18% do seu disco iluminado, fato que não irá atrapalhar a observação dos meteoros.

 

São estimados cerca de 15 meteoros a cada uma hora, mas conforme algumas literaturas, essa quantidade de meteoros pode ser aumentada para mais de 100 meteoros por hora, de acordo com seu histórico dos anos anteriores. Isso significa que poderão ser contemplados cerca de 2 meteoros a cada um minuto. Serão meteoros muito rápidos com velocidades de, aproximadamente, 71 km/s e magnitudes que permitem até serem observadas em cidades com média poluição luminosa. Meteoros com cerca de 2.5 de magnitude.


Associado ao cometa 55P/Tempel-Tuttle, o histórico dessa chuva é bem interessante. De acordo com a publicação na página eletrônica do Meteor Showers Online, “A chuva de meteoros Leonids apresentou algumas das mais espetaculares chuvas na história, mas é, infelizmente, de natureza periódica”. Isso é retratado pelo histórico que temos. Para se ter uma ideia dessa periodicidade e a incrível taxa horária zenital, de 1997, mesmo com a influência do forte brilho da Lua, essa chuva chegou a ser relatada com a queda de mais de 100 meteoros por hora. Em 1998 chegou a quantidade de 200 a 300 meteoros por hora e, em alguns lugares da Terra, foram observados rajadas que continham entre 1000 a 2000 meteoros por hora!!! (fonte: Meteor Showers Online). Entre 2003 e 2005, a taxa horária zenital foi mais humilde, proporcionando quedas entre 20 a 40 meteoros por hora. Por esse histórico, a expectativa dessa chuva é grande, porém com uma variação alta quanto a taxa horária zenital.

 

A figura 13, ilustra a região dessa chuva para São Paulo, em 17 de novembro, às 03h30min, com o local que irá ocorrer a chuva (radiante). Para esse horário, nas demais regiões do Brasil, a altura dos objetos celestes, em relação a linha do horizonte, poderá ser diferente, .

 

 

Chuva de meteoros Leonids, em 17 de novembro de 2014.

 

Figura 12. Chuva de meteoros Leonids, em 17 de novembro de 2014.

 

A constelação do Leão possui uma estrela muito brilhante, de nome Regulus, que significa o “pequeno rei”, em latim. Essa estrela de brilho azulada é um ótimo referencial para poder localizar a constelação do Leão. Outro referencial para poder localizar essa chuva é a localização do horizonte nordeste para ás 3h30min da manhã. Leia o comentário sobre a constelação do Leão para saber mais e otimizar suas observações.

 

Um fator interessante que destacamos na figura 12 são as magnitudes. São os números apresentados após os nomes das estrelas. Assim, por exemplo, se na sua cidade o observador conseguir ver a estrela Zosma, de magnitude 2.5, terá grandes probilidades de conseguir observar os meteoros da chuva Leonids, na qual são esperados meteoros com 2.5 de magnitude.

 

 

TOPO

 

 

9- Constelação do Escorpião

 

 

 

Sem dúvida, para quem está começando na Astronomia Observacional essa é uma das constelações mais fácil de ser encontrada no céu.

 

A constelação do Escorpião representa a constelação do inverno para o hemisfério sul, que iníciou em 21 de junho, às 07h51min, desse ano. Por essa razão, até 10 de novembro (aproximadamente), logo após o ocaso do Sol, a observação do Escorpião poderá ser realizada próxima do horizonte oeste, uma vez que o inverno terminou, em 22 de setembro, às 23h29min. Dentro da perspectiva de observação até 10 de novembro, com o avançar das horas desses dias, essa bela constelação se dirige para linha do horizonte oeste e, por volta das 20 horas, ocorrerá o ocaso da estrela mais brilhante dessa constelação: Antares. A constelação do Escorpião poderá ser observada com facilidade, mesmo para os moradores nas cidades que sofrem com a poluição luminosa, desde que, tenham um horizonte oeste livre da interferência de prédios, montanhas, árvores ou qualquer outro objeto que impede a contemplação de um horizonte oeste livre de observação. A foto abaixo foi obtida com auxílio de uma simples câmera digital, numa cidade com baixa poluição luminosa. Podemos observar na primeira foto a constelação do Escorpião, enquanto que, na foto montagem temos o desenho imaginário do Escorpião com seus principais objetos celestes.

 

 

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto: A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto montagem. A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Perceba nas fotos acima obtidas com uma simples câmera digital 4.1 mega pixel, duas manchas bem claras chamadas de M6 e M7. Tratam-se de dois aglomerados abertos de estrelas que distam 2.000 e 1.000 anos luz, respectivamente. O aglomerado aberto M6, popularmente chamado de Aglomerado da Borboleta tem magnitude aparente de 4.5, enquanto que o aglomerado aberto M7, popularmente chamado de Aglomerado de Ptolomeu possui magnitude de 3.5. Isso significa que o aglomerado M7 pode ser localizado mais facilmente, por causa seu brilho aparente, que é mais forte se comparado com o aglomerado M6. Lembrando que a magnitude aparente de um astro é o valor dado para seu brilho aparente, numa razão inversamente proporcional. Isso explica afirmação referente a M7 possuir um brilho aparente maior que M6. Nas cidades onde o índice de poluição luminosa é muito fraca é possível observar esses dois aglomerados mesmo a olho nu, onde M7 é mais fácil de ser localizado.

 

Na noite de 23 de novembro, após às 19 horas (aproximadamente), será possível observar, com muita dificuldade, a Lua próxima da estrela mais brilhante dessa constelação: Antares. Para essa noite a Lua estará com apenas 2% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea. A figura 13 ilustra a constelação do Escorpião, em 05 de novembro, por volta de 1 hora após o ocaso do Sol, com as estrelas mais brilhantes, a delimitação da constelação, a concepção artística e o asterismo dessa bela constelação. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Antares.

 

 

A constelação do Escorpião com suas principais estrelas, delimitação, concepção artística e seu asterismo, em 05 de novembro de 2014, cerca de uma hora após o ocaso do Sol.

 

Figura 13. A constelação do Escorpião com suas principais estrelas, delimitação, concepção artística e seu asterismo,

em 05 de novembro de 2014, cerca de uma hora após o ocaso do Sol.

 

 

Perceba na figura 13 que temos a presença do planeta Marte, localizado na constelação do Sagitário. Leia os comentários sobre o planeta Marte e a constelação de Sagitário para obter mais informações e, assim, otimizar as suas observações. A figura 14 foi concebida para o mesmo momento da figura 13, porém sem a ilustração artística do Escorpião. Vale tentar imaginar esse terrível aracnídeo no céu.

 

 

A constelação do Escorpião com suas principais estrelas, delimitação e seu asterismo, em 05 de novembro de 2014, cerca de uma hora após o ocaso do Sol.

 

Figura 14. A constelação do Escorpião com suas principais estrelas, delimitação e seu asterismo, em 05 de novembro de 2014, cerca de uma hora após o ocaso do Sol.

 

 

A figura 15 foi concebida para o mesmo momento das figuras 13 e 14, porém como vemos no céu da natureza. Compare as três figuras e procure o Escorpião no céu da sua cidade.

 

A constelação do Escorpião, em 05 de novembro de 2014, cerca de uma hora após o ocaso do Sol.

 

Figura 15. A constelação do Escorpião, em 05 de novembro de 2014, cerca de uma hora após o ocaso do Sol.

 

 

Como a observação da constelação do Escorpião depende do ocaso do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá se pôr na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar suas observações.

 

 

 

TOPO

 

 

10- Constelação de Sagitário

 

 

 

Essa região da constelação do Sagitário é riquíssima em aglomerados de estrelas e nebulosas. Algumas são visíveis até a olho nu, numa noite sem a interferência da Lua e fora da poluição luminosa. Porém, se o observador estiver munido de um simples telescópio ou binóculo, poderá contemplar várias nebulosas e aglomerados estelares dessa região.

 

A contemplação da constelação do Sagitário poderá ser realizada durante todo esse mês, pouco acima da constelação do Escorpião e do horizonte oeste, a partir das 19h30min (aproximadamente). Com o avançar das horas essa constelação "caminha" para o horizonte oeste e, por volta das 22 horas, essa bela constelação estará se pondo no horizonte oeste-sudoeste.

 

Para esse mês, a Lua poderá ser observada nessa constelação entre as noites de 24 e 25 de novembro. As figuras 16, 17 e 18 ilustram o aspecto do céu, em 24 de novembro, por volta das 20 horas. Nessa noite a Lua estará com 7% do seu disco iluminado, próxima do aglomerado estelar M23 e das nebulosas M20 e M8.

 

 

Constelação do Sagitário com os principais nomes dos objetos celestes, sua concepção artística e seu asterismo, em 24 de novembro, por volta das 20 horas.

 

Figura 16. Constelação do Sagitário com os principais nomes dos objetos celestes, sua concepção artística e seu asterismo, em 24 de novembro, por volta das 20 horas.

 

Perceba na figura 16 que temos a presença do planeta Marte, localizado na constelação do Sagitário. Leia os comentários sobre o planeta Marte para obter mais informações e, assim, otimizar as suas observações. A figura 17 ilustra a mesma região do céu, para o mesmo horário, porém sem a ilustração artística da constelação do Sagitário. Vale tentar desenhar no céu essa constelação.

 

 

Constelação do Sagitário sem a concepção artística,em 24 de novembro, por volta das 20 horas.

 

Figura 17. Constelação do Sagitário sem a concepção artística,em 24 de novembro, por volta das 20 horas.

 

Por fim, a figura 18 ilustra o mesmo aspecto do céu para o mesmo horário, porém como vemos no céu da natureza. Compare a figura 18 com as figuras 16 e 17 para poder localizar os objetos celestes.

 

Constelação do Sagitário, em 24 de novembro, por volta das 20 horas.

 

Figura 18. Constelação do Sagitário, em 24 de novembro, por volta das 20 horas.

 

Analise as figuras 16, 17 e 18 e aponte seu instrumento óptico para essa região. Você terá belas surpresas! Vale lembrar que essas figuras valem para todo o mês, porém sem a presença da Lua (exceto nas noites de 24 e 25 de novembro).

 

Como a observação da constelação de Sagitário depende do ocaso do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá se pôr na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar suas observações.

 

 

AGLOMERADOS E NEBULOSAS NA CONSTELAÇÃO DO SAGITÁRIO

 

Vale saber que o brilho do astro é importante para poder observá-lo. Para tanto, utilizamos um número que representa a magnitude do astro. Quanto maior esse número menor será seu brilho, numa razão inversamente proporcional. Assim, partindo da observação mais fácil para mais difícil, inserimos abaixo os nomes populares das nebulosas e aglomerados estelares, seguido da sua especificação pelo catálogo de Messier, indica pela letra M e, finalmente, sua magnitude.

 

Aglomerado estelar  - M25 - magnitude = 4.9 (Visível a olho nu)

Nebulosa de Trifid  - M20 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Nebulosa da Lagoa  - M8 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Aglomerado estelar  - M23 - magnitude = 6.0
Aglomerado estelar  - M22 - magnitude = 6.5
Aglomerado estelar  - M21 - magnitude = 7.0

Nebulosa de Ômega  - M17 - magnitude = 7.0

Aglomerado estelar  - M55 - magnitude = 7.0

 

Vale ressaltar ainda que os objetos que são sugeridos para serem observados a olho nu devem ser feitos fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa, além de uma noite sem a interferência da Lua. Porém, esses objetos são possíveis de serem observados nas grandes cidades com auxílios de telescópios ou binóculos, onde o binóculo é a melhor opção. Os objetos que possuem magnitude próximos e até 6.0 de magnitude são possíveis de serem observados nas grandes cidades, porém muito difusos mesmo com auxílio de telescópio e binóculo. Ainda, esses objetos que possuem magnitude abaixo de 6.0 podem ser observados a olho nu mesmo em cidades com médio índice de poluição luminosa, porém com certa dificuldade. Somente mesmo o aglomerado estelar M7 da constelação do Escorpião (que se localiza próxima da constelação do Sagitário) que possui magnitude de 3.5 pode ser contemplado a olho nu com certa facilidade nas cidades onde a poluição luminosa é considerada média para baixo.

 

TOPO

 

 

11- Constelação de Pégaso

 

 

 

A constelação do cavalo alado Pégaso é a constelação típica da estação da Primavera. Localizada na região onde se encontram as constelações boreais, ou seja, para o lado norte do céu, essa constelação pode ser facilmente contemplada se o observador encontrar o asterismo chamado "Quadrilátero de Pégaso". Esse quadrilátero é formado por quatro estrelas, onde uma delas pertence a constelação de Andrômeda. São as estrelas Scheat, Markab, Algenib e a estrela Alpheratz da constelação de Andrômeda.

 

Como o equinócio da primavera para o hemisfério sul e o equinócio do outono para o hemisfério norte iniciou em 22 de setembro, para esse mês, a constelação de Pégaso poderá ser observada acima do horizonte norte, logo após o ocaso do Sol. Com o avançar das horas, essa constelação se dirige para o horizonte oeste quando, por volta das 23h30min, iniciará o ocaso dessa constelação.

 

A figura 19, concebida para 04 de novembro, por volta das 20 horas, ilustra a delimitação da constelação de Pégaso, sua concepção artística, o asterismo do cavalo alado e os nomes das principais estrelas (inlcuindo a estrela Alpheratz da constelação de Andrômeda). Para esse momento, procure o horizonte nordeste e tente localizar as estrelas do quadrilátero do Pégaso, para depois desenhar seu asterismo no céu.

 

 

A constelação do Pégaso com seus principais objetos celestes, seu asterismo, sua concepação artística e a delimitação da constelação, em 04 de novembro, por volta das 20 horas.

 

Figura 19. A constelação do Pégaso com seus principais objetos celestes, seu asterismo, sua concepação artística e a delimitação da constelação,

em 04 de novembro, por volta das 20 horas.

 

 

De acordo com a figura 19, para 04 de novembro também será possível observar a Lua próxima de Urano. Para essa noite, a Lua estará localizada na constelação de Peixes e apresentando 95% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho de Urano e dos demais objetos celestes a sua volta. Como Urano estará com 5.7 de magnitude, sua observação a olho nu será muito difícil de ser realizada, mesmo para os observadores que estiverem localizados em locais sem poluição luminosa. Isso porque, o brilho do luar irá ofuscar o brilho de Urano. Por essa razão, aconselhamos o uso de um telescópio para observar Urano para a noite de 04 de novembro. O mesmo conselho serve para os moradores localizados nas cidades com poluição luminosa. Nas demais noites de novembro, quando o brilho da Lua não atrapalha a observação, para os observadores que estiverem num local perfeito de observação, ou seja, sem poluição luminosa e com baixa umidade relativa do ar, o planeta Uranos poderá ser observado a olho nu. Para os demais observadores localizados nas cidades com poluição luminosa, somente mesmo com o uso do telescópio que será possível contemplar Urano. Todas essas informações são válidas para o mês de dezembro, quando a Lua estará próxima de Urano na primeira noite de dezembro.

 

Outro objeto muito belo para ser apreciado a olho nu, fora das cidades com poluição luminosa ou com auxílio de um telescópio ou binóculo nas cidades com poluição luminosa é a Galáxia de Andrômeda (NGC 224), indica por M31 na figura 19. A Galáxia de Andrômeda recebeu esse nome por estar localizada na constelação de Andrômeda. M31 é uma galáxia espiral e dista cerca de 2,54 milhões de anos-luz da Terra, porém mesmo com essa distância, essa é a galáxia espiral mais próxima da Galáxia que nos encontramos. Para localizar essa bela galáxia, utilize as coordenadas a = 00h 42m 44s e d = +41° 16′9″ou algumas estrelas brilhantes próximas que servirão como guias até encontrar M31.

 

A figura 20 representa o mesmo aspecto do céu da figura 19, porém sem a concepção artística do cavalo alado Pégaso.

 

 

A constelação de Pégaso com seus principais objetos celestes, sem a concepção artística, em 04 de novembro, por volta das 20 horas.

 

Figura 20. A constelação de Pégaso com seus principais objetos celestes, sem a concepção artística, em 04 de novembro, por volta das 20 horas.

 

Por fim, a figura 21 representa o mesmo aspecto do céu apresentadas nas figuras 19 e 20, porém como vemos na natureza. Vale tentar desenhar essa bela constelação no céu e identificar seus principais objetos celestes.

 

 

A constelação de Pégaso, em 04 de novembro, por volta das 20 horas.

 

Figura 21. A constelação de Pégaso, em 04 de novembro, por volta das 20 horas.

 

 

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12- Constelação do Touro

 

 

 

A constelação do Touro pode ser facilmente observada no céu, mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. A estrela mais brilhante dessa constelação, localizada no olho do Touro, chama-se Aldebaran. Seu nome provém da palavra árabe al-dabarān que significa "aquela que segue", referência à forma como a estrela parece seguir o aglomerado das Plêiades durante o seu movimento aparente ao longo do céu. Aldebaran é uma estrela gigante vermelha-laranja, o que lhe proporciona uma cor alaranjada quando observada. Sua distância da Terra é de 65 anos-luz, tendo uma luminosidade 150 vezes maior do que o Sol e sua magnitude aparente (brilho do astro) é de 0.84, o que lhe confere a décima terceira estrela mais brilhante do céu noturno. Por essa razão, a estrela Aldebaran pode ser facilmente observada nas grandes e pequenas cidades com alto ou baixo índice de poluição luminosa.

 

Nessa constelação temos dois aglomerados estelares fáceis de serem observados. Trata-se das Híades e das Plêiades. O aglomerado aberto das Híades têm um formato em "V" simbolizando a cabeça do Touro. É importante saber que apesar da estrela Aldebaran se localizar de forma aparente na mesma região das Híades, essa estrela não pertence a esse aglomerado aberto. Isso porque Aldebaran está à 65 anos-luz de nós e as Híades está à 150 anos-luz. Por uma questão de perspectiva quando visto da Terra, temos a impressão que Aldebaran faz parte desse aglomerado, porém é apenas uma ilusão.

 

 

O aglomerado estelar das Plêiades é um aglomerado aberto podendo ser facilmente contemplado a olho nu. Esse aglomerado é muito apreciado pelos astrônomos por sua beleza e fácil localização. As Plêiades também são conhecidas por vários outros nomes tais como: "As sete irmãs", "A galinha e os setes pintinhos" no interior do Brasil ou como "Subaru" no Japão. Mas, pelo termo mais técnico, esse aglomerado aberto de estrelas é chamado de M45 pela classificação do catálogo Messier e está localizada na constelação do Touro. Seis das estrelas nas Plêiades são visíveis sem o auxílio de qualquer instrumento óptico, se o observador estiver num local sem poluição luminosa. Aproximadamente 500 estrelas pertencem ao aglomerado estelar aberto das Plêiades e a maioria delas são fracas. Munido de um simples instrumento óptico, o aglomerado poderá ser apreciado com mais facilidade, principalmente com o auxílio de binóculos.

 

Observe na foto o aspecto das Plêiades que podemos observar com o uso de telescópio ou binóculo. Essa foto foi obtida remotamente por Marcos Calil de São Paulo (Brasil) com acesso ao observatório localizado nas Ilhas Canárias (África) obtida com auxílio de um telescópio com 85mm de abertura e uma CCD Kodak KAI-2020M na madrugada de 09 de setembro de 2008 à 01:06 (hora local - São Paulo).

 

 

 

 

 

 

O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

 

Em 07 de novembro, após às 20h30min (aproximadamente) será possível contemplar a Lua próxima das Plêiades. Para essa noite a Lua estará com 98% do seu disco iluminado ofuscando o brilho desse belo aglomerado estelar. Na noite seguinte, em 08 de novembro, o nosso satélite natural estará próximo das Híades e da estrela mais brilhante da constelação do Touro: a estrela Aldebaran. Essa observação poderá ser iniciada por volta das 21h30min e para essa noite a Lua estará 94% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho de algumas estrelas das Híades. Independente da aproximação da Lua com as Plêiades e as Híades, não deixe de observar a constelação do Touro nas outras noites, pois sem a interferência do brilho da Lua, o observador poderá contemplar diversos objetos celestes com mais nitidez.

 

A figura 22 ilustra o aspecto do céu, para 07 de novembro, por volta das 23 horas, com o asterismo da constelação do Touro, os nomes das principais estrelas, a localização das Plêiades (M45) e das Híades, além das populares "Três Marias", localizadas na Constelação de Órion e da constelação do Cão Maior, com sua estrela mais brilhante do céu noturno: Sírius.

 

O asterismo da constelação do Touro e os nomes das principais estrelas, em 07 de novembro, por volta das 23 horas.

 

Figura 22. O asterismo da constelação do Touro e os nomes das principais estrelas, em 07 de novembro, por volta das 23 horas.

 

 

Na figura 23, temos o mesmo aspecto do céu para o mesmo horário, porém aproximando a constelação do Touro. Vale tentar desenhar no céu essa terrível fera e localizar as Plêiades, as Híades e a estrela Aldebaran.

 

 

A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação, asterismo e concepação artística, em 07 de novembro, por volta das 23 horas.

 

Figura 23. A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação, asterismo e concepação artística, em 07 de novembro, por volta das 23 horas.

 

 

A figura 24 ilustra a mesma região do céu para o mesmo horário, porém sem a concepção artística do Touro.

 

 

A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação e asterismo, em 07 de novembro, por volta das 23 horas.

 

Figura 24. A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação e asterismo, em 07 de novembro, por volta das 23 horas.

 

 

Finalmente, a figura 25 ilustra a mesma região do céu para o mesmo horário, porém como vemos no céu da natureza. Compare as figuras 22, 23 e 24 com a figura 25 e depois observe essa constelação. Tente imaginar o Touro no céu.

 

 

A constelação do Touro, em 07 de novembro, por volta das 23 horas.

 

Figura 25. A constelação do Touro, em 07 de novembro, por volta das 23 horas.

 

 

Em especial, para esse mês de novembro, teremos diversos eventos ocorrendo nas constelações de Órion e Touro. Destaca-se a ocultação da estrela 97 Tauri pela Lua e as chuvas de meteoros Southern Taurids, Northern Taurids e November Orionids. Leia os comentários sobre ocultações de estrelas pela Lua e chuva de meteoros para saber como contemplar esses belos eventos. Além disso, vale ler o comentário sobre M35 para otimizar as suas observações.

 

 

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13- Constelação de Órion

 

 

 

A constelação do gigante caçador Órion é a constelação símbolo do verão para os moradores no hemisfério sul e do inverno para os moradores do hemisfério norte. Em determinadas latitudes do Brasil, essa constelação pode ser observada a partir de meados de julho, poucos instantes do amanhecer no horizonte leste. Com o avançar dos meses, os brasileiros podem contemplar essa constelação cada vez mais cedo até a chegada do verão, quando essa constelação pode ser contemplada no horizonte leste logo no início do anoitecer. Em contrapartida, quando inicia o outono, para o hemisfério sul ou primavera, para o hemisfério norte, essa constelação se localizará próxima do horizonte oeste, poucos instantes depois do ocaso do Sol e seu tempo de observação será curto.

 

Sem dúvida é uma bela constelação para ser observada e fácil de ser localizada. Suas estrelas principais, que fazem parte do corpo do guerreiro, podem ser observadas mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. Além disso, é nessa constelação que se localizam as populares "Três Marias" e a bela nebulosa de Órion (M42), observada a olho nu em locais distantes da poluição luminosa. Essa nebulosa, pode ser observada também com auxílio de um simples telescópio ou binóculo apoiado num tripé, mesmo nas grandes cidades com poluição luminosa. Geralmente, quando visível no céu, essa é a primeira constelação observada pelos iniciantes na Astronomia Observacional.

 

Observe na figura 22, apresentada na Constelação do Touro a bela Constelação de Órion. Perceba, ainda na figura 22, que próxima da constelação do Órion temos outra bela constelação para ser observada, mesmo nas cidades com poluição luminosa. Trata-se da constelação do Cão Maior, que possui a estrela mais brilhante do céu noturno: Sírius.

 

A figura 26 ilustra a constelação de Órion, com sua concepção artística, seu asterismo e os nomes dos principais objetos celestes. Essa ilustração foi concebida para 15 de novembro, às 23 horas.

 

 

A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 15 de novembro, às 23 horas.

 

Figura 26. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 15 de novembro, às 23 horas.

 

 

A figura 27 representa o mesmo aspecto do céu da figura 26, porém sem a concepção artística do gigante caçador Órion.

 

 

A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 15 de novembro, às 23 horas.

 

Figura 27. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 15 de novembro, às 23 horas.

 

 

Por fim, a figura 28 representa o mesmo aspecto do céu apresentadas nas figuras 26 e 27, porém como vemos na natureza. Vale tentar desenhar essa bela constelação no céu e identificar seus principais objetos celestes.

 

 

A constelação do Órion, em 15 de novembro, às 23 horas.

 

Figura 27. A constelação do Órion, em 15 de novembro, às 23 horas.

 

 

Em especial, para esse mês de novembro, teremos diversos eventos ocorrendo nas constelações de Órion e Touro. Destaca-se a ocultação da estrela 97 Tauri pela Lua e as chuvas de meteoros Southern Taurids, Northern Taurids e November Orionids. Leia os comentários sobre ocultações de estrelas pela Lua e chuva de meteoros para saber como contemplar esses belos eventos. Além disso, vale ler o comentário sobre M35 para otimizar as suas observações.

 

 

A NEBULOSA DE ÓRION (M42)

 

 

Para localizar a nebulosa de Órion basta localizar as populares "Três Marias". Essas três estrelas formam um grupo aparentemente alinhados que representam o cinturão do guerreiro Órion. Quase que perpendicular as "Três Marias" pode ser observada a nebulosa de Órion. Essa nebulosa pode ser contemplada a olho nu em locais que não possuem poluição luminosa, apresentando uma tênue mancha no céu ou com uso de telescópio ou binóculos apoiados em tripé mesmo nas grandes cidades que possuem poluição luminosa. Vale lembrar ainda que esse aglomerado está próximo da constelação do Touro que possui um aglomerado estelar aberto, chamado de Híades (na forma de V que simboliza a cabeça do Touro) e também das constelações do Cão Maior e do Cão Menor. Todas essas possuem estrelas muito brilhantes e são fáceis de serem identificadas no céu.

 

 

Sem dúvida essa é uma das nebulosas mais observadas e contempladas pelos astrônomos profissionais e amadores. Possivelmente registrada pela primeira vez em 1610 por Nicholas-Claude Fabri de Peiresc, foi descrita por Galileo Galilei em 1617.

 

A Nebulosa de Órion, catalogada como M42 do catálogo de Messier e NGC 1976 é a nebulosa mais brilhante do céu e também um dos objetos profundos mais brilhantes. Com magnitude de 4.0 esse objeto pode ser visível a olho nu em boas condições de observação (sem a interferência do brilho da Lua por perto e fora da poluição luminosa) e demonstra ser umas das mais lindas imagens quando observada através de telescópios de todos os tamanhos, desde os maiores até os de pequenos portes, bem como os que estão no espaço como, por exemplo, Telescópio Espacial Hubble. É também um grande objeto no céu, que se estende com mais de 1 grau de diâmetro.

Essa nebulosa fica a uma distância de cerca de 1600 (ou talvez 1500) anos-luz. Em sua extremidade norte, a nebulosa é dividida por uma faixa escura conspícua, bem visível na nossa fotografia. Esta imagem foi obtida por Marcos Calil localizado em São Paulo, operando remotamente um telescópio localizado nas Ilhas Canárias na África. O telescópio possui 85mm de abertura acoplado numa CCD Kodak KAI-2020M.

 

 

 

 

 

A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Foto. A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Para saber mais sobre a constelação do Órion e as "Três Marias" assista o vídeo gravado e roterizado por Marcos Calil na Climatempo. Esse vídeo possui 4min16s de duração.

 

 

Vídeo. A constelação de Órion por Marcos Calil.

 

 

 

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14- Aglomerado Estelar M35

 

 

 

O aglomerado estelar aberto M35, também classificado como NGC 2168, é um belo aglomerado que pode ser observado a olho nu em condições ideais de observação. Com sua magnitude equivalente a 5.5, esse aglomerado requer uma certa habilidade do observador quando observado a vista desarmada. Numa noite sem a interferência da Lua é possível ver uma "mancha" muito tênue no céu noturno em locais onde não possuem poluição luminosa. Porém, o mais indicado é que o observador utilize um binóculo para poder contemplar todas as estrelas desse aglomerado aberto, sendo essa maneira contemplado, mesmo em cidades com poluição luminosa. Por ser um aglomerado aberto o uso de um telescópio não é a melhor pedida, pois o observador apreciará apenas parte desse aglomerado, uma vez que seu tamanho angular é de 0,57 graus. A distância desse aglomerado é de 2800 anos-luz e está localizado na constelação do Gêmeos.

 

Durante esse mês, M35 poderá ser observado após às 23 horas (aproximadamente), pouco acima do horizonte nordeste. Com o avançar das horas, esse aglomerado estelar caminha de forma aparente para o horizonte norte até antigir sua máxima altura, por volta das 3 horas. Após isso, esse aglomerado estelar caminha para o horizonte oeste e antes que ocorra o seu ocaso, os primeiros raios solares estarão despontando no céu, ofuscando o seu brilho.

 

Em especial, em 09 de novembro, a Lua estará próxima desse aglomerado. Para essa noite, a Lua estará com 88% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho de M35. Por essa razão, vale contemplar esse belo aglomerado nas outras noites na qual a Lua não ofusca o brilho de M35. A figura 28 ilustra partes da constelação de Gêmeos, em 09 de novembro, por volta das 23 horas com os nomes das estrelas mais brilhantes e a localização de M35. Perceba que a constelação de Gêmeos está localizada próxima das constelações de Órion (onde se localizam as "Três Marias"), do Touro e do Cão Menor. Com base nessas constelações será possível encontrar a constelação de Gêmeos e, em seguida, o aglomerado M35. Leia os comentários sobre Órion e Touro para otimizar a observação dessa região do céu.

 

 

Lua próxima de M35, em 09 de novembro de 2014, por volta das 23 horas.

 

Figura 28. Lua próxima de M35, em 09 de novembro de 2014, por volta das 23 horas.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

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15- Aglomerado Estelar M44

 

 

 

Fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa é possível observar esse aglomerado a olho nu. Por causa do seu forte brilho esse aglomerado é conhecido desde tempos pré-históricos.

 

Algumas antigas escrituras estão associadas a esse objeto: gregos e romanos viram essa "nebulosa" como a manjedoura. Ptolomeu menciona como uma das sete "nebulosas" que ele observou, na sua obra Almagesto. Galileu relatou que este objeto "nebuloso" não era apenas uma estrela como os antigos pensavam, mas uma massa de mais de 40 pequenas estrelas.

 

A dúvida se esse objeto era uma só estrela ou um conjunto de estrelas foi resolvido (possivelmente) por Peiresc em 1611, o descobridor da Nebulosa do Orion (M42). Um ano mais tarde, após a observação de Peiresc, em 1612 esse mesmo objeto foi observado  e relatado como um aglomerado estelar por Simon Marius. Charles Messier adicionou-o no seu catálogo em 4 de março de 1769, como o objeto de número 44, por essa razão M44.

 

 

 

 

O aglomerado da Colméia por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado da Colmeia por Marcos Calil.

 

Sabemos e aceitamos atualmente que mais de 200 das 350 estrelas na área do aglomerado foram confirmadas como membros. Algumas outras são estrelas de primeiro ou segundo plano, ou seja, que estão à frente ou atrás desse aglomerado. De acordo com a nova determinação da ESA, utilizando o satélite Hipparcos, o aglomerado está 577 anos-luz distante da Terra (estimativas anteriores davam o número de 522 anos-luz), e sua idade foi estimada a cerca de 730 milhões de anos. Curiosamente, tanto nesta idade e à orientação de uma boa resolução de M44 coincide com as das Híades, outro aglomerado estelar famoso e observável a olho nu, porém, que não foi incluída na lista Messier e nem no catálogo NGC e IC, que está atualmente estimada numa idade de cerca de 790 milhões de anos. Provavelmente estes dois objetos, embora agora separados por centenas de anos-luz, têm uma origem comum, em algumas grandes nebulosas gasosas difusas que existiram entre 700 a 800 milhões de anos atrás. Por conseguinte, também a população estelar são semelhantes, ambos contendo gigantes vermelhas (M44, pelo menos, 5 delas) e algumas anãs brancas.(fonte: http://www.seds.org/MESSIER/M/m044.html)

 

Na madrugada de 13 de novembro, teremos a aproximação da Lua com o aglomerado da Colméia (M44). Para essa noite será possível contemplar a aproximação desse aglomerado com a Lua, a partir da 1 hora da manhã (aproximadamente). Com o avançar das horas, M44 e a Lua ganham altura, até atingirem o ponto mais alto do céu, logo quando surgir os primeiros raios solares. Para a noite de 13 de novembro, a Lua estará com 63% do seu disco iluminado, ofuscando em partes o brilho de M44. A figura 29 ilustra a região do céu para 13 de novembro, por volta das 2 horas.

 

 

Lua próxima de M44, em 13 de novembro, por volta das 2 horas.

 

Figura 29. Lua próxima de M44, em 13 de novembro, por volta das 2 horas.

 

 

Não é difícil localizar esse belo aglomerado no céu. Para todas as noites utilize as estrelas Pollux e Castor da constelação de Gêmeos para poder se orientar e encontrar o aglomerado da Colmeia (M44). Perceba ainda, na figura 29, que o planeta Júpiter poderá ajudar na localização de M44, porém vale saber que todos os planetas possuem um movimento próprio, que quando vistos da Terra, se modificam rapidamente com o passar dos dias. Sendo assim, o método de utilizar Júpiter para localizar M44 poderá ser aplicado com ressalvas, conforme a ilustração da figura 29. Por essa razão, preferimos utilizar as estrelas como auxiliadoras para encontrar outros objetos celestes. Leia o comentário 4 sobre Júpiter, para otimizar suas observações.

 

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16- Constelação do Leão

 

 

 

A constelação do Leão é a constelação típica do outono para os observadores do hemisfério Sul. Isso porque, quando inicia essa estação do ano a constelação do Leão surge durante o anoitecer na linha do horizonte leste. Com o avançar dos meses, quando inicia o inverno, a constelação do Escorpião surge na linha do horizonte leste no anoitecer (representando a constelação dessa estação), enquanto que a constelação do Leão estará próxima do horizonte oeste. Para a primavera, a constelação de Pégaso estará presente no horizonte leste, após o ocaso do Sol. Isso porque, essa constelação representa a primavera e, durante essa estação, o Leão pode ser observado surgindo no horizonte leste, na alta madrugada.

 

Algumas das estrelas da constelação do Leão podem ser observadas mesmo nas cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa e com um pouco de atenção o desenho do Leão se fará presente no céu. Logicamente, para quem estiver fora das grandes cidades, ou seja, em locais sem a influência das luzes, a constelação se mostrará mais nítida. As estrelas Regulus, Denebola, Zosma e Algieba são as estrelas que podem ser facilmente contempladas e marcam parte do desenho do Leão. É interessante saber os nomes das principais estrelas que compõe essa constelação, onde Regulus significa "pequeno rei", Denebola a "cauda do leão", Algieba "do sul" e Zosma significa "quadril".

 

Durante esse mês, o Leão irá surgir no horizonte leste, por volta das 2 horas da manhã. Depois, com o avançar das horas, antes que essa bela constelação chegue no ponto mais alto do céu, os primeiros raios solares irão surgir e ofuscar o brilho das estrelas que compõem a constelação do Leão. A figura 30, concebida para 15 de novembro, por volta das 3 horas, ilustra a constelação do Leão com suas estrelas mais brilhantes, a delimitação dessa constelação, seu asterismo e sua concepção artística. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Regulus.

 

A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo, delimitações e concepação artística, em 15 de novembro, por volta das 3 horas.

 

Figura 30. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo, delimitações e concepação artística, em 15 de novembro, por volta das 3 horas.

 

Perceba na figura 30, que teremos o planeta Júpiter e a Lua localizada nessa constelação. Essa aproximação entre a Lua, Júpiter e a estrela Regulus acontecerá em 15 de novembro, podendo ser contemplada à partir das 2 horas da manhã (aproximadamente). Para essa noite a Lua estará com 44% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea da Lua. Leia os comentários sobre Júpiter e a Luz Cinérea da Lua para otimizar as suas observações.

 

A figura 31 foi concebida para o mesmo momento da figura 30, porém sem a ilustração artística do Leão. Vale tentar imaginar essa terrível fera no céu.

 

 

A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo e delimitação, em 15 de novembro, por volta das 3 horas.

 

Figura 31. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo e delimitação, em 15 de novembro, por volta das 3 horas.

 

 

Finalmente, a figura 32 foi concebida para o mesmo momento das figuras 30 e 31, porém como realmente observamos no céu. Vale comparar as figuras e identificar os principais objetos celestes que estão localizados nessa constelação.

 

 

A constelação do Leão, em 15 de novembro, por volta das 3 horas.

 

Figura 32. A constelação do Leão, em 15 de novembro, por volta das 3 horas.

 

 

 

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17- Estação Espacial Internacional

 

 

 

Diversos satélites artificiais podem ser observados a olho nu passando pelo céu. Na maioria das vezes esses satélites podem ser contemplados durante o anoitecer ou amanhecer. Entre eles estão os Iridiums, o Telescópio Espacial Hubble, Genesis-1 e 2 entre tantos outros. Para observá-los não é necessário telescópio ou binóculo. Basta saber o dia, horário e local certo para observar um ponto prateado cruzando o céu. O mapa abaixo indica a passagem da Estação Espacial ISS.

 

 

 

 

No mapa, o traço azul indica a trajetória da Estação Espacial Internacional (ISS) e o sinal de "+" na cor preta indica a posição atual da ISS.

 

Para quem deseja obter informações mais detalhadas sobre a passagem da ISS e outros satélites artificiais recomendamos o site Heavens-above. Após o acesso no site o observador deve apenas preencher o nome da sua cidade no campo específico e apertar ENTER. Clique sobre sua cidade relacionada com seu estado e boas observações. Caso você tenha dificuldades ou deseja aprender mais sobre observações de satélites artificiais a olho nu acesse a palestra/oficina de Marcos Calil.

 

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18- Softwares Astronômicos

 

 

 

Alguns softwares podem auxiliar o observador quanto o reconhecimento dos objetos celestes no céu. Esses softwares podem apresentar mais ou menos recursos que vão desde os nomes das estrelas até a conexão com telescópio direcionando esse equipamento para o objeto que é mostrado na tela do computador. Além disso, alguns chegam a custar US$ 600,00 e outros são gratuítos e não perdem em nada comparado com os softwares pagos. Relaciono abaixo alguns softwares simuladores do céu:

 

 

Stellarium - Sem dúvida, entre todos os softwares gratuítos a melhor opção é o freeware Stellarium que pode ser instalado no seu computador sem a necessidade de ficar conectado na internet. Como esse software é opensource, ou seja, código aberto onde os usuários podem programar coisas novas, sempre existem novas versões. Porém, para o usuário que não domina a linguagem de máquina o indicado é ter sempre uma versão anterior em relação a última que foi lançada. Isso evite os famosos bugs no software, uma vez que alguns usuários se dedicam somente para arrumar os problemas das últimas versões.

 

 

Sky View Cafe - Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu e os horários exatos do nascer e ocaso dos planetas para sua cidade. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. É necessário ter uma conexão em alta velocidade.

 

 

Neave Planetarium - Outro site que apresenta uma carta celeste no seu computador, necessitando que você esteja conectado com uma internet em alta velocidade. Para todos os softwares de simulação do céu, atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário.

 

 

Planisfério - Caso seja complicado levar um notebook a campo, "baixar" o software Stellarium ou se conectar na internet em banda larga a opção mais simples, barata e funcional é usar um planisfério. A única desvantagem é que esse "equipamento" não representa os planetas, uma vez que esses objetos celestes não são "fixos" no céu como as estrelas (sabemos que as estrelas possuem movimento próprio, mas para o uso de um planisfério didático isso não importa). Você pode optar em construir e levar um planisfério de papel a campo e realizar suas observações com tranquilidade. O planisfério é uma espécie de carta celeste que mostra as constelações numa folha de papel de acordo com sua latitude sendo válida para todos os anos de sua vida. Como o planisfério depende da localização do observador (mais especificamente da latitude), recomendo que você monte o seu. A professora Maria de Fátima Saraiva junto com seus orientandos ensina como montar e usar um planisfério para as latitudes de 10, 20 e 30 graus que respondem bem para diferentes estados do Brasil.

 

 

Para saber mais sobre softwares de Astronomia que auxiliam no reconhecimento do céu assista os vídeos 2 e 3 gravados e roterizados por Marcos Calil.

O vídeo 2 possui 5min47s e o vídeo 3 possui 7min44s de duração.

 

 

 

 

Vídeo 2. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 1 de 2.

 

 

 

 

 

Vídeo 3. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 2 de 2.

 

TOPO

 

 

19- Carta Celeste Online

 

 

 

Disponibilizamos duas cartas celeste on line.

 

1- Fourmilab.ch - insira os parâmetros desejados e clique em Update:

 

Data e Horário
Tempo Universal:
Local de Observação
Opção de Exibições

         Limites
Estrelas:
        Mostrar estrelas com magnitude de até
         Nomes para magnitude
         Bayer/Flamsteed códigos para magnitude
Inverter Norte e Sul
Tamanho da imagem: pixels    Imagem dinâmica
Tamanho da fonte:
Esquema de cores:

Asteróides e

passagens de cometas


Insira elementos orbitais:

 

 

TOPO

 

 

 

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Bons céus para todos nós...

Marcos Calil


 

Interações com Marcos Calil

 

 

 

Você pode interagir conosco através do:

 

Site: www.climatempo.com.br > ASTRONOMIA (Shortlink: http://bit.ly/dW16UU)

 

Twitter: http://twitter.com/marcoscalil

 

Além de assistir nossos programas Momento Astronômico e Observatório no nosso site http://www.momentoastronomico.com.br/programas/programas.html

(Shortlink: http://bit.ly/hc0O8P)

 

Conteúdo e ilustrações: Marcos Calil

 


 

Fontes

 

 

 

METEOROS

 

Meteor Data Center (UAI) - http://www.astro.amu.edu.pl/~jopek/MDC2007/Roje/roje_lista.php?corobic_roje=0&sort_roje=0

 

International Meteor Organization (IMO) - http://www.imo.net/files/data/calendar/cal2014.pdf

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Meteors/

 

The American Meteor Society - http://www.amsmeteors.org/meteor-showers

 

Meteoroid Environment Office - http://www.nasa.gov/offices/meo/home/#.VD_pLmddUW4

 

Meteor Showers On Line - http://meteorshowersonline.com/calendar.html (dados não atualizados, desde 07/03/2007)

 

 

COMETAS

 

Seiichi Yoshida´s Home Page - http://www.aerith.net/index.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Comets/

 

OCULTAÇÕES

 

International Occultation Timing Association (IOTA) - http://iota.jhuapl.edu/

 

 

ECLIPSES

 

Eclipse Web Site (NASA) - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/OH/OH2014.html

 

 

ANUÁRIOS

 

Almanaque Astronômico Brasileiro 2014 (CEAMIG) - http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2014.pdf

 

Anuário do Observatório Nacional (ON) - http://www.on.br/conteudo/modelo.php?endereco=servicos/servicos.html

 

Anuário Interativo do Obeservatório Nacional (ON) - http://euler.on.br/ephemeris/index.php

 

 

EFEMÉRIDES

 

Institut de mécanique céleste et de calcul des éphémérides (IMCCE) - http://www.imcce.fr/en/ephemerides/

 

Solar System Dynamics (NASA) - http://ssd.jpl.nasa.gov/?ephemerides

 

U.S. Naval Observatory - Astronomical Applications Department - http://aa.usno.navy.mil/data/

 

IN-The-Sky.org - http://in-the-sky.org/newscal.php?

 

 

APOIO PARA MONITORAMENTO

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://www.rea-brasil.org/

 

 

EXTRA HEMISFÉRIO SUL

 

Royal Astronomical Society of New Zealand - http://www.rasnz.org.nz/SolarSys

 

 

APOIO GERAL (Aos mestres com carinho!!!)

 

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - Anuário de Astronomia e Astronáutica

 

Uranometria Nova - Irineu G. Varella & Priscila D. C. F. de Oliveira - http://www.uranometrianova.pro.br/

 

 

OBSERVATÓRIOS COM TRANSMISSÕES ONLINE DE FENÔMENOS ASTRONÔMICOS

 

Slooh - http://events.slooh.com/ (Telescópios na Austrália, Ilhas Canárias e Chile)

 

The Virtual Telescope Project 2.0 - http://www.virtualtelescope.eu/webtv/ (Itália - Bellatrix Astronomical Observatory)

 

Marcos Calil - https://www.youtube.com/marcoscalil (São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil)

 

Ciência e Astronomia - https://www.youtube.com/user/cienciaeastronomia (Sistema colaborativo com telescópios no Brasil)

 

NASA Marshall Space Flight Center (MSFC) - http://www.ustream.tv/channel/nasa-msfc (Huntsville, Alabama, Estados Unidos)

 

Coca-Cola Space Science Center - http://www.ccssc.org/rtmn/default.aspx (Columbus, Georgia, Estados Unidos)

 

 


Softwares

 

 

 

2000 Space.com Canada Inc - Observatório Astronômico Atlas Estelar (Starry Night)

 

D. Herald - OCCULT Predictions v. 3.6.0

 

Ephemeris 2.0 - Jonathan Sachs

 

Stellarium - versão 0.11.4

 

Stephen Michael Schimpf - CyberSky 4.0

 

Skymap Pro

 

Cartas du Ciel

 

TOPO

 

 

Agradecimentos

 

 

Para minha filha Isabel que está na barriguinha da minha esposa!!!

 

Fernanda Calipo Calil, minha amada esposa.

 

 

 

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