Climatempo Astronomia por Marcos Calil
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EFEMÉRIDES ASTRONÔMICAS - DEZEMBRO 2014

 

Edição número 95 - Ano 7

 

Seu guia de observação do céu noturno a olho nu para a sua cidade (Brasil)

 

 


TODOS OS HORÁRIOS APRESENTADOS AQUI NÃO CONSIDERAM O HORÁRIO DE VERÃO

 

Horário de Verão Brasil 2014/2015: DECRETO Nº 6.558, de 08 de setembro de 2008.
Início à 00h de 19 de outubro de 2014 - Término à 00h de 15 de fevereiro de 2015.
Estados brasileiros envolvidos (decreto nº 8.112, de 2013): Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro,
Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal
.
Links oficiais: Decreto N. 6.558
e Decreto N. 8.112


 

 

Informações diárias

 

Fases da Lua

 

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CLIMA NO CÉU

 

Climatempo News - Edição das 12h30

Gravado em 11 de dezembro de 2014

 

Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você

observar mais de 120 meteoros por hora nas próximas noites.

 

13/12 - APÓS 23 HORAS
TRANSMISSÃO AO VIVO DA CHUVA GEMINIDS


 

 

Siga Marcos Calil no Twitter e no Youtube

 

 


 

Acerte seu relógio

 

Horário de acordo com a hora legal brasileira, fornecida pelo Observatório Nacional.

 

Horário de acordo com o horário de verão brasileiro.

 

As informações contidas nesse site NÃO consideram o horário de verão.

 

Para os demais fusos no Brasil, acesse o site http://pcdsh01.on.br/

 

É importante ajustar seu relógio para otimizar suas observações.

 

 

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Adquira já o livro de Iara Jardim e Marcos Calil

 


 

Céu Noturno - Uma introdução para crianças. A história das estrelas, dos planetas e das cosntelações e informações sobre como localizá-los no céu

 

Adquira o livro de Michael Driscoll com consultoria de Marcos Calil

 


 

Solicitações de palestras ou consultoria de Astronomia com Marcos Calil

 


 

Marcos Calil recomenda:

 

 

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Informações Diárias - Brasil

 

 

 

Dia

Evento - Horário de Brasília (UTC –3h)

01- Segunda-feira

Após ~20:00 é possível observar, com dificuldade a olho nu ou com “certa facilidade” através do telescópio, a Lua próxima de Urano (m. 5.7).

02- Terça-feira

--

03- Quarta-feira

--

04- Quinta-feira

Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Plêiades (magnitude 1.4) - Comentário 10.

05- Sexta-feira

Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Aldebaran da constelação do Touro (magnitude 0.8).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Híades (magnitude 0.5) - Comentário 10.
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela delta1 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.7).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela epsilon Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.5).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela theta1 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.8).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela theta2 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.3).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela gamma Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.6).

06- Sábado

09:26 - Lua na fase Cheia.
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela zeta Tauri da constelação do Touro (magnitude 2.9).
Após ~20:00 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Phoenicids (PHO) - Comentário 8.
Após ~22:00 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Puppids-Velids (PUV) - Comentário 8.

07- Domingo

Após ~21:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Tejat Prior da constelação de Gêmeos (magnitude 3.2).
Após ~21:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Tejat Posterior da constelação de Gêmeos (magnitude 2.8).
Após ~21:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar M35 (magnitude 5.5) - Comentário 12.

08- Segunda-feira

Após ~22:00 é possível observar a Lua próxima da estrela lambda Geminorum da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).
Após ~22:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Mekbuda da constelação de Gêmeos (magnitude 4.0).
Após ~22:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Wasat da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).
Após ~22:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Monocerotids (MON) - Comentário 8.

09- Terça-feira

--

10- Quarta-feira

Após ~21:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Northern chi Orionids (XOR) - Comentário 8.
Após ~21:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Southern chi Orionids (XOR) - Comentário 8.
Após ~21:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros 11 Canis Minorids - Comentário 8.
Após ~23:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar M44 (magnitude 4.0) - Comentário 13.

11- Quinta-feira

Após ~01:00 é possível observar o máximo da chuva de meteoros sigma Hidrids (HYD) - Comentário 8.
Após ~23:59 é possível observar a Lua próxima da estrela omicron Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.5).
Após ~23:59 é possível observar a Lua próxima de Júpiter (magnitude -2.3) - Comentário 4.
Após ~23:59 é possível observar a Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3) - Comentário 14.

12- Sexta-feira

Após ~00:01 é possível observar a Lua próxima da estrela omicron Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.5).
Após ~00:01 é possível observar a Lua próxima de Júpiter (magnitude -2.3) - Comentário 4.
Após ~00:01 é possível observar a Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3) - Comentário 14.
20:02 - Lua no apogeu. Maior distância do centro da Terra com centro da Lua com 404581 km.

13- Sábado

Após ~23:00 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Geminids (GEM) - Comentário 8.
Após ~00:30 é possível observar a Lua próxima da estrela rho Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.8).

14- Domingo

Após ~01:00 é possível observar a Lua próxima da estrela sigma Leonis da constelação do Leão (magnitude 4.0).
09:51 - é possível observar a Lua na fase do Quarto Minguante.

15 a 20

É possível observar a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

15- Segunda-feira

Após ~01:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Zavijava da constelação da Virgem (magnitude 3.5).
Após ~01:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Zaniah da constelação da Virgem (magnitude 3.8).

16- Terça-feira

Após ~02:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Porrima da constelação da Virgem (magnitude 2.7).
Após ~03:00 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Comae Berenicids (COM) - Comentário 8.

17- Quarta-feira

Após ~03:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Spica da constelação da Virgem (magnitude 0.9).

18- Quinta-feira

--

19- Sexta-feira

Após ~04:15 é possível observar a Lua próxima de Saturno (magnitude 0.5) - Comentário 5.

20- Sábado

Após ~02:00 é possível observar o máximo da chuva de meteoros December Leonis Minorids (DLM) - Comentário 8.

21- Domingo

22:36 - Lua entra na fase Nova.
20:03 - Solstício de verão no Hemisfério Sul e Solstício de inverno no Hemisfério Norte - Comentário 11.

22 a 27

É possível observar a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

22- Segunda-feira

Após ~19:00 é possível observar, com dificuldade, a Lua próxima de Mercúrio (magnitude -0.8) - Comentário 1.
Após ~19:00 é possível observar, com dificuldade, a Lua próxima de Vênus (magnitude -3.9) - Comentário 2.
Após ~02:30 é possível observar o máximo da chuva de meteoros Ursids (URS) - Comentário 8.

23- Terça-feira

--

24- Quarta-feira

13:41 - é possível observar a Lua no perigeu. Menor distância do centro da Terra com centro da Lua com 364797 km.
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela Al Bali da constelação do Aquário (magnitude 3.7).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima de Marte (magnitude 1.0) - Comentário 3.
Às 20:05 (horário para São Paulo) é possível observar com telescópio ou binóculo a ocultação da estrela HIP102891 pela Lua - Comentário 7.

25- Quinta-feira

Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Sadal Suud da constelação do Aquário (magnitude 2.8).

26- Sexta-feira

Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima da estrela lambda Aquarii da constelação do Aquário (magnitude 3.7).
Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima da estrela eta Aquarii da constelação do Aquário (magnitude 4.0).
Após ~20:30 é possível observar, com telescópio, a Lua próxima de Netuno (magnitude 7.9).

27- Sábado

--

28- Domingo

15:31 - é possível observar a Lua na fase do Quarto Crescente.
Após ~20:30 é possível observar, com dificuldade a olho nu ou com “certa facilidade” através do telescópio, a Lua próxima de Urano (m. 5.8).

29- Segunda-feira

--

30- Terça-feira

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31- Quarta-feira

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01/01/15

Quinta-feira

Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela delta1 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.7).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela gamma Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.6).
Após ~21:00 é possível observar a Lua próxima da estrela epsilon Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.5).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela theta1 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.8).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima da estrela theta2 Tauri da constelação do Touro (magnitude 3.3).
Após ~20:00 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Híades (magnitude 0.5) - Comentário 10.
Após ~19:30 é possível observar a Lua próxima da estrela Aldebaran da constelação do Touro (magnitude 0.8).
Após ~20:30 é possível observar a Lua próxima do aglomerado estelar das Plêiades (magnitude 1.4) - Comentário 10.

 

 

NOTAS:

 

As aproximações da Lua com as estrelas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para estrela de magnitude inferior a 4.0;
2- distância entre Lua e estrela com separação angular máxima de 5 graus;
3- a estrela mais brilhante da constelação (alpha) ou aglomerados e nebulosas observáveis a olho nu, quando próximos da Lua, não consideram o item 2;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

As aproximações da Lua com planetas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para os planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno;
2- observação realizada com telescópio para os planetas Urano e Netuno;
3- máxima aproximação entre Lua e planeta quando visível no céu noturno;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

Vale lembrar que:

 

A magnitude utilizada é a visual, ou seja, o brilho aparente do objeto celeste. É necessário saber que quanto maior for o número apresentado, menor será o brilho do objeto celeste.

 

O limite de observação a olho nu em condições ideais de observação, ou seja, numa noite sem a interferência da Lua, com baixa umidade relativa do ar e sem a interferência da poluição luminosa é 6.0 de magnitude (aproximada). Abaixo desse número, o objeto celeste pode ser observado a olho nu, porém acima desse número, somente mesmo com uso de telescópio ou binóculo. Porém, objetos acima de 8.0 são difíceis de serem observados, mesmo com uso de telescópio.

 

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Fases da Lua

 

 

 

O horário determinado foi calculado para às 12 horas (meio-dia do Tempo Legal do Distrito Federal - TDF), desconsiderando o horário de verão.

 

A parte branca da ilustração da Lua representa a parte iluminada pelo Sol e a porcentagem descrita indica a fração do disco lunar iluminado pelo Sol com erro de até + ou - 2% para para todo Brasil.

 

 

Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

Figura 1. Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

LUA AGORA

 

 

Aspecto atual do disco lunar no hemisfério sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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1- Como observar Mercúrio

 

 

 

Durante esse mês, Mercúrio poderá ser contemplado após o dia 20 de dezembro (aproximadamente). Porém, não será fácil observar a olho nu esse planeta de cor prateada. Isso porque, logo após o ocaso do Sol, Mercúrio irá despontar no céu, pouco acima do horizonte oeste. Assim, quando for possível observar Mercúrio, o observador precisará de um horizonte oeste livre da interferência de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que poderá impedir a contemplação desse planeta.

 

Para o anoitecer de 20 de dezembro, Mercúrio irá se pôr 36 minutos após o ocaso do Sol. Com o avançar dos dias, em 31 de dezembro, o ocaso de Mercúrio irá ocorrer 1 hora após o pôr do Sol. Pelo aumento do intervalo de tempo entre o ocaso do Sol e o ocaso de Mercúrio, apresentados para 20 de dezembro e 31 de dezembro, é recomendado contemplar Mercúrio no final do mês, fato que irá facilitar as suas observações. Além disso, como a observação de Mercúrio depende do ocaso do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá se pôr na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar suas observações.

 

Em especial, no anoitecer de 22 de dezembro, será possível contemplar a olho nu, com certa dificuldade a Lua próxima de Mercúrio e Vênus. A figura 2 ilustra os planetas Mercúrio e Vênus próximos da Lua, em 22 de dezembro, por volta das 19 horas. Perceba que Mercúrio, Vênus e a Lua estarão muito próximos da linha do horizonte oeste, por essa razão, existe a necessidade de um horizonte oeste sem interferência de prédios, montanhas ou qualquer outro objeto que impede a visualização desse horizonte. Para quem gosta de desafio e conseguir observar ou fotografar esse evento, com certeza será bem recompensado.

 

 

Aproximação de Mercúrio, Vênus e Lua, em 22 de dezembro de 2014, por volta das 19 horas.

 

Figura 2. Aproximação de Mercúrio, Vênus e Lua, em 22 de dezembro de 2014, por volta das 19 horas.

 

 

Aproveite ainda esse momento de observação para contemplar a Luz Cinérea da Lua. Para essa aproximação de Mercúrio e Vênus, a Lua estará com apenas 1% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea. Além disso, aproveite para contemplar o planeta Marte. Leia as informações sobre Vênus e Marte para otimizar as suas observações.

 

Aproveite para obter belas fotos de Mercúrio. A dica é: apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

 

 

TOPO

 

 

 

2- Como observar Vênus

 

 

 

Logo após o ocaso do Sol, no horizonte oeste, durante todo esse mês de dezembro será possível observar o planeta Vênus a olho nu. Esse belo planeta de cor prateada é muito brilhante e, por muitas vezes, é chamado de "Estrela D´Alva". Mas, não se trata de uma estrela e, sim, do planeta Vênus. Como Vênus estará próximo do hoizonte oeste, será necessário ter um horizonte oeste livre da interferência de prédios, árvores, montanhas ou qualquer outro objeto que poderá impedir a contemplação desse planeta.

 

No primeiro anoitecer de dezembro, Vênus irá se pôr 44 minutos após o ocaso do Sol. Com o avançar dos dias, em 15 de dezembro, o ocaso de Vênus irá ocorrer 57 minutos após o pôr do Sol. No anoitcer de 31 de dezembro, o planeta Vênus irá se 1h 09min após o ocaso do Sol. Perceba que, quanto mais os dias avançam no mês de dezembro, maior será o intervalo de tempo para observar Vênus. Além disso, como a observação de Vênus depende do ocaso do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá se pôr na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar suas observações.

 

Em especial, no anoitecer de 22 de dezembro, teremos a Lua próxima dos planetas Mercúrio e Vênus. Será uma bela configuração no céu, digna de ser fotografada, porém de difícil observação, devido as informações descritas acima e nos comentários aerca de Mercúrio. Leia as informações sobre Mercúrio para saber mais sobre essa bela aproximação.

 

Como descrevemos nos comentários de Mercúrio e ilustramos na figura 2, a aproximação da Lua com Vênus e Mercúrio, iremos ilustrar nesse comentário a Lua pouco acima de Vênus. Isso ocorrerá um dia depois da aproximação da Lua com Vênus e Mercúrio, ou seja, em 23 de dezembro. Sendo assim, a figura 3, ilustra a Lua localizada, de forma aparente, pouco acima de Vênus, em 23 de dezembro, por volta das 19 horas.

 

 

Lua próxima de Vênus, em 23 de dezembro de 2014, por volta das 19 horas

 

Figura 3. Lua próxima de Vênus, em 23 de dezembro de 2014, por volta das 19 horas.

 

 

Perceba na figura 3 que teremos o favorecimento da observação da Luz Cinérea da Lua. Para 23 de dezembro, a Lua estará com apenas 4% do seu disco iluminado, apresentando um fino crescente e a contemplação da Luz Cinérea. Além disso, na figura 3 ilustramos os planetas Mercúrio e Marte, que também poderão ser contemplados a olho nu. Leia os comentários sobre Mercúrio e Marte para otimizar suas observações.

 

 

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3- Como observar Marte

 

 

 

Durante o mês de dezembro, logo após o ocaso do Sol, pouco acima do horizonte oeste, será possível contemplar o planeta Marte a olho nu. Além disso, nessa mesma região do céu, durante todo esse mês será possível observar o planeta Vênus e, após 20 de dezembro (aproximadamente), o planeta Mercúrio. Por essa razão, além dos comentários descritos sobre Marte, aconselhamos as leituras relacionados a Vênus e Mercúrio para otimizar as suas observações.

 

Um belo evento que irá envolver Marte ocorrerá na noite de 24 de dezembro, quando esse belo planeta vermelho estará próximo da Lua. Para essa noite a Lua estará com apenas 11% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea. Sem dúvida será um belo espetáculo para ser apreciado a olho nu e fotografado. A figura 4, concebida para 24 de dezembro, por volta das 19 horas, ilustra essa aproximação.

 

 

Aproximação de Marte com a Lua, em 24 de dezembro de 2014, por volta das 19 horas.

 

Figura 4. Aproximação de Marte com a Lua, em 24 de dezembro de 2014, por volta das 19 horas.

 

 

Aproveite para obter belas fotos de Marte. A dica é: apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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4- Como observar Júpiter

 

 

 

Durante todo o mês de dezembro, o planeta Júpiter poderá ser observado a olho nu surgindo no horizonte leste no início da madrugada. No primeiro dia de dezembro, Júpiter irá nascer, por volta das 23h30min. Para 10 de dezembro, esse belo planeta irá nascer por volta das 23h. Em 20 de dezembro, por volta das 22h15min e para 31 de dezembro, por volta das 21h30min. Esse horários não consideram o horário brasileiro de verão (UTC -3h ) e podem variar alguns minutos de acordo com a latitude e longitude do observador. Porém, ajustado para o fuso horário do observador e, quando necessário, para o horário de verão, de forma aproximada, os horários mencionados servem como um belo referêncial para iniciar a observação desse planeta. Para todo o mês, após o nascer de Júpiter, esse planeta ganha altura e logo após atingir o ponto mais alto do céu, em relação ao observador, seu brilho será ofuscado pelos primeiros raios solares. Por essa razão, o tempo de observação de Jupiter, durante o mês de dezembro será, aproximadamente, 6h30min.

 

Em especial, na virada de 11 para 12 de dezembro, teremos a aproximação da Lua e Júpiter. Para essa noite, a Lua estará com 71% do seu disco iluminado. Será uma bela observação, digna de ser fotografada. A figura 5, concebida para 12 de dezembro, por volta da 00h01min, ilustra essa bela aproximação entre Júpiter e a Lua.

 

 

Aproximação de Júpiter e Lua, em 12 de dezembro de 2014, por volta da 00h01min

 

Figura 5. Aproximação de Júpiter e Lua, em 12 de dezembro de 2014, por volta da 00h01min.

 

Perceba ainda, na figura 5, que será possível contemplar os aglomerados estelares M35 e M44. Leia os comentários sobre M35 e M44 para poder otimizar as suas observações. Além disso, nessa constelação de Gêmeos, representadas pelas estrelas Pollux e Castor na figura 5, teremos uma belíssima chuva de meteoros nas madrugadas de 13 e 14 dezembro. Será a chuva Geminids com taxa horária zenital de 120 meteoros a cada uma hora. Vale ler os comentários sobre a chuva de meteoros Geminids.

 

 

AS LUAS DE JÚPITER

 

 

O que é interessante de ser observado com auxílio de um simples instrumento óptico como telescópio são as luas Galileanas. Tratam-se de Io, Europa, Calisto e Ganimedes. Essas luas podem ser observadas girando em torno de Júpiter numa única noite. Para tanto, é interessante que o observador faça um desenho das luas no início da sua primeira observação e depois outro desenho após uma hora e assim, sucessivamente. Esse tipo de observação poderá ser realizada hora após hora e até dia após dia. É muito interessante ver, por exemplo, a ocultação de uma das luas por Júpiter. A figura 6 demonstra o movimento das 4 luas Galileanas durante esse mês. Do interior para o exterior temos: Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

 

 

Outra dica preciosa é o site Sky View Cafe. Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. Atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário. A figura 7 apresenta a inteface do Sky View Cafe e a posição das luas galileanas, para 15 de dezembro de 2014, à 1 hora.

 

 

Posição das luas galileanas, para 15 de dezembro de 2014, à 1 hora.

 

Figura 7. Posição das luas galileanas, para 15 de dezembro de 2014, à 1 hora.

 

 

O freeware Stellarium também é uma grande ajuda para localizar os objetos celestes no céu e as luas de Júpiter. Vale também conferir o site Neave Planetarium que fornece a posição dos planetas de forma on-line. Leia os comentários sobre Softwares Astronômicos para saber mais sobre esse assunto.

 

 

Aproveite todos os eventos descritos para obter várias fotos. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos envie para nós pelo Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

 

 

 

 

 

O movimento das luas Galileanas.

 

Figura 6. O movimento das luas Galileanas.

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5- Como observar Saturno

 

 

 

Durante todo o mês de dezembro, o planeta Saturno poderá ser observado a olho nu surgindo no horizonte leste poucos instantes antes do nascer do Sol. No primeiro dia de dezembro, Saturno irá nascer 38 minutos antes do Sol. Para 10 de dezembro, o gigante dos anéis irá nascer 1h11min antes do Sol. Em 20 de dezembro, 1h50min antes do nascer do Sol e para 31 de dezembro, 2h36min. Como podemos perceber, o tempo de observação será muito maior no final do mês, se comparado com o início do mês. Por essa razão, aconselhamos a observação de Saturno após o dia 10 de dezembro (aproximadamente). Como a observação de Saturno depende do nascer do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá nascer na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar suas observações.

 

 

Próximo do amanhecer de 19 de dezembro, poderemos contemplar e fotografar a Lua próxima de Saturno. Para esse momento a Lua estará com apenas 9% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea. Será uma bela observação. A figura 8, concebida para 19 de dezembro, por volta das 04h30min da manhã, ilustra essa bela aproximação entre Saturno e a Lua.

 

Aproximação de Saturno e Lua, em 19 de dezembro de 2014, por volta das 04h30min.

 

Figura 8. Aproximação de Saturno e Lua, em 19 de dezembro de 2014, por volta das 04h30min.

 

 

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6- Luz Cinérea da Lua

 

 

 

A Luz Cinérea da Lua pode ser observada em dois momentos:

 

Caso 1- até no máximo um dia depois da Lua Quarto Minguante até um ou dois dias antes da Nova.

 

Caso 2- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Nova até no máximo poucas horas antes do Quarto Crescente.

 

 

Para entender o fenômeno, basta sabermos que a luz do Sol que incide sobre a Terra é refletida para Lua, iluminando sua parte escura. Dessa forma, o que podemos observar é algo parecido com a foto ao lado.

 

Por causa da configuração Sol-Terra-Lua, no primeiro caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez mais acentuada, enquanto no segundo caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez menos acentuada e, portanto, menos visível.

 

 

Os momentos de observação irão ocorrer entre 15 e 20 de dezembro e 22 a 27 de dezembro. De acordo com os casos 1 e 2, as melhores possibilidades de observações irão ocorrer entre as noites de 15 a 19 dezembro e 23 a 27 de dezembro. Para o amanhecer de 15 a 20 de dezembro a Lua irá nascer poucos instantes antes do nascer do Sol no horizonte leste. Para o anoitecer de 22 a 27 de dezembro, a Lua irá se pôr poucos instantes depois do pôr do Sol no horizonte oeste.

 

Acesse o site da Climatempo para saber os horários do nascer e do ocaso do Sol para sua cidade e assim se programar melhor para poder contemplar e fotografar a luz cinérea da Lua.

 

Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

Foto. Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

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7- Ocultação de Estrelas pela Lua

 

 

 

 

Ocultação é o fenômeno que ocorre quando um astro de diâmetro aparente maior passa à frente de outro astro com diâmetro aparente menor.

 

Durante o mês ocorrerão diversas ocultações de estrelas pela Lua, porém visíveis a olho nu, são poucas as ocultações que podem ser facilmente observadas. Vale lembrar que o olho humano consegue observar no máximo magnitudes inferiores a 6.0 e o quanto o disco iluminado da Lua irá refletir a luz solar são fatores importantes que devem ser considerados para conseguir ou não observar o fenômeno. No caso do uso de telescópios, lunetas ou binóculos, quando a Lua estiver próxima da fase cheia, será necessário utilizar filtros para bloquear o excesso de luz lunar.

 

A ocultação máxima de uma estrela chega a 70 minutos, quando a imersão e emersão se verificam em pontos diametralmente opostos da Lua. Uma ocultação de planeta pela Lua é algo mais raro de ocorrer durante o ano.

 

Sabendo desses fatores, podemos observar na tabela 2 a magnitude de cada estrela, a quantidade que o disco da Lua estará iluminado no momento da ocultação e o horário aproximado da ocultação.

Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

Foto. Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

 

 

DATA
ESTRELA/PLANETA
MAGNITUDE
CONSTELAÇÃO
ILUMINAÇÃO DO DISCO LUNAR*
HORÁRIO IMERSÃO**
HORÁRIO EMERSÃO**
COMENTÁRIOS
24/12

HIP 102891

(3045 K1)

5.9
Aquário
+11%
20:05
20:50
7.1

 

 

Tabela 2. Ocultação visível durante a noite de estrelas e/ou planetas.

 

Legenda da tabela:

 

*O sinal de menos na columa "Iluminação do disco lunar" indica que a Lua está na fase decrescente e o sinal de mais na sua fase crescente.

 

** De forma muito simplificada, imersão é a entrada da estrela atrás da Lua e emersão é sua saída. Os horários calculados de imersão e emersão são para observadores localizados na cidade de São Paulo durante o início (imersão) e fim (emersão) do evento de acordo com o horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão. Para observadores localizados fora dessa latitude e longitude de São Paulo, o início do fenômeno poderá ocorrer até 1 hora antes ou depois e seu término até uma hora antes ou depois do horário descrito dependendo da sua localização. Também deverá ser considerado o fuso horário do local de acordo com o horário de Brasília.

 

 

Legenda do mapa:

 

- Região vermelha à esquerda - ocultação que ocorre próximo anoitecer;


- Região vermelha à direita - ocultação que ocorre próximo amanhcer;

 

- Região azul à esquerda - ocultação que ocorre próximo do horizonte leste, instantes próximo do nascer da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Região azul à direita - ocultação que ocorre próximo do horizonte oeste, instantes próximo do pôr da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Faixa branca - local que é possível realizar a observação da ocultação. Deve-se saber que quanto mais próximo da linha branca o observador se localiza, mais à “borda” da Lua a estrela será ocultada.

 

 

Segue abaixo os comentários das ocultações de estrelas pela Lua que são mais fáceis de serem observadas durante esse mês:

 

7.1- HIP 102891 (3045 K1)

 

Durante esse mês de dezembro, teremos apenas uma ocultação de estrela pela Lua que envolvem estrelas com magnitude inferior a 6.0. O evento ocorrerá na noite de 24 de dezembro, às 20h05min, na qual a estrela HIP 102891 será ocultada pela parte não iluminada da Lua (imersão). O reaparecimento da estrela HIP 102891 ocorrerá às 20h50min (emersão), na parte iluminada da Lua. Porém esse momento de observação será muito complicado de ser realizado, pois a Lua e a estrela HIP 102891 estarão muito próximos do horizonte oeste. Dessa forma, prefira observar o momento da imersão.

 

Vale lembrar que o horário da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, o fenômeno da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois do horário estipulado para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Apesar da Lua apresentar apenas 11% do seu disco iluminado, como a estrela HIP 102891 possui magnitude 5.9, infelizmente, não será possível contemplar essa ocultação a olho nu. Somente mesmo com uso de um telescópio será possível observar essa ocultação.

 

De acordo com a figura 9, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicada no mapa. Para os observadores localizados fora dessa faixa de observação, será possível contemplar a estrela passando próxima da Lua.

 

Apenas por curiosidade, será nessa noite que a Lua estará no perigeu, ou seja, atingirá a menor distância do centro da Terra com centro da Lua desse mês, com 364797 km de distância. Além disso, nessa mesma noite, vale contemplar o planeta Marte que estará próximo da Lua. Leia o comentário sobre o planeta Marte para otimizar suas observações astronômicas.

 

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 9. Faixa de observação da ocultação.

 

 

 

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8- Chuva de Meteoros

 

 

 

Os meteoros, popularmente chamados de "estrelas cadentes" são os rastros luminosos proporcionados pela rápida passagem de corpos variados na alta atmosfera terrestre. Esses meteoros são produzidos por pequenos corpos que, gravitando em torno do Sol, ao atingirem em grande velocidade a atmosfera terrestre, tornam-se incandescentes pelo choque com as moléculas de ar, reduzindo-se na maioria a pó antes de alcançarem o solo. Porém, alguns corpos conseguem vencer o calor da fricção e associado a seu tamanho considerável ou uma entrada na atmosfera com velocidade baixa, produzem um aspecto similar a uma bola incandescente no céu. Como resultado, durante a sua passagem, produzem um som intenso e após a sua passagem deixam um rastro de fumaça. Esses corpos são chamados de Bólidos. Por ser chamado de "fireball" em inglês, a tradução popular para o português se tornou "bola de fogo", porém o termo científico correto é Bólido. Os corpos que conseguem atingir o chão são chamados de meteoritos. Com uma certa experiência, pode-se encontrar diversos meteoritos após a ocorrência de um meteoro e, principalmente, após a ocorrência de um bólido. O valor do grama de um meteorito pode variar de acordo com sua composição química e procedência.

 

Os meteoros podem ser: esporádicos, ou seja, que ocorrem sem nenhuma previsão, porém sendo muito comuns ou; provenientes das chuvas de meteoros, sendo previstos com datas praticamente fixas. Relacionamos aqui as chuvas de meteoros previsíveis para esse mês, tendo como base os históricos das chuvas dos anos anteriores.

 

 

Chuva
P
M
Horário
C
CCT
THZ
r
V
LUA (%)
Comentário
Phoenicids (PHO)

28/11

09/12

06/12
20h
Fênix

a = 1:02

d = -48

Var até 100
2.8
11
99%
8.1
Puppid-Velids (PUV)

02/12

22/12

06/12
22h
Popa

a = 9:24

d = -43

~5
2.9
37
99%
8.2
December Monocerotids (MON)

27/11

17/12

08/12
22h30min
Unicórnio

a = 6:47

d = +08

02
3.0
42
93%
8.3
Northern chi Orionids (XOR)

16/11

16/12

10/12
21h30min
Órion

a = 5:27

d = +23

05
?
25
s/l - 80%
8.3
Southern chi Orionids (XOR)

02/12

18/12

10/12
21h30min
Órion

a = 5:51

d = +20

05
?
25
s/l - 80%
8.3
11 Canis Minorids

04/12

15/12

10/12
21h30min
Cão Menor

a = 7:48

d = +13

05
?
28
s/l - 80%
8.3
sigma Hidrids (HYD)

03/12

15/12

11/12
01h
Hidra

a = 8:48

d = +00

03
3.0
58
72%
8.3
Geminids (GEM)

04/12

17/12

13/12
23h
Gêmeos

a = 7:28

d = +33

120
2.6
35
s/l - 53%
8.3
Comae Berenicids (COM)

12/12

23/01

17/12
03h
Cabeleira de Berenice

a = 11:40

d = +18

03
3.0
65
33%
Melhor observada nas regiões nordeste e norte do Brasil.
December Leonis Minorids (DLM)

05/12

04/02

21/12
02h
Leão Menor

a = 10:44

d = +33

05
3.0
64
s/l
--
Ursids (URS)

17/12

26/12

22/12
02h30min
Ursa Menor

a = 14:28

d = +76

10 a 50
3.0
33
s/l
Melhor observada no norte do Brasil.

 

Tabela 3. Chuva de meteoros desse mês.

 

 

Legenda:

 

CHUVA - indica o nome da chuva em questão;

 

P - Período em que ocorrerá a chuva;

 

M - Momento máximo que irá ocorrer a chuva. Essa é a melhor data para observar. Porém, o observador poderá contemplar a chuva entre 2 ou 3 dias antes e depois do momento máximo. Após esse período, a quantidade de meteoros por hora decai muito;

 

HORÁRIO - Horário que leva em consideração o momento que o radiante da chuva estará cerca de 30 graus acima da linha do horizonte. Isso não significa o melhor horário de observação. Alguns meteoros podem surgir antes do aparecimento do radiante;

 

C - Constelação associada a chuva;

 

CCT - Posição sugerida de observação dadas em coordenadas equatoriais (J2000), sendo:
AR: ascensão reta;
DE: declinação.

 

THZ - Taxa Horária Zenital - um número máximo calculado de meteoros que um observador pode apreciar, numa noite sem a inferência da Lua, com o céu perfeitamente limpo e com radiante na sua máxima altura. Quando ocorrer uma chuva periódica, ou seja, sem previsão da taxa por hora, a mesma será representada por "?". Quando aparecer o termo "VAR" significa que a chuva tem histórico de variação da quantidade de meteoros observados, sendo difícil de prever a quantidade;

 

r - Índice provável de magnitude da chuva. Quanto menor o valor mais fácil será sua observação. Como parâmetro, para as cidades com poluição luminosa, são indicados valores menores do que 3.0;

 

V - Velocidade de entrada atmosférica do meteoro, dada em km/s. As velocidades variam entre 11 km/s (muito lento), 40 km/s (médio) e 72 km/s (muito rápido).

 

LUA (%) - Porcentagem do disco iluminado para o melhor momento de observação da chuva. No caso sem influência da Lua durante a chuva de meteoros é atribuído o símbolo s/l. Lua próxima da fase cheia e do radiante atrapalha a observação dos meteoros;

 

COMENTÁRIO - Quando existir o número, a chuva será comentada no seu respectivo número.

 

 

Comentários:

 

8.1 - 06/12 - Phoenicids (PHO)

 

Durante essa chuva de meteoros (no popular “estrelas cadentes”), para esse ano, apesar da Lua apresentar 99% do seu disco iluminado, o nosso satélite natural não irá atrapalhar de forma considerável a observação. Pelo histórico, a chuva Phoenicids possui uma variação acentuada, quando analisada sua taxa horária zenital. Por isso, a previsão é entre 3 a 100 meteoros a cada uma hora. Será uma boa chuva de meteoros para ser contemplada fora das cidades com poluição luminosa. Nas cidades com poluição luminosa, por causa da magnitude prevista de 2.8 para alguns meteoros, a observação a olho nu será prejudicada..

 

A constelação da Fênix pode ser observada logo após o pôr do Sol, bem alta no céu, no horizonte sul, localizada um pouco mais abaixo em relação ao ponto mais alto do céu. Explicando melhor, logo após o pôr do Sol, para auxiliar a localização dessa constelação no céu, o observador deverá saber que após ter localizado o horizonte sul, basta subir os olhos cerca de 60 graus e contemplar a região que irá ocorrer o radiante da chuva. Outra referência para localizar essa constelação é identificar a estrela brilhante Achernar (magnitude 0.4) da constelação do Erídano, que está próxima da constelação da Fênix. Vale tentar observar essa bela chuva e torcer para que tenhamos mais de 100 meteoros a cada uma hora.

 

 

8.2 - 06/12 - Puppid-Velids (PUV)

 

O radiante da chuva Puppid-Velids está localizado na constelação da Vela, porém bem no limite com a constelação da Popa. Nesse ano, a Lua irá atrapalhar a observação de alguns meteoros, pois o nosso satélite natural estará com 99% do seu disco iluminado e relativamente próximo do radiante da chuva. Sendo assim, mesmo para os moradores nas cidades com pouca poluição luminosa, a observação desses meteoros será prejudicada.

 

A localização do radiante dessa chuva na constelação da Popa é simples de ser realizada. Logo após o ocaso do Sol a constelação da Popa irá surgir no horizonte sudeste. Porém, esse não será o melhor horário de observação. O observador deverá esperar até, aproximadamente, às 22 horas para iniciar a contemplação dos meteoros. Para esse horário, a constelação da Popa estará pouco acima do horizonte leste-sudeste e logo abaixo da estrela mais brilhante do céu noturno: a estrela Sírius, que pertence a constelação do Cão Maior. Com o avançar das horas, teremos o melhor momento de observação dessa chuva que ocorrerá, por volta das 3 horas da manhã. Nesse horário a constelação da Popa estará localizada acima do ponto cardeal sul, próxima da parte mais alta no céu.

 

A taxa horária zenital dessa chuva é de, aproximadamente, 5 meteoros a cada uma hora, com magnitude de 2.9, sendo observada somente nas cidades que não possuem poluição luminosa. A velocidade estimada dos meteoros é de 37 km/s e os meteoros dessa chuva geralmente possuem uma cor azulada, proporcionando um belo espetáculo no céu.

 

 

8.3 - Chuvas de meteoros:

08/12 - Monocerotids (MON)

10/12 - Northern chi Orionids (XOR)

10/12 - Southern chi Orionids (XOR)

10/12 - 11 Canis Minorids

11/12 - Sigma Hidrids (HYD)

13/12 - Geminids (GEM)

 

Durante as noites de 08 a 14 de dezembro, teremos seis chuvas de meteoros (estrelas cadentes) ocorrendo próximas entre si. Como as datas são relativamente próximas, o que poderemos ver são vários meteoros riscando o céu nas constelações do Unicórnio, Órion, Cão Menor, Hidra e Gêmeos. As observações das chuvas Monocerotids, Northern chi Orionids, Southern chi Orionids, 11 Canis Minorids e sigma Hidrids serão prejudicadas por causa da Lua e, somente, a chuva Geminids durante um certo período de tempo não irá sofrer com o brilho do luar.

 

Dessas seis chuvas destaca-se a chuva Geminids que é apresentada nessa ano pela International Meteor Organization (IMO), como sendo a chuva de maior taxa horária de 2014. À seguir, especificaremos cada uma dessas chuvas de meteoros:

 

- Monocerotids (MON):

 

A primeira chuva dessa região do céu será a Monocerotids, localizada na constelação do Unicórnio. Em 08 de dezembro e, praticamente durante todo o mês, essa constelação se fará presente acima do horizonte leste, por volta das 21 horas. Porém a contemplação dos seus meteoros, poderá ocorrer após às 22h30min. A baixa quantidade de meteoros por hora, cerca de 2 a cada uma hora, não impolga a observação por si só dessa chuva. Porém, como nos dias 10 a 13 de dezembro teremos a ocorrência de outras 5 chuvas, pode ser que observaremos outros meteoros, oriundos dessas 5 chuvas.

 

Para esse ano, a Lua irá atrapalhar a observação dessa chuva, pois o nosso satélite natural estará com 93% do seu disco iluminado e próximo da constelação do Unicórnio. Mais um motivo para não impolgar o contempladores de chuvas de meteoros.

 

- Northern chi Orionids (XOR) e Southern chi Orionids (XOR):

 

O chi Orionids Complex, que compreendem as chuvas Northern chi Orionids (XOR) e Southern chi Orionids (XOR) praticamente ocorrem no mesmo lugar, tendo uma incidência de 5 meteoros por hora para cada chuva. Em específico, a chuva Southern chi Orionids proporcionará meteoros que deixam rastros e são muito brilhantes. A velocidade dos meteoros de ambas as chuvas é de 25 km/s, ou seja, meteoros lentos.

 

Para esse ano, em 10 de dezembro, quando ocorre o máximo dessas duas chuvas, teremos a presença da Lua no céu, próxima do radiante e, por consequência, ofuscando o brilho dos meteoros. Sendo assim, aconselhamos inciar a observação às 21h30min, quando a constelação do Órion, com suas populares "Três Marias", estarão pouco acima do horizonte leste-nordeste. Nesse horário a Lua ainda não estará presente no céu, fato que irá contribuir para a contemplação de alguns meteoros. Porém, o tempo de observação sem a presença da Lua no céu será curto. O nosso satélite natural surgirá no horizonte leste, por volta das 22 horas. Como a Lua estará com 80% do seu disco iluminado, diversos meteoros serão ofuscados pelo brilho do luar. E assim será para o restante da noite, quando a constelação do Órion estará na parte mais alta do céu, em relação ao observador, por volta da 1 hora da manhã. Com o avançar das horas, essa constelação com o radiante da chuva se dirigem para o horizonte oeste, quando seu ocaso ocorrerá, por volta das 5 horas, no momento que os primeiros raios solares irão despontar no horizonte leste.

 

Mesmo com a presença da Lua no céu, vale tentar contemplar alguns meteoros entre a virada de 10 para 11 de dezembro até às 4 horas da manhã de 11 de dezembro. De qualquer forma, ainda será possível contemplar alguns meteoros na noite seguinte, tendo a Lua mais afastada dessa constelação e, por essa razão, será uma boa pedida observar essa chuva na virada de 11 para 12 de dezembro.

 

- 11 Canis Minorids:

 

No mesmo instante que irão ocorrer as chuvas de meteoros Northern chi Orionids (XOR) e Southern chi Orionids (XOR), também irá ocorrer a chuva 11 Canis Minorids (beta Canis Minoris), localizada na constelação do Cão Menor. Essa constelação, que possui a brilhante estrela de nome Procyon está localizada próxima da constelação de Órion (região das chuvas Northern chi Orionids e Southern chi Orionids). Para a chuva 11 Canis Minorids são previstos 5 meteoros a cada uma hora com meteoros lentos, atigindo uma velocidade de 28 km/s.

 

As questões que envolvem a observação dessa chuva, quanto a influência do brilho da Lua é a mesma, se comparada com as chuvas Northern chi Orionids (XOR) e Southern chi Orionids (XOR). Isso porque, a constelação do Cão Menor está muito próxima da constelação de Órion e a ocorrência do máximo dessas três chuvas acontecem na mesma noite. Dessa forma, leia os comentários das chuvas Northern chi Orionids e Southern chi Orionids no que se refere à questão da Lua e aplique para a 11 Canis Minorids.

 

Para localizar o Cão Menor no céu, utilize as populares "Três Marias" como referência e as informações sobre a localização da constelação de Órion, presentes nos comentários sobre as chuvas Northern chi Orionids e Southern chi Orionids e nos comentários sobre a constelação de Órion. Além disso, se precisar, utilize a figura 10 para poder localizar as "Três Marias" e a estrela Procyon. Será nessa região próxima a estrela Procyon que teremos o radiante da chuva de meteoros 11 Canis Minorids.

 

- Sigma Hidrids (HYD):

 

Na noite de 11 de dezembro será a vez do máximo da chuva sigma Hidrids, com a previsão de 3 meteoros a cada uma hora. Mesmo que essa chuva ocorra na noite seguinte após as três chuvas citadas acima e duas noites antes da chuva Geminids, a probabilidade de termos diversos meteoros oriundos dessas cinco chuvas ao mesmo tempo é grande.

 

Em específico, para a chuva de meteoros sigma Hidrids, a Lua irá atrapalhar e muito a observação dos meteoros. Quando o radiante da chuva despontar no céu, para uma altura inicial de observação, a Lua estará muito próxima, apresentando 72% do seu disco iluminado. O radiante da chuva estará próximo da cabeça da Hidra e a Lua, localizada na constelação do Caranguejo, ou seja, próxima do radiante..

 

Para poder localizar a constelação da Hidra, basta saber que a cabeça da Hidra está localizada próxima das constelações de Órion, do Cão Maior e do Unicórnio. Por essa razão, para poder contemplar a chuva de meteoros Sigma Hidrids, localizada na constelação da Hidra, vale esperar até 1 hora da manhã para iniciar a observação dos meteoros que irão surgir nessa região do céu, pouco acima do horizonte leste-nordeste. Mas, para quem é mais aficionado, mesmo com a influência da Lua, vale iniciar a observação após às 21h30min, para contemplar os meteoros das outras chuvas dessa região.

 

- Geminids (GEM):

 

Conforme a International Meteor Organization (IMO), nos últimos anos, a taxa horária zenital (THZ) dessa chuva tem se mostrado mais confiável, apresentando uma média de 120 meteoros a cada uma hora. Durante as duas últimas décadas, todos os meteoros ocorreram entre as coordenadas λ⊙ = 261.5◦ e 262.4◦, das 16h de 13 de dezembro às 14h de 14 de dezembro (Horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão). Analisando essas informações da IMO, o melhor momento de observação dessa chuva ocorrerá entre 13 e 14 de dezembro. Como o radiante dessa chuva estará localizado próximo da estrela Castor, na constelação de Gêmeos, mais especificamente com AR = 7h28min e Decl = +33 graus, a observação poderá ser iniciada, em 13 de dezembro, após às 23h. Porém, o mais indicado é observar essa chuva entre 1h e 4h, de 14 de dezembro. Isso não impede de realizar as observações à partir das 23h de 14 de dezembro até o amanhecer de 15 de dezembro. Pois, conforme relata a IMO, a modelagem teórica realizada por Jérémie Vaubaillon apresentou uma grande densidade de partículas de poeiras que poderiam ser encontradas durante o dia claro de 15 de dezembro, instante na qual, observadores podem estar cientes em ajudar a refinar o trabalho de modelagem desse trabalho. Continua ainda a IMO: seja qual for o caso do instante máximo dessa chuva, geralmente a taxa da chuva Geminids persiste por quase um dia.

 

Em específico, para esse ano de 2014, a Lua irá nascer por volta da virada de 13 para 14 de dezembro, apresentando 53% do seu disco iluminado. Como o radiante da chuva poderá ser inicialmente observado após às 23h de 13 de dezembro, a Lua irá ofuscar alguns meteoros. Porém, nada que impessa de apreciarmos um belo espetáculo no céu. Para a outra noite, ou seja, de 14 para 15 de dezembro a Lua irá nascer, por volta da 00h30min, apresentando 43% do seu disco iluminado e um pouco mais afastada do radiante. Nesse caso, teremos uma pequena adição do tempo de observação sem a influência do brilho da Lua e uma menor interferência do seu brilho nos meteoros provenientes dessa chuva. Como conclusão, levando em consideração as informações apresentadas pela IMO e a posição versus a quantidade percentual do disco iluminado da Lua, aconselhamos a contemplação da chuva de meteoros Geminids entre 13 e 14 de dezembro e 14 e 15 de dezembro.

 

Utilize as brilhantes estrelas Pollux e Castor para localizar o radiante da Chuva Geminds. A figura 10 ilustra a região dessa chuva que são esperados 2 meteoros a cada um minuto. Para se ter uma ideia da importância e expectativa dessa chuva, em 1985, foram observados 4960 meteoros a cada uma hora!!! Sem dúvida, será um lindo espetáculo no céu.

 

A figura 10, ilustra os locais que irão ocorrer as chuvas de meteoros Monocerotids (MON), Northern chi Orionids (XOR), Southern chi Orionids (XOR), 11 Canis Minorids, sigma Hydrids (HYD) e Geminids (GEM). Nessa figura são indicados os nomes das estrelas mais brilhantes dessa região do céu e que podem auxiliar o observador na localização dos radiantes das chuvas de meteoros. Essa região do céu, ilustrada na figura 10, foi concebida para noite de 13 de dezembro, por volta das 22:30, momento que a Lua ainda não atrapalha a observação das chuvas de meteoros dessa região (para essa noite) e que serve de início de observação para todas as chuvas descritas aqui.

 

 

Chuvas de meteoros Monocerotids (MON), Northern Chi Orionds (XOR), Southern Chi Orionids (XOR), 11 Canis Minorids, Sigma Hidrids (HYD) e Geminids (GEM) com referências das estrelas e constelações.

 

Figura 10. Chuvas de meteoros Monocerotids (MON), Northern chi Orionds (XOR), Southern chi Orionids (XOR),

11 Canis Minorids, sigma Hidrids (HYD) e Geminids (GEM) com referências das estrelas e constelações.

 

 

 

Leia os comentários sobre a Constelação do Touro e da Constelação de Órion, para otimizar suas observações e localizar com mais facilidade essas chuvas de meteoros.

 

 

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09- Constelação de Pégaso

 

 

 

A constelação do cavalo alado Pégaso é a constelação típica da estação da Primavera. Localizada na região onde se encontram as constelações boreais, ou seja, para o lado norte do céu, essa constelação pode ser facilmente contemplada se o observador encontrar o asterismo chamado "Quadrilátero de Pégaso". Esse quadrilátero é formado por quatro estrelas, onde uma delas pertence a constelação de Andrômeda. São as estrelas Scheat, Markab, Algenib e a estrela Alpheratz da constelação de Andrômeda.

 

Como o equinócio da primavera para o hemisfério sul e o equinócio do outono para o hemisfério norte iniciou em 22 de setembro, para esse mês, a constelação de Pégaso poderá ser observada acima do horizonte norte-noroeste, logo após o ocaso do Sol. Com o avançar das horas, essa constelação se dirige para o horizonte oeste quando, por volta das 22h30min, teremos parte do ocaso dessa constelação.

 

A figura 11, concebida para 15 de dezembro, por volta das 20h30min, ilustra a delimitação da constelação de Pégaso, sua concepção artística, o asterismo do cavalo alado e os nomes das principais estrelas (inlcuindo a estrela Alpheratz da constelação de Andrômeda). Para esse momento, procure o horizonte noroeste e tente localizar as estrelas do quadrilátero do Pégaso, para depois desenhar seu asterismo no céu.

 

 

A constelação de Pégaso com seus principais objetos celestes, seu asterismo, sua concepação artística e a delimitação da constelação,em 15 de dezembro, por volta das 20h30min.

 

Figura 11. A constelação de Pégaso com seus principais objetos celestes, seu asterismo, sua concepação artística e a delimitação da constelação,

em 15 de dezembro, por volta das 20h30min.

 

 

Na figura 11 podemos perceber a presença de um objeto celeste muito belo para ser apreciado a olho nu, fora das cidades com poluição luminosa ou com auxílio de um telescópio ou binóculo nas cidades com poluição luminosa. Trata-se da Galáxia de Andrômeda (NGC 224), indica por M31 na figura 11. A Galáxia de Andrômeda recebeu esse nome por estar localizada na constelação de Andrômeda. M31 é uma galáxia espiral e dista cerca de 2,54 milhões de anos-luz da Terra, porém mesmo com essa distância, essa é a galáxia espiral mais próxima da Galáxia que nos encontramos. Para localizar essa bela galáxia, utilize as coordenadas a = 00h 42m 44s e d = +41° 16′9″ou algumas estrelas brilhantes próximas que servirão como guias até encontrar M31.

 

A figura 12 representa o mesmo aspecto do céu da figura 11, porém sem a concepção artística do cavalo alado Pégaso.

 

 

A constelação de Pégaso com seus principais objetos celestes, sem a concepção artística, em 15 de dezembro, por volta das 20h30min.

 

Figura 12. A constelação de Pégaso com seus principais objetos celestes, sem a concepção artística, em 15 de dezembro, por volta das 20h30min.

 

Por fim, a figura 13 representa o mesmo aspecto do céu apresentadas nas figuras 11 e 12, porém como vemos na natureza. Vale tentar desenhar essa bela constelação no céu e identificar seus principais objetos celestes.

 

 

A constelação de Pégaso, em 15 de dezembro, por volta das 20h30min.

 

Figura 13. A constelação de Pégaso, em 15 de dezembro, por volta das 20h30min.

 

 

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10- Constelação do Touro

 

 

 

A constelação do Touro pode ser facilmente observada no céu, mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. A estrela mais brilhante dessa constelação, localizada no olho do Touro, chama-se Aldebaran. Seu nome provém da palavra árabe al-dabarān que significa "aquela que segue", referência à forma como a estrela parece seguir o aglomerado das Plêiades durante o seu movimento aparente ao longo do céu. Aldebaran é uma estrela gigante vermelha-laranja, o que lhe proporciona uma cor alaranjada quando observada. Sua distância da Terra é de 65 anos-luz, tendo uma luminosidade 150 vezes maior do que o Sol e sua magnitude aparente (brilho do astro) é de 0.84, o que lhe confere a décima terceira estrela mais brilhante do céu noturno. Por essa razão, a estrela Aldebaran pode ser facilmente observada nas grandes e pequenas cidades com alto ou baixo índice de poluição luminosa.

 

Nessa constelação temos dois aglomerados estelares fáceis de serem observados. Trata-se das Híades e das Plêiades. O aglomerado aberto das Híades têm um formato em "V" simbolizando a cabeça do Touro. É importante saber que apesar da estrela Aldebaran se localizar de forma aparente na mesma região das Híades, essa estrela não pertence a esse aglomerado aberto. Isso porque Aldebaran está à 65 anos-luz de nós e as Híades está à 150 anos-luz. Por uma questão de perspectiva quando visto da Terra, temos a impressão que Aldebaran faz parte desse aglomerado, porém é apenas uma ilusão.

 

 

O aglomerado estelar das Plêiades é um aglomerado aberto podendo ser facilmente contemplado a olho nu. Esse aglomerado é muito apreciado pelos astrônomos por sua beleza e fácil localização. As Plêiades também são conhecidas por vários outros nomes tais como: "As sete irmãs", "A galinha e os setes pintinhos" no interior do Brasil ou como "Subaru" no Japão. Mas, pelo termo mais técnico, esse aglomerado aberto de estrelas é chamado de M45 pela classificação do catálogo Messier e está localizada na constelação do Touro. Seis das estrelas nas Plêiades são visíveis sem o auxílio de qualquer instrumento óptico, se o observador estiver num local sem poluição luminosa. Aproximadamente 500 estrelas pertencem ao aglomerado estelar aberto das Plêiades e a maioria delas são fracas. Munido de um simples instrumento óptico, o aglomerado poderá ser apreciado com mais facilidade, principalmente com o auxílio de binóculos.

 

Observe na foto o aspecto das Plêiades que podemos observar com o uso de telescópio ou binóculo. Essa foto foi obtida remotamente por Marcos Calil de São Paulo (Brasil) com acesso ao observatório localizado nas Ilhas Canárias (África) obtida com auxílio de um telescópio com 85mm de abertura e uma CCD Kodak KAI-2020M na madrugada de 09 de setembro de 2008 à 01:06 (hora local - São Paulo).

 

 

 

 

 

 

O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado das Plêiades por Marcos Calil.

 

 

Em 04 de dezembro, após às 20 horas (aproximadamente) será possível contemplar a Lua próxima das Plêiades. Para essa noite a Lua estará com 97% do seu disco iluminado ofuscando o brilho desse belo aglomerado estelar. Na noite seguinte, em 05 de dezembro, o nosso satélite natural estará próximo das Híades e da estrela mais brilhante da constelação do Touro: a estrela Aldebaran. Essa observação poderá ser iniciada por volta das 20h30min e para essa noite a Lua estará 99% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho de algumas estrelas das Híades. Independente da aproximação da Lua com as Plêiades e as Híades, não deixe de observar a constelação do Touro nas outras noites, pois sem a interferência do brilho da Lua, o observador poderá contemplar diversos objetos celestes com mais nitidez.

 

A figura 14 ilustra o aspecto do céu, para 05 de dezembro, por volta das 21 horas, com o asterismo da constelação do Touro, os nomes das principais estrelas, a localização das Plêiades (M45) e das Híades, além das populares "Três Marias", localizadas na Constelação de Órion e da constelação do Cão Maior, com sua estrela mais brilhante do céu noturno: Sírius.

 

O asterismo da constelação do Touro e os nomes das principais estrelas, em 05 de dezembro, por volta das 21 horas.

 

Figura 14. O asterismo da constelação do Touro e os nomes das principais estrelas, em 05 de dezembro, por volta das 21 horas.

 

 

Na figura 15, temos o mesmo aspecto do céu para o mesmo horário, porém aproximando a constelação do Touro. Vale tentar desenhar no céu essa terrível fera e localizar as Plêiades, as Híades e a estrela Aldebaran.

 

 

A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação, asterismo e concepação artística, em 05 de dezembro, por volta das 21 horas.

 

Figura 15. A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação, asterismo e concepação artística, em 05 de dezembro, por volta das 21 horas.

 

 

A figura 16 ilustra a mesma região do céu para o mesmo horário, porém sem a concepção artística do Touro.

 

 

A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação e asterismo,em 05 de dezembro, por volta das 21 horas.

 

Figura 16. A constelação do Touro com seus principais objetos celestes, delimitação e asterismo,em 05 de dezembro, por volta das 21 horas.

 

 

Finalmente, a figura 17 ilustra a mesma região do céu para o mesmo horário, porém como vemos no céu da natureza. Compare as figuras 14, 15 e 16 com a figura 17 e depois observe essa constelação. Tente imaginar o Touro no céu.

 

 

A constelação do Touro, em 05 de dezembro, por volta das 21 horas.

 

Figura 17. A constelação do Touro, em 05 de dezembro, por volta das 21 horas.

 

 

A aproximação da Lua com as Plêiades, as Híades e a estrela Aldebaran poderá ser repetida, em 01 de janeiro de 2015, após às 20h30min (aproximadamente). Para essa primeira noite do ano de 2015, a Lua estará com 89% do seu disco iluminado ofuscando o brilho desses belos aglomerados estelares e da estrela Aldebaran.

 

Em especial, para esse mês de dezembro, teremos diversas chuvas de meteoros ocorrendo nessa região do céu. Leia os comentários sobre as chuvas de meteoros para saber como contemplar belas "estrelas cadentes". Além disso, vale ler o comentário sobre M35 para otimizar as suas observações.

 

 

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11- Constelação de Órion

 

 

 

A constelação do gigante caçador Órion é a constelação símbolo do verão para os moradores no hemisfério sul e do inverno para os moradores do hemisfério norte. Em determinadas latitudes do Brasil, essa constelação pode ser observada a partir de meados de julho, poucos instantes do amanhecer no horizonte leste. Com o avançar dos meses, os brasileiros podem contemplar essa constelação cada vez mais cedo até a chegada do verão, quando essa constelação pode ser contemplada no horizonte leste logo no início do anoitecer. Em contrapartida, quando inicia o outono, para o hemisfério sul ou primavera, para o hemisfério norte, essa constelação se localizará próxima do horizonte oeste, poucos instantes depois do ocaso do Sol e seu tempo de observação será curto.

 

Como o verão no hemisfério sul iniciará em 21 de dezembro, às 20h03min, a constelação do Órion poderá ser observada facilmente no horizonte leste, logo após o ocaso do Sol. Com o avançar das horas essa constelação ganha altura e atinge seu ponto mais alto no céu, em relação ao observador, à meia noite. Após isso, essa constelação se dirige para o horizonte oeste e seu ocaso ocorrerá com o surgir dos primeiros raios solares.

 

Sem dúvida é uma bela constelação para ser observada e fácil de ser localizada. Suas estrelas principais, que fazem parte do corpo do guerreiro, podem ser observadas mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. Além disso, é nessa constelação que se localizam as populares "Três Marias" e a bela nebulosa de Órion (M42), observada a olho nu em locais distantes da poluição luminosa. Essa nebulosa, pode ser observada também com auxílio de um simples telescópio ou binóculo apoiado num tripé, mesmo nas grandes cidades com poluição luminosa. Geralmente, quando visível no céu, essa é a primeira constelação observada pelos iniciantes na Astronomia Observacional.

 

Observe na figura 14, apresentada na Constelação do Touro a bela Constelação de Órion. Perceba, ainda na figura 14, que próxima da constelação do Órion temos outra bela constelação para ser observada, mesmo nas cidades com poluição luminosa. Trata-se da constelação do Cão Maior, que possui a estrela mais brilhante do céu noturno: Sírius.

 

A figura 18 ilustra a constelação de Órion, com sua concepção artística, seu asterismo e os nomes dos principais objetos celestes. Essa ilustração foi concebida para 15 de dezembro, às 20h30min.

 

 

A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 15 de dezembro, às 20h30min.

 

Figura 18. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 15 de dezembro, às 20h30min.

 

 

A figura 19 representa o mesmo aspecto do céu da figura 18, porém sem a concepção artística do gigante caçador Órion.

 

 

A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 15 de dezembro, às 20h30min.

 

Figura 19. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 15 de dezembro, às 20h30min.

 

 

Por fim, a figura 20 representa o mesmo aspecto do céu apresentadas nas figuras 18 e 19, porém como vemos na natureza. Vale tentar desenhar essa bela constelação no céu e identificar seus principais objetos celestes.

 

 

A constelação do Órion, em 15 de dezembro, às 20h30min.

 

Figura 20. A constelação do Órion, em 15 de dezembro, às 20h30min.

 

 

Em especial, para esse mês de dezembro, teremos diversas chuvas de meteoros ocorrendo nessa região do céu. Leia os comentários sobre as chuvas de meteoros para saber como contemplar belas "estrelas cadentes". Além disso, vale ler o comentário sobre M35 para otimizar as suas observações.

 

 

A NEBULOSA DE ÓRION (M42)

 

 

Para localizar a nebulosa de Órion basta localizar as populares "Três Marias". Essas três estrelas formam um grupo aparentemente alinhados que representam o cinturão do guerreiro Órion. Quase que perpendicular as "Três Marias" pode ser observada a nebulosa de Órion. Essa nebulosa pode ser contemplada a olho nu em locais que não possuem poluição luminosa, apresentando uma tênue mancha no céu ou com uso de telescópio ou binóculos apoiados em tripé mesmo nas grandes cidades que possuem poluição luminosa. Vale lembrar ainda que esse aglomerado está próximo da constelação do Touro que possui um aglomerado estelar aberto, chamado de Híades (na forma de V que simboliza a cabeça do Touro) e também das constelações do Cão Maior e do Cão Menor. Todas essas possuem estrelas muito brilhantes e são fáceis de serem identificadas no céu.

 

 

Sem dúvida essa é uma das nebulosas mais observadas e contempladas pelos astrônomos profissionais e amadores. Possivelmente registrada pela primeira vez em 1610 por Nicholas-Claude Fabri de Peiresc, foi descrita por Galileo Galilei em 1617.

 

A Nebulosa de Órion, catalogada como M42 do catálogo de Messier e NGC 1976 é a nebulosa mais brilhante do céu e também um dos objetos profundos mais brilhantes. Com magnitude de 4.0 esse objeto pode ser visível a olho nu em boas condições de observação (sem a interferência do brilho da Lua por perto e fora da poluição luminosa) e demonstra ser umas das mais lindas imagens quando observada através de telescópios de todos os tamanhos, desde os maiores até os de pequenos portes, bem como os que estão no espaço como, por exemplo, Telescópio Espacial Hubble. É também um grande objeto no céu, que se estende com mais de 1 grau de diâmetro.

Essa nebulosa fica a uma distância de cerca de 1600 (ou talvez 1500) anos-luz. Em sua extremidade norte, a nebulosa é dividida por uma faixa escura conspícua, bem visível na nossa fotografia. Esta imagem foi obtida por Marcos Calil localizado em São Paulo, operando remotamente um telescópio localizado nas Ilhas Canárias na África. O telescópio possui 85mm de abertura acoplado numa CCD Kodak KAI-2020M.

 

 

 

 

 

A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Foto. A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Para saber mais sobre a constelação do Órion e as "Três Marias" assista o vídeo gravado e roterizado por Marcos Calil na Climatempo. Esse vídeo possui 4min16s de duração.

 

 

Vídeo. A constelação de Órion por Marcos Calil.

 

 

 

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12- Aglomerado Estelar M35

 

 

 

O aglomerado estelar aberto M35, também classificado como NGC 2168, é um belo aglomerado que pode ser observado a olho nu em condições ideais de observação. Com sua magnitude equivalente a 5.5, esse aglomerado requer uma certa habilidade do observador quando observado a vista desarmada. Numa noite sem a interferência da Lua é possível ver uma "mancha" muito tênue no céu noturno em locais onde não possuem poluição luminosa. Porém, o mais indicado é que o observador utilize um binóculo para poder contemplar todas as estrelas desse aglomerado aberto, sendo essa maneira contemplado, mesmo em cidades com poluição luminosa. Por ser um aglomerado aberto o uso de um telescópio não é a melhor pedida, pois o observador apreciará apenas parte desse aglomerado, uma vez que seu tamanho angular é de 0,57 graus. A distância desse aglomerado é de 2800 anos-luz e está localizado na constelação do Gêmeos.

 

Durante esse mês, M35 poderá ser observado após às 21h30min (aproximadamente), pouco acima do horizonte nordeste. Com o avançar das horas, esse aglomerado estelar caminha de forma aparente para o horizonte norte até antigir sua máxima altura, por volta das 1 hora. Após isso, esse aglomerado estelar caminha para o horizonte oeste e antes que ocorra o seu ocaso, os primeiros raios solares estarão despontando no céu, ofuscando o seu brilho.

 

Em especial, em 07 de dezembro, a Lua estará próxima desse aglomerado. Para essa noite, a Lua estará com 97% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho de M35. Por essa razão, vale contemplar esse belo aglomerado nas outras noites na qual a Lua não ofusca o brilho de M35. A figura 21 ilustra partes da constelação de Gêmeos, em 07 de dezembro, por volta das 22 horas com os nomes das estrelas mais brilhantes e a localização de M35. Perceba que a constelação de Gêmeos está localizada próxima das constelações de Órion (onde se localizam as "Três Marias"), do Touro e do Cão Menor. Com base nessas constelações será possível encontrar a constelação de Gêmeos e, em seguida, o aglomerado M35. Leia os comentários sobre Órion e Touro para otimizar a observação dessa região do céu.

 

 

Lua próxima de M35, em 05 de dezembro de 2014, por volta das 22 horas.

 

Figura 21. Lua próxima de M35, em 05 de dezembro de 2014, por volta das 22 horas.

 

 

Em especial, para esse mês de dezembro, teremos diversas chuvas de meteoros ocorrendo nessa região do céu, além da chuva de meteoros Geminids, localizada na constelação de Gêmeos e considerada uma das maiores do ano. Leia os comentários sobre as chuvas de meteoros para saber como contemplar belas "estrelas cadentes".

 

 

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13- Aglomerado Estelar M44

 

 

 

Fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa é possível observar esse aglomerado a olho nu. Por causa do seu forte brilho esse aglomerado é conhecido desde tempos pré-históricos.

 

Algumas antigas escrituras estão associadas a esse objeto: gregos e romanos viram essa "nebulosa" como a manjedoura. Ptolomeu menciona como uma das sete "nebulosas" que ele observou, na sua obra Almagesto. Galileu relatou que este objeto "nebuloso" não era apenas uma estrela como os antigos pensavam, mas uma massa de mais de 40 pequenas estrelas.

 

A dúvida se esse objeto era uma só estrela ou um conjunto de estrelas foi resolvido (possivelmente) por Peiresc em 1611, o descobridor da Nebulosa do Orion (M42). Um ano mais tarde, após a observação de Peiresc, em 1612 esse mesmo objeto foi observado  e relatado como um aglomerado estelar por Simon Marius. Charles Messier adicionou-o no seu catálogo em 4 de março de 1769, como o objeto de número 44, por essa razão M44.

 

 

 

 

O aglomerado da Colméia por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado da Colmeia por Marcos Calil.

 

Sabemos e aceitamos atualmente que mais de 200 das 350 estrelas na área do aglomerado foram confirmadas como membros. Algumas outras são estrelas de primeiro ou segundo plano, ou seja, que estão à frente ou atrás desse aglomerado. De acordo com a nova determinação da ESA, utilizando o satélite Hipparcos, o aglomerado está 577 anos-luz distante da Terra (estimativas anteriores davam o número de 522 anos-luz), e sua idade foi estimada a cerca de 730 milhões de anos. Curiosamente, tanto nesta idade e à orientação de uma boa resolução de M44 coincide com as das Híades, outro aglomerado estelar famoso e observável a olho nu, porém, que não foi incluída na lista Messier e nem no catálogo NGC e IC, que está atualmente estimada numa idade de cerca de 790 milhões de anos. Provavelmente estes dois objetos, embora agora separados por centenas de anos-luz, têm uma origem comum, em algumas grandes nebulosas gasosas difusas que existiram entre 700 a 800 milhões de anos atrás. Por conseguinte, também a população estelar são semelhantes, ambos contendo gigantes vermelhas (M44, pelo menos, 5 delas) e algumas anãs brancas.(fonte: http://www.seds.org/MESSIER/M/m044.html)

 

Na virada de 10 para 11 de dezembro, poderemos iniciar a contemplação da Lua com o aglomerado da Colmeia (M44). Com o avançar das horas, M44 e a Lua ganham altura, até atingirem o ponto mais alto do céu, por volta das 4 horas. Após isso, M44 se dirige para o horizonte oeste, quando seu brilho será ofuscado com os primeiros raios solares. Para a noite de 10 de dezembro, a Lua estará com 79% do seu disco iluminado, ofuscando em partes o brilho de M44. A figura 22 ilustra a região do céu para 10 de dezembro, por volta das 23h59min.

 

 

Lua próxima de M44, em 10 de dezembro, por volta das 23h59min.

 

Figura 22. Lua próxima de M44, em 10 de dezembro, por volta das 23h59min.

 

 

Não é difícil localizar esse belo aglomerado no céu. Para todas as noites utilize as estrelas Pollux e Castor da constelação de Gêmeos para poder se orientar e encontrar o aglomerado da Colmeia (M44). Perceba ainda, na figura 22, que o planeta Júpiter poderá ajudar na localização de M44, porém vale saber que todos os planetas possuem um movimento próprio, que quando vistos da Terra, se modificam rapidamente com o passar dos dias. Sendo assim, o método de utilizar Júpiter para localizar M44 poderá ser aplicado com ressalvas, conforme a ilustração da figura 22. Por essa razão, preferimos utilizar as estrelas como auxiliadoras para encontrar outros objetos celestes. Leia o comentário 4 sobre Júpiter, para otimizar suas observações.

 

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14- Constelação do Leão

 

 

 

A constelação do Leão é a constelação típica do outono para os observadores do hemisfério Sul. Isso porque, quando inicia essa estação do ano a constelação do Leão surge durante o anoitecer na linha do horizonte leste. Com o avançar dos meses, quando inicia o inverno, a constelação do Escorpião surge na linha do horizonte leste no anoitecer (representando a constelação dessa estação), enquanto que a constelação do Leão estará próxima do horizonte oeste. Para a primavera, a constelação de Pégaso estará presente no horizonte leste, após o ocaso do Sol. Isso porque, essa constelação representa a primavera e, durante essa estação, o Leão pode ser observado surgindo no horizonte leste, na alta madrugada.

 

Algumas das estrelas da constelação do Leão podem ser observadas mesmo nas cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa e com um pouco de atenção o desenho do Leão se fará presente no céu. Logicamente, para quem estiver fora das grandes cidades, ou seja, em locais sem a influência das luzes, a constelação se mostrará mais nítida. As estrelas Regulus, Denebola, Zosma e Algieba são as estrelas que podem ser facilmente contempladas e marcam parte do desenho do Leão. É interessante saber os nomes das principais estrelas que compõe essa constelação, onde Regulus significa "pequeno rei", Denebola a "cauda do leão", Algieba "do sul" e Zosma significa "quadril".

 

Durante esse mês, o Leão se fará presente no horizonte leste, à partir da 1 hora da manhã (aproximadamente). Depois, com o avançar das horas, pouco antes que essa bela constelação chegue no ponto mais alto do céu, em relação ao observador, os primeiros raios solares irão surgir e ofuscar o brilho das estrelas que compõem a constelação do Leão. A figura 23, concebida para 13 de dezembro, por volta das 2 horas, ilustra a constelação do Leão com suas estrelas mais brilhantes, a delimitação dessa constelação, seu asterismo e sua concepção artística. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Regulus.

 

 

A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo, delimitações e concepação artística, em 13 de dezembro, por volta das 2 horas.

 

Figura 23. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo, delimitações e concepação artística, em 13 de dezembro, por volta das 2 horas.

 

Perceba na figura 23, que teremos o planeta Júpiter e a Lua localizada nessa constelação. A aproximação entre a Lua e a estrela Regulus acontecerá em 13 de dezembro, podendo ser contemplada à partir da 00h30min (aproximadamente). Para essa noite a Lua estará com 63% do seu disco iluminado. Leia os comentários sobre Júpiter para otimizar as suas observações.

 

A figura 24 foi concebida para o mesmo momento da figura 23, porém sem a ilustração artística do Leão. Vale tentar imaginar essa terrível fera no céu.

 

 

A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo e delimitação,em 13 de dezembro, por volta das 2 horas.

 

Figura 24. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo e delimitação,em 13 de dezembro, por volta das 2 horas.

 

 

Finalmente, a figura 25 foi concebida para o mesmo momento das figuras 23 e 24, porém como realmente observamos no céu. Vale comparar as figuras e identificar os principais objetos celestes que estão localizados nessa constelação.

 

 

A constelação do Leão, em 13 de dezembro, por volta das 2 horas.

 

Figura 25. A constelação do Leão, em 13 de dezembro, por volta das 2 horas.

 

 

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15- Estação Espacial Internacional

 

 

 

Diversos satélites artificiais podem ser observados a olho nu passando pelo céu. Na maioria das vezes esses satélites podem ser contemplados durante o anoitecer ou amanhecer. Entre eles estão os Iridiums, o Telescópio Espacial Hubble, Genesis-1 e 2 entre tantos outros. Para observá-los não é necessário telescópio ou binóculo. Basta saber o dia, horário e local certo para observar um ponto prateado cruzando o céu. O mapa abaixo indica a passagem da Estação Espacial ISS.

 

 

 

 

No mapa, o traço azul indica a trajetória da Estação Espacial Internacional (ISS) e o sinal de "+" na cor preta indica a posição atual da ISS.

 

Para quem deseja obter informações mais detalhadas sobre a passagem da ISS e outros satélites artificiais recomendamos o site Heavens-above. Após o acesso no site o observador deve apenas preencher o nome da sua cidade no campo específico e apertar ENTER. Clique sobre sua cidade relacionada com seu estado e boas observações. Caso você tenha dificuldades ou deseja aprender mais sobre observações de satélites artificiais a olho nu acesse a palestra/oficina de Marcos Calil.

 

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16- Softwares Astronômicos

 

 

 

Alguns softwares podem auxiliar o observador quanto o reconhecimento dos objetos celestes no céu. Esses softwares podem apresentar mais ou menos recursos que vão desde os nomes das estrelas até a conexão com telescópio direcionando esse equipamento para o objeto que é mostrado na tela do computador. Além disso, alguns chegam a custar US$ 600,00 e outros são gratuítos e não perdem em nada comparado com os softwares pagos. Relaciono abaixo alguns softwares simuladores do céu:

 

 

Stellarium - Sem dúvida, entre todos os softwares gratuítos a melhor opção é o freeware Stellarium que pode ser instalado no seu computador sem a necessidade de ficar conectado na internet. Como esse software é opensource, ou seja, código aberto onde os usuários podem programar coisas novas, sempre existem novas versões. Porém, para o usuário que não domina a linguagem de máquina o indicado é ter sempre uma versão anterior em relação a última que foi lançada. Isso evite os famosos bugs no software, uma vez que alguns usuários se dedicam somente para arrumar os problemas das últimas versões.

 

 

Sky View Cafe - Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu e os horários exatos do nascer e ocaso dos planetas para sua cidade. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. É necessário ter uma conexão em alta velocidade.

 

 

Neave Planetarium - Outro site que apresenta uma carta celeste no seu computador, necessitando que você esteja conectado com uma internet em alta velocidade. Para todos os softwares de simulação do céu, atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário.

 

 

Planisfério - Caso seja complicado levar um notebook a campo, "baixar" o software Stellarium ou se conectar na internet em banda larga a opção mais simples, barata e funcional é usar um planisfério. A única desvantagem é que esse "equipamento" não representa os planetas, uma vez que esses objetos celestes não são "fixos" no céu como as estrelas (sabemos que as estrelas possuem movimento próprio, mas para o uso de um planisfério didático isso não importa). Você pode optar em construir e levar um planisfério de papel a campo e realizar suas observações com tranquilidade. O planisfério é uma espécie de carta celeste que mostra as constelações numa folha de papel de acordo com sua latitude sendo válida para todos os anos de sua vida. Como o planisfério depende da localização do observador (mais especificamente da latitude), recomendo que você monte o seu. A professora Maria de Fátima Saraiva junto com seus orientandos ensina como montar e usar um planisfério para as latitudes de 10, 20 e 30 graus que respondem bem para diferentes estados do Brasil.

 

 

Para saber mais sobre softwares de Astronomia que auxiliam no reconhecimento do céu assista os vídeos gravados e roterizados por Marcos Calil.

O primeiro vídeo possui 5min47s e o segundo vídeo possui 7min44s de duração.

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 1 de 2.

 

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 2 de 2.

 

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17- Carta Celeste Online

 

 

 

Disponibilizamos duas cartas celeste on line.

 

1- Fourmilab.ch - insira os parâmetros desejados e clique em Update:

 

Data e Horário
Tempo Universal:
Local de Observação
Opção de Exibições

         Limites
Estrelas:
        Mostrar estrelas com magnitude de até
         Nomes para magnitude
         Bayer/Flamsteed códigos para magnitude
Inverter Norte e Sul
Tamanho da imagem: pixels    Imagem dinâmica
Tamanho da fonte:
Esquema de cores:

Asteróides e

passagens de cometas


Insira elementos orbitais:

 

 

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18- Qual telescópio comprar?

 

 

 

Por diversas vezes os amantes da Astronomia Observacional se questionam qual o melhor telescópio ou binóculo comprar. Não é uma decisão fácil, pois existem muitas variantes que determinam um bom telescópio ou binóculo, além das opções existentes no mercado. Sem falar das diferenças enormes de preços. Por essa razão, a meteorologista Josélia Pegorin, da Climatempo, entrevistou Marcos Calil para saber qual o melhor telescópio ou binóculo deve ser comprado. Assista as entrevistas:

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher o melhor binóculo para observações astronômicas.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor binóculo comprar?

 

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você comprar seu primeiro telescópio sem ser enganado.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor telescópio comprar?

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher um bom tripé para seu telescópio.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor tripé para telescópio?

 

 

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Marcos Calil


 

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Além de assistir nossos programas Momento Astronômico e Observatório no nosso site http://www.momentoastronomico.com.br/programas/programas.html

(Shortlink: http://bit.ly/hc0O8P)

 

Conteúdo e ilustrações: Marcos Calil

 


 

Fontes

 

 

 

METEOROS

 

Meteor Data Center (UAI) - http://www.astro.amu.edu.pl/~jopek/MDC2007/Roje/roje_lista.php?corobic_roje=0&sort_roje=0

 

International Meteor Organization (IMO) - http://www.imo.net/files/data/calendar/cal2014.pdf

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Meteors/

 

The American Meteor Society - http://www.amsmeteors.org/meteor-showers

 

Meteoroid Environment Office - http://www.nasa.gov/offices/meo/home/#.VD_pLmddUW4

 

Meteor Showers On Line - http://meteorshowersonline.com/calendar.html (dados não atualizados, desde 07/03/2007)

 

 

COMETAS

 

Seiichi Yoshida´s Home Page - http://www.aerith.net/index.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Comets/

 

OCULTAÇÕES

 

International Occultation Timing Association (IOTA) - http://iota.jhuapl.edu/

 

 

ECLIPSES

 

Eclipse Web Site (NASA) - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/OH/OH2014.html

 

 

ANUÁRIOS

 

Almanaque Astronômico Brasileiro 2014 (CEAMIG) - http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2014.pdf

 

Anuário do Observatório Nacional (ON) - http://www.on.br/conteudo/modelo.php?endereco=servicos/servicos.html

 

Anuário Interativo do Obeservatório Nacional (ON) - http://euler.on.br/ephemeris/index.php

 

 

EFEMÉRIDES

 

Institut de mécanique céleste et de calcul des éphémérides (IMCCE) - http://www.imcce.fr/en/ephemerides/

 

Solar System Dynamics (NASA) - http://ssd.jpl.nasa.gov/?ephemerides

 

U.S. Naval Observatory - Astronomical Applications Department - http://aa.usno.navy.mil/data/

 

IN-The-Sky.org - http://in-the-sky.org/newscal.php?

 

 

APOIO PARA MONITORAMENTO

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://www.rea-brasil.org/

 

 

EXTRA HEMISFÉRIO SUL

 

Royal Astronomical Society of New Zealand - http://www.rasnz.org.nz/SolarSys

 

 

APOIO GERAL (Aos mestres com carinho!!!)

 

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - Anuário de Astronomia e Astronáutica

 

Uranometria Nova - Irineu G. Varella & Priscila D. C. F. de Oliveira - http://www.uranometrianova.pro.br/

 

 

OBSERVATÓRIOS COM TRANSMISSÕES ONLINE DE FENÔMENOS ASTRONÔMICOS

 

Slooh - http://events.slooh.com/ (Telescópios na Austrália, Ilhas Canárias e Chile)

 

The Virtual Telescope Project 2.0 - http://www.virtualtelescope.eu/webtv/ (Itália - Bellatrix Astronomical Observatory)

 

Marcos Calil - https://www.youtube.com/marcoscalil (São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil)

 

Ciência e Astronomia - https://www.youtube.com/user/cienciaeastronomia (Sistema colaborativo com telescópios no Brasil)

 

NASA Marshall Space Flight Center (MSFC) - http://www.ustream.tv/channel/nasa-msfc (Huntsville, Alabama, Estados Unidos)

 

Coca-Cola Space Science Center - http://www.ccssc.org/rtmn/default.aspx (Columbus, Georgia, Estados Unidos)

 

 


Softwares

 

 

 

2000 Space.com Canada Inc - Observatório Astronômico Atlas Estelar (Starry Night)

 

D. Herald - OCCULT Predictions v. 3.6.0

 

Ephemeris 2.0 - Jonathan Sachs

 

Stellarium - versão 0.11.4

 

Stephen Michael Schimpf - CyberSky 4.0

 

Skymap Pro

 

Cartas du Ciel

 

TOPO

 

 

Agradecimentos

 

 

Para minha filha Isabel que está na barriguinha da minha esposa!!!

 

Fernanda Calipo Calil, minha amada esposa.

 

 

 

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