Climatempo Astronomia por Marcos Calil
ClimatempoClimatempo 25 anos
Gerenciar favoritos

Suas cidades:

Nenhum favorito encontrado

Suas praias:

Nenhum favorito encontrado

Seus aeroportos:

Nenhum favorito encontrado

Suas cidades internacionais:

Nenhum favorito encontrado

Enviar Previsão por E-mail
Digite abaixo seu nome e email

 Aguarde, enviando...

E-mail enviado com sucesso!
Obrigado

Ocorreu um erro

Verifique se os Cookies do seu navegador estão habilitados e tente novamente.

Adicionar a Climatempo como página inicial

Deseja deixar a Climatempo como página inicial do seu navegador?

SIM NÃO

 

 

EFEMÉRIDES ASTRONÔMICAS - MARÇO 2015

 

EDIÇÃO NÚMERO 97 - Ano 8

 

Seu guia de observação do céu noturno a olho nu para a sua cidade (Brasil)

 


 

 

Informações diárias

 

Fases da Lua

 

Mercúrio

 

Vênus

 

Marte

 

Júpiter

 

Saturno

 

Luz Cinérea

 

Ocultação de estrela pela Lua

 

Chuvas de meteoros

 

Constelação do Touro

 

Constelação de Órion

 

Aglomerado Estelar M35

 

Aglomerado Estelar M44

 

Constelação do Leão

 

Constelação do Escorpião

 

Constelação do Sagitário

 

Estação Espacial Internacional

 

Softwares Astronômicos

 

Carta Celeste Online

 

Qual telescópio comprar?

 

Contatos

 

Fontes

 

 

 

Quem nos visita agora:

 

 

 

 

CLIMA NO CÉU

 

Climatempo News

Gravado em 10 de março de 2015

 

Dia 20 de março marca o equinócio do outono no Hemisfério Sul e o de primavera no Hemisfério Norte. Na entrada do outono teremos um eclipse total do sol. O professor Marcos Calil explica em quais áreas do Planeta o eclipse será visível e como ver pela internet.

 

 

DESTAQUE: 20/03 - 06h46min - MÁXIMO DO ECLIPSE SOLAR TOTAL
NÃO VISÍVEL NO BRASIL

 

ASSISTA VIA INTERNET NOS SEGUINTES SITES:

 

http://live.slooh.com/

http://www.virtualtelescope.eu/webtv/

http://www.solareclipse2015.org.uk/live-webcast/

 


 

 

Siga Marcos Calil no Twitter e no Youtube

 

 


 

Acerte seu relógio

 

Horário de acordo com a hora legal brasileira, fornecida pelo Observatório Nacional.

 

Horário de acordo com o horário de verão brasileiro.

 

As informações contidas nesse site NÃO consideram o horário de verão.

 

Para os demais fusos no Brasil, acesse o site http://pcdsh01.on.br/

 

É importante ajustar seu relógio para otimizar suas observações.

 

 

Adquira já seu livro Uma Aventura no Espaço de Marcos Calil e Iara Jardim

 

Adquira já o livro de Iara Jardim e Marcos Calil

 


 

Céu Noturno - Uma introdução para crianças. A história das estrelas, dos planetas e das cosntelações e informações sobre como localizá-los no céu

 

Adquira o livro de Michael Driscoll com consultoria de Marcos Calil

 


 

Solicitações de palestras ou consultoria de Astronomia com Marcos Calil

 


 

Marcos Calil recomenda:

 

 

Brazilian Meteor

Observation Network

 


 

Passe uma temporada no


 

Currículo Lattes

Marcos Calil

 


 

 

Informações Diárias - Brasil

 

 

 

Dia

Evento - Horário de Brasília (UTC –3h)

01- Domingo

--

02- Segunda-feira

Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Asellus Australis da constelação do Caranguejo (magnitude 3.9).
Após ~20:00 observe a Lua próxima de Júpiter (magnitude -2.6) - Comentário 4.
Após ~20:00 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M44 (magnitude 4.0) - Comentário 12.

03- Terça-feira

Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela omicron Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.5).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3) - Comentário 13.
Após ~22:30 observe o máximo da chuva de meteoros pi Virginids - Comentário 8.

04- Quarta-feira

Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela rho Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.8).
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3) - Comentário 13.

05- Quinta-feira

04:32 - observe a Lua no apogeu. Maior distância do centro da Terra com centro da Lua com 406385 km.
15:05 - Lua na fase Cheia.
Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela sigma Leonis da constelação do Leão (magnitude 4.0).

06- Sexta-feira

Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Zavijava da constelação da Virgem (magnitude 3.5).

07- Sábado

Após ~20:30 observe a Lua próxima da estrela Porrima da constelação da Virgem (magnitude 2.7).

08- Domingo

Após ~21:30 observe a Lua próxima da estrela Spica da constelação da Virgem (magnitude 0.9).

09- Segunda-feira

Às 04:23 (horário para São Paulo) observe com telescópio ou binóculo a ocultação da estrela 82 Virginis pela Lua - Comentário 7.

10- Terça-feira

Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros Northern alpha Leonis (NAL) - Comentário 8.
Após ~23:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Zubeneschamali da constelação da Virgem (magnitude 2.6).

11- Quarta-feira

Após ~23:59 observe a Lua próxima de Saturno (magnitude 0.4) - Comentário 5.
Após ~23:59 observe a Lua próxima da estrela nu Scorpii da constelação do Escorpião (magnitude 4.0).
Após ~23:59 observe a Lua próxima da estrela Graffias da constelação do Escorpião (magnitude 2.5).
Após ~23:59 observe a Lua próxima da estrela omega Scorpii da constelação do Escorpião (magnitude 3.9).

12- Quinta-feira

Após ~00:01 observe a Lua próxima de Saturno (magnitude 0.4) - Comentário 5.
Após ~00:01 observe a Lua próxima da estrela nu Scorpii da constelação do Escorpião (magnitude 4.0).
Após ~00:01 observe a Lua próxima da estrela Graffias da constelação do Escorpião (magnitude 2.5).
Após ~00:01 observe a Lua próxima da estrela omega Scorpii da constelação do Escorpião (magnitude 3.9).

13- Sexta-feira

Após ~00:30 observe a Lua próxima da estrela Sabik da constelação do Ofiúco (magnitude 2.4).
Após ~00:30 observe a Lua próxima da estrela Antares da constelação do Escorpião (magnitude 1.0) - Comentário 14.
14:48 - Lua na fase do Quarto Minguante.

14 a 19

É possível observar a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

14- Sábado

Após ~00:01 observe o máximo da chuva de meteoros gamma Normids (GNO) - Comentário 8.
Após ~01:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M23 da constelação de Sagitário (magnitude 6.0) - Comentário 15.
Após ~01:30 observe a Lua próxima da estrela mu Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.5).
Após ~01:30 observe a Lua próxima da nebulosa M20 da constelação de Sagitário (magnitude 5.0) - Comentário 15.
Após ~01:30 observe a Lua próxima da nebulosa M8 da constelação de Sagitário (magnitude 5.0) - Comentário 15.
Após ~20:30 observe o máximo da chuva de meteoros Northern March Virginids (NVI) - Comentário 8.

15- Domingo

Após ~02:30 observe a Lua próxima da estrela xi2 Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.5).
Após ~02:30 observe a Lua próxima da estrela omicron Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.7).
Após ~02:30 observe a Lua próxima da estrela Albaldah da constelação de Sagitário (magnitude 2.8).

16- Segunda-feira

Às 02:59 (horário para São Paulo) observe com telescópio ou binóculo a ocultação da estrela 61 Sagittarii pela Lua - Comentário 7.

17- Terça-feira

Após ~04:30 observe a Lua próxima da estrela Albali da constelação de Sagitário (magnitude 3.7).

18- Quarta-feira

Após ~05:30 é possível observar, com dificuldade, a Lua próxima de Mercúrio (magnitude -0.3) - Comentário 1.
Após ~20:00 observe o máximo da chuva de meteoros delta Mensids (DME) - Comentário 8.
Após ~22:00 observe o máximo da chuva de meteoros eta Virginids (EVI) - Comentário 8.

19- Quinta-feira

16:38 - Lua no perigeu. Menor distância do centro da Terra com centro da Lua com 357584 km.
Após ~19:30 observe o máximo da chuva de meteoros beta Leonids - Comentário 8.

20- Sexta-feira

06:36 - Lua entra na fase Nova.
06:46 - Eclipse Solar Total - NÃO visível no Brasil.
19:44 - Equinócio do outono no hemisfério sul e equinócio da primavera no hemisfério norte.
Após ~22:00 observe o máximo da chuva de meteoros theta Virginids (TVI) - Comentário 8.

21 a 26

É possível observar a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

21- Sábado

Após ~18:30 é possível observar, com muita dificuldade, a Lua próxima de Marte (magnitude 1.3) - Comentário 3.

22- Domingo

Após ~18:30 observe a Lua próxima de Vênus (magnitude -4.0) - Comentário 2.
Após ~22:00 observe o máximo da chuva de meteoros Southern March Virginids (SVI) - Comentário 8.

23- Segunda-feira

Após ~19:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar das Plêiades (magnitude 1.4) - Comentário 9.

24- Terça-feira

Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela delta1 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.7).
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela gamma Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.6).
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela theta1 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.8).
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela theta2 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.3).
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela epsilon Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.5).
Após ~19:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar das Híades (magnitude 0.5) - Comentário 9.
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Aldebaran da constelação do Touro (magnitude 0.8).
Após ~19:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar das Plêiades (magnitude 1.4) - Comentário 9.

25- Quarta-feira

--

26- Quinta-feira

Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Tejat Prior da constelação de Gêmeos (magnitude 3.2).
Após ~19:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M35 (magnitude 5.5) - Comentário 11.

27- Sexta-feira

Após ~01:00 observe o máximo da chuva de meteoros tau Draconids - Comentário 8.
04:42 - Lua na fase do Quarto Crescente.
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Mekbuda da constelação de Gêmeos (magnitude 4.0).
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Alhena da constelação de Gêmeos (magnitude 1.9).
Às 22:34 (horário para São Paulo) observe com telescópio ou binóculo a ocultação da estrela HIP33929 pela Lua - Comentário 7.

28- Sábado

--

29- Domingo

Após ~01:30 observe o máximo da chuva de meteoros delta Pavonids (DPA) - Comentário 8.
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Asellus Australis da constelação do Caranguejo (magnitude 3.9).
Após ~19:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M44 (magnitude 4.0) - Comentário 12.
Após ~19:30 observe a Lua próxima de Júpiter (magnitude -2.3) - Comentário 4.

30- Segunda-feira

Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela omicron Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.5).

31- Terça-feira

Após ~20:00 observe a Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3) - Comentário 13.
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela rho Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.8).

01/04- Quarta-feira

10:00 - Lua no apogeu. Maior distância do centro da Terra com centro da Lua com 406012 km.

 

 

NOTAS:

 

As aproximações da Lua com as estrelas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para estrela de magnitude inferior a 4.0;
2- distância entre Lua e estrela com separação angular máxima de 5 graus;
3- a estrela mais brilhante da constelação (alpha) ou aglomerados e nebulosas observáveis a olho nu, quando próximos da Lua, não consideram o item 2;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

As aproximações da Lua com planetas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para os planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno;
2- observação realizada com telescópio para os planetas Urano e Netuno;
3- máxima aproximação entre Lua e planeta quando visível no céu noturno;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

Vale lembrar que:

 

A magnitude utilizada é a visual, ou seja, o brilho aparente do objeto celeste. É necessário saber que quanto maior for o número apresentado, menor será o brilho do objeto celeste.

 

O limite de observação a olho nu em condições ideais de observação, ou seja, numa noite sem a interferência da Lua, com baixa umidade relativa do ar e sem a interferência da poluição luminosa é 6.0 de magnitude (aproximada). Abaixo desse número, o objeto celeste pode ser observado a olho nu, porém acima desse número, somente mesmo com uso de telescópio ou binóculo. Porém, objetos acima de 8.0 são difíceis de serem observados, mesmo com uso de telescópio.

 

TOPO

 

 

Fases da Lua

 

 

 

O horário determinado foi calculado para às 12 horas (meio-dia do Tempo Legal do Distrito Federal - TDF), desconsiderando o horário de verão.

 

A parte branca da ilustração da Lua representa a parte iluminada pelo Sol e a porcentagem descrita indica a fração do disco lunar iluminado pelo Sol com erro de até + ou - 2% para para todo Brasil.

 

 

Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

Figura 1. Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

LUA AGORA

 

 

Aspecto atual do disco lunar no hemisfério sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOPO

 

 

1- Como observar Mercúrio

 

 

 

Durante esse mês, poucos instantes antes do nascer do Sol, Mercúrio poderá ser contemplado pouco acima do horizonte leste. Para o primeiro dia do mês, Mercúrio irá nascer 1h59min antes do Sol, fato que facilitará a observação desse planeta. Em 10 de março, Mercúrio irá nascer 1h45min antes do Sol. Em 20 de março, Mercúrio irá nascer 1h19min antes do Sol, diminuindo o tempo de observação e começando a dificultar sua contemplação. No último dia do mês, esse belo planeta de cor prateada irá nascer 43min antes do nascer do Sol. Com o exposto, podemos perceber que a contemplação a olho nu de Mercúrio será maior no início do mês, se comparado com o final do mês, além de ser mais facilitada no início do mês. Por essa razão, prefira contemplar Mercúrio até o dia 20 de março (aproximadamente), pois após isso a observação será cada vez mais prejudicada. Como as observações a olho nu de Mercúrio irão ocorrer antes do nascer do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá nascer na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar suas observações.

 

O destaque ficará para o amanhecer de 18 de março, quando Mercúrio estará próximo da Lua. Porém, como Mercúrio e a Lua estarão próximos da linha do horizonte leste, será necessário que o observador tenha um horizonte leste livre da interferência de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que poderá impedir a contemplação desses objetos celestes. A mesma dica vale entre 20 a 31 de março (aproximadamente). Para a noite de 18 de março a Lua estará com apenas 6% do seu disco iluminado, proporcionando um belo e fino luar, além da possibilidade de contemplaçãoda Luz Cinérea da Lua. Vale fotografar esse belo evento. A figura 2, concebida para 18 de março, por volta das 05h30min, ilustra a aproximação da Lua com Mercúrio.

 

 

Aproximação da Lua e Mercúrio, em 18 de março de 2015, por volta das 05h30min.

 

 

Figura 2. Aproximação da Lua e Mercúrio, em 18 de março de 2015, por volta das 05h30min.

 

 

Perceba na figura 2, que próximo de Mercúrio temos o planeta Netuno. Apesar de estar indicado na figura 2, a observação de Netuno não poderá ser realizada a olho nu e com telescópio será muito difícil de observá-lo.

 

 

AS FASES DE MERCÚRIO

 

Assim como a Lua, o planeta Mercúrio também possue fases. As fases de Mercúrio podem ser observadas através de um simples telescópio. As figuras 3 e 4 ilustram o aspecto do planeta Mercúrio para 01 e 31 de março e a porcentagem do disco iluminado.

 

Mercúrio em fase, com 65% do seu disco iluminado, em 01 de março.

 

Figura 3. Mercúrio em fase, com 65% do seu disco iluminado, em 01 de março.

Mercúrio em fase, com 95% do seu disco iluminado, em 31 de março.

 

Figura 4. Mercúrio em fase, com 95% do seu disco iluminado, em 31 de março.

 

TOPO

 

 

 

2- Como observar Vênus

 

 

 

Logo após o ocaso do Sol, no horizonte oeste, durante todo esse mês será possível observar o planeta Vênus a olho nu. Esse belo planeta de cor prateada é muito brilhante e, por muitas vezes é chamado de "Estrela D´Alva". Mas, não se trata de uma estrela e, sim, do planeta Vênus. Como Vênus estará próximo do horizonte oeste, será necessário ter um horizonte oeste livre da interferência de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que poderá impedir a contemplação desse planeta.

 

No primeiro anoitecer de março, Vênus irá se pôr 1h32min após o ocaso do Sol. Com o avançar dos dias, em 15 de março, o ocaso de Vênus irá ocorrer 1h40min após o pôr do Sol. No anoitcer de 31 de março, o planeta Vênus irá nascer 1h54min após o ocaso do Sol. Dessa forma, com base nesses horários, podemos concluir que a observação de Vênus poderá ser realizada a olho nu durante todo o mês, podendo até se iniciar cerca de 15 a 30 minutos após o ocaso do Sol. Como as observações de Vênus dependem do ocaso do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá se pôr na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar suas observações.

 

No anoitecer de 22 de março, teremos a Lua próxima de Vênus. Será uma bela configuração no céu, digna de ser fotografada. Para essa noite a Lua estará com apenas 8% do seu disco iluminado, proporcionando um belo e fino luar, além da possibilidade de contemplaçãoda Luz Cinérea da Lua. A figura 5, concebida para 22 de março, por volta das 18h30min, ilustra a aproximação da Lua com Vênus.

 

 

 

Posições aparentes de Vênus, Marte, Urano e da Lua, em 22 de março de 2015, por volta das 18h30min.

 

 

Figura 5. Posições aparentes de Vênus, Marte, Urano e da Lua, em 22 de março de 2015, por volta das 18h30min.

 

 

Pereceba que na figura 5 representamos os planetas Vênus, Marte e Urano, além da Lua. Urano não poderá ser observado a olho nu e também não poderá ser observado com telescópio, devido sua aproximação aparente com o Sol. Porém, Vênus e Marte poderão ser contemplados a olho nu ou com um telescópio. Por causa do forte brilho de Vênus, esse planeta será o primeiro a despontar no céu, logo após o ocaso do Sol. Com o avançar dos minutos, o planeta Marte, com sua cor avermelhada, irá surgir pouco abaixo de de Vênus e da Lua. Leia o comentário sobre Marte para otimizar suas observações.

 

Aproveite para obter belas fotos de Vênus. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

TOPO

 

 

3- Como observar Marte

 

 

 

Até, aproximadamente, o anoitecer de 15 de março será possível contemplar o planeta Marte a olho nu. A observação do planeta Marte não será simples de ser realizada nesse mês, pois além da magnitude aparente estar próxima de 1.3, logo após o ocaso do Sol esse planeta poderá ser observado muito próximo do horizonte oeste. Por isso, será necessário que o observador tenha um horizonte oeste livre da interferência de árvores, prédios, montanhas ou qualquer outro objeto que atrapalha a contemplação de Marte. Em especial, na noite de 21 de março, o planeta Marte estará próximo da Lua. Para essa noite a Lua estará com apenas 3% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea. Sem dúvida será um belo espetáculo para ser apreciado a olho nu e fotografado, porém muito difícil de ser observado exigindo um horizonte oeste conpletamente livre de interferência de objetos. A figura 6, concebida para 21 de março, por volta das 18h45min, ilustra a aproximação da Lua com Marte.

 

 

Posições aparentes de Marte, Vênus, Urano e a Lua, em 21 de março, por volta das 18h45min.

 

 

Figura 6. Posições aparentes de Marte, Vênus, Urano e a Lua, em 21 de março, por volta das 18h45min.

 

 

Representamos na figura 6 os planetas Urano, Vênus e Marte, além da Lua. Apesar disso, vale saber que Urano não poderá ser apreciado a olho nu e também não poderá ser observado pelo telescópio, devido sua aproximação aparente com o Sol. Porém, os planetas Vênus e Marte poderão ser contemplados a olho nu, mesmo nas grandes cidades, com poluição luminosa. Vale saber também que poucos instantes de Marte despontar no céu, o planeta Vênus estará brilhando fortemente. Por essa razão, aconselhamos a leitura relacionada a Vênus para otimizar as suas observações.

 

TOPO

 

 

4- Como observar Júpiter

 

 

 

Durante todo o mês de março, logo após o ocaso do Sol, o planeta Júpiter poderá ser observado a olho nu pouco acima do horizonte nordeste. Com o avançar das horas, Júpiter ganha altura, atingindo seu ponto mais alto do céu, por volta das 21h30min. Após isso, esse planeta caminha lentamente até o horizonte oeste, quando seu ocaso ocorrerá na alta madrugada.

 

Em especial, nas noites de 2 e 29 de março, teremos a aproximação da Lua e Júpiter. Para a noite de 02 de março, a Lua estará com 93% do seu disco iluminado e para a noite de 29 de março, estará com 74% do seu disco iluminado. Em ambos os casos a Lua irá ofuscar o brilho de Júpiter, porém não deixará de ser dois belos espetáculos para serem contemplados a olho nu ou de serem fotografados. A figura 7, concebida para 29 de março, por volta das 19h30min, ilustra a bela aproximação entre Júpiter e a Lua, além de alguns belos objetos celestes dignos de serem observados.

 

 

Aproximação de Júpiter e Lua, em 29 de março de 2015, por volta das 19h30min.

 

 

Figura 7. Início da observação da aproximação de Júpiter e Lua, em 29 de março de 2015, por volta das 19h30min.

 

 

Perceba ainda, na figura 7, que será possível contemplar os aglomerados estelares M35 e M44. Leia os comentários sobre M35 e M44 para poder otimizar as suas observações.

 

 

AS LUAS DE JÚPITER

 

 

O que é interessante de ser observado com auxílio de um simples instrumento óptico como telescópio são as luas Galileanas. Tratam-se de Io, Europa, Calisto e Ganimedes. Essas luas podem ser observadas girando em torno de Júpiter numa única noite. Para tanto, é interessante que o observador faça um desenho das luas no início da sua primeira observação e depois outro desenho após uma hora e assim, sucessivamente. Esse tipo de observação poderá ser realizada hora após hora e até dia após dia. É muito interessante ver, por exemplo, a ocultação de uma das luas por Júpiter. A figura 8 demonstra o movimento das 4 luas Galileanas durante esse mês. Do interior para o exterior temos: Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

 

 

Outra dica preciosa é o site Sky View Cafe. Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. Atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário. A figura 9 apresenta a inteface do Sky View Cafe e a posição das luas galileanas, para 15 de março de 2015, às 19h30min.

 

 

Posição das luas galileanas, para 15 de março de 2015, às 19h30min.

 

Figura 9. Posição das luas galileanas, para 15 de março de 2015, às 19h30min.

 

 

O freeware Stellarium também é uma grande ajuda para localizar os objetos celestes no céu e as luas de Júpiter. Vale também conferir o site Neave Planetarium que fornece a posição dos planetas de forma on-line. Leia os comentários sobre Softwares Astronômicos para saber mais sobre esse assunto.

 

 

Aproveite todos os eventos descritos para obter várias fotos. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos envie para nós pelo Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

 

 

 

 

 

 

O movimento das luas Galileanas.

 

Figura 8. O movimento das luas Galileanas.

TOPO

 

 

5- Como observar Saturno

 

 

 

Durante a noite de março, o planeta Saturno poderá ser observado a olho nu, surgindo no horizonte leste. No primeiro dia de março, Saturno irá nascer por volta das 23 horas. Para 15 de março, o gigante dos anéis irá nascer por volta 22 horas e para 31 de março, por volta das 21 horas. Após o nascer de Saturno, esse planeta ganha altura, atingindo o ponto mais alto do céu, por volta das 3 horas (início do mês) e 5 horas (final do mês). Após isso, Saturno será ofuscado pelos primeiros raios solares, antes mesmo que ocorra o seu ocaso.

 

Em de 11 de março, poderemos contemplar e fotografar a Lua próxima de Saturno. Para esse momento a Lua estará com 66% do seu disco iluminado. A figura 10, concebida para 11 de março, por volta das 23h59min, ilustra essa bela aproximação entre Saturno e a Lua.

 

 

 

Aproximação de Saturno e Lua, em 11 de março de 2015, por volta das 23h59min

 

Figura 10. Aproximação de Saturno e Lua, em 11 de março de 2015, por volta das 23h59min.

 

 

TOPO

 

 

6- Luz Cinérea da Lua

 

 

 

A Luz Cinérea da Lua pode ser observada em dois momentos:

 

Caso 1- até no máximo um dia depois da Lua Quarto Minguante até um ou dois dias antes da Nova.

 

Caso 2- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Nova até no máximo poucas horas antes do Quarto Crescente.

 

 

Para entender o fenômeno, basta sabermos que a luz do Sol que incide sobre a Terra é refletida para Lua, iluminando sua parte escura. Dessa forma, o que podemos observar é algo parecido com a foto ao lado.

 

Por causa da configuração Sol-Terra-Lua, no primeiro caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez mais acentuada, enquanto no segundo caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez menos acentuada e, portanto, menos visível.

 

 

Os momentos de observação irão ocorrer entre 14 e 19 de março e 21 a 26 de março. De acordo com os casos 1 e 2, as melhores possibilidades de observações irão ocorrer entre as noites de 14 a 18 de março e 22 a 26 de março. Para o amanhecer de 14 e 19 de março a Lua irá nascer poucos instantes antes do nascer do Sol no horizonte leste. Para o anoitecer de 21 a 26 de março, a Lua irá se pôr poucos instantes depois do pôr do Sol no horizonte oeste.

 

Acesse o site da Climatempo para saber os horários do nascer e do ocaso do Sol para sua cidade e assim se programar melhor para poder contemplar e fotografar a luz cinérea da Lua.

 

Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

Foto. Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

TOPO

 

 

7- Ocultação de Estrelas pela Lua

 

 

 

 

Ocultação é o fenômeno que ocorre quando um astro de diâmetro aparente maior passa à frente de outro astro com diâmetro aparente menor.

 

Durante o mês ocorrerão diversas ocultações de estrelas pela Lua, porém visíveis a olho nu, são poucas as ocultações que podem ser facilmente observadas. Vale lembrar que o olho humano consegue observar no máximo magnitudes inferiores a 6.0 e o quanto o disco iluminado da Lua irá refletir a luz solar são fatores importantes que devem ser considerados para conseguir ou não observar o fenômeno. No caso do uso de telescópios, lunetas ou binóculos, quando a Lua estiver próxima da fase cheia, será necessário utilizar filtros para bloquear o excesso de luz lunar.

 

A ocultação máxima de uma estrela chega a 70 minutos, quando a imersão e emersão se verificam em pontos diametralmente opostos da Lua. Uma ocultação de planeta pela Lua é algo mais raro de ocorrer durante o ano.

 

Sabendo desses fatores, podemos observar na tabela 2 a magnitude de cada estrela, a quantidade que o disco da Lua estará iluminado no momento da ocultação e o horário aproximado da ocultação.

Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

Foto. Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

 

 

DATA
ESTRELA/PLANETA
MAGNITUDE
CONSTELAÇÃO
ILUMINAÇÃO DO DISCO LUNAR*
HORÁRIO IMERSÃO**
HORÁRIO EMERSÃO**
COMENTÁRIOS
09/03

82 Virginis

(1962 M2)

5.0
Virgem
-89%
04:23
--
7.1
16/03

61 Sagittarii

(2913 A2)

5.0
Sagitário
-22%
02:59
03:55
7.2
27/03

HIP 33929

(1072cM1)

6.0
Gêmeos
+57%
22:34
23:43
7.3

 

 

Tabela 2. Ocultação visível durante a noite de estrelas e/ou planetas.

 

Legenda da tabela:

 

*O sinal de menos na columa "Iluminação do disco lunar" indica que a Lua está na fase decrescente e o sinal de mais na sua fase crescente.

 

** De forma muito simplificada, imersão é a entrada da estrela atrás da Lua e emersão é sua saída. Os horários calculados de imersão e emersão são para observadores localizados na cidade de São Paulo durante o início (imersão) e fim (emersão) do evento de acordo com o horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão. Para observadores localizados fora dessa latitude e longitude de São Paulo, o início do fenômeno poderá ocorrer até 1 hora antes ou depois e seu término até uma hora antes ou depois do horário descrito dependendo da sua localização. Também deverá ser considerado o fuso horário do local de acordo com o horário de Brasília.

 

 

Legenda do mapa:

 

- Região vermelha à esquerda - ocultação que ocorre próximo anoitecer;


- Região vermelha à direita - ocultação que ocorre próximo amanhcer;

 

- Região azul à esquerda - ocultação que ocorre próximo do horizonte leste, instantes próximo do nascer da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Região azul à direita - ocultação que ocorre próximo do horizonte oeste, instantes próximo do pôr da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Faixa branca - local que é possível realizar a observação da ocultação. Deve-se saber que quanto mais próximo da linha branca o observador se localiza, mais à “borda” da Lua a estrela será ocultada.

 

 

Segue abaixo os comentários das ocultações de estrelas pela Lua que são mais fáceis de serem observadas durante esse mês:

 

 

7.1- 82 Virginis (1962 M2)

 

A estrela 82 Virginis será ocultada (imersão) pela Lua na madrugada de 09 de março, às 04h23min pela parte iluminada da Lua. O seu reaparecimento (emersão) não será possível de ser observado, pois os primeiros raios solares irão ofuscar o brilho dessa estrela.

 

Vale lembrar que o horário da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

A estrela 82 Virginis possui magnitude de 5.0. Como a Lua estará com 89% do seu disco iluminado, mesmo para as cidades com baixa poluição luminosa, será necessário o uso de um telescópio. Aconselha-se o uso de um filtro lunar na ocular do telescópio ou o uso do orifício da tampa do telescópio para bloquear um pouco o brilho da Lua.

 

De acordo com a figura 11, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores localizados fora dessa faixa de observação, será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 11. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.2- 61 Sagittarii (2913 A2)

 

Em 16 de março, a estrela 61 Sagittarii será ocultada. O momento da imersão, ou seja, o início da ocultação ocorrerá às 02h59min na parte iluminada da Lua. Sua saída, ou seja, sua emersão, poderá ser contemplada às 03h55min, ocorrendo na parte não iluminada da Lua.

 

Vale lembrar que o horário da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Para essa noite da ocultação, a Lua estará com 22% do seu disco iluminado, não ofuscando o brilho da estrela 61 Sagittarii. Como a magnitude dessa estrela é de 5.0, a contemplação a olho nu poderá ser realizada para os observadores localizados nas cidades sem poluição luminosa. Porém, para os observadores que estiverem localizados nas cidades com poluição luminosa será necessário o uso de um telescópio ou binóculo.

 

De acordo com a figura 12, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado dentro da elipse azul ou entre as linhas brancas. Especificamente, para os observadores localizados dentro da elipse azul, a imersão ocorrerá quando a Lua estiver muito próxima da linha do horizonte leste, necessitando portanto, de um horizonte leste livre da interferência de árvores, montanhas ou qualquer objeto que impede a visualização desse horizonte. Para os observadores localizados fora da elipse azul e fora das linhas brancas, o que poderá ser observado é a estrela 61 Sagittarii passando próxima da Lua.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 12. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.3- HIP33929 (1072cM1)

 

Em 27 de março, às 22h34min a estrela HIP33929 será ocultada na parte não iluminada da Lua. Seu reaparecimento irá ocorrer às 23h43min pela parte iluminada da Lua. Vale lembrar que o horário da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Para essa noite da ocultação, a Lua estará com 57% do seu disco iluminado. A magnitude da estrela HIP33929 é de 6.0. Sendo assim, com a junção do disco iluminado da Lua e a magnitude da estrela, podemos afirmar que mesmo nas cidades com baixa poluição luminosa não será possível contemplar essa ocultação a olho nu. Restando a observação com telescópio ou binóculo para qualquer que seja as condições locais de observação.

 

De acordo com a figura 13, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores localizados fora dessa faixa de observação, será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 13. Faixa de observação da ocultação.

 

TOPO

 

8- Chuva de Meteoros

 

 

 

Os meteoros, popularmente chamados de "estrelas cadentes" são os rastros luminosos proporcionados pela rápida passagem de corpos variados na alta atmosfera terrestre. Esses meteoros são produzidos por pequenos corpos que, gravitando em torno do Sol, ao atingirem em grande velocidade a atmosfera terrestre, tornam-se incandescentes pelo choque com as moléculas de ar, reduzindo-se na maioria a pó antes de alcançarem o solo. Porém, alguns corpos conseguem vencer o calor da fricção e associado a seu tamanho considerável ou uma entrada na atmosfera com velocidade baixa, produzem um aspecto similar a uma bola incandescente no céu. Como resultado, durante a sua passagem, produzem um som intenso e após a sua passagem deixam um rastro de fumaça. Esses corpos são chamados de Bólidos. Por ser chamado de "fireball" em inglês, a tradução popular para o português se tornou "bola de fogo", porém o termo científico correto é Bólido. Os corpos que conseguem atingir o chão são chamados de meteoritos. Com uma certa experiência, pode-se encontrar diversos meteoritos após a ocorrência de um meteoro e, principalmente, após a ocorrência de um bólido. O valor do grama de um meteorito pode variar de acordo com sua composição química e procedência.

 

Os meteoros podem ser: esporádicos, ou seja, que ocorrem sem nenhuma previsão, porém sendo muito comuns ou; provenientes das chuvas de meteoros, sendo previstos com datas praticamente fixas. Relacionamos aqui as chuvas de meteoros previsíveis para esse mês, tendo como base os históricos das chuvas dos anos anteriores.

 

 

Chuva
P
M
HORÁRIO
C
CCT
THZ
r
V
LUA (%)
FONTE
Comentário
pi Virginids

13/02

08/04

03 a 09/03
Após 22h30min
Virgem

a = 11:59

d = +09

2 a 5
?
64

97% a 83%

MSO
8.1

Northern alpha Leonids (NAL)

18/03

07/04

10/03

Após 21h

Leão menor

a = 10:35

d = +31

2
?
?
s/l - 75%
IAU / MSO
Associada a chuva Leonids-Ursids. Lua atrapalha a observação.
gamma Normids (GNO)

25/02

22/03

14/03
Após 00h01min
Régua

a = 15:56

d = -50

6
2.4
56
s/l - 33%
IAU / IMO / AMS / CS
8.2

Northern March Virginids (NVI)

25/01

15/04

14/03

Após 20h30min

Leão

a = 11:34

d = +09

2
?
22
s/l - 33%
AMS / IAU
8.1
delta Mensids (DME)

14/03

21/03

18/03
Após 20h
Dorado

a = 3:52

d = -80

1 a 2
?
33
s/l
IAU / MSO
Lua não atrapalha a observação.
eta Virginids (EVI)

24/02

27/03

18/03
Após 22h
Virgem

a = 12:08

d = +02

2
?
29
s/l
IAU / MSO
8.1
beta Leonids

14/02

25/04

19/03
Após 19h30min
Taça

a = 11:48

d = +11

3 a 4
?
?
s/l
MSO
Lua atrapalha a observação.
theta Virginids (TVI)

10/03

21/04

20/03
Após 22h
Virgem

a = 13:07

d = -01

1 a 3
?
15
s/l
IAU / MSO
8.1

Southern March Virginids (SVI)

04/03

27/03

22/03

Após 22h

Virgem

a = 11:59

d = -08

2 a 18
?
22
s/l
AMS / IAU
8.1
tau Draconids

12/03

12/04

27/03
Após 1h
Dragão

a = 19:03

d = +69

2
?
20
s/l
--
Do livro Meteor Shower de Gary W. Kronk. Melhor observação para o norte do Brasil.
delta Pavonids (DPA)

11/03

16/04

29/03
Após 1h30min
Pavão

a = 20:36

d = -63

7
?
58
s/l
IAU / AMSL / MSO / CS
Merece maior investigação.
eta Draconids

22/03

08/04

29 a 31/03
Após 1h
Dragão

a = 16:27

d = +62

8
?
?
s/l
MSO
Merece maior investigação. Melhor observação para o norte do Brasil.

 

Tabela 3. Chuva de meteoros desse mês.

 

 

Legenda:

 

CHUVA - indica o nome da chuva em questão;

 

P - Período em que ocorrerá a chuva;

 

M - Momento máximo que irá ocorrer a chuva. Essa é a melhor data para observar de acordo com o horário de observação proposto para o Brasil. Porém, vale saber que o observador poderá contemplar a chuva entre 2 ou 3 dias antes ou depois do momento máximo;

 

HORÁRIO - Horário que leva em consideração o momento que o radiante da chuva estará cerca de 30 graus acima da linha do horizonte. Isso não significa o melhor horário de observação. Alguns meteoros podem surgir antes ou depois do aparecimento do radiante;

 

C - Constelação associada a chuva;

 

CCT - Posição sugerida de observação dadas em coordenadas equatoriais (J2000), sendo:
a: ascensão reta;
d: declinação.

 

THZ - Taxa Horária Zenital - um número máximo calculado de meteoros que um observador pode apreciar, numa noite sem a inferência da Lua, com o céu perfeitamente limpo e com radiante na sua máxima altura. Quando ocorrer uma chuva periódica, ou seja, sem previsão da taxa por hora, a mesma será representada por "?". Quando aparecer o termo "VAR" significa que a chuva tem histórico de variação da quantidade de meteoros observados, sendo difícil de prever a quantidade;

 

r - Índice provável de magnitude da chuva. Quanto menor o valor mais fácil será sua observação. Como parâmetro, para as cidades com poluição luminosa, são indicados valores menores do que 3.0;

 

V - Velocidade de entrada atmosférica do meteoro, dada em km/s. As velocidades variam entre 11 km/s (muito lento), 40 km/s (médio) e 72 km/s (muito rápido).

 

LUA (%) - Porcentagem do disco iluminado para o melhor momento de observação da chuva. No caso sem influência da Lua durante a chuva de meteoros é atribuído o símbolo s/l. Lua próxima da fase cheia e do radiante atrapalha a observação dos meteoros;

 

FONTE - Referências das informações obtidas. Quando mais de uma, foram realizadas comparações entre as informações e/ou adições das informações, quando não existente numa determinada fonte, porém apresentada na outra. Siglas: UAI - Meteor Data Center; IMO - International Meteor Organization; AMSL - Alpo Meteor Shower List; CS - CalSky; AMS - The American Meteor Society e; MSO - Meteor Showers Online.

 

COMENTÁRIO - Quando existir o número, a chuva será comentada no seu respectivo número.

 

 

Comentários:

 

8.1 - Chuvas pi Virginids, Northern March Virginids, eta Virginids, theta Virginids e Southern March Virginids

 

Como essas cinco chuvas de meteoros (no popular: “estrelas cadentes”) ocorrem na mesma região do céu e as chuvas Northern March Virginids, eta Virginids, theta Virginids e Southern March Virginids estão relativamente com períodos máximos próximos entre si, aparentemente teremos a impressão de uma taxa horária zenital maior do que a descrita para cada uma delas. Além disso, algumas dessas chuvas fazem parte de um complexo de meteoros Virgnids (Virginid Meteor Complex). Fazem parte desse complexo de chuvas de meteoros localizados na constelação da Virgem as chuvas: alpha Virginids; gamma Virginids; eta Virginids; theta Virginids; iota Virginids; lambda Virginids; mu Virginids; pi Virginids; psi Virginids; Northern March Virginids e Southern March Virginids. Essas chuvas ocorrem entre janeiro e maio, sendo que os maiores picos ocorrem entre março e abril.

 

A chuva pi Virginds poderá ser observada entre 03 e 09 de março. Para essa chuva, a Lua irá atrapalhar a observação, pois estará com 97% do seu disco iluminado, em 03 de março e 83% do seu disco iluminado, em 09 de março. Inclusive, nas noites de 6, 7 e 8 de março a Lua estará localizada na constelação da Virgem. Apesar de ser uma chuva que mereça mais estudos, infelizmente nesse ano as pesquisas relacionadas a essa chuva serão parcialmente prejudicadas, justamente por causa da Lua. Mas, vale tentar apontar os instrumentos de pesquisa para essa região do céu e verificar se ocorre alguma captura de meteoros. A olho nu, a observação será prejudicada.

 

As chuvas Northern March Virginids, eta Virginids, theta Virginds e Southern March Virginids irão ocorrer em datas próximas. Com isso, apesar das pequenas quantidades de meteoros por hora previstas para cada chuva, por se localizarem próximas entre si e por relativamente possuirem datas próximas entre si, o que poderá ocorrer é a ocorrência de um meteoro de uma determinada chuva aparecendo próximo de outro meteoro relacionado a outra chuva. Assim, o número de meteoros por hora na constelação da Virgem terá um aumento, quando analisado todas as chuvas, no lugar de uma específica. O máximo da chuva Northern March Virginids irá ocorrer em 14 de março, com previsão de 2 meteoros a cada uma hora. O máximo da chuva eta Virginids irá ocorrer em 18 de março, com previsão de 2 meteoros a cada uma hora. Já, a chuva theta Virginids terá o máximo em 20 de março, com previsão de 1 a 3 meteoros a cada uma hora, enquanto que a chuva Southern March Virginids irá ocorrer em 22 de março, com previsão de 2 a 18 meteoros a cada uma hora. Essa diferença grande na quantidade de meteoros por hora da chuva Southern March Virginids se deve as fontes de pesquisa que revelam números discrepantes. Apesar de inserirmos a data do momento máximo de cada chuva, vale saber que será possível contemplar os meteoros cerca de 2 a 3 noites anterior ou posterior a datas prevista para o momento máximo. Ocorre às vezes, casos de maior quantidade de aparecimento de meteoros na noite anterior ou posterior da noite prevista do momento máximo.

 

Felizmente, nesse ano, a Lua não irá atrapalhar a observação das chuvas Northern March Virginids, eta Virginids, theta Virginds e Southern March Virginids. Entre 14 de março e 22 de março a Lua não estará presente no céu quando os radiantes das chuvas estiverem acima da linha do horizonte leste.

 

Existe ainda uma chuva que não relacionamos na tabela. Se trata da chuva Virginids, na qual o único relato que existe sobre essa chuva é dado por Mourão, no seu Anuário de Astronomia e Astronáutica da editora Letras e Magia de 2012 e anos anteriores. Afirma Mourão que a taxa horária dessa chuva é de 5 meteoros a cada uma hora com velocidade lenta de 30 km/s. É certo que Mourão afirma que é um enxame antigo, por isso, há uma estimativa de baixa incidência de “estrelas cadentes”. O que chama a atenção nos relatos do Mourão é que essas “estrelas cadentes são freqüentes e muito brilhantes” podendo atingir magnitude 4.0, visível mesmo em cidades com médio índice de poluição luminosa. Além disso, conforme Mourão afirma os meteoros dessa chuva deixam rastros por vários segundos, ás vezes minutos!!! Infelizmente seu radiante não é definido, mas será fácil diferenciar essa chuva da chuva pi Virginids devido suas características particulares. De qualquer forma, vale tentar observar e se você conseguir observar qualquer meteoro, por favor, relate seus dados para o grupo BRAMON. Essas informações serão de grande valia para as próximas publicações.

 

A figura 14 ilustra a região de observação na constelação da Virgem, em 18 de março, por volta das 22 horas. Utilize a estrela mais brilhante dessa constelação como referencial, ou seja, a estrela Spica. Se preferir, outra forma de localizar o radiante dessas cinco chuvas é saber que durante todo o mês, entre 1 hora e 2 horas da manhã, a estrela Spica estará próxima do ponto mais alto do céu em relação ao observador (chamado de zênite). Além disso, o Cruzeiro do Sul é um ótimo indicador para poder localizar a constelação da Virgem.

 

 

A constelação da Virgem, região da ocorrência de cinco chuvas de meteoros durante o mês de março.

 

Figura 14. A constelação da Virgem, região da ocorrência de cinco chuvas de meteoros durante o mês de março.

 

 

É importante ressaltar que a figura 14 servirá de apoio observacional para todo o mês, exceto quando a Lua estará presente nessa região do céu. Além disso, é importante saber que todas as chuvas aqui citadas podem ser observadas a olho nu fora das cidades com alto índice de poluição luminosa. A magnitude dos meteoros dessas chuvas, ainda são objetos de estudo.

 

Referências extras: http://en.wikipedia.org/wiki/Virginids#March_Virginids , http://www.imo.net/imc2014/2014-05-andreic-final.pdf ,

http://www.amsmeteors.org/2013/03/meteor-activity-outlook-for-march-9-15-2013/ e http://www.fallofathousandsuns.com/virginid-meteor-shower.html

 

 

8.2 - 15/03 - Chuva gamma Normids (GNO)

 

Apesar de ser uma chuva com baixo índice de meteoros a cada hora, nos seis últimos anos sua repercussão foi muito acentuada e nesse ano parece não ser diferente.

 

Essa chuva irá ocorrer numa constelação pouco explorada. Trata-se da constelação da Régua. A figura 15 ilustra essa região para a noite da chuva em 16 de março, á 00:01. O melhor momento de observação será cerca de uma hora depois, ou seja, à 1 hora da manhã quando a constelação estará um pouco mais acima da linha do horizonte, proporcionando a visualização de mais meteoros. Para localizar a constelação da Régua, utilize o Cruzeiro do Sul e as estrelas brilhantes alfa e beta da constelação do Centauro.

 

Para esse ano a Lua não atrapalhará a observação dessa chuva, pois assim que o radiante dessa chuva for possível de ser observado, a Lua não estará acima da linha do horizonte, apresentando-se somente mais tarde com apenas 33% do seu disco iluminado e, por consequência, não ofuscando os meteoros.

 

Essa é uma chuva interessante de ser investigada, pois os dados pesquisados nas instituições pesquisadas diferem um pouco. Na questão de localização o Meteor Data Center da UAI insere valores como Ascensão Reta que variam de 251.6 graus à 263.1 graus, ou seja, de 16h46min à 17h32min, além da Declinação que varia de -41.2 graus à 56.0 graus. Os dados mais recentes dessa instituição apontam para Ascensão Reta de 251.6 (16h46min) e Declinação de -51.3. Já a International Meteor Organization (IMO), fornece valor de Ascensão Reta igual a 239 graus, ou seja, 15h56min e de Declinação igual a -50 graus e o CalSky (CS), de Ascensão Reta igual a 252 graus, ou seja, 16h48min e de Declinação igual a -51.3 graus. Com os valores informados, dependendo do utilizado, a observação deverá ser direcionada para constelação da Régua ou para a constelação do Altar. São constelações próximas entre si, que para o observador a olho nu não fará tanta diferença. Porém, para os que desejam precisão nos dados, deve-se pesquisar o radiante dessa chuva. Outro fator com pouca discordância entre os sites de pesquisa é a velocidade. Enquanto o Meteor Data Center fornece valores entre 56.8 e 64 km/s, o International Meteor Organization forncece 56 km/s e o CalSky igual a 61 km/s. Valores próximos que nos afirmam que teremos meteoros com velocidades rápidas.

 

 

Histórico (Fonte: Meteor Showers On-line)

 

A primeira observação dessa chuva foi realizada em março de 1929 por Ronald A. McIntosh em Auckland, Nova Zelândia. Ele observou sete meteoros num radiante de coordenada α = 241,5 graus e δ = -43 graus. A confirmação foi revelada em 1932, quando Murray Geddes (New Plymouth, Nova Zelândia) contemplou seis meteoros em março desse ano no radiante de α = 242.7 graus e δ = -54.7 graus. Essa chuva foi praticamente ignorada até 1953, quando radares utilizados pelo AA Weiss (Universidade de Adelaide, Austrália do Sul) acidentalmente detectaram uma atividade em 15 a 16 de março. Embora o radiante foi estimado como α = 250 graus e δ = -50 graus, Weiss disse que "não pode ser fixada precisamente por causa da baixa atividade e também por causa da carência de grandes meteoros marcado neste sistema". Weiss também indicou que o ponto culminante do radiante após o nascer do Sol tornaria difíceis as observações visuais. Curiosamente, CD Ellyett e CSL Keay (Christchurch, Nova Zelândia) fizeram uma tentativa para confirmar este chuveiro em março de 1956. O equipamento foi fixado na mesma sensibilidade como Weiss entre 8 a 14 de março, e foi fixada uma maior sensibilidade durante 15 a 23 de março, mas nenhuma observação revelou o chuveiro.

 

Os autores concluíram que o radiante "é variável na atividade de um ano para o outro". A próxima observação do Gamma Normids ocorreu durante os dias de 16 a 23 de março de 1969, quando G. Gartrell e WG Elford operavam por rádio em Adelaide, Sul da Austrália. Duas associações foram notadas, onde possuíam radiantes pertos deste fluxo. A primeira foi baseada em três órbitas de meteoros e seus radiantes possuíam uma posição de α = 250 graus, δ = -43 graus sobre uma data média de 20 de março. A segunda associação foi considerada menos confiável, uma vez que foi baseada em apenas dois meteoros. Seu radiante foi α = 253 graus e δ = -41 graus sobre uma data média de 19 de março.

Região da chuva gamma Normids.

 

Figura 15. Região da chuva gamma Normids.

 


M. Buhagiar (Perth, Austrália Ocidental) publicou uma lista em 1981, que deu detalhes dos chuveiros observados por ele durante 1969-1980. O radiante de número 339 (o chamado "Beta Arids"), foi dado a uma duração entre 15 a 21 de março. O máximo foi dito ter ocorrido em 17 de março, a partir de α = 245 graus, δ = -50 graus. A taxa horária zenital (THZ) foi dada como 4.

Observadores da Austrália Ocidental Meteor Section (WAMS) teriam contribuído em grande medida para observações deste chuveiro nos últimos anos. Durante 1979, o Gamma Normids foi observado durante o período entre 16 a 18 de março. A máxima atividade chegou em 17 de março, quando sua taxa horária zenital atingiu 8,45 (+/- 1,60) e foi detectada a partir de α = 248 graus e δ = -49 graus. Em 1980, observações foram feitas durante os dias 14 e 15 de março. No máximo, em 15 de março, o THZ foi 8,90 (+/-2,30) e seu radiante foi α = 242 graus e δ = -50 graus.

O WAMS através de extensas observações feitas durante 1983 detectou os primeiros Gamma Normid ativos provenientes na noite de 10 para 11 de março, quando o THZ foi de cerca de 1,5 (+/- 0,3). Após outra baixa THZ de 1,6 (+/- 1,0) em 11 para 12 de março, ocorreu um aumento brusco para um THZ de 9,6 (+/- 2,3) surgido entre 13 a 14 de março, seguido de uma taxa de 4,6 (+/- 0,6) em 14 à 15 de março. Posteriormente, as taxas foram de  2,2 (+/- 0,8) entre 15 a 16 de março, 0,5 (+/- 0,1) entre 17 e 18 de março, e 0,7 (+/- 1,1) quando visto entre 18 a 19 de março de 2007. Baseada em 63 meteoros, a magnitude média foi determinada como 2,68, enquanto que 9,5% deixaram rastros. Para os meteoros de magnitude 2 ou mais brilhantes, 64% eram brancos, 24% eram amarelos, 8% laranjas, e 4% eram azuis.

 

Para os mais aficionados que desejam obter algumas fotos dessas chuvas, a recomendação é utilizar uma filmadora (pode ser de câmera fotográfica digital). Apoiada num tripé, apontada para essa região, deixe-a gravando e espere capturar diversos meteoros passando e depois no computador ou na TV passe o filme e veja o resultado. Aproveite para nos enviar suas imagens no nosso Twitter para fazermos um RT.

 

 

TOPO

 

 

09- Constelação do Touro

 

 

 

A constelação do Touro pode ser facilmente observada no céu, mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. A estrela mais brilhante dessa constelação, localizada no olho do Touro, chama-se Aldebaran. Seu nome provém da palavra árabe al-dabarān que significa "aquela que segue", referência à forma como a estrela parece seguir o aglomerado das Plêiades durante o seu movimento aparente ao longo do céu. Aldebaran é uma estrela gigante vermelha-laranja, o que lhe proporciona uma cor alaranjada quando observada. Sua distância da Terra é de 65 anos-luz, tendo uma luminosidade 150 vezes maior do que o Sol e sua magnitude aparente (brilho do astro) é de 0.84, o que lhe confere a décima terceira estrela mais brilhante do céu noturno. Por essa razão, a estrela Aldebaran pode ser facilmente observada nas grandes e pequenas cidades com alto ou baixo índice de poluição luminosa.

 

Nessa constelação temos dois aglomerados estelares fáceis de serem observados. Trata-se das Híades e das Plêiades. O aglomerado aberto das Híades têm um formato em "V" simbolizando a cabeça do Touro. É importante saber que apesar da estrela Aldebaran se localizar de forma aparente na mesma região das Híades, essa estrela não pertence a esse aglomerado aberto. Isso porque Aldebaran está à 65 anos-luz de nós e as Híades está à 150 anos-luz. Por uma questão de perspectiva quando visto da Terra, temos a impressão que Aldebaran faz parte desse aglomerado, porém é apenas uma ilusão.

 

 

O aglomerado estelar das Plêiades é um aglomerado aberto podendo ser facilmente contemplado a olho nu. Esse aglomerado é muito apreciado pelos astrônomos por sua beleza e fácil localização. As Plêiades também são conhecidas por vários outros nomes tais como: "As sete irmãs", "A galinha e os setes pintinhos" no interior do Brasil ou como "Subaru" no Japão. Mas, pelo termo mais técnico, esse aglomerado aberto de estrelas é chamado de M45 pela classificação do catálogo Messier e está localizada na constelação do Touro. Seis das estrelas nas Plêiades são visíveis sem o auxílio de qualquer instrumento óptico, se o observador estiver num local sem poluição luminosa. Aproximadamente 500 estrelas pertencem ao aglomerado estelar aberto das Plêiades e a maioria delas são fracas. Munido de um simples instrumento óptico, o aglomerado poderá ser apreciado com mais facilidade, principalmente com o auxílio de binóculos.

 

Observe na foto o aspecto das Plêiades que podemos observar com o uso de telescópio ou binóculo. Essa foto foi obtida remotamente por Marcos Calil de São Paulo (Brasil) com acesso ao observatório localizado nas Ilhas Canárias (África) obtida com auxílio de um telescópio com 85mm de abertura e uma CCD Kodak KAI-2020M na madrugada de 09 de setembro de 2008 à 01:06 (hora local - São Paulo).

 

 

 

 

 

 

O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

 

No anoitecer de 23 de março, será possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Plêiades. Na noite seguinte, em 24 de março, será possível contemplar novamente a Lua próxima das Plêiades, além do aglomerado estelar das Híades e da estrela Aldebaran. Para a noite de 23 de março a Lua estará com 16% do seu disco iluminado, enquanto que para 24 de março estará com 25% do seu disco iluminado. Em ambos os casos a Lua não irá ofuscar o brilho desses objetos celestes. Mesmo assim, procure contemplar esses aglomerados e as estrelas da constelação do Touro nas outras noites, na qual a Lua não estará próxima.

 

A figura 16 ilustra o aspecto do céu, para 24 de março, por volta das 19h30min, apresentando: o asterismo da constelação do Touro e das demais constelações ao seu redor; os nomes das principais estrelas; a localização das Plêiades e das Híades; além das populares "Três Marias" localizadas na constelação do Órion. Leia o comentário sobre a Constelação do Órion para otimizar suas observações e para saber como contemplar a bela Nebulosa de Órion.

 

 

O asterismo da constelação do Touro e os nomes das principais estrelas, em 24 de março de 2015, por volta das 19h30min.

 

Figura 16. O asterismo da constelação do Touro e os nomes das principais estrelas, em 24 de março de 2015, por volta das 19h30min.

 

 

Perceba ainda na figura 16 que temos a presença dos planetas Vênus, Júpiter, além dos objetos celestes M42, M44 e M35. Leia os comentários sobre esses objetos celestes para otimizar as suas observações.

 

Na figura 17, temos o mesmo aspecto do céu para o mesmo horário, porém aproximando a constelação do Touro. Vale tentar desenhar no céu essa terrível fera e localizar as Plêiades, as Híades e a estrela Aldebaran.

 

 

A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação, asterismo e concepação artística, em 24 de março de 2015, por volta das 19h30min

 

Figura 17. A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação, asterismo e concepação artística, em 24 de março de 2015, por volta das 19h30min

 

 

A figura 18 ilustra a mesma região do céu para o mesmo horário, porém sem a concepção artística do Touro.

 

 

A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação e asterismo, em 24 de março de 2015, por volta das 19h30min.

 

Figura 18. A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação e asterismo, em 24 de março de 2015, por volta das 19h30min.

 

 

Finalmente, a figura 19 ilustra a mesma região do céu para o mesmo horário, porém como vemos no céu da natureza. Compare as figuras 16, 17 e 18 com a figura 19 e depois observe essa constelação. Tente imaginar o Touro no céu.

 

 

A constelação do Touro, em 24 de março de 2015, por volta das 19h30min.

 

Figura 19. A constelação do Touro, em 24 de março de 2015, por volta das 19h30min.

 

 

TOPO

 

10- Constelação de Órion

 

 

 

A constelação do gigante caçador Órion é a constelação símbolo do verão para os moradores no hemisfério sul e do inverno para os moradores do hemisfério norte. Em determinadas latitudes do Brasil, essa constelação pode ser observada a partir de meados de julho, poucos instantes do amanhecer no horizonte leste. Com o avançar dos meses, os brasileiros podem contemplar essa constelação cada vez mais cedo até a chegada do verão, quando essa constelação pode ser contemplada no horizonte leste logo no início do anoitecer. Em contrapartida, quando inicia o outono, para o hemisfério sul ou primavera, para o hemisfério norte, essa constelação se localizará próxima do horizonte oeste, poucos instantes depois do ocaso do Sol e seu tempo de observação será curto.

 

Como o verão no hemisfério sul iniciou em 21 de dezembro de 2014, às 20h03min, para esse mês, logo após o ocaso do Sol, a constelação do Órion poderá ser observada facilmente pouco acima do horizonte noroeste. Com o avançar das horas essa constelação se dirige para o horizonte oeste e seu ocaso ocorrerá por volta das 23h30min.

 

Sem dúvida é uma bela constelação para ser observada e fácil de ser localizada. Suas estrelas principais, que fazem parte do corpo do guerreiro, podem ser observadas mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. Além disso, é nessa constelação que se localizam as populares "Três Marias" e a bela nebulosa de Órion (M42), observada a olho nu em locais distantes da poluição luminosa. Essa nebulosa, pode ser observada também com auxílio de um simples telescópio ou binóculo apoiado num tripé, mesmo nas grandes cidades com poluição luminosa. Geralmente, quando visível no céu, essa é a primeira constelação observada pelos iniciantes na Astronomia Observacional.

 

Observe na figura 16, apresentada na Constelação do Touro a bela Constelação de Órion. Perceba, ainda na figura 16, que próxima da constelação do Órion temos outra bela constelação para ser observada, mesmo nas cidades com poluição luminosa. Trata-se da constelação do Cão Menor.

 

A figura 20 ilustra a constelação de Órion, com sua concepção artística, seu asterismo e os nomes dos principais objetos celestes. Essa ilustração foi concebida para 15 de março, às 20 horas.

 

 

A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 15 de março, às 20 horas.

 

Figura 20. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 15 de março, às 20 horas.

 

 

A figura 21 representa o mesmo aspecto do céu da figura 20, porém sem a concepção artística do gigante caçador Órion.

 

 

A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 15 de março, às 20 horas.

 

Figura 21. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 15 de março, às 20 horas.

 

 

Por fim, a figura 22 representa o mesmo aspecto do céu apresentadas nas figuras 20 e 21, porém como vemos na natureza. Vale tentar desenhar essa bela constelação no céu e identificar seus principais objetos celestes.

 

 

A constelação do Órion, em 15 de março, às 20 horas.

 

Figura 22. A constelação do Órion, em 15 de março, às 20 horas.

 

 

Perceba ainda nas figuras 20 a 22 que temos as presenças dos aglomerados estelares das Plêiades e Híades. Por causa desses belos objetos celestes, recomendamos a leitura dos comentários referentes a Constelação do Touro para otimizar as suas observações.

 

 

A NEBULOSA DE ÓRION (M42)

 

 

Para localizar a nebulosa de Órion basta localizar as populares "Três Marias". Essas três estrelas formam um grupo aparentemente alinhados que representam o cinturão do guerreiro Órion. Quase que perpendicular as "Três Marias" pode ser observada a nebulosa de Órion. Essa nebulosa pode ser contemplada a olho nu em locais que não possuem poluição luminosa, apresentando uma tênue mancha no céu ou com uso de telescópio ou binóculos apoiados em tripé mesmo nas grandes cidades que possuem poluição luminosa. Vale lembrar ainda que esse aglomerado está próximo da constelação do Touro que possui um aglomerado estelar aberto, chamado de Híades (na forma de V que simboliza a cabeça do Touro) e também das constelações do Cão Maior e do Cão Menor. Todas essas possuem estrelas muito brilhantes e são fáceis de serem identificadas no céu.

 

 

Sem dúvida essa é uma das nebulosas mais observadas e contempladas pelos astrônomos profissionais e amadores. Possivelmente registrada pela primeira vez em 1610 por Nicholas-Claude Fabri de Peiresc, foi descrita por Galileo Galilei em 1617.

 

A Nebulosa de Órion, catalogada como M42 do catálogo de Messier e NGC 1976 é a nebulosa mais brilhante do céu e também um dos objetos profundos mais brilhantes. Com magnitude de 4.0 esse objeto pode ser visível a olho nu em boas condições de observação (sem a interferência do brilho da Lua por perto e fora da poluição luminosa) e demonstra ser umas das mais lindas imagens quando observada através de telescópios de todos os tamanhos, desde os maiores até os de pequenos portes, bem como os que estão no espaço como, por exemplo, Telescópio Espacial Hubble. É também um grande objeto no céu, que se estende com mais de 1 grau de diâmetro.

Essa nebulosa fica a uma distância de cerca de 1600 (ou talvez 1500) anos-luz. Em sua extremidade norte, a nebulosa é dividida por uma faixa escura conspícua, bem visível na nossa fotografia. Esta imagem foi obtida por Marcos Calil localizado em São Paulo, operando remotamente um telescópio localizado nas Ilhas Canárias na África. O telescópio possui 85mm de abertura acoplado numa CCD Kodak KAI-2020M.

 

 

 

 

 

A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Foto. A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Para saber mais sobre a constelação do Órion e as "Três Marias" assista o vídeo gravado e roterizado por Marcos Calil na Climatempo. Esse vídeo possui 4min16s de duração.

 

 

Vídeo. A constelação de Órion por Marcos Calil.

 

 

 

TOPO

 

11- Aglomerado Estelar M35

 

 

 

O aglomerado estelar aberto M35, também classificado como NGC 2168, é um belo aglomerado que pode ser observado a olho nu em condições ideais de observação. Com sua magnitude equivalente a 5.5, esse aglomerado requer uma certa habilidade do observador quando observado a vista desarmada. Numa noite sem a interferência da Lua é possível ver uma "mancha" muito tênue no céu noturno em locais onde não possuem poluição luminosa. Porém, o mais indicado é que o observador utilize um binóculo para poder contemplar todas as estrelas desse aglomerado aberto, sendo essa maneira contemplado, mesmo em cidades com poluição luminosa. Por ser um aglomerado aberto o uso de um telescópio não é a melhor pedida, pois o observador apreciará apenas parte desse aglomerado, uma vez que seu tamanho angular é de 0,57 graus. A distância desse aglomerado é de 2800 anos-luz e está localizado na constelação do Gêmeos.

 

Durante esse mês, M35 poderá ser observado após às 19h30min (aproximadamente), pouco acima do horizonte norte-noroeste. Com o avançar das horas, esse aglomerado estelar caminha de forma aparente para o horizonte oeste até ocorrer seu ocaso, por volta da meia noite.

 

Em 26 de fevereiro teremos a aproximação da Lua com M35. Para essa noite a Lua estará com 46% do seu disco iluminado. Idenpendente dessa bela aproximação, vale contemplar esse belo aglomerado nas outras noites desse mês.

 

A figura 23 ilustra a constelação de Gêmeos, em 26 de março, por volta das 19h30min, além de apresentar os nomes das estrelas mais brilhantes dessa região do céu e a localização de M35. Perceba que a constelação de Gêmeos está localizada próxima das constelações de Órion (onde se localizam as "Três Marias") e do Touro. Com base nessas constelações será possível encontrar a constelação de Gêmeos e, em seguida, o aglomerado M35. Leia os comentários sobre Órion e Touro para otimizar a observação dessa região do céu.

 

 

Lua próxima de M35, em 26 de março de 2015, por volta das 19h30min.

 

Figura 23. Lua próxima de M35, em 26 de março de 2015, por volta das 19h30min.

 

 

Perceba ainda, na figura 23, que temos outros objetos celestes que valem ser observados a olho nu ou com auxílio de um telescópio ou binóculo. Por essa razão, recomendamos as leituras dos comentários sobre Júpiter, M44, M42 presente na constelação de Órion, as Plêiades e as Híades, presentes na constelação do Touro.

 

 

TOPO

 

 

 

12- Aglomerado Estelar M44

 

 

 

Fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa é possível observar esse aglomerado a olho nu. Por causa do seu forte brilho esse aglomerado é conhecido desde tempos pré-históricos.

 

Algumas antigas escrituras estão associadas a esse objeto: gregos e romanos viram essa "nebulosa" como a manjedoura. Ptolomeu menciona como uma das sete "nebulosas" que ele observou, na sua obra Almagesto. Galileu relatou que este objeto "nebuloso" não era apenas uma estrela como os antigos pensavam, mas uma massa de mais de 40 pequenas estrelas.

 

A dúvida se esse objeto era uma só estrela ou um conjunto de estrelas foi resolvido (possivelmente) por Peiresc em 1611, o descobridor da Nebulosa do Orion (M42). Um ano mais tarde, após a observação de Peiresc, em 1612 esse mesmo objeto foi observado  e relatado como um aglomerado estelar por Simon Marius. Charles Messier adicionou-o no seu catálogo em 4 de março de 1769, como o objeto de número 44, por essa razão M44.

 

 

 

 

O aglomerado da Colméia por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado da Colmeia por Marcos Calil.

 

Sabemos e aceitamos atualmente que mais de 200 das 350 estrelas na área do aglomerado foram confirmadas como membros. Algumas outras são estrelas de primeiro ou segundo plano, ou seja, que estão à frente ou atrás desse aglomerado. De acordo com a nova determinação da ESA, utilizando o satélite Hipparcos, o aglomerado está 577 anos-luz distante da Terra (estimativas anteriores davam o número de 522 anos-luz), e sua idade foi estimada a cerca de 730 milhões de anos. Curiosamente, tanto nesta idade e à orientação de uma boa resolução de M44 coincide com as das Híades, outro aglomerado estelar famoso e observável a olho nu, porém, que não foi incluída na lista Messier e nem no catálogo NGC e IC, que está atualmente estimada numa idade de cerca de 790 milhões de anos. Provavelmente estes dois objetos, embora agora separados por centenas de anos-luz, têm uma origem comum, em algumas grandes nebulosas gasosas difusas que existiram entre 700 a 800 milhões de anos atrás. Por conseguinte, também a população estelar são semelhantes, ambos contendo gigantes vermelhas (M44, pelo menos, 5 delas) e algumas anãs brancas.(fonte: http://www.seds.org/MESSIER/M/m044.html)

 

Nas noites de 02 e 29 de março, após às 19h30min (aproximadamente), poderemos iniciar a contemplação da Lua com o aglomerado da Colmeia (M44), pouco acima do horizonte norte-nordeste. Com o avançar das horas, M44 se dirige para o horizonte oeste, quando seu ocaso ocorrerá, por volta, das 2 horas da manhã. Para a noite de 02 de março, a Lua estará com 93% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho de M44. Para a noite de 29 de março, a Lua estará com 74% do disco iluminado. Apesar da Lua ser um ótimo referência para localizar M44, nas noites de em 02 e 29 de março, aconselhamos a observação de M44 nas outras noites na qual a Lua não atrapalha a observação. A figura 24 ilustra a região do céu para 29 de março, por volta das 19h30min.

 

 

ua próxima de M44, em 29 de março, por volta das 19h30min.

 

Figura 24. Lua próxima de M44, em 29 de março, por volta das 19h30min.

 

 

Não é difícil localizar esse belo aglomerado no céu. Para todas as noites utilize as estrelas Pollux e Castor da constelação de Gêmeos para poder se orientar e encontrar o aglomerado da Colmeia (M44). Perceba ainda, na figura 24, que o planeta Júpiter poderá ajudar na localização de M44, porém vale saber que todos os planetas possuem um movimento próprio, que quando vistos da Terra, se modificam rapidamente com o passar dos dias. Sendo assim, o método de utilizar Júpiter para localizar M44 poderá ser aplicado com ressalvas, conforme a ilustração da figura 24. Por essa razão, preferimos utilizar as estrelas como auxiliadoras para encontrar outros objetos celestes. Leia o comentário 4 sobre Júpiter, para otimizar suas observações. Aproveite para observar também o aglomerado estelar M35.

 

TOPO

 

 

13- Constelação do Leão

 

 

 

A constelação do Leão é a constelação típica do outono para os observadores do hemisfério Sul. Isso porque, quando inicia essa estação do ano a constelação do Leão surge durante o anoitecer na linha do horizonte leste. Com o avançar dos meses, quando inicia o inverno, a constelação do Escorpião surge na linha do horizonte leste no anoitecer (representando a constelação dessa estação), enquanto que a constelação do Leão estará próxima do horizonte oeste. Para a primavera, a constelação de Pégaso estará presente no horizonte leste, após o ocaso do Sol. Isso porque, essa constelação representa a primavera e, durante essa estação, o Leão poderá ser observado surgindo no horizonte leste, na alta madrugada. No verão, a constelação do Órion poderá ser observada surgindo no horizonte leste, logo após ocaso do Sol. Isso porque, essa constelação representa a estação do Verão. Como a constelação do Leão representa o outono, que inicia em 20 de março, às 19h44min, essa constelação poderá ser observada surgindo no horizonte leste, poucos instantes após o ocaso do Sol.

 

Algumas das estrelas da constelação do Leão podem ser observadas mesmo nas cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa e com um pouco de atenção o desenho do Leão se fará presente no céu. Logicamente, para quem estiver fora das grandes cidades, ou seja, em locais sem a influência das luzes, a constelação se mostrará mais nítida. As estrelas Regulus, Denebola, Zosma e Algieba são as estrelas que podem ser facilmente contempladas e marcam parte do desenho do Leão. É interessante saber os nomes das principais estrelas que compõe essa constelação, onde Regulus significa "pequeno rei", Denebola a "cauda do leão", Algieba "do sul" e Zosma significa "quadril".

 

Durante esse mês, logo após o ocaso do Sol, o Leão se fará presente no horizonte leste. Com o avançar das horas essa bela constelação ganha altura no céu. Sua máxima altura ocorrerá por volta da meia noite. O Leão continuará sua trajetória pelo céu, se dirigindo para o horizonte oeste. Quando os primeiros raios solares surgirem, as estrelas que compõem a constelação do Leão serão ofuscadas durante o seu ocaso.

 

A figura 25, concebida para 04 de março, por volta das 20h30min, ilustra a constelação do Leão com suas estrelas mais brilhantes, a delimitação dessa constelação, seu asterismo e sua concepção artística. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Regulus.

 

 

A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo, delimitações e concepação artística, em 04 de março, por volta das 20h30min.

 

Figura 25. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo, delimitações e concepação artística, em 04 de março, por volta das 20h30min.

 

 

Perceba na figura 25, que teremos o planeta Júpiter e o aglomerado estelar M44 nessa região do céu. Além disso, em 03 e 04 de março, a Lua estará próxima da estrela Regulus, a estrela mais brilhante da constelação do Leão. Para a noite de 03 de março a Lua estará com 97% do seu disco iluminado e para 04 de março estará com 99% do seu disco iluminado. Em ambas as noites a Lua irá ofuscar os objetos celestes a sua volta. Por essa razão, observe essa região do céu nas outras noites, sem que a Lua interfira na contemplação dos objetos celestes dessa região do céu. Aconselhamos também as leituras sobre Júpiter e M44 para otimizar as suas observações.

 

A figura 26 foi concebida para o mesmo momento da figura 25, porém sem a ilustração artística do Leão. Vale tentar imaginar essa terrível fera no céu.

 

 

A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo e delimitação, em 04 de março, por volta das 20h30min.

 

Figura 26. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo e delimitação, em 04 de março, por volta das 20h30min.

 

 

Finalmente, a figura 27 foi concebida para o mesmo momento das figuras 25 e 26, porém como realmente observamos no céu. Vale comparar as figuras e identificar os principais objetos celestes que estão localizados nessa constelação.

 

 

A constelação do Leão, em 04 de março, por volta das 20h30min.

 

Figura 27. A constelação do Leão, em 04 de março, por volta das 20h30min.

 

 

TOPO

 

14- Constelação do Escorpião

 

 

 

Sem dúvida, para quem está começando na Astronomia Observacional essa é uma das constelações mais fácil de ser encontrada no céu.

 

A constelação do Escorpião representa a constelação do inverno para o hemisfério sul. Por essa razão, durante esse mês de fevereiro, somente após às 2 horas da manhã (aproximadamente), a observação do Escorpião poderá ser realizada próxima do horizonte leste. A constelação do Escorpião poderá ser contemplada com facilidade, mesmo para os observadores que residem nas cidades que sofrem com a poluição luminosa. A foto abaixo foi obtida com auxílio de uma simples câmera digital, numa cidade com baixa poluição luminosa. Podemos observar na primeira foto a constelação do Escorpião, enquanto que, na foto montagem temos o desenho imaginário do Escorpião com seus principais objetos celestes.

 

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto: A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto montagem. A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Perceba nas fotos acima obtidas com uma simples câmera digital 4.1 mega pixel, duas manchas bem claras chamadas de M6 e M7. Tratam-se de dois aglomerados abertos de estrelas que distam 2.000 e 1.000 anos luz, respectivamente. O aglomerado aberto M6, popularmente chamado de Aglomerado da Borboleta tem magnitude aparente de 4.5, enquanto que o aglomerado aberto M7, popularmente chamado de Aglomerado de Ptolomeu possui magnitude de 3.5. Isso significa que o aglomerado M7 pode ser localizado mais facilmente, por causa seu brilho aparente, que é mais forte se comparado com o aglomerado M6. Lembrando que a magnitude aparente de um astro é o valor dado para seu brilho aparente, numa razão inversamente proporcional. Isso explica afirmação referente a M7 possuir um brilho aparente maior que M6. Nas cidades onde o índice de poluição luminosa é muito fraca é possível observar esses dois aglomerados mesmo a olho nu, onde M7 é mais fácil de ser localizado.

 

Em 13 de março, por volta da 1 hora, a Lua poderá ser contemplada próxima da estrela mais brilhante dessa constelação: Antares. Para essa noite, o nosso satélite natural estará com 55% do seu disco iluminado. A figura 28 ilustra a constelação do Escorpião, em 13 de março, por volta da 1 hora, apresentando seus principais aglomerados estelares, as estrelas mais brilhantes, a delimitação da constelação. a concepção artística e as linhas dessa bela constelação. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Antares.

 

 

A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, delimitação, concepção artística e suas linhas, em 13 de março de 2015, por volta da 1 hora.

 

Figura 28. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, delimitação, concepção artística e suas linhas,

em 13 de março de 2015, por volta da 1 hora.

 

 

A figura 29 foi concebida para o mesmo momento da figura 28, porém sem a delimitação e a ilustração artística do Escorpião. Vale tentar imaginar esse terrível aracnídeo no céu.

 

 

A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes e suas linhas, em 13 de março de 2015, por volta da 1 hora.

 

Figura 29. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes e suas linhas, em 13 de março de 2015, por volta da 1 hora.

 

 

A figura 30 foi concebida para o mesmo momento das figuras 28 e 29, porém como vemos no céu da natureza. Compare as três figuras e procure o Escorpião no céu da sua cidade.

 

 

A constelação do Escorpião, em 13 de março de 2015, por volta da 1 hora.

 

Figura 30. A constelação do Escorpião, em 13 de março de 2015, por volta da 1 hora.

 

 

Perceba ainda, nas figuras 28, 29 e 30 que temos a presença do planeta Saturno na constelação do Escorpião. Por essa razão, aconselhamos a leitura dos comentários sobre Saturno para otimizar suas observações.

 

 

TOPO

 

15- Constelação de Sagitário

 

 

 

Essa região da constelação de Sagitário é riquíssima em aglomerados de estrelas e nebulosas. Algumas são visíveis até a olho nu, numa noite sem a interferência da Lua e fora da poluição luminosa. Porém, se o observador estiver munido de um simples telescópio ou binóculo, poderá contemplar várias nebulosas e aglomerados estelares dessa região.

 

A contemplação da constelação de Sagitário poderá ser realizada durante todo esse mês, no horizonte leste, após às 3h30min (aproximadamente). Com o avançar das horas essa constelação ganha "altura" e antes de atingir o ponto mais alto no céu, em relação ao observador, as estrelas que compõe essa constelação serão ofuscadas pelos primeiros raios solares do dia.

 

Para esse mês a Lua poderá ser observada nessa constelação entre as noites 14, 15 a 16 de março. A figura 31 ilustra o aspecto do céu para às 3h30min, em 14 de março. Nessa noite a Lua estará com 44% do seu disco iluminado, próxima do aglomerado estelar M23 e das nebulosas M20 e M8. Não deixe de contemplar essa região nas outras noites do mês. Aa figuras 31, 32 e 33 foram concebidas para São Paulo. Para as demais regiões, o que irá se modificar para, exatamente, às 3h30min de 14 de março, será a distâncias aparentes dos objetos celestes, em relação a linha do horizonte leste.

 

Constelação do Sagitário com os principais nomes dos objetos celestes, sua concepção artística e seu asterismo, em 14 de março, às 3h30min da manhã.

 

Figura 31. Constelação do Sagitário com os principais nomes dos objetos celestes, sua concepção artística e seu asterismo, em 14 de março, às 3h30min da manhã.

 

A figura 32 ilustra a mesma região do céu, para o mesmo horário, porém sem a ilustração artística da constelação do Sagitário. Vale tentar desenhar no céu essa constelação.

 

Constelação do Sagitário sem concepção artística, em 14 de março, às 3h30min da manhã.

 

Figura 32. Constelação do Sagitário sem concepção artística, em 14 de março, às 3h30min da manhã.

 

Por fim, a figura 33 ilustra o mesmo aspecto do céu para o mesmo horário, porém como vemos no céu da natureza. Compare a figura 33 com as figuras 31 e 32 para poder localizar os objetos celestes.

 

Constelação do Sagitário, em 14 de março, às 3h30min da manhã.

 

Figura 33. Constelação do Sagitário, em 14 de março, às 3h30min da manhã.

 

Analise as figuras 31, 32 e 33 e aponte seu instrumento óptico para essa região. Você terá belas surpresas! Vale lembrar que essas figuras valem para todo o mês, porém sem a presença da Lua (exceto nos dias 14 a 16 de março).

 

 

AGLOMERADOS E NEBULOSAS NA CONSTELAÇÃO DO SAGITÁRIO

 

Vale saber que o brilho do astro é importante para poder observá-lo. Para tanto, utilizamos um número que representa a magnitude do astro. Quanto maior esse número menor será seu brilho, numa razão inversamente proporcional. Assim, partindo da observação mais fácil para mais difícil, inserimos abaixo os nomes populares das nebulosas e aglomerados estelares, seguido da sua especificação pelo catálogo de Messier, indica pela letra M e, finalmente, sua magnitude.

 

Aglomerado estelar  - M25 - magnitude = 4.9 (Visível a olho nu)
Aglomerado de Trifid  - M20 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Nebulosa da Lagoa  - M8 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Aglomerado estelar  - M23 - magnitude = 6.0
Aglomerado estelar  - M22 - magnitude = 6.5
Aglomerado estelar  - M21 - magnitude = 7.0
Nebulosa de Ômega  - M17 - magnitude = 7.0
Aglomerado estelar  - M55 - magnitude = 7.0

 

Vale ressaltar ainda que os objetos que são sugeridos para serem observados a olho nu devem ser feitos fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa, além de uma noite sem a interferência da Lua. Porém, esses objetos são possíveis de serem observados nas grandes cidades com auxílios de telescópios ou binóculos, onde o binóculo é a melhor opção. Os objetos que possuem magnitude próximos e até 6.0 de magnitude são possíveis de serem observados nas grandes cidades, porém muito difusos mesmo com auxílio de telescópio e binóculo. Ainda, esses objetos que possuem magnitude abaixo de 6.0 podem ser observados a olho nu mesmo em cidades com médio índice de poluição luminosa, porém com certa dificuldade. Somente mesmo o aglomerado estelar M7 da constelação do Escorpião (que se localiza próxima da constelação do Sagitário) que possui magnitude de 3.5 pode ser contemplado a olho nu com certa facilidade nas cidades onde a poluição luminosa é considerada média para baixo.

 

 

TOPO

 

 

16- Estação Espacial Internacional

 

 

 

Diversos satélites artificiais podem ser observados a olho nu passando pelo céu. Na maioria das vezes esses satélites podem ser contemplados durante o anoitecer ou amanhecer. Entre eles estão os Iridiums, o Telescópio Espacial Hubble, Genesis-1 e 2 entre tantos outros. Para observá-los não é necessário telescópio ou binóculo. Basta saber o dia, horário e local certo para observar um ponto prateado cruzando o céu. O mapa abaixo indica a passagem da Estação Espacial ISS.

 

 

 

 

No mapa, o traço azul indica a trajetória da Estação Espacial Internacional (ISS) e o sinal de "+" na cor preta indica a posição atual da ISS.

 

Para quem deseja obter informações mais detalhadas sobre a passagem da ISS e outros satélites artificiais recomendamos o site Heavens-above. Após o acesso no site o observador deve apenas preencher o nome da sua cidade no campo específico e apertar ENTER. Clique sobre sua cidade relacionada com seu estado e boas observações. Caso você tenha dificuldades ou deseja aprender mais sobre observações de satélites artificiais a olho nu acesse a palestra/oficina de Marcos Calil.

 

TOPO

 

 

17- Softwares Astronômicos

 

 

 

Alguns softwares podem auxiliar o observador quanto o reconhecimento dos objetos celestes no céu. Esses softwares podem apresentar mais ou menos recursos que vão desde os nomes das estrelas até a conexão com telescópio direcionando esse equipamento para o objeto que é mostrado na tela do computador. Além disso, alguns chegam a custar US$ 600,00 e outros são gratuítos e não perdem em nada comparado com os softwares pagos. Relaciono abaixo alguns softwares simuladores do céu:

 

 

Stellarium - Sem dúvida, entre todos os softwares gratuítos a melhor opção é o freeware Stellarium que pode ser instalado no seu computador sem a necessidade de ficar conectado na internet. Como esse software é opensource, ou seja, código aberto onde os usuários podem programar coisas novas, sempre existem novas versões. Porém, para o usuário que não domina a linguagem de máquina o indicado é ter sempre uma versão anterior em relação a última que foi lançada. Isso evite os famosos bugs no software, uma vez que alguns usuários se dedicam somente para arrumar os problemas das últimas versões.

 

 

Sky View Cafe - Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu e os horários exatos do nascer e ocaso dos planetas para sua cidade. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. É necessário ter uma conexão em alta velocidade.

 

 

Neave Planetarium - Outro site que apresenta uma carta celeste no seu computador, necessitando que você esteja conectado com uma internet em alta velocidade. Para todos os softwares de simulação do céu, atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário.

 

 

Planisfério - Caso seja complicado levar um notebook a campo, "baixar" o software Stellarium ou se conectar na internet em banda larga a opção mais simples, barata e funcional é usar um planisfério. A única desvantagem é que esse "equipamento" não representa os planetas, uma vez que esses objetos celestes não são "fixos" no céu como as estrelas (sabemos que as estrelas possuem movimento próprio, mas para o uso de um planisfério didático isso não importa). Você pode optar em construir e levar um planisfério de papel a campo e realizar suas observações com tranquilidade. O planisfério é uma espécie de carta celeste que mostra as constelações numa folha de papel de acordo com sua latitude sendo válida para todos os anos de sua vida. Como o planisfério depende da localização do observador (mais especificamente da latitude), recomendo que você monte o seu. A professora Maria de Fátima Saraiva junto com seus orientandos ensina como montar e usar um planisfério para as latitudes de 10, 20 e 30 graus que respondem bem para diferentes estados do Brasil.

 

 

Para saber mais sobre softwares de Astronomia que auxiliam no reconhecimento do céu assista os vídeos gravados e roterizados por Marcos Calil.

O primeiro vídeo possui 5min47s e o segundo vídeo possui 7min44s de duração.

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 1 de 2.

 

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 2 de 2.

 

TOPO

 

 

18- Carta Celeste Online

 

 

 

Disponibilizamos duas cartas celeste on line.

 

1- Fourmilab.ch - insira os parâmetros desejados e clique em Update:

 

Data e Horário
Tempo Universal:
Local de Observação
Opção de Exibições

         Limites
Estrelas:
        Mostrar estrelas com magnitude de até
         Nomes para magnitude
         Bayer/Flamsteed códigos para magnitude
Inverter Norte e Sul
Tamanho da imagem: pixels    Imagem dinâmica
Tamanho da fonte:
Esquema de cores:

Asteróides e

passagens de cometas


Insira elementos orbitais:

 

 

TOPO

 

 

19- Qual telescópio comprar?

 

 

 

Por diversas vezes os amantes da Astronomia Observacional se questionam qual o melhor telescópio ou binóculo comprar. Não é uma decisão fácil, pois existem muitas variantes que determinam um bom telescópio ou binóculo, além das opções existentes no mercado. Sem falar das diferenças enormes de preços. Por essa razão, a meteorologista Josélia Pegorin, da Climatempo, entrevistou Marcos Calil para saber qual o melhor telescópio ou binóculo deve ser comprado. Assista as entrevistas:

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher o melhor binóculo para observações astronômicas.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor binóculo comprar?

 

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você comprar seu primeiro telescópio sem ser enganado.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor telescópio comprar?

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher um bom tripé para seu telescópio.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor tripé para telescópio?

 

 

TOPO

 

 

 

Siga Marcos Calil no Twitter
Não deixe de seguir Marcos Calil no Twitter para poder acompanhar os belíssimos fenômenos desse mês.

 


Bons céus para todos nós...

Marcos Calil


 

Interações com Marcos Calil

 

 

 

Você pode interagir conosco através do:

 

Site: www.climatempo.com.br > ASTRONOMIA (Shortlink: http://bit.ly/dW16UU)

 

Twitter: http://twitter.com/marcoscalil

 

Além de assistir nossos programas Momento Astronômico e Observatório no nosso site http://www.momentoastronomico.com.br/programas/programas.html

(Shortlink: http://bit.ly/hc0O8P)

 

Conteúdo e ilustrações: Marcos Calil

 


 

Fontes

 

 

 

METEOROS

 

Meteor Data Center (UAI) - http://www.astro.amu.edu.pl/~jopek/MDC2007/Roje/roje_lista.php?corobic_roje=0&sort_roje=0

Pela ordem de classificação: http://fireballs.ndc.nasa.gov/cmor-radiants/iau-mdc/

 

International Meteor Organization (IMO) - http://www.imo.net/files/data/calendar/cal2015.pdf

 

Alpo Meteor Shower List - http://www.tvcomm.co.uk/radio/metshwr.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Meteors/

 

The American Meteor Society - http://www.amsmeteors.org/meteor-showers

 

Meteoroid Environment Office - http://www.nasa.gov/offices/meo/home/#.VD_pLmddUW4

 

Univerzita Komenského V Bratislave - http://www.daa.fmph.uniba.sk/files/Matlovic_2013.pdf

 

Brazilian Meteor Observation Network (BRAMON) - http://www.bramon.org/

 

Meteor Showers On Line - http://meteorshowersonline.com/calendar.html (dados não atualizados, desde 07/03/2007)

 

 

 

COMETAS

 

Seiichi Yoshida´s Home Page - http://www.aerith.net/index.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Comets/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/cometas/

 

 

OCULTAÇÕES

 

International Occultation Timing Association (IOTA) - http://iota.jhuapl.edu/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/ocultacoes/

 

 

ECLIPSES

 

Eclipse Web Site (NASA) - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/eclipse.html

 

 

ANUÁRIOS

 

Anuário do Observatório Nacional (ON) - http://www.on.br/conteudo/modelo.php?endereco=servicos/servicos.html

 

Anuário Interativo do Obeservatório Nacional (ON) - http://euler.on.br/ephemeris/index.php

 

Almanaque Astronômico Brasileiro 2014 (CEAMIG) - http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2014.pdf

 

 

EFEMÉRIDES

 

Institut de mécanique céleste et de calcul des éphémérides (IMCCE) - http://www.imcce.fr/en/ephemerides/

 

Solar System Dynamics (NASA) - http://ssd.jpl.nasa.gov/?ephemerides

 

U.S. Naval Observatory - Astronomical Applications Department - http://aa.usno.navy.mil/data/

 

IN-The-Sky.org - http://in-the-sky.org/newscal.php?

 

 

APOIO PARA MONITORAMENTO

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://www.rea-brasil.org/

 

 

EXTRA HEMISFÉRIO SUL

 

Royal Astronomical Society of New Zealand - http://www.rasnz.org.nz/SolarSys

 

 

APOIO GERAL (Aos mestres com carinho!!!)

 

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - Anuário de Astronomia e Astronáutica

 

Uranometria Nova - Irineu G. Varella & Priscila D. C. F. de Oliveira - http://www.uranometrianova.pro.br/

 

 

OBSERVATÓRIOS COM TRANSMISSÕES ONLINE DE FENÔMENOS ASTRONÔMICOS

 

Slooh - http://events.slooh.com/ (Telescópios na Austrália, Ilhas Canárias e Chile)

 

The Virtual Telescope Project 2.0 - http://www.virtualtelescope.eu/webtv/ (Itália - Bellatrix Astronomical Observatory)

 

Marcos Calil - https://www.youtube.com/marcoscalil (São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil)

 

Ciência e Astronomia - https://www.youtube.com/user/cienciaeastronomia (Sistema colaborativo com telescópios no Brasil)

 

NASA Marshall Space Flight Center (MSFC) - http://www.ustream.tv/channel/nasa-msfc (Huntsville, Alabama, Estados Unidos)

 

Coca-Cola Space Science Center - http://www.ccssc.org/rtmn/default.aspx (Columbus, Georgia, Estados Unidos)

 

 


Softwares

 

 

 

2000 Space.com Canada Inc - Observatório Astronômico Atlas Estelar (Starry Night)

 

D. Herald - OCCULT Predictions v. 3.6.0

 

Ephemeris 2.0 - Jonathan Sachs

 

Stellarium - versão 0.11.4

 

Stephen Michael Schimpf - CyberSky 4.0

 

Skymap Pro

 

Cartas du Ciel

 

TOPO

 

 

Agradecimentos

 

 

Para minha filha Isabel que nasceu, em 27 de janeiro de 2015!!! A melhor efemérides que me ocorreu na vida!

 

Fernanda Calipo Calil, minha amada esposa.

 

 

 

X

Renomear apelido

Entre com o novo apelido para a localidade

X
Adicione uma nova cidade:

Insira um apelido para a localidade (opcional) Ex: Casa, trabalho, praia...

Twitter Siga Marcos Calil no Youtube