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EFEMÉRIDES ASTRONÔMICAS - MAIO 2016

 

EDIÇÃO NÚMERO 111 - Ano 9

 

Seu guia de observação do céu noturno a olho nu para a sua cidade (Brasil)

 

 

 

 

 

Fases da Lua

 

ESPECIAL Trânsito de Mercúrio

 

Mercúrio

 

Vênus

 

Marte

 

Júpiter

 

Saturno

 

Luz Cinérea

 

Ocultação de estrela pela Lua

 

Chuvas de meteoros

 

Constelação de Órion

 

Aglomerado estelar M35

 

Aglomerado estelar M44

 

Constelação do Leão

 

Constelação do Escorpião

 

Constelação do Sagitário

 

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ESPECIAL - TRÂNSITO DE MERCÚRIO - 09 MAIO 2016

 

 

TRANSMISSÃO AO VIVO DO TRÂNSITO DE MERCÚRIO

09 de maio de 2016 - Início às 8 horas (BRA)

 

Em 09 de maio de 2016, o Brasil poderá contemplar um fenômeno astronômico raro. Será o TRÂNSITO DE MERCÚRIO. Esse belo planeta irá passar à frente do disco solar entre 8h13min até 15h41min.

Utilizando um telescópio projetado somente para observação do Sol (Telescópio Coronado SolarMax II 60mm) e diversos acessórios, o Núcleo de Observação do Céu e o Planetário e Teatro Digital de Santo André irão transmitir ao vivo esse belo fenômeno.

 

 

 


 

 

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Acerte seu relógio

 

Horário de acordo com a hora legal brasileira, fornecida pelo Observatório Nacional.

 

Horário de acordo com o horário de verão brasileiro.

 

As informações contidas nesse site NÃO consideram o horário de verão.

 

Para os demais fusos no Brasil, acesse o site http://pcdsh01.on.br/

 

É importante ajustar seu relógio para otimizar suas observações.

 

 

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Céu Noturno - Uma introdução para crianças. A história das estrelas, dos planetas e das cosntelações e informações sobre como localizá-los no céu

 

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Informações Diárias - Brasil

 

 

 

Dia

Evento - Horário de Brasília (UTC –3h)

30/04 a 06/05

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

01- Domingo

--

02- Segunda feira

Após ~01:00 observe o máximo da chuva de meteoros Omega Capricornids (OMC) - Comentário 8.
01:32 - Observe Marte próximo do aglomerado estelar M4 - Comentário 3.
Após ~03:00 observe a Lua próxima da estrela lambda Aquarii da constelação doAquário (magnitude 3.7).
Após ~03:00 observe a Lua próxima de Netuno (magnitude 7.9). Não é possível observar Netuno a olho nu.

03- Terça feira

--

04- Quarta feira

--

05- Quinta feira

--

06- Sexta feira

01:13 - Lua no perigeu. Menor distância do centro da Terra com centro da Lua com 357827 km.
Após ~04:00 observe o máximo da chuva de meteoros Eta Aquariids (ETA) - Comentário 8.
16:29 - Lua entra na fase Nova, com 0% do seu disco iluminado.

07 a 12

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

07- Sábado

--

08- Domingo

Após ~02:30 observe o máximo da chuva de meteoros Eta Lyrids (ELY) - Comentário 8.
Após ~18:30 observe a Lua próxima da estrela Aldebaran da constelação do Touro (magnitude 0.8).

09- Segunda feira

ESPECIAL - 08:13 - TRÂNSITO DE MERCÚRIO - COMENTÁRIO 1.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Tejat Prior da constelação de Gêmeos (magnitude 3.2).
Após ~19:00 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M35 (magnitude 5.5) - Comentário 10.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Tejat Posterior da constelação de Gêmeos (magnitude 2.8).

10- Terça feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Mekbuda da constelação de Gêmeos (magnitude 4.0).
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela lambda Geminorum da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Wasat da constelação de Gêmeos (magnitude 3.5).

11- Quarta feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M44 (magnitude 4.0) - Comentário 11.

12- Quinta feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Asellus Australis da constelação do Caranguejo (magnitude 3.9).

13- Sexta feira

14:02 - Observe a Lua na fase do Quarto Crescente, com 50% do seu disco iluminado.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela omicron Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.5).
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Regulus da constelação do Leão (magnitude 1.3) - Comentário 12.
Após ~22:00 observe o máximo da chuva de meteoros Southern May Ophiuchids (SOP) - Comentário 8.

14- Sábado

Após ~18:30 observe a Lua próxima de Júpiter (magnitude -2.1) - Comentário 4.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela rho Leonis da constelação do Leão (magnitude 3.8).

15- Domingo

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela sigma Leonis da constelação do Leão (magnitude 4.0).

16- Segunda feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Zaniah da constelação da Virgem (magnitude 3.8).
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Zavijava da constelação da Virgem (magnitude 3.5).
Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros Alpha Scorpiids (ASC) - Comentário 8.
Após ~22:30 observe o máximo da chuva de meteoros Beta Coronae Australids (CAU) - Comentário 8.

17- Terça feira

02:07 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela Zaniah pela Lua - Comentário 7.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Porrima da constelação da Virgem (magnitude 2.7).
21:50 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela 44 Virginis pela Lua - Comentário 7.

18- Quarta feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Spica da constelação da Virgem (magnitude 0.9).
19:05 - Observe a Lua no apogeu. Maior distância do centro da Terra com centro da Lua com 405933 km.
Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros Northern May Ophiuchids (NOP) - Comentário 8.

19- Quinta feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Syrma da constelação da Virgem (magnitude 4.0).

20- Sexta feira

Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Zubeneschamali da constelação da Balança (magnitude 2.3).
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela gamma Librae da constelação da Balança (magnitude 3.9).

21- Sábado

18:14 - Observe a Lua na fase Cheia, com 100% do seu disco iluminado.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Graffias da constelação do Escorpião (magnitude 2.5).
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela nu Scorpii da constelação do Escorpião (magnitude 4.0).
Após ~19:00 observe a Lua próxima de Marte (magnitude -2.0) - Comentário 3.
Após ~19:00 observe a Lua próxima da estrela Antares da constelação do Escorpião (magnitude 1.0) - Comentário 13.

22- Domingo

05:11 - Observe Marte próximo da estrela Dschubba da constelação do Escorpião - Comentário 3.
08:16 - Marte em oposição - Comentário 3.
Após ~19:30 observe a Lua próxima de Saturno (magnitude 0.0) - Comentário 5.
Após ~19:30 observe a Lua próxima da estrela Sabik da constelação de Ofiúco (magnitude 2.4).

23- Segunda feira

Após ~20:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M23 da constelação de Sagitário (magnitude 6.0) - Comentário 14.
Após ~20:30 observe a Lua próxima da estrela chi Serpentis da constelação da Serpente (magnitude 3.5).

24- Terça feira

Após ~21:30 observe a Lua próxima do aglomerado estelar M25 da constelação de Sagitário (magnitude 4.9) - Comentário 14.
Após ~21:30 observe a Lua próxima da estrela chi2 Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.5).

25- Quarta feira

Após ~22:30 observe a Lua próxima da estrela rho1 Sagittarii da constelação de Sagitário (magnitude 3.9).

26- Quinta feira

Após ~23:00 observe a Lua próxima da estrela Dabih da constelação de Capricórnio (magnitude 3.0).
Após ~23:00 observe a Lua próxima da estrela Algedi da constelação de Capricórnio (magnitude 3.5).

27- Sexta feira

01:37 (hora São Paulo) - observe com telescópio a ocultação da estrela tau Capricorni pela Lua - Comentário 7.

28- Sábado

--

29- Domingo

09:12 – Observe a Lua na fase do Quarto Minguante, com 50% do seu disco iluminado.
Após ~01:00 observe a Lua próxima de Netuno (magnitude 7.9). Não é possível observar Netuno a olho nu.

30/05 a 03/06

Observe a Luz Cinérea da Lua - Comentário 6.

30- Segunda feira

18:34 - Observe a maior aproximação de Marte com a Terra dos próximos dois anos, com 75277648 km (0,5032 UA) - Comentário 3.

31- Terça feira

Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros Northern omega Scorpiids (NSC) - Comentário 8.
Após ~21:00 observe o máximo da chuva de meteoros Southern omega Scorpiids (SSC) - Comentário 8.

01/06- Quarta feira

Após ~04:00 observe a Lua próxima de Urano (magnitude 5.9). Não será possível observar Urano a olho nu.

 

 

NOTAS:

 

As aproximações da Lua com as estrelas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para estrela de magnitude inferior a 4.0;
2- distância entre Lua e estrela com separação angular máxima de 5 graus;
3- a estrela mais brilhante da constelação (alpha) ou aglomerados e nebulosas observáveis a olho nu, quando próximos da Lua, não consideram o item 2;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

As aproximações da Lua com planetas consideram os seguintes parâmetros:


1- observação realizada a olho nu para os planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno;
2- observação realizada com telescópio para os planetas Urano e Netuno;
3- máxima aproximação entre Lua e planeta quando visível no céu noturno;
4- horário sugestivo para iniciar a observação, sendo válido para todo Brasil, de acordo com o horário de Brasília (UTC -3h) e desconsiderando o horário de verão.

 

Vale lembrar que:

 

A magnitude utilizada é a visual, ou seja, o brilho aparente do objeto celeste. É necessário saber que quanto maior for o número apresentado, menor será o brilho do objeto celeste.

 

O limite de observação a olho nu em condições ideais de observação, ou seja, numa noite sem a interferência da Lua, com baixa umidade relativa do ar e sem a interferência da poluição luminosa é 6.0 de magnitude (aproximada). Abaixo desse número, o objeto celeste pode ser observado a olho nu, porém acima desse número, somente mesmo com uso de telescópio ou binóculo. Porém, objetos acima de 8.0 são difíceis de serem observados, mesmo com uso de telescópio.

 

TOPO

 

 

 

Fases da Lua

 

 

 

O horário determinado foi calculado para às 12 horas (meio-dia do Tempo Legal do Distrito Federal - TDF), desconsiderando o horário de verão.

 

A parte branca da ilustração da Lua representa a parte iluminada pelo Sol e a porcentagem descrita indica a fração do disco lunar iluminado pelo Sol com erro de até + ou - 2% para para todo Brasil.

 

 

Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

Figura 1. Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.

 

LUA AGORA

 

 

Aspecto atual do disco lunar no hemisfério sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOPO

 

 

ESPECIAL - Trânsito de Mercúrio

 

 

 

 

O QUE É TRÂNSITO

 

Por definição, na Astronomia, utilizamos o termo Trânsito para descrever a passagem de um objeto celeste de dimensão menor em frente de outro objeto celeste de dimensão maior. Como exemplo, temos os trânsitos de Vênus e Mercúrio (chamados de planetas inferiores) em frente ao disco solar. Outro tipo de trânsito ocorre quando um determinado satélite natural (lua) de Júpiter ou até mesmo a sombra do satélite natural passa à frente do disco desse planeta.

 

 

PORQUE OCORRE O TRÂNSITO DE MERCÚRIO

 

Uma conjunção inferior ocorre quando um planeta está entre a Terra e o Sol. Sendo assim, só ocorre conjunção inferior na configuração Terra - Mercúrio - Sol e Terra - Vênus - Sol. No caso de Mercúrio, esse planeta passa entre a Terra e o Sol de 3 á 4 vezes por ano. Apesar desse fato, não é sempre que temos o trânsito.


Apesar de todos os planetas geralmente se encontram perto do plano da eclíptica da Terra (plano da órbita terrestre), o plano da órbita dos demais planetas é geralmente inclinado em relação ao plano da órbita da Terra por um ângulo chamado sua inclinação orbital. Visto do Sol, o caminho da Terra em torno do céu e o caminho de outro planeta em torno do céu são quase circulares e inclinados em relação ao outro. A inclinação da órbita de Mercúrio em relação à da Terra é de cerca de 7 graus.

 

Durante a maior parte de sua órbita, Mercúrio é visto acima ou abaixo do plano da órbita da Terra, tanto da Terra e do Sol Isto também é verdade para a maioria das conjunções inferiores de Mercúrio. Assim, as maiorias das conjunções inferiores não resultam em um trânsito. A condição necessária para que ocorra um trânsito é similar a necessária para um eclipse solar ou lunar, isto é, a Terra deve estar próxima a linha dos nodos da órbita do planeta. Nodo é a intersecção de um objeto celeste com o plano da eclíptica de outro objeto celeste. No caso do trânsito de Mercúrio é necessário que durante a trajetória do planeta Mercúrio, o mesmo cruze o plano da eclíptica terrestre. Como os nodos do planeta estão nas latitudes 227° e 47° e são cruzados pela Terra próximo aos dias 7 de maio e 9 de novembro, os trânsitos somente podem ocorrer próximos a esses dias. A figura abaixo ilustra os meses da ocorrência do trânsito de Mercúrio e as posições dos planetas Terra e Mercúrio.

 

Posições favoráveis dos planetas Terra e Mercúrio para ocorrências dos trânsitos.

 

Figura: Posições favoráveis dos planetas Terra e Mercúrio para ocorrências dos trânsitos.
Crédito da figura original: http://www.astroasheville.org/2016-mercury-transit/
Adptado por Marcos Calil

 

 


Para a órbita de cada planeta há dois nodos. Aquele em que o planeta está atravessando o plano orbital da Terra-Sol do sul para o norte (chamado de nodo ascendente) e aquele em que o planeta está atravessando o plano orbital Terra-Sol de norte a sul (chamado de nodo descendente). Observado do Sol, os dois nodos são exatamente opostos um ao outro. Entre um nodo e outro existe um intervalo aproximado de seis meses. Durante as trajetórias de Mercúrio e da Terra em torno do Sol, quando esses dois planetas atravessam de forma simultânea os 2 pontos (nodos) ocorre o trânsito. Fato que sempre ocorre em maio ou novembro. A travessia no nodo descendente ocorre em maio e o no nodo ascendente ocorre em novembro. Sendo assim, exatamente no dia 9 de maio de 2016, o planeta Mercúrio estará cruzando o plano orbital da Terra (no nodo descendente).

 

 

QUANDO OCORREM OS TRÂNSITOS DE MERCÚRIO

 

Quando observado da Terra, somente dois planetas podem nos possibilitar a visualização do trânsito. São os planetas inferiores, Mercúrio e Vênus. Como Mercúrio está mais próximo do Sol, a ocorrência do trânsito de Mercúrio é maior, se comparado com o trânsito de Vênus. Mercúrio demora, aproximadamente, 88 dias terrestre para completar uma volta em torno do Sol, enquanto que Vênus demora, aproximadamente, 225 dias terrestre. Dessa forma, a cada século, podemos ter a ocorrência de 13 a 14 trânsitos de Mercúrio, enquanto o trânsito de Vênus ocorre em pares de oito anos separados por longos intervalos de 121,5 anos e 105,5 anos. O último trânsito de Mercúrio ocorreu em 08 de novembro de 2006 e o próximo ocorrerá nesse mês de maio, no dia 09. Já, o último trânsito de Vênus ocorreu em 06 de junho de 2012 e o próximo ocorrerá em 11 de dezembro de 2117. Nesse ano de 2016, quem perder o trânsito de Mercúrio que ocorrerá durante o dia de 09 de maio, só poderá ver o próximo em 11 de novembro de 2019.

 

Quando observado da Terra, a passagem do planeta Mercúrio à frente do disco solar ocorre em datas que podem ser calculadas. A tabela à seguir apresenta as datas que ocorreram e irão ocorrer o trânsito de Mercúrio.

 

Trânsitos de Mercúrio: 1901-2050
Data

Hora (BRA)

Momento máximo

14 novembro 1907
09:06
07 novembro 1914
09:02
07 maio 1924
22:41
10 novembro 1927
02:44
11 maio 1937
06:00
11 novembro 1940
20:20
14 novembro 1953
13:54
05 maio 1957
22:14
07 novembro 1960
13:53
09 maio 1970
05:16
10 novembro 1973
07:32
13 novembro 1986
01:07
06 novembro 1993
00:57
15 novembro 1999
18:41
07 maio 2003
04:52
08 novembro 2006
18:41
09 maio 2016
11:57
11 novembro 2019
12:20
13 novembro 2032
05:54
07 novembro 2039
05:46
07 maio 2049
11:24

 

Tabela: Trânsito de Mercúrio de 1901 à 2050.

 

 

Saber quando irá ocorrer o trânsito de Mercúrio não é tão simples. Isso porque a regularidade do evento não é tão simples de ser percebida. De maneira geral, podemos admitir que o intervalo de tempo entre um trânsito e outro é irregular, sendo separados por 3, 5, 7, 9, 5, 10 ou 13 anos. O padrão é bastante complexo por causa da órbita elíptica de Mercúrio. Os períodos mais curtos são uma consequência de vários harmônicos mais longos entre os períodos orbitais de Mercúrio e da Terra. O período de 13 anos é de particular importância uma vez que corresponde, aproximadamente, 54 órbitas de Mercúrio em torno do Sol (fica aquém de um ajuste perfeito por apenas 2,01 dias). Um longo período de 33 anos (10 + 10 + 13) produz um ajuste ainda melhor o que corresponde a 137 órbitas de Mercúrio subtraído de 1,67 dias. Se combinarmos os períodos de 13 anos e 33 anos, o total de 46 anos é igual a 191 órbitas de Mercúrio adicionado 0,34 dias.

 

 

SÉRIES E VELOCIDADES

 

Uma maneira útil para organizar os trânsitos de Mercúrio é agrupando-os em série de tal maneira que cada membro é separado por 16802 dias ou 46 anos (esses valores são a soma de 13 e 33 anos). Assim, os trânsitos de 1957, 2003 e 2049 pertencem a uma série, enquanto os trânsitos de 1960, 2006 e 2052 pertencem a outra série.

 

Mês de maio - podemos ter a ocorrência de trânsitos próximos de um mês após a passagem no afélio de Mercúrio, ou seja, quando Mercúrio está mais afastado do Sol. Isso ocorre no mês de maio. Como consequência dessa posição do planeta, a velocidade orbital de Mercúrio, cerca de 39 km/s, é menor, se comparado com o mês de novembro, quando o planeta está no periélio (quando Mercúrio está mais próximo do Sol). Assim, quando visto da Terra, o tempo de observação do trânsito de Mercúrio no mês de maio é maior de comparado com novembro. Tendo uma velocidade mínima do planeta Mercúrio passando à frente do disco solar, o resultado é um tempo maior de observação.

 

Mês de novembro - os trânsitos de novembro ocorrem apenas alguns dias antes de Mercúrio atingir o periélio, ou seja, quando Mercúrio se posiciona mais próximo do Sol. Desse modo o planeta está com sua velocidade orbital mais rápida, aproximadamente, 59 km/s, se comparada com o mês de maio (na posição próximo do afélio). Como consequência, visto da Terra, o tempo de observação do trânsito é menor, se comparado com o mês de maio, uma vez que sua velocidade orbital em novembro é mais rápida, se comparada com o mês de maio.

 

A série de trânsito que ocorrem em maio só dura cerca de 10 ciclos ou 414 anos, enquanto que a série de novembro dura cerca de duas vezes, se comparado com a série de maio. Por exemplo: série 8 (ocorrida em novembro no nodo crescente) teve início em 1776 e irá durar até o ano de 2604, contando com o total de 19 trânsitos no intervalo de 828 anos. Para efeito de comparação, a série 9 (ocorrida em maio no nodo descendente) começou recentemente, em 1957 e irá permanecer até 2371, com um total de 10 trânsitos, dentro do intervalo de 414 anos. Em qualquer momento, pode haver cerca de seis séries de trânsito executados simultaneamente. Mas desde que a série de novembro durar duas vezes a mais que a série de maio, ou seja, existem duas vezes mais trânsitos em novembro se comparado com as ocorrências de trânsitos em maio. As séries de trânsito de Mercúrio são bastante análogas à série Saros dos eclipses solares e lunares, embora eles sejam mais curtos e não ocorrem muitos eventos em cada série.

 

 

PROPORÇÃO MERCÚRIO E SOL DURANTE O TRÂNSITO

 

Como vimos, Mercúrio atinge seu afélio e periélio. Essa questão da distância do planeta, em relação ao Sol, também causa uma observação do disco planetário maior ou menor quando à frente do disco solar. Sendo assim, na ocorrência de um trânsito durante o mês de maio, ou seja, quando ocorre o momento próximo do afélio Mercúrio parece ser 1/158 do tamanho do Sol. Para as ocorrências dos trânsitos nos meses de novembro, alguns dias antes de Mercúrio atingir o periélio, por esse planeta estar mais próximo do Sol, se comparado com o mês de maio, o seu tamanho parece ser de 1/194 do tamanho do Sol. A foto à seguir apresenta o tamanho de Mercúrio frente ao disco solar durante o trânsito ocorrido em 08 de novembro de 2006.

 

Mercúrio à frete do Sol, em 08 de novembro de 2016.

 

Foto: Mercúrio à frete do Sol, em 08 de novembro de 2006.

Crédito: http://www.nasa.gov/images/content/162371main_transit_merc_110806.jpg

 

 

 

QUEM PODERÁ OBSERVAR O TRÂNSITO DE MERCÚRIO DE 09 DE MAIO DE 2016

 

Sem dúvida o Brasil estará localizado numa posição privilegiada. Vimos que a ocorrência do trânsito de Mercúrio é um fenômeno raro. Se adicionarmos esse fator com outros fatores que permitem a observação durante a ocorrência do fenômeno como, por exemplo, local de observação, tempo de observação e condições climáticas para observação, podemos considerar que o Brasil está numa posição extremamente favorável. A figura abaixo ilustra o mapa dos locais que poderão contemplar esse fenômeno.

 

 

Mapa dos locais de observação do trânsito de Mercúrio de 09 de maio de 2016.

 

Figura: Mapa dos locais de observação do trânsito de Mercúrio de 09 de maio de 2016.

Crédito: http://eclipsewise.com/oh/tm2016.html

 

 

Perceba que, de acordo com o mapa, os observadores localizados no Brasil poderão contemplar todo o fenômeno do trânsito. Privilégio brasileiro que irá se repetir no próximo trânsito de 11 de novembro de 2019. Sendo assim, se o observador brasileiro não conseguir ver esse fenômeno de 09 de maio de 2016, o próximo só será visível no Brasil, em 11 de novembro de 2019.

 

 

QUE HORAS IRÁ OCORRER O TRÂNSITO DE MERCÚRIO DE 09 DE MAIO DE 2016

 

Antes de sabermos os principais horários do trânsito é importante saber o que significa "contatos". Dizemos que ocorre um contato durante o trânsito, quando o objeto celeste, no caso o planeta Mercúrio, inicia ou termina sua passagem pela borda do outro objeto celeste, no caso o Sol. Assim sendo, temos quatro contatos, sendo chamados de primeiro contato, segundo contato, terceiro contato e quarto contato.

 

O primeiro contato ocorrerá quando Mercúrio iniciará sua passagem pelo disco solar. De acordo com nossos cálculos e análises de softwares, esse fenômeno iniciará às 8 horas 13 minutos e 40 segundos. Após o primeiro contato, durante 3 minutos e 10 segundos iremos observar Mercúrio cada vez mais imerso no disco solar, caminhando para o segundo contato. Dessa forma, o segundo contato irá ocorrer às 8 horas 16 minutos e 50 segundos. Nesse momento Mercúrio estará totalmente à frente do disco solar. Desse momento em diante, Mercúrio caminha de forma aparente à frente do Sol. A maior aproximação do centro do disco solar irá ocorrer às 11 horas 58 minutos e 47 segundos. Na continuidade, teremos o terceiro contato que irá ocorrer às 15 horas 38 minutos e 29 segundos. Nesse momento, Mercúrio iniciará sua saída à frente do disco solar. Passados 3 minutos e 13 segundos, ou seja, às 15 horas 41 minutos e 42 segundos, teremos o quarto contato, ou seja, teremos o fim do trânsito de Mercúrio.

 

A figura abaixo apresenta a trajetória aparente de Mercúrio à frente do disco solar, quando visível no Brasil, destacando os principais momentos do trânsito.

 

 

Trajetória aparente do trânsito de Mercúrio, em 09 de maio de 2016, observado no hemisfério sul.

 

Figura: Trajetória aparente do trânsito de Mercúrio, em 09 de maio de 2016, observado no hemisfério sul.

 

 

Sem dúvida os melhores momentos de observação irão ocorrer nos contatos. Nesses momentos, dependendo do equipamento que se usa, poderá ser contemplado o efeito gota. De acordo com Helio C. Vital, da seção de Eclipses da REA, o efeito gota é mais proeminente quando observada em condições atmosféricas e instrumentais precárias. A gota negra é produzida pela perda de resolução da imagem dos limbos solar e planetário, os quais se tornam difusos e “manchados”, interpenetrando-se e formando uma região escura e indefinida entre eles junto aos contatos internos. Esse fenômeno se deve aos efeitos combinados da turbulência atmosférica (~3,5”) e de difração instrumental (~1”), além de outras possíveis limitações inerentes ao sistema óptico utilizado (~1”). Além dessas causas, análises de observações de satélites também comprovaram que o fenômeno da gota negra também resulta da difração da luz solar nas bordas solar e planetária, cujos efeitos são potencializados pelo escurecimento brusco da fotosfera junto ao limbo solar (~1”). Procure registrar com precisão de ±1s quando a gota negra aparece e quando ela desaparece. A foto abaixo ilustra o efeito aqui descrito.

 

 

Efeito gota negra que ocorre nos contatos durante o trânsito de Mercúrio ou Vênus.

 

Figura: Efeito gota negra que ocorre nos contatos durante o trânsito de Mercúrio ou Vênus.

Crédito: http://www.skyandtelescope.com/astronomy-news/observing-news/what-is-the-black-dropeffect/

 

 

 

COMO OBSERVAR O TRÂNSITO DE MERCÚRIO

 

MUITO IMPORTANTE:

 

A observação do Sol não é simples de ser realizada. Se não tomar os devidos cuidados poderá causar perda da visão.

Sendo assim, descrevemos aqui o que você NAO DEVERÁ FAZER para observar o Sol.

 

- NUNCA observe diretamente o Sol a olho nu;

- NUNCA use chapas de filmes fotográficos;

- NUNCA use vidros esfumaçados ou vidros escuros de garrafas;

- NUNCA olhe para o reflexo do Sol em uma bacia com água;

- NUNCA use óculos escuros, lentes polaróides ou óculos que "filtram" UV (de acordo com o fabricante);

- NUNCA use papéis celofanes de quaisquer cores em folhas simples ou associados em "sanduíches";

- NUNCA use CDs e raio X;

- NUNCA use lupa, binóculo sem filtro ou telescópio sem filtro para observar o Sol;

- NUNCA utilize telescópios refratores (telescópios com espelhos) sem filtro solar, com a intenção de realizar a projeção do Sol.

 

Esse último item se justifica pelo fato que se, caso seu espelho primário estiver desalinhado, com certeza alguma peça do seu telescópio será derretida.

 

Além disso, algumas técnicas que permitem observar o Sol com certa segurança, não irão possibilitar a observação do trânsito. Isso se justifica pelo pequeno tamanho do planeta Mercúrio frente ao disco solar com, aproximadamente, 1/158 do tamanho do disco solar. Para se ter uma ideia da proporção que estamos mencionando, a figura abaixo ilustra essa escala para o uso de filtro de soldador número 12.

 

Foto de Marcos Calil com uso do filtro de soldador para observação do eclipse solar, simulando o tamanho de Mercúrio.

 

Foto: Foto de Marcos Calil com uso do filtro de soldador para observação do eclipse solar, simulando o tamanho de Mercúrio.

 

Como podemos perceber, mesmo que utilizado o filtro de soldador com numeração acima de 12 para observação do Sol, não será possível observar o planeta Mercúrio à frente do disco solar, por causa do pequeno tamanho. Vale dizer que esse é o tamanho do Sol que observamos quando utilizado o filtro solar e Mercúrio possui um tamanho um pouco menor do que foi representado pelo ponto preto. Como o photo shop não permite inserir um ponto menor do que um pixel, ainda assim, o tamanho de Mercúrio está um pouco maior do que será na realidade. Tentamos aqui preservar o tamanho aparente do Sol quando visto pelo filtro do soldador, tendo que perder um pouco na proporção de Mercúrio.

 

Outra técnica que será impossível de ver o trânsito de Mercúrio é o uso de óculos especiais de observação de eclipses solares. Muito comum no mercado internacional e que entrou de forma tímida no Brasil. A figura abaixo ilustra o óculos mencionado, porém a recomendação de não comprá-lo para observação do trânsito de Mercúrio.

 

Óculos de observação de eclipse solar que não serve para observar o trãnsito de Mercúrio.

 

Foto: Óculos de observação de eclipse solar que não serve para observar o trãnsito de Mercúrio.

 

Conhecidas os boatos falsos e perigosos e técnicas de observação do Sol que não servirão para observar o trânsito de Mercúrio, fica a questão: afinal, quais as técnicas que permitirão a contemplação desse fenômeno?

 

Resposta: se realmente você deseja observar esse fenômeno, você DEVE baixar a aula ministrada por Marcos Calil, realizada no Planetário e Teatro Digital de Santo André (Planetário Johannes Kepler) e que foi direcionada para professores. Com posse dos slides das aulas e suas devidas explicações, são as seguintes técnicas:

 

- Por projeção e, portanto, mais seguras:

 

1- Projeção do Sol via telescópio refrator, conhecido popularmente como "telescópio com lente" ou "luneta" - slides 12 à 29

2- Utilizando uma buscadora óptica e uma caixa de sapato - slides 30 à 32

3- Projeção via binóculo de baixo custo apoiado num tripé - slides 33 à 39

4- SolarScope (equipamento não vendido no Brasil) - slides 41 à 43

5- Projeção por espelho - slides 51 à 55 - apesar da literatura afirmar que é possível e ter registros de fotos do trânsito de Vênus, tenho minhas dúvidas se servirá para o trânsito de Mercúrio. Dessa forma, resta esperar o dia 09 de maio para realização de testes.

6- Sun Gun - slides 56 à 59 - apesar de pouco utilizada no Brasil, essa técnica é fantástica e permite a observação de várias pessoas ao mesmo tempo.

 

- Por observação direta, portanto, necessita de equipamentos específicos:

NUNCA OBSERVE O SOL DE FORMA DIRETA SEM EQUIPAMENTOS PRÓPRIOS - PODERÁ CAUSAR CEGUEIRA

 

1- Tipos de filtros para observação do Sol que devem ser acoplados em telescópios ou binóculos - slides 60 à 90

2- Tipos de telescópios específicos para observação exclusiva do Sol - slides 91 à 95

 

Como percebem, a observação do Sol, quando não se conhece as técnicas corretas de observação, pode causar cegueira ou derreter o equipamento. E aqui, não estou exagerando. Dessa forma é extremamente indicado que, caso o observador deseja contemplar o fenômeno, acesse o power point referente ao curso de observação do Sol que proferi para professor pelo Planetário e Teatro Digital de Santo André.

 

Além dessas técnicas, com o advento da tecnologia, nos dias atuais é muito comum as pessoas transmitirem ao vivo pela internet o evento. Sendo assim, mesmo que numa segunda feira, você não possa observar o Sol por causa do trabalho ou por causa das condições climáticas desfavoráveis, será possível acompanhar pela internet. À seguir, mencionamos os links de transmissões ao vivo.

 

 

LINKS DE TRANSMISSÕES AO VIVO DO TRÂNSITO DE MERCÚRIO

 

Diversas instituições e astrônomos amadores costumam transmitir eventos astronômicos pela internet. Porém, deve-se atentar que algumas dessas transmissões podem não ocorrer. Geralmente, quando isso ocorre - falha ou não transmissão - se deve por um alto fluxo na página, condições climáticas desfavoráveis, perda de sinal da internet e outros motivos que fogem do controle da pessoa que deseja transmitir o fenômeno. Por essa razão sempre é válido ter diversos links prontos para assistir o fenômeno que iniciarão suas transmissões pouco antes das 8 horas e 10 minutos (horário de Brasília). São alguns exemplos de transmissões ao vivo:

 

Núcleo de Observação do Sol do Planetário e Teatro Digital de Santo André - nesse canal, Marcos Calil e a equipe do Núcleo de Observação do Céu irão transmitir ao vivo o trânsito utilizando o telescópio Coronado. As imagens serão impressionantes, uma vez que esse telescópio que será utilizado para transmissão foi projetado para observação exclusiva do Sol. Além disso, o Planetário irá promover diversas palestras durante todo o dia e promover observações abertas para o público das 8 horas às 16 horas. Informações e agendamento de grupos pelo e-mail sabina@santoandre.sp.gov.br .

 

O vídeo abaixo ilustra o exemplo de como será a imagem vista pela transmissão ao vivo, via telescópio Coronado, apresentando as manchas solares, as proeminências, limbo e outras atividades solares. É importante frisar que nesse vídeo não temos a presença do planeta Mercúrio.

 

 

 

 

Vídeo: Sol por Marcos Calil, utilizando o Telescópio Coronado SolarMax II 60mm, barlow Celestron 2x e Câmera Expanse.

 

 

 

Além do Núcleo de Observação do Céu, serão as seguintes instituições que irão transmitir o evento - pela ordem de início:

 

Sternwarte Peterberg - https://www.youtube.com/watch?v=w0TSuA0r2hs - Local de transmissão: Eiweiler (Alemanha)

 

ServiAstro - http://www.am.ub.edu/twiki/bin/view/ServiAstro/TransitMercuri090516 - Local de transmissão: Barcelona (Espanha)

 

Agência Espacial Européia (ESA) - http://www.cosmos.esa.int/web/cesar/mercury-transit-2016 - Local de transmissão: Madrid (Espanha)

 

Slooh.com - http://main.slooh.com/event/transit-of-mercury/ - Local de transmissão: Ilhas Canárias (Espanha)

 

Astronomia ao vivo - https://www.youtube.com/watch?v=jpJQtlRaLaw&feature=youtu.be - Local de transmissão: (Brasil)

 

Ciência e Astronomia - https://www.youtube.com/watch?v=KLjkvDVaj6I&feature=youtu.be - Local de transmissão: (Brasil)

 

Agência Espacial Européia (ESA) - http://www.cosmos.esa.int/web/cesar/mercury-transit-2016 - Local de transmissão: Cerro Paranal (Chile)

 

 

FAÇA SUA CONTRIBUIÇÃO PARA PESQUISA NACIONAL

 

Fenômenos raros são dignos de serem pesquisados. Com o avanço da rede colaborativa de pesquisa via interner, a sua contribuição poderá ser extremamente válida para pesquisadores que esperaram por esse evento. Por essa razão, convidamos todos à contribuírem com a pesquisa de Helio C. Vital. Acesse o site http://www.geocities.ws/lunissolar2003/PO_Trans_Merc_Mai09_16.htm e veja como você podera contribuir.

 

 

CONDIÇÕES METEREOLÓGICAS PARA 09 DE MAIO

 

Sempre que ocorre um evento desse porte, os astrônomos torcem para que não tenhamos nuvens no céu. Quanto mais próximo do evento mais certo será o acerto da previsão. Por essas razões, aconselhamos o acesso no site da Climatempo, para saber se o céu da sua cidade estará aberto para esse dia.

 

 

FONTES:

 

NASA - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/transit/transit.html

 

NASA - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/transit/catalog/Visible.html

 

NASA - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/transit/catalog/MercuryCatalog.html

 

NASA - http://solarsystem.nasa.gov/planets/venus

 

NASA - http://solarsystem.nasa.gov/planets/mercury

 

Astronomy Club of Asheville - http://www.astroasheville.org/2016-mercury-transit/

 

Sky and Telescope - http://www.skyandtelescope.com/astronomy-news/observing-news/what-is-the-black-dropeffect/

 

Fred Espenak - http://eclipsewise.com/oh/tm2016.html

 

Prof. Nelson Travnick - http://vaztolentino.com.br/noticias/190-ESPETaCULO-NO-CeU-MERCuRIO-FICARa-ALINHADO-ENTRE-A-TERRA-E-O-SOL-por-Nelson-Travnik

 

Helio C. Vital - http://www.geocities.ws/lunissolar2003/PO_Trans_Merc_Mai09_16.htm

 

 

 

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1- Como observar Mercúrio

 

 

 

Além do raríismo evento do trânsito de Mercúrio, esse belo planeta poderá ser contemplado a olho nu, aproximadamente, após o dia 20 de maio. Com o avançar dos dias, sua contemplação será cada vez mais fácil de ser realizada. Isso porque, poucos instantes do amanhecer de 20 de maio (aproximadamente), Mercúrio estará nascendo no horizonte leste. Sendo assim, poderemos contemplar Mercúrio poucos instantes do nascer do Sol. Por essa razão, será necessário que o observador tenha um horizonte leste livre da interferência de prédios, árvores, montanhas e outros objetos que possam atrapalhar a visão desse horizonte. Com o avançar dos dias, Mercúrio estará cada vez mais alto no céu, facilitando sua contemplação no final desse mês. A figura 2, ilustra o movimento aparente de Mercúrio para os dias 20, 25 e 31 de maio, por volta das 6 horas da manhã.

 

 

Posições aparentes de Mercúrio, em 20, 25 e 31 de maio, por volta das 6 horas.

 

Figura 2. Posições aparentes de Mercúrio, em 20, 25 e 31 de maio, por volta das 6 horas.

 

 

Como a observação de Mercúrio irá ocorrer poucos instantes antes do nascer do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá nascer na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar o tempo das suas observações.

 

 

AS FASES DE MERCÚRIO

 

Assim como a Lua, os planetas Mercúrio e Vênus também possuem fases. As fases desses dois planetas podem ser observadas com auxílio de um simples telescópio. As figuras 3 e 4 ilustram o aspecto de Mercúrio para os dias 20 e 31 de maio e suas respectivas porcentagens do disco iluminado pelo Sol.

 

Mercúrio em fase, em 20 de maio, com 9% do seu disco iluminado.

 

Figura 3. Mercúrio em fase, em 20 de maio, com 9% do seu disco iluminado.

Mercúrio em fase, em 31 de maio, com 28% do seu disco iluminado.

 

Figura 4. Mercúrio em fase, em 31 de maio, com 28% do seu disco iluminado.

 

Aproveite para obter belas fotos de Mercúrio. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

 

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2- Como observar Vênus

 

 

 

Infelizmente, para esse mês de maio de 2016 o planeta Vênus será muito difícil de ser observado. Para o início do mês, poucos instantes antes do Sol nascer, esse belo planeta estará muito próximo da linha do horizonte leste. Os raios solares irão ofuscar em partes o brilho desse planeta, além de ter a possibilidade de objetos como árvores, prédios ou montanhas atrapalhando a visualização do horizonte leste. Ainda nesse período, no amanhecer de 6 de maio, teremos a Lua próxima de Vênus. Para esse momento, a Lua estará com apenas 0,30% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea da Lua. Mas, repetimos que não será uma observação fácil de ser realizada, por causa da proximidade de Vênus com a linha do horizonte leste. Mas, mesmo estando numa cidade com poluição luminosa, se caso você observar a olho nu um ponto prata muito brilhante e próximo do horizonte leste, poucos instantes do nascer do Sol, com certeza esse ponto será o planeta Vênus. Essa observação poderá ser realizada até o amanhecer de 10 maio (aproximadamente). Após isso, Vênus não poderá ser observado durante o restante desse mês. A figura 3, concebida em 6 de maio, por volta das 6h30min, ilustra a aproximação de Vênus com a Lua.

 

 

 

A difícil observação da Lua próxima de Vênus, no amanhecer de 6 de maio de 2016, por volta das 6h30min.

 

Figura 5. A difícil observação da Lua próxima de Vênus, no amanhecer de 6 de maio de 2016, por volta das 6h30min.

 

 

Como a observação de Vênus irá ocorrer poucos instantes antes do nascer Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá nascer na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar o tempo das suas observações.

 

Aproveite para obter belas fotos de Vênus. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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3- Como observar Marte

 

 

 

Durante esse mês, o planeta Marte irá proporcionar vários momentos interessantes de observações a olho nu e com telescópio. Mesmo nas cidades com poluição luminosa é possível contemplar a olho nu Marte com facilidade no céu.

 

Para o início do mês, o planeta Marte poderá ser contemplado a olho nu, nascendo no horizonte leste, por volta das 19 horas. Com o avançar das horas, esse belo planeta avermelhado estará próximo do ponto mais alto do céu, em relação ao observador (chamado de zênite), por volta das 2 horas. Após isso, Marte se dirige para o horizonte oeste e antes que ocorra seu ocaso, seu brilho será ofuscado pelos primeiros raios do Sol. Com o avançar das noites, Marte irá nascer cada vez mais cedo. Assim, em meados de maio, Marte irá nascer por volta das 18 horas e estará próximo do zênite por volta da meia noite. Após isso, Marte se dirige para o horizonte oeste e antes que ocorra seu ocaso, seu brilho será ofuscado pelos primeiros raios do Sol. Já, para o final do mês, quando o Sol se pôr, o planeta Marte já poderá ser contemplado acima do horizonte leste com facilidade. Com o avançar das horas esse planeta ganha altura, atingindo o zênite por volta das 23 horas. Após isso, Marte se dirige para o horizonte oeste e seu ocaso irá ocorrer por volta das 5h50min. Os horários exatos do nascer e ocaso de Marte depende da latitude e longitude do observador, por essa razão inserimos o termo "por volta de", pois dependendo da região que o osbervador estiver localizado, o planeta Marte poderá nascer e se pôr poucos instantes antes ou depois.

 

Sabendo, mesmo que de forma aproximada, os horários do nascer e ocaso de Marte, durante esse mês o observador poderá contemplar diversos eventos interessantes que envolvem Marte. Vale saber também que na mesma região que se encontra Marte, teremos a presença do planeta Saturno, brilhando com sua cor amarelada e permitindo sua contemplação a olho nu, memos nas cidades com poluição luminosa. São os eventos que destacamos à cerca de Marte para esse mês, dignos de observação e fotos:

 

- Mesmo que a mínima separação angular entre Marte e a estrela Antares, a mais brilhante da constelação do Escorpião tenha acontecido em 26 de abril, às 16h52min, com 4 graus e 52 minutos de separação angular, ainda assim será um belo espetáculo contemplar Marte próximo dessa estrela na primeira noite de maio. Saber que a estrela Antares, que significa "a rival de Marte" está próxima do planeta Marte, disputando em brilho avermelhado o céu, nos submete a uma observação com um bom significado;

 

- Em 2 de maio, à 1h32min, teremos a maior aproximação angular de Marte e o aglomerado estelar M4. Marte estará com 4 graus e 51 minutos de separação angular em relação ao aglomerado M4. Isso significa que, estando o observador numa cidade sem poluição luminosa e com um simples binóculo 10x50 ou 7x50 será possível contemplar os dois objetos celestes ao mesmo tempo. Vale saber que não é possível contemplar M4 a olho nu, uma vez que a magnitude (brilho aparente), desse objeto celeste é de 7.5. Com telescópio será possível contemplar separadamente esses dois objetos celestes;

 

- Na noite de 21 de maio, a Lua estará próxima de Marte. Para essa noite a Lua estará com 99,8% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho de Marte e Saturno, além das estrelas à sua volta. Apesar disso, não deixará de ser um belíssimo espetáculo de ser apreciado e fotografado;

 

- Em 22 de maio, às 5h11min teremos a menor distância angular entre Marte e a estrela Dschubba. Porém, o interessante será contemplar Marte e essa estrela na noite de 18 de maio, pois Marte estará bem na cabeça do Escorpião. Assim, teremos um alinhamento raro que irá ser composto pela estrela Graffias, o planeta Marte, a estrela Dschubba, a estrela pi Scorpii e a estrela rho Scorpii. Para quem está acostumado a contemplar a constelação do Escorpião, será um evento bem interessante e diferente de contemplar;

 

- Em especial, em 22 de maio, Marte estará em oposição. Isso significa que teremos o maior tempo possível de observação noturna de Marte. A oposição em longitude irá ocorrer às 8h16min, porém não será possível contemplar Marte nesse horário. Sendo assim, tomando como base o nascer de Marte para 22 e 23 de maio, que será por volta das 17h15min e o ocaso desse planeta, que ocorrerá por volta das 6h40min, teremos nessas noites um longo tempo para contemplar Marte;

 

- Em 30 de maio, às 18h34min, teremos a maior aproximação do centro da Terra com o centro de Marte. Como nesse horário Marte estará presente no céu noturno do Brasil, teremos um excelente momento de observação. Mas, se caso alguma nuvem impessa a observação desse fenômeno, nesse exato momento descrito, não tem problema. A contemplação durante toda a noite será um lindo espetáculo. A próxima aproximação Terra-Marte irá ocorrer somente em 31 de julho de 2018. Por essa razão vale contemplar. Além disso, esse será um excelente momento de apontar o telescópio para esse planeta e contemplar com certa facilidade a calota polar sul de Marte.

 

Devemos enfatizar aqui que Marte NÃO ficará do tamanho da Lua. Por muitos anos, sempre que esse fenômeno se repete, sempre tem aquelas pessoas que divulgam num efeito viral pelas redes sociais que Marte ficará do tamanho da Lua. ISSO NÃO É VERDADE. Marte poderá ser contemplado a olho nu, mesmo nas grandes cidades como um pequeno ponto vermelho no céu, o que não deixará de ser um belo espetáculo.

 

A figura 6, concebida para 21 de maio, por volta das 20h30min, ilustra a aproximação da Lua com Marte, além do planeta Saturno, a estrela Antares e os demais objetos celestes significativos de serem observados.

 

 

Posições aparentes da Lua, Marte, Saturno e Antares, em 21 de maio, por volta das 20h30min

 

Figura 6. Posições aparentes da Lua, Marte, Saturno e Antares, em 21 de maio, por volta das 20h30min.

 

 

Como teremos a presença do planeta Saturno e da constelação do Escorpião nessa região do céu, aconselhamos a leitura sobre Saturno e a constelação do Escorpião para otimizar as suas observações.

 

Aproveite para obter belas fotos. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

 

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4- Como observar Júpiter

 

 

 

Durante esse mês, logo após o ocaso do Sol, o planeta Júpiter poderá ser contemplado a olho nu entre o ponto mais alto do céu, em relação ao observador (chamado de zênite) e o horizonte nordeste. Com o avançar das horas esse planeta se dirige rumo ao horizonte oeste, quando ocorre seu ocaso no início da madrugada.

 

Em especial, na noite de 14 de maio, teremos a Lua próxima de Júpiter. Para essa noite a Lua estará com 62% do seu disco iluminado, ofuscando em partes o brilho de Júpiter. Por essa razão, apesar da Lua ser um ótimo referêncial para encontrar Júpiter e proporcionar um belo espetáculo visível a olho nu, prefira contemplar Júpiter nas outras noites que a Lua não atrapalha sua observação, principalmente se seu objetivo for contemplar as luas Galileanas. Porém, se seu objetivo for contemplar essa aproximação ou fotografar com um simples celular ou qualquer outra câmera, com certeza não deixará de ser um belo registro. A figura 7, concebida para 14 de maio, por volta das 19 horas, ilustra a bela aproximação da Lua com Júpiter, além das principais estrelas da constelação do Leão.

 

 

Aproximação da Lua e Júpiter, em 14 de maio, por volta das 19 horas.

 

Figura 7. Aproximação da Lua e Júpiter, em 14 de maio, por volta das 19 horas.

 

 

Como as observações de Júpiter foram descritas aqui tomando como base o ocaso do Sol, aconselhamos o acesso no site da Climatempo para saber que horas o Sol irá se pôr na sua cidade e, dessa forma, conseguir otimizar o tempo das suas observações.

 

 

AS LUAS DE JÚPITER

 

 

O que é interessante de ser observado com auxílio de um simples instrumento óptico como, por exmeplo, telescópio são as luas Galileanas. Tratam-se de Io, Europa, Calisto e Ganimedes. Essas luas podem ser observadas girando em torno de Júpiter numa única noite. Para tanto, é interessante que o observador faça um desenho das luas no início da sua primeira observação e depois outro desenho após uma hora e assim, sucessivamente. Esse tipo de observação poderá ser realizada hora após hora e até dia após dia. Também é possível utilizar uma câmera fotográfica para fazer registros fotográficos ou filmagens, porém nesse caso será necessário utilizar uma boa câmera com uma lente de alto nível, apoiadas num tripé ou num telescópio, se desejar filmar. Outra forma de registro é inserir uma webcam ou uma câmera de vigilância (sem o filtro IR) no telescópio no lugar em que se coloca a ocular, sem inserir a ocular. Com essa técnica é possível gravar diversos vídeos do movimento das luas Galileanas. Outra observação muito interessante de acompanhar é a ocultação de uma das luas por Júpiter.

 

Outra dica preciosa é o site Sky View Cafe. Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. Atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário. A figura 8 apresenta parte da inteface do Sky View Cafe e a posição das luas Galileanas, para 14 de abril de 2016, às 19 horas.

 

 

Posição das luas galileanas, para 14 de abril de 2016, às 19 horas.

 

Figura 8. Posição das luas galileanas, para 14 de abril de 2016, às 19 horas.

 

 

O freeware Stellarium também é uma grande ajuda para localizar os objetos celestes no céu e as luas de Júpiter. Vale também conferir o site Neave Planetarium que fornece a posição dos planetas de forma on-line. Leia os comentários sobre Softwares Astronômicos para saber mais sobre esse assunto.

 

A figura 9 demonstra o movimento das 4 luas Galileanas durante esse mês. Do interior para o exterior temos: Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

O movimento das luas Galileanas.

 

Figura 9. O movimento das luas Galileanas.

Aproveite para obter belas fotos. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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5- Como observar Saturno

 

 

 

Durante esse mês o planeta Saturno poderá ser contemplado durante quase toda a noite. Para o início do mês, o planeta Saturno poderá ser contemplado a olho nu, nascendo no horizonte leste, por volta das 19h30min e próximo do ponto mais alto do céu, em relação ao observador (chamado de zênite), por volta das 2h30min. Após isso, Saturno se dirige para o horizonte oeste e antes que ocorra seu ocaso, seu brilho será ofuscado pelos primeiros raios do Sol. Com o avançar das noites, Saturno irá nascer mais cedo. Assim, em meados de abril, o gigante dos anéis irá nascer por volta das 18h30min e estará próximo do zênite por volta das 1h30min da manhã. Após isso, Saturno se dirige para o horizonte oeste e antes que ocorra seu ocaso, seu brilho será ofuscado pelos primeiros raios do Sol. Já, para o final do mês, Saturno irá nascer no horizonte leste cerca de 1 hora após o ocaso do Sol e estará próximo do zênite por volta da meia noite. Após isso, Saturno se dirige para o horizonte oeste e antes que ocorra seu ocaso, seu brilho será ofuscado pelos primeiros raios do Sol. O horário do nascer de Saturno depende da latitude e longitude do observador, por essa razão inserimos o termo "por volta de", pois dependendo da região poderá nascer poucos instantes antes ou depois.

 

Como descrito nos comentários de Marte, o espetáculo ficará por conta desses dois planetas, Marte e Saturno, além de alguns objetos celestes pertencentes a constelação do Escorpião. Vale saber que Marte possue uma cor avermelhada e Saturno se destaca com sua cor amarelada, sendo ambos observados facilmente a olho nu, mesmo nas cidades com poluição luminosa. Sem dúvida, durante esse mês teremos diversas e belas configurações no céu.

 

Em especial, na noite de 22 de maio, a Lua estará próxima de Saturno. Para a noite a Lua estará com 98% do seu disco iluminado, ofuscando o brilho de Saturno e Marte, além das estrelas à sua volta. Apesar disso, não deixará de ser um belíssimo espetáculo de ser apreciado e fotografado. Vale lembrar que na noite anterior, em 21 de maio, a Lua estará próxima de Marte. A figura 10, concebida para 22 de maio, por volta das 19h30min, ilustra a aproximação da Lua com Saturno, além do planeta Marte, a estrela Antares e os demais objetos celestes significativos de serem observados.

 

 

Posições aparentes da Lua, Saturno e Marte, em 22 de maio, por volta das 19h30min

 

Figura 10. Posições aparentes da Lua, Saturno e Marte, em 22 de maio, por volta das 19h30min.

 

 

Novamente, não deixe de ler os comentários sobre Marte e Escorpião para otimizar as suas observações. Aproveite também para obter belas fotos. A dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui.

 

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6- Luz Cinérea da Lua

 

 

 

A Luz Cinérea da Lua pode ser observada em dois momentos:

 

Caso 1- até no máximo um dia depois da Lua Quarto Minguante até um ou dois dias antes da Nova.

 

Caso 2- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Nova até no máximo poucas horas antes do Quarto Crescente.

 

 

Para entender o fenômeno, basta sabermos que a luz do Sol que incide sobre a Terra é refletida para Lua, iluminando sua parte escura. Dessa forma, o que podemos observar é algo parecido com a foto ao lado.

 

Por causa da configuração Sol-Terra-Lua, no primeiro caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez mais acentuada, enquanto no segundo caso com o avançar dos dias, a Luz Cinérea da Lua se torna cada vez menos acentuada e, portanto, menos visível.

 

 

Para esse mês, os momentos de observação irão ocorrer entre 30 de abril até 6 de maio, 7 e 12 de maio e 30 de maio até 3 de junho. De acordo com os casos 1 e 2, as melhores possibilidades de observações irão ocorrer entre 30 de abril até 5 de maio, 8 e 12 de maio, além de 30 de maio até 2 de junho. Para o amanhecer de 30 de abril a 6 de maio e 30 de maio a 3 de junho, a Lua irá nascer poucos instantes antes do nascer do Sol no horizonte leste. Para o anoitecer de 7 a 12 de maio, a Lua irá se pôr poucos instantes depois do pôr do Sol no horizonte oeste.

 

Acesse o site da Climatempo para saber os horários do nascer e do ocaso do Sol para sua cidade e assim se programar melhor para poder contemplar e fotografar a luz cinérea da Lua.

 

Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

Foto. Luz cinérea por Renato Cassio Poltronieri (Nhandeara - SP). Equipamento Canon Sx30is, tripé fixo.

 

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7- Ocultação de Estrelas pela Lua

 

 

 

Ocultação é o fenômeno que ocorre quando um astro de diâmetro aparente maior passa à frente de outro astro com diâmetro aparente menor.

 

Durante o mês ocorrerão diversas ocultações de estrelas pela Lua, porém visíveis a olho nu, são poucas as ocultações que podem ser facilmente observadas. Vale lembrar que o olho humano consegue observar no máximo magnitudes inferiores a 6.0 e o quanto o disco iluminado da Lua irá refletir a luz solar são fatores importantes que devem ser considerados para conseguir ou não observar o fenômeno. No caso do uso de telescópios, lunetas ou binóculos, quando a Lua estiver próxima da fase cheia, será necessário utilizar filtros para bloquear o excesso de luz lunar.

 

A ocultação máxima de uma estrela chega a 70 minutos, quando a imersão e emersão se verificam em pontos diametralmente opostos da Lua. Uma ocultação de planeta pela Lua é algo mais raro de ocorrer durante o ano.

 

Sabendo desses fatores, podemos observar na tabela 2 a magnitude de cada estrela, a quantidade que o disco da Lua estará iluminado no momento da ocultação e o horário aproximado da ocultação.

Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

Foto. Ocultação de Regulus pela Lua por Marcos Calil.

 

 

 

DATA
ESTRELA/PLANETA
MAGNITUDE
CONSTELAÇÃO
ILUMINAÇÃO DO DISCO LUNAR*
HORÁRIO IMERSÃO**
HORÁRIO EMERSÃO**
COMENTÁRIOS
17/05

Zaniah

(1772cA2)

3.9

Virgem

+81%
02:07
--
7.1
17/05

44 Virginis

(1866SA3)

5.8

Virgem

+87%
21:50
23:24
7.2
27/05

tau Capricorni

(3015SB7)

5.2

Capricórnio

-73%
01:37
03:05
7.3

 

 

Tabela 2. Ocultação visível durante a noite de estrelas e/ou planetas.

 

Legenda da tabela:

 

*O sinal de menos na columa "Iluminação do disco lunar" indica que a Lua está na fase decrescente e o sinal de mais na sua fase crescente.

 

** De forma muito simplificada, imersão é a entrada da estrela atrás da Lua e emersão é sua saída. Os horários calculados de imersão e emersão são para observadores localizados na cidade de São Paulo durante o início (imersão) e fim (emersão) do evento de acordo com o horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão. Para observadores localizados fora dessa latitude e longitude de São Paulo, o início do fenômeno poderá ocorrer até 1 hora antes ou depois e seu término até uma hora antes ou depois do horário descrito dependendo da sua localização. Também deverá ser considerado o fuso horário do local de acordo com o horário de Brasília.

 

 

Legenda do mapa:

 

- Região vermelha à esquerda - ocultação que ocorre próximo anoitecer;


- Região vermelha à direita - ocultação que ocorre próximo amanhcer;

 

- Região azul à esquerda - ocultação que ocorre próximo do horizonte leste, instantes próximo do nascer da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Região azul à direita - ocultação que ocorre próximo do horizonte oeste, instantes próximo do pôr da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;

 

- Faixa branca - local que é possível realizar a observação da ocultação. Deve-se saber que quanto mais próximo da linha branca o observador se localiza, mais à “borda” da Lua a estrela será ocultada.

 

 

Segue abaixo os comentários das ocultações de estrelas pela Lua que são mais fáceis de serem observadas durante esse mês:

 

 

 

7.1- Zaniah (1772cA2)

 

Na madrugada de 17 de maio será possível contemplar a estrela Zaniah da constelação da Virgem ser ocultada pela parte não iluminada da Lua às 02h07min. De acordo com a figura 11, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicada no mapa. Para os observadores localizados abaixo ou acima dessas linhas brancas, será possível contemplar apenas a estrela passando próxima da Lua. Para os observadores localizados dentro da elipse azul, a emersão não será possível de ser observada. Porém, para quem estiver próximo, poderá contemplar a emersão tendo a Lua muito próxima da linha do horizonte oeste, ou seja, durante o ocaso da Lua, fato que dificulta a contemplação. Para os demais que estiverem entre as linhas brancas e afastados da elipse azul, será possível contemplar a emersão da estrela pela parte iluminada da Lua. O horário desse último evento depende da localização do observador.

 

Vale lembrar que os horários da imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Como a estrela Zaniah possui magnitude 3.9 e a Lua estará com 81% do seu disco iluminado, não será possível realizar a contemplação dessa ocultação a olho nu, independente se o observador estiver num local com ou sem poluição luminosa. Dessa forma, será necessário o uso de um telescópio ou binóculo apoiado num tripé para poder apreciar esse fenômeno.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 11. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.2- 44 Virginis (1866SA3)

 

Na noite de 17 de maio será possível contemplar a estrela 44 Virginis ser ocultada às 21h50min, pela parte não iluminada da Lua. Após isso, a estrela irá reaparecer às 23h24min pela parte iluminada do disco lunar. Vale lembrar que os horários de imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Como a estrela 44 Virginis possui magnitude 5.8 e a Lua estará com 87% do seu disco iluminado, não será possível realizar a contemplação dessa ocultação a olho nu, independente se o observador estiver num local com ou sem poluição luminosa. Dessa forma, será necessário o uso de um telescópio ou binóculo apoiado num tripé para poder apreciar esse fenômeno. Recomenda-se o uso de um filtro lunar ou da tampa na parte superior do telescópio com um pequeno furo para diminuir o alto brilho que a Lua estará refletindo a luz solar.

 

De acordo com a figura 12, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicada no mapa. Para os observadores localizados abaixo ou acima dessas linhas brancas, será possível contemplar apenas a estrela passando próxima da Lua.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 12. Faixa de observação da ocultação.

 


 

7.3- tau Capricorni (3015SB7)

 

Na madrugada de 27 de maio será possível contemplar a estrela tau Capricorni ser ocultada pela parte iluminada da Lua às 01h37min. Após isso, a estrela irá reaparecer às 03h05min pela parte não iluminada do disco lunar. Vale lembrar que os horários de imersão e emersão se modificam para as demais regiões do Brasil localizadas fora da cidade de São Paulo. Sendo assim, para essas regiões, os fenômenos da imersão ou emersão poderão ocorrer cerca de 30 minutos antes ou depois dos horários estipulados para São Paulo. Dessa forma, sempre é bom preparar a observação, cerca de 30 minutos antes do horário apresentado.

 

Como a estrela tau Capricorni possui magnitude 5.2 e a Lua estará com 73% do seu disco iluminado, não será possível realizar a contemplação dessa ocultação a olho nu, independente se o observador estiver num local com ou sem poluição luminosa. Dessa forma, será necessário o uso de um telescópio ou binóculo apoiado num tripé para poder apreciar esse fenômeno.

 

De acordo com a figura 13, a ocultação dessa estrela poderá ser observada para quem estiver localizado entre as linhas brancas, indicada no mapa. Para os observadores localizados abaixo ou acima dessas linhas brancas, será possível contemplar apenas a estrela passando próxima da Lua.

Faixa de observação da ocultação.

 

Figura 13. Faixa de observação da ocultação.

 

TOPO

 

8- Chuva de Meteoros

 

 

 

Os meteoros, popularmente chamados de "estrelas cadentes" são os rastros luminosos proporcionados pela rápida passagem de corpos variados na alta atmosfera terrestre. Esses meteoros são produzidos por pequenos corpos que, gravitando em torno do Sol, ao atingirem em grande velocidade a atmosfera terrestre, tornam-se incandescentes pelo choque com as moléculas de ar, reduzindo-se na maioria a pó antes de alcançarem o solo. Porém, alguns corpos conseguem vencer o calor da fricção e associado a seu tamanho considerável ou uma entrada na atmosfera com velocidade baixa, produzem um aspecto similar a uma bola incandescente no céu. Como resultado, durante a sua passagem, produzem um som intenso e após a sua passagem deixam um rastro de fumaça. Esses corpos são chamados de Bólidos. Por ser chamado de "fireball" em inglês, a tradução popular para o português se tornou "bola de fogo", porém o termo científico correto é Bólido. Os corpos que conseguem atingir o chão são chamados de meteoritos. Com uma certa experiência, pode-se encontrar diversos meteoritos após a ocorrência de um meteoro e, principalmente, após a ocorrência de um bólido. O valor do grama de um meteorito pode variar de acordo com sua composição química e procedência.

 

Os meteoros podem ser: esporádicos, ou seja, que ocorrem sem nenhuma previsão, porém sendo muito comuns ou; provenientes das chuvas de meteoros, sendo previstos com datas praticamente fixas. Relacionamos aqui as chuvas de meteoros previsíveis para esse mês, tendo como base os históricos das chuvas dos anos anteriores.

 

 

Chuva
P
M
HORÁRIO
C
CCT
THZ
r
V
LUA(%)
FONTE
Comentário
Omega Capricornids (OMC)

19/04

15/05

02/05
01:00
Sagitário

a = 21:00

d = -30

2
?
64
s/l - 17%
UAI / AMSL
No registro do AMSL a abreviação se dá como WCA, a declinação é igual a -22 graus e a velocidade é de 50 km/s.
Eta Aquariids (ETA)

19/04

28/05

06/05
04:00
Aquário

a = 22:36

d = -01

45
2.4
65
s/l
UAI / AMSL
8.1

Eta Lyrids (ELY)

03/05

12/05

08/05
02:30

Cisne

a = 19:30

d = +39

3
3.0
45
s/l
UAI / MSO
Lua atrapalha a observação.

Southern May Ophiuchids (SOP)

21/04

04/06

13/05
22:00

Ofíuco

a = 17:12

d = -24

?
?
28
53% - s/l
UAI / MSO
Lua não atrapalha a observação.
Alpha Scorpiids (ASC)

01/05

31/05

16/05
21:00
Escorpião

a = 16:27

d = -29

5
?
31
79% - s/l
UAI / AMSL / CS
No CS o período está entre 21/4 e 26/5, RA em 16:30 e o THZ é de 3 meteoros por hora. No AMSL a RA está em 16:12, declinação em -21 graus e THZ é de 5. Lua atrapalha observação.
Beta Coronae Australids (CAU)

23/04

30/05

16/05
22:30
Coroa Austral

a = 19:00

d = -40

3
?
56
79% - s/l
UAI / AMSL
No AMSL a RA está em 18:56 e a velocidade em 45 km/s. Lua atrapalha observação.
Northern May Ophiuchids (NOP)

08/04

16/06

18/05
21:00
Ofiúco

a = 16:36

d = -14

3
?
28
92%
UAI / MSO
Lua atrapalha a observação.
Northern omega Scorpiids (NSC)

?

31/05
21:00
Ofiúco

a = 16:32

d = -15

5
?
19
s/l - 19%
UAI / CS
No CS o RA é de 16:20 e a declinação está em 16 graus e 19 minutos.
Southern omega Scorpiids (SSC)

?

31/05
20:00
Escorpião

a = 16:14

d = -15

5
?
23
s/l - 19%
UAI / CS
No CS o RA é de 16:06 e a velocidade de 25,5 km/s.

 

 

Tabela 3. Chuva de meteoros desse mês.

 

 

 

Legenda:

 

CHUVA - indica o nome da chuva em questão. Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI;

 

P - Período em que ocorrerá a chuva. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

M - Momento máximo que irá ocorrer a chuva. Essa é a melhor data para observar de acordo com o horário de observação proposto para o Brasil. Porém, vale saber que o observador poderá contemplar a chuva entre 2 ou 3 dias antes ou depois do momento máximo. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

HORÁRIO - Horário que leva em consideração o momento que o radiante da chuva estará cerca de 30 graus acima da linha do horizonte. Isso não significa o melhor horário de observação. Alguns meteoros podem surgir antes ou depois do aparecimento do radiante. Informações nossas;

 

C - Constelação associada a chuva. Informações nossas, de acordo com o CCT adquirido;

 

CCT - Posição para observação dadas em coordenadas equatoriais (J2000), sendo: a: ascensão reta e; d: declinação. Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI.

 

THZ - Taxa Horária Zenital - um número máximo calculado de meteoros que um observador pode apreciar, numa noite sem a inferência da Lua, com o céu perfeitamente limpo e com radiante na sua máxima altura. Quando ocorrer uma chuva periódica, ou seja, sem previsão da taxa por hora, a mesma será representada por "?". Quando aparecer o termo "VAR" significa que a chuva tem histórico de variação da quantidade de meteoros observados, sendo difícil de prever a quantidade. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

r - Índice provável de magnitude da chuva. Quanto menor o valor mais fácil será sua observação. Como parâmetro, para as cidades com poluição luminosa, são indicados valores menores do que 3.0. Informações obtidas pelo cruzamento das fontes analisadas. Havendo discrepâncias entre as fontes, os dados serão informados;

 

V - Velocidade de entrada atmosférica do meteoro, dada em km/s. As velocidades variam entre 11 km/s (muito lento), 40 km/s (médio) e 72 km/s (muito rápido). , Sempre que constar, prevalece por padrão as informações da UAI.

 

LUA (%) - Porcentagem do disco iluminado para o melhor momento de observação da chuva. No caso sem influência da Lua durante a chuva de meteoros é atribuído o símbolo s/l. Lua próxima da fase cheia e do radiante atrapalha a observação dos meteoros. Informações nossas;

 

FONTE - Referências das informações obtidas. Quando mais de uma, foram realizadas comparações entre as informações e/ou adições das informações, quando não existente numa determinada fonte, porém apresentada na outra. Siglas: UAI - Meteor Data Center; IMO - International Meteor Organization; AMSL - Alpo Meteor Shower List; CS - CalSky; AMS - The American Meteor Society, MET - MetBlog e; MSO - Meteor Showers Online.

 

COMENTÁRIO - Quando existir o número, a chuva será comentada no seu respectivo número. Informações nossas.

 

 

Comentário

 

8.1 - 06/05 - Chuva de meteoros Eta Aquarídeos

 

Sem dúvida será uma bela chuva digna de ser contemplada, pois para essa noite a Lua não irá atrapalhar a observação.

 

De acordo com os históricos dessa chuva de meteoros, em 2010, a International Meteor Organization (IMO) apresentou uma taxa horária zenital de 85 meteoros a cada uma hora. Em 2014, a mesma instituição apresentou a taxa de 45 meteoros, com periodicidade entre 40 e 85 meteoros a cada uma hora. Para esse ano de 2015, a Alpo Meteor Shower List (AMSL) informa que a taxa horária zenital será de 60 meteoros a cada uma hora, enquanto que a CalSky (CS) nos informa que serão 28 meteoros a cada uma hora.Seja como for, será uma bela chuva de meteoros digna de ser observada, mesmo nas cidades com média poluição luminosa, pois estima-se meteoros com magnitude de 2.4. Melhor ainda para os observadores que estiverem afastados da poluição luminosa produzida pelas grandes cidades. O que se poderá observar são meteoros relativamente rápidos, pois a estimativa de velocidade é de 65 km/s e que deixam longos rastros.

 

Durante o mês de maio, a constelação do Aquário irá nascer por volta da 00h30min no horizonte leste. O radiante da chuva, ou seja, local mais propício que surgirá os meteoros, irá nascer por volta da 01h30min. Porém, o melhor horário para observação será após às 4 horas da manhã, quando o radiante na constelação de Aquário atinge a altura suficiente para contemplação de todos os meteoros possíveis. A figura 16 ilustra a região do radiante para São Paulo, em 06 de maio, ás 3h30min. Para as demais regiões do Brasil, a diferença que ocorre em relação a figura 14, exatamente para esse horário, estará na distância dos objetos celestes e do radiante da chuva em relação a linha do horizonte.

 

 

Chuva de meteoros eta Aquarídeos em 06 de maio.

.

Figura 14. Chuva de meteoros eta Aquarídeos, em 06 de maio.

 

Vale saber que a contemplação de uma chuva de meteoros pode (e deve) ser realizada a olho nu. Assim, mesmo que o observador tenha dificuldade de localizar a constelação do Aquário, basta olhar para o céu no lado leste, na noite de 06 de maio, por volta das 3h30min e contemplar algumas "estrelas cadentes" riscando o céu. Porém, a contemplação de uma chuva de meteoros não ocorre somente na data indicada do máximo do radiante. Geralmente é possível contemplar uma chuva de meteoros 3 noites antes ou depois da data indicada, dentro do horário apresentado.

 

Para os mais aficionados que desejam obter algumas fotos dessas chuvas, a recomendação é utilizar uma filmadora (pode ser de câmera fotográfica digital). Apoiada num tripé, apontada para essa região, deixe-a gravando e espere capturar diversos meteoros passando e depois no computador ou na TV passe o filme e veja o resultado. Aproveite para nos enviar suas imagens no nosso Twitter para fazermos um RT.

 

 

Histórico (Fonte: Meteor Showers On-line http://meteorshowersonline.com/eta_aquarids.html)

 

Os primeiros relatos dessa chuva de meteoros ocorreram em 1863 com atividades no final de abril e no início de maio, quando HA Newton analisou as datas das antigas chuvas e sugeriu uma série de períodos que mereceram a atenção dos observadores. Um desses períodos foi em 28 de abril e incluiu as observações de chuvas de 401 d.C, 839 d.C, 927 d.C, 934 d.C. e 1009 d.C.

 

A Eta Aquarídeos foi oficialmente descoberta em 1870 pelo Tenente-Coronel GL Tupman (enquanto navega no mar Mediterrâneo). Ele observou 15 meteoros em 30 de Abril e 13 meteoros na noite de2 e 3 Maio. Numa data posterior, WF Denning analisando os registros da Associação Italiana meteórica identificou 45 meteoros que foram plotados durante o período de 29 de abril a 5 de maio de 1870. Finalmente, a primeira confirmação da chuva veio em 29 de abril de 1871, quando Tupman observou 8 meteoros.

 

Observações do Eta Aquarídeos foram raros, mas, durante 1876 Herschel descobriu algo que, pelo menos, começou a gerar um maior interesse pela chuva. Ele realizou um inquérito para descobrir a matemática dos cometas que foram mais aptos a produzir chuvas de meteoros. O Cometa Halley foi encontrado como o mais próximo da Terra, em 4 de maio, momento em que o radiante estava em Aquário. Herschel imediatamente notou que as observações de Tupman de 1870 e 1871 foram muito perto destas previsões.

 

A Eta Aquarídeos permaneceu pouco observada devido a falta de observadores no hemisfério sul. Apenas ocasionalmente registros de uma atividade da chuva foram notificados, dos observadores do norte que tiveram que enfrentar a observações do radiante próximo da linha do horizonte leste. No entanto, H. Corder detectou a atividade na manhã do dia 4 de maio de 1878, com 3 meteoros plotados revelando uma radiante próximo à estrela Eta Aquarii. Durante este mesmo ano, Herschel examinou todas as observações disponíveis e inferiu que o radiante da chuva parecia mover-se mais a leste, uma vez que cada dia se passava.

 

WF Denning finalmente conseguiu determinar com mais exatidão essa chuva entre 30 de abril 30 a 6 de maio de 1886. Um total de 11 meteoros foram plotados para revelar uma radiante próximo à estrela Eta Aquarii. A partir dessas observações, ele afirmou que o radiante parecia 5 graus a 7 graus de diâmetro. Ele acrescentou que a aparente proximidade de sua radiante com a previsão realizada por Herschel colocou a identidade dessa chuva para o cometa Halley "sem margem para dúvidas."

 

Felizmente, vários bons observadores de meteoros apareceram no hemisfério sul durante os anos 20 e o conhecimento vindo do Sul aumentou e muito. Um dos mais prolíficos observadores foi RA McIntosh (Auckland, Nova Zelândia). Ele publicou um dos mais importantes estudos da Eta Aquarids durante 1929. McIntosh afirmou que as suas observações desse ano mostraram uma atividade entre os dias de 22 de abril a 13 de maio. Ele afirmou que o máximo da chuva surgiu definitivamente no início de maio, apesar do mau tempo que impediu de ser analisado, no entanto, ele constatou que a chuva manteve taxas horária entre 10 a 20 meteoros durante o período de 2 a 11 de maio. A área do radiante foi consistentemente com cerca de 5 graus. Além disso McIntosh's realizou cálculos orbitais que mostraram excelentes proximidades com a órbita do Cometa Halley.

 

Durante 1935, McIntosh publicou outro inquérito da Eta Aquarids. Utilizando observações feitas por Murray Geddes (Nova Zelândia) e ele próprio durante 1928 a 1933 planejou a observações da atividade dessa chuveira e desenvolveu uma curva da atividade que revelou que a chuva começou com taxas de 1 por hora em 28 de abril, em seguida, passou rapidamente a um limite máximo de 10 por hora durante o mês de maio entre os dias 3 e 6. Finalmente, essa curva desceu lentamente a taxa de 1 por hora em 16 maio.

 

No início de 1947, a Eta Aquarids aderiu às fileiras dos primeiros fluxos a ser detectadas por técnicas de rádio. Durante 1 a 10 de maio, um rádio telescópio no Jodrell Bank viu picos de 12 meteoros. Poucos dados adicionais sobre este fluxo foi recolhida pelo Banco Jodrell durante o resto dos anos de 1940 e durante toda a década de 1950. Na verdade, o fluxo foi praticamente ignorado o equipamento de rádio raramente foi operada durante a primeira metade de maio Felizmente, os observadores utilizando o equipamento de radar em Springhill Meteor Observatory (Ottawa, Canadá) e, posteriormente, pelo Observatório Ondrejov (Checoslováquia), foram capazes de fornecer alguns das mais extensa série de dados já acumulados sobre este fluxo.

 

Os dados de Springhill abrangeu o período de 1 a 10 de maio e um fato revelado por A. Hajduk (Instituto Astronómico da Academia de Ciências da Eslováquia, Bratislava, Checoslováquia), foi a complexidade das taxas ativas. Utilizando uma média elaborada para o período de 1958-1967, observou-se que duas máximas detectadas por radar ocorreram: uma em 4 de maio e a outra em 7 maio.

 

Os números acima representam uma média de 10 anos e, apesar de mostrarem algumas características interessantes para os níveis de atividades da ETA Aquarídeos, os níveis anuais de atividade indicadas no mesmo documento são ainda mais interessantes - especialmente quando são comparados com o inusitado vales e picos da forma de onda que notarem a atividade de curvas semelhantes da Orionids. Hajduk estudando a chuva Orionids concluiu que existe uma atividade anormal de níveis que se formaram devidos a ocasionalidade da primeira ou secunda máximas atividades dadas em datas diferentes do que geralmente se aceitava como uma única data com máximo. O mesmo é verdade também para a Eta Aquarids. De fato, dos 10 anos analisados pelo Observatório Springhill, representou apenas 3 anos o que poderia ser considerada uma atividade da curva normal. Alguns exemplos dos desencontros sobre o estudo de fluxos da chuva Eta Aquarídeos podem ser encontrados no estudo de Hajduk, que não só revelou detalhes interessantes sobre este fluxo, mas também sobre o Orionids de outubro - em tempo conhecida como irmã próxima da Eta Aquarídeos. Embora exista uma clara semelhança entre as características dos meteoros e níveis de atividades dos dois fluxos, uma característica interessante mostrada nos dados de Springhill se dão às distâncias de cada trajetória existente a órbita da Terra. Usando a órbita do cometa Halley como representando o centro do associado meteoro, Hajduk notou que a Eta Aquarídeos ocorrem quando a Terra está 0,065 UA do fluxo de base, enquanto o Orionids ocorre quando a Terra está 0,15 UA de distância. De acordo com os dados Springhill, há uma menor variação entre as taxas anuais de atividade para o Eta Aquarídeos do que existe para a Orionids.

 

A evolução deste fluxo foi discutido durante 1983, pela BA McIntosh (Herzberg Instituto de Astrofísica, Otava, Canadá) e Hajduk. São publicados os detalhes de uma proposta de modelo de fluxo produzidas por meteoros do cometa Halley. Utilizando um estudo publicado em 1981 DK Yeomans e Tao Kiang, que analisou a órbita do cometa Halley datada em 1404 BC, McIntosh e Hajduk teorizou que "os meteoróides simplesmente existem em órbitas que o cometa realizou durante muitas revoluções atrás". Outras perturbações que agiram para moldar o fluxo em um reservatório contém numerosos restos de meteoros agregados. Estes aglomerados são considerados a explicação sobre o motivo por que tanto o Orionids e Eta Aquarídeos experimentam grandes variações de atividades de um ano para o outro.

 

Astrônomos amadores fizeram observações significativas desta chuva de meteoros durante os últimos 30 anos. Com base nas informações de organizações amadores dos Estados Unidos, Inglaterra, Japão, Austrália e Nova Zelândia, é sabido que existe uma enorme diferença nas taxas de atividade desta chuva entre os hemisférios norte e sul. Quando as taxas horárias podem chegar a 20 por hora para os observadores nos Estados Unidos, Europa e Japão, as taxas podem saltar para 30 a 40 por hora para os observadores na Austrália e Nova Zelândia. A razão é simples: a constelação do Aquário ocupa uma área maior de observação quando vista pelos observadores do hemisfério sul. Estas organizações têm também revelado que cerca de um terço da Eta Aquarídeos produz de forma contínua rastros luminosos deixados pelos meteoros que duram pelo menos um segundo.

 

Durante a aparição de 1985-1986 do Cometa Halley, várias organizações em todo o mundo colocou em alerta os seus membros para verificar o possível aumento na atividade Eta Aquarídeos (e os Orionids). Relatórios dos grupos na Austrália, Nova Zelândia, Bolívia, América do Norte e Japão geralmente indicam que a atividade não foi reforçada.

 

 

TOPO

 

 

09- Constelação do Órion

 

 

 

Muitos brasileiros já ouviram falar das “Três Marias”. Essa bela configuração, formada por três estrelas alinhadas, pertencem à constelação do Órion. Infelizmente, no Brasil, a constelação do Órion não pode ser observada durante todo ano. Veremos à seguir como e quando contemplar não apenas as populares “Três Marias”, mas toda a constelação do Órion e seus principais objetos celestes.

 

QUANDO OBSERVAR


A constelação do gigante caçador Órion é a constelação símbolo do verão para os moradores no hemisfério sul e a constelação símbolo do inverno para os moradores do hemisfério norte. Por essa razão, no Brasil, os melhores meses de observação ocorrem durante o verão.


Logo no início da noite de dezembro já é possível observar Órion pouco acima do horizonte leste. Com o avançar dos meses de janeiro e fevereiro, tomando como início de observação a primeira hora da noite, o caçador Órion pode ser contemplado cada vez mais acima do horizonte leste. No início do mês de março, logo após o ocaso do Sol, a constelação de Órion pode ser observada bem alta no céu. Daí por diante, sempre tomando como base a primeira hora da noite, com o avançar dos meses de março e abril, a constelação do Órion se dirige para o horizonte oeste. Em meados de maio, essa constelação se põe no horizonte oeste, ou seja, logo após o ocaso do Sol, na sequência, será possível contemplar Órion se pondo. Daí por diante, por se tratar da constelação símbolo do verão para o hemisfério sul, os brasileiros não podem contemplar Órion no céu noturno. Dessa forma, no mês de junho e meados de julho, não é possível observar essa constelação. No final do mês de julho e durante o mês de agosto, Órion pode ser contemplado surgindo no horizonte leste, poucos instantes do nascer do Sol. Em setembro é possível contemplar essa constelação nascendo no horizonte leste, na alta madrugada. Em outubro, Órion pode ser contemplado no final da noite, antes de iniciar a madrugada. Já para novembro, Órion é visível nascendo no horizonte leste cerca de 3 horas após o ocaso do Sol. Por fim, completando o ciclo de um ano, novamente para dezembro, Órion pode ser observado pouco acima do horizonte leste, logo no início da noite.

 

O QUE OBSERVAR


Órion é conhecido como o “gigante caçador”. O asterismo e sua concepção artística são facilmente reconhecidos no céu, mesmo nas grandes cidades que possuem poluição luminosa. As “Três Marias”, que compõe o cinturão do caçador Órion, na verdade possuem nomes próprios. São as estrelas Alnitak, Alnilam e Mintaka. Formando os ombros do caçador, temos as estrelas Betelgeuse e Bellatrix. A fraca estrela em brilho, Meisa, forma a cabeça do caçador. As pernas, ou como para muitos, o quilt do caçador é formado pelas estrelas Rigel e Saiph. Além dessas principais estrelas, existe ainda um dos mais belos objetos celestes do céu. Trata-se da Nebulosa de Órion.

 

PARA ESSE MÊS...

 

Durante esse mês de maio, logo após o ocaso do Sol, a constelação de Órion poderá ser observada a olho nu muito próxima do horizonte oeste. Sendo assim, será necessário que o observador tenha um horizonte oeste livre da interferência de prédio, árvores ou montanhas para poder contemplar essa constelação com suas populares "Três Marias".

 

A figura 14 ilustra a Lua para 09 de maio, por volta das 19 horas. Nessa noite, a Lua estará com apenas 3,5% do seu disco iluminado, possibilitando a contemplação da Luz Cinérea. Aproveite as noites de 08 à 10 de maio para contemplar a Lua nessa região do céu e utilizá-la para localizar as populares “Três Marias”, além das estrelas mais brilhantes dessa constelação.

 

 

A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 09 de maio, por volta das 19 horas.

 

Figura 14. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 09 de maio, por volta das 19 horas.

 

 

A figura 15 ilustra a mesma região do céu para o mesmo horário, porém sem a concepção artística de Órion.

 

A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 09 de maio, por volta das 19 horas.

 

Figura 15. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 09 de maio, por volta das 19 horas.

 

Finalmente, a figura 16 ilustra a mesma região do céu para o mesmo horário, porém como vemos no céu da natureza. Compare as figuras 14 e 15 e depois observe essa constelação.

 

A constelação do Órion, em 09 de maio, por volta das 19 horas.

 

Figura 16. A constelação do Órion, em 09 de maio, por volta das 19 horas.

 

 

COMO OBSERVAR A NEBULOSA DE ÓRION

 

Com magnitude de 4.0 e com boas condições de observação, ou seja, sem a interferência do brilho do luar e fora da poluição luminosa, a nebulosa de Órion pode ser contemplada a olho nu. Mesmo nesses locais, o uso de um binóculo apoiado num tripé ou de um telescópio sempre será bem vindo. Para as cidades com média ou alta poluição luminosa, será necessário o uso de um telescópio ou binóculo apoiado num tripé. Seu aspecto é semelhante a uma bela e pequena mancha no céu.

 

Para localizar a nebulosa de Órion basta localizar as populares "Três Marias". Essas três estrelas formam um grupo aparentemente alinhado que representam o cinturão do guerreiro Órion. Quase que perpendicular as "Três Marias" encontra-se a nebulosa de Órion.

 

Sem dúvida essa é uma das nebulosas mais observadas e contempladas pelos astrônomos profissionais e amadores. Possivelmente registrada pela primeira vez em 1610 por Nicholas-Claude Fabri de Peiresc, foi descrita por Galileo Galilei em 1617.

 

A Nebulosa de Órion, catalogada como M 42 do catálogo de Messier e NGC 1976 é a nebulosa mais brilhante do céu e também um dos objetos profundos mais brilhantes. Demonstra ser uma das mais lindas imagens quando observada através de telescópios de todos os tamanhos, desde os maiores até os de pequenos portes, bem como os que estão no espaço como, por exemplo, o Telescópio Espacial Hubble. É também um grande objeto no céu, que se estende com mais de 1 grau de diâmetro.

 

Essa nebulosa fica a uma distância aproximada de 1600 anos-luz. Em sua extremidade norte, a nebulosa é dividida por uma faixa escura conspícua, bem visível na foto ao lado. Esta foto foi obtida por Marcos Calil, localizado em São Paulo, operando remotamente um telescópio localizado nas Ilhas Canárias na África. O telescópio possui 85mm de abertura acoplado numa CCD Kodak KAI-2020M. Esse equipamento profissional revela essa bela imagem. Deve-se saber que para um telescópio mais simples, o que poderá ser contemplado é uma pequena mancha.

A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Foto. A nebulosa de Órion por Marcos Calil.

 

Para saber mais sobre a constelação do Órion e as "Três Marias" assista ao vídeo gravado e roterizado por Marcos Calil. Esse vídeo possui 4min 16s de duração.

 

 

 

Vídeo. A constelação de Órion por Marcos Calil.

 

 

OTIMIZANDO SUAS OBSERVAÇÕES


Próxima da constelação do Órion está localizada a constelação de Gêmeos com seu belo aglomerado estelar M35 e as estrelas Pollux e Castor. Leia o comentário sobre o aglomerado estelar M35 para saber como observar com telescópio ou binóculo esse aglomerado.

 

 

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10- Aglomerado Estelar M35

 

 

 

O aglomerado estelar aberto M35, também classificado como NGC 2168, é um belo aglomerado que pode ser observado a olho nu em condições ideais de observação. Com sua magnitude equivalente a 5.5, esse aglomerado requer uma certa habilidade do observador quando observado a vista desarmada. Numa noite sem a interferência da Lua é possível ver uma "mancha" muito tênue no céu noturno em locais onde não possuem poluição luminosa. Porém, o mais indicado é que o observador utilize um binóculo para poder contemplar todas as estrelas desse aglomerado aberto, sendo essa maneira contemplado, mesmo em cidades com poluição luminosa. Por ser um aglomerado aberto o uso de um telescópio não é a melhor pedida, pois o observador apreciará apenas parte desse aglomerado, uma vez que seu tamanho angular é de 0,57 graus. A distância desse aglomerado é de 2800 anos-luz e está localizado na constelação do Gêmeos.

 

Durante esse mês, M35 poderá ser observado após às 19 horas (aproximadamente), pouco acima do horizonte noroeste. Com o avançar das horas, esse aglomerado estelar caminha de forma aparente para o horizonte oeste até ocorrer seu ocaso, por volta da 20h30min.

 

Em especial, em 09 de maio teremos a aproximação da Lua com M35. Para essa noite a Lua estará com 3,5% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea.

 

A figura 17 ilustra a constelação de Gêmeos, em 09 de maio, por volta das 19 horas, além de apresentar os nomes das estrelas mais brilhantes dessa região do céu e a localização de M35. Perceba que a constelação de Gêmeos está localizada próxima das constelações de Órion (onde se localizam as "Três Marias"). Com base nessa constelação será possível encontrar a constelação de Gêmeos e, em seguida, o aglomerado M35. Leia o comentário sobre Órion para otimizar a observação dessa região do céu.

 

 

M35 próxima da Lua, em 09 de maio, por volta das 19 horas

 

Figura 17. M35 próxima da Lua, em 09 de maio, por volta das 19 horas.

 

 

Perceba ainda, na figura 17, que temos outros objetos celestes que valem ser observados a olho nu ou com auxílio de um telescópio ou binóculo. Por essa razão, recomendamos as leituras dos comentários sobre M44 e M42 que se encontra na constelação de Órion.

 

Aproveite para obter várias fotos. Não tenha receio de capturar sua câmera digital, ou até seu celular que contenha uma câmera para tentar obter algumas fotos. Mas lembre-se que o tripé sempre é uma excelente pedida. Se você obter algumas fotos envie para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT.

 

 

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11- Aglomerado Estelar M44

 

 

 

Fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa é possível observar esse aglomerado a olho nu. Por causa do seu forte brilho esse aglomerado é conhecido desde tempos pré-históricos.

 

Algumas antigas escrituras estão associadas a esse objeto: gregos e romanos viram essa "nebulosa" como a manjedoura. Ptolomeu menciona como uma das sete "nebulosas" que ele observou, na sua obra Almagesto. Galileu relatou que este objeto "nebuloso" não era apenas uma estrela como os antigos pensavam, mas uma massa de mais de 40 pequenas estrelas.

 

A dúvida se esse objeto era uma só estrela ou um conjunto de estrelas foi resolvido (possivelmente) por Peiresc em 1611, o descobridor da Nebulosa do Orion (M42). Um ano mais tarde, após a observação de Peiresc, em 1612 esse mesmo objeto foi observado  e relatado como um aglomerado estelar por Simon Marius. Charles Messier adicionou-o no seu catálogo em 4 de março de 1769, como o objeto de número 44, por essa razão M44.

 

 

 

 

O aglomerado da Colméia por Marcos Calil.

 

Foto. O aglomerado da Colmeia por Marcos Calil.

 

Sabemos e aceitamos atualmente que mais de 200 das 350 estrelas na área do aglomerado foram confirmadas como membros. Algumas outras são estrelas de primeiro ou segundo plano, ou seja, que estão à frente ou atrás desse aglomerado. De acordo com a nova determinação da ESA, utilizando o satélite Hipparcos, o aglomerado está 577 anos-luz distante da Terra (estimativas anteriores davam o número de 522 anos-luz), e sua idade foi estimada a cerca de 730 milhões de anos. Curiosamente, tanto nesta idade e à orientação de uma boa resolução de M44 coincide com as das Híades, outro aglomerado estelar famoso e observável a olho nu, porém, que não foi incluída na lista Messier e nem no catálogo NGC e IC, que está atualmente estimada numa idade de cerca de 790 milhões de anos. Provavelmente estes dois objetos, embora agora separados por centenas de anos-luz, têm uma origem comum, em algumas grandes nebulosas gasosas difusas que existiram entre 700 a 800 milhões de anos atrás. Por conseguinte, também a população estelar são semelhantes, ambos contendo gigantes vermelhas (M44, pelo menos, 5 delas) e algumas anãs brancas.(fonte: http://www.seds.org/MESSIER/M/m044.html)

 

Na noite de 11 de maio, após às 19 horas (aproximadamente), poderemos iniciar a contemplação da Lua próxima do aglomerado da Colmeia (M44), pouco acima do horizonte noroeste. Com o avançar das horas, M44 se dirige para o horizonte oeste, quando seu ocaso ocorrerá, por volta, das 23 horas. Para a noite de 11 de maio, a Lua estará com 31% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea.. A figura 18 ilustra a região do céu para 11 de maio, por volta das 19 horas.

 

 

Lua próxima de M44, em 11 de maio, por volta das 19 horas.

 

Figura 18. Lua próxima de M44, em 11 de maio, por volta das 19 horas.

 

Perceba ainda, na figura 18, que temos outros objetos celestes que valem ser observados a olho nu ou com auxílio de um telescópio ou binóculo. Por essa razão, recomendamos a leitura do comentário sobre M35 presente na constelação de Gêmeos. Não indicado na figura 16, mas próxima, teremos a presença da constelação do Leão e do planeta Júpiter. Por essa razão, não deixe de ler os comentários referentes a Júpiter e a constelação do Leão para otimizar as suas observações.

 

 

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12- Constelação do Leão

 

 

 

A constelação do Leão é a constelação típica do outono para os observadores do hemisfério Sul. Isso porque, quando inicia essa estação do ano a constelação do Leão surge durante o anoitecer na linha do horizonte leste. Com o avançar dos meses, quando inicia o inverno, a constelação do Escorpião surge na linha do horizonte leste no anoitecer (representando a constelação dessa estação), enquanto que a constelação do Leão estará próxima do horizonte oeste. Para a primavera, a constelação de Pégaso estará presente no horizonte leste, após o ocaso do Sol. Isso porque, essa constelação representa a primavera e, durante essa estação, o Leão pode ser observado surgindo no horizonte leste, na alta madrugada.

 

Algumas das estrelas da constelação do Leão podem ser observadas mesmo nas cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa e com um pouco de atenção o desenho do Leão se fará presente no céu. Logicamente, para quem estiver fora das grandes cidades, ou seja, em locais sem a influência das luzes, a constelação se mostrará mais nítida. As estrelas Regulus, Denebola, Zosma e Algieba são as estrelas que podem ser facilmente contempladas e marcam parte do desenho do Leão. É interessante saber os nomes das principais estrelas que compõe essa constelação, onde Regulus significa "pequeno rei", Denebola a "cauda do leão", Algieba "do sul" e Zosma significa "quadril".

 

Para esse mês, logo após o ocaso do Sol, a constelação do Leão irá despontar acima do horizonte norte-nordeste. Com o avançar das horas, por volta das 23h30min, o Leão estará se pondo no horizonte oeste. Em especial, na noite de 13 de maio, a Lua estará localizada próxima da estrela mais brilhante dessa constelação: Regulus. Para essa noite a Lua estará com 52% do seu disco iluminado. Contemple também a constelação do Leão nas outras noites, se a proposta for observar suas estrelas e imaginar essa terrível fera no céu, além do belo planeta Júpiter que estará localizado nesse constelação durante todo o mês. Aproveite para ler os comentários sobre Júpiter para otimizar as suas observações.

 

A figura 19, concebida para 13 de maio, às 19 horas, ilustra a constelação do Leão com suas estrelas mais brilhantes, a delimitação dessa constelação, seu asterismo e sua concepção artística. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Regulus.

 

 

A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo, delimitações e concepação artística, em 13 de maio, por volta das 19 horas.

 

Figura 19. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo, delimitações e concepação artística, em 13 de maio, por volta das 19 horas.

 

A figura 20 foi concebida para o mesmo momento da figura 19, porém sem a ilustração artística do Leão. Vale tentar imaginar essa terrível fera no céu.

 

 

A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo e delimitação, em 13 de maio, por volta das 19 horas.

 

Figura 20. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, asterismo e delimitação, em 13 de maio, por volta das 19 horas.

 

 

Finalmente, a figura 21 foi concebida para o mesmo momento das figuras 19 e 20, porém como realmente observamos no céu. Vale comparar as figuras e identificar os principais objetos celestes que estão localizados nessa constelação.

 

 

A constelação do Leão, em 13 de maio, por volta das 19 horas.

 

Figura 21. A constelação do Leão, em 13 de maio, por volta das 19 horas.

 

 

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13- Constelação do Escorpião

 

 

 

Sem dúvida, para quem está começando na Astronomia Observacional essa é uma das constelações mais fácil de ser encontrada no céu.

 

A constelação do Escorpião poderá ser contemplada com facilidade, mesmo para os observadores que residem nas cidades que sofrem com a poluição luminosa. A foto abaixo foi obtida com auxílio de uma simples câmera digital, numa cidade com baixa poluição luminosa. Podemos observar na primeira foto a constelação do Escorpião, enquanto que, na foto montagem temos o desenho imaginário do Escorpião com seus principais objetos celestes.

 

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto: A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Foto montagem. A constelação do Escorpião, por Marcos Calil.

 

Perceba nas fotos acima obtidas com uma simples câmera digital 4.1 mega pixel, duas manchas bem claras chamadas de M6 e M7. Tratam-se de dois aglomerados abertos de estrelas que distam 2.000 e 1.000 anos luz, respectivamente. O aglomerado aberto M6, popularmente chamado de Aglomerado da Borboleta tem magnitude aparente de 4.5, enquanto que o aglomerado aberto M7, popularmente chamado de Aglomerado de Ptolomeu possui magnitude de 3.5. Isso significa que o aglomerado M7 pode ser localizado mais facilmente, por causa seu brilho aparente, que é mais forte se comparado com o aglomerado M6. Lembrando que a magnitude aparente de um astro é o valor dado para seu brilho aparente, numa razão inversamente proporcional. Isso explica afirmação referente a M7 possuir um brilho aparente maior que M6. Nas cidades onde o índice de poluição luminosa é muito fraca é possível observar esses dois aglomerados mesmo a olho nu, onde M7 é mais fácil de ser localizado.

 

A constelação do Escorpião representa a constelação do inverno para o hemisfério sul. Por essa razão, durante esse mês de abril, somente após às 22h30min (aproximadamente), a observação do Escorpião poderá ser realizada próxima do horizonte leste. Com o avançar das horas essa constelação ganha altura, até que, por volta das 3h30min, estará na região mais alto do céu, em relação ao observador. Após isso, essa constelação caminha para o horizonte leste e antes do seu ocaso suas estrelas serão ofuscadas pelos raios solares.

 

Em 21 de maio, após às 20 horas (aproximadamente), será possível observar a Lua próxima da estrela mais brilhante dessa constelação: Antares. Após esse horário essa constelação ganha altura até atingir o ponto mais alto, em relação ao observador, por volta das 2 horas da manhã. Depois disso, o Escorpião se dirige para o horizonte oeste e antes de ocorrer o seu ocaso, os raios solares irão despontar no horizonte leste. Para essa noite, o nosso satélite natural estará com 100% do seu disco iluminado, ofuscando os obsjetos celestes a sua volta. Por essa razão, observe a constelação do Escorpião nas outras noites que a Lua não atrapalha sua observação dos demais objetos celestes à sua volta.

 

A figura 22 ilustra a constelação do Escorpião, em 21 de maio, por volta das 20 horas, apresentando seus principais aglomerados estelares, as estrelas mais brilhantes, a delimitação da constelação. a concepção artística e as linhas dessa bela constelação. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Antares.

 

 

A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, delimitação, concepção artística e asterismo, em 21 de maio de 2016, por volta das 20 horas.

 

Figura 22. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, delimitação, concepção artística e asterismo,

em 21 de maio de 2016, por volta das 20 horas.

 

 

A figura 23 foi concebida para o mesmo momento da figura 22, porém sem a delimitação e a ilustração artística do Escorpião. Vale tentar imaginar esse terrível aracnídeo no céu.

 

 

A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes e suas linhas, em 21 de maio de 2016, por volta das 20 horas

 

Figura 23. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes e suas linhas, em 21 de maio de 2016, por volta das 20 horas.

 

 

A figura 24 foi concebida para o mesmo momento das figuras 22 e 23, porém como vemos no céu da natureza. Compare as três figuras e procure o Escorpião no céu da sua cidade.

 

 

A constelação do Escorpião, em 21 de maio de 2016, por volta das 20 horas

 

Figura 24. A constelação do Escorpião, em 21 de maio de 2016, por volta das 20 horas.

 

Perceba ainda, nas figuras 22, 23 e 24 que temos a presença dos planetas Marte e Saturno nessa região do céu. Por essa razão, aconselhamos a leitura dos comentários sobre Marte e Saturno para otimizar suas observações.

 

 

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14- Constelação de Sagitário

 

 

 

Essa região da constelação de Sagitário é riquíssima em aglomerados de estrelas e nebulosas. Algumas são visíveis até a olho nu, numa noite sem a interferência da Lua e fora da poluição luminosa. Porém, se o observador estiver munido de um simples telescópio ou binóculo, poderá contemplar várias nebulosas e aglomerados estelares dessa região.

 

A contemplação da constelação do Sagitário poderá ser realizada durante todo o mês de maio. O Sagitário irá surgir no horizonte leste após às 22 horas (aproximadamente) e com o avançar das horas essa constelação ganha "altura" até atingir o ponto mais do céu, em relação ao observador. Isso irá ocorrer, por volta das 3h30min. Após esse horário, a constelação do Sagitário caminha para o horizonte oeste e antes que seu ocoso ocorra, suas estrelas serão ofuscadas pelos raios solares.

 

Em especial, a Lua poderá ser observada nessa constelação nas noites de 23, 24 e 25 de maio. As figuras 25, 26 e 27 ilustram o aspecto do céu, por volta das 22 horas, em 24 de maio. Nessa noite a Lua estará com 90% do seu disco iluminado, próxima do aglomerado estelar M25, porém ofuscando esse belo objeto celeste. Por essa razão, vale contemplar essa região do céu nas outras noites do mês, quando a Lua não ofusca os objetos celestes pertencentes a constelação do Sagitário.

 

 

Constelação do Sagitário com os principais nomes dos objetos celestes, sua concepção artística e seu asterismo, em 24 de maio, por volta das 22 horas.

 

Figura 23. Constelação do Sagitário com os principais nomes dos objetos celestes, sua concepção artística e seu asterismo, em 24 de maio, por volta das 22 horas.

 

 

A figura 24 ilustra a mesma região do céu, para o mesmo horário, porém sem a ilustração artística da constelação do Sagitário. Vale tentar desenhar no céu essa constelação.

 

 

Constelação do Sagitário sem concepção artística, em 24 de maio, por volta das 22 horas.

 

Figura 24. Constelação do Sagitário sem concepção artística, em 24 de maio, por volta das 22 horas.

 

 

Por fim, a figura 25 ilustra o mesmo aspecto do céu para o mesmo horário, porém como vemos no céu da natureza. Compare a figura 25 com as figuras 23 e 24 para poder localizar os objetos celestes.

 

Constelação do Sagitário, em 24 de maio, por volta das 22 horas.

 

Figura 25. Constelação do Sagitário, em 24 de maio, por volta das 22 horas.

 

 

Aponte seu instrumento óptico para essa região. Você terá belas surpresas! Vale lembrar que essas figuras valem para todo o mês, porém sem a presença da Lua (exceto nos dias 23, 24 e 25 de maio).

 

 

AGLOMERADOS E NEBULOSAS NA CONSTELAÇÃO DO SAGITÁRIO

 

Vale saber que o brilho do astro é importante para poder observá-lo. Para tanto, utilizamos um número que representa a magnitude do astro. Quanto maior esse número menor será seu brilho, numa razão inversamente proporcional. Assim, partindo da observação mais fácil para mais difícil, inserimos abaixo os nomes populares das nebulosas e aglomerados estelares, seguido da sua especificação pelo catálogo de Messier, indica pela letra M e, finalmente, sua magnitude.

 

Aglomerado estelar  - M25 - magnitude = 4.9 (Visível a olho nu)
Aglomerado de Trifid  - M20 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Nebulosa da Lagoa  - M8 - magnitude = 5.0 (Visível a olho nu)
Aglomerado estelar  - M23 - magnitude = 6.0
Aglomerado estelar  - M22 - magnitude = 6.5
Aglomerado estelar  - M21 - magnitude = 7.0
Nebulosa de Ômega  - M17 - magnitude = 7.0
Aglomerado estelar  - M55 - magnitude = 7.0

 

Vale ressaltar ainda que os objetos que são sugeridos para serem observados a olho nu devem ser feitos fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa, além de uma noite sem a interferência da Lua. Porém, esses objetos são possíveis de serem observados nas grandes cidades com auxílios de telescópios ou binóculos, onde o binóculo é a melhor opção. Os objetos que possuem magnitude próximos e até 6.0 de magnitude são possíveis de serem observados nas grandes cidades, porém muito difusos mesmo com auxílio de telescópio e binóculo. Ainda, esses objetos que possuem magnitude abaixo de 6.0 podem ser observados a olho nu mesmo em cidades com médio índice de poluição luminosa, porém com certa dificuldade. Somente mesmo o aglomerado estelar M7 da constelação do Escorpião (que se localiza próxima da constelação do Sagitário) que possui magnitude de 3.5 pode ser contemplado a olho nu com certa facilidade nas cidades onde a poluição luminosa é considerada média para baixo.

 

 

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15- Constelação do Pégaso

 

 

 

A constelação do cavalo alado Pégaso é a constelação típica da estação da Primavera. Localizada na região onde se encontram as constelações boreais, ou seja, para o lado norte do céu, essa constelação pode ser facilmente contemplada se o observador encontrar o asterismo chamado "Quadrilátero de Pegasus". Esse quadrilátero é formado por quatro estrelas, onde uma delas pertence a constelação de Andrômeda. São as estrelas Scheat, Markab, Algenib e a estrela Alpheratz da constelação de Andrômeda.

 

Para esse mês, o cavalado alado Pégaso poderá ser observado nascendo no horizonte nordeste, por volta das 3 horas da manhã. Depois, com o avançar das horas, antes que essa constelação atinja o ponto mais alto no céu, em relação ao observador, as estrelas do Pégaso serão ofuscadas pelos primeiros raios solares.

 

A figura 26, que foi concebida para 2 de maio, por volta das 5 horas da manhã, ilustra a delimitação da constelação do Pégaso, sua concepção artística, o asterismo do cavalo alado e os nomes das principais estrelas (inlcuindo a estrela Alpheratz da constelação de Andrômeda). Para esse momento, procure o horizonte nordeste e tente localizar as estrelas do quadrilátero do Pégaso, para depois desenhar seu asterismo no céu.

 

 

A constelação do Pégaso com seus principais objetos celestes, seu asterismo, sua concepação artística e a delimitação da constelação, em 2 de maio, por volta das 5 horas.

 

Figura 26. A constelação do Pégaso com seus principais objetos celestes, seu asterismo, sua concepação artística e a delimitação da constelação,

em 2 de maio, por volta das 5 horas.

 

 

Perceba na figura 26 que para a noite de 2 de maio, teremos a Lua próxima de Netuno. Vale lembrar que Netuno não poderá ser observado a olho nu, mesmo que o observador esteja numa cidade sem poluição luminosa. A figura 27 representa o mesmo aspecto do céu da figura 26, porém sem a concepção artística do cavalo alado Pégaso.

 

 

A constelação do Pégaso com seus principais objetos celestes sem a concepção artística, em 2 de maio, por volta das 5 horas..

 

Figura 27. A constelação do Pégaso com seus principais objetos celestes sem a concepção artística, em 2 de maio, por volta das 5 horas..

 

Por fim, a figura 28 representa o mesmo aspecto do céu apresentadas nas figuras 26 e 27, porém como vemos na natureza. Vale tentar desenhar essa bela constelação no céu e identificar seus principais objetos celestes.

 

 

A constelação do Pégaso, em 2 de maio, por volta das 5 horas.

 

Figura 28. A constelação do Pégaso, em 2 de maio, por volta das 5 horas.

 

 

 

 

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16- Satélites artificiais

 

 

 

Diversos satélites artificiais podem ser observados a olho nu passando pelo céu. Na maioria das vezes esses satélites podem ser contemplados durante o anoitecer ou amanhecer. Entre eles estão os Iridiums, o Telescópio Espacial Hubble (HST), a Estação Espacial Internacional (ISS), Genesis-1 e 2, entre tantos outros. Para observá-los não é necessário telescópio ou binóculo. Basta saber o dia, horário e local certo para observar um ponto prateado cruzando o céu.

 

Para quem deseja obter informações mais detalhadas sobre a passagem da ISS e outros satélites artificiais recomendamos o site Heavens-above. Após o acesso no site o observador deve apenas preencher o nome da sua cidade no campo específico e apertar ENTER. Clique sobre sua cidade relacionada com seu estado e boas observações. Caso você tenha dificuldades ou deseja aprender mais sobre observações de satélites artificiais a olho nu acesse a palestra/oficina de Marcos Calil.

 

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17- Softwares Astronômicos

 

 

 

Alguns softwares podem auxiliar o observador quanto o reconhecimento dos objetos celestes no céu. Esses softwares podem apresentar mais ou menos recursos que vão desde os nomes das estrelas até a conexão com telescópio direcionando esse equipamento para o objeto que é mostrado na tela do computador. Além disso, alguns chegam a custar US$ 600,00 e outros são gratuítos e não perdem em nada comparado com os softwares pagos. Relaciono abaixo alguns softwares simuladores do céu:

 

 

Stellarium - Sem dúvida, entre todos os softwares gratuítos a melhor opção é o freeware Stellarium que pode ser instalado no seu computador sem a necessidade de ficar conectado na internet. Como esse software é opensource, ou seja, código aberto onde os usuários podem programar coisas novas, sempre existem novas versões. Porém, para o usuário que não domina a linguagem de máquina o indicado é ter sempre uma versão anterior em relação a última que foi lançada. Isso evite os famosos bugs no software, uma vez que alguns usuários se dedicam somente para arrumar os problemas das últimas versões.

 

 

Sky View Cafe - Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu e os horários exatos do nascer e ocaso dos planetas para sua cidade. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. É necessário ter uma conexão em alta velocidade.

 

 

Neave Planetarium - Outro site que apresenta uma carta celeste no seu computador, necessitando que você esteja conectado com uma internet em alta velocidade. Para todos os softwares de simulação do céu, atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário.

 

 

Planisfério - Caso seja complicado levar um notebook a campo, "baixar" o software Stellarium ou se conectar na internet em banda larga a opção mais simples, barata e funcional é usar um planisfério. A única desvantagem é que esse "equipamento" não representa os planetas, uma vez que esses objetos celestes não são "fixos" no céu como as estrelas (sabemos que as estrelas possuem movimento próprio, mas para o uso de um planisfério didático isso não importa). Você pode optar em construir e levar um planisfério de papel a campo e realizar suas observações com tranquilidade. O planisfério é uma espécie de carta celeste que mostra as constelações numa folha de papel de acordo com sua latitude sendo válida para todos os anos de sua vida. Como o planisfério depende da localização do observador (mais especificamente da latitude), recomendo que você monte o seu. A professora Maria de Fátima Saraiva junto com seus orientandos ensina como montar e usar um planisfério para as latitudes de 10, 20 e 30 graus que respondem bem para diferentes estados do Brasil.

 

 

Para saber mais sobre softwares de Astronomia que auxiliam no reconhecimento do céu assista os vídeos gravados e roterizados por Marcos Calil.

O primeiro vídeo possui 5min47s e o segundo vídeo possui 7min44s de duração.

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 1 de 2.

 

 

 

 

 

Vídeo. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 2 de 2.

 

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18- Carta Celeste Online

 

 

 

Disponibilizamos duas cartas celeste on line.

 

Crédito: Fourmilab.ch - insira os parâmetros desejados e clique em Update:

 

Data e Horário
Tempo Universal:
Local de Observação
Opção de Exibições

         Limites
Estrelas:
        Mostrar estrelas com magnitude de até
         Nomes para magnitude
         Bayer/Flamsteed códigos para magnitude
Inverter Norte e Sul
Tamanho da imagem: pixels    Imagem dinâmica
Tamanho da fonte:
Esquema de cores:

Asteróides e

passagens de cometas


Insira elementos orbitais:

 

 

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19- Qual telescópio comprar?

 

 

 

Por diversas vezes os amantes da Astronomia Observacional se questionam qual o melhor telescópio ou binóculo comprar. Não é uma decisão fácil, pois existem muitas variantes que determinam um bom telescópio ou binóculo, além das opções existentes no mercado. Sem falar das diferenças enormes de preços. Por essa razão, a meteorologista Josélia Pegorin, da Climatempo, entrevistou Marcos Calil para saber qual o melhor telescópio ou binóculo deve ser comprado. Assista as entrevistas:

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher o melhor binóculo para observações astronômicas.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor binóculo comprar?

 

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você comprar seu primeiro telescópio sem ser enganado.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor telescópio comprar?

 

 

Climatempo News - Nesta edição do Clima no Céu, Marcos Calil dá dica para você escolher um bom tripé para seu telescópio.

 

 

 

Vídeo. Qual melhor tripé para telescópio?

 

 

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Bons céus para todos nós...

Marcos Calil


 

Interações com Marcos Calil

 

 

 

Você pode interagir conosco através do:

 

Site: www.climatempo.com.br > ASTRONOMIA (Shortlink: http://bit.ly/dW16UU)

 

Twitter: http://twitter.com/marcoscalil

 

Além de assistir nossos programas Momento Astronômico e Observatório no nosso site http://www.momentoastronomico.com.br/programas/programas.html

(Shortlink: http://bit.ly/hc0O8P)

 

Conteúdo e ilustrações: Marcos Calil

 


 

Fontes

 

 

 

METEOROS

 

Meteor Data Center (UAI) - http://www.astro.amu.edu.pl/~jopek/MDC2007/Roje/roje_lista.php?corobic_roje=0&sort_roje=0

Pela ordem de classificação: http://fireballs.ndc.nasa.gov/cmor-radiants/iau-mdc/

 

International Meteor Organization (IMO) - http://www.imo.net/files/data/calendar/cal2015.pdf

 

Alpo Meteor Shower List - http://www.tvcomm.co.uk/radio/metshwr.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Meteors/

 

The American Meteor Society - http://www.amsmeteors.org/meteor-showers

 

Meteoroid Environment Office - http://www.nasa.gov/offices/meo/home/#.VD_pLmddUW4

 

Univerzita Komenského V Bratislave - http://www.daa.fmph.uniba.sk/files/Matlovic_2013.pdf

 

Brazilian Meteor Observation Network (BRAMON) - https://www.facebook.com/bramonbr/

 

United Kingdom Meteor Observation Network (UKMON) - http://www.ukmeteorwatch.co.uk/archive/stats

 

METBlog - http://www.bootesvoid.com/list-of-meteor-showers

 

Meteor Showers On Line - http://meteorshowersonline.com/calendar.html (dados não atualizados, desde 07/03/2007)

 

 

 

COMETAS

 

Seiichi Yoshida´s Home Page - http://www.aerith.net/index.html

 

CalSky - http://www.calsky.com/cs.cgi/Comets/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/cometas/

 

 

OCULTAÇÕES

 

International Occultation Timing Association (IOTA) - http://iota.jhuapl.edu/

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://rea-brasil.org/ocultacoes/

 

 

ECLIPSES

 

Eclipse Web Site (NASA) - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/eclipse.html

 

 

ANUÁRIOS

 

Anuário do Observatório Nacional (ON) - http://www.on.br/coaa/conteudo/pdf/SecaoA_17A%20a%2026A_2016.pdf

 

Anuário Interativo do Obeservatório Nacional (ON) - http://euler.on.br/ephemeris/index.php

 

 

 

EFEMÉRIDES

 

Institut de mécanique céleste et de calcul des éphémérides (IMCCE) - http://www.imcce.fr/en/ephemerides/

 

Solar System Dynamics (NASA) - http://ssd.jpl.nasa.gov/?ephemerides

 

U.S. Naval Observatory - Astronomical Applications Department - http://www.usno.navy.mil/astronomy

 

IN-The-Sky.org - http://in-the-sky.org/newscal.php?

 

 

APOIO PARA MONITORAMENTO

 

Rede de Astronomia Observacional (REA) - http://www.rea-brasil.org/

 

 

EXTRA HEMISFÉRIO SUL

 

Royal Astronomical Society of New Zealand - http://www.rasnz.org.nz/SolarSys

 

 

APOIO GERAL (Aos mestres com carinho!!!)

 

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - Anuário de Astronomia e Astronáutica

 

Uranometria Nova - Irineu G. Varella & Priscila D. C. F. de Oliveira - http://www.uranometrianova.pro.br/

 

 

OBSERVATÓRIOS COM TRANSMISSÕES ONLINE DE FENÔMENOS ASTRONÔMICOS

 

Slooh - http://events.slooh.com/ (Telescópios na Austrália, Ilhas Canárias e Chile)

 

The Virtual Telescope Project 2.0 - http://www.virtualtelescope.eu/webtv/ (Itália - Bellatrix Astronomical Observatory)

 

Marcos Calil - https://www.youtube.com/marcoscalil (São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil)

 

Ciência e Astronomia - https://www.youtube.com/user/cienciaeastronomia (Sistema colaborativo com telescópios no Brasil)

 

NASA Marshall Space Flight Center (MSFC) - http://www.ustream.tv/channel/nasa-msfc (Huntsville, Alabama, Estados Unidos)

 

Coca-Cola Space Science Center - http://www.ccssc.org/rtmn/default.aspx (Columbus, Georgia, Estados Unidos)

 

 


Softwares

 

 

 

2000 Space.com Canada Inc - Observatório Astronômico Atlas Estelar (Starry Night)

 

D. Herald - OCCULT Predictions v. 3.6.0

 

Ephemeris 2.0 - Jonathan Sachs

 

Stellarium - versão 0.11.4

 

Stephen Michael Schimpf - CyberSky 4.0

 

Skymap Pro

 

Cartas du Ciel

 

TOPO

 

 

Agradecimentos

 

 

Para minha filha Isabel que nasceu, em 27 de janeiro de 2015!!! A melhor efemérides que me ocorreu na vida!

 

Fernanda Calipo Calil, minha amada esposa.

 

 

 

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