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EFEMÉRIDES ASTRONÔMICAS - OUTUBRO 2014

 

Edição número 92 - Ano 7

 

Seu guia de observação do céu noturno a olho nu para a sua cidade (Brasil)

 


TODOS OS HORÁRIOS APRESENTADOS AQUI NÃO CONSIDERAM O HORÁRIO DE VERÃO

 

Horário de Verão Brasil 2014/2015: DECRETO Nº 6.558, de 08 de setembro de 2008.
Início à 00h de 19 de outubro de 2014 - Término à 00h de 15 de fevereiro de 2015.
Estados brasileiros envolvidos (decreto nº 8.112, de 2013): Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro,
Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal
.
Links oficiais: Decreto N. 6.558
e Decreto N. 8.112


 

 

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Climatempo News - Edição das 12h30

Gravado em 28 de março de 2014

 

Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil fala sobre o problema
da poluição luminosa e a observação dos objetos celestes.

 

 

 


 

Siga Marcos Calil no Twitter e no Youtube

 


Acerte seu relógio

 

Horário de acordo com a hora legal brasileira, fornecida pelo Observatório Nacional.

 

Para os demais fusos no Brasil, acesse o site http://pcdsh01.on.br/

 

É importante ajustar seu relógio para otimizar suas observações.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Céu Noturno - Uma introdução para crianças. A história das estrelas, dos planetas e das cosntelações e informações sobre como localizá-los no céu

 

Adquira o livro de Michael Driscoll com consultoria de Marcos Calil

 


 

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Informações Diárias - Brasil

 

 

 

Dia

Evento - Horário de Brasília (UTC –3h)

30/09 a 02/10 (noite)

É possível contemplar a Lua na constelação de Sagitário. Região rica em aglomerados estelares e nebulosas - Comentário 10.

01- Quarta-feira

16:32 - é possível observar a Lua na fase do Quarto Crescente.
Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar M25 (magnitude 4.9) - Comentário 10.

02- Quinta-feira

Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela rho1 Sagittarii da constelação do Sagitário (magnitude 3.9).
Às 21:34 (horário para São Paulo) é possível observar com telescópio ou binóculo a ocultação da estrela HIP 97063 pela Lua - Comentário 7.

03- Sexta-feira

Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Al Bali da constelação do Aquário (magnitude 3.7).
Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Dabih da constelação do Capricórnio (magnitude 3.0).
Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Al Giedi da constelação do Capricórnio (magnitude 3.5).

04- Sábado

13:51 - Mercúrio estacionário em longitude - Comentário 1.
Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Sadal Suud da constelação do Aquário (magnitude 2.8).

05- Domingo

Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela eta Aquarii da constelação do Aquário (magnitude 4.0).
Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela zeta1 Aquarii da constelação do Aquário (magnitude 3.6).
Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Sadachbia da constelação do Aquário (magnitude 3.8).
Após ~19:30 é possível observar, com telescópio, a Lua próxima de Netuno (magnitude 7.8).

06- Segunda-feira

06:38 - Lua entra no perigeu. Menor distância do centro da Terra com centro da Lua com 362.476 km.

07- Terça-feira

Após ~19:30 é possível observar, com dificuldade a olho nu ou com “certa facilidade” via telescópio, a Lua próxima de Urano (magnitude 5.7).

08- Quarta-feira

07:50 - Lua entra na fase Cheia.
07:54 - Eclipse Lunar Total - Visível na região norte do Brasil.
Após ~19:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Draconids (GIA) - Comentário 8.

09- Quinta-feira

Após ~1:00 é possível observar o máximo da chuva de meteoros September epsilon Perseids (SPE) - Comentário 8.

10- Sexta-feira

Após ~2:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Southern Taurids(STA) - Comentário 8.
Após ~22:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Plêiades (magnitude 1.4) - Comentário 12.

11- Sábado

Após ~22:30 é possível observar a Lua próxima da estrela delta1 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.7).
Após ~22:30 é possível observar a Lua próxima da estrela gamma Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.6).
Após ~22:30 é possível observar a Lua próxima da estrela epsilon Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.5).
Após ~22:30 é possível observar a Lua próxima da estrela theta1 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.8).
Após ~22:30 é possível observar a Lua próxima da estrela theta2 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.3).
Após ~22:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Aldebaran da constelação do Touro (magnitude 0.8).
Após ~22:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Híades (magnitude 0.5) - Comentário 12.
Após ~22:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Plêiades (magnitude 1.4) - Comentário 12.
Após ~2:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros October delta Aurigids(DAU) - Comentário 8.

12- Domingo

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13- Segunda-feira

--

14- Terça-feira

Após ~00:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Tejat Prior da constelação de Gêmeos (magnitude 3.8).
Após ~00:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Tejat Posterior da constelação de Gêmeos (magnitude 2.8).
Após ~00:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar M35 (magnitude 5.5) - Comentário 14.
Às 02:49 (horário para São Paulo) é possível observar com telescópio ou binóculo a ocultação da estrela 71 Orionis pela Lua - Comentário 7.

15- Quarta-feira

Após ~01:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Mekbuda da constelação de Gêmeos (magnitude 4.0).
Após ~01:00 é possível observar a Lua próxima da estrela lambda Geminorum da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).
16:12 - Lua na fase do Quarto Minguante.

16 a 22

É possível observar a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

16- Quinta-feira

Às 02:45 (horário para São Paulo) é possível observar com telescópio ou binóculo a ocultação da estrela 1 Cancri pela Lua - Comentário 7.

17- Sexta-feira

Após ~02:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Asellus Australis da constelação do Caranguejo (magnitude 3.9).
Após ~03:00 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar M44 (magnitude 4.0) - Comentário 15.

18- Sábado

Após ~03:00 é possível observar a Lua próxima da estrela omicron Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.5).
Após ~03:00 é possível observar a Lua próxima de Júpiter (magnitude -2.0) - Comentário 4.
03:05 - É possível observar a Lua no apogeu. Maior distância do centro da Terra com centro da Lua com 404.897 km.
Após ~3:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros epsilon Geminids (EGE) - Comentário 8.

19- Domingo

À 00:00 inicia o horário de verão: Decreto N. 6.558 e Decreto N. 8.112
Após ~03:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3).
Após ~03:30 é possível observar a Lua próxima da estrela rho Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.8).

20- Segunda-feira

Após ~04:30 é possível observar a Lua próxima da estrela sigma Leonis da constelação do Leão (magnitude 4.0).

21- Terça-feira

Após ~1:00 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Orionids (ORI) - Comentário 8.

22- Quarta-feira

--

23- Quinta-feira

18:45 - Eclipse Solar Parcial. NÃO visível no Brasil.
18:56 - a Lua entra na fase Nova.

24- Sexta-feira

Após ~4:00 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Leo Minorids (LMI) - Comentário 8.

25 a 30

É possível observar a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

25- Sábado

16:22 - Mercúrio estacionário em longitude - Comentário 1.
Após ~18:30 é possível observar a Lua próxima de Saturno (magnitude 0.5) - Comentário 5.

26- Domingo

Após ~19:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Antares da constelação do Escorpião (magnitude 1.0) - Comentário 9.
Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela nu Scorpii da constelação do Escorpião (magnitude 4.0).

27- Segunda-feira

Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela xi Serpentis da constelação do Ofiúco (magnitude 3.5).
Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Sabik da constelação do Ofiúco (magnitude 2.4).
Após ~19:30 é possível observar Marte próximo das nebulosas M8 e M20 - Comentários 3 e 10.

28 e 29 (noite)

É possível contemplar a Lua na constelação de Sagitário. Região rica em aglomerados estelares e nebulosas - Comentário 10.

28- Terça-feira

Após ~19:00 é possível observar a Lua próxima de Marte (magnitude 0.9) - Comentário 3.
Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar M25 (magnitude 4.9) - Comentário 10.
Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela mu Sagittarii da constelação do Sagitário (magnitude 3.8).

29- Quarta-feira

Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela rho1 Sagittarii da constelação do Sagitário (magnitude 3.9).

30- Quinta-feira

Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Dabih da constelação do Capricórnio (magnitude 3.0).
Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Al Giedi da constelação do Capricórnio (magnitude 3.5).
23:48 - é possível observar a Lua na fase do Quarto Crescente.

31- Sexta-feira

--

01/11- Sábado

9:38 - Mercúrio em máxima elongação oeste.
Após ~19:30 é possível observar, com telescópio, a Lua próxima de Netuno (magnitude 7.8).

 

 

NOTAS:

 

As aproximações da Lua com as estrelas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para estrela de magnitude inferior a 4.0;
2- distância entre Lua e estrela com separação angular máxima de 5 graus;
3- a estrela mais brilhante da constelação (alpha) ou aglomerados e nebulosas observáveis a olho nu, quando próximos da Lua, não consideram o item 2;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

As aproximações da Lua com planetas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para os planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno;
2- observação realizada com telescópio para os planetas Urano e Netuno;
3- máxima aproximação entre Lua e planeta quando visível no céu noturno;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

Vale lembrar que:

 

A magnitude utilizada é a visual, ou seja, o brilho aparente do objeto celeste. É necessário saber que quanto maior for o número apresentado, menor será o brilho do objeto celeste.

 

O limite de observação a olho nu em condições ideais de observação, ou seja, numa noite sem a interferência da Lua, com baixa umidade relativa do ar e sem a interferência da poluição luminosa é 6.0 de magnitude (aproximada). Abaixo desse número, o objeto celeste pode ser observado a olho nu, porém acima desse número, somente mesmo com uso de telescópio ou binóculo. Porém, objetos acima de 8.0 são difíceis de serem observados, mesmo com uso de telescópio.

 

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Fases da Lua

 

 

 

O horário determinado foi calculado para às 12 horas (meio-dia do Tempo Legal do Distrito Federal - TDF), desconsiderando o horário de verão.

 

A parte branca da ilustração da Lua representa a parte iluminada pelo Sol e a porcentagem descrita indica a fração do disco lunar iluminado pelo Sol com erro de até + ou - 2% para para todo Brasil.

 

 

Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

Figura 1. Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

LUA AGORA

 

 

Aspecto atual do disco lunar no hemisfério sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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1- Como observar Mercúrio

 

 

 

Logo após o ocaso do Sol no horizonte oeste, o planeta Mercúrio poderá ser observado até 10 de outubro, durante 30 minutos (valores aproximados). Por causa do seu forte brilho e da sua cor prateada esse belo planeta poderá ser fotografado e observado a olho nu com certa facilidade. O único cuidado que o observador deverá ter é a observação do horizonte oeste livre de prédios, montanhas, árvores ou qualquer outro objeto que poderá impedir a contemplação de Mercúrio, pois esse planeta estará próximo desse horizonte quando despontar no céu.

 

Entre os dias 01 e 10 de outubro, destacamos 04 de outubro, às 13h51min, quando Mercúrio estará estacionário em longitude. Porém, como nesse horário não será possível contemplar Mercúrio, o observador deverá esperar até o anoitecer para contemplá-lo.

 

Entre os dias 10 a 27 de outubro (limites de dias aproximados) será impossível de contemplar a olho nu o planeta Mercúrio. Após isso, em 27 de outubro, por volta das 5 horas (valores aproximados), Mercúrio poderá ser observado novamente surgindo no horizonte leste. Não será uma observação fácil de ser realizada, uma vez que Mercúrio estará muito próximo do horizonte leste, obrigando o observador ter um horizonte leste livre da interferência de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que poderá impedir a contemplação desse planeta. O destaque ficará para o primeiro dia de novembro, às 09h38min, quando Mercúrio estará em máxima elongação oeste. Como nesse horário não será possível contemplar Mercúrio, o observador deverá antecipar sua observação para, aproximadamente, às 5 horas da manhã. Esse será o melhor dia do mês de novembro para contemplar Mercúrio.

 

Como a observação de Mercúrio depende do nascer e ocaso do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá nascer e se pôr na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar suas observações.

 

A figura 2 ilustra o movimento aparente de Mercúrio, entre os dias 01 e 10 de outubro, 30 minutos após o ocaso do Sol.

 

 

Movimento aparente de Mercúrio, entre 01 e 10 de outubro de 2014, cerca de 30 minutos antes do ocaso do Sol

 

Figura 2. Movimento aparente de Mercúrio, entre 01 e 10 de outubro de 2014, cerca de 30 minutos após o ocaso do Sol.

 

 

Perceba pela figura 2, que os planetas Marte e Saturno também poderão ser observados nessa região do céu durante esse mês. Por essa razão, leia os comentários sobre Saturno e Marte para otimizar as suas observações.

 

Para quem gosta de desafio, teremos um belo evento que irá envolver Mercúrio e a Lua. No amanhecer de 22 e 23 de outubro, teremos a Lua próxima de Mercúrio. Será uma observação muito difícil de ser realizada, pois Mercúrio irá surgir 33min antes do Sol, na qual a eclíptica estará muito inclinada, em relação a linha do horizonte leste. Mas, para os observadores do céu que gostam de desafio, essa será uma bela pedida. Não esqueça de preparar sua máquina fotográfica e de procurar um horizonte leste livre de objetos que poderão atrapalhar essa observação. Para 22 de outubro, a Lua estará com apenas 2,3% do seu disco iluminado e para 23 de outubro, com apenas 0,3% do seu disco iluminado. Para ambos os dias será possível contemplar a Luz Cinérea da Lua.

 

 

 

AS FASES DE MERCÚRIO

 

Assim como a Lua, os planetas Vênus e Mercúrio também possuem fases. As fases desses dois planetas podem ser observadas através de um simples telescópio. As figuras 3 e 4 ilustram o aspecto do planeta Mercúrio para 01 e 10 de outubro e a porcentagem do disco iluminado.

 

Mercúrio em fase, com 37% do seu disco iluminado, em 01 de outubro.

 

Figura 3. Mercúrio em fase, com 37% do seu disco iluminado, em 01 de outubro.

Mercúrio em fase, com 10% do seu disco iluminado, em 10 de outubro.

 

Figura 4. Mercúrio em fase, com 10% do seu disco iluminado, em 10 de outubro.

 

 

Aproveite para obter belas fotos de Mercúrio. A dica é: apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

 

 

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2- Como observar Vênus

 

 

 

Durante todo o mês de outubro o planeta Vênus não poderá ser observado. Isso porque, visto da Terra, esse brilhante planeta estará muito próximo do Sol. Resta esperar o final do mês de novembro para voltarmos a contemplar esse belo planeta.

 

 

 

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3- Como observar Marte

 

 

 

Logo após o ocaso do Sol, entre o horizonte oeste e o ponto mais alto do observador (chamado de zênite), será possível contemplar o planeta Marte a olho nu. Nessa mesma região do céu, também será possível contemplar os planetas Mercúrio e Saturno. Por essa razão, além dos comentário descritos aqui sobre Marte, vale ler também os comentários sobre Mercúrio e Saturno para otimizar as suas observações.

 

Especialmente sobre o “deus da guerra”, o planeta Marte, teremos dois belos espetáculos. São eles:

 

1- Logo após o anoitecer de 27 de outubro será possível observar Marte próximo das nebulosas M8 e M20. A nebulosa M8, também conhecida como Nebulosa da Lagoa, possui magnitude 5.0 e está à 6500 anos luz de distância. A nebulosa M20, conhecida como Nebulosa da Trifid, possui magnitude 5.0 e dista 2200 anos luz da Terra. Ambas as nebulosas podem ser observadas a olho nu, nas cidades que não possuem poluição luminosa. Nas grandes cidades só será possível contemplar essas nebulosas com auxílio de binóculo ou telescópio. Assim sendo, para quem estiver numa cidade com poluição luminosa, não será possível contemplar esse evento de forma simultânea via binóculo ou telescópio, pois a distância angular entre esses três objetos celestes é grande. A figura 5, concebida para 27 de outubro, por volta das 20h30min, ilustra essa aproximação.

 

 

Aproximação de Marte, M8 e M20, em 27 de outubro de 2014, por volta das 20h30min.

 

Figura 5. Aproximação de Marte, M8 e M20, em 27 de outubro de 2014, por volta das 20h30min.

 

Esta aproximação entre Marte, M8 e M20 irá ocorrer na constelação de Sagitário. Perceba que além de M8 e M20, existem outras nebulosas e aglomerados estelares. Recomendamos a leitura sobre a Constelação do Sagitário para a otimização das suas observações.

 

 

2- Outro belo evento que irá envolver Marte ocorrerá na noite de 28 de outubro, ou seja, na noite posterior que Marte esteve próximo de M8 e M20. Sendo assim, ainda será possível contemplar Marte próximo dessas nebulosas, além da Lua. Para essa noite a Lua estará com 26% do seu disco iluminado e, ainda, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea. Sem dúvida será um belo espetáculo para ser apreciado a olho nu e fotografado. A figura 6, concebida para 28 de outubro, por volta das 20h30min, ilustra essa aproximação.

 

 

Aproximação de Marte com a Lua, em 28 de outubro de 2014, por volta das 20h30min.

 

Figura 6. Aproximação de Marte com a Lua, em 28 de outubro de 2014, por volta das 20h30min.

 

 

Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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4- Como observar Júpiter

 

 

 

Durante todo o mês de outubro, Júpiter poderá ser observado surgindo no horizonte leste na madrugada. No primeiro dia de outubro, Júpiter irá nascer por volta das 3h10min. Para 15 de outubro, esse belo planeta irá nascer por volta das 2h20min e para 31 de outubro, por volta das 1h20min. Em especial, na madrugada de 18 de outubro, teremos a aproximação da Lua e Júpiter. Para essa noite, a Lua estará com 27% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea. Realmente, será uma bela observação, digna de ser fotografada. A figura 7, concebida para 18 de outubro, por volta das 3h30min, ilustra essa bela aproximação entre Júpiter e a Lua.

 

 

Aproximação de Júpiter e Lua, em 18 de outubro de 2014, por volta das 3h30min

 

Figura 7. Aproximação de Júpiter e Lua, em 18 de outubro de 2014, por volta das 3h30min.

 

Vale saber que, logo após o nascer de Júpiter, com o avançar das horas esse planeta ganha cada vez mais altura até seu brilho ser ofuscado pelos primeiros raios solares.

 

Perceba ainda, na figura 7, que será possível contemplar o aglomerado estelar M44. Leia o comentário sobre M44 para poder otimizar as suas observações.

 

 

AS LUAS DE JÚPITER

 

 

O que é interessante de ser observado com auxílio de um simples instrumento óptico como telescópio são as luas Galileanas. Tratam-se de Io, Europa, Calisto e Ganimedes. Essas luas podem ser observadas girando em torno de Júpiter numa única noite. Para tanto, é interessante que o observador faça um desenho das luas no início da sua primeira observação e depois outro desenho após uma hora e assim, sucessivamente. Esse tipo de observação poderá ser realizada hora após hora e até dia após dia. É muito interessante ver, por exemplo, a ocultação de uma das luas por Júpiter. A figura 8 demonstra o movimento das 4 luas Galileanas durante esse mês. Do interior para o exterior temos: Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

 

 

Outra dica preciosa é o site Sky View Cafe. Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. Atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário. A figura 9 apresenta a inteface do Sky View Cafe e a posição das luas galileanas, para 15 de outubro de 2014, às 3h30min.

 

 

Posição das luas galileanas, para 15 de outubro de 2014, às 3h30min.

 

Figura 9. Posição das luas galileanas, para 15 de outubro de 2014, às 3h30min.

 

 

O freeware Stellarium também é uma grande ajuda para localizar os objetos celestes no céu e as luas de Júpiter. Vale também conferir o site Neave Planetarium que fornece a posição dos planetas de forma on-line. Leia os comentários sobre Softwares Astronômicos para saber mais sobre esse assunto.

 

 

Aproveite todos os eventos descritos para obter várias fotos. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos envie para nós pelo Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

 

 

 

 

 

O movimento das luas Galileanas.

 

Figura 8. O movimento das luas Galileanas.

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5- Como observar Saturno

 

 

 

Durante esse mês de outubro, logo após o ocaso do Sol, o planeta Saturno poderá ser observado entre o horizonte oeste e o ponto mais alto em relação ao observador (chamado de zênite). Além disso, nessa mesma região do céu, até o dia 10 de outubro (aproximadamente) também será possível contemplar o planeta Mercúrio, além do planeta Marte que poderá ser observado durante todo o mês. Por essa razão, vale ler os comentários sobre Mercúrio e Marte para otimizar as suas observações.

 

Como o horário do início de observação de Saturno, Marte e Mercúrio dependem do ocaso do Sol, vale acessar o site da Climatempo para saber o horário do pôr do Sol para sua cidade. Dessa forma, com posse desse horário, o observador deverá aguardar cerca de 30 minutos para contemplar o surgimento dos três planetas no céu. Vale lembrar que, com o avançar das horas, esses planetas se dirigem para o horizonte oeste, quando então ocorrerá o ocaso de cada um deles, à começar de Mercúrio (visível até o dia 10 de outubro, aproximadamente), seguido de Saturno e depois de Marte (visíveis durante todo o mês). Para Saturno, seu ocaso irá ocorrer por volta das 21h30min.

 

Em especial, no anoitecer de 25 de outubro será possível contemplar a Lua próxima de Saturno. Para essa noite a Lua estará com 4%, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea. Será uma bela observação, digna de ser fotografada. A figura 10, concebida para 25 de outubro, por volta das 19 horas, ilustra esse belo evento.

 

 

Aproximação da Lua e Saturno, em 25 de outubro de 2014, por volta das 19 horas.

 

Figura 10. Aproximação da Lua e Saturno, em 25 de outubro de 2014, por volta das 19 horas.

 

 

Ainda sobre a figura 10, perceba que o planeta Saturno estará próximo da linha do horizonte oeste, por volta das 19 horas. Para essa noite quando a Lua estará próxima de Saturno, procure um horizonte oeste livre da interferência de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que possa impedir a observação de Saturno. Para os dias anteriores, principalmente no início do mês, esse tipo de cuidado não requer tanta atenção, ainda mais se caso o observador iniciar a contemplação de Saturno, por volta das 18h30min.

 

Retratamos também na figura 10 as estrelas Zubenelgenubi, Zubeneschamali e Brachium que pertencem a constelação da Balança, além da estrela Antares que pertence a constelação do Escorpião. Todas essas estrelas podem ser facilmente observadas a olho nu com certa facilidade. Vale lembrar que nesse mesmo horizonte, por volta das 18h30min, também será possível contemplar os planetas Marte e Mercúrio (visível até 10 de outubro, aproximadamente). Vale ler os comentários sobre a Constelação do Escorpião, Mercúrio e Marte para otimizar as suas observações.

 

 

OBSERVANDO SATURNO PELO TELESCÓPIO

 

Muitas pessoas que possuem um telescópio acabam desistindo de usar esse belo instrumento óptico porque ficam observando somente a Lua. Além dos planetas mencionados acima é possível contemplar também com um simples telescópio os anéis de Saturno. A gravação abaixo foi realizada usando uma webcam (Microsoft LifeCam), na qual essa webcam foi desmontada, retirando a lente e aproveitando a CCD (para saber mais sobre essa técnica, visite o Canal do Youtube de Renato Cassio Poltronieri do Astrocan - Clube de Astronomia de Nhandeara - que ensina a construir uma ocular caseira, feita com a lente de uma webcam). Além disso, a webcam foi acoplada de forma indireta (montagem afocal) na objetiva do telescópio, na qual utilizei uma objetiva de 6mm, num telescópio NexStar de 6 polegadas, que possui distância focal de 1500mm. Com esse equipamento foi possível conquistar um aumento de 250 vezes. Apesar da poluição luminosa da cidade de São Bernardo do Campo (SP) e da umidade relativa alta, foi possível gravar o planeta Saturno por cerca de uma hora. Para tanto, um bom alinhamento do equipamento e um motor de acompanhamento é fundamental. No caso utilizei o próprio AutoStar (GoTo) presente no telescópio. Veja o resultando no vídeo abaixo. Será algo próximo disso que você poderá ver com seu telescópio, logicamente, dependendo da qualidade do seu equipamento e da ocular utilizada.

 

 

 

 

 

Vídeo: o planeta Saturno, por Marcos Calil.

 

 

Aproveite todos os eventos descritos para obter várias fotos. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos envie para nós pelo Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

TOPO

 

 

6- Luz Cinérea da Lua

 

 

 

A Luz Cinérea da Lua pode ser observada em dois momentos:

 

Caso 1- até no máximo um dia depois da Lua Quarto Minguante até um ou dois dias antes da Nova.

 

Caso 2- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Nova até no máximo poucas horas antes do Quarto Crescente.

 

 

Para entender o fenômeno, basta sabermos que a luz do Sol que incide sobre a Terra é refletida para Lua, iluminando sua parte escura. Dessa forma, o que podemos observar é algo parecido com a foto ao lado.

 

Por causa da configuração Sol-Terra-Lua, no primeiro caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez mais acentuada, enquanto no segundo caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez menos acentuada e, portanto, menos visível.

 

 

Os momentos de observação irão ocorrer entre 16 e 22 de outubro e 25 e 30 de outubro. De acordo com os casos 1 e 2, as melhores possibilidades de observações irão ocorrer entre as noites de 16 e 21 outubro e 25 e 30 de outubro. Para o amanhecer de 16 e 22 de outubro a Lua irá nascer poucos instantes antes do nascer do Sol no horizonte leste. Para o anoitecer de 25 e 30 de outubro, a Lua irá se pôr poucos instantes depois do pôr do Sol no horizonte oeste.

 

Acesse o site da Climatempo para saber os horários do nascer e do ocaso do Sol para sua cidade e assim se programar melhor para poder contemplar e fotografar a luz cinérea da Lua.

 

Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

Foto. Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

TOPO

 

 

7- Ocultação de Estrelas pela Lua

 

 

 

 

Ocultação é o fenômeno que ocorre quando um astro de diâmetro aparente maior passa à frente de outro astro com diâmetro aparente menor.

 

Durante o mês ocorrerão diversas ocultações de estrelas pela Lua, porém visíveis a olho nu, são poucas as ocultações que podem ser facilmente observadas. Vale lembrar que o olho humano consegue observar no máximo magnitudes inferiores a 6.0 e o quanto o disco iluminado da Lua irá refletir a luz solar são fatores importantes que devem ser considerados para conseguir ou não observar o fenômeno. No caso do uso de telescópios, lunetas ou binóculos, quando a Lua estiver próxima da fase cheia, será necessário utilizar filtros para bloquear o excesso de luz lunar.

 

A ocultação máxima de uma estrela chega a 70 minutos, quando a imersão e emersão se verificam em pontos diametralmente opostos da Lua. Uma ocultação de planeta pela Lua é algo mais raro de ocorrer durante o ano.

 

Sabendo desses fatores, podemos observar na tabela 2 a magnitude de cada estrela, a quantidade que o disco da Lua estará iluminado no momento da ocultação e o horário aproximado da ocultação.

Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

Foto. Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

 

 

DATA
ESTRELA/PLANETA
MAGNITUDE
CONSTELAÇÃO
ILUMINAÇÃO DO DISCO LUNAR*
HORÁRIO IMERSÃO**
HORÁRIO EMERSÃO**
COMENTÁRIOS
02/10

HIP 97063

(2883SF5)

5.5
Sagitário
+63%
21:34
22:28
7.1
14/10

71 Orionis

(947SF6)

5.2
Órion
-65%
02:49
02:55
7.2
16/10

1 Cancri

(1197 K3)

5.8
Caranguejo
-45%
02:45
03:29
7.3

 

 

Tabela 2. Ocultação visível durante a noite de estrelas e/ou planetas.

 

Legenda da tabela:

 

*O sinal de menos na columa "Iluminação do disco lunar" indica que a Lua está na fase decrescente e o sinal de mais na sua fase crescente.

 

** De forma muito simplificada, imersão é a entrada da estrela atrás da Lua e emersão é sua saída. Os horários calculados de imersão e emersão são para observadores localizados na cidade de São Paulo durante o início (imersão) e fim (emersão) do evento de acordo com o horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão. Para observadores localizados fora dessa latitude e longitude de São Paulo, o início do fenômeno poderá ocorrer até 1 hora antes ou depois e seu término até uma hora antes ou depois do horário descrito dependendo da sua localização. Também deverá ser considerado o fuso horário do local de acordo com o horário de Brasília.

 

 

Legenda do mapa:

 

- Região vermelha à esquerda - ocultação que ocorre próximo anoitecer;


- Região vermelha à direita - ocultação que ocorre próximo amanhcer;

 

- Região azul à esquerda - ocultação que ocorre próximo do horizonte leste, instantes próximo do nascer da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Região azul à direita - ocultação que ocorre próximo do horizonte oeste, instantes próximo do pôr da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Faixa branca - local que é possível realizar a observação da ocultação. Deve-se saber que quanto mais próximo da linha branca o observador se localiza, mais à “borda” da Lua a estrela será ocultada.

 

 

Segue abaixo os comentários das ocultações de estrelas pela Lua que são mais fáceis de serem observadas durante esse mês:

 

7.1- HIP 97063 (2883SF5)

 

Na noite de 2 de outubro, às 21h34min, a estrela HIP 97063 será ocultada pela Lua na parte não iluminada do nosso satélite natural. Após a imersão, teremos a emersão, onde sua saída ocorrerá às 22h28min, pela parte iluminada da Lua. Vale lembrar que o horário da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Para essa noite a Lua estará com 63% do seu disco iluminado. Como a estrela HIP 97063 possui magnitude 5.5 e a Lua estará com 63% do seu disco iluminado, infelizmente, nas cidades com poluição luminosa não será possível contemplar essa ocultação a olho nu. Para essas regiões será necessário o uso de um telescópio ou binóculo para poder contemplar esse evento. Para as cidades sem poluição luminosa, será possível contemplar essa ocultação a olho nu, porém a melhor pedida é o uso de um telescópio.

 

De acordo com a figura 11, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado abaixo da linha branca, indicada no mapa. Para os observadores localizados acima dessa linha, será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 11. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.2- 71 Orionis (947SF6)

 

Na alta madrugada de 14 de setembro, a estrela 71 Orionis será ocultada na parte iluminada da Lua, às 02h49min. Como essa estrela passará quase que tangente a borda lunar e no terminadouro lunar, será bem interessante de contemplar essa ocultação, Seu reaparecimento ocorrerá às 2h55min. Novamente, vale lembrar que esses horários, se modificam para as demais regiões do Brasil que se localizam fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, esse fenômeno poderá iniciar cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, mesmo para quem estiver localizado em São Paulo, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Para essa noite a Lua estará com 65% do seu disco iluminado e como a estrela 71 Orionis possui magnitude de 5.2, para as cidades sem poluição luminosa, a observação poderá ser realizada a olho nu. Porém, para as cidades com poluição luminosa será necessário o uso de um telescópio ou binóculo.

 

De acordo com a figura 12, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado abaixo da linha branca, indicada no mapa. Para os observadores localizados acima dessa linha, será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Leia o comentário sobre a Constelação de Órion para saber como localizar essa bela constelação no céu da sua cidade.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 12. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.3- 1 Cancri (1193 K3)

 

Outra ocultação de estrela pela Lua que irá ocorrer na alta madrugada. Em 16 de outubro, às 2h45min, a estrela 1 Cancri será ocultada na parte iluminada da Lua e seu reaparecimento, emersão, ocorrerá às 3h29min. Esses horários, se modificam para as demais regiões do Brasil que se localizam fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, esse fenômeno poderá iniciar cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, mesmo para quem estiver localizado em São Paulo, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Para essa noite a Lua estará com 45% do seu disco iluminado. Como a estrela 1 Cancri possui magnitude 5.8, adicionado com os 45% do disco iluminado da Lua, praticamente será impossível contemplar a olho nu essa ocultação. A observação dessa ocultação só poderá ser realizada com uso de telescópio ou binóculo.

 

De acordo com a figura 13, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicadas no mapa. Para os observadores localizados acima ou abaixo dessas linhas, será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 13. Faixa de observação da ocultação.

 

 

 

TOPO

 

8- Chuva de Meteoros

 

 

 

Os meteoros, popularmente chamados de estrelas cadentes são traços luminosos proporcionados pela rápida passagem de corpos variados na alta atmosfera terrestre. Esses corpos são chamados meteoróides e atingem diâmetros na ordem entre alguns microns ou milímetros. Da palavra meteoróide temos a expressão "orbitando o Sol" onde ocasionalmente, esses fragmentos que estão circulando no espaço reencontram a Terra em sua passagem. No momento que penetram na atmosfera terrestre, sofrem os efeitos do atrito atingindo velocidades entre 12 a 72 km/s numa altitude aproximada de 120 km (no seu aparecimento) a 60 km (no seu desaparecimento), produzindo a sua incandescência e volatilização. Em conseqüência desse choque, a grande maioria se desagrega antes de atingir o solo. Alguns dos meteoróides atingem o solo, dando origem ao que chamamos de Bólidos. Assim, aqueles meteoróides que ao entrarem em atrito com a atmosfera não se consumindo completamente e chocam-se com a superfície terrestre são chamados de Bólidos. Para estes fragmentos rochosos ou ferrosos originados do espaço que impactaram com o solo, chamamos de meteorito.

 

Na tabela 3 são informados os principais dados referentes as chuvas de meteoros desse mês.

 

 

Chuva
P
M
HORÁRIO
C
CCT
THZ
r
V
LUA (%)
Comentários
Draconids (GIA)

06/10

10/10

08/10
19:30
Dragão

AR = 17:28

DE = +54

var
2.6
20
99%

Melhor observado na região norte do Brasil. Não observado nos estados abaixo do Rio de Janeiro. Lua atrapalha - e muito - a observação.

September epsilon Perseids (SPE)

05/09

17/10

09/10
01:00
Perseu

AR = 03:20

DE = +39

05
2.9
64
99%
Melhor observado na região norte e nordeste do Brasil. Lua atrapalha - e muito - a observação.
Southern Taurids (STA)

10/09

20/11

10/10
02:30
Touro

AR = 03:17

DE = +13

05
2.3
28
96%
8.1
October delta Aurigids (DAU)

10/10

18/10

11/10
02:30
Cocheiro

AR = 05:34

DE = +50

02
3.0
65
80%
Lua atrapalha a observação.
epsilon Geminids (EGE)

14/10

27/10

18/10
03:30
Gêmeos

AR = 06:46

DE = +27

03
3.0
69
s/l - 27%
Lua não atrapalha a observação.
Orionids (ORI)

02/10

07/11

21/10
01:00
Órion

AR = 06:20

DE = +16

18
2.5
66
s/l
8.2
Leo Minorids (LMI)

19/10

27/10

24/10
04:00
Leão Menor

AR = 10:40

DE = +37

02
3.0
62
s/l
Visível somente acima das regiões norte e nordeste do país.

 

Tabela 3. Chuva de meteoros desse mês.

 

 

Legenda:

 

CHUVA - indica o nome da chuva em questão;

 

P - Período em que ocorrerá a chuva;

 

M - Momento máximo que irá ocorrer a chuva. Essa é a melhor data para observar;

 

HORÁRIO - Horário sugestivo para observação. O horário sugerido para observação leva em consideração a menor influência da Lua, o melhor momento inicial para observação do radiante da chuva e as diferentes latitudes no Brasil.

 

C - Constelação associada a chuva;

 

CCT - Posição sugerida de observação dadas em coordenadas equatoriais (J2000), sendo:
AR: ascensão reta;
DE: declinação.

 

THZ - Taxa Horária Zenital - um número máximo calculado de meteoros que um observador pode apreciar, numa noite sem a inferência da Lua, com o céu perfeitamente limpo e com radiante sobre a cabeça do observador (zênite). Quando ocorrer uma chuva periódica, ou seja, sem previsão da taxa por hora, a mesma será representada pela letra P;

 

r - Índice provável de magnitude da chuva. Quanto menor o valor mais fácil será sua observação;

 

V - Velocidade de entrada atmosférica do meteoro, dada em km/s. As velocidades variam entre 11 km/s (muito lento), 40 km/s (médio) e 72 km/s (muito rápido).

 

LUA (%) - Porcentagem do disco iluminado para o melhor momento de observação da chuva. No caso sem influência da Lua durante a chuva de meteoros é atribuído o símbolo s/l.

 

COMENTÁRIO - Quando existir o número, a chuva será comentada no seu respectivo número.

 

 

Comentários:

 

8.1 - 10/10 - Chuva de meteoros Southern Taurids (STA)

 

Infelizmente, para esse ano a Lua irá atrapalhar a observação dessa bela chuva de meteoros. Isso porque, o nosso satélite natural estará com 96% do seu disco iluminado e localizado na constelação do Carneiro (Aries), próxima da constelação do Touro. Porém, mesmo assim iremos descrever essa chuva de meteoros que não será muito interessante de ser observada por causa do brilho do luar.

 

Para noite de 10 de outubro, inicialmente, quando a constelação do Touro surgir acima do horizonte oeste, por volta das 22h30min, a Lua estará visível, apresentando 96% do seu disco iluminado, localizada próxima da constelação do Touro, como mencionado acima. Apesar da constelação do Touro surgir às 22h30min (aproximadamente), o melhor horário de observação será por volta das 2h30min de 11 de outubro. Nesse momento, a constelação do Touro estará no lado norte do céu, proporcionando alguns meteoros que irão "riscar" o céu. São previstos 5 meteoros a cada uma hora, com velocidade lenta de 27 km/s e magnitudes de 2.3, que poderiam ser observados facilmente a olho nu, mesmo em cidades com poluição luminosa, se a Lua não atrapalhasse nesse ano. Para os que gostam de ficar acordados na madrugada e aceitam um desafio, essa é uma boa pedida de observação. Mas, apesar do melhor horário de observação ser às 2h30min (aproximadamente), isso não impede de contemplarmos os meteoros dessa chuva logo após às 23 horas. Porém, mais um vez repetimos que a Lua irá atrapalha - e muito - essa observação.

 

Para saber mais detalhes sobre essa região do céu leia os comentário sobre a Constelação do Touro. Leia também, o comentário 8.2 (localizado logo abaixo) sobre a chuva de meteoros Orionids, pois a constelação do Touro se localiza próxima do gigante caçador Órion.

 

 

8.2 - 21/10 - Chuva de meteoros Orionids (ORI)

 

Com certeza a melhor chuva de meteoros para ser observada do mês de outubro e, felizmente, para esse ano a Lua não irá atrapalhar a observação dos meteoros dessa chuva.

 

A chuva de meteoros Orionids é proveniente do cometa Halley, possui incidência de meteoros rápidos, com velocidade de 66 km/s e uma magnitude aparente de 2.5. Temos uma previsão de 18 meteoros por hora. De acordo com a International Meteor Organization (IMO), essa chuva poderá apresentar pouco menos de 20 meteoros, entre os anos de 2014 e 2016.

 

Para esse ano, a Lua não estará presente no céu quando a constelação do Órion (onde se localizam as populares "Três Marias") surgir acima da linha do horizonte leste. Fato que contribuirá e muito para a observação dessa bela chuva. A constelação do Órion irá surgir, por volta das 21h30min no horizonte leste e após à 1 hora, será o melhor momento de observação dessa chuva, pois será quando a constelação estará alta suficiente no céu, no lado leste-nordeste, para apreciação dos meteoros.

 

Vale tentar contemplar essa chuva uma noite antes e também uma noite depois do máximo previsto, ou seja, entre os dias 20 a 22 de outubro. Para as cidades com alto índice de poluição luminosa a observação não será tão bela, se comparada com as cidades sem poluição luminosa, mesmo com a estimativa de magnitude aparente de 2.5 dessa chuva. Mesmo assim, para os observadores que estiverem nas grandes cidades, por volta da 1 hora, vale ficar de olho na região próxima das "Três Marias", pois alguns meteoros poderão ser apreciados nessa região do céu. A figura 14 ilustra a região do radiante dessa chuva, por volta das 2 horas da manhã, em 21 de outubro.

 

 

Chuva de meteoros Orionídeos.

 

Figura 14. Chuva de meteoros Orionídeos.

 

Vale ler o comentário sobre a Constelação de Órion para você se localizar melhor no céu e aproveitar ao máximo suas observações.

 

 

HISTÓRICO DA CHUVA ORIONÍDEOS

 

A descoberta dessa chuva deve ser creditada à E. C. Herrick (Connecticut, USA). Em 1839, ele fez a afirmação ambígua que a atividade parecia estar presente em 08 a 15 de outubro. A mesma afirmação foi feita em 1840, quando ele comentou que "a data exata da maior freqüência meteorítica em outubro é definitivamente ainda menos conhecida, mas ela vai ser encontrada pelos cálculos probabilísticos em ocorrer entre o oitavo e o vigésimo quinto dia do mês". A primeira observação precisa desta chuva foi feita por Herschel em 18 de outubro de 1864 com uma taxa de quatorze meteoros a partir da constelação de Órion. Herschel confirmou ainda que existiu uma chuva originada em Órion em 20 de outubro de 1865. Posteriormente, o interesse por esta chuva aumentou e muito. Orionids se tornou então uma das melhores chuvas observada no ano. A chuva Orionids foi freqüente durante os últimos anos do século 19 e se tornou o foco de discussão durante o primeiro trimestre do século 20. O astrônomo amador britânico Denning e a astrônoma americana Olivier começaram a utilizar páginas de publicações astronômicas para discutir se o radiante Orionid (ponto a partir do qual os meteoros pareciam se irradiar no céu) se movia de um dia para o outro. Denning argumentou que não se movia, enquanto Olivier argumentou que se movia. O problema foi que - com o passar do tempo - o radiante de Orionid era cada vez mais difuso, porém graças à utilização da fotografia e das precisas plotagens de meteoros por vários astrônomos amadores e profissionais, a teoria da astrônoma Oliver de que o radiante se movia de um dia para o outro foi dita como correta.

 

Uma característica muito incomum dessa chuva tende a mostrar um máximo imprevisível. Em 1981, observadores relataram taxas muito baixas de menos de 10 meteoros por hora durante o período de 18 a 21 de outubro (máxima predita para 21 de outubro), mas as elevadas taxas com cerca de 20 por hora foram anotadas na manhã de 23 de outubro. Curiosamente, um estudo publicado na Checoslováquia em 1982, revelou Orionids com um duplo máximo, ou seja, dois radiantes provenientes da mesma chuva. A conclusão foi baseada em observações feitas durante o período entre 1944 a 1950. Pouco depois, vários estudos indicaram a presença visual de um "plateau effect" (tradução literal: efeito platô), ou seja,  um longo período de atividade máxima desprovida de qualquer declínio acentuado da atividade no lugar do sugerido duplo pico. Mais concretamente, as observações de 1984 provenientes da Western Australia Meteor Section, relatam uma chuva quase nula com duração máxima entre 21 a 24 de outubro, enquanto N. W. McLeod, III (Florida, USA), tem-se verificado com freqüência o prazo estendido até 6 dias.

 

 

TOPO

 

 

9- Constelação do Escorpião

 

 

 

Sem dúvida, para quem está começando na Astronomia Observacional essa é uma das constelações mais fácil de ser encontrada no céu.

 

A constelação do Escorpião representa a constelação do inverno para o hemisfério sul e verão para o hemisfério norte que, nesse ano, iníciou em 21 de junho, às 07h51min. Por essa razão, durante o mês de outubro, logo após o ocaso do Sol, a observação do Escorpião poderá ser realizada próxima do horizonte oeste, uma vez que o inverno terminou, em 22 de setembro. Com o avançar das horas essa bela constelação se dirige para linha do horizonte oeste e, por volta das 21h30min, ocorrerá o seu ocaso. Durante todo esse mês, o Escorpião poderá ser observado facilmente no céu noturno, entre 19 horas e 21horas (aproximadamente), mesmo para os moradores nas cidades que sofrem com a poluição luminosa. A foto abaixo foi obtida com auxílio de uma simples câmera digital, numa cidade com baixa poluição luminosa. Podemos observar na primeira foto a constelação do Escorpião, enquanto que, na foto montagem temos o desenho imaginário do Escorpião com seus principais objetos celestes.

 

 

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto: A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto montagem. A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Perceba nas fotos acima obtidas com uma simples câmera digital 4.1 mega pixel, duas manchas bem claras chamadas de M6 e M7. Tratam-se de dois aglomerados abertos de estrelas que distam 2.000 e 1.000 anos luz, respectivamente. O aglomerado aberto M6, popularmente chamado de Aglomerado da Borboleta tem magnitude aparente de 4.5, enquanto que o aglomerado aberto M7, popularmente chamado de Aglomerado de Ptolomeu possui magnitude de 3.5. Isso significa que o aglomerado M7 pode ser localizado mais facilmente, por causa seu brilho aparente, que é mais forte se comparado com o aglomerado M6. Lembrando que a magnitude aparente de um astro é o valor dado para seu brilho aparente, numa razão inversamente proporcional. Isso explica afirmação referente a M7 possuir um brilho aparente maior que M6. Nas cidades onde o índice de poluição luminosa é muito fraca é possível observar esses dois aglomerados mesmo a olho nu, onde M7 é mais fácil de ser localizado.

 

Na noite de 26 de outubro, após às 19 horas (aproximadamente), será possível observar a Lua próxima da estrela mais brilhante dessa constelação: Antares. Para essa noite a Lua estará com apenas 9% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea. A figura 15 ilustra a constelação do Escorpião, para 26 de outubro, por volta das 19h30min, apresentando seus principais aglomerados estelares, as estrelas mais brilhantes, a delimitação da constelação. a concepção artística e as linhas dessa bela constelação. Tente desenhar essa constelação nesse mês e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Antares.

 

 

A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, delimitação, concepção artística e seu asterismo, em 26 de outubro de 2014, por volta das 19h30min.

 

Figura 15. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, delimitação, concepção artística e seu asterismo,

em 26 de outubro de 2014, por volta das 19h30min.

 

 

Perceba na figura 15 que temos a presença dos planetas Saturno e Marte. Leia os comentários sobreSaturno e Marte para obter mais informações sobre como observar esses belos planetas a olho nu. A figura 16 foi concebida para o mesmo momento da figura 15, porém sem a ilustração artística do Escorpião. Vale tentar imaginar esse terrível aracnídeo no céu.

 

 

A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, sua delimitação e seu asterismo, em 26 de outubro de 2014, por volta das 19h30min.

 

Figura 16. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, sua delimitação e seu asterismo, em 26 de outubro de 2014, por volta das 19h30min.

 

 

A figura 17 foi concebida para o mesmo momento das figuras 15 e 16, porém como vemos no céu da natureza. Compare as três figuras e procure o Escorpião no céu da sua cidade.

 

A constelação do Escorpião, em 26 de outubro de 2014, por volta das 19h30min.

 

Figura 17. A constelação do Escorpião, em 26 de outubro de 2014, por volta das 19h30min.

 

 

TOPO

 

 

10- Constelação do Sagitário

 

 

 

Essa região da constelação do Sagitário é riquíssima em aglomerados de estrelas e nebulosas. Algumas são visíveis até a olho nu, numa noite sem a interferência da Lua e fora da poluição luminosa. Porém, se o observador estiver munido de um simples telescópio ou binóculo, poderá contemplar várias nebulosas e aglomerados estelares dessa região.

 

A contemplação da constelação do Sagitário poderá ser realizada durante todo esse mês, próxima do ponto mais alto em relação ao observador (chamado de zênite), a partir das 19h30min (aproximadamente). Com o avançar das horas essa constelação "caminha" para o horizonte oeste e, por volta das 23h30min, essa bela constelação estará se pondo no horizonte sudoeste.

 

Para esse mês, a Lua poderá ser observada nessa constelação até 02 de outubro e depois entre as noites 28 e 29 outubro. Nas noites de 01 e 28 de outubro a Lua estará próxima de M25. As figuras 18, 19 e 20 ilustram o aspecto do céu, em 28 de outubro, por volta das 19h30min. Nessa noite a Lua estará com 26% do seu disco iluminado, próxima de M25. Não deixe de contemplar essa região nas outras noites do mês, mesmo sem a presença da Lua nessa constelação.

 

 

 

Constelação do Sagitário com os principais nomes dos objetos celestes, sua concepção artística e seu asterismo, em 28 de outubro, por volta das 19h30min.

 

Figura 18. Constelação do Sagitário com os principais nomes dos objetos celestes, sua concepção artística e seu asterismo, em 28 de outubro, por volta das 19h30min.

 

A figura 19 ilustra a mesma região do céu, para o mesmo horário, porém sem a ilustração artística da constelação do Sagitário. Vale tentar desenhar no céu essa constelação.

 

 

Constelação do Sagitário sem a concepção artística, em 28 de outubro, por volta das 19h30min

 

Figura 19. Constelação do Sagitário sem a concepção artística, em 28 de outubro, por volta das 19h30min.

 

Por fim, a figura 20 ilustra o mesmo aspecto do céu para o mesmo horário, porém como vemos no céu da natureza. Compare a figura 20 com as figuras 18 e 19 para poder localizar os objetos celestes.

 

Constelação do Sagitário, em 28 de outubro, por volta das 19h30min.

 

Figura 20. Constelação do Sagitário, em 28 de outubro, por volta das 19h30min.

 

Analise as figuras 18, 19 e 20 e aponte seu instrumento óptico para essa região. Você terá belas surpresas! Vale lembrar que essas figuras valem para todo o mês, porém sem a presença da Lua (exceto nas noites de 1, 2, 28 e 29 de outubro).

 

 

AGLOMERADOS E NEBULOSAS NA CONSTELAÇÃO DO SAGITÁRIO

 

Vale saber que o brilho do astro é importante para poder observá-lo. Para tanto, utilizamos um número que representa a magnitude do astro. Quanto maior esse número menor será seu brilho, numa razão inversamente proporcional. Assim, partindo da observação mais fácil para mais difícil, inserimos abaixo os nomes populares das nebulosas e aglomerados estelares, seguido da sua especificação pelo catálogo de Messier, indica pela letra M e, finalmente, sua magnitude.

 

Aglomerado estelar  - M25 - magnitude = 4.9 (Visível a olho nu)

Nebulosa de Trifid  - M20 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Nebulosa da Lagoa  - M8 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Aglomerado estelar  - M23 - magnitude = 6.0
Aglomerado estelar  - M22 - magnitude = 6.5
Aglomerado estelar  - M21 - magnitude = 7.0

Nebulosa de Ômega  - M17 - magnitude = 7.0

Aglomerado estelar  - M55 - magnitude = 7.0

 

Vale ressaltar ainda que os objetos que são sugeridos para serem observados a olho nu devem ser feitos fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa, além de uma noite sem a interferência da Lua. Porém, esses objetos são possíveis de serem observados nas grandes cidades com auxílios de telescópios ou binóculos, onde o binóculo é a melhor opção. Os objetos que possuem magnitude próximos e até 6.0 de magnitude são possíveis de serem observados nas grandes cidades, porém muito difusos mesmo com auxílio de telescópio e binóculo. Ainda, esses objetos que possuem magnitude abaixo de 6.0 podem ser observados a olho nu mesmo em cidades com médio índice de poluição luminosa, porém com certa dificuldade. Somente mesmo o aglomerado estelar M7 da constelação do Escorpião (que se localiza próxima da constelação do Sagitário) que possui magnitude de 3.5 pode ser contemplado a olho nu com certa facilidade nas cidades onde a poluição luminosa é considerada média para baixo.

 

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11- Constelação do Pégaso

 

 

 

A constelação do cavalo alado Pégaso é a constelação típica da estação da Primavera. Localizada na região onde se encontram as constelações boreais, ou seja, para o lado norte do céu, essa constelação pode ser facilmente contemplada se o observador encontrar o asterismo chamado "Quadrilátero de Pégaso". Esse quadrilátero é formado por quatro estrelas, onde uma delas pertence a constelação de Andrômeda. São as estrelas Scheat, Markab, Algenib e a estrela Alpheratz da constelação de Andrômeda.

 

Para esse mês de outubro, como o equinócio da primavera para o hemisfério sul e o equinócio do outono para o hemisfério norte iniciou em 22 de setembro, a constelação do Pégaso poderá ser observada pouco acima do horizonte nordeste, logo após o ocaso do Sol. Com o avançar das horas, por volta das 22 horas, essa constelação atinge sua máxima altura e após isso, o Cavalo Alado Pégaso se dirige para o horizonte oeste quando, por volta das 2h30min, ocorrerá o ocaso dessa constelação.

 

A figura 21, concebida para 06 de outubro, por volta das 20 horas, ilustra a delimitação da constelação do Pégaso, sua concepção artística, o asterismo do cavalo alado e os nomes das principais estrelas (inlcuindo a estrela Alpheratz da constelação de Andrômeda). Para esse momento, procure o horizonte nordeste e tente localizar as estrelas do quadrilátero do Pégaso, para depois desenhar seu asterismo no céu.

 

 

A constelação do Pégaso com seus principais objetos celestes, seu asterismo, sua concepação artística e a delimitação da constelação, em 06 de outubro, por volta das 20 horas.

 

Figura 21. A constelação do Pégaso com seus principais objetos celestes, seu asterismo, sua concepação artística e a delimitação da constelação,

em 06 de outubro, por volta das 20 horas.

 

 

Perceba que, de acordo com a figura 21, teremos a Lua próxima da constelação do Pégaso, mais especificamente, na constelação de Peixes. Para essa noite, a Lua estará com 97% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho dos demais objetos celestes a sua volta. Por essa razão, tente contemplar essa região do céu nas outras noites que a Lua não atrapalha a sua observação. A figura 22 representa o mesmo aspecto do céu da figura 21, porém sem a concepção artística do cavalo alado Pégaso.

 

 

A constelação do Pégaso com seus principais objetos celestes sem a concepção artística, em 06 de outubro, por volta das 20 horas.

 

Figura 22. A constelação do Pégaso com seus principais objetos celestes sem a concepção artística, em 06 de outubro, por volta das 20 horas.

 

Por fim, a figura 23 representa o mesmo aspecto do céu apresentadas nas figuras 21 e 22, porém como vemos na natureza. Vale tentar desenhar essa bela constelação no céu e identificar seus principais objetos celestes.

 

 

A constelação do Pégaso, em 06 de outubro, por volta das 20 horas.

 

Figura 23. A constelação do Pégaso, em 06 de outubro, por volta das 20 horas.

 

 

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12- Constelação do Touro

 

 

 

A constelação do Touro pode ser facilmente observada no céu, mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. A estrela mais brilhante dessa constelação, localizada no olho do Touro, chama-se Aldebaran. Seu nome provém da palavra árabe al-dabarān que significa "aquela que segue", referência à forma como a estrela parece seguir o aglomerado das Plêiades durante o seu movimento aparente ao longo do céu. Aldebaran é uma estrela gigante vermelha-laranja, o que lhe proporciona uma cor alaranjada quando observada. Sua distância da Terra é de 65 anos-luz, tendo uma luminosidade 150 vezes maior do que o Sol e sua magnitude aparente (brilho do astro) é de 0.84, o que lhe confere a décima terceira estrela mais brilhante do céu noturno. Por essa razão, a estrela Aldebaran pode ser facilmente observada nas grandes e pequenas cidades com alto ou baixo índice de poluição luminosa.

 

Nessa constelação temos dois aglomerados estelares fáceis de serem observados. Trata-se das Híades e das Plêiades. O aglomerado aberto das Híades têm um formato em "V" simbolizando a cabeça do Touro. É importante saber que apesar da estrela Aldebaran se localizar de forma aparente na mesma região das Híades, essa estrela não pertence a esse aglomerado aberto. Isso porque Aldebaran está à 65 anos-luz de nós e as Híades está à 150 anos-luz. Por uma questão de perspectiva quando visto da Terra, temos a impressão que Aldebaran faz parte desse aglomerado, porém é apenas uma ilusão.

 

 

O aglomerado estelar das Plêiades é um aglomerado aberto podendo ser facilmente contemplado a olho nu. Esse aglomerado é muito apreciado pelos astrônomos por sua beleza e fácil localização. As Plêiades também são conhecidas por vários outros nomes tais como: "As sete irmãs", "A galinha e os setes pintinhos" no interior do Brasil ou como "Subaru" no Japão. Mas, pelo termo mais técnico, esse aglomerado aberto de estrelas é chamado de M45 pela classificação do catálogo Messier e está localizada na constelação do Touro. Seis das estrelas nas Plêiades são visíveis sem o auxílio de qualquer instrumento óptico, se o observador estiver num local sem poluição luminosa. Aproximadamente 500 estrelas pertencem ao aglomerado estelar aberto das Plêiades e a maioria delas são fracas. Munido de um simples instrumento óptico, o aglomerado poderá ser apreciado com mais facilidade, principalmente com o auxílio de binóculos.

 

Observe na foto o aspecto das Plêiades que podemos observar com o uso de telescópio ou binóculo. Essa foto foi obtida remotamente por Marcos Calil de São Paulo (Brasil) com acesso ao observatório localizado nas Ilhas Canárias (África) obtida com auxílio de um telescópio com 85mm de abertura e uma CCD Kodak KAI-2020M na madrugada de 09 de setembro de 2008 à 01:06 (hora local - São Paulo).

 

 

 

 

 

 

O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

 

Em 10 de outubro, após às 22h30min (aproximadamente) será possível contemplar a Lua próxima das Plêiades. Para essa noite a Lua estará com 91% do seu disco iluminado ofuscando o brilho desse belo aglomerado estelar. Na noite seguinte, em 11 de outubro, ainda será possível contemplar a Lua próxima das Plêiades, porém o nosso satélite natural estará mais próximo das Híades. Essa observação poderá ser iniciada por volta das 22h30min e para essa noite de 11 de outubro, a Lua estará 83% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho de algumas estrelas das Híades. Independente da aproximação da Lua com as Plêiades e as Híades, não deixe de observar a constelação do Touro nas outras noites, pois sem a interferência do brilho da Lua, o observador poderá contemplar diversos objetos celestes com mais nitidez.

 

A figura 24 ilustra o aspecto do céu, para 11 de outubro, por volta das 23h59min, com o asterismo da constelação do Touro, os nomes das principais estrelas, a localização das Plêiades (M45) e das Híades, além das populares "Três Marias" localizadas na Constelação do Órion e da constelação do Cão Maior com sua estrela mais brilhante do céu noturno: Sírius.

 

O asterismo da constelação do Touro e os nomes das principais estrelas, em 11 de outubro, por volta das 23h59min.

 

Figura 24. O asterismo da constelação do Touro e os nomes das principais estrelas, em 11 de outubro, por volta das 23h59min.

 

 

Na figura 25, temos o mesmo aspecto do céu para o mesmo horário, porém aproximando a constelação do Touro. Vale tentar desenhar no céu essa terrível fera e localizar as Plêiades, as Híades e a estrela Aldebaran.

 

 

A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação, asterismo e concepação artística, em 11 de outubro, por volta das 23h59min.

 

Figura 25. A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação, asterismo e concepação artística, em 11 de outubro, por volta das 23h59min.

 

 

A figura 26 ilustra a mesma região do céu para o mesmo horário, porém sem a concepção artística do Touro.

 

 

A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação e asterismo, em 11 de outubro, por volta das 23h59min.

 

Figura 26. A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação e asterismo, em 11 de outubro, por volta das 23h59min.

 

 

Finalmente, a figura 27 ilustra a mesma região do céu para o mesmo horário, porém como vemos no céu da natureza. Compare as figuras 24, 25 e 26 com a figura 27 e depois observe essa constelação. Tente imaginar o Touro no céu.

 

 

A constelação do Touro, em 11 de outubro, por volta das 23h59min.

 

Figura 27. A constelação do Touro, em 11 de outubro, por volta das 23h59min.

 

 

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13- Constelação do Órion

 

 

 

A constelação do gigante caçador Órion é a constelação símbolo do verão para os moradores no hemisfério sul e do inverno para os moradores do hemisfério norte. Em determinadas latitudes do Brasil, essa constelação pode ser observada a partir de meados de julho, poucos instantes do amanhecer no horizonte leste. Com o avançar dos meses, os brasileiros podem contemplar essa constelação cada vez mais cedo até a chegada do verão, quando essa constelação pode ser contemplada no horizonte leste logo no início do anoitecer. Em contrapartida, quando inicia o outono, para o hemisfério sul ou primavera, para o hemisfério norte, essa constelação se localizará próxima do horizonte oeste, poucos instantes depois do ocaso do Sol e seu tempo de observação será curto.

 

Sem dúvida é uma bela constelação para ser observada e fácil de ser localizada. Suas estrelas principais, que fazem parte do corpo do guerreiro, podem ser observadas mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. Além disso, é nessa constelação que se localizam as populares "Três Marias" e a bela nebulosa de Órion (M42), observada a olho nu em locais distantes da poluição luminosa. Essa nebulosa, pode ser observada também com auxílio de um simples telescópio ou binóculo apoiado num tripé, mesmo nas grandes cidades com poluição luminosa. Geralmente, quando visível no céu, essa é a primeira constelação observada pelos iniciantes na Astronomia Observacional.

 

Observe na figura 24, apresentada na Constelação do Touro a bela Constelação do Órion. Perceba, ainda na figura 24, que próxima da constelação do Órion temos outra bela constelação para ser observada, mesmo nas cidades com poluição luminosa. Trata-se da constelação do Cão Maior, que possui a estrela mais brilhante do céu noturno: Sírius.

 

A figura 28 ilustra a constelação do Órion, com sua concepção artística, seu asterismo e os nomes dos principais objetos celestes. Essa ilustração foi concebida para 14 de outubro, exatamente às 2h49min. Selecionamos essa noite e horário, pois nesse momento teremos a ocultação da estrela 71 Orionis pela Lua. Leia os comentários sobre ocultações de estrelas pela Lua para saber como contemplar esse belo evento. Além disso, atente nas figuras 28, 29 e 30 a aproximação da Lua do aglomerado M35. Leia o comentário sobre M35 para otimizar as suas observações.

 

 

A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 14 de outubro, às 2h49min.

 

Figura 28. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 14 de outubro, às 2h49min.

 

 

A figura 29 representa o mesmo aspecto do céu da figura 28, porém sem a concepção artística do gigante caçador Órion.

 

 

A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 14 de outubro, às 2h49min.

 

Figura 29. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 14 de outubro, às 2h49min.

 

 

Por fim, a figura 30 representa o mesmo aspecto do céu apresentadas nas figuras 28 e 29, porém como vemos na natureza. Vale tentar desenhar essa bela constelação no céu e identificar seus principais objetos celestes.

 

 

A constelação do Órion, em 14 de outubro, às 2h49min.

 

Figura 30. A constelação do Órion, em 14 de outubro, às 2h49min.

 

 

 

A NEBULOSA DE ÓRION (M42)

 

 

Para localizar a nebulosa de Órion basta localizar as populares "Três Marias". Essas três estrelas formam um grupo aparentemente alinhados que representam o cinturão do guerreiro Órion. Quase que perpendicular as "Três Marias" pode ser observada a nebulosa de Órion. Essa nebulosa pode ser contemplada a olho nu em locais que não possuem poluição luminosa, apresentando uma tênue mancha no céu ou com uso de telescópio ou binóculos apoiados em tripé mesmo nas grandes cidades que possuem poluição luminosa. Vale lembrar ainda que esse aglomerado está próximo da constelação do Touro que possui um aglomerado estelar aberto, chamado de Híades (na forma de V que simboliza a cabeça do Touro) e também das constelações do Cão Maior e do Cão Menor. Todas essas possuem estrelas muito brilhantes e são fáceis de serem identificadas no céu.

 

 

Sem dúvida essa é uma das nebulosas mais observadas e contempladas pelos astrônomos profissionais e amadores. Possivelmente registrada pela primeira vez em 1610 por Nicholas-Claude Fabri de Peiresc, foi descrita por Galileo Galilei em 1617.

 

A Nebulosa de Órion, catalogada como M42 do catálogo de Messier e NGC 1976 é a nebulosa mais brilhante do céu e também um dos objetos profundos mais brilhantes. Com magnitude de 4.0 esse objeto pode ser visível a olho nu em boas condições de observação (sem a interferência do brilho da Lua por perto e fora da poluição luminosa) e demonstra ser umas das mais lindas imagens quando observada através de telescópios de todos os tamanhos, desde os maiores até os de pequenos portes, bem como os que estão no espaço como, por exemplo, Telescópio Espacial Hubble. É também um grande objeto no céu, que se estende com mais de 1 grau de diâmetro.

Essa nebulosa fica a uma distância de cerca de 1600 (ou talvez 1500) anos-luz. Em sua extremidade norte, a nebulosa é dividida por uma faixa escura conspícua, bem visível na nossa fotografia. Esta imagem foi obtida por Marcos Calil localizado em São Paulo, operando remotamente um telescópio localizado nas Ilhas Canárias na África. O telescópio possui 85mm de abertura acoplado numa CCD Kodak KAI-2020M.

 

 

 

 

 

A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Foto. A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Para saber mais sobre a constelação do Órion e as "Três Marias" assista o vídeo gravado e roterizado por Marcos Calil na Climatempo. Esse vídeo possui 4min16s de duração.

 

 

Vídeo. A constelação de Órion por Marcos Calil.

 

 

 

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14- Aglomerado Estelar M35

 

 

 

O aglomerado estelar aberto M35, também classificado como NGC 2168, é um belo aglomerado que pode ser observado a olho nu em condições ideais de observação. Com sua magnitude equivalente a 5.5, esse aglomerado requer uma certa habilidade do observador quando observado a vista desarmada. Numa noite sem a interferência da Lua é possível ver uma "mancha" muito tênue no céu noturno em locais onde não possuem poluição luminosa. Porém, o mais indicado é que o observador utilize um binóculo para poder contemplar todas as estrelas desse aglomerado aberto, sendo essa maneira contemplado, mesmo em cidades com poluição luminosa. Por ser um aglomerado aberto o uso de um telescópio não é a melhor pedida, pois o observador apreciará apenas parte desse aglomerado, uma vez que seu tamanho angular é de 0,57 graus. A distância desse aglomerado é de 2800 anos-luz e está localizado na constelação do Gêmeos.

 

Durante esse mês de outubro, M35 poderá ser observado após às 00h30min (aproximadamente), pouco acima do horizonte nordeste. Com o avançar das horas, esse aglomerado estelar ganha altura até antigir sua máxima altura no céu, para o lado do horizonte norte. Quando isso ocorrer os primeiros raios solares estarão despontando no céu, ofuscando o brilho de M35.

 

Em especial, em 14 de outubro, a Lua estará próxima desse aglomerado. Para essa noite, a Lua estará com 65% do seu disco iluminado, ofuscando em partes o aglomerado M35. Por essa razão, vale contemplar esse belo aglomerado nas outras noites na qual a Lua não ofusca o brilho de M35. A figura 31 ilustra a constelação de Gêmeos para 14 de outubro, por volta das 2h30min com os nomes das estrelas mais brilhantes e a localização de M35. Perceba que a constelação de Gêmeos está localizada próxima das constelações de Órion (onde se localizam as "Três Marias"), da constelação do Cão Menor e do Caranguejo (Câncer). Com base nessas constelações será possível encontrar a constelação de Gêmeos, as estrelas Pollux e Castor e, em seguida, o aglomerado M35. Leia os comentários sobre Órion e Touro para otimizar a observação dessa região do céu.Vale lembrar também que às 2h49min de 14 de outubro teremos a ocultação da estrela 71 Orionis pela Lua. Leia os comentários sobre ocultações de estrelas pela Lua para saber como contemplar esse belo evento.

 

 

Constelação de Gêmeos e M35 próxima da Lua, em 14 de outubro de 2014, por volta das 2h30min

 

Figura 31. Constelação de Gêmeos e M35 próxima da Lua, em 14 de outubro de 2014, por volta das 2h30min.

 

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

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15- Aglomerado Estelar M44

 

 

 

Fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa é possível observar esse aglomerado a olho nu. Por causa do seu forte brilho esse aglomerado é conhecido desde tempos pré-históricos.

 

Algumas antigas escrituras estão associadas a esse objeto: gregos e romanos viram essa "nebulosa" como a manjedoura. Ptolomeu menciona como uma das sete "nebulosas" que ele observou, na sua obra Almagesto. Galileu relatou que este objeto "nebuloso" não era apenas uma estrela como os antigos pensavam, mas uma massa de mais de 40 pequenas estrelas.

 

A dúvida se esse objeto era uma só estrela ou um conjunto de estrelas foi resolvido (possivelmente) por Peiresc em 1611, o descobridor da Nebulosa do Orion (M42). Um ano mais tarde, após a observação de Peiresc, em 1612 esse mesmo objeto foi observado  e relatado como um aglomerado estelar por Simon Marius. Charles Messier adicionou-o no seu catálogo em 4 de março de 1769, como o objeto de número 44, por essa razão M44.

 

 

 

 

O aglomerado da Colméia por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado da Colmeia por Marcos Calil.

 

Sabemos e aceitamos atualmente que mais de 200 das 350 estrelas na área do aglomerado foram confirmadas como membros. Algumas outras são estrelas de primeiro ou segundo plano, ou seja, que estão à frente ou atrás desse aglomerado. De acordo com a nova determinação da ESA, utilizando o satélite Hipparcos, o aglomerado está 577 anos-luz distante da Terra (estimativas anteriores davam o número de 522 anos-luz), e sua idade foi estimada a cerca de 730 milhões de anos. Curiosamente, tanto nesta idade e à orientação de uma boa resolução de M44 coincide com as das Híades, outro aglomerado estelar famoso e observável a olho nu, porém, que não foi incluída na lista Messier e nem no catálogo NGC e IC, que está atualmente estimada numa idade de cerca de 790 milhões de anos. Provavelmente estes dois objetos, embora agora separados por centenas de anos-luz, têm uma origem comum, em algumas grandes nebulosas gasosas difusas que existiram entre 700 a 800 milhões de anos atrás. Por conseguinte, também a população estelar são semelhantes, ambos contendo gigantes vermelhas (M44, pelo menos, 5 delas) e algumas anãs brancas.(fonte: http://www.seds.org/MESSIER/M/m044.html)

 

Na madrugada de 17 de outubro, será possível observar após às 3 horas a aproximação da Lua com M44. Com o avançar das horas, M44 e a Lua ganham altura, até atingirem o ponto mais alto do céu. Nesse momento M44 será ofuscado pelos primeiros raios do Sol. Para a noite de 17 de outubro, a Lua estará com 36% do seu disco iluminado, proporcionando a observação da Luz Cinérea da Lua (saiba mais sobre a Luz Cinérea lendo o comentário 6). A figura 32 ilustra a região do céu para 17 de outubro, por volta das 3 horas da manhã.

 

 

Lua próxima de M44, em 17 de outubro, por volta das 3 horas

 

Figura 32. Lua próxima de M44, em 17 de outubro, por volta das 3 horas.

 

 

 

Não é difícil localizar esse belo aglomerado no céu. Para todas as noites utilize as estrelas Pollux e Castor da constelação de Gêmeos para poder se orientar e encontrar o aglomerado da Colmeia (M44). Perceba ainda, na figura 32, que o planeta Júpiter poderá ajudar na localização de M44, porém vale saber que todos os planetas possuem um movimento próprio, que quando vistos da Terra, se modificam rapidamente com o passar dos dias. Sendo assim, o método de utilizar Júpiter para localizar M44 poderá ser aplicado com ressalvas, conforme a ilustração da figura 32. Por essa razão, preferimos utilizar as estrelas como auxiliadoras para encontrar outros objetos celestes. Leia o comentário 4 sobre Júpiter, para otimizar suas observações.

 

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16- Estação Espacial Internacional

 

 

 

Diversos satélites artificiais podem ser observados a olho nu passando pelo céu. Na maioria das vezes esses satélites podem ser contemplados durante o anoitecer ou amanhecer. Entre eles estão os Iridiums, o Telescópio Espacial Hubble, Genesis-1 e 2 entre tantos outros. Para observá-los não é necessário telescópio ou binóculo. Basta saber o dia, horário e local certo para observar um ponto prateado cruzando o céu. O mapa abaixo indica a passagem da Estação Espacial ISS.

 

 

 

 

No mapa, o traço azul indica a trajetória da Estação Espacial Internacional (ISS) e o sinal de "+" na cor preta indica a posição atual da ISS.

 

Para quem deseja obter informações mais detalhadas sobre a passagem da ISS e outros satélites artificiais recomendamos o site Heavens-above. Após o acesso no site o observador deve apenas preencher o nome da sua cidade no campo específico e apertar ENTER. Clique sobre sua cidade relacionada com seu estado e boas observações. Caso você tenha dificuldades ou deseja aprender mais sobre observações de satélites artificiais a olho nu acesse a palestra/oficina de Marcos Calil.

 

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17- Softwares Astronômicos

 

 

 

Alguns softwares podem auxiliar o observador quanto o reconhecimento dos objetos celestes no céu. Esses softwares podem apresentar mais ou menos recursos que vão desde os nomes das estrelas até a conexão com telescópio direcionando esse equipamento para o objeto que é mostrado na tela do computador. Além disso, alguns chegam a custar US$ 600,00 e outros são gratuítos e não perdem em nada comparado com os softwares pagos. Relaciono abaixo alguns softwares simuladores do céu:

 

 

Stellarium - Sem dúvida, entre todos os softwares gratuítos a melhor opção é o freeware Stellarium que pode ser instalado no seu computador sem a necessidade de ficar conectado na internet. Como esse software é opensource, ou seja, código aberto onde os usuários podem programar coisas novas, sempre existem novas versões. Porém, para o usuário que não domina a linguagem de máquina o indicado é ter sempre uma versão anterior em relação a última que foi lançada. Isso evite os famosos bugs no software, uma vez que alguns usuários se dedicam somente para arrumar os problemas das últimas versões.

 

 

Sky View Cafe - Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu e os horários exatos do nascer e ocaso dos planetas para sua cidade. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. É necessário ter uma conexão em alta velocidade.

 

 

Neave Planetarium - Outro site que apresenta uma carta celeste no seu computador, necessitando que você esteja conectado com uma internet em alta velocidade. Para todos os softwares de simulação do céu, atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário.

 

 

Planisfério - Caso seja complicado levar um notebook a campo, "baixar" o software Stellarium ou se conectar na internet em banda larga a opção mais simples, barata e funcional é usar um planisfério. A única desvantagem é que esse "equipamento" não representa os planetas, uma vez que esses objetos celestes não são "fixos" no céu como as estrelas (sabemos que as estrelas possuem movimento próprio, mas para o uso de um planisfério didático isso não importa). Você pode optar em construir e levar um planisfério de papel a campo e realizar suas observações com tranquilidade. O planisfério é uma espécie de carta celeste que mostra as constelações numa folha de papel de acordo com sua latitude sendo válida para todos os anos de sua vida. Como o planisfério depende da localização do observador (mais especificamente da latitude), recomendo que você monte o seu. A professora Maria de Fátima Saraiva junto com seus orientandos ensina como montar e usar um planisfério para as latitudes de 10, 20 e 30 graus que respondem bem para diferentes estados do Brasil.

 

 

Para saber mais sobre softwares de Astronomia que auxiliam no reconhecimento do céu assista os vídeos 2 e 3 gravados e roterizados por Marcos Calil.

O vídeo 2 possui 5min47s e o vídeo 3 possui 7min44s de duração.

 

 

 

 

Vídeo 2. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 1 de 2.

 

 

 

 

 

Vídeo 3. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 2 de 2.

 

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18- Carta Celeste Online

 

 

 

Disponibilizamos duas cartas celeste on line.

 

1- Fourmilab.ch - insira os parâmetros desejados e clique em Update:

 

Data e Horário
Tempo Universal:
Local de Observação
Opção de Exibições

         Limites
Estrelas:
        Mostrar estrelas com magnitude de até
         Nomes para magnitude
         Bayer/Flamsteed códigos para magnitude
Inverter Norte e Sul
Tamanho da imagem: pixels    Imagem dinâmica
Tamanho da fonte:
Esquema de cores:

Asteróides e

passagens de cometas


Insira elementos orbitais:

 

 

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Bons céus para todos nós...

Marcos Calil


 

Interações com Marcos Calil

 

 

 

Você pode interagir conosco através do:

 

Site: www.climatempo.com.br > ASTRONOMIA (Shortlink: http://bit.ly/dW16UU)

 

Twitter: http://twitter.com/marcoscalil

 

Além de assistir nossos programas Momento Astronômico e Observatório no nosso site http://www.momentoastronomico.com.br/programas/programas.html

(Shortlink: http://bit.ly/hc0O8P)

 

Conteúdo e ilustrações: Marcos Calil

 


 

Fontes

 

 

 

METEOROS

 

Meteor Data Center (UAI) - http://www.astro.amu.edu.pl/~jopek/MDC2007/Roje/roje_lista.php?corobic_roje=0&sort_roje=0

 

International Meteor Organization (IMO) - http://www.imo.net/files/data/calendar/cal2014.pdf

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Meteors/

 

The American Meteor Society - http://www.amsmeteors.org/meteor-showers

 

Meteor Showers On Line - http://meteorshowersonline.com/calendar.html (dados não atualizados, desde 07/03/2007)

 

 

COMETAS

 

Seiichi Yoshida´s Home Page - http://www.aerith.net/index.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Comets/

 

OCULTAÇÕES

 

International Occultation Timing Association (IOTA) - http://iota.jhuapl.edu/

 

 

ECLIPSES

 

Eclipse Web Site (NASA) - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/OH/OH2014.html

 

 

ANUÁRIOS

 

Almanaque Astronômico Brasileiro 2014 (CEAMIG) - http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2014.pdf

 

Anuário do Observatório Nacional (ON) - http://www.on.br/conteudo/modelo.php?endereco=servicos/servicos.html

 

Anuário Interativo do Obeservatório Nacional (ON) - http://euler.on.br/ephemeris/index.php

 

 

EFEMÉRIDES

 

Institut de mécanique céleste et de calcul des éphémérides (IMCCE) - http://www.imcce.fr/en/ephemerides/

 

Solar System Dynamics (NASA) - http://ssd.jpl.nasa.gov/?ephemerides

 

U.S. Naval Observatory - Astronomical Applications Department - http://aa.usno.navy.mil/data/

 

IN-The-Sky.org - http://in-the-sky.org/newscal.php?

 

 

APOIO PARA MONITORAMENTO

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://www.rea-brasil.org/

 

 

EXTRA HEMISFÉRIO SUL

 

Royal Astronomical Society of New Zealand - http://www.rasnz.org.nz/SolarSys

 

 

APOIO GERAL (Aos mestres com carinho!!!)

 

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - Anuário de Astronomia e Astronáutica

 

Uranometria Nova - Irineu G. Varella & Priscila D. C. F. de Oliveira - http://www.uranometrianova.pro.br/

 

 

OBSERVATÓRIOS COM TRANSMISSÕES ONLINE DE FENÔMENOS ASTRONÔMICOS

 

Slooh - http://events.slooh.com/ (Telescópios na Austrália, Ilhas Canárias e Chile)

 

The Virtual Telescope Project 2.0 - http://www.virtualtelescope.eu/webtv/ (Itália - Bellatrix Astronomical Observatory)

 

Marcos Calil - https://www.youtube.com/marcoscalil (São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil)

 

Ciência e Astronomia - https://www.youtube.com/user/cienciaeastronomia (Sistema colaborativo com telescópios no Brasil)

 

NASA Marshall Space Flight Center (MSFC) - http://www.ustream.tv/channel/nasa-msfc (Huntsville, Alabama, Estados Unidos)

 

Coca-Cola Space Science Center - http://www.ccssc.org/rtmn/default.aspx (Columbus, Georgia, Estados Unidos)

 

 


Softwares

 

 

 

2000 Space.com Canada Inc - Observatório Astronômico Atlas Estelar (Starry Night)

 

D. Herald - OCCULT Predictions v. 3.6.0

 

Ephemeris 2.0 - Jonathan Sachs

 

Stellarium - versão 0.11.4

 

Stephen Michael Schimpf - CyberSky 4.0

 

Skymap Pro

 

Cartas du Ciel

 

TOPO

 

 

Agradecimentos

 

 

Para minha filha Isabel que está na barriguinha da minha esposa!!!

 

Fernanda Calipo Calil, minha amada esposa.

 

 

 

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