Suas cidades:
Nenhum favorito encontradoSuas praias:
Nenhum favorito encontradoSeus aeroportos:
Nenhum favorito encontradoSuas cidades internacionais:
Nenhum favorito encontrado
Suas cidades:
Nenhum favorito encontradoSuas praias:
Nenhum favorito encontradoSeus aeroportos:
Nenhum favorito encontradoSuas cidades internacionais:
Nenhum favorito encontradoVerifique se os Cookies do seu navegador estão habilitados e tente novamente.
Deseja deixar a Climatempo como página inicial do seu navegador?
SIM NÃO|
Efemérides Astronômicas - Maio 2013
Edição número 75 - Ano 6
Seu guia de observação do céu noturno a olho nu
Informações válidas para todo o Brasil
|
|
NOTAS:
As aproximações da Lua com as estrelas consideram os seguintes parâmetros:
As aproximações da Lua com planetas consideram os seguintes parâmetros:
Vale lembrar que:
A magnitude utilizada é a visual, ou seja, o brilho aparente do objeto celeste. É necessário saber que quanto maior for o número apresentado, menor será o brilho do objeto celeste.
O limite de observação a olho nu em condições ideais de observação, ou seja, numa noite sem a interferência da Lua, com baixa umidade relativa do ar e sem a interferência da poluição luminosa é 6.0 de magnitude (aproximada). Abaixo desse número, o objeto celeste pode ser observado a olho nu, porém acima desse número, somente mesmo com uso de telescópio ou binóculo. Porém, objetos acima de 8.0 são difíceis de serem observados, mesmo com uso de telescópio.
LEGENDA:
F - Fácil observação. Não requer conhecimento de Astronomia Observacional, bastando olhar para o céu e ver o fenômeno;
M- Média observação. Requer conhecimento básico de Astronomia Observacional;
D- Difícil observação. Requer conhecimento de coordenadas astronômicas e de Astronomia Observacional.
O - Evento que pode ser observado a olho nu, dê preferência fora da poluição luminosa;
T - Evento que necessita o uso de telescópio ou binóculo apoiado num tripé;
A - Evento que pode ser facilmente fotografado com câmeras digitais simples ou até com celulares.
|
|
|
O horário determinado foi calculado para às 12 horas (meio-dia do Tempo Legal do Distrito Federal - TDF), desconsiderando o horário de verão.
A parte branca da ilustração da Lua representa a parte iluminada pelo Sol e a porcentagem descrita indica a fração do disco lunar iluminado pelo Sol com erro de até + ou - 2% para para todo Brasil.
Figura 1. Fases da Lua para o Brasil durante esse mês.
|
LUA AGORA
Aspecto atual do disco lunar no hemisfério sul.
|
|
Somente no final do mês, esse belo planeta de cor prateada poderá ser contemplado próximo do horizonte oeste, poucos instantes antes do pôr do Sol.
O espetáculo ficará durante os anoitecer de 24 e 29 de maio. Para esses dias, teremos os planeta Merúcio, Vênus e Júpiter próximos entre si. A máxima aproximação (conjunção) de Mercúrio com Vênus ocorrerá em 24 de maio, às 20h53min, porém como não será possível contemplar esses dois planetas nesse horário, será necessário observá-los durante o anoitecer de 24 de maio. Em 27 de maio, será a vez de Mercúrio atingir sua máxima aproximação com Júpiter. Esse evento ocorrerá às 06h46min e, mais uma vez, como não poderemos observar esses dois planetas nesse horário, recomenda-se contemplar essa aproximação no anoitecer de 26 de maio. Outra aproximação que irá ocorrer nessa região do céu, durante o anoitecer, envolverá os planetas Vênus e Júpiter. Esse evento ocorrerá em 28 de maio, às 16h28min, porém como não será possível observar esses planetas nesse horário, a recomendação é contemplá-los no anoitecer de 28 de maio. Sendo assim, entre 24 e 29 de maio, teremos três belíssimas aproximações (conjunções). As figura 2 a 7 ilustram os movimentos aparentes de Mercúrio, Vênus e Júpiter e suas aproximações (conjunções). Para todos os dias indicados, tomamos como base 20 minutos após o pôr do Sol.
Figura 2. Movimentos aparentes de Mercúrio, Vênus e Júpiter, em 24 de maio de 2013.
Figura 3. Movimentos aparentes de Mercúrio, Vênus e Júpiter, em 25 de maio de 2013.
Figura 4. Movimentos aparentes de Mercúrio, Vênus e Júpiter, em 26 de maio de 2013.
Figura 5. Movimentos aparentes de Mercúrio, Vênus e Júpiter, em 27 de maio de 2013.
Figura 6. Movimentos aparentes de Mercúrio, Vênus e Júpiter, em 28 de maio de 2013.
Figura 7. Movimentos aparentes de Mercúrio, Vênus e Júpiter, em 29 de maio de 2013.
Todas essas observações podem ser realizadas a olho nu, Porém, como esses planetas estarão próximos da linha do horizonte oeste, o observador deverá ter um horizonte oeste sem a interferência de árvores, prédios, montanhas ou qualquer outro objeto que impede a contemplação desse horizonte. Quem puder observar um horizonte oeste com essas condições, sem dúvida terá uma bela oportunidade para obter várias fotos dessas aproximações. Para obter belas fotos desses três planetas, a dica é apoiar a câmera num tripé ou acoplá-la no telescópio e usufruir do modo manual (letra M muitas vezes presente nas câmeras digitais). Se você obter algumas fotos, envie o shortlink para o nosso Twitter para compartilharmos com todos via RT ou para publicarmos por aqui. Além disso, para quem possui um binóculo, será possível observar esses três planetas num mesmo campo de visão.
Como esses três planetas poderão ser contemplados cerca de 20 minutos após o pôr do Sol, vale acessar o site da Climatempo para saber o horário do ocaso do Sol para sua cidade e otimizar sua observação.
Aproveite também os dias 30 e 31 de maio para apreciar esses planetas e leia as informações sobre Vênus e Júpiter, para otimizar suas observações.
AS FASES DE MERCÚRIO
Outra observação muito interessante de ser realizada são as fases de Mercúrio. Assim como a Lua e Vênus, esse pequeno planeta também possui fases, mas essas só podem ser contempladas com auxílio de um telescópio. Observe nas figuras 8 e 9, as fases de Mercúrio para os dias 22 e 31 de maio, quando Mercúrio poderá ser contemplado pouco acima do horizonte oeste, logo após o ocaso do Sol..
.
|
Para o início de maio, o planeta Vênus poderá ser contemplado, com certa dificuldade no horizonte oeste, logo após o pôr do Sol. Porém, para quem possui um horizonte oeste, sem a interferência de árvores, prédios, montanhas, ou qualquer outro objeto que impede a contemplação desse horizonte, a observação de Vênus será mais facilitada. Com o avançar dos dias, Vênus estará cada vez mais alto no céu, facilitando sua contemplação. A figura 10 ilustra a aproximação da Lua com Vênus. Esse evento ocorrerá em 10 de maio, podendo ser apreciado e fotografado logo após o ocaso do Sol. Não será uma observação simples de ser realizada para os observadores localizados nas grandes cidades, pois um simples prédio nessa região do horizonte oeste, poderá impedir a observação. Mas, vale tentar observar.
Figura 10. Aproximação da Lua e Vênus, em 10 de maio de 2013, logo após o ocaso do Sol.
Perceba que para esse anoitecer a Lua estará com um fino crescente, proporcionando a bela observação da Luz Cinérea. Leia o comentário sobre Luz Cinérea da Lua para otimizar sua observação. No dia de 10 de maio a Lua estará com apenas 0,58% do seu disco iluminado.
Assim como descrito nos comentário de Mercúrio, teremos três espetaculares aproximações que envolvem Mercúrio, Júpiter e Vênus entre 24 e 29 de maio. Leia os comentários sobre Mercúrio e Júpiter para otimizar sua observação e, principalmente os comentários sobre Mercúrio para saber mais sobre essas belíssimas aproximações.
|
|
Novamente nesse mês, não será possível contemplar o planeta Marte. Somente mesmo em junho que esse belo planeta poderá ser contemplado. Isso porque, durante o mês de maio, Marte estará no máximo a 10 graus de separação angular do Sol. Isso impossibilita a observação desse planeta vermelho durante esse mês.
|
|
Durante esse mês, logo após o pôr do Sol, o planeta Júpiter poderá ser observado acima do horizonte noroeste. Independente dos dias de maio, com o avançar das horas, após o ocaso do Sol, Júpiter irá caminhar lentamente para o horizonte oeste. A figura 11 ilustra a posição de Júpiter, para 12 de maio, às 18 horas, quando teremos o belo espetáculo da aproximação da Lua com Júpiter.
Figura 11. Júpiter, Lua em 12 de maio de 2013, logo após o ocaso do Sol.
Perceba na figura 11, que a Lua estará próxima de Júpiter, tendo o planeta Vênus localizado logo abaixo e as populares "Três Marias" localizadas acima. Para essa noite, 12 de maio, a Lua estará com apenas 7% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea da Lua (leia o comentário 6 para saber mais sobre a Luz Cinérea da Lua). Vale saber que duas noites anteriores, ou seja, em 10 de maio, a Lua estará próxima de Vênus, proporcionando também a contemplação da Luz Cinérea da Lua.
Como Júpiter, Vênus e Mercúrio estarão próximo após o dia 24 de maio, vale ler os comentários sobre esses três planetas para otimizar suas observações. Vale lembrar que Júpiter possui uma cor marrom , enquanto que Vênus e Mercúrio possuem cores prateadas. Leia também os comentários sobre a constelação de Órion.
|
|
Durante esse mês, o planeta Saturno poderá ser observado pouco acima do horizonte leste, logo após o pôr do Sol. Como a observação de Saturno depende do ocaso do Sol, vale acessar o site da Climatempo para saber o horário do pôr do Sol para sua cidade e otimizar sua observação.
Vale lembrar que Saturno poderá ser contemplado a olho nu, mesmo nas grandes cidades que têm poluição luminosa (assim como Mercúrio, Vênus, Marte e Júpiter). Esse planeta, quando observado a olho nu, possui uma cor amarelada e muito brilhante, destacando-se dos demais objetos à sua volta.
Em 22 de maio a Lua estará próxima de Saturno. Para essa noite, a Lua estará com 93% do seu disco iluminado, atrapalhando a observação de Saturno. Dessa forma, vale contemplar Saturno nas noites que a Lua não atrapalha a observação. Porém, a aproximação da Lua com Saturno proporciona um belo momento para obter algumas astrofotografias.
A figura 14 ilustra a posição aparente de Saturno para 22 de maio, por volta das 18h30min. A aproximação da Lua com Saturno, permanecerá durante toda essa noite.
Figura 14. Saturno em 22 de maio de 2013, por volta das 18h30min.
Ainda sobre a figura 14, praticamente essa configuração do céu não se modifica durante o mês de maio, em relação a Saturno e as estrelas. Porém, é importante saber que a Lua não estará próxima de Saturno, a não ser em 22 de maio.
Saturno possui belos anéis que podem ser contemplados com auxílio de um simples telescópio. Logo quando Saturno surgir acima da linha do horizonte leste, faça um desenho ou fotografe Saturno e seus anéis. Acompanhe esse planeta a cada uma hora e veja o comportamento da inclinação dos seus anéis. Se você desenhar ou fotografar os anéis nesses intervalos de uma hora, com certeza terá uma bela surpresa. As figuras 15 e 16, ilustram o que relatamos.
A figura 15 foi concebida para 15 de maio, às 19 horas. A figura 16 foi concebida para 16 de maio, às 4h30min, ou seja, quase uma noite completa de observação. Perceba que a inclinação dos anéis de Saturno se modificou. Sem dúvida, vale acompanhar. Vale ressaltar, que utilizamos 15 e 16 de maio como exemplos de noites de observação. Esse tipo de atividade vale para todo o mês e para qualquer cidade do Brasil.
|
|
A Luz Cinérea da Lua pode ser observada em dois momentos:
Caso 1- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Quarto Minguante até um ou dois dias antes da Nova.
Caso 2- entre um a três dias (aproximadamente) depois da Lua Nova até um ou dois dias antes do Quarto Crescente.
Para entender o fenômeno, basta sabermos que a luz do Sol que incide sobre a Terra é refletida para Lua, iluminando sua parte escura. Dessa forma, o que podemos observar é algo parecido com a foto abaixo.
|
7- Ocultação de Estrelas pela Lua
Tabela 2. Ocultação visível durante a noite de estrelas e/ou planetas.
Legenda da tabela:
*O sinal de menos na columa "Iluminação do disco lunar" indica que a Lua está na fase decrescente e o sinal de mais na sua fase crescente.
** De forma muito simplificada, imersão é a entrada da estrela atrás da Lua e emersão é sua saída. Os horários calculados de imersão e emersão são para observadores localizados na cidade de São Paulo durante o início (imersão) e fim (emersão) do evento de acordo com o horário de Brasília, desconsiderando o horário de verão. Para observadores localizados fora dessa latitude e longitude de São Paulo o início do fenômeno poderá ocorrer até 1 hora antes e seu término até uma hora depois do horário descrito dependendo da sua localização. Também deverá ser considerado o fuso horário do local de acordo com o horário de Brasília.
Legenda do mapa:
- Região vermelha à esquerda - ocultação que ocorre próximo anoitecer;
- Região vermelha à direita - ocultação que ocorre próximo amanhcer;
- Região azul à esquerda - ocultação que ocorre próximo do horizonte leste, instantes próximo do nascer da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;
- Região azul à direita - ocultação que ocorre próximo do horizonte oeste, instantes próximo do pôr da Lua. Nessas condições como a Lua se localiza próxima da linha do horizonte a observação da ocultação da estrela é prejudicada;
- Faixa branca - local que é possível realizar a observação da ocultação. Deve-se saber que quanto mais próximo da linha branca o observador se localiza, mais à “borda” da Lua a estrela será ocultada.
Segue abaixo os comentários das ocultações de estrelas pela Lua que são mais fáceis de serem observadas durante esse mês:
|
|
Os meteoros, popularmente chamados de estrelas cadentes são traços luminosos proporcionados pela rápida passagem de corpos variados na alta atmosfera terrestre. Esses corpos são chamados meteoróides e atingem diâmetros na ordem entre alguns microns ou milímetros. Da palavra meteoróide temos a expressão "orbitando o Sol" onde ocasionalmente, esses fragmentos que estão circulando no espaço reencontram a Terra em sua passagem. No momento que penetram na atmosfera terrestre, sofrem os efeitos do atrito atingindo velocidades entre 12 a 72 km/s numa altitude aproximada de 120 km (no seu aparecimento) a 60 km (no seu desaparecimento), produzindo a sua incandescência e volatilização. Em conseqüência desse choque, a grande maioria se desagrega antes de atingir o solo. Alguns dos meteoróides atingem o solo, dando origem ao que chamamos de Bólidos ou bolas de fogo. Assim, aqueles meteoróides que ao entrarem em atrito com a atmosfera não se consumindo completamente e chocam-se com a superfície terrestre são chamados de Bólidos. Para estes fragmentos rochosos ou ferrosos originados do espaço que impactaram com o solo, chamamos de meteorito.
Na tabela 3 são informados os principais dados referentes as chuvas de meteoros desse mês.
Tabela 3. Chuva de meteoros desse mês.
Legenda:
CHUVA - indica o nome da chuva em questão;
P - Período em que ocorrerá a chuva;
M - Momento máximo que irá ocorrer a chuva. Essa é a melhor data para observar;
C - Constelação associada a chuva;
HORÁRIO - Horário sugestivo para observação. O horário sugerido para observação leva em consideração a menor influência da Lua, o melhor momento inicial para observação do radiante da chuva e as diferentes latitudes no Brasil. Serve apenas como sugestão de orientação para observação.
CCT
- Posição sugerida de observação dadas em coordenadas equatoriais, sendo:
THZ - Taxa Horária Zenital - um número máximo calculado de meteoros que um observador pode apreciar, numa noite sem a inferência da Lua, com o céu perfeitamente limpo e com radiante sobre a cabeça do observador (zênite). Quando ocorrer uma chuva periódica, ou seja, sem previsão da taxa por hora, a mesma será representada pela letra P;
r - Índice provável de magnitude da chuva. Quanto menor o valor mais fácil será sua observação;
V - Velocidade de entrada atmosférica do meteoro, dada em km/s. As velocidades variam entre 11 km/s (muito lento), 40 km/s (médio) e 72 km/s (muito rápido).
LUA (%) - Porcentagem do disco iluminado para o melhor momento de observação da chuva. No caso sem influência da Lua durante a chuva de meteoros é atribuído o símbolo s/l.
COMENTÁRIO - Quando existir o número, a chuva será comentada no seu respectivo número.
Comentários:
8.1 - 06/05 - Chuva de meteoros Eta Aquarídeos
Sem dúvida será uma bela chuva digna de ser contemplada, pois para essa noite a Lua estará com apenas 12% do seu disco iluminado, não atrapalhando a contemplação dessa chuva. Para esse ano, quando a constelação do Aquário surgir no horizonte leste, logo em seguida a Lua irá surgir na constelação de Peixes (pouco abaixo do radiante da chuva). Apesar da Lua estar próxima dessa bela chuva de "estrelas cadentes", seu brilho não irá ofuscar os meteoros.
Para 2010, a incidência era de até 30 meteoros (conforme, Meteor Showers Online) ou até 85 meteoros (conforme, International Meteor Organization) a cada uma hora. Para esse ano, são previstos 55 meteoros, com periodicidade de 40 e 85 meteoros a cada uma hora (conforme, International Meteor Organization).
Durante o mês de maio, a constelação do Aquário irá nascer por volta da 00h30min no horizonte leste. O radiante da chuva, ou seja, local mais propício que surgirá os meteoros, irá nascer por volta da 01h30min. Porém, o melhor horário para observação será após às 03h30min, quando o radiante na constelação de Aquário atinge a altura suficiente para contemplação de todos os meteoros possíveis. A figura 20 ilustra a região do radiante para São Paulo, em 06 de maio, ás 3h30min. Para as demais regiões a diferença apresentada na figura 20, exatamente para esse horário, será a distância dos astros e do radiante da chuva em relação a linha do horizonte.
. Figura 20. Chuva de meteoros eta Aquarídeos em 06 de maio de 2013.
Vale saber que a contemplação de uma chuva de meteoros pode (e deve) ser realizada a olho nu. Assim, mesmo que o observador tenha dificuldade de localizar a constelação do Aquário, basta olhar para o céu no lado leste, na noite de 06 de maio, por volta das 3h30min, que poderá contemplar algumas "estrelas cadentes" riscando o céu. Melhor ainda para os observadores que estiverem afastados da poluição luminosa produzida pelas grandes cidades. Os meteoros dessa chuva tem a característica de serem rápidos e deixam longos rastros.
Para os mais aficionados que desejam obter algumas fotos dessas chuvas, a recomendação é utilizar uma filmadora (pode ser de câmera fotográfica digital). Apoiada num tripé, apontada para essa região, deixe-a gravando e espere capturar diversos meteoros passando e depois no computador ou na TV passe o filme e veja o resultado. Aproveite para nos enviar suas imagens no nosso Twitter para fazermos um RT.
Histórico (Fonte: Meteor Showers On-line http://meteorshowersonline.com/eta_aquarids.html)
Os primeiros relatos dessa chuva de meteoros ocorreram em 1863 com atividades no final de abril e no início de maio, quando HA Newton analisou as datas das antigas chuvas e sugeriu uma série de períodos que mereceram a atenção dos observadores. Um desses períodos foi em 28 de abril e incluiu as observações de chuvas de 401 d.C, 839 d.C, 927 d.C, 934 d.C. e 1009 d.C.
A Eta Aquarídeos foi oficialmente descoberta em 1870 pelo Tenente-Coronel GL Tupman (enquanto navega no mar Mediterrâneo). Ele observou 15 meteoros em 30 de Abril e 13 meteoros na noite de2 e 3 Maio. Numa data posterior, WF Denning analisando os registros da Associação Italiana meteórica identificou 45 meteoros que foram plotados durante o período de 29 de abril a 5 de maio de 1870. Finalmente, a primeira confirmação da chuva veio em 29 de abril de 1871, quando Tupman observou 8 meteoros.
Observações do Eta Aquarídeos foram raros, mas, durante 1876 Herschel descobriu algo que, pelo menos, começou a gerar um maior interesse pela chuva. Ele realizou um inquérito para descobrir a matemática dos cometas que foram mais aptos a produzir chuvas de meteoros. O Cometa Halley foi encontrado como o mais próximo da Terra, em 4 de maio, momento em que o radiante estava em Aquário. Herschel imediatamente notou que as observações de Tupman de 1870 e 1871 foram muito perto destas previsões.
A Eta Aquarídeos permaneceu pouco observada devido a falta de observadores no hemisfério sul. Apenas ocasionalmente registros de uma atividade da chuva foram notificados, dos observadores do norte que tiveram que enfrentar a observações do radiante próximo da linha do horizonte leste. No entanto, H. Corder detectou a atividade na manhã do dia 4 de maio de 1878, com 3 meteoros plotados revelando uma radiante próximo à estrela Eta Aquarii. Durante este mesmo ano, Herschel examinou todas as observações disponíveis e inferiu que o radiante da chuva parecia mover-se mais a leste, uma vez que cada dia se passava.
WF Denning finalmente conseguiu determinar com mais exatidão essa chuva entre 30 de abril 30 a 6 de maio de 1886. Um total de 11 meteoros foram plotados para revelar uma radiante próximo à estrela Eta Aquarii. A partir dessas observações, ele afirmou que o radiante parecia 5 graus a 7 graus de diâmetro. Ele acrescentou que a aparente proximidade de sua radiante com a previsão realizada por Herschel colocou a identidade dessa chuva para o cometa Halley "sem margem para dúvidas."
Felizmente, vários bons observadores de meteoros apareceram no hemisfério sul durante os anos 20 e o conhecimento vindo do Sul aumentou e muito. Um dos mais prolíficos observadores foi RA McIntosh (Auckland, Nova Zelândia). Ele publicou um dos mais importantes estudos da Eta Aquarids durante 1929. McIntosh afirmou que as suas observações desse ano mostraram uma atividade entre os dias de 22 de abril a 13 de maio. Ele afirmou que o máximo da chuva surgiu definitivamente no início de maio, apesar do mau tempo que impediu de ser analisado, no entanto, ele constatou que a chuva manteve taxas horária entre 10 a 20 meteoros durante o período de 2 a 11 de maio. A área do radiante foi consistentemente com cerca de 5 graus. Além disso McIntosh's realizou cálculos orbitais que mostraram excelentes proximidades com a órbita do Cometa Halley.
Durante 1935, McIntosh publicou outro inquérito da Eta Aquarids. Utilizando observações feitas por Murray Geddes (Nova Zelândia) e ele próprio durante 1928 a 1933 planejou a observações da atividade dessa chuveira e desenvolveu uma curva da atividade que revelou que a chuva começou com taxas de 1 por hora em 28 de abril, em seguida, passou rapidamente a um limite máximo de 10 por hora durante o mês de maio entre os dias 3 e 6. Finalmente, essa curva desceu lentamente a taxa de 1 por hora em 16 maio.
No início de 1947, a Eta Aquarids aderiu às fileiras dos primeiros fluxos a ser detectadas por técnicas de rádio. Durante 1 a 10 de maio, um rádio telescópio no Jodrell Bank viu picos de 12 meteoros. Poucos dados adicionais sobre este fluxo foi recolhida pelo Banco Jodrell durante o resto dos anos de 1940 e durante toda a década de 1950. Na verdade, o fluxo foi praticamente ignorado o equipamento de rádio raramente foi operada durante a primeira metade de maio Felizmente, os observadores utilizando o equipamento de radar em Springhill Meteor Observatory (Ottawa, Canadá) e, posteriormente, pelo Observatório Ondrejov (Checoslováquia), foram capazes de fornecer alguns das mais extensa série de dados já acumulados sobre este fluxo.
Os dados de Springhill abrangeu o período de 1 a 10 de maio e um fato revelado por A. Hajduk (Instituto Astronómico da Academia de Ciências da Eslováquia, Bratislava, Checoslováquia), foi a complexidade das taxas ativas. Utilizando uma média elaborada para o período de 1958-1967, observou-se que duas máximas detectadas por radar ocorreram: uma em 4 de maio e a outra em 7 maio.
Os números acima representam uma média de 10 anos e, apesar de mostrarem algumas características interessantes para os níveis de atividades da ETA Aquarídeos, os níveis anuais de atividade indicadas no mesmo documento são ainda mais interessantes - especialmente quando são comparados com o inusitado vales e picos da forma de onda que notarem a atividade de curvas semelhantes da Orionids. Hajduk estudando a chuva Orionids concluiu que existe uma atividade anormal de níveis que se formaram devidos a ocasionalidade da primeira ou secunda máximas atividades dadas em datas diferentes do que geralmente se aceitava como uma única data com máximo. O mesmo é verdade também para a Eta Aquarids. De fato, dos 10 anos analisados pelo Observatório Springhill, representou apenas 3 anos o que poderia ser considerada uma atividade da curva normal. Alguns exemplos dos desencontros sobre o estudo de fluxos da chuva Eta Aquarídeos podem ser encontrados no estudo de Hajduk, que não só revelou detalhes interessantes sobre este fluxo, mas também sobre o Orionids de outubro - em tempo conhecida como irmã próxima da Eta Aquarídeos. Embora exista uma clara semelhança entre as características dos meteoros e níveis de atividades dos dois fluxos, uma característica interessante mostrada nos dados de Springhill se dão às distâncias de cada trajetória existente a órbita da Terra. Usando a órbita do cometa Halley como representando o centro do associado meteoro, Hajduk notou que a Eta Aquarídeos ocorrem quando a Terra está 0,065 UA do fluxo de base, enquanto o Orionids ocorre quando a Terra está 0,15 UA de distância. De acordo com os dados Springhill, há uma menor variação entre as taxas anuais de atividade para o Eta Aquarídeos do que existe para a Orionids.
A evolução deste fluxo foi discutido durante 1983, pela BA McIntosh (Herzberg Instituto de Astrofísica, Otava, Canadá) e Hajduk. São publicados os detalhes de uma proposta de modelo de fluxo produzidas por meteoros do cometa Halley. Utilizando um estudo publicado em 1981 DK Yeomans e Tao Kiang, que analisou a órbita do cometa Halley datada em 1404 BC, McIntosh e Hajduk teorizou que "os meteoróides simplesmente existem em órbitas que o cometa realizou durante muitas revoluções atrás". Outras perturbações que agiram para moldar o fluxo em um reservatório contém numerosos restos de meteoros agregados. Estes aglomerados são considerados a explicação sobre o motivo por que tanto o Orionids e Eta Aquarídeos experimentam grandes variações de atividades de um ano para o outro.
Astrônomos amadores fizeram observações significativas desta chuva de meteoros durante os últimos 30 anos. Com base nas informações de organizações amadores dos Estados Unidos, Inglaterra, Japão, Austrália e Nova Zelândia, é sabido que existe uma enorme diferença nas taxas de atividade desta chuva entre os hemisférios norte e sul. Quando as taxas horárias podem chegar a 20 por hora para os observadores nos Estados Unidos, Europa e Japão, as taxas podem saltar para 30 a 40 por hora para os observadores na Austrália e Nova Zelândia. A razão é simples: a constelação do Aquário ocupa uma área maior de observação quando vista pelos observadores do hemisfério sul. Estas organizações têm também revelado que cerca de um terço da Eta Aquarídeos produz de forma contínua rastros luminosos deixados pelos meteoros que duram pelo menos um segundo.
Durante a aparição de 1985-1986 do Cometa Halley, várias organizações em todo o mundo colocou em alerta os seus membros para verificar o possível aumento na atividade Eta Aquarídeos (e os Orionids). Relatórios dos grupos na Austrália, Nova Zelândia, Bolívia, América do Norte e Japão geralmente indicam que a atividade não foi reforçada.
|
A constelação do Leão é a constelação típica do outono para os observadores do hemisfério Sul. Nesse ano, em 20 de março, às 08:01, começou o outono, ou seja, nesse momento ocorreu o equinócio de outono para o hemisfério sul. No hemisfério norte iniciou a primavera. No mês de março, com o início do outono (para o hemisfério sul), a constelação do Leão com suas estrelas começam a surgir no horizonte leste, no mesmo momento que ocorre o ocaso do Sol, no horizonte oeste. Assim sendo, quando o Leão surge no horizonte leste, no mesmo instante quando ocorre o ocaso do Sol no horizonte oeste, sabemos que inicia a estação do outono, para o hemisfério sul ou a estação da primavera, para o hemisfério norte. No mês de maio, logo após o ocaso do Sol, o Leão se faz presente acima do horizonte norte. Com o avançar das horas, essa constelação se dirige de forma aparente, para o horizonte oeste, quando ocorre o início do seu ocaso, por volta da meia-noite.
Algumas das estrelas da constelação do Leão podem ser observadas, mesmo nas cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa e, com um pouco de atenção, o desenho do Leão se fará presente no céu. Logicamente, para quem estiver fora das grandes cidades, ou seja, em locais sem a influência das luzes, o Leão se mostrará mais nítido. As estrelas Regulus, Denebola, Zosma e Algieba são as estrelas que podem ser facilmente contempladas e marcam parte do desenho do Leão. É interessante saber os nomes das principais estrelas que compõe essa constelação, onde Regulus significa "pequeno rei", Denebola a "cauda do leão", Algieba "do sul" e Zosma significa "quadril". Observe na figura 21, as principais estrelas que compõe a figura do Leão. Essa figura foi concebida para 17 de maio, às 19 horas, ilustrando suas estrelas mais brilhantes, a constelação (delimitação), o asterismo e sua concepção artística. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Regulus.
Figura 21. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, delimitação, asterismo e concepação artística, às 19 horas, em 17 de maio de 2013.
Perceba na figura 21, que teremos a Lua localizada nessa constelação, em 20 de maio. Para essa noite, a Lua estará com 47% do seu disco iluminado, ofuscando em partes o brilho dos demais objetos celestes a sua volta. Por essa razão, procure contemplar a constelação do Leão e suas estrelas nas noites que a Lua não irá atrapalhar a observação nessa região do céu. A figura 22 foi concebida para o mesmo momento da figura 21, porém sem a ilustração artística do Leão. Vale tentar imaginar essa terrível fera no céu.
Figura 22. A constelação do Leão com seus principais objetos celestes, delimitação e asterismo, às 19 horas, em 17 de maio de 2013.
Finalmente, a figura 23 foi concebida para o mesmo momento das figuras 21 e 22, porém como realmente observamos no céu. Vale comparar as figuras e identificar os principais objetos celestes que estão localizados nessa constelação.
Figura 23. A constelação do Leão, às 19 horas, em 17 de maio de 2013.
|
|
Infelizmente, para esse mês de maio, a constelação do Touro não poderá ser facilmente observada no céu, mesmo nas cidades com baixo índice de poluição luminosa. Isso porque, logo após ocaso do Sol, essa constelação estará na linha do horizonte oeste, quase se pondo por completa. Mas, vale saber que a estrela mais brilhante dessa constelação, localizada no olho do Touro, chama-se Aldebaran. Seu nome provém da palavra árabe al-dabarān que significa "aquela que segue", referência à forma como a estrela parece seguir o aglomerado das Plêiades durante o seu movimento aparente ao longo do céu. Aldebaran é uma estrela gigante vermelha-laranja, o que lhe proporciona uma cor alaranjada quando observada. Sua distância da Terra é de 65 anos-luz, tendo uma luminosidade 150 vezes maior do que o Sol e sua magnitude aparente (brilho do astro) é de 0.84, o que lhe confere a décima terceira estrela mais brilhante do céu noturno. Por essa razão, a estrela Aldebaran pode ser facilmente observada nas grandes e pequenas cidades com alto ou baixo índice de poluição luminosa.
Apesar dessa constelação não ser facilmente visível para o mês que nos encontramos, para o final de maio, teremos os planetas Mercúrio, Vênus e Júpiter localizados nessa constelação. Todos esses planetas podem ser facilmente contemplados a olho nu, mesmo nas cidades com poluição luminosa. Leia os comentários 1, 2 e 4 sobre esses planetas para aproveitar ao máximo sua observação e contemplar do belo evento da aproximação de Mercúrio, Vênus e Júpiter.
A Lua estará próxima de Aldebaran, em 11 de maio. Para essa noite, nosso satélite natural estará com apenas 3% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea da Lua. Leia o comentário 6 sobre a Luz Cinérea para aproveitar ao máximo suas observações.
|
|
A constelação do gigante caçador Órion é a constelação símbolo do verão para os moradores no hemisfério sul e do inverno para os moradores do hemisfério norte. Quando inicia o verão no hemisfério sul, essa constelação poderá ser observada no lado leste do céu, logo após o ocaso do Sol. Porém, com o avançar dos meses, para o momento do ocaso do Sol, o Órion poderá ser observado cada vez mais para o lado norte e oeste do céu. Até quando nos aproximamos do inverno, essa constelação poderá ser observada no horizonte oeste, logo após o pôr do Sol. Para esse mês, a constelação do Órion será observada pouco acima do horizonte oeste, logo após o ocaso do Sol. Com o avançar das horas, por volta das 20 horas, parte dessa constelação estará abaixo da linha do horizonte oeste.
Sem dúvida é uma bela constelação para ser observada e fácil de ser localizada. Suas estrelas principais, que fazem parte do corpo do guerreiro, podem ser observadas mesmo nas cidades com alto índice de poluição luminosa. Além disso, é nessa constelação que se localizam as populares "Três Marias" e a bela nebulosa de Órion (M42), observada a olho nu em locais distantes da poluição luminosa. Essa nebulosa, pode ser observada também com auxílio de um simples telescópio ou binóculo apoiado num tripé, mesmo nas grandes cidades com poluição luminosa. Geralmente, quando visível no céu, essa é a primeira constelação observada pelos iniciantes na Astronomia Observacional.
A figura 24 ilustra a constelação do Órion, com sua concepção artística, seu asterismo e os nomes dos principais objetos celestes. Essa ilustração foi concebida para 15 de maio, por volta das 18h30min.
Figura 24. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes, asterismo e concepação artística, em 15 de maio de 2013, por volta das 18h30min.
A figura 25 representa o mesmo aspecto do céu da figura 24, porém sem a concepção artística do gigante caçador Órion.
Figura 25. A constelação do Órion com seus principais objetos celestes e asterismo, em 15 de maio de 2013, por volta das 18h30min.
Por fim, a figura 26 representa o mesmo aspecto do céu apresentadas nas figuras 24 e 25, porém como vemos na natureza. Vale tentar desenhar essa bela constelação no céu e identificar seus principais objetos celestes.
Figura 26. A constelação do Órion, em 15 de maio de 2013, por volta das 18h30min.
A NEBULOSA DE ÓRION (M42)
Para localizar a nebulosa de Órion basta localizar as populares "Três Marias". Essas três estrelas formam um grupo aparentemente alinhados que representam o cinturão do guerreiro Órion. Quase que perpendicular as "Três Marias" pode ser observada a nebulosa de Órion. Essa nebulosa pode ser contemplada a olho nu em locais que não possuem poluição luminosa, apresentando uma tênue mancha no céu ou com uso de telescópio ou binóculos apoiados em tripé mesmo nas grandes cidades que possuem poluição luminosa. Vale lembrar ainda que esse aglomerado está próximo da constelação do Touro que possui um aglomerado estelar aberto, chamado de Híades (na forma de V que simboliza a cabeça do Touro) e também das constelações do Cão Maior e do Cão Menor. Todas essas possuem estrelas muito brilhantes e são fáceis de serem identificadas no céu.
Para saber mais sobre a constelação do Órion e as "Três Marias" assista o vídeo gravado e roterizado por Marcos Calil na Climatempo. Esse vídeo possui 4min16s de duração.
Vídeo. A constelação de Órion por Marcos Calil.
|
12- Aglomerado da Colméia (M44)
Sabemos e aceitamos atualmente que mais de 200 das 350 estrelas na área do aglomerado foram confirmadas como membros. Algumas outras são estrelas de primeiro ou segundo plano, ou seja, que estão à frente ou atrás desse aglomerado. De acordo com a nova determinação da ESA, utilizando o satélite Hipparcos, o aglomerado está 577 anos-luz distante da Terra (estimativas anteriores davam o número de 522 anos-luz), e sua idade foi estimada a cerca de 730 milhões de anos. Curiosamente, tanto nesta idade e à orientação de uma boa resolução de M44 coincide com as das Híades, outro aglomerado estelar famoso e observável a olho nu, porém, que não foi incluída na lista Messier e nem no catálogo NGC e IC, que está atualmente estimada numa idade de cerca de 790 milhões de anos. Provavelmente estes dois objetos, embora agora separados por centenas de anos-luz, têm uma origem comum, em algumas grandes nebulosas gasosas difusas que existiram entre 700 a 800 milhões de anos atrás. Por conseguinte, também a população estelar são semelhantes, ambos contendo gigantes vermelhas (M44, pelo menos, 5 delas) e algumas anãs brancas.(fonte: http://www.seds.org/MESSIER/M/m044.html)
Na noite de 16 de maio, após às 19 horas (aproximadamente), será possível contemplar no horizonte noroeste a Lua próxima de M44. Com o avançar das horas, esse belo aglomerado se dirige para o horizonte oeste. Para essa noite, a Lua estará com 37% do seu disco iluminado, proporcionando a contemplação da Luz Cinérea da Lua. Vale contemplar esse aglomerado nas outras noites, onde a Lua não irá interferir diretamente na observação desse belo aglomerado. A figura 27 ilustra a região do céu, para noite de 16 de maio, por volta das 19 horas.
Figura 27. Lua próxima de M44, em 16 de maio, por volta das 19 horas.
Para encontrar a constelação do Caranguejo (Cancer) e M44, localize primeiramente as populares "Três Marias" (leia o comentário 11 sobre a constelação do Órion). Depois, localize as estrelas Bellatrix e Betelgeuse, do ombro do caçador Órion e trace uma reta imaginária entre essas estrelas no sentido de Betelgeuse. Com essa reta imaginária, você irá passar pela constelação do Caranguejo. Outra forma de localizar a constelação do Caranguejo e M44 é utilizar as estrelas Pollux e Castor da constelação de Gêmeos ou a estrela Sírius da constelação do Cão Maior. A estrela Sírius é facilmente localizada no céu, pois possui um brilho azul muito forte, sendo essa a estrela mais brilhante do céu noturno. Utilize a figura 27 e procure no céu essas estrelas para se orientar e encontrar o aglomerado da Colméia (M44).
A figura 28 ilustra a mesma região do céu para o mesmo horário, porém sem os nomes dos objetos e os asterismos das constelações. Compare as figuras 27 e 28 para auxiliar na localização das estrelas mais brilhantes dessa região como Sírius, Procyon, Pollux e Castor. Após encontrar essas estrelas, procure localizar o aglomerado M44.
Figura 28. Lua próxima de M44, em 16 de maio, por volta das 19 horas.
|
|
Sem dúvida, para quem está começando na Astronomia Observacional essa é uma das constelações mais fácil de ser encontrada e desenhada.
A constelação do Escorpião representa a constelação do inverno para o hemisfério sul, que terá início em 21 de junho, às 02h03min. Por essa razão, durante esse mês de maio, a observação do Escorpião só poderá ser realizada após às 19 horas (aproximadamente). O Escorpião pode ser encontrado facilmente no céu noturno, durante todo o mês, mesmo para os moradores nas cidades que sofrem com a poluição luminosa. A foto abaixo foi obtida com auxílio de uma simples câmera digital, numa cidade com baixa poluição luminosa. Podemos observar na primeira foto a constelação do Escorpião, enquanto que, na foto montagem temos o desenho imaginário do Escorpião com seus principais objetos celestes.
Perceba nas fotos acima obtidas com uma simples câmera digital 4.1 mega pixel, duas manchas bem claras chamadas de M6 e M7. Tratam-se de dois aglomerados abertos de estrelas que distam 2.000 e 1.000 anos luz, respectivamente. O aglomerado aberto M6, popularmente chamado de Aglomerado da Borboleta tem magnitude aparente de 4.5, enquanto que o aglomerado aberto M7, popularmente chamado de Aglomerado de Ptolomeu possui magnitude de 3.5. Isso significa que o aglomerado M7 pode ser localizado mais facilmente, por causa seu brilho aparente, que é mais forte se comparado com o aglomerado M6. Lembrando que a magnitude aparente de um astro é o valor dado para seu brilho aparente, numa razão inversamente proporcional. Isso explica afirmação referente a M7 possuir um brilho aparente maior que M6. Nas cidades onde o índice de poluição luminosa é muito fraca é possível observar esses dois aglomerados mesmo a olho nu, onde M7 é mais fácil de ser localizado.
A Lua estará próxima da estrela mais brilhante dessa constelação - Antares - nas noites de 24 e 25 de maio. Na noite de 24 de maio a Lua estará com 99,91% do seu disco iluminado, enquanto para 25 de maio, o nosso satélite natural estará com 99,98% do seu disco iluminado. Para ambas as noites a Lua estará ofuscando os demais obejtos celestes à sua volta. Por essa razão prefira contemplar essa constelação e seus objetos celestes em outras noites que a Lua não irá atrapalhar a observação. Vale lembrar que a observação dessa constelação poderá ser realizada durante esse mês, após às 19 horas (aproximadamente), onde a constelação do Escorpião irá surgir no horizonte leste. Após o nascer do Escorpião, essa constelação "caminhará" de forma aparente no céu, atingindo sua máxima altura em relação ao observador (chamado de zênite), por volta das 1 hora da manhã.
A figura 29 ilustra a constelação do Escorpião para 24 de maio, por volta das 20 horas, com seus principais aglomerados estelares, as estrelas mais brilhantes, a delimitação da constelação. a concepção artística e o asterismo dessa bela constelação. Tente desenhar essa constelação no céu e localizar a estrela mais brilhante: a estrela Antares.
Figura 29. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes, delimitação, concepção artística e o asterismo, por volta das 20 horas, em 24 de maio de 2013.
A figura 30 foi concebida para o mesmo momento da figura 29, porém sem a ilustração artística do Escorpião. Vale tentar imaginar essa terrível aracnídeo no céu.
Figura 30. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes e o asterismo, por volta das 20 horas, em 24 de maio de 2013.
A figura 31 foi concebida para o mesmo momento das figuras 29 e 30, porém como vemos no céu da natureza. Compare as três figuras e procure o Escorpião no céu da sua cidade.
Figura 31. A constelação do Escorpião com seus principais objetos celestes e o asterismo, por volta das 20 horas, em 24 de maio de 2013.
|
|
Essa região da constelação do Sagitário é riquíssima em aglomerados de estrelas e nebulosas. Algumas são visíveis até a olho nu, numa noite sem a interferência da Lua e fora da poluição luminosa. Porém, se o observador estiver munido de um simples telescópio ou binóculo, poderá contemplar várias nebulosas e aglomerados estelares dessa região.
A contemplação da constelação do Sagitário poderá ser realizada durante todo esse mês, no horizonte leste após às 22 horas (aproximadamente). Com o avançar das horas essa constelação ganha "altura" até quando o despontar dos raios solares ofuscam suas estrelas. Para esse mês, a Lua poderá ser observada nessa constelação entre as noites 26 e 27 de maio. As figuras 32, 33 e 34 ilustram o aspecto do céu às 22 horas, em 26 de maio. Nessa noite a Lua estará com 94% do seu disco iluminado, próxima dos aglomerados estelares M23, M21, M20, M17, M8, M16 e M25, ofuscando o brilho desses belos objetos celestes. Não deixe de contemplar essa região nas outras noites do mês, quando a Lua não atrapalha a observação..
Figura 32. Constelação do Sagitário com os principais nomes dos objetos celestes, sua concepção artística e seu asterismo, em 26 de maio, às 22 horas.
A figura 33 ilustra a mesma região do céu, para o mesmo horário, porém sem a ilustração artística da constelação do Sagitário. Vale tentar desenhar no céu essa constelação.
Figura 33. Constelação do Sagitário sem concepção artística, em 26 de maio, às 22 horas.
Por fim, a figura 34 ilustra o mesmo aspecto do céu para o mesmo horário, porém como vemos no céu da natureza. Compare a figura 34 com as figuras 32 e 33 para poder localizar os objetos celestes.
Figura 34. Constelação do Sagitário, em 26 de maio, às 22 horas.
Analise as figuras 32, 33 e 34 e aponte seu instrumento óptico para essa região. Você terá belas surpresas! Vale lembrar que essas figuras valem para todo o mês, porém sem a presença da Lua (exceto nas noites 26 e 27 de maio).
AGLOMERADOS E NEBULOSAS NA CONSTELAÇÃO DO SAGITÁRIO
Vale saber que o brilho do astro é importante para poder observá-lo. Para tanto, utilizamos um número que representa a magnitude do astro. Quanto maior esse número menor será seu brilho, numa razão inversamente proporcional. Assim, partindo da observação mais fácil para mais difícil, inserimos abaixo os nomes populares das nebulosas e aglomerados estelares, seguido da sua especificação pelo catálogo de Messier, indica pela letra M e, finalmente, sua magnitude.
Aglomerado estelar - M25 - magnitude = 4.9 (Visível a olho nu)
Vale ressaltar ainda que os objetos que são sugeridos para serem observados a olho nu devem ser feitos fora das grandes cidades que possuem um alto índice de poluição luminosa, além de uma noite sem a interferência da Lua. Porém, esses objetos são possíveis de serem observados nas grandes cidades com auxílios de telescópios ou binóculos, onde o binóculo é a melhor opção. Os objetos que possuem magnitude próximos e até 6.0 de magnitude são possíveis de serem observados nas grandes cidades, porém muito difusos mesmo com auxílio de telescópio e binóculo. Ainda, esses objetos que possuem magnitude abaixo de 6.0 podem ser observados a olho nu mesmo em cidades com médio índice de poluição luminosa, porém com certa dificuldade. Somente mesmo o aglomerado estelar M7 da constelação do Escorpião (que se localiza próxima da constelação do Sagitário) que possui magnitude de 3.5 pode ser contemplado a olho nu com certa facilidade nas cidades onde a poluição luminosa é considerada média para baixo.
|
15- Estação Espacial Internacional
Diversos satélites artificiais podem ser observados a olho nu passando pelo céu. Na maioria das vezes esses satélites podem ser contemplados durante o anoitecer ou amanhecer. Entre eles estão os Iridiums, o Telescópio Espacial Hubble, Genesis-1 e 2 entre tantos outros. Para observá-los não é necessário telescópio ou binóculo. Basta saber o dia, horário e local certo para observar um ponto prateado cruzando o céu. O mapa abaixo indica a passagem da Estação Espacial ISS.
No mapa, o traço azul indica a trajetória da Estação Espacial Internacional (ISS) e o sinal de "+" na cor preta indica a posição atual da ISS.
Para quem deseja obter informações mais detalhadas sobre a passagem da ISS e outros satélites artificiais recomendamos o site Heavens-above. Após o acesso no site o observador deve apenas preencher o nome da sua cidade no campo específico e apertar ENTER. Clique sobre sua cidade relacionada com seu estado e boas observações. Caso você tenha dificuldades ou deseja aprender mais sobre observações de satélites artificiais a olho nu acesse a palestra/oficina de Marcos Calil.
|
|
Alguns softwares podem auxiliar o observador quanto o reconhecimento dos objetos celestes no céu. Esses softwares podem apresentar mais ou menos recursos que vão desde os nomes das estrelas até a conexão com telescópio direcionando esse equipamento para o objeto que é mostrado na tela do computador. Além disso, alguns chegam a custar US$ 600,00 e outros são gratuítos e não perdem em nada comparado com os softwares pagos. Relaciono abaixo alguns softwares simuladores do céu:
Stellarium - Sem dúvida, entre todos os softwares gratuítos a melhor opção é o freeware Stellarium que pode ser instalado no seu computador sem a necessidade de ficar conectado na internet. Como esse software é opensource, ou seja, código aberto onde os usuários podem programar coisas novas, sempre existem novas versões. Porém, para o usuário que não domina a linguagem de máquina o indicado é ter sempre uma versão anterior em relação a última que foi lançada. Isso evite os famosos bugs no software, uma vez que alguns usuários se dedicam somente para arrumar os problemas das últimas versões.
Sky View Cafe - Esse site apresenta uma carta celeste em JAVA no seu computador. Dessa forma você poderá saber onde estão os planetas no céu e os horários exatos do nascer e ocaso dos planetas para sua cidade. A opção Moons/GRS oferece as posições das luas de Júpiter e Saturno para noite e horário desejado. É necessário ter uma conexão em alta velocidade.
Neave Planetarium - Outro site que apresenta uma carta celeste no seu computador, necessitando que você esteja conectado com uma internet em alta velocidade. Para todos os softwares de simulação do céu, atente antes de qualquer coisa de inserir sua latitude e longitude, além do fuso horário.
Planisfério - Caso seja complicado levar um notebook a campo, "baixar" o software Stellarium ou se conectar na internet em banda larga a opção mais simples, barata e funcional é usar um planisfério. A única desvantagem é que esse "equipamento" não representa os planetas, uma vez que esses objetos celestes não são "fixos" no céu como as estrelas (sabemos que as estrelas possuem movimento próprio, mas para o uso de um planisfério didático isso não importa). Você pode optar em construir e levar um planisfério de papel a campo e realizar suas observações com tranquilidade. O planisfério é uma espécie de carta celeste que mostra as constelações numa folha de papel de acordo com sua latitude sendo válida para todos os anos de sua vida. Como o planisfério depende da localização do observador (mais especificamente da latitude), recomendo que você monte o seu. A professora Maria de Fátima Saraiva junto com seus orientandos ensina como montar e usar um planisfério para as latitudes de 10, 20 e 30 graus que respondem bem para diferentes estados do Brasil.
Para saber mais sobre softwares de Astronomia que auxiliam no reconhecimento do céu assista os vídeos 2 e 3 gravados e roterizados por Marcos Calil. O vídeo 2 possui 5min47s e o vídeo 3 possui 7min44s de duração.
Vídeo 2. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 1 de 2.
Vídeo 3. Softwares de Astronomia por Marcos Calil - Parte 2 de 2.
|
|
Eclipse é um fenômeno astronômico no qual um corpo celeste deixa de ser visível, total ou parcialmente, por curto espaço de tempo por causa da interposição de outro corpo celeste. Os eclipses lunares ocorrem quando a Lua passa pela sombra da Terra, portanto, quando a Terra se localiza entre o Sol e a Lua, nos proporcionando um belo espetáculo. Os eclipses solares ocorrem quando a Lua se localiza entre o Sol e a Terra.
Nesse mês de maio de 2013, teremos dois eclipses com PÉSSIMAS condições para observação:
- 09 de maio, às 21h25min (horário de Brasília), o Eclipse Solar Anular e;
- 25 de maio, às 01h10min (horário de Brasília), o Eclipse Lunar Penumbral.
Eclipse Solar Anular - 09 de maio
O Eclipse Solar Anular não poderá ser observado no Brasil. Além disso, infelizmente, grande parte desse eclipse irá ocorrer no oceano. Isso impossibilitará transmissões ao vivo, como geralmente muitos observatórios ou astronômos amadores fazem. A figura 35 ilustra a região que irá ocorrer o Eclipse Solar Anular.
Figura 35. Faixa visível do Eclipse Solar Anular, em 10 de maio de 2013.
Pereceba que o Brasil não está inserido entre as linhas verdes indicadas na figura 35. Isso significa que o eclipse não poderá ser observado no Brasil. Mesmo na Austrália, local que poderia transmitir ao vivo via internet, a observação do eclipse não será fácil de ser realizada, pois durante a ocorrência desse fenômeno, o Sol estará nascendo e próximo do horizonte leste. Vamos torcer para que algum astronômo amador ou observatório tenha um horizonte livre de qualquer interferência de prédios, árvores ou montanhas para nos enviarem fotos ou vídeos ao vivo desse eclipse. Estaremos antenados e qualquer nova informação, anunciaremos pelo nosso Twitter.
Eclipse Lunar Penumbral - 25 de maio
Apesar do Eclipse Lunar Penumbral ser observado no Brasil, sua contemplação será imperceptível. Isso porque a Lua ficará apenas 0,5 arco-minutos na penumbra da Terra, ou seja, mesmo o observador mais atento não irá perceber diferença alguma no nosso satélite natural.
Com certeza, não aconselho observar esse evento. Agora, se a intenção é contemplar a Lua Cheia... nesse caso, será um bom momento!
Informações oficiais:
Eclipse Solar Penumbral de 09 de maio: http://eclipse.gsfc.nasa.gov/OH/OHfigures/OH2013-Fig02.pdf
Eclipse Lunar Penumbral de 25 de maio: http://eclipse.gsfc.nasa.gov/OH/OHfigures/OH2013-Fig03.pdf
|
Bons céus para todos nós... Marcos Calil
|
|
Você pode interagir conosco através do:
Site: www.climatempo.com.br > ASTRONOMIA (Shortlink: http://bit.ly/dW16UU)
Twitter: http://twitter.com/marcoscalil
Além de assistir nossos programas Momento Astronômico e Observatório no nosso site http://www.momentoastronomico.com.br/programas/programas.html (Shortlink: http://bit.ly/hc0O8P)
Conteúdo e ilustrações: Marcos Calil
Almanaque Astronômico Brasileiro 2013 CEAMIG - http://www.ceamig.org.br/5_divu/alma2013.pdf
Anuário do Observatório Nacional 2013 - http://www.on.br/conteudo/modelo.php?endereco=servicos/servicos.html
Breit Ideas Observatory - http://www.poyntsource.com/New/
IMCCE - Institut de mécanique céleste et de calcul des éphémérides - http://www.imcce.fr/en/ephemerides/
IMO - International Meteor Organization - http://www.imo.net/files/data/calendar/cal2013.pdf
IOTA - International Occultation Timing Association - http://iota.jhuapl.edu/
Meteor Showers On Line - http://meteorshowersonline.com/calendar.html
NASA - Solar System Dynamics - http://ssd.jpl.nasa.gov/?ephemerides
NASA - Eclipse Web Site - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/OH/OH2013.html
Obeservatório Nacional - Anuário Interativo - http://euler.on.br/ephemeris/index.php
REA - Rede de Astronomia Observacional - http://www.rea-brasil.org/
Ronaldo Rogério de Freitas Mourão - Anuário de Astronomia e Astronáutica
Royal Astronomical Society of New Zealand - http://www.rasnz.org.nz/SolarSys
Seiichi Yoshida´s Home Page - http://www.aerith.net/index.html
The American Meteor Society - http://www.amsmeteors.org/meteor-showers
Uranometria Nova - Irineu G. Varella & Priscila D. C. F. de Oliveira - http://www.uranometrianova.pro.br/
U.S. Naval Observatory - Astronomical Applications Department - http://aa.usno.navy.mil/data/
Softwares
2000 Space.com Canada Inc - Observatório Astronômico Atlas Estelar (Starry Night)
D. Herald - OCCULT Predictions v. 3.6.0
Ephemeris 2.0 - Jonathan Sachs
Stellarium - versão 0.11.4
Stephen Michael Schimpf - CyberSky 4.0
|
Agradecimentos
À todos que me apoiaram durante meus estudos de doutorado!!! Defesa confirmada e aberta para público: 20 de maio, às 9h na PUC Consoloção (São Paulo).
Fernanda Calipo Calil, minha amada esposa.
|
Renomear apelido
Entre com o novo apelido para a localidade